O que aprendi com as crianças

Com as crianças aprendi que um ataque de cócegas salva o mundo.

Que um escorrega pode ser uma prancha num navio pirata, uma construção de areia uma cidade imaginária.

Com as crianças aprendi que temos tantas certezas porque muitas vezes deixámos de fazer perguntas.

Que o amor é a coisa mais pura do mundo e faz tanta falta…

Que uma palavra fere, mas também tem o poder de transmitir confiança.

Que um incentivo é tudo o que precisamos para acreditarmos em nós.

Que saltar em cima da cama é bom, que andar descalço na relva é maravilhoso, que fazer competições de “golfinhos” na praia é incrível.

A importância de brincar.

Que não é preciso muito para nos divertirmos, que com uma colher de pau e uma panela se faz música, que podemos fazer render um livro durante meses, por mais que na altura nos tenha custado gastar aquele dinheiro, talvez mais útil para outras coisas.

Com as crianças aprendi que só percebemos as diferenças quando alguém nos vem apontá-las, até lá somos apenas pessoas, iguais, irmãos.

Que o que é básico para uns é um luxo para outros.

Que o tempo é precioso e nem sempre sabemos usá-lo da melhor maneira.

Que encarnando super heróis somos capazes de tudo (e às vezes bastava pensarmos em nós como a Mulher Maravilha para aquela tarefa complicada parecer mais simples).

Que sujar é bom, e já me tinha esquecido.

Qual a sensação de saltar nas poças.

Que bons amigos nunca são demais e que o nosso primeiro instinto raramente nos engana.

Que cantar tem outro encanto, dançar outra dinâmica, sorrir outro valor.

Como é bom fazer bolas de sabão e tentar apanhá-las.

Com as crianças aprendi a importância de ser visto, reconhecido. A importância de ouvir e valorizar.

Como é importante estar verdadeiramente.

Que os telemóveis distraem e nos roubam momentos que não voltam mais.

Que o que dizemos importa e deve ser pensado.

Que a forma como vemos o mundo pode determinar a forma como elas o vão receber na sua vida.

Com as crianças aprendi o peso de saber pedir desculpas.

Que os bens materiais não interessam para nada, mas que algum dinheiro ajuda a levar os dias mais confortavelmente. Algum dinheiro, não uma fortuna, porque a riqueza verdadeira dos nossos dias está na forma como os vivemos. E não há fortuna nenhuma que nos salvaguarde isso.

Que a culpa que sentimos enquanto pais muitas vezes não é apontada pelos filhos.

Que os nossos filhos nos vêem com óculos de amor sempre postos e perdoam a maior parte dos nossos defeitos.

Com as crianças aprendi a importância de se ser criança.

De deixar os nossos filhos serem crianças sem lhe pormos constantemente o peso do amanhã nas costas, nem mil actividades, nem o stress que é e deve ser só nosso.

Aprendi a importância de esquecer o que não importa. De passar menos tempo preocupada com a casa e mais tempo a saber viver nela.

Com as crianças aprendi como é essencial não deixarmos morrer a que vive dentro de nós.

E fazermos perguntas ousadas.

Sem medo das respostas.

Sermos gentis. Abraçarmos mais.

Ligarmos menos ao que pensam de nós.

Sermos tão bons quanto fomos um dia, antes de o facto de sermos adultos nos ter distraído.

Com as crianças aprendi que não é preciso muito para ser feliz.

E é esse trabalho diário que pratico.

Olhar em volta e reter o que nos faz bem, deixar para lá o que não nos acrescenta nada.

Que nunca nos esqueçamos que os nossos filhos são (ou foram) crianças e nunca deixemos esmorecer a que ainda temos dentro de nós!

Qual o lugar da mulher quando se torna mãe

Ser mãe é a realização de um sonho. Uma experiência de comunhão e amor única e singular que, ao mesmo tempo, que é desafiante, consegue ser reconfortante e reparadora.

Mas, muitas vezes, as mães parecem resguardar-se nesse amor maior que só um filho parece ser capaz de lhes dar. E, mais vezes do que aquilo que desejaríamos vemos mães que se sentem um bocadinho ‘magoadas’ na relação com a vida, com o amor e com o Ser mulher.

Assim, um filho acaba por se transformar em tudo aquilo que uma mãe tem como esperança e expectativas.

E, pouco a pouco, ao mesmo tempo crescem enquanto mães, afastam-se um bocadinho de si próprias. Como se, todos os seus sonhos e a sua identidade se tivessem esbatido para dar lugar ao papel de mãe. Como se se sentissem incapazes de conjugar a pessoa que são com a maternidade.

Mais difícil que este sentimento de não conseguir conjugar o papel de mulher com os seus sonhos e com o de mãe, é vermos que algumas mães parecem ter medo de dar vida a todas as suas facetas depois de serem mães. Como se sentissem que a sociedade reprova os seus rasgos mais espontâneos que vão para além das exigências da maternidade.

Nestas circunstâncias, aquilo que uma mãe faz é depositar todos os seus sonhos nos filhos, e esperarem que eles cumpram tudo aquilo que elas não conseguiram atingir. Estas expectativas estendem-se ao mundo académico, profissional, ao desporto e até às relações que esperam que os filhos estabeleçam ou não.

É importante não perdermos de vista que este movimento não é saudável nem para a mãe nem para os filhos.

Estes, a certa altura, sentem que façam o que fizerem parecem bater sempre ao lado daquilo que a mãe esperaria. Neste novelo de expectativas, os próprios filhos calam os seus apelos mais espontâneos porque, no limite, querem apenas corresponder aos desejos da mãe.

A logo prazo, poderá levar ao afastamento entre mãe e filhos, dificultando a relação que têm entre si.

As mães só precisam de ter a certeza que são melhores mães quanto mais se conectarem consigo próprias. Quanto melhor conseguirem dar vida à sua essência enquanto mulher, à sua relação, à sua profissão, às suas amizades e claro ao seu papel enquanto mães.

Um dos grandes desafios da maternidade é precisamente continuar a conseguir dar vida a todas as suas vertentes. Assim, tornar-se-à numa mãe ser mais completa, mais realizada, mais feliz. Consequentemente, permitirá que os filhos dêem vida aquilo que eles são de verdade sem terem que ir apenas no caminho das expectativas da mãe.

Não duvidem que as crianças serão mais felizes e terão mais espaço para ser crianças, quanto mais realizadas e completas se sentirem as suas mães.

Em cada mãe, há espaço para o amor, para a vida e para os filhos, de forma simples e completa.

Por Cátia Lopo & Sara Almeida para Up To Kids®

A Felicidade secundária ou pequenos prazeres da vida

As emoções positivas que procuramos nas nossas vidas, são, algumas vezes, consideradas como “felicidade de segunda”.

A maioria das vezes são os grandes marcos (casamento, nascimento dos filhos, ganhar um prémio monetário grande,…) que referimos como “os momentos” da vida.

E pela negativa, é semelhante. Dizemos que os piores momentos são os funerais, os divórcios…

Há algo perigoso nesta consideração.

Os chamados “pequenos prazeres” têm uma grande importância!

Claro que não estou a falar dos (maus) atalhos…drogas duras, sexo à balda ou comida em exagero. No entanto, aquela refeição de sushi que nos custou a conseguir (porque trabalhámos para ter verba para a pagar), o escorrega com os sobrinhos ou filhos…o treino onde superámos a nossa marca pessoal, baseado no trabalho dos treinos passados…o encontro com o amigo ou com a amiga…as conversas louquinhas à “Gato Malhado e Sinhá” em que cada um se aplica. E se dá. Com alma.

O importante é que estes prazeres depois não tragam “mal ao mundo”, como se costuma dizer.

Sabemos distinguir.

Não estamos a fazer apologia ao hedonismo, pelo hedonismo. Estamos a elogiar o prazer que vem quando, com esforço, com empenho, fazemos algumas tarefas simples. Até podem ser sem planificação. Sem premeditação. Mas há esforço. Um esforço positivo, claro. Não é estar apenas de corpo presente. É levar a alma que referi acima.

Estas emoções positivas têm lugar na vida. Óh se têm. Olhemos para elas como uma força motriz.

Como algo que nos diferencia. Como algo que melhora o mundo.

Caminhemos então no parque (em ocasiões especiais, às vezes temos mesmo pressa) olhando para a verdade das cores.

Vivamos o afeto de um abraço (que deverá ser sempre especial) como uma experiência capaz de dizer: vale a pena viver!

Passeemos no jardim, testemunhando a nossa própria presença. Como se fôssemos o nosso próprio sol.

Usufruamos de um amigo, de um sol, de uma lua, de um segredo, de uma pequena paixão,… As pequenas experiências, serão somadas na conta da nossa felicidade. E são elas que vão levar o nosso legado a bom porto.

Oremos. A sério. Como uma roda que nos eleva. Sem frases feitas ou lugares comuns. Com fé.

Só podemos trabalhar felicidade a longo prazo, a tal realização, a passagem de testemunho, a obra e a capacidade de ajudar, se olharmos para a delicada importância das emoções positivas do dia-a-dia.

Agora, começa a chuva. Há quem use guarda-chuva. Capa.

Há investigação científica que mostra que as emoções positivas também têm efeito protetor. Com consciência, joguemos-nos então neste mar misterioso de bons e saudáveis pequenos prazeres.

Isso faz de nós (mais e melhores) humanos.

 

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Resistir à tempestade é não desistir de ser Feliz…. É criar instantes de vida que valham por si mesmos.

Vivemos num mundo moderno, em pleno século XXI, onde as exigências são enormes….

As mulheres com todas as suas conquistas, passaram a trabalhar fora de casa, sim porque antes também trabalhavam muito, mas dentro de casa, onde infelizmente não eram vistas nem apreciadas. Passaram a ter voz ativa, uma palavra a dizer, mas não deixaram de estar um pouco sozinhas da gestão doméstica e educação dos filhos. Alguns homens, justiça seja feita, adapataram-se e aprenderam não só a partilhar como a responsabilizarem-se pela dinâmica familiar, outros nem tanto…

As crianças estão mais sozinhas, com menos apoio familiar e em dinâmicas sociais vazias, num culto de imagem que torna as relações mais líquidas e quase sem vínculo…

Ensinamos desde pequenos que a vida é dificil e que a carreira se começa a desenvolver desde o nascimento, com um conjunto infindável de atividades extra-curriculares que pensamos serem úteis no seu desenvolvimento, mas que na verdade as impede de brincar e de serem simplesmente crianças.

A ansiedade e a depressão

A ansiedade e a depressão são as novas doenças do século, que avassalam todos sem dó nem piedade e cada vez mais as pessoas estão desesperadas, sem saber que caminho seguir. Na generalidade não compreendem a razão de estarem assim, mas sentem-se incapacitadas para prosseguir como antes. Não identificaram os sintomas que com certeza já iam aparecendo e quando finalmente não conseguem mais ignorar, porque o mal-estar é permanente e parece comandar as suas vidas, já não podem passar sem medicação. Infelizmente isto é verdade também nas crianças e jovens, que cada vez mais sofrem de distúrbios de ansiedade, que lhes retiram qualidade de vida.

Sofremos cada vez mais de hiperatividade mental! Sobrecarregamos o nosso pequeno computador, como se ele não se desgastasse e cansasse de tanto pensamento, tantos afazeres, tantas listas que inundam a nossa cabeça e não nos deixam dormir! Precisamos fazer tudo em tempo útil, estar em todo o lado, cumprir com as obrigações familiares e profissionais e ainda assim ter tempo para amar e ser feliz!

Parece que tem sido impossível completar essa tarefa que a vida moderna nos impõe. O custo tem sido a tristeza das nossas crianças, a nossa tristeza e todos os distúrbios e patologias que temos vindo a desenvolver.

O mar que em tempos beneficiava de períodos de tranquilidade, hoje está repleto de ondas ininterruptas, que batem com força na areia e por vezes fazem buracos complicados de tapar ou disfarçar. O mar está claramente bravo e difícil de navegar….

“A nossa mente é como a água, quando está calma e em paz, pode refletir a beleza no mundo. Quando está agitada, pode ter o paraíso em frente e não o reflete!”  – David Fischman

O que é que cada um de nós pode então fazer para resitir a esta tempestade?

Diria que antes de mais precisamos todos de Respirar!

Precisamos de sair do alheamento que a hiperatvidade nos confere para vivermos mais inteiros, mais conscientes, mais presentes em nós e nos outros. Precisamos criar tempo e espaço para simplesmente parar e Respirar!

Por parar não nos estamos a referir a meditações complexas logo pela manhã. Sabemos que existe um conjunto infindável de tarefas para completar antes de podermos sair de casa. Não! Basta acordar 15 minutos antes da hora fulcral, para poder executar todas as tarefas com calma e de forma consciente. Porque não tirar uns minutos para nós próprios para começar o dia respirando o seu dia, sem pensar… Praticar esse estado de presença consciente ou mindfulness, não é nada que requeira muito do seu tempo e muito menos da sua cabeça!

É um estado que possibilita a nossa autoregulação. Viver no momento presente e aliviar o excesso de energia na zona da cabeça, a hiperatividade mental, preocupação e confusão que nos esgota e nos obriga a ligar o piloto automático na execução das tarefas quotidianas, anulando a possibilidade de estarmos atentos e conscientes.

Quando vivemos com o piloto automático ligado é como se vivêssemos na estratosfera! Viver na estratosfera é o contrário do que o mundo exige de nós e todas as nossas tarefas ficam dificultadas.

Precisamos de Caminhar e sentir os nossos pés no chão! Precisamos de nos enraizar na vida, no aqui e no agora, na nossa capacidade de acção e concretização… Precisamos de nos apropriar do nosso corpo e do nosso sentir. Caminhar possibilita não só a nossa autoregulação como o nosso enraizamento. Quando estamos ligados à terra estamos centrados e conectados a receber e escoar a energia do nosso corpo. Esse porcesso dá-nos a segurança e a base para que possamos experimentar a vida sem medo e em plenitude.

Estar vivo não é um acaso inútil ou um lanche grátis, que nem nos soube assim tão bem! Estar vivo é uma responsabilidade para connosco, com os outros, com a nossa felicidade e o nosso caminho! Dizem que felicidade é um instante de vida que vale por si mesmo… Vamos produzir mais instantes aos quais possamos chamar de Felicidade!

Resistir à tempestade é não embarcar na loucura que são as exigências da vida moderna. É criar espaços para Parar, Respirar e Conectarmos com nós próprios no dia-a-dia agitado do século XXI.

Resistir à tempestade é não desistir de ser Feliz…. É criar instantes de vida que valham por si mesmos.

Os filmes e desenhos animados que as nossas crianças veem têm um grande impacto no seu crescimento, sobretudo na construção da sua identidade. Estes são considerados artefactos culturais, assim como os livros e música, pois são capazes de transmitir legados de cultura e, por isso, devem ser encarados pelos adultos com seriedade, uma vez que as crianças realizam as suas próprias interpretações do mundo com base em tudo aquilo que observam ao seu redor.  É por isso comum que a maior parte das crianças se identifique com as personagens do mesmo género, muitas vezes interiorizando um determinado comportamento, modo de pensar ou valor, por exemplo.

No presente artigo, a preocupação recai sobre as personagens femininas dos filmes da Disney (as histórias mais conhecidas pelas crianças): qual a mensagem que estas estão a passar, sobretudo às meninas que se identificam como semelhantes?

Em 1937 surge Branca de Neve, uma personagem conhecida mundialmente ainda nos nossos dias.

A sua maior qualidade: a beleza.

A princesa é retratada como uma jovem bondosa, uma boa dona de casa, indefesa e frágil. À sua semelhança surgem outras personagens nas décadas seguintes como a Bela Adormecida e Cinderela. As três princesas viram o seu final feliz concretizado por um príncipe.

Cerca de cinquenta anos depois de conhecermos a primeira princesa, surge Ariel, uma jovem que apesar de aventureira, opta por trocar a sua própria voz pela oportunidade de conhecer o seu príncipe encantado, ou seja, abandona a sua liberdade de expressão para ir ao encontro das expectativas de outros.

“Um gentleman evita conversar,
Mas derrete-se se vê bem o silêncio de alguém
Convém não dizer nada para casar”

(Canção de Úrsula no filme A Pequena Sereia)

É Bela (em Bela e o Monstro, 1991) que contradiz a ideia de que a maior qualidade de uma mulher deve ser a sua beleza, priorizando, assim, a inteligência. É a partir desta personagem que se observam quebras de estereótipos, até então observados nos filmes para crianças.

Seguem-se personagens mais aventureiras e desafiadoras das regras, como Pocahontas e Jasmine.

Pouco antes de 2000 surge Mulan, a heroína da China! E é a partir desta que se seguem muitas outras personagens femininas que tomam o controlo da sua própria vida, não se submetendo à vontade de outros, como Mérida (em Brave), Tirana (Princesa e o Sapo) e Elsa (Frozen).

Facilmente conseguimos compreender que as características destas personagens procuram representar o papel da mulher na sociedade, dai a sua evolução ao longo dos anos.

Posto isto, encontramos dois grupos bastante distintos de personagens femininas neste conjunto de filmes:

  1. No primeiro encontramos um conceito de feminilidade ligado à docilidade, submissão e, principalmente, ao ideal de beleza;
  2. No segundo grupo predomina a independência, as personagens têm uma voz própria e não dependem de outros (como príncipes) para ter o seu final feliz, criando a sua própria felicidade.

Apesar de se verificar uma evolução na representação do papel da mulher nas histórias de encantar, as princesas mais conhecidas desde tenra idade são as que pertencem ao primeiro grupo, em que predomina o ideal de que a menina deve ser sossegada e portar-se bem para ser linda.

Após uma análise – que poderia ser aprofundada a um nível microscópico – levanta-se uma última questão reflexiva: quais destas características e exemplos das personagens femininas da Disney desejamos passar aos nossos filhos?

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Por Mafalda Dias

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral.

As famílias precisam de aprender a educar os filhos para o riso. Saber sorrir e ter sentido de humor é fundamental para aumentar a alegria de viver dos nossos filhos.

Neurologicamente falando, estudos do Jornal de Neurociência e de Psicologia da Universidade de North Carolina mostraram que a gargalhada é uma grande libertadora de endorfina no cérebro através dos receptores opioides para os neurotransmissores.

De acordo com reportagem publicada no jornal Estadão, o riso tem um efeito benéfico  e transporta-nos para uma euforia saudável , e por isso é que é tão contagioso socialmente.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Quando uma pessoa começa a rir, as outras à sua volta também tendem a abrir um sorriso ou a rir. Através do riso, as conexões sociais no grupo melhoram, porque gera uma sensação de segurança e proximidade.

Também o riso e o sorriso fazem parte do bom humor.

Quanto mais bem-humorados os nossos filhos forem, melhor conseguirão levar a bom porto as adversidades da vida e de transformar as obrigações diárias e convivências em momentos mais leves ou alegres, através de sorrisos refrescantes.

Ao bom humor estão associadas a diversão, os jogos e a brincadeira; todas são manifestações afetivas de amizade e amabilidade.

FELICIDADE

Segundo Hugo de Azevedo, escritor do livro: “O bom humor”, uma pessoa que não aprecia uma piada ou não se sabe rir de si própria, não sabe “brincar” e nunca poderá alcançar a plena felicidade.

Contrariamente, uma pessoa com bom humor sabe relativizar as coisas e não se leva tão a sério. Os nossos filhos precisam de aprender a conhecer-se e a aceitar as próprias limitações.

Uma inteligência emocional bem desenvolvida leva ao realismo e a uma escala de valores equilibrada. As crianças aprendem a relevar pequenas adversidades e a não fazerem “tempestades em copo de água”.

SOLUCIONAR PROBLEMAS

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral, o que permite que descubram melhor as causas de eventuais problemas e, consequentemente, possíveis soluções.

O bom humor está unido ao espírito desportivo, ao desporto e ao jogo, à virtude da eutrapelia, ou seja, de saber divertir-se mas saber moderar quando preciso.

Brincar é uma coisa séria e é uma coisa mais séria ainda para os adultos que jamais devem desaprender a brincar.

SUGESTÕES PARA OS PAIS

  1. Aprenda a rir-se de si próprio.
  2. Seja sempre grato pelo que tem.
  3. Evite focar-se em problemas e pensamentos negativos.
  4. Habitue-se a fazer pausas, a desfrutar de uma boa música, uma dança, um bom filme, um livro, um passeio no parque ou contemplar a natureza.
  5. Brinque e tenha momentos de diversão com os seus filhos e dêem umas gargalhadas em família
  6. Aprenda a não dramatizar.
  7. Sorria sempre para as pessoas, o que é uma forma de demonstrar carinho por elas.
  8. Aprenda a alegrar-se com cada minuto desse precioso dom que é a vida.

 

Publicado em O estadão, adaptado por Up To Kids®

Finalmente chegou o dia da reunião de família. Fazemos sempre uma, quando temos um assunto importante a tratar ou simplesmente quando nos apetece falar em modo reunião de condomínio catita e votar em qualquer coisa.

Esta era uma reunião fabulosa-especial, era a reunião onde iriam ser definidas as regras para ser feliz.

Durante uma semana, cada membro da família tirando o gato, tinha de pensar em duas regras importantes para a felicidade e bem-estar da nossa família. Estas seriam depois apresentadas e votadas na reunião pelos restantes membros. Após a reunião, seriam afixadas com lugar de destaque no frigorífico as “Regras da Casa Catita”.

O pequeno catita, em grande euforia, apresentava as suas duas propostas a serem votadas.

Regra número 1

“Número 1: Não nos podemos magoar uns aos outros, no corpo nem no coração.” 

Fiquei um bocado atrapalhada-feliz com aquela primeira regra, ao pé das minhas a dele era muito mais madura e profunda. Tinha tantos níveis implícitos do que tentamos, apesar dos mais variados trambolhões, respeitar nele e em nós… Tinha empatia, cuidado com o outro, noção de que o coração se magoa tanto ou mais do que o corpo… Pensei que em vez de regra da casa, devia era ser regra do Mundo.

Sem qualquer tipo de dúvida, a regra número 1 foi aprovada por unanimidade!

Regra número 2

“Número 2” gritava entusiasmado “Respeitar o tempo e o trabalho de cada um.” Ora bem, quem és tu e onde está o meu filho?! Os miúdos têm esta característica fabulosa de nos surpreender. Desde sempre que lhe explico como é importante termos o nosso tempo, darmos tempo e respeitarmos os outros no que estão a fazer. Refiro a importância de passarmos tempo sozinhos, de estarmos na nossa própria companhia e de fazermos o que nos entusiasma para carregar a nossa pilha interior. Ele parecia não ouvir NADA do que lhe estava a dizer. E do nada, vem a regra número 2 cheia de respeito e consideração pelo outro. Foi neste momento, que pensei em dizer que o gato tinha comido o meu TPC das regras.

Regra número 3

Seguiu-se o pai catita com a regra número 3 “Todos os dias, passar 20 minutos em família.” Não temos todo o tempo do mundo, mas temos aqueles 20 minutos. Até podem ser passados no carro parados no trânsito a fazer coreografias idiotas com as músicas que estão a dar na rádio. Ou a dobrar os lençóis da cama, enquanto o pequeno catita mergulha animado por baixo deles. São 20 minutos em que estamos lá todos, juntos. Totalmente presentes.

Regra número 4

Regra número 4 “Não podemos ir dormir chateados uns com os outros”. Esta regra foi a única que definimos quando eu e o pai catita começámos a viver juntos. Nos dias em que ainda estávamos chateados na hora de dormir era MUITO incómoda, mas é tão importante para os sentimentos e pensamentos enrolados não crescerem dentro de nós como ervas daninhas que nos separam um do outro. É uma espécie de restart do computador, em vez de levar a noite toda com um murro no estômago e vontade de morder em alguém. Antes de dormir, tínhamos de falar e resolver a situação. Ou pelo menos dar o primeiro passo, ou o primeiro abraço.

Regra número 5

Já eram quatro as regras aprovadas em família. A regra 5, surge de uma antiga e acarinhada tradição cá de casa. “Fazer uma refeição na mesa e uma no sofá, sempre juntos.” Ora na mesa, ora acampados no sofá com tabuleiros. É a nossa versão de pic-nic na sala. O importante é estarmos todos JUNTOS e a conversar!

Regra número 6

Regra número 6 “Contar sempre as coisas como elas aconteceram” . O ano passado, percebi que o pequeno catita não me contava filme todo. Usava uma versão trailer dos acontecimentos com os ingredientes que achava pertinentes e úteis para a sua versão. Para o ajudar a ser mais claro na sua comunicação e versão dos factos, inventei o jogo Contar as coisas como elas aconteceram”, que vai trabalhando de uma forma divertida o primeiro passo da comunicação não-violenta, a observação sem julgamento. Olhar com olhos de polícia para os acontecimentos, e apenas referir o que foi visto e ouvido. Para além do ajudar a ser mais objectivo e verdadeiro, trabalha a naturalidade de nos contar o que se passa na vida dele, criando e fortalecendo o canal de comunicação. Esta regra estendia-se agora a toda a família, por isso os “tu nunca lavas a loiça” e “chegas sempre atrasado/a” iriam ser substituídos por observações neutras que promovem o diálogo e não o ping-pong de acusações.

A reunião acabou e todos se sentiam entusiasmados com as novas regras. Nos dias seguintes, perante alguma situação menos consciente, o pequeno catita referia que cá em casa cumprimos as regras, e apontava para o frigorífico.

Sabes, quando as crianças se sentem parte do processo a sua vontade de colaborar é gigantesca porque sentem-se vistos, reconhecidos e ouvidos. Sabem que contam, e que nós também contamos com eles e com os seus pequenos dedinhos para nos apontarem o caminho para as regras mais importantes, as regras que nos fazem felizes.

O que significa Ser feliz?

Numa época de grande revolução mundial com inevitáveis repercussões individuais, a questão é pertinente.

Quantas vezes nos questionamos se somos felizes….temos a certeza que não nas alturas em que estamos tristes ou desiludidos, e a certeza que sim nas alturas em que a vida nos corre bem.

Então mas o que é a felicidade?

O precursor desta questão foi Sócrates (469 a.C-399 a.C), mas Aristóteles é quem sistematiza a mesma (384 a.C-322 a.C).  Na sua principal obra ética, “ Ética à Nicômaco”,  Aristóteles refere : todas as coisas buscam o seu fim (“télos”), que é sinônimo de bem; o fim do homem é a felicidade (“eudaimonia”). Para ele é uma meta e não um estado temporário, e depende da aquisição de um carácter moral, que inclui a coragem, generosidade, justiça e cidadania por exemplo. Hoje em dia, a  felicidade é geralmente representada por um sentimento de paz interior, sentimento de ligação com o outro, experiência espiritual,  otimismo na vida….  Num estudo publicado em 2010, considerado um dos maiores já realizados sobre felicidade, Grant Study  analisou entre 1939 e 1944, um grupo de 268 estudantes de Harvard. Concluiu que a felicidade é fazer bem aos outros, fazer coisas em que o individuo é bom, e fazer o bem para si próprio. Percebendo então que a felicidade se amplifica em áreas muito diferentes das nossas vidas, tais como o trabalho, a vida familiar, os recursos financeiros, o ambiente em que se vive, as relações sociais entre outras, concluiu-se que é um factor importante na promoção da saúde física e mental. Para Tal Ben-Shahar, especialista em Psicologia Positiva e professor na Universidade de Harvard, igualmente autor do livro “Being Happy”, refere que “aceitar a vida como ela é irá liberta-lo do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Nas suas aulas, refere as seguintes sugestões para promoção da felicidade:

  1. Perdoe seus fracassos e celebre-os.
    “Assim como é inútil queixar-se do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremo-nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria
    ”. Errar faz parte de quem somos, e é a partir desses erros que aprendemos e crescemos.  Para Mauger e colaboradores ( 1992), o perdão também deve ser trabalhado em nós, sendo que os baixos níveis de perdão estão directamente relacionados com a presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.
  2. Não veja as coisas boas como garantidas.
    Sinta-se grato quer sejam elas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e que estarão aqui sempre, tem pouco de realista.”
  3. Pratique desporto.
    Pratique qualquer tipo de desporto que lhe dê prazer. Bastam apenas 30 minutos para que o cérebro segregue endorfinas, substâncias que nos fazem sentir-nos felizes, sendo na verdade opiáceos naturais produzidos pelo nosso próprio cérebro, que reduzem a dor e geram prazer.
  4. Simplifique.
    Simplifique a vida quer seja no trabalho ou no lazer. “Precisamos de identificar o que é verdadeiramente importante e concentrarmo-nos sobre isso” refere Tal Ben-Shahar.
  5. Aprenda a meditar.
    A meditação é hábito simples que combate o stress. Segundo Miriam Subirana, doutorada pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, “a longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida e a superar as crises com mais força interior”. Tal Ben-Shahar acrescenta que a meditação é também um excelente momento para orientar os nossos pensamentos para o lado positivo.
  6. Treine a resiliência.
    A felicidade depende do nosso estado mental e não da nossa conta corrente. “O nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. A isso chamamos de locus de controle , termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20: os pacientes depressivos tendem atribuir os seus fracassos a si próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e conseguir recuperar, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, refere o psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Assim sendo, mãos à obra e sejam felizes!

 

 

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Uma criança não nasce para estar sentada a ver televisão ou agarrada aos gadgets. Uma criança não quer estar calada o tempo todo.

Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida

As crianças gostam de se mexer, de explorar, de experimentar coisas novas, criar aventuras e descobrir o mundo que as rodeia. Estão a aprender e são como esponjas, são brincalhonas natas, caçadoras de tesouros e potenciais furacões.

As crianças são livres, são almas puras que tentam voar e não querem ficar num canto amarradas ou com algemas. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e da nossa escassez de imaginação.

Não as apressemos para o nosso mundo de desencanto. Tentemos potencializar a sua capacidade de se surpreender. Precisamos de garantir que tenham uma vida emocional, social e cognitiva rica de conteúdos, de perfumes de flores, de expressão sensorial, de alegrias e de conhecimentos.

O que se passa no cérebro de uma criança quando brinca?

Brincar traz benefícios para as crianças a vários os níveis (fisiológico-emocional, comportamental e cognitivo).
De facto, podemos falar de diversas repercussões inter-relacionadas com o brincar:

  • Regula o estado de ânimo e ansiedade das crianças
  • Favorece a atenção, a aprendizagem e a memória.
  • Reduz a tensão dos neurónios, favorecendo a tranquilidade, o bem-estar e a felicidade.
  • Magnifica a motivação física, e graças a esse factor, os músculos reagem dando mais motivação para continuar a brincar.

Isto favorece um estado ótimo para a imaginação e a criatividade, ajudando-as a aproveitar a fantasia que as rodeia.

A sociedade tem vindo a alimentar a hiperparentalidade, ou seja, a obsessão dos pais para que seus filhos alcancem habilidades especificas que garantam uma boa profissão no futuro. E enquanto sociedade e educadores, acabamos por nos esquecer de que o valor humano não se mede pelas avaliações escolares, e que se não abrandarmos o nosso empenho de priorizar os resultados, estamos a descuidar algumas habilidades de grande importância para a vida.

Os nossos filhos são pessoas pequenas que precisam de ser amadas independentemente de tudo. Não se definem pelas suas conquistas nem fracassos, mas sim por elas mesmas, únicas por natureza.

Enquanto crianças não somos responsáveis pelo que recebemos na infância mas, como adultos, somos totalmente responsáveis pelo que proporcionamos aos nossos filhos.

Simplificar a infância da criança, educar bem

A expressão “cada pessoa é única” precisa urgentemente de ser interiorizada. É uma expressão muito aplicada, mas na prática o que se verifica é uma tentativa de educar todas as crianças segundo as mesmas regras.
Este erro é muito generalizado, muito comum e nada coerente com a expressão oral aplicada.

Kim Payne, professor e orientador norte-americano, afirma que estamos a criar os nossos filhos com base em quatro perigosos pilares:

  • Excesso de Informação
  • Excesso de coisas
  • Excesso de Opções
  • Excesso de Velocidade

Impedimo-los de explorar, refletir ou libertarem-se da pressão imposta pela vida quotidiana. Estamos a empanturra-las de tecnologia, de brinquedos e de atividades escolares e extracurriculares.
Estamos a distorcer a infância e, o que é mais grave, é que estamos a impedir os nossos filhos de brincarem e de se desenvolverem.

Atualmente, as crianças passam menos tempo ao ar livre (muito menos). Por quê? Porque as mantemos “entretidas e ocupadas” noutras atividades que achamos mais necessárias, procurando que fiquem limpos e não se sujem de barro. Isto é inaceitável e, acima de tudo, extremamente preocupante. Analisemos algumas razões pelas quais precisamos mudar:

  • O excesso de higiene aumenta a possibilidade de que as crianças desenvolvam alergias, tal como demonstrou uma pesquisa do hospital Gotemburgo, na Suécia.
  • Não permitir que brinquem ao ar livre é uma tortura que enclausura o seu potencial criativo e de desenvolvimento.
  • permitir que se mantenham colados aos gadgets é tremendamente prejudicial a nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental.

Podíamos continuar, mas realmente neste ponto, acredito que a maioria de nós já tenha encontrado inúmeras razões que mostram que estamos a destruir a magia da infância.

Como afirma o educador Francesco Tonucci:

“A experiência das crianças deveria ser o alimento da escola: a sua vida, as suas surpresas e as suas descobertas. O meu professor pedia sempre que esvaziássemos os bolsos antes da aula começar. Porque estavam cheios de testemunhas do mundo exterior: bichos, cordas, cromos, berlindes, etc que seriam potenciais distratores durante a aula. Atualmente devíamos fazer o oposto: pedir às crianças esvaziassem os bolsos na mesa da sala de aula. Assim seria possível integrar as crianças com os seus conhecimentos e trabalhar à sua volta”.

Esta, sem dúvida, é uma forma muito mais sadia de trabalhar, de educar e de garantir o seu sucesso. Se em algum momento nos esquecermos, deveríamos ter a seguinte nota mental muito presente: “Se uma criança não precisa de tomar banho com urgência mal entra em casa, é porque não brincou o suficiente”.

Esta é a premissa fundamental de uma boa educação.

 

Por Raquel Brito, publicado em A mente é maravilhosa

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A Felicidade não se explica, não é palpável, mas sente-se. Entra e sai, nunca fica. É feita de um material cósmico, uma mistura de pozinhos de perlimpimpim com bocadinhos de arco-íris. Talvez também tenha um pedaço da Lua. Mas não é eterna. Não é total. Não é absoluta.

Faz-se de retalhos. De momentos perdidos mas não esquecidos. De caminhos seguidos. De atalhos. A Felicidade não se vê, não se ouve. Mas saboreia-se, vislumbra-se. Não é como o Pai-Natal nem como a Fada dos Dentes. A Felicidade existe. E se existe! Porque a Felicidade é momentânea. São segundos, milésimos de segundo.

O importante é sabermos coser todos os retalhos de Felicidade no nosso dia, na nossa vida. Se à noite pensarmos naqueles bocadinhos bons que tivemos, ainda que no escritório, num dia de chuva, ainda que no meio do trânsito. Pode ser uma música, um piropo, uma frase solta, uma ideia tonta. Tudo isso são bocadinhos de Felicidade.

A Felicidade não pode depender só do sol, das férias, dos fins-de-semana, do chegar a casa. Se assim fosse, só teríamos direito a ser felizes em menos de um terço das nossas vidas. Não. Nem pensar!

A Felicidade planta-se, cultiva-se, trata-se com Amor. A Felicidade cresce e amadurece, mas também desaparece. O segredo é regá-la, enchê-la de beijinhos, de abraços e de miminhos. O truque é procurá-la porque a Felicidade está mesmo ali, ao virar da esquina, dentro do armário, a espreitar das gavetas.

Ser feliz é isso. É aprender a sentirmo-nos bem, é saber dar valor àquilo que temos, é viver dando graças pelo que vivemos! Ainda que não tenhamos tudo, ainda que não possamos aproveitar o que temos como gostaríamos! Mas se a Felicidade fosse plena, não lhe daríamos valor! Se tivéssemos de férias o ano todo, elas não teriam o mesmo sabor!

A Felicidade não se escreve, não é palpável, mas sente-se.
E se há coisa que me traz Felicidade, é este blog.

 

 

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