As bebidas vegetais são boa opção para crianças pequenas?

“Até aos 2 anos de idade, não se deve utilizar as bebidas vegetais como substituto de um leite animal.”

O termo leite implica sempre que a fonte de proteína seja animal. Assim, a designação de “leite” vegetal não é adequada. Deve sempre falar-se de bebidas de soja, arroz, aveia ou outras semelhantes.

Até aos 2 anos de idade, não se deve utilizar as bebidas vegetais como substituto de um leite animal.  É esta a recomendação da Sociedade Europeia de Nutrição Pediátrica. Isto não quer dizer que as crianças mais pequenas não possam contactar com estes produtos ocasionalmente. Mas sim que não devem ser usados para substituir de forma regular o leite ou seus derivados.

Porque não se deve usar bebidas vegetais como substituto do leite antes dos 2 anos?

Em primeiro lugar porque as proteínas não são exactamente iguais às fornecidas pelos produtos lácteos.  As bebidas vegetais contêm substâncias que se desconhece o verdadeiro impacto no crescimento e desenvolvimento infantil. Por exemplo,  fitosteróis nas bebidas de soja.
Para além disso, também a suplementação vitamínica é muito mais deficitária do que nos chamados leites “adaptados” (leites “de bebé”), pelo que não devem ser usados como substitutos do leite em crianças pequenas.

“É inegável que o irmão mais velho acaba por perder algum espaço quando nasce o mais novo. No entanto, vai ganhar um irmão mais novo e isso é algo extremamente importante.”

Como preparar uma criança para a chegada de um “irmão mais novo”

A passagem de uma criança de filho único para irmão mais velho é um momento de alguma ansiedade para os pais. Sabemos que irá implicar sempre algumas mudanças. No entanto, parece-me importante referir que, na maior parte das vezes, os adultos complicam bem mais do que as crianças. É óbvio que se trata de uma transição significativa, mas que geralmente se faz de forma mais ou menos pacífica. Para isso, aqui ficam algumas ideias e conselhos para reflectir.

1 – Antecipe as mudanças de rotina

Este aspecto é fundamental. Antes do bebé nascer (e sempre que possível), as rotinas do dia-a-dia (dar banho ou dormir, por exemplo) devem passar a ser realizadas regularmente pelo pai, pelo menos 1-2 meses antes do nascimento. Esta habituação vai fazer com que a criança não sinta que foi por causa do irmão que a mãe deixou de as fazer. Assim vai permitir que não exista tanta competição relativamente a esse aspecto. Como é lógico, a mãe pode e deve estar presente, mas se passar a ser um momento mais “do pai” acaba por facilitar a dinâmica familiar após o nascimento.

2 – Não exija demasiado

Por vezes, a vontade de que a criança se vá preparando para o facto de vir a ter um irmão mais novo faz com que os pais insistam muito na ideia de que isso vai trazer muitas responsabilidades ao mais velho.
É normal que se digam frases como:
-“vais ter que te portar bem, porque o teu irmão vai estar a ver”;
-“agora vais ter que ajudar, porque vais ser o mais velho”;
-“tens que aprender a fazer algumas coisas sozinho, porque já sabes que agora a mãe e o pai vão ter menos tempo”.
Na verdade não é necessário estar sempre a repeti-las. Claro que algumas dessas coisas vão acontecer e devem ser antecipadas, mas o tempo também ajuda a que se estabeleçam por si e se tornem gradualmente uma realidade.

3 – Tente gerir a gravidez com bom senso

A gravidez é um período de tempo interminável para grande parte dos casais e para as crianças mais ainda. Nove meses é muito tempo e essa espera acaba por ser muito longa. Assim, se a criança for pequena é preferível envolvê-la mais no fim da gravidez, para que seja mais perto do momento do nascimento. Assim o entusiasmo não vai esmorecendo e ela acaba por usufruir mais quando surgir o irmão.

4 – Mantenha a atenção especial ao filho mais velho

É inegável que o irmão mais velho acaba por perder algum espaço quando nasce o mais novo. No entanto, vai ganhar um irmão mais novo e isso é algo extremamente importante. Para tentar minimizar essa sensação de perda, pode tentar fazer o seguinte:
  • Comprar um pequeno presente para o bebé “dar” ao irmão mais velho quando nascer
  • Tentar que esteja sempre algum adulto (pai ou mãe) com o filho mais velho quando tiverem visitas em casa. Geralmente as crianças sentem que já não são a prioridade de quem vai a casa, pois passa a ser o bebé. Assim é importante manter sempre um atenção especial nesses momentos. A melhor opção é sentar-se no chão a brincar com ela quando for alguém a casa, para que esteja mais distraída nesses momentos
  • Ter sempre algum presente pequeno em casa para dar ao mais velho, se as visitas só levarem para o bebé (é um bom plano “B”)

5 – Crie momentos de “filho único”

Aproveite enquanto o bebé é pequeno para passar momentos a sós com o filho mais velho. Ele vai-se sentir importante e perceber que, mesmo após o nascimento do irmão, continua a ser especial. Ele precisa disso e os pais também.

6 – Seja tolerante, mas não abdique das regras

É muito importante que haja alguma condescendência para algumas chamadas de atenção que o irmão mais velho possa fazer. Não é o mais frequente, mas por vezes surgem regressões de comportamento como voltar a querer usar chupeta ou biberão, por exemplo. Nestes casos é preciso lidar com elas com alguma paciência. No entanto, o mais habitual é aumentar as birras e o nível de exigência para que os pais dêem mais atenção. Principalmente quando estão a pegar no bebé ou a tratar dele. É claro que se deve ser mais tolerante nessas situações, principalmente nas primeiras semanas, mas aos poucos deve tudo regressar à normalidade. As regras mais importantes devem sempre ser mantidas e nem tudo é aceitável para chamar a atenção. É fundamental que os pais e a criança interiorizem isso para que tudo funcione corretamente.
O principal conselho é que se deve tentar usufruir destes momentos o melhor possível, pois são alturas fantásticas na vida de toda a gente. E, mesmo que seja um pouco atribulado no início, vai ver que vale bem a pena!

O que é a intolerância à lactose?

A intolerância a lactose é a dificuldade em fazer a digestão do açúcar presente no leite, que se chama lactose. Para fazer essa digestão, utiliza-se uma enzima que é produzida no intestino e que se chama lactase, mas há algumas pessoas que não produzem essa enzima em quantidade suficiente.

Assim, vão ser incapazes de digerir a lactose e vão ter os sintomas derivados dessa dificuldade e que podem ser:

  • gases em excesso
  • barriga inchada
  • dor de barriga
  • diarreia frequente.
  • desconforto com o consumo de leite e derivados
Existe uma grande variabilidade nas manifestações, porque tudo depende do nível de enzima que a pessoa produz. Quem produz mais enzima vai tolerar a ingestão de uma quantidade maior de leite e derivados do que quem produz menos.

Na suspeita de haver uma intolerância à lactose a solução é só uma: reduzir a ingestão de lactose.

A maior fonte desse açúcar é o leite, pelo que se deve trocar para um leite sem lactose (seja leite adaptado ou de vaca).
Os outros produtos lácteos (iogurte e queijo, por exemplo) são fermentados e têm muito pouca lactose. Motivo pelo qual geralmente não é necessário retirá-los da dieta, exceto se causarem mal-estar quando consumidos. Se com estas medidas simples a criança melhorar, fazemos o diagnóstico. Neste caso deve manter-se a dieta sem lactose, pelo menos temporariamente (cerca de 8 semanas).
Depois desse período reintroduz-se o leite habitual da criança, sempre de forma progressiva e sob vigilância, observando se não surgem novamente sintomas de intolerância.

A bronquiolite é uma inflamação da parte terminal do aparelho respiratório (bronquíolos) e geralmente é causada por uma infecção vírica.

 

No nosso país é extremamente comum, com um claro pico de incidência entre Janeiro e Fevereiro. É uma causa frequente de internamentos, particularmente em crianças pequenas e na maior parte dos casos não é uma doença muito grave (embora haja algumas excepções, principalmente quando estão presentes factores de risco, tais como a prematuridade, o baixo peso ao nascer e o convívio com outras crianças, entre outros).

Afecta crianças até aos 2 anos de idade e caracteriza-se por uma combinação variável dos seguintes sinais e sintomas:

  • dificuldade respiratória
  • “chiadeira” a respirar (espécie de “assobio” que se ouve na expiração)
  • tosse
  • dificuldade na alimentação
  • apneias (paragens respiratórias), particularmente em bebés pequenos
  • febre, geralmente baixa

 

Neste momento, o tratamento das bronquiolite é um tema de grande controvérsia em Pediatria. A maior parte dos estudos não comprovam a eficácia das nebulizações ou outros medicamentos, o que nos coloca com um problema para resolver: o que fazer?

Na prática, é costume testar-se as nebulizações e, por vezes, medicamentos da família da cortisona, pois muitas vezes aliviam parcialmente os sintomas e tranquilizam um pouco as crianças (e os pais!).

Os critérios de internamento para esta situação são os seguintes:

  • falta de oxigénio no sangue
  • dificuldade respiratória significativa
  • bebés pequenos (abaixo dos 3 meses de idade)
  • dificuldades marcadas na alimentação
  • ansiedade dos pais (esta é uma questão polémica, mas é sempre importante perceber se os pais estão capazes de lidar com o filho doente; se não estiverem, é preferível internar 1-2 dias e ensiná-los a lidar com esta situação)

Por fim, quero deixar apenas uma palavra para a relação entre bronquiolite e asma.

 

É também um tema que suscitou grandes debates há uns anos e neste momento parece mais ou menos consensual que a bronquiolite não pode evoluir para asma. No entanto, por vezes o primeiro episódio de falta de ar de um asmático pode ser falsamente rotulado de “bronquiolite”. Com o tempo essas crises vão-se repetindo e, a posteriori, percebe-se que afinal já era uma asma desde o início (só o tempo dá essa resposta).

Dores de barriga na criança – sinais de alerta

A dor de barriga é uma queixa muito frequente por parte das crianças e, grande parte das vezes, a maior dificuldade é perceber se é apenas “manha” ou não, até porque surge frequentemente nas horas da refeição.

Assim, é fundamental ter em atenção alguns aspectos.

Em primeiro lugar, é importante ter em conta a idade da criança, porque quanto menor for a idade, maior a probabilidade de a dor de barriga ser “verdadeira”. Depois, convém averiguar se existem ou não outros sintomas a acompanhar. Estes podem dar-nos pistas sobre a causa e devem ser sempre valorizados.
Convém ainda fazer uma observação geral da criança, para tentar perceber se há algum achado que nos possa fazer pensar mais em alguma causa. Por fim, mas não menos importante, não nos podemos esquecer de avaliar ou tentar perceber se há algum motivo de stresse por detrás das queixas, embora esse seja sempre um diagnóstico de exclusão (ou seja, só pode ser estabelecido se conseguirmos excluir todas as outras causas possíveis).
Sempre que uma criança se queixa de dores de barriga, convém que os pais estejam atentos a alguns sinais de alerta, que devem implicar uma observação médica mais urgente.

Os mais importantes são os seguintes:

  • Dores que acordam a criança durante a noite
  • Quando a criança não defeca há alguns dias, nem liberta gases (este último é um aspeto muito importante a valorizar)
  • Sempre que existe uma palidez intensa ou mau estado geral da criança
  • Presença de sangue nas fezes
  • Associação a vómitos com agravamento progressivo
  • Quando a criança localiza a dor num local afastado do umbigo (quanto mais afastada, maior a probabilidade de haver uma causa a justificar a dor)
  • Associação a febre alta e difícil de controlar
  • Associação a emagrecimento
  • Alternância entre prisão de ventre e diarreia
  • Dor muito localizada numa parte específica da barriga, que cede mal à medicação
A febre no bebé e na criança é um sintoma extremamente comum e o principal motivo de consultas médicas de urgência em Pediatria. Por ser tão frequente, é importante perceber porque surge e quando é realmente preocupante.

Febre no bebé e na criança – o que fazer?

O primeiro conceito a reter é que a febre não é uma doença. É um sintoma, que geralmente surge associado a algum tipo de “agressão” externa, mais frequentemente uma infecção. A definição de febre depende do local onde a temperatura é medida, podendo ser utilizados os seguintes valores:

  • rectal (medida no rabinho) – acima de 38 graus
  • timpânica (medida no ouvido) – acima de 37,6 graus
  • axilar (medida debaixo do braço) – acima de 37,5 graus
Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo, que serve essencialmente para ajudar a combater essa “agressão”, através dos seguintes mecanismos:
– melhoria da capacidade de resposta do organismo. Alguns dos nossos mecanismos de defesa ficam optimizados com a subida ligeira da temperatura corporal
– inactivação de alguns microrganismos. A elevação da temperatura faz com que alguns microrganismos percam agressividade, ajudando assim a combatê-los

Assim, é fácil perceber que, apesar de causar muitas preocupações aos pais, a febre em si pode até ser benéfica. Por esse motivo, há até quem defenda que não precisa de ser tratada, caso a criança esteja bem disposta. Na verdade, não se deve tratar a febre em si, mas sim o desconforto que esta provoca. A temperatura corporal não sobe indefinidamente e, mesmo sem tratamento, acaba por voltar a descer.

Quando se dá algum tipo de medicamento nessas situações, é importante realçar alguns aspectos:

  • o tempo médio para começarem a actuar é de 30 minutos a 1 hora, pelo que não é esperado que haja uma resposta imediata
  • a resposta esperada é que a temperatura desça 1-1,5 graus, pelo que não é suposto que desça sempre para os 37 graus

Relativamente aos tradicionais banhos de água tépida e outras medidas de arrefecimento corporal:

– Convém reforçar a ideia de que nem sempre são boa opção.
– Só devem ser utilizados quando a temperatura já está a baixar, o que geralmente se percebe porque a criança fica com a pele mais vermelha, quente e transpirada.
– Devem ser evitados quando a temperatura está a subir, ou seja, quando a criança está com as mãos frias, a pele mais pálida, os lábios arroxeados e com tremores
Sempre que alguma partícula estranha (microorganismo, poeira, líquido, expectoração, …) chega aos brônquios ou pulmões, a primeira resposta do organismo é tentar eliminá-la.
Para isso, é desencadeado o reflexo da tosse. Em que ocorre uma saída de ar forçada pela boca, a alta velocidade, arrastando consigo o que conseguir.

Tosse
Na maior parte das vezes é causada por infecções respiratórias e, apesar de surgir em poucas horas, demora muito mais tempo a desaparecer. De um modo geral, dura cerca de 2-3 semanas, período ao longo do qual vai melhorando lenta e progressivamente.

Características e tempo de evolução da tosse

No início surge, habitualmente, uma tosse seca e irritativa, seguida ao fim de 3-4 dias por tosse produtiva e com expectoração. Ao fim de cerca de uma semana a tosse volta novamente a ser seca e só depois vai desaparecendo.
É muito importante conhecer estas características e tempo de evolução da tosse. Só assim se consegue distinguir uma evolução típica de uma evolução atípica, sendo que esta última implica sempre observação médica e, eventualmente, realização de exames para investigação.

O que fazer?

Uma vez que se trata de um mecanismo de defesa, não requer tratamento na maioria das vezes. De qualquer forma, há alguns procedimentos que devem ser adoptados e que podem ajudar a aliviar o desconforto provocado pela tosse, tais como:
  • Fazer uma boa higiene nasal. Com ajuda de soro fisiológico ou um spray de água do mar e, eventualmente, utilizando também um aspirador nasal;
  • Fraccionar as refeições nos casos em que as crianças vomitam com a tosse. Ou seja, dar mais vezes de comer, mas menos quantidade de leite/alimentos em cada refeição.
De um modo geral, a administração de medicamentos para “parar” a tosse deve ser evitada. Estes acabam por retirar alguma capacidade de resposta do organismo e boicotar a principal forma que temos de limpar os pulmões.
Já em relação aos remédios mais tradicionais ou “caseiros”, tais como os xaropes de cenoura ou mel, a sua eficácia é, no mínimo, bastante duvidosa e devem também ser evitados, uma vez que possuem demasiado açúcar e podem ser mais prejudiciais do que benéficos.

SINAIS DE ALARME

A tosse é muito frequente e todas as crianças têm vários episódios em que tossem durante o ano.
A maior parte dessas situações são “comuns” e pouco graves.

Mas há alguns sinais de alarme que os pais devem conhecer, tais como:

– mau estado geral da criança
– febre alta, difícil de controlar
– falta de ar
– sinais de dificuldade respiratória. (o nariz a abrir e fechar ou a pele entre as costelas a ir “para dentro e para fora” durante a respiração)
– tosse com mais de 3 semanas de duração, sem noção de melhoria
– vómitos persistentes
– dificuldade na alimentação
– guincho inspiratório entre acessos de tosse
É muito importante estar atento a estes sinais, porque a sua presença implica sempre uma observação médica mais urgente.
Os bebés devem beber água nos primeiros meses de vida?

A água é actualmente considerada um alimento (basta ver a posição central que ocupa na Roda dos Alimentos). Logo é essencial ao bom funcionamento de todas as células do organismo.

É muito frequente os pais questionarem nas consultas se os seu filhos devem beber água nos primeiros meses de de vida. Por esse motivo, importa esclarecer alguns conceitos que me parecem importantes.

Tipo de leite

O leite materno contém muita água na sua composição, pelo que na maior parte das vezes não se justifica dar mais nenhum tipo de líquido aos bebés amamentados exclusivamente. O leite materno tem a dupla função de alimentar e hidratar os bebés.

No entanto, se o bebé estiver a ser alimentado com um leite adaptado (seja em exclusivo ou como suplemento), faz sentido oferecer-lhe um pouco de água entre mamadas. A palavra certa é mesmo “oferecer”, pois não se deve nunca forçar um bebé a beber água. Se quiser bebe, se não quiser não bebe.

Temperatura exterior

Sempre que a temperatura exterior for elevada (vaga de calor, por exemplo), deve-se ter em atenção que os bebés podem ter necessidade de beber mais líquidos. Nestes casos deve oferecer-se água, mesmo nas situações de aleitamento materno exclusivo.

Vómitos

Sempre que um bebé vomita regularmente aumenta o risco de poder desidratar. As suas reservas corporais são reduzidas nos primeiros meses de vida. Nesta situação deve oferecer-se água, independentemente do tipo de leite que esteja a fazer.

Não é um “erro” dar água

Importa salientar também que não é propriamente errado dar água a um bebe, mesmo que esteja apenas sob aleitamento materno. O maior inconveniente é que ele beba menos leite, pelo volume de água que ingere. No entanto, geralmente também não bebem muita água, pelo que a probabilidade de causar algum problema é bastante diminuta. Assim, não é verdadeiramente “errado” dar água sem ser nas situações que expliquei acima, mas é sem duvida “desnecessário” e não se deve fazer.