Já ouviu falar do Apego Seguro?
Pois bem… O apego seguro vem confirmar que tudo é equilíbrio no Universo, e não seria diferente na relação de apego entre a mãe e o seu bebé.
O Apego Seguro trata da capacidade que a mãe (ou a figura principal de apego) tem em responder às demandas da criança de maneira sensível e estável.
Sensível: com percepção aguçada e atenta para as necessidades do infante;
Estável: de forma emocionalmente equilibrada e com presença constante.
Nem negligência às demandas dos pequenos, nem paranóia que sufoque, nem tampouco lançar sobre eles os nossos desequilíbrios emocionais… Ter a sensibilidade de senti-los ao ponto de dar respostas coerentes às suas questões. Dar-lhes a estabilidade da presença tranquila, que está sempre por ali, para quando a criança precisar.
O apego seguro é extremamente importante para o desenvolvimento infantil, pois resultada de uma alta sincronia entre as demandas biológicas e psicossociais do bebé e a resposta eficaz da mãe.
Pesquisas sobre os efeitos do apego seguro apontam para preditores importantes no desenvolvimento da criança, quando este vínculo positivo acontece, nomeadamente:
- Melhor ajuste psicológico às situações de conflito;
- Maior internalização das regras instituídas pelos pais e mães;
- Raciocínio mais maduro e autónomo na adolescência;
- Boa autoestima;
- Ajuste social positivo, no estabelecimento de relações para além da família…
Outro fator muito interessante relativo ao apego seguro é o facto de oferecer à criança uma maior segurança emocional. Isto permite-lhe ter a capacidade de explorar novos espaços e situações. A criança não necessita dispender recursos cognitivos para comprovar a disponibilidade de algum adulto responsável durante sua atividade, porque já sabe e sente que pode contar com o seu cuidador. Dessa forma, pode canalizar a sua energia para outros processos cognitivos que poderão ocorrer no momento gerando novas descobertas, aprendizagem e crescimento.
Não é isso que queremos para os nossos pequenos?
Estejamos atentos, portanto, a como estamos a estabelecer a nossa relação de apego com nossos filhos.
E atenção: os processos de educação convergem sempre para a nossa autoeducação. Se estamos equilibrados internamente, as crianças serão equilibradas. Pois terão esse modelo de ação como referência, ao longo de sua jornada.
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