Mais Mulheres, Melhores Mães

A maternidade é sem dúvida um ponto de viragem na vida de uma mulher, no entanto a rota a seguir depende da bússola interna que cada uma de nós tem, ou quer ter.

Iremos traçar caminhos que não teremos tempo nem força para percorrer, mas também surgirão novos caminhos com surpresas e alegrias.

É difícil balizar a maternidade com o nosso intrínseco ímpeto feminino! É difícil para nós e também para os outros! Numa sociedade de aparências e estereótipos existem “comportamentos” proibidos para as mães!

Mas antes de sermos mães somos mulheres e como tal adoramos ter tempo para nós, jantar com os amigos, ler um livro, sentir a casa deserta e sossegada, gostamos muito de sermos a prioridade, e precisamos de o ser!

A maternidade hoje em dia está mediatizada e é alvo de criticas constantes. Temos que nos assumir, enquanto mulheres, parar de procurar a utópica perfeição, parar de agradar aos outros, porque também perdemos a cabaça, porque também somos egoístas, porque muitas vezes só queremos sossego e algum tempo para nós. E depois? em algum momento deixamos de amar os nosso filhos de forma incondicional? Obviamente que não! Este amor é recíproco e construído com respeito, autonomia e diferenças. As crises não são mais do que grandes oportunidades.

Se as criticas destrutivas escasseassem, haveria mais espaço para crescermos enquanto pessoas, seremos melhores mães quanto mais mulheres conseguirmos ser!

A maternidade transforma qualquer mulher…é uma constatação obvia e secular. O que importa procurar descobrir é o poder destas mudanças no nosso curso de vida.

Um filho chega, independentemente do momento, da circunstância e do planeamento envolto em surpresa e amor, um amor diferente de todos os outros porque é imensurável, incondicional, indestrutível. A relação que criamos com um filho pode sofrer abalos, deceções, mágoas, mas a verdade, é que amamos com a maior liberdade que conseguimos, e por isso é imenso este AMOR.

Dos sentimentos que mais se destaca é esta capacidade de aceitar o outro e de decidir em função da felicidade de alguém, que não nós mesmos. Conseguimos ver para além da nossa vontade, sacrificamos o nosso conforto e estamos na linha frente quando se trata de o proteger, contra tudo e contra todos. Tentamos convencer-nos que é nosso, o filho que desejamos, mas no fundo sabemos, que não. Ele existe para nos premiar com esta capacidade única de amar alguém, para sabermos que somos capazes. No entanto, criamos o nosso filho para o mundo, e é assim que deve ser!!

Cada decisão tomada deve refletir o que é mais construtivo para ele e não o mais confortável para nós. É um exercício difícil, porque, a maioria das vezes, queríamos tê-lo quietinho no nosso colo, sob a nossa guarda e proteção. Mas um filho, não é um “objeto” que guardamos em segurança, é um sonho que arriscamos em tornar real! As escolhas que fazemos devem ser oportunidades de crescimento para este “sonho” avançar de forma segura e feliz!

Os momentos de aprendizagem dos filhos são muitas vezes anulados, pela necessidade que os pais tem em retirar os obstáculos do caminho. Crescer num ambiente rigorosamente controlado, sem responsabilidade, sem conflitos para gerir, sem dor, sem perdas, sem Nãos, é crescer num mundo de ilusão…que mais tarde ou mais cedo se vai desmoronar.

Não podemos continuar a acreditar que os filhos são Nossos, criamos os filhos para o Mundo e guardamo-los para sempre no coração!!

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A parentalidade é sem dúvida uma grande aventura…uma montanha russa de emoções, angustias, trabalho e muito retorno. Mas na maioria dos casos, quem decide “comprar o bilhete” e entrar no “carrossel” esquecesse que há riscos e principalmente que a viagem deve ser feita com segurança e muita responsabilidade.

Todos os dias somos bombardeados por notícias trágicas e infelizes que colocam em causa o desenvolvimento das nossas crianças e em última instância a sua VIDA. Eu pergunto-me, numa sociedade tão democrática e critica, será que nem vê que o problema está essencialmente nas famílias e nos pais. SIM, SER PAI/MÃE é ser responsável pelos nossos filhos. As escolas, as instituições estão e devem apoiar, não substituir o papel dos pais.

A escola pública vai aumentar o tempo não lectivo e logo se levantam vozes contra esta medida, com argumentos que os filhos devem passar mais tempo com os pais, que não é de todo uma medida em prol das famílias. DESCULPEM????? O Governo está a oferecer um serviço que actualmente só as famílias com recursos financeiros pode usufruir, colocando os seus filhos em actividades pagas no âmbito particular. Não está de todo a tornar “obrigatório” a permanência das crianças em contexto escolar. A decisão é da família, e a família é soberana. Quem quer passar tempo com os filhos, não é “beliscado” por esta medida. Haja vontade das famílias estarem com os filhos.

Nos casos, dramáticos que infelizmente surgem, discute-se a “incompetência” das Instituições que não evitaram tantas catástrofes, mas esquece-se o debate da origem. Das famílias que tem o DEVER de proteger as suas crianças e simplesmente negligenciam imensas situações. A intervenção deve começar ai, e a responsabilização também. Disponibilizam-se recursos materiais (subsídios, apoios etc)…mas não há recursos humanos que ensinem muitos pais a serem pais, que os responsabilizem e principalmente que os eduquem. Um professor, uma educadora que assiste a uma criança que não tem cuidados de higiene ou alimentares e questiona a família arrisca-se a ser insultada e mal tratada. Antes de ser dar recursos financeiros aleatoriamente, ensine-se a usá-los, a perceber que cuidar é uma função dos pais, não é da escola, não é do hospital, não é das instituições…é da FAMILIA…!

Eduquem-se os pais e responsabilizem-se, pois não há, nem nunca existirá nenhuma outra estrutura mais importante e fundamental no crescimento das crianças…só pode dar Amor quem recebeu Amor!

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Nascemos, crescemos e morremos envoltos em verdadeiras teias de competitividade. Sem dúvida, que tudo na nossa vida se encontra pincelado de alguma disputa, muitas vezes em relação a nós próprios. Somos uma espécie em constante seleção natural, em que apenas os melhores sobrevivem. As expectativas, tendencialmente mais elevadas, fazem-nos avançar para além das nossas capacidades, e as limitações surgem apenas como impulsos para atingir objectivos. Se por um lado, esta ferramenta é essencial para combater a inércia e a estagnação, fazendo-nos viver em plenitude, por outro é castradora e asfixiante. Principalmente quando falamos de crianças, cuja sua estrutura emocional se encontra em desenvolvimento.

Considero, que o problema não reside em querer ser o Melhor…nem na competitividade inerente a este conceito. Mas sim, na verdadeira inversão de papéis e valores que se praticam, primeiramente no nosso ambiente familiar, que não é mais do que um microssistema social, os quais se irão extrapolar para a sociedade em geral. Atualmente, os pais valorizam de uma forma incontrolada o desempenho escolar, as notas, os números, os cargos, o dinheiro e o prestígio financeiro…ter, ter, ter!! Perdemos imenso tempo precioso em torno dos trabalhos de casa, despendemos imensos recursos em explicações, reforçamos positivamente os resultados escolares em detrimento de todos os outros. E ensinamos aos nossos filhos, que ser o melhor se resume a resultados…evidentes em escalas numéricas.

Quantos de nós, enquanto pais e educadores, valorizamos a partilha de objetos, a solidariedade entre colegas, a capacidade de persistência, a ajuda ao próximo, a honestidade, a resiliência, a simpatia. Recordo sempre uma imagem, que me marcou, como mãe, mas principalmente como ser humano. Numa festa escolar uma das crianças, caiu durante a atuação e outra foi em seu auxilio, na tentativa de a ajudar a recuperar, foi repreendida com o argumento que não deveria sair do seu lugar. Esta situação, reflete exatamente o que pretendo dizer, não foi o sentimento de solidariedade e ajuda mútua que foi ensinado, mas sim, o individualismo e a insensibilidade perante o outro.

Ser o melhor…é ser um exemplo enquanto ser humano. Uma referência primeiro que tudo em valores e afectos. Ser seguro, ser justo, coerente…humano!

Enquanto pais, temos que rever estes conceitos, esta estrutura de hierarquias…se não o fizermos…construímos uma sociedade na qual não iremos decerto querer envelhecer…uma sociedade de Melhores (Best) que vivem e sentem como os Piores (Worst)!

Being the Best…Feeling the Worst

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Acredito que existe uma “força” que pulsa e embora não controle, orienta Tudo o que somos…é o Amor!!

O Amor pelos outros

O Amor com os outros

O Amor dos outros

Mas, principalmente o Amor por Nós e o Amor em Nós.

Nesta época Natalícia evocam-se os melhores sentimentos, cumprem-se as mais desejadas tradições, desenvolvem-se os mais nobres comportamentos.

Pensamos nos Outros e fazemos pelos Outros. Mas, não será a verdadeira essência do Natal um processo intrínseco??! Como poderemos dar Amor, se não o cultivamos dentro de nós?! Nenhuma dádiva é verdadeira se não existir fundamento emocional de quem oferece.

Precisamos urgentemente de encontrar a verdade do Natal, dentro de Nós! Parar as hipocrisias da época Natalícia e viver a sinceridade do Natal. Deixar as palavras e passar a ação…fazer uma introspeção e mudar…dar um salto…subir um degrau…no sentido do AMOR!!

Feliz Natal!

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O amor entre irmãos é imperfeito, e ainda bem que assim é! Um amor imperfeito é aquele que mais investimento requer, mais esforço, mais capacidade de resiliência, para o manter e principalmente para o fortalecer!

É com os irmãos que melhor controlamos a nossa necessidade de egocentrismo e narcisismo. Desde o início aprendemos o sinónimo das palavras partilha, tolerância, perdão, companheirismo, cumplicidade…e amor imperfeito!

Partilhamos os brinquedos, o quarto, a roupa, o lugar da mesa, o tempo, o colo e os mimos dos pais.

Toleramos as birras, os brinquedos estragados, o colo perdido, a escolha do destino de férias, o gelado só com uma bola.

Perdoamos os joelhos esmorrados, as frases de ânimos exaltados, a culpa do que não fizemos, as mentiras.

Estamos juntos, caminhamos lado a lado, mesmo quando discordamos, não abandonamos. Somos cúmplices e honramos a defesa um do outro, como os 3 mosqueteiros nas suas temíveis aventuras. Temos um pacto de vida e de imperfeição…Somos irmãos!

A relação de irmãos é incompleta, continuamente inacabada. Não se alimenta de um amor incondicional como a relação pais e filhos. Não, o seu ímpeto reside na competitividade. Sim, na competitividade, não no embate de um contra outro, mas sim em combater as dificuldades para alcançar a felicidade de ambos. O sucesso de cada um individualmente é um mergulho no êxito a dois, uma conquista conjunta, uma alegria a par!

Olhamos para um irmão como um reflexo do que não somos, é nas diferenças que mais nos revemos. Pois, são essas desigualdades que nos permitem adquirir resistência para lidar com as dificuldades do mundo, são essas dissemelhanças que nos conferem a capacidade de aceitar e compreender o novo, o distinto, o estranho. Somos, sem dúvida melhores com irmãos, eles são o antídoto para o nosso egocentrismo!

O amor de irmãos é imperfeito, repleto de lacunas, como uma corda com imensos nós…Esses nós são a história de duas vidas que caminham lado a lado, apoiando-se num discernimento de ternura e cumplicidade para além do imago individual…somos irmãos!

 

Para o Daniel…companheiro de vida…Irmão!

Por Bárbara Rebelo, para Up To Kids®
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Vivemos meses à espera das tão almejadas férias…meses de projectos, planificações, compromissos, sonhos para um período tão exímio de tempo.

Queremos fazer tudo o que nos proporciona prazer e que durante o resto de ano adiamos, pelos mais variados motivos.
As expectativas para este período do ano são enormes, mesmo para aqueles que desejam “não fazer nada”, pois é um comportamento impossível de alcançar, e vão concluir que no final das férias fizeram vastíssimas coisas.

Esperamos imenso dum período tão ínfimo, principalmente quando temos férias com os filhos…são as nossas expectativas e as vontades deles, muita logística e uma enorme capacidade de harmonização para que a gestão de conflitos seja um êxito.

Mas a alegria e o desassossego das férias sabe tão bem…aqueles planos todos, aqueles sacos e malas, toalhas e bonecos, a areia no pé, o jantar sem regras, o pôr do sol, acordar tarde, as bolas de Berlim, a água salgada, o mergulho na piscina ao final do dia, os livros para devorar, os locais paradisíacos para explorar, as brincadeiras para desfrutar, as regras para quebrar, respirar fundo e relaxar…

E o regresso, delicioso…voltar à nossa casa, à organização, à rotina… cansados e nostálgicos das férias, mas repletos de novas expectativas, sonhos e vontades para o próximo ano!

Por Bárbara Rebelo, para Up To Kids®
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O valor universal mais relevante, fundamental e extraordinário é sem dúvida a Liberdade, a capacidade de decidir e agirmos de acordo com o que defendemos, queremos e sonhamos. Este livre arbítrio confere-nos um poder imensurável, mas também uma responsabilidade assustadora.

Querer liberdade é comum, mas usar a liberdade que conquistamos é apenas para alguns…
Sair da nossa “zona de conforto” e perseguir os nossos objectivos, os nossos sonhos, os nossos ideais, custa…custa muito! Não é fácil, dá trabalho, faz feridas que deixam cicatrizes, leva-nos ao fundo, fazendo emergir a nossa fragilidade, os nossos medos e angústias, e a coragem e convicção para dar mais, por pequeno que seja, escasseia em muitos momentos.

Mas também agarrar a vida com vontade é senti-la pulsar, e nada nos confere mais felicidade do que sentir que vivemos!

E viver é olhar para dentro e deixar de ver o que está fora. Reduzir as críticas, eliminar a maledicência, extinguir a inveja, abolir a “pequenez” da condição humana e centrarmo-nos em crescer com verdade, principalmente para nós mesmos. O primeiro passo é difícil, o segundo ainda mais, mas a caminhada faz sentido também com as pedras, elas fazem-nos tropeçar, mas também apoiam o levante.

Chega de estar numa vida “mais ou menos”. Vamos viver a “nossa” vida, com toda a garra e força que ela merece!

Não existe melhor tesouro para deixar aos nossos filhos do que o amor, o amor pela liberdade de viver, de lutar pelos sonhos, de enfrentar os desafios com coragem e esperança, na certeza de que têm em nós um porto de abrigo, um colo e um ninho para voltarem sempre!!

E quando fraquejarmos, pensemos neles! Eu penso, e a expressão determinada da minha filha Inês quando quer, precisa ou deseja algo e diz, com veemência e altivez no brilho dos seus dois anos “Mamã, Vai.”, confere-me uma força inigualável, e eu penso: tenho que ir…e VOU!!

 

Bárbara Rebelo para Up To Kids®
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A procura incessante do nosso “lugar”, de quem somos, onde vamos chegar e qual será o percurso?…é uma força motivadora para VIVER! Estas questões por mais inconstantes que possam parecer povoam a nossa mente, e o mistério das respostas move o nosso quotidiano nas mais pequenas e simples decisões.

Somos uma geração de mulheres Lifeaholics, mulheres que conseguem estar presentes em diversas dimensões da sua vida, com a intensidade de cada aprendizagem, a alegria de cada conquista, a maturidade de cada derrota, a energia para cada desafio…com o “vício” de viver a cada segundo. Somos assim…com mil e uma coisas para fazer, mas somos felizes, exatamente assim, a fazer, a andar, a avançar, a construir!

A maternidade, a família, o trabalho, os amigos e Nós próprias consomem os nossos dias, fazem-nos reinventar novas capacidades de gerir o tempo, habilidades de conciliação que desconhecíamos, agrupamento de atividades improváveis, reorganização de prioridades a cada momento. Somos estrategas por natureza, líderes por vocação, humildes por aprendizagem e motivadoras por necessidade.

Crescemos muito enquanto pessoas, não apenas pela intensidade da nossa vida, mas principalmente pela dimensão do nosso coração, que aprende a triar corretamente as emoções que queremos guardar e expandir. Não deixando margem para manter sentimentos “pequeninos” e medíocres, na verdade não temos tempo para criticar a diferença, pois apoiamo-nos nela, não temos tempo para promover a intriga porque não precisamos dela, não temos tempo para o rancor pois consome o nosso bem mais precioso…a energia!

Estamos muito longe da perfeição, e a vida encarrega-se de nos lembrar disso todos os dias. No entanto, essa não é a nossa meta. Para quem adora viver, um passo atrás pode significar quilómetros para a frente, e recuar, errar, pedir desculpa faz parte da nossa realidade, como uma constante oportunidade para crescer.

A dificuldade de delegar tarefas, de admitir que não conseguimos estar em “Todo” o lado, de nos permitir sossegar é talvez a nossa maior limitação. É difícil querer e efetivamente não conseguir. É neste momento que recorremos ao nosso “porto de abrigo”, ao “colo” que nos acolhe e por momentos nos consente ficar quietas, tranquilas, sem pensar no que vem, saborear o agora, e descobrir que também precisamos que cuidem de nós…e essa é talvez a maior conquista… a entrega do domínio…deixar nos ir… e VIVER!!

Por Bárbara Rebelo, Proparental
para Up To  Kids®

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