E SE… | Editora: Sana | De Raquel Garcez Pacheco | lustrações de Bárbara Neto |

E Se…?’ – que está entre os títulos literários mais curtos do mundo e o único atribuído a uma obra infantil portuguesa – é como uma viagem de balão pelo mundo da constante inconformidade humana. Aqui a fantasia ilustra o desejo e o sonho permanentes.

Este livro promete cativar miúdos e graúdos. Apesar de ser uma história infantil, a narrativa tem várias mensagens que se podem extrair.

Uma mensagem de motivação.

Que retrata a importância de acreditarmos que é possível realizarmos os nossos sonhos, que é importante sermos inconformados para nos permitirmos voar, sem medo, com ambição;

Uma mensagem de inspiração (nas crianças)

Pela sua curiosidade, bravura e imaginação. Tudo é possível aos olhos destemidos de uma criança. Perpetuar esta essência de criança em nós, é dar asas aos sonhos, é querer ser um herói, guerreiro e vencedor;

Uma mensagem pedagógica – ser resiliente.

Tal como no mundo real, na história narrada no livro, há tristeza, injustiça, solidão, traição, frustração, perda (morte), cabendo a cada de um nós, saber agir, enfrentar, ultrapassar;

Uma mensagem de reflexão universal – a eterna pergunta «E SE?»

Que nos faz escrever a nossa história pessoal pelas escolhas que fazemos, consequência ou não do livre-arbítrio: E se? E se eu fosse? E se eu tivesse feito de outra forma? E se tivesse escolhido aquele outro caminho? E se…?

SINOPSE

E se… um livro tivesse vida e, de repente, cansado de o ser, quisesse ser outra coisa?

E se esse desejo fosse concedido?

E se, num universo fantástico onde a imaginação é a rainha de todas as coisas, a magia transformasse o impossível em possível?

E se alguém fosse eternamente insatisfeito e desejasse ser sempre algo mais?

E se a ambição comandar o sonho?

E se eu fosse um sapato um dia, noutro dia, um banco de jardim e no dia seguinte uma nuvem?

E se…?

Este livro é como uma viagem de balão pelo mundo da constante inconformidade humana, onde a fantasia ilustra os desejos e os sonhos permanentes.

Atreves-te a vir voar?

FICHA TÉCNICA

Autor: Raquel Garcez Pacheco
Ilustrador: Bárbara Neto
Data de publicação: Outubro de 2018
Número de páginas: 40
Formato: 21X21
ISBN: 978-989-54210-0-8
Colecção: infanti

 

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral.

As famílias precisam de aprender a educar os filhos para o riso. Saber sorrir e ter sentido de humor é fundamental para aumentar a alegria de viver dos nossos filhos.

Neurologicamente falando, estudos do Jornal de Neurociência e de Psicologia da Universidade de North Carolina mostraram que a gargalhada é uma grande libertadora de endorfina no cérebro através dos receptores opioides para os neurotransmissores.

De acordo com reportagem publicada no jornal Estadão, o riso tem um efeito benéfico  e transporta-nos para uma euforia saudável , e por isso é que é tão contagioso socialmente.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Quando uma pessoa começa a rir, as outras à sua volta também tendem a abrir um sorriso ou a rir. Através do riso, as conexões sociais no grupo melhoram, porque gera uma sensação de segurança e proximidade.

Também o riso e o sorriso fazem parte do bom humor.

Quanto mais bem-humorados os nossos filhos forem, melhor conseguirão levar a bom porto as adversidades da vida e de transformar as obrigações diárias e convivências em momentos mais leves ou alegres, através de sorrisos refrescantes.

Ao bom humor estão associadas a diversão, os jogos e a brincadeira; todas são manifestações afetivas de amizade e amabilidade.

FELICIDADE

Segundo Hugo de Azevedo, escritor do livro: “O bom humor”, uma pessoa que não aprecia uma piada ou não se sabe rir de si própria, não sabe “brincar” e nunca poderá alcançar a plena felicidade.

Contrariamente, uma pessoa com bom humor sabe relativizar as coisas e não se leva tão a sério. Os nossos filhos precisam de aprender a conhecer-se e a aceitar as próprias limitações.

Uma inteligência emocional bem desenvolvida leva ao realismo e a uma escala de valores equilibrada. As crianças aprendem a relevar pequenas adversidades e a não fazerem “tempestades em copo de água”.

SOLUCIONAR PROBLEMAS

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral, o que permite que descubram melhor as causas de eventuais problemas e, consequentemente, possíveis soluções.

O bom humor está unido ao espírito desportivo, ao desporto e ao jogo, à virtude da eutrapelia, ou seja, de saber divertir-se mas saber moderar quando preciso.

Brincar é uma coisa séria e é uma coisa mais séria ainda para os adultos que jamais devem desaprender a brincar.

SUGESTÕES PARA OS PAIS

  1. Aprenda a rir-se de si próprio.
  2. Seja sempre grato pelo que tem.
  3. Evite focar-se em problemas e pensamentos negativos.
  4. Habitue-se a fazer pausas, a desfrutar de uma boa música, uma dança, um bom filme, um livro, um passeio no parque ou contemplar a natureza.
  5. Brinque e tenha momentos de diversão com os seus filhos e dêem umas gargalhadas em família
  6. Aprenda a não dramatizar.
  7. Sorria sempre para as pessoas, o que é uma forma de demonstrar carinho por elas.
  8. Aprenda a alegrar-se com cada minuto desse precioso dom que é a vida.

 

Publicado em O estadão, adaptado por Up To Kids®

“O Henrique tem 4 anos acabados de fazer e, como tal, uma persistência gigante para alcançar o que quer. Hoje, no jardim-de-infância, o dia não lhe correu muito bem … Numa ida com a sua turma a uma feira temática, o Henrique encantou-se por um carrossel e quis, de imediato, andar nele. A senhora do carrossel disse-lhe que era só para meninos a partir dos 5 anos e o Henrique retorquiu, de “cara feia”: “Mas eu já sou crescido! E tenho quase 5 anos!”. A Educadora explicou-lhe, então, que sim, ele era crescido, mas que havia meninos ainda mais crescidos e que aquele carrossel era perigoso, poderia magoar-se. Além disso, havia um outro carrossel para meninos igualmente crescidos como ele, no qual os meninos mais velhos não podiam andar – era especial só para os meninos de 4 anos. O Henrique lá aceitou. No final do dia, quando a mãe do Henrique o foi buscar, ele prontamente lhe contou o sucedido, choramingando que a Educadora não o havia deixado andar no carrossel que queria. A mãe, abraçando-o e olhando para a Educadora, respondeu: “Pois é, meu fofinho, já és crescido! Sabe, nessas situações, eu costumo dizer que ele já tem quase 5 anos, porque assim pode ser que eles deixem… Depois, voltamos lá noutro dia e vemos se a senhora te deixa andar, está bem meu fofinho?”.

As crianças são muito espertas, mas isso já nós sabemos.

Sabemos também que têm um dom particular de nos levarem a fazer o que querem, a lutar com “unhas e dentes” (por vezes, literalmente) para marcar a sua posição. Conseguem levar-nos ao extremo do nosso limite de paciência, deixando-nos “à beira de um ataque de nervos”, com os cabelos em pé. Conseguem também fazer pairar na nossa cabeça um “eu queria dizer que não, mas não consigo” (cantarolado ao jeito da canção conhecida que passa nas rádios) a cada “olhar de Gato-das-Botas do Shrek” que nos lançam. É relativamente fácil sentirmos culpa cada vez que temos de as contrariar.

As palavras “Sim” e “Não”

Queremos, fundamentalmente, que as “nossas” crianças cresçam felizes, sejamos pais, cuidadores ou educadores. As palavras “sim” e “não” pertencem a essa esfera. Porém, parece-nos muito mais fácil utilizar o “sim”. Então, porque é que a palavra “não” custa tanto a aplicar? Numa perspetiva lógica e racional, a palavra “não” tem tantas letras quanto a palavra “sim” e ocupa exatamente o mesmo tempo de discurso. Já o impacto emocional e comportamental de cada uma delas é diferente.

A Bússola do “Não”

O “não” funciona como uma excelente bússola. As suas coordenadas ajudam as crianças, e também os adultos, a situarem-se a nível emocional e comportamental. Enquanto adultos, temos o dever de encaminhar as crianças no caminho certo para o seu “norte”, para os seus objetivos, para que o seu desenvolvimento ocorra da forma mais equilibrada e saudável possível. Aliás, as crianças pedem-nos essas coordenadas de crescimento a cada birra, a cada comportamento de oposição, a cada finca-pé.

Aprender a ouvir e a lidar com o “não” é tão essencial como a água para o nosso corpo. Aprendemos a relacionar-nos de forma mais adequada com o mundo que nos rodeia, melhorando a nossa tolerância à frustração (um dos segredos para seres humanos mais felizes).

Os benefícios do “Não”

São vários os benefícios que daí advêm:

  • maior resiliência
  • maior capacidade de adaptação aos inúmeros desafios da vida, em diversos contextos
  • maior autoestima
  • maior conhecimento dos limites na relação Eu-Outro
  • maior respeito pelo mundo envolvente
  • maior inteligência e equilíbrio emocional

No geral, a nossa tendência natural é querermos colocar as nossas crianças num redoma de vidro, numa espécie de “bolha de proteção mágica” para protegê-las de todo o mal do mundo. Muitas vezes de forma inocente, sem nos apercebermos das consequências futuras. Sabemos o quão desafiante pode ser a tarefa de ajudar uma criança a crescer, no meio de uma vida atarefada, agitada e igualmente exigente para nós, adultos.

Quantas vezes nos sentimos cansados depois de um longo dia de trabalho, que a nossa vontade é dizer que “sim” a tudo, talvez para compensar a nossa ausência física e afetiva e também para não termos de nos “chatear”, porque a paciência se esgota? Quantas vezes cedemos, mesmo depois de uma decisão tomada, porque nos “dói a alma” ver a criança chorar? E quantas vezes já nos apercebemos das “manhas” a que a nossa pequenada recorre para “levar a água ao seu moinho”?

As consequências do “sim”

As consequências da nossa dificuldade em dizer “não” far-se-ão sentir a cada etapa de desenvolvimento até à idade adulta, passando por adolescentes rebeldes, adultos infantilizados e desconhecedores dos limites do Outro, para quem tudo é negociável e tem de corresponder às suas exigências e expectativas, e ainda adultos acomodados às pressões exteriores, que cedem facilmente.

Colocar em prática

Como colocar, então, em prática a bússola do “não” de forma consistente e equilibrada?

Eis algumas sugestões (ter em atenção a idade da criança):

  • ser consistente, coerente e firme: não ceder constantemente à insistência da criança. A incoerência do adulto leva ao desenvolvimento de magníficas artimanhas de manipulação emocional.
  • desdramatizar ou o chamado “keep it simple: quando algo não corre como o desejado, evitar atribuir um peso emocional muito forte, conversando tranquilamente sobre o que não correu bem e pensando em estratégias para que, futuramente, corra melhor.
  • ensinar a esperar: ensinar que tudo tem o seu tempo e que, nem sempre, podemos ter o que queremos e quando queremos.
  • lembre-se: enquanto Adulto é o exemplo para a criança – é o seu modelo, funciona como espelho. A tendência natural das crianças é imitar, seguir o exemplo de quem é importante para si. É essencial adoptar um comportamente congruente, ensinando que os “nãos” e a frustração fazem parte da vida e, como tal, não são “o fim do mundo”.

É importante termos em mente que não há soluções mágicas e universais e que cada criança é uma criança e que todas merecem crescer com respeito e afecto. Merecem (e precisam!), igualmente, de balizas emocionais que as ajudem a ser mais equilibradas … porque serão, certamente, mais bem sucedidas ao longo da sua vida!

 

Por Alexandra Pinto, Psicóloga Clínica da Horas de Sonho, apoio à criança e à família, crl

 

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O que significa Ser feliz?

Numa época de grande revolução mundial com inevitáveis repercussões individuais, a questão é pertinente.

Quantas vezes nos questionamos se somos felizes….temos a certeza que não nas alturas em que estamos tristes ou desiludidos, e a certeza que sim nas alturas em que a vida nos corre bem.

Então mas o que é a felicidade?

O precursor desta questão foi Sócrates (469 a.C-399 a.C), mas Aristóteles é quem sistematiza a mesma (384 a.C-322 a.C).  Na sua principal obra ética, “ Ética à Nicômaco”,  Aristóteles refere : todas as coisas buscam o seu fim (“télos”), que é sinônimo de bem; o fim do homem é a felicidade (“eudaimonia”). Para ele é uma meta e não um estado temporário, e depende da aquisição de um carácter moral, que inclui a coragem, generosidade, justiça e cidadania por exemplo. Hoje em dia, a  felicidade é geralmente representada por um sentimento de paz interior, sentimento de ligação com o outro, experiência espiritual,  otimismo na vida….  Num estudo publicado em 2010, considerado um dos maiores já realizados sobre felicidade, Grant Study  analisou entre 1939 e 1944, um grupo de 268 estudantes de Harvard. Concluiu que a felicidade é fazer bem aos outros, fazer coisas em que o individuo é bom, e fazer o bem para si próprio. Percebendo então que a felicidade se amplifica em áreas muito diferentes das nossas vidas, tais como o trabalho, a vida familiar, os recursos financeiros, o ambiente em que se vive, as relações sociais entre outras, concluiu-se que é um factor importante na promoção da saúde física e mental. Para Tal Ben-Shahar, especialista em Psicologia Positiva e professor na Universidade de Harvard, igualmente autor do livro “Being Happy”, refere que “aceitar a vida como ela é irá liberta-lo do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Nas suas aulas, refere as seguintes sugestões para promoção da felicidade:

  1. Perdoe seus fracassos e celebre-os.
    “Assim como é inútil queixar-se do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremo-nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria
    ”. Errar faz parte de quem somos, e é a partir desses erros que aprendemos e crescemos.  Para Mauger e colaboradores ( 1992), o perdão também deve ser trabalhado em nós, sendo que os baixos níveis de perdão estão directamente relacionados com a presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.
  2. Não veja as coisas boas como garantidas.
    Sinta-se grato quer sejam elas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e que estarão aqui sempre, tem pouco de realista.”
  3. Pratique desporto.
    Pratique qualquer tipo de desporto que lhe dê prazer. Bastam apenas 30 minutos para que o cérebro segregue endorfinas, substâncias que nos fazem sentir-nos felizes, sendo na verdade opiáceos naturais produzidos pelo nosso próprio cérebro, que reduzem a dor e geram prazer.
  4. Simplifique.
    Simplifique a vida quer seja no trabalho ou no lazer. “Precisamos de identificar o que é verdadeiramente importante e concentrarmo-nos sobre isso” refere Tal Ben-Shahar.
  5. Aprenda a meditar.
    A meditação é hábito simples que combate o stress. Segundo Miriam Subirana, doutorada pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, “a longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida e a superar as crises com mais força interior”. Tal Ben-Shahar acrescenta que a meditação é também um excelente momento para orientar os nossos pensamentos para o lado positivo.
  6. Treine a resiliência.
    A felicidade depende do nosso estado mental e não da nossa conta corrente. “O nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. A isso chamamos de locus de controle , termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20: os pacientes depressivos tendem atribuir os seus fracassos a si próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e conseguir recuperar, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, refere o psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Assim sendo, mãos à obra e sejam felizes!

 

 

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Cada Ser humano, animal, vegetal e mineral, ou outro possui um padrão único de vibração na Mente de Deus.

Cada corpo tem um efeito de  ressonância o que torna possível o nascimento, o desenrolar de eventos e experiências na vida terrena e por fim a morte ou transcendência para outros planos. Este sistema é perfeito e se houver conhecimento do programa será mais fácil crescer, aprender e ser bem sucedido.

Nos somos  programados para efetuar um processo evolutivo, dentro de moldes pré fixados pela nossa consciência.

Este estudo ajuda a perceber um pouco mais sobre o caminho.

Visão deste trabalho
Cada Ser humano, independentemente da sua educação ou credo, deve ter acesso a uma educação baseada no seu ser espiritual e emocional desde muito cedo uma vez que assim será possível que faça melhores escolhas quer pessoais quer sociais.

Objectivos possíveis se alcançar
Desenvolvimento do auto conhecimento e das capacidades inatas, propósito e missão de vida, tomada de decisão mais assertiva e inteligente, desenvolvimento da resiliência em momentos difíceis, escolhas adequadas a todos os níveis e com resultados de qualidade, características internas e como utilizá-las da melhor maneira, auto valor, força e auto estima, índices de diferenciação como factores de sucesso no dia a dia da criança.

Resultados práticos
Perceba a missão, interna ou externa, pessoal ou social, a sua personalidade vinculada e adquirida, a vocação ou inclinação para determinadas áreas ocupacionais, os pontos fortes e frágeis e por fim, o equilíbrio da energia masculina e feminina.

Eu detestava erros. Sentia-me mal quando os cometia, desde a nódoa na camisola quando estava quase a sair de casa, à resposta lá se foi o queijinho no Trivial Pursuit. Quando eles aconteciam e, os erros acontecem todos os dias, parte de mim sentia que falhava e que não correspondia às expectativas que alguém, inclusive eu, tinham de mim. Foi por isso que decidi investigar melhor porque me sentia assim e, deliberadamente decidi inscrever-me em certas coisas em que certamente iria ser a pior da turma. Dança do ventre, lá vou eu! Tudo para a esquerda e eu a abanar-me para a direita. Gira, gira, gira… onde é que foram todos?? Quanto mais me enganava, mais me ria. Quanto mais me ria, mais me libertava. Quanto mais errava, mais perdia o medo de errar. Quando perdia o medo, mais arriscava e mais aprendia sobre mim e sobre a tarefa em questão.

O Eduardo Briceño escreveu um artigo muito interessante sobre os erros. Um dos meus erros favoritos são os erros que nos esticam. Estes erros surgem quando estamos a tentar expandir as nossas atuais habilidades sem ajuda e esticamos para atingir outro patamar, como o nível seguinte de um jogo de computador. Os erros acontecem naturalmente porque estamos em terreno novo em que nos desafiamos e aprendemos novas habilidades e capacidades.

96% das vezes em que o pequeno catita comia a sopa fazia uma obra do Jackson Pollock no babete. Um dia disse “Mamã, já não preciso do babete.”TCHAM TCHAM senhoras e senhores vem lá um erro que estica! Tirei-lhe o babete, ele comeu a sopa e quando acabou fomos ver ao espelho: apenas uma pequena pinta na camisola. Reparei que durante o processo estava com muito mais atenção à colher, ia avaliando até onde a podia encher para a sopa não cair e, em geral muito mais focado no seu desafio. De dia para dia foi melhorando a técnica e diminuindo as nódoas. Acho até que ele cresceu uns 5 cm só a comer sopa!

Estes erros são mesmo muito positivos e devem ser estimulados nos nossos pequenos catitas. São eles que devem definir a sua zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a zona ligeiramente além do que já conseguem fazer sem ajuda e que representa o nível ideal do desafio de aprendizagem.

Outros erros igualmente importantes no processo de aprendizagem são os erros AHA- acabei de descobrir porque isto correu mal. Surgem quando perante determinada situação cometemos um erro por falta de conhecimento ou informação e, no momento em que acontecem percebemos imediatamente o que está de errado ali. Por exemplo, atirar-me para cima de um skate e perceber AHA não sei travar. Uma boa forma de aprender com eles é fazer a pergunta “O que posso fazer de diferente na próxima vez?”

Depois temos os erros trapalhões. Estes surgem quando estamos a fazer algo que já dominamos mas estamos completamente distraídos. Acontecem porque somos humanos mas se forem muito repetitivos pode ser uma pista para aumentarmos a nossa capacidade de foco e atenção.

Aprender com os erros e desafios estica-nos e faz-nos aprender muito sobre nós. Esta aprendizagem não é automática, só aprendemos com os erros se refletirmos sobre eles e não os encararmos como inimigos ou focos de vergonha. Ensinar o teu filho a errar é maravilhoso para ele e para ti. Vai ajudá-lo a ir mais longe na sua viagem, a encarar a vida com curiosidade em vez de medo e, a ser mais tolerante consigo e com os outros. Vai desenvolver a criatividade, a resiliência e a autoestima. Vai ensinar-lhe que ele pode crescer todos os dias mais uns bons cms enquanto erra, tropeça e ri.

Errar, afinal, não é assim tão errado.

Como criar os filhos para serem felizes?

Durante a minha experiência profissional vi muitos pais sentarem-se à minha frente e falarem sobre as preocupações que têm em relação ao futuro dos filhos. Posso generalizar e dizer que em todos eles a preocupação essencial era se os filhos viriam a ser adultos felizes. Ou, ainda, se as lembranças de infância seriam felizes. Assim como esses pais que pude ajudar de forma mais individual e objetiva, imagino que outros tenham as mesmas preocupações. Por isso, resolvi dividir alguns segredos da psicologia em relação a isso.

O que é a felicidade?

A felicidade não é uma constante na vida, visto ser cheia de situações inesperadas. Porém, a forma com que percebemos os desafios impostos , é o gerador de emoções “positivas” ou “negativas”. Isto é que determina as nossas ações. Podemos dizer que o segredo para se ser mais feliz está em ter a capacidade de se adaptar à adversidade. E a isso em psicologia chamamos de resiliência.

Para aumentar a capacidade de resiliência nas crianças há uma série de ações que os pais podem tomar desde cedo! Vamos ver algumas delas:

  1. Mostrar consistência

    As crianças tem necessidade de saber o que esperar dos pais e o que esperam dela. Ser consistente entre o que diz e o que faz traz confiança aos pequenos e reduz as chances de produzir stress e falsas expectativas.
    Isso é possível através da criação de rotinas. Com horários específicos para as refeições, para dormir, para realizar as tarefas de casa e para passar tempo em família. E através da criação de regras consistentes, para que os pequenos também percebam que devem seguir algumas normas e que o não cumprimento dessas implica consequências previamente combinada com os pais (aqui é importante sempre manter as combinações).

  1. Conversar sobre as emoções

    Falar sobre as emoções é essencial para fortificar a relação entre pais e filhos. Além de promover nas crianças as habilidades de reconhecer as suas próprias emoções e a dos outros. Aqui também é importante para os pais dividirem como se sentem e como fazem para resolver a situação que causa aquele sentimento. Dar espaço para a criança falar sobre como se sente também faz todo o sentido.Tão importante quanto falar sobre as emoções é falar sobre como geri-las! E isso pode ser feito através de histórias (inventadas ou sobre experiências de vida dos pais, por exemplo). Ou através de jogos, onde os pais criam uma situação hipotética – com personagens que a criança goste, por exemplo – e ela pode encontrar maneiras alternativas para lidar com aquele sentimento e situação que a personagem está a enfrentar.

  1. Incentive o desenvolvimento mental e social

    Envolva-se na vida escolar dos seus filhos. Incentive a leitura e a criatividade deles através de jogos diferentes e brincadeiras em família. Através da leitura de livros interessantes que envolvam o que eles tem estudado na escola e também outras coisas que sejam do interesse familiar.
    Brincar com o som das palavras, com as rimas, e com exercícios de lógica também impulsiona o desenvolvimento cognitivo e as habilidades de comunicação. Estes estão fortemente associados ao sucesso académico e interpessoal no futuro.

Lá está, três pequenas dicas que podem melhorar a qualidade de relacionamento entre pais e filhos e ainda melhorar a capacidade de resiliência dos pequenos. Criar filhos felizes a 100% do tempo é impossível. Mas prepara-los para a vida e ajuda-los a adaptarem-se às adversidades fará com que eles, com certeza, tenham uma melhor qualidade de vida agora e no futuro!

E talvez isso seja mesmo o mais próximo da felicidade plena.

imagem@fabricadementes

Não há palavra mais na moda: resiliência.

Também eu a tento compreender e explicar; tento que adultos se tornem agora resilientes quando talvez não o tenham sido durante toda a vida. Não fujo a estes jargões profissionais que vão e vêm ao sabor das teorias. Mas, como todos sabemos e experienciamos, a vida é quem mais nos ensina. E eu aprendi uma enorme lição: se há ser humano resiliente, só pode ser uma criança. Resilientes só os miúdos.

As crianças caem (literalmente e no sentido figurado). Caem e magoam-se (também literalmente e no sentido figurado). As crianças sofrem e vivem o sofrimento e depois levantam-se com um encantamento e uma genuinidade de que só elas são capazes. Sacodem as dores e seguem o seu caminho.

Mesmo quando os nossos piores anseios nos dizem que elas não vão ser capazes, as crianças surpreendem-nos com uma lição de resiliência verdadeira e única. E essa resiliência está ancorada numa capacidade de gestão emocional quem nem 500 horas de formação intensiva alguma vez trarão a um adulto.

Por isso, devemos fazer um esforço, devemos procurar a melhoria, devemos cair e levantar, sabendo que nunca o faremos como uma criança.

Mais importante, talvez possamos com elas aprender que a vida é feita de grandes trambolhões, mas a felicidade está mesmo nas pequenas coisas. E quando conseguirmos fazer tudo isto, olhando para os nossos miúdos com admiração e humildade, daremos mais um passo no nosso desenvolvimento pessoal.

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Nascemos, crescemos e morremos envoltos em verdadeiras teias de competitividade. Sem dúvida, que tudo na nossa vida se encontra pincelado de alguma disputa, muitas vezes em relação a nós próprios. Somos uma espécie em constante seleção natural, em que apenas os melhores sobrevivem. As expectativas, tendencialmente mais elevadas, fazem-nos avançar para além das nossas capacidades, e as limitações surgem apenas como impulsos para atingir objectivos. Se por um lado, esta ferramenta é essencial para combater a inércia e a estagnação, fazendo-nos viver em plenitude, por outro é castradora e asfixiante. Principalmente quando falamos de crianças, cuja sua estrutura emocional se encontra em desenvolvimento.

Considero, que o problema não reside em querer ser o Melhor…nem na competitividade inerente a este conceito. Mas sim, na verdadeira inversão de papéis e valores que se praticam, primeiramente no nosso ambiente familiar, que não é mais do que um microssistema social, os quais se irão extrapolar para a sociedade em geral. Atualmente, os pais valorizam de uma forma incontrolada o desempenho escolar, as notas, os números, os cargos, o dinheiro e o prestígio financeiro…ter, ter, ter!! Perdemos imenso tempo precioso em torno dos trabalhos de casa, despendemos imensos recursos em explicações, reforçamos positivamente os resultados escolares em detrimento de todos os outros. E ensinamos aos nossos filhos, que ser o melhor se resume a resultados…evidentes em escalas numéricas.

Quantos de nós, enquanto pais e educadores, valorizamos a partilha de objetos, a solidariedade entre colegas, a capacidade de persistência, a ajuda ao próximo, a honestidade, a resiliência, a simpatia. Recordo sempre uma imagem, que me marcou, como mãe, mas principalmente como ser humano. Numa festa escolar uma das crianças, caiu durante a atuação e outra foi em seu auxilio, na tentativa de a ajudar a recuperar, foi repreendida com o argumento que não deveria sair do seu lugar. Esta situação, reflete exatamente o que pretendo dizer, não foi o sentimento de solidariedade e ajuda mútua que foi ensinado, mas sim, o individualismo e a insensibilidade perante o outro.

Ser o melhor…é ser um exemplo enquanto ser humano. Uma referência primeiro que tudo em valores e afectos. Ser seguro, ser justo, coerente…humano!

Enquanto pais, temos que rever estes conceitos, esta estrutura de hierarquias…se não o fizermos…construímos uma sociedade na qual não iremos decerto querer envelhecer…uma sociedade de Melhores (Best) que vivem e sentem como os Piores (Worst)!

Being the Best…Feeling the Worst

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NOTA INTRODUTÓRIA: DESABAFOS DE UM PAI PREOCUPADO

Agora que a minha filha mais nova foi para o Berçário, é natural que eu esteja mais sensível a todo este universo. Este universo onde há um turbilhão de sentimentos no peito de milhares de mães e pais que todos os dias levam os seus filhos para o Berçário, Creche ou Pré-Escolar.

É o tal paradoxo: sabemos que estão bem, sentimos a importância, somos bem acolhidos, contudo, há separação, ainda que temporária.

Só que, como sabemos, o tempo é relativo. Uma hora com dor de cabeça parece uma eternidade. Uma hora a assistirmos à nossa série preferida, passa a voar. Afastados dos filhos, fazemos do tempo um inimigo. E lá vem com malícia a “dona  culpa”, e lá vem com estrondo o “senhor peso no peito”. E lá surge traiçoeira a “menina lágrima”.  

Para me ajudar (pode ser que também ajude a si) lembrei-me de uma história. Fala de um conjunto de Educadoras muito especiais. E elas andam por aí, espalhadas pelo país. Acolhendo os nossos filhos. Ajudando-nos a fazer as pazes com o tempo. Lutando para termos menos dores de cabeça.  Elas dão-nos lições.  

 

Era uma vez as princesas de hoje…,
ou
As lições mais importantes que as educadoras podem dar a um mundo carente de otimismos.

Era uma vez um conjunto de destemidas Educadoras que resolveram fazer uma reunião para melhorarem ainda mais as suas práticas. Estas são as verdadeiras heroínas. As “princesas” do século vinte e um. A bruxa má é o descrédito, o desistir, o trabalhar por trabalhar…

O castelo escolhido para a reunião, foi uma sala de formação. Curiosamente, ou talvez não, a sala era num farol! Não é preciso ser muito sensível para descortinar o simbólico na palavra farol, certo?

A reunião impunha-se porque a bruxa má criou um monstro chamado “estagnar na profissão”. A reunião visava aniquilar o monstro, destruir a bruxa e libertar do perigo centenas de crianças. E, como uma espécie de extra, libertar da angustia centenas de mães e pais. O plano tinha sido traçado. Para se atingir os objetivos, as armas usadas seriam as da Psicologia Positiva. O estudo científico das forças e das virtudes impunha-se para contrariar as más vibrações. O trabalho sustentado no otimismo surgia como resposta para constranger a crise, as crises e a descrença no futuro.

  • As Educadoras desejam actualizar-se para serem capazes de ajudar as crianças a abraçar a magnificência do mundo.
    O mundo muda a uma grande velocidade. A sociedade altera-se e as crianças também. É importante lembrarmos que, biologicamente, as crianças estão iguais às nascidas há milhares de anos. Só que o ser humano está longe de ser só Biologia. É aqui que entra a cultura. O mundo está em mudança e isso afeta as crianças. Quem trabalha na Educação deve estar atento e actualizado, caso contrário, corre o risco de ficar ultrapassado.

  • As Educadoras estão atentas às forças, às emoções positivas, ao optimismo, à psicologia positiva.
    A psicologia sempre estudou o que estava mal no comportamento humano, sempre se dedicou aos problemas, à depressão, ao comportamento agressivo e à toxicodependência, por exemplo. No entanto, também se dedicava a ajudar as pessoas. E não precisa só de ajuda quem está mal. Quem está bem, também pode precisar de ajuda para melhorar. Para crescer. Para desenvolver competências. Só que a determinada altura da história a balança ficou desequilibrada. Estudava-se muito a depressão e pouco a felicidade. Estudava-se o problema, as possíveis soluções e falava-se pouco do que nos faz ser felizes.
    A reunião mal tinha começado e foi notório que a maioria das Educadoras tinha ido em grupos formados por outras Educadoras. Mas uma das Educadoras, fez questão de trazer as pessoas com quem trabalhava, mesmo elas não sendo Educadoras.
  • As boas Auxiliares também nos dão lições. E as outras Educadoras, por serem brilhantes, foram para as suas instituições partilhar tudo com as Auxiliares.
    A equipa é fundamental ! Claro que há hierarquia, claro que deve haver liderança, organogramas bem definidos e noção do papel de cada um. Mas é fundamental o líder envolver. E por outro lado, é determinante a equipa querer colaborar. As Educadoras que nos dão boas lições, envolvem os elementos da Equipa. As Auxiliares que nos dão boas lições, também desejam melhorar.
    Durante os trabalhos, sentiu-se que uma das Educadoras foi sozinha.
  • As Educadoras têm coragem para enfrentar sozinhas as suas guerras.
    É confortável termos um parceiro, uma amiga para partilharmos momentos. Isso ajuda.  Mas a boa Educadora quando  acredita, vai. Se ninguém quer ir, ela vai sozinha. Se querem puxá-la para baixo, dizendo que não vale a pena, ela não deixa.
    Na pausa da reunião, duas das Educadoras que tinham chegado com bastante tempo de antecedência à reunião, voltaram a ser as primeiras a entrar. E com um sorriso. Sereno e sincero.
  • As Educadoras são pontuais, gostam de o ser, gostam de ter tempo para preparar os pormenores, a sala, a música que vão colocar. Gostam de confirmar se as janelas estão como devem estar e recebem com leveza e serenidade.
    Uma das Educadoras interrompia, questionava, punha em causa, dava as suas ideias e colocava o seu melhor ar crítico. A capacidade de refletir criticamente é essencial para avançarmos na profissão. Estar atento ao que se lê, ser capaz de lançar pedras ao charco, é estimulante.
  • Os pais e educadores também dão lições. Há um caminho a percorrer até se acertarem as práticas. Por isso, não podemos deixar de colocar em causa. Avançamos, somos proativos, mas não desligamos o cérebro. Assim também vamos ser um bom modelo para as nossas crianças. Elas vão precisar de alguém capaz de as inspirar a pensar pelas próprias cabeças.
    A determinada altura, surge a questão: estávamos a fugir do tema, por falarmos pouco de crianças? A dúvida era legítima. No entanto…
  • As Educadoras entendem que na Psicologia do Desenvolvimento, podemos falar de estágios, de marcas do desenvolvimento.
    Quando falamos de Psicologia Educacional, podemos falar de dificuldades de aprendizagem. Quando abordamos a Psicologia Positiva temos que falar muito do Educador. Estamos a falar de prevenção. De atitudes dos adultos. De atitudes que irão influenciar a forma como as crianças olham para os problemas. Por isso, necessariamente falamos muito do Educador. Da forma como o Educador pode colocar em prática a “educação positiva”. Da forma como o Educador pode ajudar a desenvolver a resiliência nas crianças.

Abordar a Psicologia Positiva não é uma moda. E tenho a certeza de que não é para todos. Temos que ter vida. Experiência. Temos que praticar. Não basta decorar conceitos. E devemos aplicar nas nossas profissões com crianças. E nas nossas casas, devemos aplicar também. E assim, morre a bruxa, foge o monstro e desaparece o peso no peito. Pelo menos uns gramas. Graminhas.

NOTA FINAL: VERDADES DE UM PAI ESPERANÇADO

As crianças, todas as crianças, têm as suas forças;
Ficarei sempre tranquilo, enquanto sentir que andam por aí as Educadoras que desejam conhecer formas de ajudar os meus filhos a desenvolverem essas forças;
As emoções positivas elevam a criança numa espiral (ver Dra. Barbara Fredrickson);
Preciso de Educadores mestres nas emoções positivas;
As Educadoras, algumas Educadoras, também são mães. É bom lembrar!;
Como pai, preciso ser mais positivo em relação ao trabalho realizado na Creche;
As Educadoras que nos dão lições, são pétalas da Chocolate Cosmos com perfume raro;
Tenho que lutar para transformar em quilos os gramas retirados ao peso no peito.

 

Por Alfredo Leite, para Up To Kids®
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