A educação infantil e a física quântica: interseções

A Física Quântica, em traços gerais, estuda os fenómenos que acontecem com as partículas atómicas e subatómicas. Ou seja, partículas que são iguais ou menores que os átomos, como os elétrons, os prótons e os fótons…

Trata-se de um novo modo de pensar e fazer ciência. As micropartículas não podem ser estudadas e observadas através da Física Clássica, já que esse “micromundo” não é prioritariamente regido pelas leis que compõe a ciência tradicional, tais como a gravidade, a ação e a reação, etc.

O interessante é que apesar de todos os seus estudos se darem em relação aos fenómenos microscópicos, estes também se refletem nas questões macroscópicas, já que tudo o que há no Universo é composto por átomos, elétrons, etc…

Segundo experimentos da Física Quântica, é possível a existência de duas situações diferentes e simultâneas para um determinado corpo subatômico.

Se o comportamento desta partícula pode ser tão incerto e tão contraditório, de acordo com os estímulos externos, como é que isso não ocorreria também no macrocosmo das crianças, visto que somos todos um amontoado de elétrons e prótons, interagindo e reagindo uns com os outros?

Nesse sentido, o pensamento humano, como sendo ondas eletromagnéticas que irradiam, captam e devolvem ondas semelhantes, tem grande poder de realização.

Cada indivíduo é capaz de alterar o universo em seu redor com a capacidade de influenciar na disposição das micropartículas atómicas em torno das pessoas, como os observadores dos átomos são capazes de modificar o comportamento das partículas com as quais têm contacto.

É necessário sensibilizar o olhar e acolher essas crianças que estão perto de nós com todos os sentidos aguçados. Estão num ponto ótimo para serem conduzidas a criar realidades positivas, sob a orientação de um adulto que também caminhe na intenção de ser artífice do seu próprio mundo.

A interseção entre a Física Quântica e a Educação da Infância dá-se assim, no lugar do novo e do criativo, visto que nessa perspectiva, somos nós adultos educadores que construiremos conjuntamente às crianças, realidades mais significativas para todos.

Esta é uma proposta revolucionária que desde a base transformará os modos de pensar dos pequenos, formando cidadãos mais conscientes de seu poder de concriar realidades de equidade, equilíbrio, bondade, confiança e de todas as habilidades das quais o mundo tanto necessita.

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Será que os meus filhos sabem disto?

Havia uma rede social nas janelas da minha rua. Será que os meus filhos sabem disto?

Havia também tempo que andava com calma. Vagaroso, sem se atropelar. Olhávamos, víamos, esperávamos pelas pessoas sem ter telefone portátil. Será que os meus filhos têm noção disto?

Não estou a ser saudosista (caso haja carga negativa no termo). Gosto de olhar para o futuro. E se o passado me pode ensinar, posso tentar usar esses conhecimentos para ser mais feliz hoje, planeando um futuro melhor amanhã.

Vou tentar ficar mais tempo sentado num muro, a ver passar.

E vou mobilizar os miúdos para me acompanharem. Terei sucesso?

Vou experimentar usar um despertador a sério, para dar ao meu cérebro uma folga do telemóvel. Pelo menos, uma folga de uma hora.  A primeira hora da manhã, pode contar a história do resto do dia. Vou sugerir à família que me acompanhe.

Havia uma magia em ouvir um disco até ao fim. De ponta a ponta. Poderei tentar fazer isso com os meus filhos? Vou tentar!

E as escadas rolantes? Ainda me lembro de fazer uma espécie de excursão a Lisboa para ir subir numa escada rolante. Hoje, confesso, faço uma certa censura aos elevadores e escadas rolantes. Ainda há dias, no prédio onde vive a nossa amiga Deolinda, convenci o mais novo, e subimos pelas escadas!

Dizem que elas são ridículas. E a parte da minha vida construída à sua volta, é do tamanho do sorriso mais sincero. Escrever à mão. Escrever cartas. Como podemos sugerir aos nossos filhos que o façam? Será útil? Serão mesmo ridículas? Contribuirão para o desenvolvimento cerebral? Escrever num teclado será igual a escrever à mão?

Quando tossia (e se eu tossia!) o remédio era um pacho de álcool no pescoço. Vim depois a descobrir que isto era ridículo. Já há xaropes. Medicamentos. Comprimidos.

Vamos lá agora andar para trás e usar remédios naturais

E porque não? Vamos experimentar! Cebola no quarto para a tosse, um golinho de água para os soluços…vamos experimentar. Claro, com responsabilidade. Mas há um saber escutar o corpo que devemos recuperar. Para conhecer o que funciona (e não connosco).

Se sofremos com remendos nas calças, também havia razão para isso. Se as calças picavam, usávamos na mesma. E hoje? Faz-se um remendo? Usamos roupa readaptada? É dar espaço à criatividade.

Sempre vi os meus avós a apanhar sol. Um, nas arcadas de um prédio onde havia um talho. O outro, no seu quintal onde regava.

E hoje, vou quebrar a rotina, vou buscar a mais nova, um pouco mais cedo, e vamos à praia. No caminho, falo-lhe dos avós. E olharemos para o futuro.

Um pedido de desculpas às minhas filhas com autismo…

Filha, filhas, desculpa, desculpem, ontem no gabinete do médico, não ter agido da forma mais correta e imediata…

Logo eu, que sou tão explosiva e que fervo em tão pouca água. Logo eu que sou tão bem falante e que domino determinados assuntos…

Peço-vos desculpa por terem assistido às críticas de um médico desinformado e alheado do vosso historial clínico. Historial esse que está escarrapachadinho, atualizado e em local de fácil acesso, nos ficheiros clínicos do programa informático que ele estava a utilizar.

Por terem ouvido duras críticas ao vosso comportamento. Por terem visto ser-vos atribuída uma responsabilidade para a qual vocês (ainda) não estão neurologicamente maduras para executar. Por terem visto esse mesmo médico afirmar que a vossa mãe não estava a educar-vos corretamente pois vocês “que já têm 11 anos, estão claramente a gozar connosco quando fazem esse tipo de coisas”. Esse tipo de coisas a que o tal jovem médico se referia era uma coisa banal para os outros. Assoar o nariz.

Filhas, desculpem termos ido ao médico confiando que seríamos seriamente atendidas e avaliadas e termos acabado por levar um sermão sem razão nenhuma.

E pior e mais grave ainda, sem o merecermos. Desculpem só ter conseguido reagir no momento em que, ainda tonta com tamanha desconsideração, eu informo o médico que de facto, há uns anos pedimos ajuda ao nosso terapeuta para nos ensinar técnicas para que conseguíssemos assoar-vos o nariz. E o máximo que vocês conseguiram foi fungar um vaporzeco da treta para um espelho. Obviamente que naquela altura e, mesmo agora, assoar o nariz não é uma das competências pelas quais vá batalhar. A linguagem, os comportamentos sociais, as questões sensoriais preocupam-me muito muito, mas muito mais do que saberem assoar um nariz.

Desculpem só ter dito ao médico nessa altura que tu e a mana têm autismo. Assumi que, o computador e a ficha aberta à frente poderia facilmente ter visto isso.

A reação dele não foi impagável mas vetou-se ao silêncio, o que já não foi mau. Ainda assim, considero que nos deve a todas um pedido de desculpas. Até porque a sua sensibilidade depois de eu ter dito qual o vosso diagnóstico não mudou. Mexeu na tua cara sem te avisar – eu sei o quanto isso te incomoda. Não te avisou que ia ver-te os ouvidos com aquela luzinha e que isso te fez reagir por impulso. O mesmo impulso que te levou ao vómito quando te meteu a espátula na língua sem explicações. O mesmo tipo de vómito quando conseguiste, sei lá como, assoar-te um bocadinho e viste o que saiu… e eu tive que intervir e explicar que tudo isso são questões sensoriais que te fazem agir assim.

Desculpa ter-te tratado como se fosses um bebé porque um médico, uma pessoa mais habilitada do que eu para tratar de ti, não soube como fazê-lo.

Piolhas, lamento mesmo muito que tenham que passar por estas peripécias tão negativas.  Lamento que mesmo estando ali à frente dos olhos de quem nos atende em letras pretas uma sigla como PEA (Perturbação do Espectro do Autismo), ainda seja necessário eu ter que falar pela vossa vez e explicar uma coisa que não deveria ser necessário explicar.

Prometo que neste campo, não volto a falhar-vos e não deixarei que vos tomem por algo que vocês, definitivamente não são.

Vocês são as crianças mais doces, meigas e educadas que conheço.

Tenho a certeza a absoluta que sestas são características vossas. E não há autismo, nem médico nenhum no mundo que me faça ver-vos de outra maneira.

Estamos a começar abril, o mês que a OMS escolheu para a consciencialização o autismo.

Em pleno século XXI, em plena era da informação e do fácil e rápido acesso, termos que sacar dos galardões e fazer disso uma medalha de mérito em batalha, não só dói quando o fazemos, como mostra que não podemos confiar naquele adulto seguro.

Consciencialize-se como vos manda a consciência, fale-se de autismo das formas corretas, não julguemos o que não sabemos.

O autismo não se vê mas está lá. Sente-se. Verifica-se naquelas pequenas coisas que os outros acham esquisitas ou estranhas.

Informemo-nos antes de partirmos para um ataque, seja onde for, venha ele de onde vier.

Não só em abril, mas também em maio, em julho, em setembro, em outubro, o ano todo.

Criar crianças feministas

Acredito que serão precisos muitos anos até o machismo que corre nas coisas mais corriqueiras do nosso dia a dia ser erradicado. Se é que alguma vez será.

Falámos já muitas vezes na importância que a educação tem e no papel que os pais (ambos!) têm ou devem ter para que as nossas crianças sejam efectivamente a mudança.

A minha cunhada ofereceu-me no Natal um livro da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que em português tem o título “Querida Ijeawele: Como Educar Para o Feminismo”. Recomendo a todas as pessoas que têm filhos (independentemente do género) e para aqueles que com elas lidam diariamente.

É um livro curto e que tem como contexto a Nigéria e a forma misógina como as crianças são educadas. Mas muitos dos ensinamentos e reflexões podem ser adaptados para o nosso caso.

Lembro-me de ter crescido a ouvir expressões tão simples e aparentemente inocentes como “sim senhora, cozinhaste X, já podes casar”. Isto é de um machismo intrínseco que nos passa muitas vezes ao lado. Estamos habituadas a ele, não lhe prestamos atenção e é assim que ele vai sendo perpetuado.

E porquê? Porque nunca tal comentário foi dirigido a um rapaz, como se:

1ª – A função de cozinhar fosse exclusiva das raparigas

2ª – A possibilidade de arranjar um marido estivesse directamente dependente das capacidades da dita rapariga na cozinha

3ª – Esse casamento fosse o objectivo importante da vida de uma rapariga.

Falo deste caso como exemplo, haveria muitos outros.

Mas a verdade é que ainda hoje olho à minha volta e vejo que são as mães (perdoem-me as mães de rapazes/homens, mas vão ter de concordar que é verdade) que tratam os filhos como se eles fossem diferentes das filhas. Como se não fossem capazes de tratar da própria roupa, da limpeza da casa, da comida. Quantos rapazes solteiros que vivem sozinhos conhecem que tratam destas tarefas por si? Sem empregadas? Sem as mães a lavarem, secarem e passarem a roupa (elas mesmas ou as suas empregadas)? Sem lhes fazerem comida que dura para a semana? Há, mas são a minoria.

E se olharmos em volta também podemos concluir que muitas raparigas se estão absolutamente nas tintas para as tarefas domésticas e não querem para si esta responsabilidade.

Acho que devemos ensinar aos nossos filhos, independentemente do género, as coisas básicas para que saibam cuidar de si de forma independente.

Mesmo que cresçam para ser adultos que não querem executar as tarefas. Ênfase aqui para o não querem e podem não o fazer porque podem pagar a quem o faça. Queremos mesmo que os nossos filhos, já adultos, tenham uma relação umbilical connosco que se baseia na necessidade de lhes facilitarmos a vida como se continuassem a ser crianças?

Ao escrever esta linha lembrei-me do namorado de uma colega minha, que com 38 anos, quando almoçava em casa da mãe recebia o prato de peixe arranjado por ela. Sem espinhas. Pronto a comer. 38 anos. Não é exagero. Não é anedota. É um facto. E a culpa aqui tanto é da mãe como do filho. É absurdo.

Como mãe e pais queremos estar lá para os nossos filhos. Seremos sempre que nos for possível, os primeiros a estender a mão como os nossos pais fizeram connosco. Mas ajudar não significa fazer. Se ensinamos os nossos filhos a vestirem-se sozinhos, por que motivo permitimos que essa autonomia não seja espelhada nas restantes vertentes da sua vida?

Haveria muito para dizer sobre este tema, mas acho importante reflectir. Sei que muitos dos que estão a ler pensam que no seu caso não é assim. Até pode ser, mas os vossos filhos vão conviver com todo o tipo de pessoas, relacionar-se com elas.

Muito do machismo que tenho visto ultimamente tem origem em mulheres. Seja relativamente a acontecimentos públicos graves como violações, seja nas coisas mais básicas do dia a dia.

Como educadores temos um papel determinante na forma como os futuros líderes do mundo crescem e apreendem a realidade. Se essa realidade for distorcida pelas convenções sociais (e será sempre, não vale a pena termos ilusões, somos todos condicionados por elas) temos então a importante missão de passar valores de igualmente, mérito, a dádiva de amor altruísta, solidariedade, empatia, valorização da paz…

Muitas vezes neste complexo trabalho de criar seres humanos cometemos erros. Fazemos coisas por amor que talvez não sejam as melhores para eles, para nós.

Não é fácil e sou a primeira a dizê-lo.

Estamos aqui para fazermos o melhor que conseguimos.

Mas temos de ir parando no caminho para respirar. E olhar para trás e perceber onde podemos ir melhorando.

Ajudando-nos mutuamente sem nos anularmos.

Com amor tudo se faz, mas o amor não justifica tudo.

Vamos pensar nisto?

Educamos para a igualdade?

Vamos contar-vos um episódio.

No outro dia fomos assistir a um jogo de hóquei em patins de seniores masculinos da 1ª divisão, cheio de emoção, e com os nervos à flor da pele. Era um jogo diferente do habitual: um dos dois árbitros que estavam no centro do pavilhão, era uma mulher. Existiram golos, existiram faltas, existiram calafrios por quase golos, no entanto, houve algo que não estávamos à espera de ouvir.

Já quase no final do jogo, a árbitra apita para assinalar uma falta. E, imediatamente, salta um senhor muito exaltado com a falta, que grita: ’vai é lavar loiça’. Todos nós já dissemos coisas exaltadas e estapafúrdias no calor do momento. Mas o que nos preocupa, é que na realidade, isto é o que acredita uma grande maioria das pessoas, que a mulher que estava a arbitrar bem podia estar em casa a lavar a loiça. Que a arbitragem devia estar exclusivamente destinada aos homens.

Este é um dos exemplos, que nos alerta, para a desigualdade entre as mulheres e os homens, e esta é uma preocupação cada vez mais urgente.

Sabemos que há crenças que culturalmente estão enraizadas, no entanto, ficamos apreensivas, pois uma grande quantidade de crianças que estavam a assistir ao jogo e diariamente, não só em contexto desportivo, como no seu dia-a-dia, continuam a crescer com estas crenças. Assim, crescem com a concepção que a desigualdade – nos seus mais amplos contextos – é normal.

Não são educadas para os valores, para se questionarem, para respeitar o outro. Assim, continuamos a criar uma sociedade desigual que promove a violência, ora contra as mulheres, ora contra os mais desfavorecidos e mais frágeis.

Se queremos igualdade, temos de educar para a igualdade e temos de praticar a igualdade no nosso dia-a-dia.

Continuamos a ver meninos a menosprezar meninas, continuamos a ver crianças bater sistematicamente noutras crianças, porque os sentem como mais frágeis, continuamos a assistir a violência doméstica, em qualquer dos sentidos. E no fundo, tudo isto é reflexo de violência.

Preocupa-nos que cada vez mais, assistamos, nos mais diversos contextos, a violência de forma clara e manifesta, que em nenhuma circunstância é positiva ou protetora.

Trata-se de termos consciência que as crianças absorvem tudo aquilo que vivenciam. Se, por exemplo, apenas dizemos que o mundo deve ser igual para meninos e para meninas, e não o colocarmos por acções, continuaremos sistematicamente a assistir a desigualdades.

É importante que as meninas também possam jogar à bola e os meninos brincar aos pais e as mães, se for esse o seu desejo.

É importante que a violência doméstica – quer sobre homens quer sobre mulheres – seja amplamente punida e que haja medidas de protecção robustas a todas as crianças que assistem a esses episódio.

É importante que, em cada criança, haja a noção que todas as outras, independentemente de serem meninos ou meninas, independentemente da classe social ou etnia, têm direitos e têm valor.

E é importante que todos nós exerçamos uma função reguladora e protetora sempre que assistimos a episódios de discriminação ou violência em qualquer que seja o contexto. Só assim, podemos almejar um futuro igual para todos.

 

Por Cátia Lopo e Sara Almeida para Up To Kids®

 

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Já ouviu falar do Apego Seguro?

Pois bem… O apego seguro vem confirmar que tudo é equilíbrio no Universo, e não seria diferente na relação de apego entre a mãe e o seu bebé.

O Apego Seguro trata da capacidade que a mãe (ou a figura principal de apego) tem em responder às demandas da criança de maneira sensível e estável.

Sensível: com percepção aguçada e atenta para as necessidades do infante;

Estável: de forma emocionalmente equilibrada e com presença constante.

Nem negligência às demandas dos pequenos, nem paranóia que sufoque, nem tampouco lançar sobre eles os nossos desequilíbrios emocionais… Ter a sensibilidade de senti-los ao ponto de dar respostas coerentes às suas questões. Dar-lhes a estabilidade da presença tranquila, que está sempre por ali, para quando a criança precisar.

O apego seguro é extremamente importante para o desenvolvimento infantil, pois resultada de uma alta sincronia entre as demandas biológicas e psicossociais do bebé e a resposta eficaz da mãe.

Pesquisas sobre os efeitos do apego seguro apontam para preditores importantes no desenvolvimento da criança, quando este vínculo positivo acontece, nomeadamente:

  • Melhor ajuste psicológico às situações de conflito;
  • Maior internalização das regras instituídas pelos pais e mães;
  • Raciocínio mais maduro e autónomo na adolescência;
  • Boa autoestima;
  • Ajuste social positivo, no estabelecimento de relações para além da família…

Outro fator muito interessante relativo ao apego seguro é o facto de oferecer à criança uma maior segurança emocional. Isto permite-lhe ter a capacidade de explorar novos espaços e situações. A criança não necessita dispender recursos cognitivos para comprovar a disponibilidade de algum adulto responsável durante sua atividade, porque já sabe e sente que pode contar com o seu cuidador. Dessa forma, pode canalizar a sua energia para outros processos cognitivos que poderão ocorrer no momento gerando novas descobertas, aprendizagem e crescimento.

Não é isso que queremos para os nossos pequenos?

Estejamos atentos, portanto, a como estamos a estabelecer a nossa relação de apego com nossos filhos.

E atenção: os processos de educação convergem sempre para a nossa autoeducação. Se estamos equilibrados internamente, as crianças serão equilibradas.  Pois terão esse modelo de ação como referência, ao longo de sua jornada.

 

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O mau humor do pai afeta o desenvolvimento intelectual dos filhos

Um pai irritado, na maioria das vezes, reflete não só a falta de controle das suas emoções, como gera um efeito negativo no desenvolvimento cognitivo e emocional dos filhos.

Embora este comportamento seja mais comum nos homens, convém reforçar que é tão prejudicial como quando exercido pela mãe. E, pior ainda, quando é característico em ambos os progenitores.

Os gritos, por exemplo, independentemente da causa, devido à violência intrínseca, têm um efeito extremamente forte nas crianças (pela negativa). A euforia manifestada por gritos quando uma equipe de futebol  marca um golo pode ter o mesmo efeito negativo do que gritar durante uma discussão entre o casal. A criança olha mais para a forma do comportamento do que propriamente para a sua causa. Além disso, comportamentos carregados de ansiedade têm efeitos similares em crianças. Ansiedade gera ansiedade.

O estágio de maior vulnerabilidade das crianças frente a este tipo de comportamento ocupa a faixa etária desde o nascimento até aos três anos de idade. Mas isto não significa que se forem mais velhas as crianças não se sintam afetadas. O mau humor de um pai é geralmente traduzido por um sentimento de culpa nas crianças. Isto significa que as crianças podem sentir-se responsáveis ​​pela falta de controle emocional dos pais.

Os efeitos do mau humor do pai, ou síndrome do pai stressado

Os filhos de um pai mal-humorado desenvolvem, com o passar do tempo, problemas de insegurança, angústia e stress . Estes sintomas irão afetar a sua evolução cognitiva, emocional e linguística, bem como as suas habilidades de sociabilização. Infelizmente, o mau humor age como uma epidemia e rapidamente se espalha a toda a família. Torna-se um “estilo de vida” que se repete como um ciclo vicioso.

A ansiedade é uma condição que não facilita o aprendizado. Há um “excesso” nas emoções e isso impede que se concentre a energia psicológica para outros aspectos. Além de que o stress também supõe um obstáculo para a continuidade da atividade. Habitualmente quem sofre de ansiedade acaba por se tornar instável perante as suas responsabilidades.

O mau humor do pai gera uma tensão adicional na criança. As obrigações académicas são por si só uma fonte de tensão para as crianças. Nestes casos, terão de lidar com duas fortes demandas simultaneamente. Por um lado, com o conflito de culpa e confusão que se origina no mau humor do pai. Por outro lado, com a necessidade (e obrigatoriedade imposta) de responder às suas obrigações.

 

Não consigo pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa como a necessidade de proteção de um pai – Sigmund Feud

 

Agressividade como um exemplo

Um pai rabugento e alterado transmite mensagens agressivas e assustadoras aos filhos. Por isso é que é, cada vez mais, se encontram adolescentes (e adultos) fracassados ​​e, muitas vezes, vítimas de algum tipo de vício. São pessoas que se tornam tão atormentadas quanto os seus progenitores e vagueiam pela vida sem esperança.

As crianças aprendem essencialmente pelo exemplo. Inconscientemente, imitam o comportamento dos pais (os seus elementos referenciais), quer este seja positivo ou negativo. Assim, nestes casos, aprendem a ser emocionalmente descontroladas. Ao acatarem os ataques dos progenitores, acreditam que a sua resposta reflete o que eles sentem. Portanto, é muito provável que a criança acabe também por desencadear conflitos na escola. Torna-se tão descontrolada quanto o seu pai e reagindo de forma irracional à mais pequena adversidade.

As relações na escola

O ambiente escolar tem um papel fundamental no desempenho académico. Ora, se a criança transformar as relações na escola numa nova fonte de angústia, provavelmente prejudicará ainda mais a sua capacidade de tirar proveito disso. É uma corrente que se estende e que, na pior das hipóteses, levará ao fracasso escolar, o que levará ao aumento do sentimento de culpa, ao aumento das suas inseguranças e à frustração.

Por outro lado, o pai que está positivamente envolvido na educação dos filhos está a criar condições para que eles desenvolvam autoconfiança. Esta segurança é manifestada através de habilidades sociais superiores e melhores resultados académicos. Aprender passa a ser encarado como uma aventura interessante e os objetivos como desafios assumidos com entusiasmo.

Algumas recomendações

As alterações emocionais dos pais como raiva, tristeza e stress, inibem o bom desenvolvimento da criança. Os filhos de pais com essas características replicam esse comportamento com efeitos nocivos a longo prazo. Estes podem causar depressão e problemas de aprendizagem e de linguagem.

Assim, deixamos aqui algumas recomendações, para pais e mães:

  • Fortaleçam o relacionamento com os vossos filhos:

Expressem os seus sentimentos. Falem sobre o que gostam e não gostam. Das vossas preocupações, anseios, medos e sonhos. Não só estarão a criar um clima de confiança, mas também promovem o diálogo e terá um efeito terapêutico para toda a família.

  • Responsabilidades profissionais e filhos são fundamentais, mas não são tudo.

Devem saber manter um espaço e um tempo para para cada um de vocês, e para os dois em conjunto (se for o caso de estarem juntos). Vocês também merecem atenção. Façam atividades que possam desfrutar. Dividam-se e aprendam a libertar a mente das tensões. Relaxam ou pratiquem um desporto.  Arranjem um hobbie!

  • Fiquem atentos a qualquer sinal de desestabilização do vosso humor, como stress, depressão, angústia ou raiva.

É aconselhável estabelecer limites e manter o autocontrole. É melhor agir na altura certa e não permitir que os conflitos aumentem. Assim não haverá arrependimentos mais tarde. Se for preciso, procure um profissional para o ajudar..

Nós, pais, queremos que nossos filhos sejam felizes.

Tente oferecer-lhes tempo de qualidade, aproxime-se deles e não se esqueça de dizer (todos os dias) o quanto os ama. Não tenha medo de pedir desculpas se agiu de forma menos correta. É muito positivo que os miúdos saibam que esse é um comportamento positivo e que toda a gente deve desculpar-se quando erra e tentar não repetir “a graça”.

Artigo publicado em La mente es maravilhosa traduzido e adaptado por Up To Kids®

Os ciúmes na criança. O segundo filho.

Os ciúmes, presentes durante toda a vida da criança, podem manifestar-se na idade adulta, mas não durante o aleitamento.

A explicação é muito simples: os ciúmes surgem sempre numa situação a três, e para o bebé, do ponto de vista afectivo, só existem duas pessoas – ele e a mãe.

O bebé, vai percebendo, a pouco e pouco, que a mãe também tem de dar atenção a outras pessoas e essas pessoas transformaram-se automaticamente em seus rivais na disputa do carinho materno.

O estabelecimento de novas relações com a mãe deve ser gradual, para evitar ao filho ciúmes desnecessários.

Os carinhos e mimos dados na altura própria, a demonstração de que o filho desempenha um papel da maior importância e a progressiva introdução de normas de conduta irão levando à superação do problema.

Os ciúmes dos irmãos representam um problema mais difícil.

O segundo filho, costuma chegar, quando o primeiro tem 18 meses a três anos e meio. A consequência é de que a mãe tem de dedicar a maior parte do seu tempo ao novo bebé. Para o filho mais velho é como se o mundo se desmoronasse.

A criança com ciúmes pode ter comportamentos exagerados nomeadamente:

  • A agressão física ao irmão,
  • A enurese (nova perda do controle dos esfíncteres), 
  • O retrocesso na fala,
  • Ou o regresso a comportamentos anteriores já superados.

De uma maneira geral, estes comportamentos costumam ser dirigidos em dois sentidos.  Anular o irmão, ignorando-o, e reconquistar a mãe, fazendo-se mais pequeno e procurando ter graça de qualquer modo.

Os ciúmes são uma das muitas crises por que passam as crianças e não se lhes deve dar excessiva importância. No entanto, deve procurar-se diminuí-los o mais possível e facilitar a sua superação.

Uma situação critica de ciúmes pode revelar comportamento incorrecto da mãe.

A superação desta crise passa pelo sentido materno de justiça, não significando aqui justiça dar igualmente a ambas as partes. Falar de partes iguais entre um bebé recém-nascido e uma criança de três anos é como dividir um peixe igualmente entre uma pessoa e um gato. O importante é dar a cada um aquilo de que precisa. E não tirar a um aquilo que não faz falta ao outro.

A criança desta idade costuma descobrir rapidamente que consegue atrair para si a atenção da mãe, se se aproximar do irmão. Deve-se estimular este processo, pois permite muitas vezes solucionar o problema.

Em qualquer caso, o que se deve fazer é distinguir as duas crianças, e não compará-las. Não quer dizer que um dos filhos é melhor que o outro. O  que se passa é que um deles é maior. Dar realce às possibilidades reais da criança maior e às limitações verdadeiras da mais pequena, salientar as diversas vantagens das suas diferenças pessoais e a possibilidade de se completarem, costuma ajudar a melhorar a situação.

Normalmente, o problema começa a solucionar-se quando a criança se relaciona com outras, nas suas brincadeiras, e dá escape às suas rivalidades, mais ou menos desportivamente, dentro do grupo.

Não devemos esquecer que o filho mais novo também pode vir a sentir ciúmes do mais velho.

Durante o processo de separação entre o bebé e a mãe, podem surgir ciúmes desse tipo após os dois anos.

Como é lógico, este tipo de ciúmes é mais atenuado. A criança viveu sempre com o irmão e a rivalidade pelo carinho da mãe já lhe é familiar. Todo este problema se costuma repetir do segundo filho para o terceiro, e assim sucessivamente, mas sendo cada vez mais atenuado quanto maior é o número de irmãos.

 

Paula Norte, psicóloga na Psicomindcare para Up to Kids

Treinar a voz interior

Se há situação em que notamos logo como é a nossa voz interior, é quando “queremos” ir ao ginásio, mas na verdade não queremos.

No meio dos vou mais ao fim do dia”, “2019 é que vai ser”, “amanhã é que há uma aula boa” e o hoje está demasiado frio”, o nosso mindset está em tenho de ir ao ginásio”.

Quando não vou, sinto-me mal comigo própria, o que resulta em ainda menos idas ao ginásio. O “tenho de ir” tem a carga da obrigação e da falta de opção, o que despoleta uma falta de envolvimento da nossa parte.

Parece que alguma força exterior me está a obrigar a fazer algo que não quero, o que também nos leva inconscientemente à procura do culpado. A nossa atribuição de culpa soa mais ou menos a isto:

“Tenho de ir ao ginásio porque fartei-me de comer no Natal!”,
“Tenho de ir arrumar a casa porque vou ter cá um jantar mais logo”,
“Tenho de ir às compras porque o meu filho come que se farta”

Isto faz com que ao executar qualquer uma destas tarefas, seja bastante difícil encontrar a mínima alegria no processo. Sentimo-nos à mercê de tudo o que temos para fazer, sem a mínima escolha.

Quando trocamos o “eu tenho de ir” por eu escolho ir”, esse poder e responsabilidade são-nos devolvidos.

O nosso envolvimento cresce, e a nossa vontade também. Mesmo que ao princípio pareça um pouco estranho, quanto mais treinares mais habitual e natural fica o processo. É um clássico e poderoso “Fake it until you make it”.

“AH! Mas eu não escolho ir às compras. Se eu não for o que é que se come cá em casa?” 

Todas as escolhas têm consequências. Se eu não comprar a comida, de facto ela não aparece. Quer dizer pode sempre aparecer uma pizza com a morada errada… mas há várias formas de comprar. Posso comprar online ou comprar no dia seguinte, e fazer o jantar com o que há em casa. Posso fazer jejum intermitente, ou acabar com todos os restos perdidos no frigorífico.

Na verdade, tenho escolha entre várias hipóteses quando escolho ir às compras, apenas no momento não estou a tomar consciência das outras opções.

Esta mudança na forma de verbalizar e ver as situações, deve ser passada aos nossos filhos desde cedo.

Uma abertura de enquadramento e tomada de consciência das opções escondidas, que é a forma de os ensinar a terem um papel activo nas suas vidas. A envolverem-se, a importarem-se, a tomarem responsabilidade, a encontrarem novas soluções, a desenvolverem o seu potencial. Ensina-os a terem uma voz interior que os apoia, e uma autoestima saudável cheia de jogo de cintura.

Ao encontrarmos o poder da escolha em nós, a nossa motivação dispara. Imediatamente. Por exemplo, eu hoje já com o saco da ginástica à porta disse para mim “Eu escolho ir ao ginásio”. Aí percebi que também me apeteciam igualmente outras opções: fazer yoga na sala, fazer uma caminhada para apanhar este sol de Inverno catita, ou fazer nada no sofá. Mas quando acrescentei:

“Eu escolho ir ao ginásio… para tomar banho SOZINHA sem ouvir ó mãeeeeeeee!”, peguei no saco, imediatamente, e saí a correr de casa altamente motivada.

Como estimular a inteligência emocional do seu filho

O que é a inteligência emocional?

Daniel Goleman, psicólogo e escritor americano, define Inteligência Emocional como sendo a capacidade de reconhecer, compreender e gerir os nossos próprios sentimentos e emoções, assim como uma maior facilidade em reconhecê-los e compreendê-los nos outros.

Seja através de expressões faciais ou do tom de voz, tem-se uma maior empatia para com aquilo que se sente e para com quem nos rodeia. De acordo com este investigador, a inteligência emocional é o que nos permite reconhecer variações emocionais mais subtis, e utilizar as emoções para facilitar o próprio pensamento e raciocínio.

Estimular a inteligência emocional

A inteligência emocional pode e deve ser estimulada desde cedo na vida de uma criança. Crianças que desenvolvem a sua inteligência emocional têm maior capacidade para gerir as suas emoções internas. Apresentam maior habilidade no relacionamento com os outros e maior auto-motivação para concretizar objectivos. Têm, em suma, maior probabilidade de vir a ter sucesso – pessoal e profissional – enquanto adultos.

Neste sentido, a equipa do Centro SEI, dá-lhe algumas dicas de como pode estimular a inteligência emocional do seu filho:

1 – Seja empático com o seu filho

Imagine que o seu filho está triste ou desiludido com qualquer coisa. Um brinquedo que se partiu, um balão que voou, um amigo com quem se zangou, um jogo que perdeu… Mesmo que não possa fazer nada de concreto para resolver o seu sentimento de tristeza, e que até lhe pareça que ele está a ter uma reacção exagerada, tente ser empático com ele. O pai poderá dizer-lhe: “imagino como te sentes. Provavelmente sentes-te triste e frustrado. Estavas à espera de ganhar e lutaste por isso, mas depois perdeste. Eu lembro-me quando tinha a tua idade também perdi um jogo e o que senti foi parecido… O que fiz na altura foi tentar aprender com a derrota para jogar melhor da próxima vez!”. Deste modo, a criança sente-se compreendida e aceite, e a crise passa.

Ser-se compreensivo é tudo quanto basta para ajudar alguém a libertar-se de sentimentos angustiantes. Sejam eles causados por assuntos sérios ou por um simples acumulado de eventos insignificantes. Explodir permite-nos libertar-nos dessas emoções negativas e seguir em frente sem o peso delas.

Lembre-se que empatizar com o seu filho não significa necessariamente que concorde com ele. Mas tão somente que é capaz de ver a sua perspectiva e de ser solidário com o que ele está a sentir.

As vantagens:

– ao sentir-se compreendida, há libertação de elementos bioquímicos calmantes na criança, através de um processo neurológico que será fortalecido sempre que a criança vive essa sensação de alívio. Será este processo fundamental que ela irá usar para se acalmar a si própria, mais tarde, enquanto adulta.

– a empatia é “contagiante”.  As crianças desenvolvem empatia através da empatia que vivenciam através dos outros.

– ao fazê-lo, estará a a ajudar o seu filho a refletir sobre a sua própria experiência e a tomar consciência das suas emoções. A própria verbalização do seu sentimento é, por si só, uma valiosa ferramenta para aprender a gerir as emoções ao longo da sua vida.

2 – Permita ao seu filho expressar-se

Dado que as crianças não conseguem distinguir as suas emoções do seu “eu”, sempre que não aceitar ou tiver tendência para minimizar as emoções do seu filho, estará a transmitir-lhe a mensagem de que alguns dos seus sentimentos são vergonhosos ou inaceitáveis.

Ao desaprovar o medo ou a raiva do seu filho, não só estará a impedi-lo de viver esses sentimentos, como poderá estar a forçá-lo a reprimi-los. Ao contrário das emoções que são expressas livremente, as quais tendem a desaparecer, sentimentos que são reprimidos tendem a ficar “presos” dentro da criança, como que à procura de uma saída. Acabam por sair cá fora de forma não modulada. Por exemplo através de gestos agressivos, tiques nervosos ou pesadelos durante o sono. Pelo contrário, ao permitir que o seu filho se expresse livremente, estará a ensinar-lhe a aceitar e a compreender que toda a gama de sentimentos é compreensível e parte integrante do ser humano, mesmo que algumas ações devam ser limitadas.

Numa situação em que o seu filho se sinta em conflito, em vez de censurá-lo ou atropelá-lo, poderá ajudar o seu filho a traduzir em palavras o que acha que ele sente e que ele ainda tem dificuldades em nomear: “Eu acho que te deves estar a sentir frustrado. Eu também sinto isso às vezes quando não consigo fazer aquilo que quero… O que normalmente faço é ver o lado positivo das coisas que acontecem!”. Deste modo, a criança aprende a identificar sentimentos, sente-se compreendida e aceite e a crise passa.

As vantagens:

– o seu filho vai aprender a aceitar as suas próprias emoções.
Por conseguinte terá maior capacidade de as regular. Isto é fundamental para permitir-lhe resolver os seus próprios sentimentos e conseguir seguir em frente.

– a criança aprende que a sua vida emocional não é perigosa nem vergonhosa.
Mas sim universal e passível de ser gerida. Desta forma, ela descobre que não está sozinha e aprende a aceitar-se tal como é, incluindo as suas partes menos agradáveis .

3 – Ensine-o resolver problemas

Emoções não são mais do que mensagens que o nosso cérebro emite para nos comunicar qualquer coisa. Se conseguir ensinar o seu filho a assumir essas emoções, a senti-las e a tolerá-las sem o impulso de agir sobre elas, estará a contribuir para que ele aprenda a gerir os seus próprios dilemas.

Na maioria dos casos, assim que a criança (ou o adulto) sinta que as suas emoções são compreendidas e aceites, os sentimentos negativos que lhe estejam associados perdem importância e começam a dissipar-se, criando-se um espaço para a resolução de problemas.

Por vezes, as crianças podem desenvolver essa capacidade sozinhas. Noutros casos talvez precisem de apoio para melhor compreender o que se passa. Em todo o caso, resista ao impulso de tentar imediatamente resolver o problema da criança, a menos que ela lhe peça ajuda directamente. Isto é fundamental para que ela sinta que você tem confiança na sua capacidade de lidar consigo mesmo e de encontrar soluções construtivas para os problemas.

Crianças que desenvolvem a sua inteligência emocional têm maior probabilidade de vir a ter sucesso – pessoal e profissional – enquanto adultos.