Porque é que todas as Mães são loucas?

21 h – A Mãe, cansada, manda-os lavar os dentes.

Já sonha com aquele momento em que vai pôr a botija de água quente no pescoço. Não devia ter andado tantos kms a pé com aquele vento gelado e cortante mas, sem carro, sente-se perneta e acaba por fazer toda a sua rotina como se o carro não tivesse ido à revisão. Reparou que o miúdo coçava a cabeça que nem um perdido. Mas sabia que, provavelmente, era a crosta de ter partido a cabeça há pouco tempo (raio dos putos sempre cheios de “mazelas”!!!). Pelo sim, pelo não, resolveu dar uma olhadela para tentar perceber se a ferida estava sarada. Para constatar que sim, a ferida estava sarada, não havia qualquer sinal da crosta, ufa! … havia sim uma ENORME e NOJENTA comunidade de parasitas a habitar a cabeça do seu filho que nunca antes teve tal coisa. Chegou mesmo a pensar que o miúdo era imune!

Levantou-se num grito: “ TODOS PARA A MINHA CASA DE BANHO!!!”.

Está sempre preparada com toda a panóplia necessária para o massacre aos piolhos! O miúdo já chorava, os piolhos corriam em rio até ao ralo e o pente continuava a raspar o couro cabeludo até ao tutano. A mãe, desesperada, imaginava as cabeças dos outros residentes. Ia ter tanto trabalho…

O marido estava na mesma posição em que o “deixou” aquando da descoberta da infestação. Ela, desesperada, sabe que ele tem que ser “mandado” para que se mexa. Grita da casa de banho: “Tira os lençóis e fronhas de todas as camas, põe na lavandaria. Depois, tira todas as almofadas que estão em cima dos sofás e põe na varanda!” … Ele ouviu “Desmonta o sofá e põe na varanda“, tudo o resto passou ao lado. Todos de touca, depois da primeira esfrega, cheios de um óleo nojento que escorre pelo pescoço abaixo. A mãe olha para a varanda e fica com a ideia de que se abrir a janela da varanda é atacada pelos almofadões que compõe os sofás. Sorte que têm redes na varanda, senão os vizinhos tinham um sofá no terraço. A mais nova, já a acusar a hora tardia, a um canto sem se encostar a nada porque a Mãe a avisou, parece dormir de pé. A Mãe continua!

“- Vai buscar o aspirador e aspira todas as almofadas!
-A Mãe está a aspirar os piolhos das almofadas?
-Não sei querida, espero bem que sim!
-E eles não vão ficar todos ali no saco do aspirador?
-Vai tirar os lençóis da tua cama sff! ” -Não pode sequer pensar que está cercada de piolhos! – De luvas amarelas, limpa e esfrega tudo o que pode! Desta vez quer lá saber do gasto energético! Vai tudo para a máquina de secar! Faz uma data de máquinas de roupa entre penteadelas massacrantes e vinagres que ardem por todo o lado.

No fim, passadas umas 3 horas, a mais nova já dorme. O miúdo fez uma alergia qualquer ao vinagre… ele bem avisou que aquilo estava a arder. Leva um claritine no bucho, “by the yes, by the no”.

-Ela vai dormir assim? – Pergunta o marido com um ar incrédulo de quem está bem por dentro do assunto, parece que se fartou de ajudar! Cara de quem acha que a mulher está a ter um acto de loucura…

Assim como?
-Sem edredon!
-Como sem edredon?!
-Não vi ali nenhum edredon, por isso, só a tapei com uma capa de edredon, mas não tinha aquela parte do edredon, a quentinha… E já é inverno. – Ela tem uma vontade louca de o embrulhar num edredon e de o pôr a dormir na varanda com o sofá desmontado… em cima dele! Em vez disso, vai buscar o edredon e faz aquele trabalho que exige alguma inteligência e destreza. Quando se deita pensa como é que é possível uma criança ter um enxame tão grande de piolhos na cabeça e não pegar ao resto da familia.

Ainda pensou se não seria outro animal qualquer, mas não, eram mesmo piolhos. A vontade que teve de arrancar tudo à tesourada… Que sorte que calhou logo num dia em que tem as costas feitas num fanico.

Esta Mãe queria ser ainda mais louca, queria ser uma daquelas Mães que consegue dormir uma noite, sem ansiedades, sabendo que o filho está carregadinho destes bichos e espera calmamente para no dia seguinte tratar disso… com calma.

O AMOR É LOUCO, NÃO FAÇAM POUCO..

Mães Stressadas? Façam meditação

Desde que me lembro que faço as minhas meditações. Nada de muito transcendental, uma coisa simples. Sento-me direita, descanso as mãos em cima dos joelhos e fecho os olhos. Concentro-me na respiração e, como detesto imaginar cenários bonitos porque acabo sempre numa praia onde aparece um tsunami só para me estragar a coisa, imagino uma luz quente e suave. Mas, foi há poucos meses atrás que a minha amiga Maria, que tem 5 filhos, me aconselhou uma app para meditar. Dito por ela, que me parece estar sempre tranquila, a APP só pode ser o truque dela para se manter “impek”! Não só aderi à APP como também acabei por comprar o livro (há na versão portuguesa).

Ontem à noite, pelo meio das minhas leituras, perguntei ao meu marido: – “O que é que te fez sentir calmo hoje?” -Pára lá com essas pirosadas desses livros de auto-ajuda da tanga, sff! – Eu, chata assumida, insisti até ter uma resposta: “-Estou quase sempre calmo. Raramente me passo…” Sim, e é mesmo verdade! É uma paz de alma.

Por exemplo:

“-O miúdo ainda não chegou a casa!- Já com a mão no coração. “– Achas normal?”
-O treino atrasou-se…
“-Mas já passam mais de 45 minutos do fim do treino…”
“-Atrasou-se…” – Já nem quis ouvir mais nada daquele poço de tranquilidade. O meu coração andava por aí à solta e eu tinha que fazer alguma coisa!  “– Onde é que vais em pijama? (Para que não fiquem curiosos com o fim desta história. Ao sair bati de frente contra o miúdo. O treino atrasou-se…realmente).

Uma tranquilidade que dá nervos – e aqui vai uma frase que se contradiz. Em minha defesa: Hoje de manhã fui eu, como de costume, que lhes disse, à porta do elevador, para lavarem os dentes e para ela voltar atrás para pôr ténis de desporto. NÃO SE FAZ EDUCAÇÃO FÍSICA DE ALL STAR PAHHHH!

Fui eu que os fui a ouvir a discutir e que quase que os mandei para a mãe deles (contradição número 2).

Controlei-me, respirei fundo. Pensei no Calm e no quanto gosto destes miúdos e no que me custa deixá-los na escola quando estamos todos zangados e irritados uns com os outros. À saída do carro, discutem mais uma vez e empurram-se. Dei um grito (mas não digo o que lhes disse). Eles ficaram muito indignados e eu disse-lhes adeus com um sorriso sacado à força e um I LOVE YOU! (contradição número 3) Portanto, aqui fica a explicação.

Eu é que dou o corpo às balas. Ok? Ah! E façam mesmo isto da meditação porque ajuda imenso… Parece-me!

 

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Moche aos pais

Já não tenho dessas comemorações escolares porque os miúdos são mais crescidos. Recebo imensos beijinhos e apertos nesse dia (mas nos outros também) e não preciso de mais nada para além de que sejam felizes, saudáveis e boas pessoas.

Já por duas vezes tive de fazer o papel de mãe dos meus sobrinhos nesta celebração. Senti-me péssima pelas crianças que por ali andavam sem uma tia ou alguém que fizesse o “papel de mãe” (não são assim tão poucas), se calhar nem mãe têm. Estas actividades são normalmente a horas completamente improváveis, tipo 4 da tarde ou 10 da manhã e, durante a semana. Para as mães que não conseguem estar nestes dias ou que têm mais do que 2 filhos (festas do dia da mãe amontoadas), só vos digo: RESPECT!

Estejam elas a trabalhar, longe, a correr de uma festa para outra ou no Céu!

RESPECT! Um grande bem-haja àquelas mães que se descabelam todas, correm o risco de ser despedidas, e ainda o risco de se espatifarem no meio de uma corrida desenfreada para conseguirem estar sentadas 15 minutos naquela cadeira miniatura que transborda o rabo por todos os lados, ver as actuações que são rápidas e, muitas vezes, pouco treinadas. Depois saem a correr para voltar ao local de trabalho. Até podem nem produzir nada, o resto do dia, mas ficam ali, a suar em bica, com ar de quem espera a ambulância depois de um atropelamento… por um autocarro!

O dia da Mãe escolar é, a meu ver, uma forma de bullying! Se querem festejar, festejem no fim-de-semana e para que quem se sinta “posto de parte” não seja obrigado a estar presente.

Quero ver como é que vai ser com os novos casais. Uns a levar mães a mais e outros a menos. Não tenho nada contra, haja AMOR, nada mais! Mas acho que isto do dia da Mãe escolar já está a ter contornos de “dia dos namorados” ou de “Ano Novo”. Aquela obrigação de termos mesmo de celebrar nesse dia e, nestes casos, ver os outros a celebrar colados a nós e ter de aturar o filme.

Quem não celebra nesse dia sente-se, no mínimo, “diferente”. Mães e pais arrasados que deixam os filhos nas escolas com a certeza que mais tarde, naquele dia, se sentirão tristes porque a sua mãe é uma das que não pode estar.

Tantos problemas em dar uma palmadinha na altura certa ou em castigar as crianças porque podem ficar traumatizadas, mas festejam o dia da Mãe junto de crianças que não podem ter os pais presentes.

Haja coerência!

A propósito deste fenómeno das redes sociais e dos grupos de autoajuda parental.

Temas que, como todos nós sabemos, dão pano para mangas. Cada um tem a sua forma de estar na vida e, para alguns, isso é perfeitamente inaceitável! Surgem, nestes grupos, um sem número de pedidos de ajuda, perguntas que nos trazem imensas oportunidades de aprender, teorias parvas para uns e muito-à-frente para outros, trocam-se fraldas ao vivo, mostram-se macro zooms das irritações dérmicas das crianças e por aí fora. Mas aprende-se imenso! Seria perfeito se não surgissem os chamados “Les Adultes Terribles”.

“Les Adultes Terribles”, são aqueles adultos que não gostam de “perder” nem a feijões. Tudo o que fazem, dizem ou escolhem é o mais, maior e melhor de todos os tempos. Dei por mim a aconselhar um médico. Limitei-me a partilhar a minha experiência, que claro que foi boa, porque senão não valia a pena contá-la. Nos comentários a seguir, “lincharam” completamente o “meu” médico. ASSASSINO! Não, não foi isso, mas não atendeu o telefone quando alguém precisava dele. Poderia estar a atender uma urgência de outra criança, ou quem sabe uma urgência familiar. Egoísta! Claro que depois disso, li vários comentários sobre outros médicos, sugeridos por outras pessoas, uns também foram logo ali executados em praça pública. Ahhh! Depois chegaram os comentários do “melhor médico do mundo!” e “melhor do que este, em Portugal, não há!” e ainda há quem tenha usado um trunfo mais forte: porque o meu é chefe de não-sei-quê e manda postas de pescada não sei para onde.

Acabei por perceber que aquilo afinal era uma competição… entre pessoas adultas e idóneas. NOT!

Pobres dos que ali estão com boa vontade. Também me cruzo muitas vezes, nestes grupos, com pessoas que adoram dizer coisas que sabem que vai dar discussão da grossa, tipo: “Alguém aqui tem pachorra para as mãezinhas que vêm para aqui dizer que têm empregadas domésticas?” OU Partilham um vídeo de uma mãe qualquer a dar de mamar a dois filhos ao mesmo tempo sendo que um deles já está quase no 2ºciclo. E ficam ali à espera até que alguém diga qualquer coisa. Não vale responder porque tudo o que se disser poderá ser usado contra nós – Nem coraçõezinhos amorosos, nem caras de cagaço! Esqueçam, aquilo é uma ratoeira. Sim, há pessoas que se alimentam disto. Passam a vida nas páginas de jornais e revistas a dizer mal de tudo, a achincalhar e a ser só do contra porque vivem disso. Tão coitadas… Têm um lado bom, sabem de TUDO. Porque leem TUDO. Mas só têm ar na cabeça.

Também ando a “estudar” umas aves raras, que aprenderam a construir uns textos lindos de morrer e que, ao mínimo deslize de alguém que não gramam, fazem avisos automáticos e irritantes que fariam rir plateias se saíssem para o mundo em formato de filme! “Ó Mãe, acho que todas as outras utilizadoras concordam que a mãe está a sair um bocadinho das conformidades do nosso grupo. Estamos todas aqui pelas mesmas – boas – razões: Partilhar e ajudar o próximo, sem ofensas, nem discursos acusadores. Certo?” ou então irónicas, “Só você é que tem razão, querida!”. Parecem estar constantemente à espera de um deslize e, normalmente, têm as armas todas apontadas a uma pequena listinha de ódio de estimação. Dão sempre uma no cravo e outra na ferradura e tentam sempre incluir-se, porque fica bem no filme: “Todas nós já tivemos momentos maus. Mas todas nós soubemos admitir que os tivemos”… e ficam ali a aguardar um pedido de desculpas e likes, “montes da likes”. Costumam ter uma legiãozinha (felizmente pequena, apesar de serem sempre os que mais participam), que adoram falar imenso sobre nada, e explorar o tema… passam lá o dia. Tipo pocilga!

Quanto aos administradores destes grupos, já vi de tudo: os que deixam andar e não se querem chatear – criaram o grupo, mas acreditam que agora se gere sozinho; os que são os verdadeiros líderes e conseguem de forma imparcial gerir um grupo (dentro do possível). Parecem águias, estão atentos a todos os comentários, e quando têm de chamar a atenção de um qualquer infrator fazem-no com educação, e muitas vezes por MP; e os que controlam tudo no grupo e que embirram com a maior parte que lá escreve. Independentemente de terem 100 ou 10 000 seguidores, apanham-se com a chave da retrete, e tendem a tornar-se uns pequenos ditadores dentro daquele espaço que consideram SEU. Tal como as crianças mimadas numa guerra de irmãos dizem “sai do meu quarto“, quando confrontados, soltam um “sai do meu grupo“, super mimado e detentor de quem TEM A CHAVE!

Pior do que os Terrible 2’s, ou a idade do armário, são mesmo estas birras dos “Les adults terribles”.

Criam-se perfis, amizades e histórias completamente “ao lado”. Vomitam-se as raivas e as frustrações para… Esperem! Pára tudo! Para quê mesmo?! Boa pergunta… Comecei por falar de grupos de autoajuda parental?

Hmm, auto-ajuda parental, neste caso, poderia ter um significado completamente diferente.

adultos

Só hoje tive vontade de escrever sobre isto. Talvez porque só há poucos dias o interiorizei e, por fim, aceitei. Em todas as grandes mudanças da vida existe um período de adaptação. Acho que me adapto bem a tudo e até me considero uma pessoa positiva, mas não deixo de ser emocional… bastante emocional por sinal!
Foi há 9 dias que a vida me desacelerou. Tudo indica que andava em excesso de velocidade, excesso de tudo! Numa dessas “corridas”, a descer as escadas, torci completamente o pé e fui levada a atirar-me pelas escadas abaixo. Entrei no hospital a chorar como uma criança e só quando me vi no meio de vários idosos com respirações horríveis, e a levar oxigénio e afins, é que sosseguei e me resumi à minha insignificância. Uma entorse. Claro que mais tarde vim a descobrir que era muito mais do que isso. Contusão óssea com rotura de ligamentos. Para já, repouso e gelo, depois logo se vê. Agora, que já não dói, posso lembrar-me de pormenores engraçados. Como aquele em que na chegada a casa o meu marido aproxima o carro da porta do prédio, me deixa à porta do elevador e, quando lhe digo que me estou a sentir mal – ainda a morrer de dores -, ele arranca a correr para ir estacionar o carro. Não fosse o carro fugir!
Lá no fundo o meu corpo resolveu reagir e até tive vontade de rir, agarrei no gelo que tinha para pôr no pé e pus na testa. Resultou! No dia da ressonância, ainda pouco habituada às muletas e à impossibilidade de pôr o pé no chão, não aceitei a ajuda de uma auxiliar para calçar a meia e o sapato (agora em singular), depois do exame. Vi ali uma daquelas macas dos bombeiros, pus a mão em cima dos pés da maca e fiz pressão para me içar. A maca levantou em cavalo. Desequilibrei-me e acabei abraçada à maca e com o pé “mau” no chão. Todo aquele aparato, as muletas espalhadas no chão, o meu sapato que voou para longe e, eu, ali agarrada à maca! A vontade de rir superou qualquer dor. Ninguém se riu… todos estavam seriamente preocupados comigo. Eu controlei-me para não perder o ar idóneo. Que vergonha!
Noutra situação fui a casa de uma amiga e quando cheguei vejo mega escadaria para treinar com as muletas. Subi mal e porcamente e, à saída, desci de rabo passando por cima do sítio onde os cães dela gostam de fazer xixi. Sim, nas escadas! Não vou comentar o resto… blharghhhh! Com o correr dos dias vou-me apercebendo da importância do meu trabalho aqui por casa. Ainda bem que tive uma filha! Ela percebe, é prática e despachadona. Eles? Eles bem que precisavam “disto” para terem um curso intensivo. Só me leva a crer ainda mais que nada acontece por acaso. Estive TRÊS dias a tentar fazer compras no continente online. Por fim, depois de vários telefonemas porque o site está com um problema qualquer, lá consegui! Fiz a encomenda para que alguém a pudesse levantar, sempre se poupa algum. Depois liguei para o talho e fiz a encomenda da carne. A fruta e os legumes ficaram tratados pela minha irmã mais nova. Sorte a minha que tenho uns irmãos tão queridos! 18h e o meu marido arranca para ir levantar todas as compras a dois sítios diferentes.
1º telefonema- “Em que nome ficou a encomenda?” e ainda, “Qual a encomenda?”. Entretanto tive a visita amorosa do meu querido Pai que me traz 2 pastéis de nata ainda quentinhos. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
2º Telefonema – “Inês, enganaste-te e a encomenda está para amanhã. Cancelei e vou fazer as compras todas agora e seguir-me pela lista de compras que vinha levantar”. MEA CULPA! Que MEDO! Ele nas compras vem com tudo mal e de preferência o mais barato disponível… Mais 1 minuto de conversa com o meu Pai…
3º Telefonema – “Inês, a lista não diz as marcas das coisas…” … Foram 30 minutos ao telefone. Adorei as perguntas que fez aos repositores que já deviam andar a falar pelos intercomunicadores, “Fujam do senhor alto com a camisola azul escura que faz perguntas a todos os trabalhadores continente que encontra pela frente!”. O meu Pai, entretanto, desistiu e foi-se embora. Mas deixou os pastéis de nata! Ufa! Quando chegou a casa, 2 horas depois, a primeira frase que disse foi “Estou de rastos!”.
Deu-me vontade de rir porque faço isso SEMPRE e porque percebi que estava genuinamente de rastos.
Ilações de uma Mãe lesionada:
  • PONTOS POSITIVOS DESTA LESÃO:
  1. Descobri o que é ter de parar, aceitar ajuda e a falta que faço quando não faço (nada);
  2. Eles estão a ter uma formação caseira. Um “how to” forçado que lhes vai valer para a vida. Consequente, vou utilizar esta formação para passarem a fazer estes TPC’s SEMPRE. Isto porque acabei por perceber que discordo completamente com a minha indispensabilidade;
  3. Vou ter mais calma. Sair desta corrida constante e organizar melhor o meu tempo;
  4. Fico com tempo para acabar de escrever o próximo projecto literário.
  • PONTOS NEGATIVOS:
  1. Tão cedo não volto às minhas corridas. O que até é um bocado contraditório, eheheheh;
  2. Não posso andar na “boa-vai-ela!” como adoro fazer! Adoro rua. Adoro ver pessoas, amo passear;
  3. Vou ter de fazer uma dieta rigorosa que, entretanto, já comecei. Isto até poderia estar nos pontos positivos. Os resultados serão positivos mas o caminho é tramado. Só nesta brincadeira perdi 3 kgs e descobri que tenho mais uns para perder. Até o meu marido já está a perder peso… ahahahahahah!;
  4. Detesto sentir-me dependente dos outros, por isso é que, aos 18 anos, tive logo a carta de condução!
  • MAIOR LIÇÃO DE TODAS?
    Não te tornes indispensável!!!!!!!!!!!!
  • SEGUNDA LIÇÃO?
    Desacelera!!!!!!!!!!!
  • TERCEIRA LIÇÃO?
    Às vezes até sabe bem parar, olhar e escutar
  • AGRADECIMENTOS
    Aos meus irmãos pelo apoio e boleias, aos meus pais pela disponibilidade e fé; aos meus amigos por todos os truques, telefonemas e distracções; À Kadita pela disponibilidade e amizade a que já nos habituou; À Patricia pelo truque da cadeira de escritório com rodas, passeio-me pela casa como se andasse de skate mas com o joelho apoiado; Ao pessoal aqui da casa que, apesar das limitações, têm sido bons alunos e muito pacientes comigo!


imagem@kickitlikemom

 

Hoje ouvi falar aos pontapés sobre a história dos “piropos”. Pessoas contra, pessoas a favor e outras simplesmente a aproveitar para a graçola – o que não tem mal nenhum.
Então estive a ler sobre esta lei…
Afinal não estamos a falar de piropos ou daquilo que considero piropos. Falamos de assédio sexual. Sim, é isso mesmo: ASSÉDIO SEXUAL.
Atenção, não se fala de elogios simpáticos e educados mas sim de pessoas que utilizam gestos e linguagem impróprias para com quem, muitas vezes, nem conhecem – não deixa de ser ordinário só porque conhecem. Pessoas que se insurgem como possíveis predadores sexuais e que semeiam o medo só porque de uma forma DOENTIA se sentem mais machos. Não me vou pôr aqui com descrições, acho que a maior parte das pessoas sabe o tipo de “piropo” (não considero sequer um piropo, acho mesmo rasca e porco).
Tinha no máximo 10 anos e lembro-me de nem sequer perceber o que é que queriam dizer com algumas coisas que ouvia na rua. Sabia que não era uma coisa boa e nunca olhei para as pessoas que o diziam, limitava-me a acelerar o passo e a fugir daquela situação, que me suscitava um MEDO horrível, o mais depressa que podia. Era uma criança… Eram homens da idade do meu Pai e dos meus Tios. Pessoas que podiam ser meus pais.
Hoje em dia tenho vontade de partir a boca a um camelo desses! E se for algo a que assista, garanto-vos que denuncio e vou fazer uso desta lei sem qualquer problema.
Há quem diga que o problema é da educação e que temos é que educar os nossos filhos. Concordo. Temos que os educar! Mas as minhas perguntas são: E até se educar? E quem não souber educar? E quem achar que este tipo de assédio é apenas um piropo giro e maroto? (havia mais perguntas, ficam estas).


Andou meio mundo a partilhar o vídeo sobre a miúda que pede ao pai para a proteger e afinal não perceberam o conteúdo do mesmo.

Que seja o princípio do fim dos D. Juans de meia-tijela!

imagemcapa@belelu.com

Desta vez o mais velho não podia ir ao estádio, amanhã tem teste de geografia e, aqui em casa, os testes ainda são uma prioridade. Desta vez vai ela. É 4 anos mais nova mas não tem testes esta semana e uma vez não são vezes… sim, porque cá em casa de vez em quando fugimos à rotina e é tão bom.

Estava tudo combinado, achava eu. Um amigo do meu marido ou um primo meu passava aqui por casa para a levar ao estádio da Luz. Eram 18h e o meu rico marido (denotem BASTANTE ironia neste “ meu rico marido”) ainda não fazia ideia de quem é que a ia levar.

Ele em Lisboa, claro que não vinha a Cascais de propósito!!! A miúda toda quitada para o jogo e eu a ver as horas a passar. “Isto vai sobrar para mim!”, pensei eu… e bem!  -Querida, não queres ver o jogo aqui em casa? A Mãe faz um jantar especial …– Conforme me apercebi do “não” iminente, aumentei a parada – TU é que escolhes! – Ela continuava a torcer o nariz e eu lanço aquela cartada tramada para qualquer pré-adolescente – Gelado e CHOCOLATEEEEEEEEE!!!…À VONTADINHA! -Oh Mãe… eu quero mesmo ir ver o benfica! – Cum caraças da miúda! Com a idade dela, qualquer bifinho com batata frita e ovo a cavalo me levava a desistir do programa mais giro. Aiiii os tempos! OK. Já percebi. Vou ter que atravessar a fronteira (leia-se portagem) para chegar ao estádio em hora de ponta E dia de jogo! Lá me ponho a caminho com a miúda feliz e contente. Foi sempre a abrir até chegar à 2ª circular. Pára e só arranca para andar uns 10 cms! Toca o telefone. O pai da criança nuns nervos a querer orientar-me para não me enfiar no inferno da luz! Acabou por me dar umas coordenadas de GPS porque estivemos 10 minutos ao telefone nos quais o ouvi explicar a raiz quadrada de um sítio qualquer. Casei com o Mr. Não-tenho-puto-jeito-para-explicar-direcções-mas-acho-que-sou-um-mapa-andante! Disse-lhe umas 20 vezes que não estava a perceber e também o ouvi dizer a mesma coisa umas 20 vezes:
NÃO ESTÁS A PERCEBER AQUILO QUE TE ESTOU A DIZER! E eu, pacientemente (aos gritos), respondia:
EU JÁ TE DISSE QUE NÃO ESTOU A PERCEBER VÁRIAS VEZES!!! Isto no GPS vai resultar!
–“VIRI” À DIREITA na Rua Eusébio “não sei quê”. Não viro nada! Não vou virar, nem entrar em nenhuma rua com nome de jogador ou qualquer outra coisa relacionada com bola porque já sei que vou apanhar trânsito. O GPS é tão à frente e não sabe quando jogam os clubes da 2ª circular?!!! Grande falha!
-Mãe, porque é que as luzes que vêm de lá são brancas e as que vão para lá são encarnadas?!
Viri à esquerda na………………..
O quê?!!!! Não consegui ouvir!!!
Porque é que as luzes que vêm de lá são brancas e as que vão para lá são encarnadas?!
-Não és tu!!! Não ouvi o que ela disse!
-Ela quem?
-Faça inversão de marcha…
-A do GPS!!! Caaaaaaaaala-te um minuto!!!
10% de bateria. Toca o telefone. Boa!
-Onde é que estás? -Estou a ficar sem bateria! Tenho o estádio do meu lado direito e preciso que não me ligues mais para não ficar sem bateria antes de chegar ao destino. Boa?! – Só ligou mais duas vezes:
“Já passaste por baixo da 2ªcircular?”, “Estás a quantos kms?”.
-Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhiiiiiiiiii que nervos! DETESTO TRÂNSITO! DETESTO FUTEBOL!
-Mãe,não se enerve… – Ups, a miúda vai comigo e eu estou passada da cabeça! Lá chegamos ao destino depois dele me perguntar mais 10 vezes por sms e whatsapp se já tinha passado por baixo da 2ª circular. NÃO, nunca passei por baixo da 2ª circular. Consegui a proeza de lá chegar só passando por cima da 2ªcircular! Antes de sair do carro ela abraça-me muito melosa, esta miúda é um doce, pensei. Diz-me baixinho: -A Mãe é uma querida… mas muito agressiva! – Sai do carro lançada. Toma e embrulha! Afinal sai ao Pai… No regresso a casa decidi que não ia fazer jantar para mim e para o mais velho. Passo ali no Fast food(que detesto) da A5.

Entrei na bomba de gasolina e quase que entrei outra vez na A5 antes de conseguir encontrar o restaurante. Provinciana (sem mais explicações). Quando estou na fila lembrei-me do hotel mesmo ali ao lado. É SÓ o hotel com mais rotatividade de Portugal. As camas nem devem arrefecer. Blharck! “Hmmm ainda apanho aí alguém a fazer asneiras…Vou estar atenta. Na volta até há carros aqui na fila que acabaram de sair de lá…olha este aqui à frente. Tem mesmo ar de quem andou a fazer asneiras…”. Estava eu nestes pensamentos quando pensei, e se alguém pensa o mesmo de mim?! Ahhhhhhhhhhh!!! Este fast food é um perigo. A senhora entrega-me o pedido e assim que ponho as coisas no carro, lembrei-me da razão pela qual detesto fast food, aquele cheiro igual para tudo: batatas, queijo, peixe, gelado, vaca, porco, frango, etc. Bem, isto com um copo de vinho tinto, marcha bem! A fome aperta. Para mim, é a única razão para comer destes fast foods. Claro que me distraí e acabei por entrar no parque de estacionamento do hotel… e, para mostrar a TODOS que FOI UM ENGANO, em vez de dar a volta ao parque e sair pela saída, fiz questão de fazer marcha atrás e “enfaralhar” o trânsito todo a quem poderia até estar com pressa para fazer o check in! (LOL) Sim, sou uma bronca! Ufa! Depois de passar por cima da ponte e quase entrar, outra vez, no sentido de Lisboa, lá consegui rumar a Cascais.

Ahhhh! Porque é que pedi uma coca-cola se vou beber vinho?! … Apetece-me mesmo um copo de vinho tinto, mas uma coca-cola fresca também acompanha bem um hambúrguer. Vinha com estas dúvidas parvas quando cheguei a casa e entornei a coca-cola à porta. Não querendo parecer daquelas pessoas que veem sinais em tudo, mas parecendo, entendi isto como um sinal! “BEBE VINHO,INÊS! TU PRECISAS. Mas primeiro limpa essa porcaria antes que fiques com os pés colados ao chão” Desta experiência tiro algumas conclusões:

1. As Mães Leoas são as melhores (spoooooooooooorting!) ;

2. O meu marido, benfiquista ferrenho, escolheu bem a mulher;

3. A mulher do GPS é burra;

4. Fast Food em casa é sempre frio e a carne sabe a vaca. Eles bem dizem que aquilo é mesmo 100% vaca. Mas eu tenho a minha teoria que eles arranjaram essência de vaca e misturaram com cortiça;

5. Não julgues as pessoas pelo sitio onde as encontras, podem estar só enganadas;

6. Tudo vai bem com vinho tinto;

7. Se o Benfica perdesse ia ficar mesmo chateada… (esta é uma novidade para mim que NÃO sou benfiquista!

Boa noite!

Ler carta de resposta e este texto “Eu tenho as minhas paixões” *Eu amo o Benfica

imagem@wallpapperbeta

Encarregados de educação ou condóminos? Reunião de pais ou condomínio?

Inicio do ano letivo. Primeiro começam os gastos com os livros e o material escolar, estupidamente caros … diria mesmo ridículo.
Há escolas a pedirem tablets para crianças que frequentam a primária. Imagino quando chegarem ao secundário. Por essa altura, a viagem de finalistas já deve ser à lua! E livrem-se os pais que não arrotem com uns milhares de euros para o efeito porque as crianças ainda ficam traumatizadas à nossa conta! Há que saber dizer NÃO!

A minha filha tem uma lista girissima para presentes de anos e, amorosa, diz que fica à minha escolha. Tenho 3 hipóteses: um Iphone, que pode não ser novo em folha mas não pode estar partido ou rachado, um mano, que não pode ser adoptado ou um cão, que pode ser adoptado! Eu tenho uma lista de coisas que lhe expliquei : 1) Tive um iphone, pela primeira vez aos 40 e, só o acabo de o pagar este ano, com uma obrigação a um contrato com a operadora; 2) Não quero ter cães porque vivemos num apartamento; 3) Um mano não é um brinquedo que se oferece nos anos … – Mãeeeeeeee! – Não, é não, minha querida, não é talvez ou vou pensar nisso!

Ler também “Regresso à educação, a crise do “Não””

O assunto fica assim resolvido.

Ahhhh e depois chegam as reuniões. Aí conhecemos várias espécies de pais:

  1. Os orgulhosos, que fazem questão de falar das notas dos exames ou do quanto os meninos cresceram nas férias, e quando se cruzam connosco no fim de cada período perguntam sempre pelas notas dos nossos para poderem fazer aquele papel condescendente depois de lhes dizermos, orgulhosos, que o/a nosso/a teve três 4’s e o resto 3: “Isso é uma fase, vai ver que melhora. O meu Zé teve tudo 5, mas também tem alturas em que tem 4 a educação física…;
  2. Os histéricos, que estão tão entusiasmados com o início das aulas que não falam, gritam durante as reuniões, apesar de não terem NADA de interessante para transmitir. Falam pelos cotovelos, são super descritivos, monocórdicos e dominam grande parte das reuniões com assuntos de cácá: –A MINHA MARIA CAETANA DEMORA ALGUM TEMPO A ESCREVER MAS SE OS PROFESSORES TIVEREM PACIÊNCIA AS COISAS VÃO CORRER BEM! ELA TAMBÉM COME DEVAGARINHO, MAS TODOS NÓS SABEMOS QUE É MAIS SAUDÁVEL ASSIM. SÓ ESPERO QUE OS AUXILIARES TENHAM PACIÊNCIA E BLÁ BLÁ BLÁ…;
  3. Os nerds, escrevem TUDO e sabem TUDO. Só têm dúvidas sobre o powerpoint com os horários e regras: “Sr.Prof. aquilo é um H ou um F?”;
  4. Os videntes, são os que já prevêem o pior! Fazem as perguntas mais ridículas da vida, como “Estou mesmo a ver aquilo que vai acontecer. Como é que o meu menino vai conseguir estudar para 10 disciplinas?” ou “Como é que é dos testes?” . São aquele tipo de perguntas que ninguém percebe o objectivo, nem tampouco o próprio;
  5. Os graxistas sentam-se, quase sempre na linha da frente, estão em constante contacto visual com o professor e dizem que sim com a cabeça durante a reunião TODA! Imitam todas as expressões do professor e defendem-no até à morte. Ex: Se o professor diz “Oh Mãe, eu já tinha explicado isso no inicio da reunião.”, os graxistas-papagaios repetem, “O professor já tinha explicado isso no inicio da reunião”. Sentem a escola como um outro filho, se têm lá os filhos é porque a escola é tão perfeita como os próprios filhos;
  6. Os “tirem-me deste filme” que quando o professor pergunta se há alguma pergunta a fazer, metralham olhares fulminantes na esperança de um silêncio, seguido de um FIM DE REUNIÃO. Mas não! Há sempre um encarregado de educação indignado com a ementa escolar ou furioso com a hora a que o menino sai das aulas ”Porque o meu Joaquim não tem tempo nenhum para estudar!”. E como é óbvio, a melhor altura para falar do tempo médio que o filho da Zéza leva a secar a juba, é quando estamos numa reunião com um director de turma. Os encarregados de educação “tirem-me deste filme” são aqueles que saem a correr depois do 3º encarregado de educação querer falar sobre o problema de visão da filha e a razão pela qual a menina precisa de ficar nas mesas da frente. Saem, literalmente, a correr porque descobriram que têm uma reunião na liga portuguesa de-pessoas-que-querem-partir-a-cara-a-um-pai que-não-sabe-que-uns-óculos-resolvem-o-problema-de-visão-da-‘nina!
  7. Os fantasmas são os que nunca ali estiveram porque estavam a enviar emails, a responder a convites e a cuscar coisas sem relevância no facebook. Voltaram à época da escola e acham que o professor nem se apercebeu daquele telefone escondido por detrás da mesa que reflecte aquela luz nos seus olhos… quase parecia poesia. De vez em quando levantam a cabeça e acenam. Quando todos se riem também se riem, quando todos se indignam também se indignam. São fáceis de identificar porque às vezes riem-se fora do tempo e não fazem puto ideia do que é que se passa ali. Passado 1 mês já nem se lembram se foram à missa ou a uma reunião naquele dia.

Eu, fico na dúvida se fui a uma reunião de condóminos ou a uma reunião de pais… Acho que já passei algumas fases das que aqui descrevo, nunca fui só “tirem-me deste filme”, este ano até ia com a ideia de falar sobre alguns assuntos que considero relevantes. Mas acabou por ser mais um ano em achei melhor guardar estes assuntos para outra altura.

Bom ano lectivo a todos!

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“Todos nós podemos ser super heróis. O Homem aranha deita teias de aranha, o Super-homem vê através das paredes, o Capitão América tem um super escudo!. Todos eles têm uma característica que os define, mas para além dessa característica têm outras que fazem com que eles sejam quem são. O Super-Homem é o Super-Homem, O Homem-Aranha é o Homem-aranha e o Capitão-América é o Capitão-América. Todos eles têm um manancial de super poderes. Fui investigar quais são os tipos de super poderes que os super heróis têm. (…) E eles são sete. E eu, ao longo da minha vida, procurei encontrar aqueles que são os 5 super poderes para que eu pudesse ser, ou tentar aspirar ser, um bom líder através da minha educação:

.VOAR | SONHAR
O primeiro de todos dos super poderes, é Saber Voar. E saber voar é saber sonhar. Saber onde é que eu quero ir. Onde é que eu gostaria de estar. Onde é que eu me projeto. (…)

.SUPER VISÃO | ILUSÃO
O Segundo é ter uma super visão. É ver através da parede. O super Homem vê através da parede. Vocês têm de ter a ilusão de se reverem em algo. (…) Vocês têm de ter a visão, atravessar paredes, ver para lá daquilo que é a vossa realidade hoje.

.FORÇA DESCOMUNAL | TRABALHO
O Terceiro é ter uma força descomunal. Não há magias. Há trabalho. Há trabalho, há trabalho, há trabalho e há trabalho. E a seguir ao trabalho, há mais trabalho. Têm de querer ser o melhor no que quer que seja. Têm de trabalhar muito. (…)

.QUERER ILIMITADO | SACRIFÍCIO
O Quarto é o querer. E o querer vem antes do trabalho. Se eu não quero uma coisa, eu não vou trabalhar para a ter. E esse querer, sendo cada um de vocês o super herói, vocês têm de querer muito, e dentro do querer há capacidade de sacrifício.

.SUPER CONFIANÇA | ALEGRIA
O Quinto é a super confiança. Nada se faz sem alegria. Se vocês forem fazer as coisas que têm que fazer todos os dias sem alegria, nunca serão super heróis. No que quer que seja que cada um de nós se propõe na vida a fazer, ser um bom pai, ou ser um bom líder, se não tiverem alegria, se não forem super confiantes naquilo que estão a fazer, nunca serão super heróis.
(…)” – Luis Valente  in TEDxYouth@ColégioMilitarSchool (ver video com discurso completo)

O Luís valente é um dos maiores corações que conheço e, para além de ser das pessoas mais cómicas é também das mais inteligentes e sensíveis que conheci na vida.
O Valente conseguiu, nesta palestra, fazer uma boa analogia de tudo aquilo que quero transmitir aos meus filhos e também daquilo que me foi transmitido pelos meus pais que, naquele tempo, tiveram a “coragem” de me deixar voar e aventurar-me mesmo antecipando alguns muros mais altos, mas sabendo que, com o tempo, os iria contornar.
Emocionou-me ouvir frases que ouvi dos meus pais… emocionei-me quando o Valente falou do seu Pai porque sinto (e entendo profundamente) essa ligação com quem me passou estas informações, os meus queridos pais!
Este é um dos vídeos que temos mesmo de mostrar aos nossos filhos adolescentes!

Por Inês de Santar, para Up To Kids®
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– Porque é que estou estranha? “Estranha”, como? Estás a falar do meu “despenteado” e dos meus gritinhos nervosos quando me rio, ou de andar mais distraída, e da minha futura ulcera?”

Adorava ter um bocadinho, vá, um niquinho, da descontração natural de tantas Mães que conheço. Que deixam os filhos de 13 anos irem sozinhos para a praia e que confiam imenso neles, mesmo sabendo que fazem asneiras tipo mergulhar de 15 metros de altura do bendito “Santuário da Guia” … Sim, existe! E eles vão lá para saltar mesmo correndo o risco de se esborracharem nas rochas durante a escalada de não sei quantos metros até ao topo.

MAS PORQUE É QUE ME CONTAM ESTAS COISAS?! Preocupo-me em demasia porque faço sempre aquela previsão estúpida da desgraça atípica – Lembro-me da Ally McBeal quando imaginava o que gostava mesmo de fazer em vez de agir de forma “politicamente correcta”. Pensamentos que tenho quase vergonha de assumir (há uma hipótese de haver pensamentos que nunca assumirei. Tipo aquela mulher que tinha os filhos em cativeiro…UPS! Já disse…): *Vou enfiá-lo numa bola gigante inquebrável sempre que sair de casa sem mim; *Telefona-me de 5 em 5 minutos; *Levas aqui uma lista com 20 páginas A4 das coisas que não podes mesmo fazer; *Podes ir mas tens que cá estar daqui a 5 minutos. Estas e outras assombram-me as férias… deles! Ando numa luta contra mim e… tenho tido bons resultados! Principalmente junto de Mães como eu. HISTÉRICAS! Já oiço coisas como: “Tu estás doida?”, “Porque é que o deixaste ir?” ou “Não achas que aquilo é perigoso para o miúdo?”. Quando oiço estas e outras sinto um misto de “estou no bom caminho” e “estou a abusar na dose”, ou não andasse eu numa luta interna! Sinto-me numa batalha onde o “inimigo” é o meu melhor, fiel e mais querido amigo. No final, todos seremos vencedores e derrotados… e isto, a mim, diz-me que tenho de ceder em coisas que outrora (outrora dá-lhe uma conotação distante – não foi assim há tanto tempo) critiquei nos outros. PIMBAS! IN YOUR FACE! Ser Mãe é entrar de olhos vedados numa casa e tentar encontrar a porta. Bater várias vezes contra as paredes e perceber que a saída é só uma… pela porta! Aceitar todas as cabeçadas que damos e deixar que os nossos filhos as deem também, tendo como alento que as mensagens que lhes passamos através da educação serviram para alguma coisa. Ser Mãe é perceber que os filhos não são só nossos e não ficar insana com isso… Ser Mãe é saber que se continuarmos neste registo vamos ser umas cabras de umas sogras! No fim, ser Mãe é… ser LOUCA! Hoje desabafo convosco na esperança de vos ouvir dizer “Ohhh Inês… Sou igual!”

Por Inês de Santar, para Up To Kids®
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