Nesta época do ano aprecem as gripes, constipações e tantas outras doenças que se podem fazer acompanhar por febre.

E quando a febre surge, acaba muitas vezes por ser quase um drama para os pais, quando não sabem exactamente o que fazer.

Nesse sentido, e sendo este um tema tão comum nesta época do ano, este post vem tentar dar uma pequena ajuda. Não se pretende substituir nenhuma observação médica, apenas tentar capacitar um pouco mais os pais para este tema, e transmitir algumas noções importantes.

Ainda para mais porque as ajudas existem, nomeadamente normas e folhetos da Direcção Geral de Saúde (sobre este e outros temas) dirigidos aos pais, e onde foi baseada a maior parte da informação deste post (podem consultar o folheto da DGS aqui )

Então, vamos por partes.

Primeiro, o que é a febre?

De forma simplista, a febre, não é uma doença, mas sim uma manifestação do organismo, que resulta na elevação da temperatura corporal habitualmente em resposta a uma infecção.

A partir de que temperatura consideramos febre?

A temperatura varia consoante a localização onde é medida.

– Assim, se for avaliada a temperatura rectal, considera-se febre quando acima dos 38ºC.

– Quando se avalia a temperatura axilar, apenas se considera febre acima de 37,6ºC.

– Quando avaliada a temperatura timpânica (no ouvido), considera-se febre acima dos 37,8ºC.

Como deve ser medida a temperatura?

É importante ter a noção de que existem vários termómetros no mercado e que é fundamental uma utilização adequada dos mesmos. Apesar de já existirem outras opções no mercado, os mais frequentes, e por isso aqueles que irei abordar, são o  termómetro galinstan, o termómetro digital, e o termómetro timpânico (habitualmente utilizado nos serviços de urgência por maior rapidez e comodidade). Atenção que em seguida estão resumidas as principais indicações de uso, no entanto é fundamental lerem sempre primeiro o folheto informativo que acompanhe o termómetro que adquirirem.

Termómetro digital
Termómetro Galinstan

 

Termómetro timpânico

 

TEMPERATURA RECTAL
Quando se avalia a temperatura rectal,(já agora, é este o método mais rigoroso para avaliação da temperatura corporal), deve introduzir-se a ponta flexível do termómetro  em cerca de 3 cm no ânus, num trajeto paralelo às costas da criança. Se usado o termómetro digital, a temperatura é avaliada ao sinal sonoro. Quando utilizado o termómetro galinstan, a temperatura deve ser avaliada após 3min.

TEMPERATURA AXILAR
Quando se avalia a temperatura axilar, o termómetro deve ser colocados na axila, mantendo-se o braço firmemente encostado ao tronco. Se usado o termómetro digital, a leitura, mais uma vez, é dada aquando do sinal sonoro. Quando utilizado o termómetro galinstan, a leitura deve ser realizada ao fim de 5 minutos.

TEMPERATURA TIMPÂNICA
Quando se avalia a temperatura timpânica, a sonda deve ser orientada para a membrana do tímpano e não para a parede do canal auditivo. Devem ser sempre realizadas 3 determinações seguidas e deve adotar-se o valor medido mais elevado.

Já agora, a “mão da mãe” acaba por ser também um método muito fiável para perceber se existe ou não febre, apesar de não conseguir quantificar a mesma.

Sinais de alerta

Quando uma criança tem febre, quais são os “sinais de alerta”?

Existem sinais que, apesar de nem sempre traduzirem doença grave, nos alertam, e que obrigam, quando presentes, a que a criança seja rapidamente observada por um médico.

Assim, é importante estar atento a:

– Sonolência excessiva ou incapacidade em adormecer;

– Face/olhar de sofrimento;

– Irritabilidade e/ou gemido mantido;

– Choro inconsolável; não tolerar o colo;

– Dor perturbadora;

– Convulsão;

– Aparecimento de manchas na pele nas primeiras 24 a 48 horas de febre;

– Respiração rápida com cansaço;

– Vómitos repetidos entre as refeições;

– Recusa alimentar completa superior a 12 horas;

– Sede insaciável;

– Lábios ou unhas roxas e/ou tremores intensos e prolongados na subida da temperatura;

– Dificuldade em mobilizar um membro ou alteração na marcha;

– Urina turva e/ou com mau cheiro;

– Febre com duração superior a 5 dias completos.

Na presença de um ou mais destes sinais de alerta, a criança deve recorrer a um serviço de saúde.

Sinais “Tranquilizadores”

Quando uma criança tem febre, quais os sinais ”tranquilizadores”?

Estão de seguida descritos aqueles sinais que habitualmente nos tranquilizam dado que estão, em regra, associados a doença que, apesar de poder ser incomodativa e poder necessitar de observação médica, habitualmente não se faz acompanhar de grande gravidade:

– A criança brinca e tem atividade normal;

– Come menos mas não recusa os alimentos líquidos;

– Tem sorriso aberto ou fácil;

– Acalma ao colo e fica com um comportamento quase habitual;

– Tosse seca e irritativa muito frequente, sendo o sintoma que mais perturba a criança, mas sem quaisquer outros sintomas respiratórios nem sinais de dificuldade respiratória;

– Dor a engolir associada a congestão nasal, a olhos vermelhos e/ou a tosse;

– Diarreia ligeira (ou moderada) sem sangue, muco ou pus e sem vómitos;

– Manchas vermelhas dispersas que desaparecem quando comprimidas, que surgem só a partir do 4º dia de febre.

O que fazer para ajudar a criança/adolescente com febre?

– Oferecer água e/ou leite; adequar o vestuário e a roupa da cama à sensação de frio ou de calor; respeitar o apetite;

– Se está confortável não é preciso baixar a temperatura, mas sim vigiar se surgem os “sinais de alerta” anteriormente descritos;

– Se está desconfortável, deve tomar um antipirético (que também é analgésico, pelo que também aliviará a dor);

– Não se deve fazer arrefecimento (banho, compressas, ventoinhas) para baixar a temperatura dado que não contribui nem para a resolução da doença nem para o bem estar da criança;

– Se necessário, contactar a linha 24 (808 24 24 24), ou requerer observação médica.

Antipiréticos

No que concerne aos antipiréticos a administrar, habitualmente são administrados, segundo a posologia e indicação prescritas pelo médico, paracetamol ou ibuprofeno. Não me vou debruçar muito sobre este tema, mas gostaria no entanto de deixar duas informações importantes.

  1. Não se deve dar ibuprofeno nas seguintes situações:

– idade inferior a 6 meses;

– na varicela;

– perante diarreia e vómitos moderados a graves;

– se a criança tiver uma alergia a qualquer medicamento anti-inflamatório;

  1. O objetivo do antipirético é acima de tudo aliviar o desconforto da criança e não eliminar a febre a todo o custo. Mesmo não medicada, a temperatura acabará, em regra, por baixar espontaneamente algumas horas depois. Mas voltará a subir ao fim de poucas horas, e assim sucessivamente, até a doença passar.

Quando é que uma criança/adolescente deve recorrer a um serviço de saúde em caso de febre, sem outros sintomas acompanhantes?

– Se idade inferior a 3 meses de idade (de idade corrigida se nasceu prematura);

– Se idade inferior a 6 meses com temperaturas rectais iguais ou superiores a 40,0°C;

– Em qualquer idade se tiver temperaturas axilares superiores a 40,0°C ou retais superiores a 41,0°C;

– Na presença de um ou mais “sinais de alerta”;

– Se tem uma doença crónica grave concomitante;

– Se tem febre há 5 ou mais dias, ou se a febre reaparecer após 2 a 3 dias de temperaturas normais.

Esperemos que este post vos tenha ajudado. Um bom resto de estação a todos, e sem febre!!!!!

Um dia, não há muito tempo, a minha mulher chegou a casa muito em baixo, porque nesse dia a chefe lhe tinha dito: “tens as sobrancelhas por arranjar, vê lá se o teu marido um dia não te deixa”...

Débora,

há algum tempo que noto que realmente tens as sobrancelhas por arranjar… O cabelo desalinhado, e sempre apanhado para dar menos trabalho.

Já não te preocupas com a aparência como antes te preocupavas. E até o teu peso, depois da gravidez, nunca voltou ao que estava! Tens-te tornado menos preocupada contigo própria… Não tens tempo para cuidar da tua aparência da mesma forma que antes fazias!

E a casa?! Disso então nem se fala! Já não consegues ter o mesmo tempo para manter tudo a cheirar a limpo e impecavelmente arrumado como antes conseguias e tinhas gosto. A cozinha raramente está completamente limpa. A sala está tantas vezes desarrumada e cheia de brinquedos que até já acho que é esse o estado normal dela. E o quarto, não me lembro da última vez que o vi com a cama feita e tudo arrumadinho e a cheirar a limpo.

Realmente, não foi esta a Mulher com quem me casei! Mas porra, como eu AMO e ADMIRO esta MULHER!

Porque com essas sobrancelhas por arranjar, o cabelo desalinhado, o teu ar despreocupado com a aparência e acima de tudo com as aparências, estás INFINITAMENTE MAIS LINDA! O teu sorriso, que apesar do cansaço gigante não desaparece nunca, a forma linda, doce, meiga como tratas a nossas filhas e me tratas a mim! A tua dedicação infindável a ser Mãe, Esposa, Dona de Casa, Irmã, Filha, Neta, Amiga, Companheira, Enfermeira, Chefe! E a forma como consegues desempenhar todas estas tarefas de uma forma tão linda, tão completa e tão especial!

A tua preocupação connosco! O colocares sempre as tuas filhas e o teu marido à tua frente! O cuidado que colocas em tudo! O Amor que tens para connosco! A segurança que me dás! A forma firme, alegre e confiante com que encaras a vida e todas as adversidades que te surjam pela frente! Sempre com uma resposta, sempre com uma solução, sempre com um sorriso! E sempre sabendo que “existe sempre um caminho”.

O teu esforço, as horas e horas em que cuidas sozinha das nossas filhas enquanto trabalho, o mimo e educação que lhes dás! O Amor e Paixão que nos demonstras! A amiga e companheira que és! A paciência que tens comigo e com as nossas filhas, todos os dias! Os sermões que me dás e que tão merecidos são. A pessoa em que me tens ajudado a tornar, tudo o que me tens ensinado. A pedra, o pilar que és na nossa vida, na nossa família! E na vida de tanta gente que te conhece!

A forma como enches os nossos corações de Amor! E a forma como, (des)arranjando a nossa vida, nos enches os corações de alegria!

E a forma como, apesar de desarrumada, consegues tornar a nossa casa, verdadeiramente, no nosso lar! Um lar cheio de amor, alegria, sorrisos e felicidade! Porque a nossa casa, o nosso lar, na realidade somos nós os 4 (agora 5)!

AMO-TE!

Adoramos fotografia!

E por gostarmos tanto, sempre que vamos de férias, levamos as máquinas todas atrás. Acabamos por tirar milhares e milhares de fotografias, tentando registar todos os momentos vividos.

Mas hoje, aconteceu algo de diferente. Um momento único. Ao final do dia, no quintal, durante o por do sol, com uma aragem morna e muito agradável, depois de uma tarde de banhos de mangueira, todos relaxados, a ouvir música, elas começaram a dançar. Algo muito normal, elas adoram dançar e aproveitam todos os momentos de música para o fazer. No entanto, de repente, a Matilde vem ter connosco, abraça-nos, e puxa a irmã para junto de nós. Um abraço entre todos, bem apertado. Um momento único que não consigo simplesmente descrever por palavras.

Em seguida, elas voltaram a dançar, mas na minha cabeça, parecia que o faziam em câmara lenta, e em silêncio.

De repente apercebi-me de que tinha vivido toda a minha vida para este momento. Um momento único, simples, genuíno, carregado de tudo aquilo que tem verdadeiramente importância. Caramba, como gostava de poder carregar no botão de pausa no filme da nossa vida, e ficar a comtempla-lo, tempos e tempos!

Dei por mim, mais tarde, a pensar em como não senti necessidade de fotografar este momento. Percebi que, por vezes, acontecem momento tão intensos, únicos e especiais, que a única forma de usufruirmos verdadeiramente deles, é, tão simplesmente, vivê-los!

Sem distrações!

E sem outros registos, senão aqueles que ficam gravados na nossa memória.

Uma das queixas e preocupações mais frequentes dos pais, prende-se com a regurgitação do leite no bebé, que se chama vulgarmente de “bolsar”.

Mas afinal, o que significa exactamente bolsar? O que acontece na realidade quando a criança bolsa? E será que é prejudicial para o bebé? Porque Bolsam afinal os bebés?

Um fenómeno muito frequente nos bebés saudáveis, que acontece muitas vezes ao longo do dia, prende-se com o refluxo gastro-esofágico, ou seja, a passagem de conteúdo do estômago (no caso dos bebés, o leite) para o esófago. Este fenómeno é muito frequente e normal nos bebés porque o seu estômago ainda é muito imaturo e não tem capacidade de manter o conteúdo sem que exista refluxo, para além de ser uma cavidade ainda pequena e que enche com facilidade durante a mamada.

Quando o refluxo chega até à boca do bebe, e ele deita o leite para fora, chama-se de regurgitação, ou o tão conhecido “bolsar”.

É perfeitamente normal, e não é prejudicial para a criança.

Existem obviamente bebés que bolsam mais e outros que bolsam menos, mas, nao existindo sinais de alarme, não tem qualquer problema. E é normal parecer que existe um agravamento desta situação nos primeiros 3 a 4 meses de vida do bebé (porque nesta altura o bebé tem maior capacidade de sucção), sendo que, habitualmente, desaparece entre os 12 e os 14 meses de vida.

Existem no entanto alguns sinais de alarme a que os pais deve estar atentos:

– Episódios de vómitos. Atenção que o bolsar é diferente do vomitar. O bolsar não implica qualquer esforço da criança, enquanto o vomitar é um acto voluntário, que implica esforço da criança e contracção dos músculos da barriga. Quando existe um episódio de vómito, habitualmente o conteúdo sai em maior quantidade e em jacto, no entanto as coisas podem não ser assim tão lineares e pode ser bastante difícil para os pais tentar distinguir entre o bolsar e o vomitar;

– Recusa alimentar persistente;

– Má evolução do peso da criança (que será de valorizar principalmente se existir perda de peso no bebé sem razão aparente);

– Criança com diminuição do estado geral, prostrada, constantemente irritável ou com choro inconsolável;

– Perda de sangue pela boca ou pelo ânus;

Sempre que os pais identifiquem sinais de alarme, será mais prudente consultar o médico. No entanto, como referido, a grande maioria das situações em que o bebé bolsa, mesmo que seja em grande quantidade, é perfeitamente benigna e normal.

Por isso pais, não se preocupem excessivamente com o bolsar dos vossos bebés. E como já lá diz o velho ditado:

“Criança bolsada, ao ano está criada!”

Aproxima-se o pico de indecência da gripe, e como tal, este é um tema que, especialmente nesta altura do ano, ganha grande relevo e importância.

É importante percebermos o que é a gripe, e como nos podemos proteger desta doença.

Mas afinal, o que é a gripe?

A gripe, é uma doença aguda viral, que causa habitualmente febre, mal-estar geral, cefaleias, dor de garganta, dores musculares e afeta as vias respiratórias. O seu período de incubação, que vai desde o contágio até ao surgimento dos primeiros sintomas, varia habitualmente entre 1 a 5 dias, sendo que o período de contágio varia habitualmente entre 2 dias antes de surgirem os sintomas até 7 dias após.

A gripe é geralmente transmitida por via aérea através de tosse ou dos espirros, os quais propagam partículas que contêm o vírus. A gripe pode também ser transmitida por contacto direto com secreções de pessoas infetadas (e que as podem disseminar através do contacto das mãos não lavadas com diferentes superfícies) ou através de contacto com superfícies contaminadas.

Os vírus da gripe podem ser neutralizados pela luz solar, por desinfetantes e detergentes.

Nesta altura do ano, é muito importante adotarmos medidas que visem diminuir a propagação do vírus diminuindo assim a probabilidade de contágio.

Das medidas mais importantes que podemos adotar, é a lavagem frequente das mãos.

Para além disso, existem outras medidas preventivas, sendo a mais importante a vacinação. Uma alimentação saudável e com uma ingestão adequada de líquidos também mantém o nosso sistema imunitário mais saudável, diminuindo assim a probabilidade de sermos contagiados pela doença.

Quando uma pessoa tem sintomas de gripe, é importante pensar também nos outros e adotar uma série de comportamentos que impeçam a propagação do vírus. Assim, deve ser evitado o contacto direto com outras pessoas, principalmente com crianças e idosos e se tivermos de o fazer, deve ser usada máscara; deve-se lavar frequentemente as mãos, e sempre que tossir deve fazê-lo para um lenço único ou para o antebraço (nunca se deve tossir para as mãos, dado que depois vamos mexer numa série de superfícies deixando-as contaminadas).

Vamos passar todos um Inverno mais saudável sem gripes!!!

Não é fácil ter filhos gémeos. É muito o trabalho que dá (costumo dizer que é bem mais que o dobro de ter dois filhos), muitas noites sem dormir, pouco tempo livre, e muito, muito cansaço! Com o cansaço, a disposição mental torna-se diferente, começa a existir menos paciencia, menos discernimento, e isso aumenta a probabilidade de discussões e conflitos. Mas é possível sobreviver! Para que as coisas resultem, se mantenham saudáveis e a felicidade esteja constantemente presente, ca vao as nossas dicas:

– Criar rotinas. Costuma-se dizer que a rotina não faz bem a um casal… Mas numa vida familiar com gémeos, acho que a rotina é fundamental! So assim as Marias conseguiram ganhar bons hábitos, e ter horários que nos permitam ter tempo para nós próprios. Deitarem cedo e acordarem cedo é fundamental (se bem que fugir à rotina de vez em quando sabe taaaaao bem… 😉 )

– Organizarmo-nos muito bem! São muitas as tarefas, e é muito importante que tudo esteja bem planeado e organizado, e que cada um de nós saiba muito bem quais as suas tarefas. Poupa-se muito tempo se assim for.

– Sermos práticos, e preocupar-nos apenas com o que verdadeiramente interessa. No nosso dia-a-dia damos atenção a muita coisa que não vale a pena, e que nos ocupa muito tempo. Com gémeas, o tempo é pouco, e começamos a tornar-nos bem mais práticos e a focar-nos apenas no essencial, no que verdadeiramente interessa.

– Cuidar de nós! Ter tempo para nós é fundamental! Se todas as dicas anteriores nos permitem ganhar um pouco de tempo, é muito importante saber onde o utilizar. Cuidar de nós é importante, mantermos aquela actividade de que tanto gostamos e que nos faz tão bem ao espírito e à mente, nem que para isso nos tenhamos que organizar muito bem e por vezes fazer algum esforço extra.

– Cuidar do outro! Se cuidar de nós é muito importante, cuidar do outro é mais importante ainda! E se gostamos de manter aquela actividade importante que gostamos, o outro também o quererá fazer, e só se ambos se esforçarem por isso será possível. Mais, é importante mimar constantemente o outro, fazer-lhe surpresas, dar-lhe mimos! Por vezes, apenas o preparar-lhe um banhinho quente e relaxante já pode fazer toda a diferença, e muitas vezes não é necessário mais que isso

– Ter tempo para namorar! Sim, este ponto é mesmo muito, muito importante! Os avós e outras ajudas são fundamentais neste ponto! Sair, namorar, passear, mimar-nos!Marias2

– Estar presente! Simplesmente isso, estar presente, com tudo o que isso significa. Estar lá para a nossa mulher e filhas, sem distrações. Ouvi-las, dar-lhes atenção, brincar, ensinar, aprender, amar!

– Ter tempo para uma filha, e ter tempo para a outra, em separado!!! A atenção que damos às nossas filhas, é uma atenção partilhada. Mas por vezes é importante estarmos apenas com uma das nossas filhas, sem a presença da outra. Assim, naquele momento, aquela filha recebe a nossa atenção a 100%, por inteiro, sem nenhum tipo de distrações! Acreditem que ela dará muito, muito valor a esses momentos!

– Amar e ter orgulho no nosso parceiro/a. A pessoa que nos acompanha nesta aventura será sempre o nosso maior apoio. Será com ela que partilharemos tudo, as coisas boas e as menos boas! Será sempre ela a nossa maior fonte de energia e inspiração. Uma vida a quatro, proporciona momentos de alegria indescritível, e proporciona um Amor e Admiração crescentes, todos os dias, cada vez mais e mais e mais!!!!!

– Amar e ter orgulho nos nossos filhos! Eles são o melhor de nós! E é tão fácil amá-los!!! Apesar do esforço e cansaço que implica ter gémeas, o Amor, a calma, a tranquilidade e a paz que nos transmitem é tão, mas tão grande! E é tão gratificante ver um sorriso deles. Todos os pais compreenderão de certeza aquilo que digo.

– Ter paciência! Em muitos momentos (quando tentamos dar-lhes comida e elas não querem, quando teimam em não dormir apesar de já serem 2 ou 3 da manhã e nós estarmos completamente esgotados, quando acordam às 4 ou 5 da manhã e não querem voltar a dormir, etc) o desespero quererá tomar conta de nós. Em todos esses momentos, a paciência é talvez a maior virtude que podemos ter.

– E finalmente, ter a noção de que, por muito que tentemos, haverá sempre momentos em que as coisas não correrão tão bem, em que o cansaço será muito, e a paciência pouca… Nesses momentos, devemos pensar em tudo o que de bom temos! A nossa família é o nosso maior tesouro! Devemos ser gratos por tudo o que a nossa família nos dá! A minha mulher e as minhas filhas são quem mais me ensina, quem mais me mima, quem mais me dá, quem mais me inspira, e acima de tudo, quem mais me obriga a ser melhor pessoa, a cada momento!

Se é cansativo ter gémeas, é, mas não o trocaria por nada deste mundo!!!!!

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O regresso às aulas está a chegar!

Temos sido abordados com algumas dúvidas sobre as mochilas escolares, e como tal, pensámos em escrever este artigo com algumas dicas fundamentais na hora de escolher a mochila para os nossos filhos!

Cada vez mais tem sido demonstrada a relação directa entre o uso incorrecto das mochilas escolares e o aparecimento de sintomas, nomeadamente dor na coluna vertebral nas crianças. O uso de uma mochila demasiado pesada ou mal posicionada poderá levar a uma alteração da curvatura fisiológica e normal da coluna, obrigando as crianças a adoptarem uma postura mais inclinada para a frente, o que a longo prazo se poderá traduzir em sintomas e lesões a nível da coluna e musculatura cervical bem como a nível da cintura escapular. 

colunaimagem@centralpe.com.br

Assim, quando escolhemos a mochila, é importante ter atenção a alguns pormenores que poderão fazer toda a diferença no futuro dos nossos filhos:

  • Tamanho – Escolha uma mochila de tamanho adequado ao seu filho.
    Uma mochila deve ter mais ou menos o tamanho da altura do tronco da criança.
  • Design – Uma boa mochila deve ter as alças largas, ajustáveis e almofadadas.
    Deverá idealmente ser almofadada junto às costas para maior conforto, e deverá ainda ter um cinto que posssa prender à cintura. Apesar de não ser prático e apesar deste cinto não ser encontrado na maioria das malas escolares, permite que a mala fique mais justa ao corpo com menor carga para a coluna. CERTO ERRADO 2
  • Posição – As alças deverão ser ajustadas simetricamente, e de forma a que a mochila fique justa ao corpo da criança, com o limite superior a nível dos ombros e o limite inferior nunca mais de 5cm abaixo da linha da cintura da criança. A mochila deverá ser sempre utilizada nos dois ombros! 

 

  • Peso – O peso ideal de uma mochila já com todo o seu conteúdo, não deverá nunca ultrapassar os 10% do peso da criança.
    É também muito importante a distribuição do peso, sendo que as coisas mais pesadas devem ser dispostas na vertical e na zona mais junto ás costas da criança. Quando for impossível que a mala tenha um peso até 10% do peso da criança, será mais adequado optar por uma mala de rodinhas, tipo troley. mochilas

RESUMO

mochilas (2)

Esperamos que estas dicas vos sejam úteis!!!
Bom regresso às aulas!!!!!

Por André Pedras, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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Dermatite das Fraldas

Como pai e médico de família, sei que um dos problemas mais frequentes, e que preocupa os pais de recém nascidos se deve à dermatite das fraldas, sendo que esta é provavelmente a afecção cutânea mais frequente na primeira infância nos países desenvolvidos.

Com este texto, pretendo explicar as principais causas deste problema, mas acima de tudo mostrar as melhores formas de o evitar!

Em bom rigor, dermatite das fraldas ou eritema das fraldas são termos que abrangem uma serie de problemas de pele que atingem a zona do corpo coberta pela fralda.

Habitualmente, esses termos são utilizados para designar uma irritação simples da pele do bebé nesta área, e que acontece devido às condições muito específicas a que aquela zona está sujeita. A pele do bebé é, já de si, muito delicada e frágil, facilmente sujeita a irritação e vermelhidão. Numa zona sujeito ao contacto com urina e fezes, ainda por cima num ambiente escuro, quente e húmido, sujeito a atrito e fricção constante,  facilmente se criam as condições para maceração da pele que fica vermelha, irritada e por vezes fissurada. Esse é o aspecto típico da dermatite simples da fralda, sendo que atinge habitualmente a zona das fraldas mas costuma, em regra, poupar a zona das pregas.

Podem no entanto existir outras causas para a dermatite das fraldas:

– por atrito, quando a fralda não é do tamanho mais indicado por exemplo;

– causada pelo contacto com outros produtos ou estímulos irritantes para a pele – diarreia por exemplo, que por si só é suficiente para desencadear e manter uma dermatite das fraldas, ou outros produtos irritantes (por exemplo os toalhetes de limpeza);

– causadas por verdadeiras alergias a algum dos constituíntes da fralda – atenção que esta forma de dermatite é bastante rara, habitualmente evolui com vermelhidão da pele, que vai agravando e não tem resposta aos tratamentos habituais.

As dermatites da fralda podem também ser complicadas por infecções fúngicas, habitualmente candidíase. Quando isso acontece, o aspecto típico são lesões de uma cor vermelho vivo, brilhante, com presença de pústulas satélites nas bordas das lesões e podendo ter descamação na região periférica. As dermatites complicadas por candidiase, ao contrário das dermatites simples das fraldas, habitualmente afectam também as pregas!

Pode ainda acontecer que as dermatites das fraldas estejam associadas a outros tipos de doenças da pele (dermatite seborreica, eczema atopico, etc). Isto é mais raro, e quando acontece, habitualmente existem associadas lesões noutros locais da pele que não apenas na zona da fralda.

Conhecendo todos estes factores predisponentes para o eritema da fralda, torna-se mais fácil evita-lo, mantendo a área limpa e seca, minimizando o contacto com os factores agressivos e irritantes e não expondo a irritantes desnecessários. Assim, algumas medidas que devemos adoptar para prevenir o eritema das fraldas são:

– Limpeza da área com compressas com água apenas, devendo evitar-se o uso de sabão e de toalhetes

– Evitar o uso de pó de talco (ainda que as nossas avozinhas nos digam que é a melhor forma de prevenir os eritemas das fraldas) pelo risco de aspiração e problemas pulmonares

– Escolha de boas fraldas absorventes (e atenção que uma boa fralda absorvente não é necessariamente uma fralda de uma marca cara ou conhecida!) e muito importante, de tamanho adequado para evitar o atrito! Não tenham medo das alergias às fraldas, como explicado anteriormente, os eritemas raramente são causados por verdadeiras alergias à fralda.

– Muda frequente da fralda. O ideal seria a cada dejecção ou micção, mas temos de ser realistas e acima de tudo, ter bom senso. Na minha opinião, mudar a fralda a intervalos de 3 a 4horas já me parece bastante razoável, mas óbvio que se nos apercebermos de uma dejecção, mesmo que tenhamos acabado de mudar a fralda, não vamos esperar 3h para a mudar novamente e devemos muda-la logo, tal como se um bebé estiver a dormir tranquilamente, mesmo que ultrapasse um período de 4h, não o vamos acordar para lhe mudar a fralda.

– Utilização de cremes barreira (que são as pomadas com oxido de zinco, existem imensas no mercado, por exemplo Mitosyl, Halibut, Carena, etc.) numa camada fina, a cada muda de fralda.

Quando todas estas medidas não são o suficiente para evitar ou mesmo tratar um eritema das fraldas, a melhor opção será consultar o médico de família ou o pediatra. Nessa situação ele irá provavelmente pensar e excluir outras causas para o eritema como aquelas acima descritas, e poderá eventualmente ser necessário outro tipo de cremes como pomadas com cortisona se existir uma reacção inflamatória extensa ou pomadas com antifúngico se as lesões forem sugestivas de candidiase.

Por  André Pedras,  Nós e as Marias
para Up To Lisbon Kids®

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E sempre fui demasiado cético! Nunca acreditei em Deus ou em Deuses! Nunca acreditei em milagres! Nunca acreditei em nada que não pudesse ver, palpar, medir, quantificar! E nunca acreditei no destino! Sempre acreditei que eramos aquilo que fazíamos, e que o nosso presente e o nosso futuro dependiam exclusivamente de nós! Um homem constrói o seu próprio destino! E tudo o que acontece, acontece porque algo ou alguém assim o quis ou assim o fez! Sempre acreditei que as coincidências existiam realmente! Alguém teve um pressentimento de que algo iria acontecer e aconteceu mesmo?! Coincidência apenas! E Deus? Que é isso? Deus não existe! Não existe mais nada para além daquilo que conseguimos ver, ouvir, sentir, cheirar, saborear! São 5 os sentidos que temos, não 6!

Mas a vida tem traços deliciosos de ironia! E prega-nos partidas a cada momento! Partidas que não estamos à espera, e que têm a capacidade de nos transformar, de nos fazer mudar a forma como pensamos.

Vou contar-vos uma história:

No dia 11 de Março de 2014, fui pai de duas meninas prematuras! Muito prematuras, com 25 semanas de gestação. Quando elas nasceram, acompanhei-as até aos cuidados intensivos, mas quando aí chegámos, não consegui entrar. Fiquei à porta, do lado de fora, e enquanto ouvia mil e um alarmes, sem saber se elas sobreviveriam ou não, sentei-me no chão, desesperei, e chorei!

Escondi-me num corredor ao lado, escuro, deserto. Sentei-me no chão, tapei com força os ouvidos para não ouvir os alarmes, e deixei-me ali ficar! Junto a duas plantas que repousavam sobre uma mesa! Tantas ironias! Tantos sinais! Tantas… coincidências!

Sou um homem da ciência, e estava rodeado dela! Num local com a melhor tecnologia possível no que diz respeito a cuidados intensivos neonatais, e com os melhores profissionais do mundo! Sou um homem de ciência! Mas nesse momento, foi a Deus a quem eu pedi ajuda!

Curioso como, até os mais céticos, quando não encontram nenhuma outra solução, olham para Deus! Foi com ele que falei, foi com ele que desabafei, foi ele o único que esteve ali a meu lado, que me amparou, que não me deixou cair! Foi ele que me fez pensar que não me tinha sentado ali por acaso! As duas flores que ali repousavam, era o sinal que eu pedia, de que as minhas filhas ficariam bem! Foram elas o meu único apoio, o meu único consolo, a minha única companhia!

Os minutos pareceram-me horas! E após uma longa espera, que não faço ideia de quanto tempo tenha sido, surgiu a primeira cara diante de mim, uma enfermeira que me trazia notícias. Assim que a vi, a primeira pergunta que me saiu sem sequer pensar: “elas estão vivas?”, e a resposta que nunca irei esquecer: “tem calma, elas estão vivas e estão bem”.

Naquele momento, tive um pressentimento, um feeling, uma certeza! Uma certeza de que tudo correria bem! A escuridão deu lugar à luz, o medo deu lugar à esperança, à alegria, à Fé!!!

Não sei de onde veio essa certeza, essa Fé! Mas veio de algo superior, algo que desconhecia até então! Nesse momento, acreditei em mais que 5 sentidos! Nesse momento, acreditei em mais que aquilo que víamos e que palpávamos! Nesse momento, acreditei que existia algo mais, muito maior que tudo o que conhecia até àquele momento!

Transformei-me, naquele momento, num Homem de Fé!

E como homem de Fé, fui a Fátima com a minha Mulher, ela sim, uma verdadeira Mulher de Fé, durante toda a vida! Uma Mulher com valores, ideais e princípios humanos, mas com a simplicidade e humildade que me faltavam até aí, e sem o cinismo e o cepticismo de quem não acredita em algo superior.

Quando lá cheguei, falei com Nossa Sra, e pedi-lhe, também a ela, um sinal! Depois de conversarmos com ela, a minha mulher insistiu para entrarmos numa loja para comprar tercinhos para as nossas meninas. Assim foi. Era a loja da Jacinta. Pouco depois, antes de partirmos para Lisboa, como que por impulso, como se alguém nos guiasse até ali, fomos visitar a sepultura de Jacinta, e arrepiei-me quando vi a sua data de nascimento: 11 de Março!!!! Coincidência? Ou o sinal que tinha pedido?

Bem sei que desde então, toda a ciência, toda a tecnologia e acima de tudo todos os profissionais maravilhosos que cuidaram das nossas filhas foram fundamentais para que elas conseguissem lutar e vencer todos os desafios enormes que se lhes foram deparando, mas não duvido por um segundo que a força do nosso Amor, do nosso Acreditar, da nossa Fé, foram também eles muito importantes!!

Hoje sou um homem de Ciência! Hoje sou um homem de Fé!!!

Por  André Pedras, de Nós e as Marias
para Up To Lisbon Kids®

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ENGASGAMENTO NA CRIANÇA E LACTENTE – O QUE FAZER

Quem já viu, infelizmente, um filho engasgar-se ou ficar com a via aérea obstruída, sabe bem daquilo que falo quando digo que é das sensações mais aflitivas e angustiantes por que podemos passar enquanto pais.

Saber o que fazer, pode fazer a diferença entre a vida e a morte! Nesse sentido, escrevo este pequeno texto que tenta demonstrar, da forma mais simples e visual possível, o que se pode fazer de imediato, enquanto não chega ajuda mais diferenciada.

Apesar da minha intenção ao escrever este texto ser, de alguma forma, ensinar, pretendo acima de tudo alertar e fomentar a iniciativa de querer saber mais!

E atenção que o mais importante é SEMPRE telefonar para o 112 e activar os serviços de emergência.

As crianças têm por hábito introduzir na boca tudo o que encontram. Por esse motivo, é importante prevenir situações potencialmente perigosas, não deixando pequenos objectos que possam ser aspirados ao alcance dos nossos filhos. Obviamente que existem coisas que fogem do nosso controlo e que serão sempre impossíveis de evitar, como um engasgamento durante a alimentação. Mas não deixar pequenos objectos que possam ser aspirados ao alcance dos nossos filhos é uma regra de ouro que deverá ser sempre cumprida.

É importante perceber que uma obstrução da via aérea poderá ter diferentes graus de gravidade, e diferentes formas de actuar consoante a idade da criança.

Pode ser classificada como ligeira, quando a criança está reactiva, ainda consegue respirar e ainda mantém o reflexo da tosse eficaz; ou pode ser considerada grave quando existe já a incapacidade de respirar, chorar, falar ou tossir, quando está cianosado (ficando habitualmente com uma cor azulado ou arroxeado, principalmente na face e nas extremidades) ou quando agarra o pescoço com as mãos (sendo esse um sinal universal de asfixia).

Como devemos assim actuar em caso de obstrução da via aérea?

O modo como devemos proceder, é diferente no caso de ser um lactente ou uma criança com mais de 1 ano.

Quando a obstrução acontece numa criança com menos de 1 ano, se for uma obstrução ligeira, devemos apenas encorajar a tosse e vigiar. Já se for uma obstrução grave, deve-se iniciar imediatamente manobras de desengasgamento. Mas como podemos fazer estas manobras?

Devemos começar com até 5 pancadas interescapulares (ou seja, nas costas, entre as omoplatas), alternando com 5 compressões torácicas.

Para realizar as pancadas interescapulares, devemos estar ajoelhados ou sentados com o lactente ao colo; depois devemos pôr a descoberto o torax do lactente; seguramos a cabeça do lactente de barriga para baixo com a cabeça levemente mais baixa que o torax, apoiada no nosso antebraço (apoiado sobre a nossa coxa ou colo para dar suporte). Depois apoiamos a cabeça e a mandibula do lactente com a nossa mão (tendo o cuidado de não comprimir os tecidos moles do pescoço), e aplicamos 5 pancadas inter-escapulares com a base da mão (ver figura abaixo). Após aplicar as 5 pancadas inter-escapulares, posicionamos a outra mão nas costas do lactente e apoiamos a região posterior da cabeça com a palma da nossa mão. o lactente ficará assim posicionado entre os 2 antebraços. Giramos então o lactente, apoiando cuidadosamente a cabeça e o pescoço. segurando-o de costas. Repousamos o seu antebraço sobre a sua coxa/colo e mantemos a cabeça do lactente mais baixa que o tronco. Aplicamos então até 5 compressões torácicas rápidas. o objectivo é provocar uma tosse artificial capaz de deslocar o corpo estranho.

Devemos alternar as pancadas e as compressões até que o objecto seja removido.

1d

Depois de resolvida a situação, o lactente deverá ser sempre observado por médico para excluir complicações quer da obstrução da via aérea, quer das manobras abdominais.

Se em algum momento o lactente ficar inconsciente, deverá ser contactado o 112 e iniciar imediatamente manobras de reanimação, que foge do ambito deste texto.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Pa7iLoUM1PE]

Quando a obstrução acontece numa criança com mais de 1 ano, se for uma obstrução ligeira, devemos também encorajar a tosse e vigiar.

Se for uma obstrução grave, deve-se iniciar imediatamente manobras de desengasgamento, começando com até 5 pancadas interescapulares (ou seja, nas costas, entre as omoplatas),  e alternando com 5 compressões abdominais (manobra de Heimlich).

Para realizar as pancadas interescapulares, devemos colocar-nos ao lado e ligeiramente por detrás da criança, com uma das pernas encostadas de modo a ter apoio; depois, devemos passar o braço por baixo da axila e suportar a criança a nível do tórax com uma mão, mantendo-a inclinada para a frente numa posição tal que se algum objecto for deslocado com as pancadas, possa sair livremente pela boca; podemos entao aplicar até 5 pancadas com a base da outra mão na parte superior das costas, ao meio, entre as omoplatas (cada pancada deverá ser efectuada com força adequada para, individualmente, resolver a situação). Após cada pancada deve-se verificar se a obstrução foi ou não resolvida, aplicando até 5 pancadas no total.

Se as 5 pancadas interescapulares não são suficientes para resolver a situação, devemos aplicar 5 compressões abdominais (manobra de Heimlich). Para as fazer, devemos colocar a criança de pé ou sentada, connosco por trás, circundando o abdómen da criança com os braços; depois, fechamos o punho de uma mão; posicionamos o punho acima do umbigo com o polegar voltado contra o abdómen da criança, sobrepomos a 2ª mão à já aplicada; e finalmente aplicamos uma compressão rápida para dentro e para cima. Podemos repetir as compressões até que o objecto seja expelido. Cada nova compressão (num máximo de 5) deve ser aplicada como um  movimento separado e distinto, com a inteção de resolver a obstrução da via aérea.

Quando a obstrução tiver sido resolvida, a criança deverá ser sempre observado por um médico para excluir complicações quer da obstrução da via aérea, quer das manobras abdominais.

Se em algum momento a criança ficar inconsciente, deve ser contactado o 112 e iniciar imediatamente manobras de reanimação, que, como referido anteriormente, foge do âmbito deste texto.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=lYwuoGkJo60]

NOTA: O texto deste post, foi baseado nos manuais do INEM, acessiveis através do site www.inem.pt

Poderão consultá-los para uma informação mais detalhada.

 

imagem de capa@bebé-engasgado