9 coisas que aprendi a nunca fazer em frente aos meus filhos

Os miúdos são verdadeiras esponjas. E reproduzem tudo aquilo que ouvem e veem fazer. Principalmente no recato do lar.

Lá em casa tenho dois autênticos macaquinhos de imitação, que apanham tudo o que digo ou faço. São implacáveis e não perdoam uma falha, parecem ter herdado a veia de gozão do Pai…

Bons ou maus, somos os maiores exemplos para os nossos filhos. Que, pelo menos até certa idade, olham para nós como ídolos. “És o melhor Pai do Mundo”, ouvi algumas vezes, sem conseguir conter a baba de orgulho. O que também aumenta a responsabilidade na mais difícil tarefa do mundo: criar uma criança.

Por tudo isto, deixo-vos alguns exemplos de situações em que considero que os pais devem cuidado para não acontecerem em frente aos filhos.

9 coisas que aprendi a nunca fazer em frente aos meus filhos. Para refletirem.

1 – Discussões conjugais

As crianças percebem tudo, muito mais do que você pensa. As mudanças de humor e de comportamento dos pais não lhes escapam, embora muitas das vezes não percebam o porquê. E quando há uma discussão entre os pais à frente deles? É demasiado forte para eles, acredite. E pode ter repercussões a longo prazo. Não há nada como respirar fundo e remeter essa discussão (prefiro falar em conversa…) para depois, quando já estiverem a dormir. Combine esta estratégia previamente com o seu cônjuge, para que nestas situações se lembrem sempre de a aplicar.

2 – Dizer asneiras

Parece óbvio, não é? Se é daqueles que costuma deixar sair um palavrão com frequência, prepare-se. É provável que um destes dias também ouça o seu filho a dizer o mesmo. Depois não se queixe! Se numa situação de stress lhe sair alguma asneira, não há nada como explicar que não a devia ter dito (afinal, os pais também erram) e que não se deve MESMO repetir.

3 – Perder a cabeça

Nem sempre é fácil manter a cabeça fria com as crianças, há momentos em que nos levam ao limite e a paciência se esgota. Mas faça por nunca perder as estribeiras, não desate aos gritos ou ceda à tentação de bater aos seus filhos. Respirar fundo antes de agir pode ser um bom princípio.

4 – Tomar medicamentos

É importante não passar a ideia de que os remédios são como rebuçados: podem comer-se a toda a hora (embora este também não seja um bom princípio em relação às guloseimas). Medicamentos (comprimidos ou vitaminas, por exemplo) são para tomar apenas quando estritamente necessário. Tente fazê-lo quando os seus filhos não estiverem a ver.

5 – Atravessar fora da passadeira

Aposto que neste ponto se sente um bocadinho culpada. Certo? É algo básico, mas que nem os adultos costumam cumprir. Eu até posso não o fazer quando estou sozinho com pressa e não vejo uma passadeira por perto, mas se estiver com os meus filhos é ponto assente: atravessar, só na passadeira. Faço questão de dar o exemplo.

6 – Fazer a barba

O meu filho de 6 anos acha muita graça a ver-me cumprir o ritual de fazer a barba, com a cara cheia de espuma. Há uns tempos apanhei-o com a lâmina na mão, a simular o barbear. Apanhei um enorme susto, felizmente sem consequências. Está tudo dito, não está?

7 – Atirar lixo para o chão

Outra coisa básica, mas que nós adultos teimamos em fazer (eu não, garanto-vos!).  Não há desculpas para se atirar lixo para o chão. Nem em casa nem na rua. Uma dica: leve sempre consigo um pequeno saco, para se for necessário guardar o lixo que eles produzem. Voilá!

8 – Não usar cinto de segurança

Ainda há quem se esqueça que é necessário e obrigatório. E que salva muitas vidas. Mesmo em percursos pequenos, nunca se esqueça do seu e de o colocar nos miúdos. Lembre-se que, estatisticamente, a maioria dos acidentes acontecem a poucos metros de casa.

9 – Ofender alguém no trânsito

Ora aí está um dos piores hábitos que se pode ter: ofender ou fazer gestos obscenos no trânsito. Lembre-se que a probabilidade de o seu filho repetir o que ouvir da sua boca ou o vir fazer é enorme. Vá lá, respire fundo (outra vez), ignore e siga o seu caminho!

8 formas de reforçar a conexão com os seus filhos diariamente

A relação emocional entre pais e filhos é algo que está sempre em desenvolvimento. Constrói-se todos os dias e é feita de pequenas coisas. Por vezes, corre bem, outras vezes, nem por isso. E, nos dias em que corre menos bem, é realmente preciso reforçar a conexão.

No entanto, a parentalidade é um trabalho contínuo no qual, tanto os pais, como os filhos, aprendem constantemente.

Crianças que cresçam com uma forte ligação com os pais têm mais facilidade em relacionarem-se com as outras pessoas. Além disso, são crianças que crescem mais saudáveis e felizes.

Assistir ao crescimento dos filhos, e ao processo de se tornarem cada vez mais independentes é ótimo. Ao mesmo tempo, é um desafio, pois há que reforçar a conexão com eles, e esse é um trabalho diário.

Reforçar a conexão com os seus filhos: 8 formas de o fazer diariamente

Com todos os desafios do dia a dia, por vezes é difícil chegar a todo o lado. Contas para pagar, desafios profissionais (e nós que gerimos um centro de estudos bem o sabemos)… No meio de tantas coisas, educar um filho é um dos desafios mais importantes de uma família, mas também um dos mais difíceis.

Há várias formas de reforçar os laços e promover uma maior ligação entre pais e filhos

1 – Tempo

Dar o nosso tempo a alguém é das coisas mais importantes que podemos fazer. Passe tempo de qualidade com o seu filho, converse com ele, façam alguma atividade em conjunto, vejam um filme…

Esteja presente durante todo esse tempo, observe-o e tente conhecê-lo melhor. Não se distraia com redes sociais, e-mails ou roupa para lavar…

Este tempo, sem distrações, será muito valioso para reforçar a conexão com o seu filho.

2 – Tenha empatia

Saber ouvir e colocarmo-nos no lugar do outro é uma das características mais valiosas que o ser humano pode desenvolver.

Entenda o seu filho, os desafios pelos quais está a passar, as suas dúvidas e inseguranças, sem julgamento ou crítica.

Pode ser muito difícil para os mais pequenos exporem as suas inseguranças, por receio da reação da outra pessoa. Por isso, apenas ouça e mostre interesse.

3 – Organize-se

Se tiver uma rotina mais ou menos definida, isso irá deixar-lhe tempo para se dedicar ao que realmente importa. A organização diminui o stress e aumenta a produtividade.

Isto aplica-se a vários aspetos da vida, e a vida familiar não é exceção.

Tendo uma rotina de tarefas e atividades, será mais fácil focar-se naquilo que interessa

4 – Brinque!

Esta é uma das coisas que mais vai reforçar a conexão entre pais e filhos. Muitas vezes, os adultos esquecem-se de ser crianças, e é tão bom brincar! Desarrume, suje-se, invente e deixe a sua espontaneidade fluir, sem filtros.

Sugestão: monte um acampamento dentro de casa, ou no jardim, se o tempo permitir. Uma pequena aventura, sem sair de casa, com direito a lanternas no escuro e muitas histórias para mais tarde recordar!

5 – Respeite o espaço do seu filho

As crianças também precisam da sua privacidade. Deve manter uma relação próxima com o seu filho mas sem invadir o espaço dele. Desta forma, ele vai sentir-se mais seguro.

6 – Saia da rotina

Na tal organização, que referimos acima, é importante deixar espaço para algum plano ou atividade fora do comum.

Um passeio a algum sítio novo, por exemplo, pode ser o suficiente para reforçar a conexão entre pais e filhos e viverem novas experiências em conjunto.

Além do mais, é algo que vai ficar sempre na memória dos mais pequenos!

7 – Estimule a partilha de tarefas em casa

Desta forma, irá juntar o útil ao agradável! Talvez as coisas não fiquem tão bem feitas logo de início, talvez demore um pouco mais de tempo.

No entanto, as tarefas domésticas não têm de ser chatas. Podem até ser divertidas e ajudam no desenvolvimento da criança, que se sentirá mais útil e responsável

8 – Leia para o seu filho

Crie um momento especial e explore toda a sua criatividade neste momento de leitura, tentando interpretar as vozes e estados de espírito dos personagens.

Como vê não é assim tão complicado reforçar a conexão com os seus filhos. Mas, este será um trabalho a ser realizado diariamente, pois só assim se conseguem alcançar resultados.

Programa da Tartaruga para Pais em Portugal

É frequente que as crianças de idade pré-escolar sintam medo e se retraíam quando se confrontam com pessoas, situações ou ambientes novos. Mas acabam por ultrapassar este medo e este retraimento iniciais. 

Algumas crianças podem demorar mais tempo a sentirem-se à vontade e a lidar com estes desafios. Dificuldade em juntar-se a crianças da mesma idade para brincar, a separar-se dos pais para explorar o ambiente. Dificuldade em falar com adultos com os quais não têm contacto regular, e a participar em atividades do jardim-de-infância ou outras atividades.

Os estudos mostram que, quando se prolongam no tempo, as dificuldades da criança em lidar com estes desafios podem afetar:

  • o seu bem-estar,
  • a relação que estabelece com as outras crianças da mesma idade
  • e a sua adaptação à escola.

Perante estas dificuldades, os pais podem sentir-se preocupados ou frustrados e nem sempre sabem como ajudar os seus filhos.

É importante que os pais tenham consciência que nem eles nem a criança têm culpa por este tipo de comportamento. Mas podem aprender e implementar algumas estratégias que podem ajudar as crianças a sentirem-se mais à vontade no dia-dia e a lidar de forma mais eficaz com estes desafios.

 

Quais os objetivos do Programa da Tartaruga?

Este projeto pretende

  • Adaptar para Portugal, implementar e avaliar um programa de intervenção dirigido aos pais e às crianças.
  • Ajudar os pais a conhecer e a implementar algumas estratégias que lhes permitam fortalecer a relação com os seus filhos através do brincar
  • Promover a confiança dos seus filhos para lidar com situações novas
  • Aumentar a cooperação e obediência dos seus filhos.

Paralelamente, as crianças terão oportunidade de conhecer e praticar estratégias que as ajudem a iniciar a interação com outras crianças, a comunicar com outras crianças e com os adultos, a expressar e a lidar com as emoções negativas (e.g., medo, frustração) de uma forma eficaz.

Programa da Tartaruga: Como funciona?

O Projeto Tartaruga é um programa de intervenção gratuito. Composto por oito encontros semanais em grupo (com 5-6 famílias) com duração de cerca de duas horas, num dia/horário a combinar de acordo com a disponibilidade das famílias.

Quem pode participar? Onde se dinamiza?

Podem participar neste programa mães, pais e crianças de idade pré-escolar (3-5 anos).

Estes encontros serão dinamizados no ISPA-Instituto Universitário (Lisboa), por psicólogos do Centro da Criança e da Família, William James Center for Research, ISPA-Instituto Universitário.

Quem está a desenvolver e apoiar este projecto?

Uma equipa de psicólogos do Centro da Criança e da Família do William James Center for Research, ISPA-Instituto Universitário. O projeto é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BPD/11484/2016) e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Visite a página de facebook para mais informações. Ou contacte por email: mguedes@ispa.pt | programadatartarugaparapais@gmail.com

*O Programa da Tartaruga foi desenvolvido com base na evidência. Tem resultados comprovados nos EUA (Chronis-Tuscano e colaboradores, 2015).

 

6 coisas que os filhos adolescentes precisam de nós

“Não vale a pena. Na maior parte das vezes, ninguém lá em casa se interessa pela minha opinião ou sequer conhece as coisas que me preocupam. Simplesmente, já me habituei.”

Ela chama-se Joana. Tem 15 anos. Tem uma família que a ama. Sabe disso. Mas às vezes, sabê-lo não é suficiente, mesmo que nos digam que assim é. Às vezes (muitas vezes), é preciso sentir. É preciso que aqueles de quem mais gostamos parem a rotina dos dias, nos olhem nos olhos e perguntem: “Como estás?”. E depois sejam capazes de esperar pela resposta, e ouvi-la. Com o corpo todo.

A história da Joana, que se assemelha às histórias de muitos outros miúdos que conheço, faz-me pensar sobre aquilo que os nossos filhos podem precisar de nós, sobretudo quando entram na adolescência e lidam com um sem fim de mudanças, às vezes tão difíceis de integrar. Profundamente crente que a consciência que temos, enquanto pais e mães, destas necessidades pode ter um impacto importante na relação que com eles construímos todos os dias, melhorando-a, arrisco-me a propor que pensemos naquilo que os filhos adolescentes precisam de nós:

1. Os filhos adolescentes precisam dos nossos limites.

Poder-se-ia pensar que o que mais desejariam no mundo seria andar por sua conta e risco, sem horários, nem justificações. Nada disso (e são eles que o dizem!). Não existe sensação de maior segurança afetiva do que a de saber que existe alguém que se preocupa. Alguém que espera por nós, que se zanga quando pisamos a linha para além do aceitável. Faz-nos sentir amados. Estabelecer as regras da família, que incluem os horários de regresso, as tarefas em casa, mas também o respeito e a clareza dos diferentes papéis familiares, e acordar consequências para o não cumprimento do que foi definido, é fundamental para que se sintam mais seguros. De quem são e do que esperam de si.

2. Precisam que os libertemos.

Embora às vezes surja alguma confusão em relação a este assunto, permitir-lhes mais liberdade nada tem a ver com a ausência de limites. Tem a ver com deixá-los experimentar coisas novas, ser autónomos, conquistar responsabilidades, fazer amigos… É assim que conhecem o mundo e se preparam para se tornarem adultos.

3. Precisam que os saibamos ouvir.

Eles precisam de falar. Uns fazem-nos com mais facilidade e com mais pormenor do que outros, mas fazem-no sempre que lhes é dada oportunidade ou quando sentem que é o momento. Ouvir até ao fim, sem a pretensão de acharmos que já sabemos o que vai sair dali (mesmo que em 99% das vezes seja verdade…). Ouvir sem criticar e sem fazer piadas irónicas. Ouvir, tentando imaginar o que sentem. E sempre, entender os silêncios e não desistir.

4. Os filhos adolescentes precisam dos nossos mimos.

É natural enchê-los de beijos e de festas quando são pequeninos e fofos. À medida que crescem, podemos facilmente perder o hábito do toque. Ou porque eles rejeitam, ou porque nos sentimos sem jeito. É normal que não queiram andar a receber beijos constantes da mãe ou do pai (sobretudo se há amigos por perto), mas saber-lhes-á muito bem receber um beijo ou um abraço apertado de bons dias, ou uma festa na cabeça quando passamos por perto. O toque é importante e deve manter-se como forma de comunicação, ainda que com o devido enquadramento que esta fase de vida geralmente exige.

5. Precisam que os queiramos conhecer.

Sim, nós conhecemo-los melhor do que ninguém, mas eles continuam a mudar todos os dias. Saber mais sobre a música que ouvem, a pessoa de quem gostam, as dificuldades que têm na escola ou os projetos de vida, dá-nos muito tema de conversa e fá-los sentir que somos capazes de nos descentrar de nós e daquilo a que estamos habituados, e aprender.

E porque esta reflexão já vai longa, talvez porque enorme é o desafio de ajudar um filho a crescer, há uma coisa que eles precisarão sempre, por mais anos que passem:

6. Precisam que acreditemos, sem nunca desistir da pessoa que são.

A vida às vezes não é fácil e a adolescência não o é com toda a certeza (lembras-te?). É não sabermos bem quem somos e absorvermos tudo o que dizem de nós. É arriscar o que nunca se fez e, quando dá para o torto, achar que é o fim o mundo. É um sem fim de coisas novas a acontecer que constantemente desafiam e ameaçam a pessoa que queremos ser. E claro, no meio de todo este turbilhão de emoções e de incertezas, é preciso alguém que acredite, que insista e que diga: “Vai em frente!”. Todos os dias.

É pela importância disto que as bancadas da primeira fila estão reservadas às mães, aos pais, aos avós… É por causa disto que eles as procuram com os olhos e sorriem por dentro, sempre que as encontram cheias.

“Adoro-te filho … mas tenho que ir preparar o jantar. Esqueci-me de descongelar qualquer coisa e tenho que improvisar, vou fazer uma sopa com o que tiver no frigorífico, mas prometo que antes de ires dormir vejo isso com calma.”

Adoro-te filho, mas já estou atrasado para ir trabalhar.

Tenho de ganhar dinheirinho para pagar a renda, comprar comida e aqueles brinquedos que tu gostas. Mas logo à noite prometo que vejo isso com calma.

Adoro-te mau filho, mas tenho que ir preparar o jantar. Esqueci-me de descongelar qualquer coisa e tenho que improvisar, vou fazer uma sopa com o que tiver no frigorífico, mas prometo que antes de ires dormir vejo isso com calma.

Adoro-te mas tens que ir dormir porque amanhã tens de acordar cedo e não podemos chegar atrasados à escola. Mas ao pequeno almoço prometo que vejo isso com calma.

Adoro-te filho, mas adormeci e agora tens de ir a comer pelo caminho. Escolhe lá um iogurte e eu preparo-te uma sandes. Hoje devo sair mais cedo do trabalho e prometo que vejo isso com calma.

Adoro-te filho, mas chamaram-me para uma reunião quando estava mesmo a sair e já não consegui vir mais cedo. Agora vamos a correr para casa e prometo que vejo isso com calma.

Adoro-te, mas a avó ligou a desabafar por causa do avô e tive que a animar.  Vamos tomar banho num instante, jantamos e depois prometo que vejo isso com calma.

Adoro-te filho, não percebo porque é que agora me tratas assim, com tanta indiferença. Porque é que não queres estar comigo nem tens tempo para vermos isto com calma. Eu que te adoro tanto e que fiz tudo por ti.

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Como lidar com Filhos impulsivos

Perante uma sociedade moderna com padrões cada vez mais exigentes e egocêntricos surgem crianças cada vez mais ativas e competitivas. Estas crianças estão, para além de sujeitas a exigências desmedidas, rodeadas de desenvolvimentos tecnológicos, onde há rapidez de informação – onde tudo está à distância de um clique.

Tais vicissitudes acarretam desafios e obstáculos ao comportamento das crianças. Isto porque, por um lado a sociedade impõe maiores responsabilidades e metas e, por outro lado, não as prepara para as mesmas (e.g. fazer um trabalho para a escola foi facilitado pela rapidez do clique à internet). Assim, estas crianças não apreendem ferramentas necessárias e indispensáveis para lidar com o tempo, com os fracassos e com as metas longínquas.

Comportamento impulsivo.

Não adquirem perseverança e, por outro lado, apresentam dificuldades de autorregulação e autocontrolo – assim como tudo se tornou uma questão de um clique e não aprenderam a esperar, gerir emoções e refletir sobre a melhor alternativa, também o seu comportamento se tornou um clique – comportamento impulsivo.

De forma sucinta

A criança começa por apresentar tamanha sensibilidade e desconforto com o momento presente, resultante numa tensão crescente. Neste sentido surge um planeamento de ação insuficiente e uma tomada de decisão pouco pensada e muito emotiva. Por fim, o sujeito age por impulso, sentido prazer no alívio da tensão.

Estes comportamentos impulsivos acarretam maiores riscos (e.g. agressividade, violência, comportamento social negligente e abuso de substâncias), menor discernimento e maior probabilidade de arrependimento e culpa.

Resta compreender que, apesar de a sociedade incitar a estes comportamentos disruptivos, a impulsividade consiste também num sintoma presente em várias perturbações, tendo também origem biológica. Uma perturbação, comummente referida em idade escolar, é a Hiperatividade e Défice de atenção.

Neste sentido a impulsividade deve ser, mais que controlada, trabalhada.

Aos pais de filhos impulsivos, o que fazer:

Funcionar enquanto modelo.

Perante algo indesejado, verbalize o que está a sentir e o que precisa de fazer para se acalmar.

Ensinar a criança a falar consigo mesma.

O diálogo interno ajuda a controlar os impulsos.

Ensinar a gerir emoções e esperar.

Propor pequenas recompensas imediatas ou grandes recompensas a longo prazo.

Evitar as críticas e julgamentos.

Apoiar e ajudar a repensar o que não correu como desejado, evitando as criticas que apenas aumentam as reações emocionais.

Jogos de Memória.

O controlo dos impulsos está intimamente ligado à memória a curto-prazo. Neste sentido, desenvolver as capacidades mnésicas, auxilia a criança na compreensão, interiorização e antecipação das consequências dos seus atos.

Atividades físicas.

O exercício e o movimento influenciam o foco e a atenção, melhoram a concentração e a motivação e tendem a diminuir a agitação e a impulsividade.

 

Por Catarina Lucas, Psicóloga Clínica

O mito dos bons pais

A culpa não é boa aliada dos pais. Mas existe, chateia e é preciso falar sobre ela e sacudi-la dos ombros com energia e vontade. Só assim lhe retiramos a força e ganhamos espaço para ser pais e, sobretudo, humanos.

Ontem deitei-me outra vez a lamentar-me das vezes em que podia ter sido melhor mãe. Revivi as cenas, uma por uma, pensei-lhes outros cenários e cheguei a imaginar-me outra, capaz de ter dado ao meu filho a resposta feliz e atenta de que era tão merecedor. Ontem deitei-me outra vez agarrada à ideia que eu própria construí daquilo que é ser-se boa mãe. E hoje de manhã ele voltou a saber olhar-me e sussurrou-me ao ouvido: “Gosto tanto de ti mamã…

É por isso por nós (e sobretudo por eles) que hoje proponho “despir” os bons pais de todas as boas intenções. Essas, que sorrateiramente nos vão atrapalhando o caminho…

Os bons pais já nascem ensinados.

Quando um filho nos nasce, nasce-nos pela primeira vez e é com ele que (re)nascemos também. Não só como pais ou como mães, mas também como pessoas. E ainda que outros já nos tenham nascido ou que outros se lhes sigam, cuidar de um filho (daquele filho) será sempre uma experiência única. Exigirá de nós a humildade da certeza de que muito está ainda por aprender, por melhorar, e por construir. Não esquecendo nunca que cada um de nós o fará de uma forma muito própria. À luz das coisas que nos façam bater o coração e dos desafios e aprendizagens que cada filho nos exija.

Sabem sempre o que fazer.

A parentalidade é um caminho cheio de curvas, de socalcos, de bancos para recuperar o fôlego, de vias rápidas e de atalhos desconhecidos, que por vezes nos desconcertam e em tantas outras nos permitem maior segurança. A parentalidade é tudo isto mas não é, nunca, algo que se aprenda nos manuais de procedimentos à boa maneira das viagens de aviões: “Ora agora coloque o colete de salva-vidas. Ora agora insufle-o. Ora agora respire a partir da máscara de oxigénio…” Bom seria. Ou talvez não… A parentalidade é uma aprendizagem constante, sem respostas certeiras e em que os aprendizes (pais e filhos) são os atores principais e criativos argumentatistas, capazes de dar luz e cor e emoção ao guião, construído (e reconstruído) vezes sem conta, a cada passo dado.

Não sentem culpa.

Sentem pois. E arrependem-se. E martirizam-se. E sofrem, sobretudo com o peso duro das expectativas dos outros. É a culpa de não terem agido assim ou assado. É a culpa de terem perdido a cabeça. É a culpa de não passarem tempo suficiente com os filhos. É a culpa de não terem percebido mais cedo que alguma coisa estava a acontecer na escola. É a culpa de terem sono, de comerem chocolates às escondidas, de estarem de folga e deixarem o filho na escola apenas e só porque querem ter um dia de crescidos… A culpa, a maldita da culpa, que rouba tempo e exige, insaciável, a perfeição sem fim. A culpa não é boa aliada dos pais. Mas existe, chateia e é preciso falar sobre ela e sacudi-la dos ombros com energia e vontade. Só assim lhe retiramos a força e ganhamos espaço para ser pais e, sobretudo, humanos.

Os bons pais sabem sempre o que os filhos precisam.

As crianças não trazem manuais de instruções e ainda que às vezes algumas dicas práticas nos deem um jeitaço e nos ajudem a pensar em formas alternativas de resolver as situações/dilemas com os quais nos vamos deparando, isso não quer dizer que funcionem sempre. Para se saber o que uma criança precisa, é preciso, tantas vezes, desaprender tudo o que pensámos ou ouvimos, ou ainda tudo aquilo que nos disseram e experimentar outros caminhos, ainda que audazes ou pouco testados. Para se saber o que uma criança precisa é preciso sobretudo aprender a ouvi-la, olhá-la nos olhos e tocar-lhe no coração, deixando que o nosso se abra, e sinta também.

Não mimam demais os filhos.

A experiência amorosa familiar é o primeiro contacto da criança com o maravilhoso mundo dos afetos. É ela que lhe permitirá amar os outros e ganhar coragem para se lançar em pleno voo, sempre que a vida assim apele. É também ela que permite entender a Casa (lugar no coração dos pais) como porto seguro, onde pode mostrar-se sem filtro e sem disfarce, a quem tem por ele um amor sem fim, capaz de resistir a todos os lados lunares. Os pais podem (e devem!) mimar muito os filhos e não é por isso que deixarão de balizar aqueles que são os seus comportamentos e de ensinar, com a doçura e a paciência necessárias, as coisas mais importantes, para que se tornem gente a saber mimar os outros.

Satisfazem sempre primeiro as necessidades dos filhos.

Voltando à analogia das instruções de segurança dos aviões, há uma razão pela qual a tripulação sugere que o colete salva-vidas seja colocado primeiro ao adulto e só depois à criança: para cuidarmos do outro, é preciso que estejamos cuidados. A parentalidade está carregada de desafios. Muitos deles capazes de alterar o padrão de satisfação de necessidades básicas como as do sono ou da alimentação adequada, ou a prioridade dada às necessidades sociais ou amorosas. Em nome dos filhos, os pais anulam-se vezes demais e acabam por deixar para depois atividades ou experiências, capazes de lhes proporcionar bem estar e satisfação pessoal, premissas fundamentais para ensinar os filhos a quererem, um dia, cuidar-se também.

Os bons pais gostam sempre de ser pais.

Existem mulheres e homens que preferiam não ter sido pais. Existem mulheres e homens que não gostam de ser pais, mas isso não significa que não gostem dos filhos. Significa apenas que, por variadíssimas razões, tiveram de assumir um papel com o qual não se identificam. Que sentem que tiveram de fazer mudanças que não desejaram e que não era assim que gostavam que tivesse sido. Não há com estes pais nenhum problema. A não ser o de terem todos os dedos apontados. De lhes gritarem aos ouvidos que não prestam e de quererem salvá-los, constantemente, do sacrilégio em que não vivem. Existem pais que não amam de paixão sê-lo. Mas ainda assim, sabem amar como ninguém os filhos que os tornaram em tal.

Os bons pais não erram.

Os bons pais erram a vida inteira. Tal como as boas pessoas fazem, só por serem pessoas. O que os bons pais trazem dentro de si (que é o que lhes permite serem verdadeiramente bons), é a capacidade de olhar para os tropeços e enganos como parte desejável da caminhada e deixar que a consciência e a aceitação os transformem para sempre e permitam reparar, com pó de ouro e de amor, cada “lasquinha” acontecida.

Os bons pais não existem. Existo eu, existes tu… e se o somos é porque um dia alguém nos olhou como ninguém e nos viu como os melhores do mundo. Imperfeitos e insubstituíveis. Até ao fim dos tempos…

A crítica excessiva dos pais mutila o cérebro emocional dos filhos

A educação que recebemos em crianças e o tipo de relacionamento que estabelecemos com os nossos pais deixam-nos marcas profundas ao longo da vida.

A atenção ou a negligência, a crítica ou o elogio, determinam o estilo de apego que iremos desenvolver nas relações futuras. Terá um enorme impacto na imagem que formamos de nós mesmos, na nossa autoestima e na forma como encaramos a vida.

No entanto, tudo parece indicar que as consequências da crítica na infância não se limitam ao nível psicológico, mas também alteram a configuração do cérebro da crianças. Neurocientistas da Universidade Binghamton descobriram que, quando os pais criticam excessivamente os filhos, as áreas do cérebro dedicadas a processar estados emocionais, ficam afetadas.

Crítica constante dos pais bloqueia o processamento emocional das crianças

As crianças podem criticar a maneira como o cérebro percebe e processa a informação emocional? Esta foi a questão que alguns neurocientistas levantaram e, para responder, recrutaram 87 crianças com idades entre 7 e 11 anos.

Primeiro, pediram aos pais que falassem sobre os filhos durante cinco minutos. Assim, conseguiram avaliar o nível de crítica destes pais. Depois analisaram a atividade cerebral das crianças enquanto viam uma série de imagens de rostos que mostravam diferentes emoções. Descobriram que os filhos de pais muito críticos prestavam menos atenção às expressões faciais emocionais, sem conseguir distinguir emoções positivas de negativas.

Na prática, as crianças sujeitas a críticas constantes evitam prestar atenção aos rostos que expressam qualquer tipo de emoção. Obviamente, a longo prazo, tal comportamento poderá afetar as suas relações com terceiros e poderá ser uma das razões pelas quais as crianças expostas a altos níveis de crítica correm maior risco de sofrer de depressão e de ansiedade.

Para evitar o desconforto causado pela crítica, o cérebro infantil é “desconectado”

Todos nós temos tendência a evitar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, ansiosos ou tristes. Mas  observou-se que as crianças cujos pais são muito críticos são mais propensas a usar estratégias para evitar pessoas ou situações que as deixem pouco confortáveis.

Na verdade, é um mecanismo básico de proteção: quando estamos perante uma situação da qual não gostamos mas não podemos escapar, o nosso cérebro tende a “desconectar-se”. É exatamente o que acontece connosco quando estamos numa reunião chata que não nos podemos livrar. No entanto, esta situação é perigosa quando repetida por um longo tempo durante toda a infância, pois o cérebro infantil não será capaz de estabelecer as conexões necessárias para processar adequadamente as informações emocionais.

As crianças que são vítimas de críticas constantes evitam focar e processar as expressões emocionais de raiva, nojo ou desconforto dos pais para não sentirem os sentimentos aversivos que estas geram. Como resultado dessa mutilação do sistema de processamento emocional, também se tornam incapazes de perceber as expressões positivas dos outros.

De facto, não é o primeiro estudo que analisa o impacto no nível cerebral de uma educação negativa.

Pesquisas anteriores realizadas na Harvard Medical School revelaram que os gritos danificam o cérebro infantil, especificamente o vermis cerebelar, uma área fundamental para manter um bom equilíbrio emocional.

Como criticar realmente construtiva para as crianças?

Existem dois tipos de críticas: críticas destrutivas, que não levam a lado nenhum e só geram desconforto; e críticas construtivas, que nos permitem crescer e melhorar algo. Infelizmente, estima-se que 9 em cada 10 críticas “construtivas” realmente não o sejam.

Como podem os pais garantir que as críticas que fazem aos filhos os ajudam realmente?

  • Concentrar-se no comportamento, e não na criança.

Isto significa não usar rótulos que generalizam tais com como “estás/és muito desorganizado”.

Os pais devem ser o mais precisos possível e dizer: “não arrumaste os brinquedos, vais ter de o fazer”.

  • Informe-se antes de criticar.

Muitas vezes criticamos supondo que as nossas conjecturas são verdadeiras.  Portanto, antes de dar vazão à raiva ou ao desapontamento, pergunte o que aconteceu. Ouça a versão da criança e tente entender sua perspectiva, embora não signifique que concorde. No entanto, uma crítica baseada na empatia é muito mais construtiva.

  • Foque-se na solução, em vez de enfatizar o erro.

Todos nós cometemos erros, mas se as críticas permanecerem a esse nível, isso não servirá para crescer. Portanto, é conveniente perguntar à criança o que pode fazer para resolver o problema ou propor diretamente algumas soluções.

  • Introduzir um elemento positivo.

Diz-se que para cada crítica cinco elogios são necessários. Uma no cravo outra na ferradura. Não devemos limitar-nos a destacar o negativo nos nossos filhos, mas também a reforçar as características positivas. Por exemplo, pode dizer: “Ontem apanhaste os brinquedo sem eu ter de chamar a atenção, muito bem. Eu gostava que fosse assim todos os dias. Era sinal de responsabilidade”.

 

Publicado em Rincon de La psicologia, traduzido e adaptado por Up To Kids

Educar para a verdade, ou mentir para poupar os filhos?

Quem tem filhos, tem medos.

E desde o primeiro momento que o nosso maior medo é vê-los sofrer. Ou não ver, mas que sofram ainda assim.

Para um bebé recém chegado pouco há a temer. A não ser o teste do pezinho, ou as primeiras vacinas – principalmente para pais de primeira viagem.

Com o tempo aprendemos que “é um mal necessário”, são breves os momentos de dor e que os beijinhos do pai e da mãe tudo curam. As crianças crescem, os pais também – é inevitável.

E das vezes seguintes, aquando as idas ao médico e respetivas vacinas perguntam-nos com os olhos mais ternurentos do mundo “Vai doer?” enquanto deixam cair uma lágrima ou se escondem atrás de nós.

Respondemos quase sempre “Não. Claro que não!” Mas será essa a verdade? Ou apenas a verdade em que nós pais queremos acreditar para que não sofram, porque não queremos vê-los sofrer?

Só que essa não é a verdade.

E podemos nós, só porque somos pais, mentir-lhes?

Vai doer sim. Mas vai passar. E no dia em que explicarmos isso aos nossos filhos estamos a educá-los para a verdade. Estamos a respeitar o medo que sentem mas estamos também a estimulá-los a serem mais fortes do que ele.

No dia em que fizermos isso os nossos filhos saberão o que esperar. Não nos dirão: “Tu mentiste! Doeu e muito.”

Haverá para nós pais, dor maior do que ver a desilusão espelhada naqueles olhos pequeninos?

No dia em que dissermos “Vai doer mas vai passar” mostramos aos nossos filhos que apesar de  encontrarem experiências dolorosas (ao longo de toda a vida), os nossos braços irão abrir-se sempre, os mimos não acabarão e a nossa voz dirá sempre, mas sempre a verdade!

“É inegável que o irmão mais velho acaba por perder algum espaço quando nasce o mais novo. No entanto, vai ganhar um irmão mais novo e isso é algo extremamente importante.”

Como preparar uma criança para a chegada de um “irmão mais novo”

A passagem de uma criança de filho único para irmão mais velho é um momento de alguma ansiedade para os pais. Sabemos que irá implicar sempre algumas mudanças. No entanto, parece-me importante referir que, na maior parte das vezes, os adultos complicam bem mais do que as crianças. É óbvio que se trata de uma transição significativa, mas que geralmente se faz de forma mais ou menos pacífica. Para isso, aqui ficam algumas ideias e conselhos para reflectir.

1 – Antecipe as mudanças de rotina

Este aspecto é fundamental. Antes do bebé nascer (e sempre que possível), as rotinas do dia-a-dia (dar banho ou dormir, por exemplo) devem passar a ser realizadas regularmente pelo pai, pelo menos 1-2 meses antes do nascimento. Esta habituação vai fazer com que a criança não sinta que foi por causa do irmão que a mãe deixou de as fazer. Assim vai permitir que não exista tanta competição relativamente a esse aspecto. Como é lógico, a mãe pode e deve estar presente, mas se passar a ser um momento mais “do pai” acaba por facilitar a dinâmica familiar após o nascimento.

2 – Não exija demasiado

Por vezes, a vontade de que a criança se vá preparando para o facto de vir a ter um irmão mais novo faz com que os pais insistam muito na ideia de que isso vai trazer muitas responsabilidades ao mais velho.
É normal que se digam frases como:
-“vais ter que te portar bem, porque o teu irmão vai estar a ver”;
-“agora vais ter que ajudar, porque vais ser o mais velho”;
-“tens que aprender a fazer algumas coisas sozinho, porque já sabes que agora a mãe e o pai vão ter menos tempo”.
Na verdade não é necessário estar sempre a repeti-las. Claro que algumas dessas coisas vão acontecer e devem ser antecipadas, mas o tempo também ajuda a que se estabeleçam por si e se tornem gradualmente uma realidade.

3 – Tente gerir a gravidez com bom senso

A gravidez é um período de tempo interminável para grande parte dos casais e para as crianças mais ainda. Nove meses é muito tempo e essa espera acaba por ser muito longa. Assim, se a criança for pequena é preferível envolvê-la mais no fim da gravidez, para que seja mais perto do momento do nascimento. Assim o entusiasmo não vai esmorecendo e ela acaba por usufruir mais quando surgir o irmão.

4 – Mantenha a atenção especial ao filho mais velho

É inegável que o irmão mais velho acaba por perder algum espaço quando nasce o mais novo. No entanto, vai ganhar um irmão mais novo e isso é algo extremamente importante. Para tentar minimizar essa sensação de perda, pode tentar fazer o seguinte:
  • Comprar um pequeno presente para o bebé “dar” ao irmão mais velho quando nascer
  • Tentar que esteja sempre algum adulto (pai ou mãe) com o filho mais velho quando tiverem visitas em casa. Geralmente as crianças sentem que já não são a prioridade de quem vai a casa, pois passa a ser o bebé. Assim é importante manter sempre um atenção especial nesses momentos. A melhor opção é sentar-se no chão a brincar com ela quando for alguém a casa, para que esteja mais distraída nesses momentos
  • Ter sempre algum presente pequeno em casa para dar ao mais velho, se as visitas só levarem para o bebé (é um bom plano “B”)

5 – Crie momentos de “filho único”

Aproveite enquanto o bebé é pequeno para passar momentos a sós com o filho mais velho. Ele vai-se sentir importante e perceber que, mesmo após o nascimento do irmão, continua a ser especial. Ele precisa disso e os pais também.

6 – Seja tolerante, mas não abdique das regras

É muito importante que haja alguma condescendência para algumas chamadas de atenção que o irmão mais velho possa fazer. Não é o mais frequente, mas por vezes surgem regressões de comportamento como voltar a querer usar chupeta ou biberão, por exemplo. Nestes casos é preciso lidar com elas com alguma paciência. No entanto, o mais habitual é aumentar as birras e o nível de exigência para que os pais dêem mais atenção. Principalmente quando estão a pegar no bebé ou a tratar dele. É claro que se deve ser mais tolerante nessas situações, principalmente nas primeiras semanas, mas aos poucos deve tudo regressar à normalidade. As regras mais importantes devem sempre ser mantidas e nem tudo é aceitável para chamar a atenção. É fundamental que os pais e a criança interiorizem isso para que tudo funcione corretamente.
O principal conselho é que se deve tentar usufruir destes momentos o melhor possível, pois são alturas fantásticas na vida de toda a gente. E, mesmo que seja um pouco atribulado no início, vai ver que vale bem a pena!