“ Eu não quero crescer!

Quando crescemos tornamo-nos “maus”, deixamos de ser inocentes. Olho para o meu primo de 2 anos e fico triste de pensar que ele, coitado, vai crescer. Eu detesto fazer anos…estou quase a fazer 16 anos, e estou a crescer e é horrível!!”

Quando estas inquietações invadem a mente de uma adolescente, como armas perfurantes que picam e cortam um futuro que se desejava sonhador e brilhante, quase perdemos a fala e nos rendemos ao eco ensurdecedor de uma existência dilacerada e incompreendida. O que a I. me trouxe na forma de embrulho amachucado, escondendo uma angústia dolorosa não é novo. Infelizmente o medo de crescer tem invadido os gabinetes de consulta entre os mais pequenos e os “quase adultos já não crianças”.

“ No outro dia fui tomar café com a minha mãe e as amigas dela a um barzito/discoteca e de repente ela começou a dançar!! A dançar!! Eu passei-me e disse: O que é que tás a fazer?? – Estou a divertir-me!! (respondeu a mãe) – Mas os pais não se divertem. Os adultos não se divertem, pára com isso!

Que imagem estaremos nós a dar aos nossos filhos? Às nossas crianças? Que reflexo é este que os faz temer o seu amanhã e desejar regredir a uma dependência imatura, protectora e desajustada, como quem teme um bicho papão que nada nem ninguém deterá?

De alguma forma fica latente a ideia que andamos a alimentar “lobos maus” e “bruxas más” na nossa sombra, que nos acompanha passo a passo dentro e fora de casa, que leva à escola, dá banhos, come à mesa e (com sorte) se senta na beira das suas camas.

E explorando um pouco mais a imagem que a I. tem dos adultos, surge um reflexo gritantemente depressivo e exasperado que os adultos são “despejadores de zangas e frustrações”. A I. está longe de ser a única a expor esta hodierna concepção dos adultos que somos. Infelizmente tenho encontrado todo um abecedário que de olhos lacrimejantes e baços, espelham o medo e a incompreensão dos “lobos maus” que saíram dos livros e do imaginário e ganharam forma na realidade diária. Dos professores, aos pais, passando pela família, esse mundo dos crescidos outrora aliciante é hoje visto como uma gigantesca caverna escurecida e fria, da qual não há retorno.

E por outras linhas, já meias tremidas e apagadas é certo, podemos perceber que ser crescido parece, hoje, bem mais do que aniquilar a criança e jovem que fomos, é padecer de um mal no qual jamais cabe um sorriso que abrace, contenha e faça florescer a vontade de crescer.

Drª Joana Cloetens, Setúbal

imagem@prayingtoday

Aproxima-se o pico de indecência da gripe, e como tal, este é um tema que, especialmente nesta altura do ano, ganha grande relevo e importância.

É importante percebermos o que é a gripe, e como nos podemos proteger desta doença.

Mas afinal, o que é a gripe?

A gripe, é uma doença aguda viral, que causa habitualmente febre, mal-estar geral, cefaleias, dor de garganta, dores musculares e afeta as vias respiratórias. O seu período de incubação, que vai desde o contágio até ao surgimento dos primeiros sintomas, varia habitualmente entre 1 a 5 dias, sendo que o período de contágio varia habitualmente entre 2 dias antes de surgirem os sintomas até 7 dias após.

A gripe é geralmente transmitida por via aérea através de tosse ou dos espirros, os quais propagam partículas que contêm o vírus. A gripe pode também ser transmitida por contacto direto com secreções de pessoas infetadas (e que as podem disseminar através do contacto das mãos não lavadas com diferentes superfícies) ou através de contacto com superfícies contaminadas.

Os vírus da gripe podem ser neutralizados pela luz solar, por desinfetantes e detergentes.

Nesta altura do ano, é muito importante adotarmos medidas que visem diminuir a propagação do vírus diminuindo assim a probabilidade de contágio.

Das medidas mais importantes que podemos adotar, é a lavagem frequente das mãos.

Para além disso, existem outras medidas preventivas, sendo a mais importante a vacinação. Uma alimentação saudável e com uma ingestão adequada de líquidos também mantém o nosso sistema imunitário mais saudável, diminuindo assim a probabilidade de sermos contagiados pela doença.

Quando uma pessoa tem sintomas de gripe, é importante pensar também nos outros e adotar uma série de comportamentos que impeçam a propagação do vírus. Assim, deve ser evitado o contacto direto com outras pessoas, principalmente com crianças e idosos e se tivermos de o fazer, deve ser usada máscara; deve-se lavar frequentemente as mãos, e sempre que tossir deve fazê-lo para um lenço único ou para o antebraço (nunca se deve tossir para as mãos, dado que depois vamos mexer numa série de superfícies deixando-as contaminadas).

Vamos passar todos um Inverno mais saudável sem gripes!!!

Não há palavra mais na moda: resiliência.

Também eu a tento compreender e explicar; tento que adultos se tornem agora resilientes quando talvez não o tenham sido durante toda a vida. Não fujo a estes jargões profissionais que vão e vêm ao sabor das teorias. Mas, como todos sabemos e experienciamos, a vida é quem mais nos ensina. E eu aprendi uma enorme lição: se há ser humano resiliente, só pode ser uma criança. Resilientes só os miúdos.

As crianças caem (literalmente e no sentido figurado). Caem e magoam-se (também literalmente e no sentido figurado). As crianças sofrem e vivem o sofrimento e depois levantam-se com um encantamento e uma genuinidade de que só elas são capazes. Sacodem as dores e seguem o seu caminho.

Mesmo quando os nossos piores anseios nos dizem que elas não vão ser capazes, as crianças surpreendem-nos com uma lição de resiliência verdadeira e única. E essa resiliência está ancorada numa capacidade de gestão emocional quem nem 500 horas de formação intensiva alguma vez trarão a um adulto.

Por isso, devemos fazer um esforço, devemos procurar a melhoria, devemos cair e levantar, sabendo que nunca o faremos como uma criança.

Mais importante, talvez possamos com elas aprender que a vida é feita de grandes trambolhões, mas a felicidade está mesmo nas pequenas coisas. E quando conseguirmos fazer tudo isto, olhando para os nossos miúdos com admiração e humildade, daremos mais um passo no nosso desenvolvimento pessoal.

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No meio das pressões e preocupações diárias de “adulto” com a saúde, a economia, o trabalho, com o parceiro, com as consultas para quais estás atrasado, com as coisas que te esqueceste de fazer, com aquelas emergências que têm que ser feitas “ontem”,… aparece de repente o teu filho.

Perdeu um sapato, não quer vestir aquele casaco, quer outro, precisa de um caderno novo para a escola hoje e só se lembrou antes de sair de casa, briga com o mais novo por causa de um brinquedo ou simplesmente não quer fazer o que lhe pedes. Esta intromissão “inoportuna” na tua lista interminável de afazeres salta para a frente do teu carro na autoestrada do pensamento, enquanto ias a 200 à hora. E aí, acontece o inevitável: perdes o controlo.

Sabes perfeitamente que, num estado de calma em que tudo está a decorrer sem imprevistos, consegues lidar com qualquer desafio parental. Umas vezes com mais humor, outras vezes com mais seriedade, mas consegues responder com respeito, falar calmamente, explicar, ensinar e até brincar. Mas quando acontece esta quebra inesperada no filme que se desenrola na tua cabeça (“Tenho que fazer aquilo e depois aquilo e ainda estou atrasado para …”), desnorteia-te e sentes-te como que no direito de estar zangado. “Como é que o meu filho pode ser tão irresponsável/ despreocupado/mal agradecido? Não percebe que estou tão ocupado(a) a fazer coisas para ele??”

A verdade é que, por muito grave que consideras o seu comportamento, esse não é a causa do teu pensamento e da tua resposta irritada.

O que acontece por trás da tua resposta é um processo muito mais complexo e profundo.

O mecanismo automático da reação
Os teus sensores recebem o sinal (“Perdeu o sapato!”), captam a mensagem e transmitem-na ao cérebro. O cérebro reconhece o padrão e encaminha o pensamento (“Outra vez!” Vou chegar atrasada(o)!”), que desencadeia outros pensamentos semelhantes (“Estou a falhar nas minha tarefas!” ou “Falhei como mãe/pai!” que trazem o Medo ou a Culpa. E o cérebro decide defender-se dando o comando: “Reage. Luta. Defende-te”).

Este encadeamento de pensamentos é instantâneo e acontece de forma automática. E, num segundo, o teu carrinhosolta-se numa montanha russa das emoções, provocando um turbilhão interior para onde és sugado de repente. É tão rápido, que nem tens tempo de conscientizar ou pará-lo. Bum! Já foste!

E lanças-te enfurecido a atacar a quem percepcionas como tendo sido os causadores desta viagem desenfreada – os teus filhos.

No entanto… embora pode ter sido o comportamento dele que parece ter iniciado este processo, não é ele a verdadeira causa da tua reação. Qualquer questão que te leva a reagir desta forma vem de dentro de ti e muitas vezes tem raízes profundas, que vão até à tua própria infância.

A verdadeira causa da tua reação
Os pais têm frequentemente a sensação que os filhos parecem saber perfeitamente quais são os seus pontos fracos. Os psicanalistas chamam este fenómeno de “fantasmas do berçário” (Selma Freiberg) – os filhos conseguem despertar nos pais conexões cerebrais e emoções intensas, de eventos e acontecimentos que foram gravados nas suas mentes quando eles próprios eram crianças.

As emoções mais fortes que sentiste em criança, criaram ligações tão profundas, “caminhos” tão marcantes no teu cérebro, que quando foram usados muitas vezes, tornaram-se “avenidas” principais. Sempre que sentes estas emoções, estes caminhos são novamente ativados.

Quando o cérebro recebe um determinado “sinal” – encaminha-o automaticamente pelo caminho mais batido, pelas avenidas mais antigas e mais marcantes que existem no teu cérebro. E na sua passagem, o impulso elétrico criado arrasta com ele outros impulsos habituais… encadeando uma rede específica de pensamentos conexos – outras conexões/caminhos pré-existentes que foram criados juntos. E torna-se tudo numa espécie de bola de neve que vai crescendo, crescendo e ganhando mais velocidade à medida que percorre a larga avenida. Até culminar com a decisão final: Luta ou Foge.

Os medos, a culpa e outras emoções semelhantes sentidas com frequência na infância, deixam marcas tão profundas e poderosas no nosso sistema, que muitas vezes dominam-nos inconscientemente em adultos. A resposta que damos perante estes sentimentos, depende das “avenidas” e dos caminhos conexos que foram marcados no nosso cérebro.

Compreender este mecanismo e o seu funcionamento, assim como refletir e escolher alternativas mais responsáveis de reação é a nossa responsabildiade. Porque, a nossa forma de (re)agir nestes momentos tem um impacto a longo prazo nos nossos próprios filhos.

Agir ou REagir
Há uma diferença entre agir e REagir. Reagir – quando respondes a um comportamento de outra pessoa, em vez de decidires por ti próprio como deves agir. Ou seja, reagir (agir novamente, da mesma forma) é algo que acontece de forma instintiva, muitas vezes involuntária e inconsciente. Agir, pelo outro lado, é quando tomas as rédeas e decides como queres que aquela situação se desenrole.

Se percepcionas o teu filho como alguém que te provoca e irrita constantemente, então ele torna-se o teu “inimigo”. Tudo que ele faz provoca-te e cada vez que faz alguma coisa vais percepciona-la como sendo negativa, ameaçadora, embora pode não a ser verdadeiramente. E isto vai despoletar uma ação ou uma reação da tua parte. A decisão de agir ou reagir pertence-te a ti e só a ti.

Sem a tua intervenção consciente, o cérebro irá escolher o caminho mais rápido para reagir. Quando existe um caminho já traçado para lidar com este sentimento e este caminho é “reagir através de uma resposta enfurecida” (porque viste isto ou aprendeste pela experiência desde cedo na tua vida), então o cérebro escolha esta via rápida para responder automaticamente.

Embora, conscientemente, saibas que não é no teu melhor interesse, nem no do teu filho. Reagir é uma resposta automática, que segue caminhos pré-existentes, e que apenas tu a podes influenciar.

O que acontece no teu filho quando reages automaticamente a gritar ou bater?
Imagina o teu parceiro a perder a cabeça e gritar contigo. Agora imagina que é três vezes maior que tu, inclinado de forma ameaçadora por cima da tua cabeça. Imagina que estás completamente dependente desta pessoa para sobreviveres – receber comida, abrigo, segurança, proteção, afeto, preparação para a vida. Agora pega neste sentimento e multiplica-o por 1000. Isto dá-te mais ou menos a ideia do que se passa na cabeça e no coração do teu filho quando te zangas com ele

Claro que por vezes pode acontecer algo que despoleta em nós sentimentos há muito guardados e vamos sentir que estamos a fervilhar. Mas é da nossa responsabilidade controlar a expressão desta fúria interior e agir de forma equilibrada e respeitadora, minimizando assim um eventual impacto negativo.

Chamar nomes, gritar ou outras formas de agressão verbal em que os pais falam de forma desrespeitadora com os filhos, tem um custo pessoal acrescido, uma vez que a criança é dependente dos pais na sua própria existência. E, está comprovado, que as crianças que sofrem de violência física, incluindo palmadas,  sentem efeitos negativos que afetam todos os cantos das suas vidas, mesmo que inconscientemente.

Se o teu filho pequeno não parece ter medo da tua raiva, é sinal que já viu/sentiu demais e tem desenvolvido defesas para ela – e para ti. O resultado incontornável destes factos é uma criança que não vai quer fazer nada que te agrade e vai estar muito mais suscetível às influências dos amigos. Isto significa que terás muito trabalho de reparação a fazer.

Quer demonstrem quer não a raiva dos adultos é assustadora para as crianças. (e quanto mais nos zangamos mais as crianças se defendem criando os seus próprios padrões de reação que irão usar mais tarde)

Como agir?
Decidir agir (em vez de apenas reagir) é a melhor forma de lidar com as tuas reações automáticas.

Tomar esta decisão implica estares ciente da sua necessidade e dos seus benefícios. Implica decidir que queres fazer diferente. Esta decisão é o teu primeiro passo. E deve ser um compromisso contigo mesmo.

  1. Torna-te consciente da forma como reages, do mecanismo que está por detrás da tua reação, da tua reação despoletada, dos eventos que te provocam e puxam os teus gatilhos.
  2. Compreende a tua raiva sempre que ela aparece, em vez de te deixares controlado por ela. Qual é a sua causa interna? O motivo que a causa é algo mesmo muito importante para ti? Ou é algo que talvez, mais tarde, já não fará sentido? Existem alternativas? Como podes prevenir estes momentos?
  3. Estabelece alternativas para lidar com as emoções negativas ANTES de elas acontecerem. Pensa na forma como gostarias de reagir quando sentes algo negativo. É mesmo necessário zangares-te? O que podes fazer para agir da forma como queres?
  4. Escreve uma lista de formas aceitáveis para lidares com a tua raiva. Podes incluir ações como: respirar fundo várias vezes, fechar os olhos e pensar em algo agradável, afastares-te para acalmar, relaxar, ignorar o assunto por uns tempos, meditar etc.
  5. ESPERA E PENSA antes de agir. Nunca tomes decisões com base na tua raiva. Quando estás num estado alterado, as decisões tomadas raramente serão sensatas e terás que voltar atrás mais tarde. Espera pelos momentos mais calmos antes de decidir.
  6. Lembra-te que “expressar” a raiva dá-lhe mais força ainda. Quando falas de forma zangada sobre o que te incomoda por mais tempo que necessário, multiplicas a energia negativa e continuas a alimentar o teu corpo com ela.
  7. Considera que fazes parte do problema e também da solução – quando algo que acontece provoca uma explosão dentro de ti, liberta uma emoção e o corpo reage. Não é o evento que causa a tua emoção, ela já lá estava. Pensa como podes alterar este encadeamento, para que os eventos externos deixam de te controlar e ditar as tuas reações. Torna-te parte da solução, agindo em vez de reagir.
  8. Se mesmo assim continuas a não conseguir controlar a tua raiva, procura apoio mais especializado, para o teu bem e o dos teus filhos.

Encontrares formas positivas para lidar com a tua raiva é um dos melhores presentes que podes dar aos teus filhos: em vez de os magoares, vais oferecer-lhes um modelo a seguir. A tua forma mais responsável e calma de lidar com aquelas situações vai ensina-los que também o podem fazer, quebrando este ciclo.

O que é que queres ensinar: Queres ensinar-lhes que a força faz a lei? Que os adultos lidam como conflito gritando ou batendo? Ou queres ensinar-lhes que a raiva faz parte do ser humano e que aprender a geri-la de forma responsável faz parte do processo de crescer e amadurecer?

imagem@tomitipi

Tem as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa? Devolva já ao IKEA

Hoje às 8h00 o IKEA fez um comunicado na newsroom do seu site, a pedir a todas as pessoas que tenham em casa as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, a devolução do brinquedo na loja mais perto, por motivos de segurança.

O comunicado diz:

Tendo a segurança como prioridade máxima, a IKEA gostaria de pedir a todas as pessoas que tenham as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, que os deixem de utilizar e os devolvam na loja mais próxima, onde serão reembolsados na totalidade.

Esta é uma recolha preventiva, devido a relatos de que a bola de borracha das baquetas pode ser desprendida ou desaparafusada. Apesar de não terem sido relatados quaisquer incidentes, é algo que pode ser perigoso para uma criança pequena.
As baquetas e o instrumento de percussão LATTJO começaram a ser vendidos em todos os mercados IKEA desde 1 de novembro de 2015.
Por favor, ligue 707 20 50 50 (Apoio ao Cliente da IKEA Portugal) ou dirija-se ao Balcão de Trocas e Devoluções da sua loja IKEA para devolver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, recebendo o reembolso do valor de compra na totalidade. Não é necessária prova de compra (talão de compra) para um reembolso na totalidade.
A IKEA lamenta esta situação e agradece a compreensão dos seus clientes.
Obrigado.

Em 2014 tínhamos adquirido um baloiço de exterior que sempre usamos sem quaisquer problemas, quando foi emitido um comunicado destes relativamente ao brinquedo em causa. De imediato, arrumamos o baloiço num saco qualquer, pois já não tínhamos a embalagem inicial. Como foi arrumado numa arrecadação só devolvemos um par de meses mais tarde. Aceitaram de imediato no Balcão de trocas e devolveram-nos o dinheiro.

Se tiver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa, devolva-os numa loja IKEA perto de si..

Pela segurança dos seus filhos.

ATENÇÃO: DENUNCIA DO MOVIMENTO PIJAMINHA 

À semelhança do que aconteceu nos anos anteriores o Movimento Pijaminha voltou a ser assunto nas redes sociais.
Para quem nunca ouviu falar, O Movimento Pijaminha apresenta-se como um movimento de recolha de pijamas e bens infantis para entregar no IPO às crianças que se encontram a realizar tratamentos oncológicos.

O IPO, fez hoje um comunicado de imprensa que nega qualquer ligação ao citado Movimento:

“O Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., tomou conhecimento que, mais uma vez, se encontra a ser efectuada uma acção de recolha de pijamas para os seus doentes da Pediatria, no que se apelida de “Movimento Pijaminha”.Perante este facto, esclarece-se que não foi realizada nenhuma solicitação pelo IPO de Lisboa e que a mesma representa um uso abusivo do seu nome. Com o objectivo de prevenir o eventual aproveitamento da situação por entidades que pretendam obter proveitos ilegítimos, solicita-se que se tenha em conta o presente esclarecimento.
Aconselhamos que no futuro, por uma questão de precaução, seja confirmado sempre junto da Instituição quaisquer campanhas realizadas em nome do IPO”.

Nas redes sociais, publicou dia 08 Janeiro 2016:

“Se lhe pedirem para aderir à «Missão Pijaminha – Solidariedade IPO» não o faça – é falso ou é spam! Quem quiser ajudar o IPO Lisboa pode fazê-lo através da dádiva de sangue, fazendo um donativo, oferecendo um cartão doação ou artigos listados no nosso site. Obrigado!”

Hoje novo apelo no Facebook do IPO, ler aqui

COMO AJUDAR?

De seguida o link remete-nos para uma página onde poderá encontrar toda a informação necessária para realizar o seu donativo ao IPO, tal como a lista de bens necessários, conforme transcrita abaixo:

“Ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E. chegam, diariamente, manifestações por parte de particulares e empresas que pretendem realizar donativos, no intuito de participar no esforço de prestação de serviços de qualidade superior aos doentes aqui acompanhados.

Assim e no sentido de facilitar essa colaboração, que o IPO de Lisboa desde já agradece, informamos:

  • A sua ajuda como dador de sangue é de extrema importância, pode saber mais sobre esta possibilidade aqui
  • Enviando um donativo para:
    Conta:   IPOLFx, EPE
    NIB:       0781 0112 01120011763 65
    BIC:       IGCPPTPL
    IBAN:    PT50 0781 0112 01120011763 65
  • Cartão – Doação ao IPO de Lisboa. Para saber mais, clique aqui
  • Caso prefira colaborar com a doação de bens, poderá optar por:
    • Computadores portáteis
    • Cadeiras de rodas
    • Televisores
    • Frigoríficos
    • Máquinas de Lavar Loiça
    • Microondas
    • Leitores de DVD portáteis
    • Folhas de papel cavalinho A3 e/ou A4 (para trabalhos a realizar com as crianças do Serviço de Pediatria)
    • Tintas (para trabalhos a realizar com as crianças do Serviço de Pediatria)
    • Almofadas posicionadoras anti-escara (modelo a indicar pelo IPO de Lisboa)
  • Outros bens ou equipamentos devendo para tal contactar a Instituição 

As doações materiais destinam-se, preferencialmente, aos Serviços de Internamento. Se optar por algum destes bens deverá contactar a Instituição, a fim de saber a a características dos mesmos, no sentido da sua uniformização e adaptação aos locais onde serão colocados – secretaria.geral@ipolisboa.min-saude.pt – tel. 217 229 814 – fax. 217 200 485. Sublinha-se que, por questões de responsabilização, segurança, garantia e manutenção só é possível ao Instituto aceitar bens em estado novo.

Costumo dizer às crianças e jovens com quem trabalho que trabalho com perguntas. Digo muitas vezes que gosto de as colecionar, guardar, emprestar, oferecer, dar – tal como se fossem coisas físicas que podemos levar no bolso e partilhar com alguém. O meu trabalho consiste em construir e desconstruir essas perguntas, em grupo, investigando as suas possíveis respostas.

Assim sendo, gostaria de partilhar convosco algumas perguntas que os meus alunos partilharam. Algumas delas são fruto da troca de correspondência que tenho levado a cabo com crianças e jovens de todo o país – e não só*

Deixo-vos o desafio de pensar e de perceber se estas perguntas vos incomodam ou não. Se tiverem esse efeito, suspeito que serão perguntas importantes para vós. **

12 perguntas para 2016 (e para toda a vida?)

  1. A filosofia é um acto para saber?
  2. Por que é que nos obrigam a comer lulas?
  3. Por que é que nós, as crianças, somos obrigadas a desenhar?
  4. O que é a filosofia?
  5. Por que é que eu sou eu?
  6. É possível deixar de pensar?
  7. O que é que sentimos enquanto e depois de estarmos a morrer?
  8. Por que é que não podemos andar para trás, no tempo?
  9. Por que é que existe o mundo?
  10. Qual é o sentido da vida?
  11. Por que existe o mundo?
  12. O que é ser tratado como uma pessoa?

*Espreitem no Blog
**Escusado será dizer que aceito e agradeço perguntas que queiram partilhar comigo.
Usem e abusem do e-mail joanarssousa@gmail.com

imagem@colecaodepaginas

Hoje ouvi falar aos pontapés sobre a história dos “piropos”. Pessoas contra, pessoas a favor e outras simplesmente a aproveitar para a graçola – o que não tem mal nenhum.
Então estive a ler sobre esta lei…
Afinal não estamos a falar de piropos ou daquilo que considero piropos. Falamos de assédio sexual. Sim, é isso mesmo: ASSÉDIO SEXUAL.
Atenção, não se fala de elogios simpáticos e educados mas sim de pessoas que utilizam gestos e linguagem impróprias para com quem, muitas vezes, nem conhecem – não deixa de ser ordinário só porque conhecem. Pessoas que se insurgem como possíveis predadores sexuais e que semeiam o medo só porque de uma forma DOENTIA se sentem mais machos. Não me vou pôr aqui com descrições, acho que a maior parte das pessoas sabe o tipo de “piropo” (não considero sequer um piropo, acho mesmo rasca e porco).
Tinha no máximo 10 anos e lembro-me de nem sequer perceber o que é que queriam dizer com algumas coisas que ouvia na rua. Sabia que não era uma coisa boa e nunca olhei para as pessoas que o diziam, limitava-me a acelerar o passo e a fugir daquela situação, que me suscitava um MEDO horrível, o mais depressa que podia. Era uma criança… Eram homens da idade do meu Pai e dos meus Tios. Pessoas que podiam ser meus pais.
Hoje em dia tenho vontade de partir a boca a um camelo desses! E se for algo a que assista, garanto-vos que denuncio e vou fazer uso desta lei sem qualquer problema.
Há quem diga que o problema é da educação e que temos é que educar os nossos filhos. Concordo. Temos que os educar! Mas as minhas perguntas são: E até se educar? E quem não souber educar? E quem achar que este tipo de assédio é apenas um piropo giro e maroto? (havia mais perguntas, ficam estas).


Andou meio mundo a partilhar o vídeo sobre a miúda que pede ao pai para a proteger e afinal não perceberam o conteúdo do mesmo.

Que seja o princípio do fim dos D. Juans de meia-tijela!

imagemcapa@belelu.com

Ando fascinado com uma música. Também eu queria ter a inspiração para escrever algo do género. Gostava de escrever para a minha filha ler à medida que for crescendo.

A música é “Growing Up (Sloane’s Song)” de Ryan Lewis (feat. Ed Sheeran).

Não é, nem de perto, uma tradução, mas enquanto a ouvia, vieram-me à cabeça algumas ideias.

Querida, quando cresceres, gostava que lesses estas ideias:

Tem aqueles dois ou três amigos para a vida, mas não pares sempre no mesmo bar, na mesma rua, no mesmo grupo…abre horizontes.

Faz a tua cama sempre, mas às vezes deixa-a por fazer. Não dobres sempre o pijaminha…

Dá nova chance ao sushi, cozinha o teu salmão. Grelha, fuma (o salmão!), corta em fatias finas e come simples ou com rúcula.

Diz bom dia. Despede-te quando saíres de algum lado. Diz boa tarde. Dá flores.

Não tenhas receio de pareceres doce. Não tenhas receio de ser doce. Evita os doces.

Lembra-te que os tontos estão sempre cheios de certezas.
Lembra-te que não andamos aqui para ser perfeitos ou para agradar a toda a gente. Se fores fraturante por seres quem és, se isso for natural, não te preocupes. Não procures o consenso a todo o custo. Não abdiques de ser generosa e sensível, mas sempre sendo fiel aos teus motivos.

Lembra-te que a riqueza material parece que só faz sentido quando é o resultado de um trabalho apaixonado.

Estuda a fundo esta frase:“Tenta ser constante mas não inflexível!”. Esta frase vai ser útil para educares, por exemplo.Tenta ser constante mas não inflexível. Tenta criar uma nova forma de escrever esta frase.

Aprofunda as tuas paixões. Se gostas de uma música, descobre o nome de quem escreveu. Se gostas de um livro, tenta compreender um pouco da vida do autor. Aprende a cativar com o “Principezinho”. Aprende a colocar em causa. Aprende a não tomar as coisas como garantidas.

Escolhe bem as tuas fontes! Não vás em “teorias da conspiração”.

Escolhe bem as tuas roupas, mas veste sempre um sorriso sincero. Valoriza as curvas do teu cérebro.

Lembra-te de que quando há dúvidas, geralmente não há dúvidas. Quando é amor, vê-se logo.

Se trabalhares por conta própria, tenta adorar o que fazes. Se trabalhares para outros, tenta adorar o que fazes.

Lembra-te de que este é o dia de estreia, o ensaio geral, o último dia em cena, o rascunho e a obra de arte!
Não desperdices tempo.

imagemcapa@today.com

Evidenciemos a necessidade de desmistificar o conceito de que o Terapeuta da Fala (TF) é o profissional de saúde que intervém, , na fala das crianças e adultos.

Noutros países somos apelidados de Fonoaudiólogos, Logopédas, Orthophonistes, Speech & Language Therapists or Pathologists porque, definitivamente, intervimos em todas as áreas que condicionem a comunicação oral/escrita de qualquer indivíduo, e não só meramente na fala.

Desta forma, se considera que não faz sentido ir a um rastreio de Terapia da Fala porque “fala bem”, consciencialize-se que o TF é o profissional de saúde responsável pela prevenção,  avaliação e  intervenção da comunicação humana e deglutição.

A importância dos rastreios em Terapia da Fala mede-se por serem de carácter preventivo, não definem um diagnóstico terapêutico mas conseguem despistar qualquer desenvolvimento atípico da comunicação oral/escrita.

Sabia que…

Desde o nascimento que o TF tem um papel fundamental para o desenvolvimento harmonioso do bebé? Presta cuidados na área da amamentação, alimentação e comunicação ao bebé e aos seus pais ou cuidadores.

Em crianças em idade pré-escolar,  a sua intervenção centra-se na promoção das competências linguísticas, vocais e de comunicação, bem como na intervenção das suas perturbações?

Em crianças e jovens em idade escolar exerce um papel crucial na intervenção das perturbações da leitura e escrita, na potencialização da comunicação e na gaguez?

Na idade adulta, o seu foco de intervenção é maioritariamente em perturbações adquiridas, patologias vocais e de deglutição, alterações fisiológicas na estrutura orofacial que limitam a funcionalidade dos órgãos fonoarticulatórios? E que ainda tem um papel preponderante na promoção das competências da comunicação e qualidade vocal?

Após a realização de cada rastreio é elaborado um relatório com as devidas conclusões retiradas da observação, e serão sugeridas recomendações, bem como aconselhamento sobre a necessidade de acompanhamento.

Não é necessário ter um problema ou uma doença para procurar um TF, nem existe uma idade definida para consultar um especialista nesta área. Neste sentido, uma observação feita atempadamente é tanto mais favorável quanto mais precocemente for iniciada a intervenção terapêutica.

Aproveite os rastreios que decorrem durante o mês de Janeiro e esclareça todas as suas dúvidas.

Estaremos no Dolce Vita de Miraflores na loja da Multiopticas nos dias 16 e 23 de Janeiro de 2016 (das 10h às 18h).

Este rastreio é direcionado exclusivamente para crianças e adolescentes. No entanto, na eventualidade de existir interesse por parte de um adulto ou seu cuidador poderá contactar-nos através do e-mail howto@sapo.pt ou 966 370 349 para marcação de rastreio.

Patrícia de Sousa Teixeira & Leonor Barruncho (Terapeutas da Fala)

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