Crianças! Crianças daqui, crianças dali, crianças de lá. Umas são portuguesas, outras, inglesas, turcas ou chinesas.

Umas vivem nos países onde nasceram, outras vivem nos países onde os pais trabalham ou escolheram viver. Umas falam uma língua, outras falam duas ou três línguas e outras ainda estão a aprender  a falar.

Tanto mundo, tantas crianças, tantas culturas, tantas formas de pensar e viver, tantas formas de falar e comunicar.

Mas e quando crianças de diferentes nacionalidades e com diferentes línguas se juntam no mesmo espaço?

Mas e quando temos que trabalhar com crianças que não falam a mesma língua que nós?

O que acontece? O que fazemos? O que vai acontecer?

Na cabeça dos adultos, surgem de imediato estas e muitas outras questões, criam-se de imediato, na nossa cabeça, um conjunto de dilemas teórico-práticos, que não sabemos bem como resolver.

Como é que nos vamos entender?

Será que a ou as crianças vão interagir?

Será que vão estar bem-dispostas e felizes, ou tristes porque não se conseguem entender?

E a criança que fala uma língua diferente das restantes e de nós próprios? Como é que vai pedir água se tiver sede, como é que nos vai dizer que tem fome ou que tem que ir à casa de banho?

Será que vai entender e aderir às nossas propostas de actividades?

9h30, Sexta-feira! As crianças chegam!

Abrimos a porta da sala e começam as actividades.

Nós adultos sempre observadores, tentando comunicar com a criança com gestos e modelando as brincadeiras, fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que a criança que não fala a mesma língua que nós, se sinta acolhida e que passe connosco um bom momento.

Mimo, brincadeiras, música, pinturas e gargalhadas.

E com naturalidade, as crianças começam a interagir, a brincar e a cooperar.  Elas não partilham a mesma língua, mas isso,  não parece ser um problema para elas. Rapidamente e sem esforço, elas encontram um conjunto de coisas, que ultrapassam qualquer barreira linguística, a partilha de emoções e a amizade, através da brincadeira.

Por norma, as brincadeiras sociais, começam a desenvolver-se à medida que a criança vai desenvolvendo as suas competências de comunicação, nomeadamente a linguagem, por volta dos dois anos de idade, mas a comunicação não se resume à linguagem e portanto, ao uso da palavra. A comunicação também é gestos, expressão facial, corporal, silêncio, emoção e afecto. E as crianças, na sua forma simples de viver e sem complicações, sabem na perfeição, como misturar todos estes ingredientes e o resultado é:

Brincar!

Sim! É desta forma que as crianças independentemente da sua língua materna, tornam comuns pensamentos, ideias, e até regras, porque afinal, é a brincar que a gente se entende.

Por Isabel Cunha, Gymboree Dolce Vita Tejo,
para Up To Lisbon Kids®

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Os pais separam-se um do outro mas não dos seus filhos…

A separação do casal deveria ser mesmo só isso, a separação de dois adultos que um dia sonharam algo diferente. A desilusão, o desmoronar de um sonho, os planos que se fizeram e se desfizeram…tudo isso é da responsabilidade dos pais, mas não dos seus filhos. O divórcio não é dos filhos, é apenas dos pais.

Ruptura conjugal  não implica ruptura parental

Os adultos complicam muito as coisas! Passamos a vida a dizer isto às crianças e é mesmo verdade!

Há que respeitar e nunca esquecer que as crianças são seres de plenos direitos e têm por isso direito a ter os pais presentes na sua vida, independentemente da relação que estes mantêm entre ambos.

É sempre triste para uma criança ter de lidar com a ruptura e separação dos seus progenitores, mas bem pior ainda é ter de ficar no meio de uma guerra entre as pessoas que supostamente deveriam ser os seus protetores e cuidadores, sendo a maior parte das vezes usadas elas próprias como armas de arremesso.

O que destabiliza emocionalmente os filhos não é a separação em si mas a forma como esta é gerida pelos seus pais.

Não pode ser um jogo…não pode haver competição…e os filhos não podem sair penalizados.

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O amor dos pais pelos filhos não pode ser pautado pelo amor que sentem ou deixam de sentir um pelo outro. A relação com os filhos tem de ser de um amor incondicional, sem barreiras ou limites.

Os pais devem sempre ter uma relação com os filhos baseada na comunicação, aberta e franca.

Os filhos devem ser protegidos de discussões ou mau ambiente, e caso a solução para o casal seja a separação, os pais devem manter a consistência anteriormente conseguida, enquanto ainda casados, para que os filhos continuem a ter a mesma atenção de ambos.

Devem ser evitadas atitudes menos positivas que comprometam o normal e saudável desenvolvimento harmonioso dos filhos.

Os pais devem proporcionar rotinas adequadas ao estabelecimento de um ambiente securizante. É neste ambiente saudável que a criança deve crescer e desenvolver-se, adquirindo uma boa auto-estima.

Leia também Com filhos, antes um bom divórcio do que uma grande separação!

A forma como os pais conduzem todo o processo da separação, vai pautar a vida emocional dos seus filhos e a existência ou não de possíveis vivências traumáticas. O desejável será os pais nunca deixarem de falar com os seus filhos, serem sinceros, comunicarem sempre com eles, usando uma linguagem adequada ao seu entendimento e nunca uma linguagem agressiva. Não se podem esquecer que são o exemplo a seguir, logo, devem ter em consideração que o que fizerem pode também pautar a qualidade dos relacionamentos futuros dos seus filhos.

Pais conscientes e presentes educam filhos seguros e confiantes. Pais imaturos, que se agridem ou discutem criam filhos inseguros e assustados, que provavelmente se relacionarão da mesma forma na sua vida futura.

As separações quando repentinas e mal explicadas podem também deixar os filhos com sentimentos de culpa, por serem surpreendidos, pensando que deve ser algum castigo a algo de errado que possam ter feito.

A idade das crianças também é determinante na forma como é vivida a separação dos pais, no entanto apesar das diferentes reacções, ou da intensidade das mesmas, a verdade é que a tristeza é um sentimento comum. Não se podendo evitar a tristeza, há que evitar que a experiência seja traumática, tentando que as crianças passem por esta situação da forma mais estável e tranquila possível. A postura dos pais tem por isso de ser equilibrada e baseada na comunicação sincera. E no amor…o amor é o essencial na educação dos filhos. Mesmo quando este desaparece entre o casal, nunca pode desaparecer em relação aos filhos, não são condicionais…

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O papel de pais não termina nunca…desde que nascem os filhos, o papel de pais é assumido para toda a vida! E não há papel melhor!!…

Por isso…pais felizes, filhos felizes! O caminho da felicidade é esse…ser feliz, fazendo feliz quem está à nossa volta!..

 

imagem@MundoMulheres

 

WORKSHOP PARA PAIS | 31 Jan’15 | Sábado |  das 9h00 às 13h00 | @Lisboa, Expo Sul, Edifício Ecrã | 20€ | Mundo Brilhante, Desenvolvimento de Competências

Num mundo em mudança constante os Pais precisam de pistas práticas e ferramentas sólidas para educar de modo a aumentarem as possibilidades dos filhos virem a ser pessoas felizes, do bem e de sucesso. Há muitas informações que os Pais precisam ter. Inscreva-se.Aumente a auto-estima, ajude-o a motivar-se, estimule a inteligência emocional, inspire para crescer de forma a poder mudar o mundo.

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Andamos a adiar. Depois das nossas resoluções de final de ano começarem a ficar difusas, depois daquela segunda-feira* a que chamaram a mais triste do ano, depois dos erros do passado voltarem, começamos a adiar.

E sofremos. E sofrem os nossos filhos, os nossos companheiros e as nossas famílias.

Há que implementar as resoluções!

E alguns amigos até nos relembram:

“Olha que estás mais gordinho.”

“Olha que ainda não trocaste de carro.”

“Olha que os teus putos não param quietos.”

Já quase ninguém se lembra das promessas batizadas com espumante e passas. E você ? Já se esqueceu dos objetivos para alcançar em 2017? Falou em melhorar a forma física. E também pensou em mais tempo de qualidade com os filhos. Também eu. Espero sair mais vezes do sofá. Espero interromper mais vezes as gravações automáticas. E espero ir ao quarto dos meus filhos brincar mais e melhores vezes! Temos de parar de adiar!

Em forma de lista, lá vão meia dúzia de mandamentos para o mês de Fevereiro que está quase aí a chegar. Não adiemos mais! Há que implementar as resoluções!

1. Mais perguntas, menos lamurias.
Porque é que adiei o fim de semana em família? Porque é que estou triste? Porque não invento uma brincadeira? E não vou só fazer perguntas a mim próprio. Eu vou tentar coloca-las também aos meus filhos. Tentar coloca-los a pensar. Se conseguir, estou a dar-lhes uma ferramenta excecional para o futuro, ao mesmo tempo que o ajudo no presente.

2. Mais tomar as rédeas, menos desculpas.
Falta tempo? O tempo é sempre o mesmo.
Sabemos que passa de forma diferente de acordo com as situações. É a nossa perceção que o muda. Então, da próxima vez que estiver a sentir o sol de inverno na cara naquele jardim que frequentamos em família, vou fechar os olhos uns segundos para tentar congelar aquele momento dentro de mim. E vou convidar os miúdos a fazer o mesmo. Eles vão achar piada (ou talvez não) mas no futuro vão recordar com saudades momentos daqueles.

3. Mais explorar, menos GPS.
É uma grande invenção, mas nem sempre a melhor rota, a mais rápida, vai trazer aventuras. E nós precisamos de aventuras! Numa das viagens de rotina à casa dos sogros, leve a família por um caminho diferente. Partam mais cedo e permitam-se explorar um novo troço. Até podem parar o carro duas ruas mais abaixo do habitual e descobrir algo novo no caminho. Há sempre algo novo à espera de ser explorado.

4. Mais escutar, menos ouvir.
Há uns anos as pessoas davam pouca atenção às conversas das crianças . Hoje há educadores capazes de repetir esses padrões sem se aperceberem. Quando escutamos uma pessoa, tudo muda. Claro que estragava a história, mas se a mãe da capuchinho tivesse escutado ativamente quando a filha respondeu à indicação de não se desviar do caminho, podia ter evitado a tragédia. Vamos escutar mais os nossos filhos. E, já agora, os nossos companheiros. Vamos escutar os sinais e não apenas as palavras.

5. Mais aceitação, menos manipulação.
É importante recomeçarmos o exercício que nos relembra: Os nossos filhos têm a sua personalidade. Não são, nem devem, ser cópias de ninguém.

6. Mais ação para ser melhor pai.
Há aqueles momentos em que os miúdos parecem não fazer nada do que pedimos. Ser Pai não é fácil. O tempo parece sempre a fugir, as teorias psicológicas parecem ser demasiadas, a relação com a Escola e com as Professoras nem sempre é perfeita. E todos queremos o melhor para os nossos filhos. Infelizmente, nem sempre passamos do desejar ao praticar. Praticar é, por exemplo, comprar um livro sobre um tema que nos preocupe. E começarmos a pensar: Será que estou a fazer bem? Será que estou a ajudar o meu Filho a crescer de forma a conquistar o Mundo? Ou será que alimento as inseguranças dele? Independentemente das dificuldades, do comportamento, das notas, da “educação” ou falta dela, das críticas dos Avós e das exigências da Escola, independentemente de tudo, há a vontade de sermos melhores como Pais. Tem vontade de melhorar? Há que implementar as resoluções!

 

Não fiques à espera que as coisas aconteçam!


* Esta “teoria” da segunda-feira mais triste tem o seu lado cómico. Alertava para o dinheiro desaparecido nas prendas de Natal. Para o recomeço do trabalho depois das férias. Para as resoluções de final de ano falhadas. E também li algures que alertava para o facto de se aproximar o “dia dos namorados”. De acordo com o artigo, para os solteiros seria um problema. O “dia dos namorados” nunca pode ser um problema! Mas disso falarei no próximo artigo…

 

imagem capa@aqui

Os nossos bebés são o nosso maior amor. Por eles damos o nosso melhor, investimos tudo o que temos e tudo o que somos, aprendemos que somos muito mais fortes do que imaginávamos, vamos bem mais longe, movemos montanhas se for preciso!

Hoje em dia, para além de querermos dar-lhes o melhor por tudo o que já se disse, surgem situações em que realmente impera uma mudança na hora de escolher este ou aquele produto, nomeadamente porque o nosso filho desenvolveu determinada patologia ou alergia. Infelizmente, parece que as crianças desenvolvem alergias cada vez mais cedo, sejam do foro respiratório, alimentar ou cutâneo. Ora, as alergias podem muitas vezes ser amenizadas através do consumo/utilização de produtos de elevada qualidade, livres de  substâncias nocivas como os pesticidas, os fungicidas e os fertilizantes artificiais. E é aqui que  reside a ideia do que é o biológico.

Ser biológico, mais do que ser “natural”, passa por garantir que os produtos foram cultivados em quintas de agricultura biológica certificadas ou apanhados de forma sustentável no ambiente natural e selvagem desses próprios elementos. Uma roupa de algodão biológico certificado, por exemplo, traduz-se por um têxtil cujo algodão deriva, inicialmente, de um local onde não foram utilizados produtos químicos na sua produção, e que, para além disso, todo o processo de fabrico garante que essa roupa não foi exposta a agentes nocivos .  Ao escolher um têxtil biológico certificado para os seus filhos, sabe que não foram utilizadas tintas sintéticas (carregadas de metais pesados, como o chumbo, o cobre e o zinco e outras substâncias igualmente cancerígenas e desreguladoras hormonais, como a dioxina ou o formaldeído), que para além de serem absolutamente inflamáveis e prejudiciais ao ambiente estão na lista dos ingredientes mais nocivos em têxteis. O contato e a fricção destes tecidos na pele contribuem para um aumento da sensibilidade e erupções cutâneas (dermatites, pele atópica, eczemas, etc), dores de cabeça, dificuldade de concentração, náuseas, diarreia, fadiga, dores musculares e articulares, tonturas, dificuldade respiratória, batimento cardíaco irregular e/ou convulsões. Os sintomas em crianças incluem a hiperatividade e problemas de comportamento ou de aprendizagem.

Em resumo, ao usar produtos biológicos está a ganhar uma maior consciência do impacto positivo que essa opção tem sobre o seu bebé e toda a família, desde a prevenção ou atenuação de problemas de pele, ao mesmo tempo que garante uma maior sustentabilidade económica do orçamento familiar (as fraldas reutilizáveis que se tornam bastante económicas, as roupas de algodão e lã com maior durabilidade). Mas os benefícios vão ainda mais longe: está a ajudar a prevenir a poluição da água, a perda da biodiversidade e a redução da fertilidade do solo.

Como disse uma grande Organii Lover, a atriz Joana Seixas (que não dispensa o pano porta-bebés, as fraldas ecológicas nem  as roupas 100% algodão biológico): “Acho importante usar algodão orgânico. Sei que ainda é um pouco mais caro, mas se passarmos a preocupar-nos com a origem e a forma como são fabricados os produtos que consumimos, vamos contribuindo para um mundo mais sustentável ”.

Vai sempre a tempo de dar ao seu bebé o melhor para a sua pele e, simultaneamente, contribuir para um mundo melhor!

 

Apesar de me sobrar pouco tempo para me dedicar a uma boa conversa com amigos, dessas sem horários e sem pressas, ainda que seja ao telefone, arrisquei a meia hora que me sobrou do almoço, subtraindo o tempo que dedico com grande prazer ao meu diário e viciante périplo pela internet.
Agarrei no meu apêndice electrónico, um smartphone de última geração ligado pela veia safena ao meu escritório, limpei-o cuidadosamente à camisola, e cliquei na tecla de marcação rápida: amiga de infância.
A chamada arriscada é uma de entre as mil que faço diariamente por motivos profissionais, e é bem capaz de ser interrompida, mas cuido que a amiga de infância compreenda os motivos (todos de força muito maior, claro) e se a conversa ficar a meio, conto resolver a coisa de forma natural com um ‘mando-te uma mensagem pelo facebook e combinamos um café’.
– Então miúda, estás boazinha?
– Não te sei dizer, mas qualquer dia levanto-me da secretária onde tenho o computador, e trago a cadeira agarrada ao rabo!
– LOL!

Este LOL não foi escrito em parte alguma, pois que falávamos ao telefone, este LOL dito pela minha amiga como se fosse a coisa mais natural desta vida, é a prova, se é que alguém precisa de provas, de que a dependência crescente e alarmante que todos temos das novas tecnologias, contaminou definitiva e irremediavelmente a forma como nos relacionamos.
A minha amiga de infância sonegou à sua personalidade a sonora e agradável gargalhada, imagem de marca desde que nos conhecemos há mais de 20 anos, para a substituir por um termo informático grosseiro.
Sem a risota do costume, a conversa tornou-se rapidamente monocórdica e sem interesse.
Ela já sabia da nossa viagem ao Porto, viu ‘as fotografias no Facebook, e a miúda está enorme!’, já sabia a minha opinião sobre os acontecimentos de Paris, o que penso sobre a mortandade dos rinocerontes em África, tudo por um punhado de queratina que vale 75 mil euros o quilo, e até sabia que na terça-feira não me senti muito bem por razões de um desarranjo intestinal qualquer, desses que nos trazem uns vírus aborrecidos, mas menos perigosos que os informáticos.
Hoje em dia dar uma novidade a alguém é uma verdadeira aventura, senão uma impossibilidade.
Com cada vez mais gente ligada mais tempo, com acesso a tudo o que é notícias, novidades, acontecimentos e descobertas, o mundo tornou-se num ovo e as boas-novas dão-se no mural, no post de segunda-feira, e até o parto do primogénito, coisa intima e de recato, é escarrapachado num vídeo onde os amigos e conhecidos se deleitam com gostos virtuais e comentários de grande profundidade, tais como: ‘credo, isso ficou feio’ ou ‘a minha costura foi mais atrás, mas agora quase não se nota’.
A dependência da Internet é generalizada e as camadas mais jovens são as que estão mais expostas ao problema.

Falamos informaticamente todos os dias, ou pelo menos vamos sabendo uns dos outros pelas redes sociais, e isso parece bastar-nos para preencher a lacuna social sonegada pela falta de tempo e pela primazia da vida profissional sobre a vida pessoal, ou antes, serve-nos para apagar uma certa culpa que é nossa, de paulatinamente preferirmos estar em casa, agarrados ao computador, em vez de sair para encontrar as pessoas que outrora fizeram parte da nossa vida real.
Enquanto eu, menina e miúda, corria para a rua, para a discoteca ou para o café, os nossos filhos correm para casa, para os seus quartos, para se ligarem ao skype, e lá permanecem horas e horas, muitas vezes madrugadas adentro.
Muitos deles baseiam a relação com os colegas e com os amigos apenas na condição virtual que conseguem desenvolver em casa, muito por culpa (não se sabe bem de quem), de que os meninos na rua, correm um grave perigo de vida.
´Putos que crescem sem se ver, basta pô-los em frente à televisão’… é assim, agora mais do que nunca.

Quantos casos de adolescentes conhecemos que deixaram para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite?
Vários estudos elaborados por terras lusas dão conta da existência de quase três quartos (73,3%) de jovens viciados na Internet, sendo que destes, há 13% que exibem níveis severos de dependência. Níveis severos de dependência, miúdos de 13 anos internados em clínicas de recuperação, com depressões profundas provocadas pela abstinência. E aumenta a cada dia…
É um número assustador se pensarmos que todos estes miúdos vão ter um grau absolutamente pavoroso de inadaptação ao meio profissional onde se trabalhe por exemplo em equipa, ou sem recurso a novas tecnologias (trabalhos indiferenciados) e onde vão sofrer na pele a total inadequação ao meio social, que não adquiriram por força do isolamento.
Na fase das entrevistas de emprego o desastre é total. A perda de lugares profissionais [emprego jovem] é também um sinal de que muitos jovens são totalmente inaptos para transmitir ao seu empregador/entrevistador  as suas capacidades (muitas das vezes sublimes), gorando muito por culpa do acanhamento e do parco vocabulário verbal, as expectativas de uma vida.
E já nem falo dos problemas que isso traz a todos nós enquanto sociedade.
O meu exemplo é flagrante. Sou cada vez mais dependente, muito embora consiga escamotear a dependência porque sou um adulto consciente, e do passado trago ainda as melhores recordações da minha vida com os outros, que perpétuo o mais que posso e sempre que posso, tendo ainda enraizada uma infância e juventude muito longa, sem internet e sem prisões domiciliárias, onde adquiri as ferramentas que hoje me ajudam na relação com os outros-de-carne-e-osso.
Não direi pois, que me encontre já catatónica, em estado avançado de demência tecnológica, mas a verdade é que não consigo distanciar-me muito da internet e das minhas redes sociais, e do telemóvel nunca me separo.
Exacerba esta dependência o meu trabalho (8 a 12 horas diárias), todo ele feito com apoio tecnológico, e até a minha escrita, aquela que passa na frente dos olhos de tanta gente, toda ela baseada em pesquisas e leituras que faço na internet e que partilho na internet.
Não tenho forma de me afastar do vício.
Sou dependente, mas tenho consciência de como aqui cheguei.
Tenho um computador desde os 15 anos. Telemóvel desde os 19.
Se o meu caso é grave, imagino os que começam na 1ª infância a ter contacto com as novas tecnologias numa base diária e sem restrições.

A minha filha usa a tecnologia, muito por minha culpa, desde os 5/6 anos (e a luta foi renhida), altura em que começou a perceber que a interação que obtinha com o computador da mãe era muito mais interessante do que a televisão ou do que os brinquedos cor-de-rosa que abundam no quartinho.
Entornámos o caldo demasiado cedo.
A minha luta é tentar ao máximo que a minha filha de 8 anos não se isole ou não crie comportamentos antissociais que lhe vão ser imensamente prejudiciais na vida adulta, mas a verdade é que eu estou aqui a escrever isto, é domingo, e ela está agarrada ao tablet (que eu comprei) interessadíssima num boneco [Pou] que faz cocós roxos, e às vezes verdes.

Eu, enquanto escrevo este texto, medito sobre o que vou lendo sobre o tema: ‘noutros países, estão a ser dados passos na farmacologia, no sentido de desenvolver novas drogas que atuem sobre estes casos específicos’, ‘em Portugal, o Plano Nacional dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2013-2020, aprovado na semana passada pelo Conselho de Ministros, prevê o alargamento da área de intervenção do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) às dependências sem substância como a Internet’, ‘por cá ainda não há nenhuma iniciativa do género, para a prevenção dos comportamentos aditivos relacionados com a internet’.

Resulta-me claro que a única forma de evitar a dependência não é retirando radicalmente a internet aos miúdos, isso seria privá-los de uma evolução que está aí e da qual (já) não podemos prescindir, mas antes atrasar ao máximo a entrada das novas tecnologias em casa, de forma sistemática.
Uma criança de 3,4, 5 anos, não precisa de um telemóvel ou de um tablet para brincar.
Uma criança de 3,4, 5 anos não precisa de um quarto cheio de brinquedos electrónicos que brincam sozinhos e que não preenchem a sua natureza primordial que é a de desenvolver a imaginação.
Os livros, muitos livros, as histórias no fim do dia, jogos simples, objetos simples, a música, as pinturas, a plasticina, tudo isto dá alegria e profundidade mental às crianças.
A iniciação mais tardia de uma criança na lides da internet não vai fazer com que ela perca o comboio da tecnologia ou que seja menos feliz (e mais inadaptada) na sua idade adulta.
O cérebro de uma criança é uma esponja voraz. Não tem qualquer necessidade de ser programador informático aos 14 anos e nem de ser o feliz vencedor dos 234 jogos que joga on-line com amigos virtuais.

Em suma, e como tudo na vida, a regra é moderar a utilização da tecnologia nos mais velhos, e atrasar o mais possível a utilização sistemática da internet aos mais novos.
Isto só é possível através de atividades atrativas, se possível em grupo.
Podem não acreditar, mas aqueles pais que exibem orgulhosos os filhos de 2 anos a tactear um ecrã com mais destreza que um adulto, é um sinal não de inteligência da criança (isso mede-se sobretudo pela sua capacidade de interagir com os outros) mas um sinal bastante claro de que o caldo já começa a entornar-se, e que muito possivelmente haverá uma tendência natural dessa criança em dar primazia a um mundo virtual, que é absolutamente apaixonante, deixando para trás a enorme alegria que é participar na diversidade da vida e da natureza e no prazer que é o convívio com os outros, presencialmente.

Por Uva Passa, Blog Uva Passa
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Angel – Associação de Síndrome de Angelman de Portugal – foi criada por um grupo de pais de crianças portadoras de Síndrome de Angelman, que sentiram a necessidade de concentrar esforços na vida diária para oferecerem uma vida melhor aos seus filhos.

Angel tem por finalidade reunir portadores de Síndrome de Angelman, pais, familiares, profissionais e técnicos de saúde, investigadores, professores e demais pessoas interessadas com o objectivo de prestar auxílio e orientação sobre a doença à comunidade.

Sendo uma condição rara, a informação e troca de experiências entre pais e terapeutas é fundamental para um dia-a-dia mais construtivo.

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No dia 15 de Fevereiro celebra-se o Dia Internacional da Síndrome de Angelman. Neste dia lançaremos o novo site da associação Angel, um pequeno filme, contaremos com o apoio da comunicação social na divulgação da data e realizaremos um evento de rua muito simples – vamos distribuir balões e sorrisos juntamente com os nossos “Anjos”.

Esta síndrome apresenta uma característica distintiva: um sorriso constante e o gosto por abraços e contacto físico. Por esta razão, os portadores desta Síndrome são chamados de Anjos. Podem viver felizes e ter uma vida saudável, desde que as convulsões sejam controladas.

Ajude-nos a divulgar esta  Associação! Dê-nos o seu Like no Facebook.  Saberemos que se preocupa!

Síndrome de Angelman é uma alteração genética rara descrita pela primeira vez em 1965 pelo pediatra inglês Dr. Harry Angelman.

Caracteriza-se por um grave atraso no desenvolvimento, ausência de linguagem verbal, dificuldades de coordenação motora que podem afectar a marcha, perturbação do sono e convulsões.

Principais Sintomas

  • Atraso do desenvolvimento, funcionalmente severo
  • Incapacidade de falar, com nenhum ou quase nenhum uso de palavras
  • A criança se comunica mais pela capacidade compreensão de seus atos do que pela expressão verbal
  • Problemas de movimento e equilíbrio
  • Crises convulsivas
  • É observado o atraso no crescimento do perímetro cefálico em 80% dos casos, ocorrendo microcefalia em torno dos dois anos de idade
  • Incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários ao andar e/ou movimento trêmulo dos membros
  • Frequente qualquer combinação de riso e sorriso, com uma aparência feliz – embora este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora
  • Personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotricidade e incapacidade de manter a atenção
  • Atração/fascínio pela água

(by wikipedia)

Já foram identificados em Portugal 52 casos de crianças com síndrome de Angelman. A doença manifesta-se por volta do sexto mês de vida. Provoca um atraso severo no desenvolvimento psicomotor.

Manuel e Catarina Costa Duarte são pais de três filhos. Um deles sofre do Síndrome de Angelman, uma doença rara que afeta cerca de 500 crianças em Portugal. Estiveram no CM Jornal deste fim-de-semana a partilhar o seu caso. Video

O Síndrome de Angelman é uma doença rara que afeta cerca de 500 crianças em Portugal. A CMTV foi conhecer a família de Carmo, uma menina de 12 anos que sofre desta doença. Video

imagem capa aqui

Janeiro de 2015.

Uma família passeia, descontraidamente, num centro comercial/jardim/parque e a hora do almoço aproxima-se. A criança começa a dar sinais de impaciência motivada pela fome. Face a isto, seria natural que esta família decidisse comer algo nas imediações do local onde se encontra, certo?

Bem, se tivermos em conta que esta família em passeio é a minha família e a criança impaciente é o meu filho, alérgico à proteína do leite de vaca, isto poderá não estar tão certo assim.

O grande desconhecimento sobre a questão das alergias alimentares, em Portugal, é extensivo também aos profissionais da restauração. Acredito que haverá excepções, mas, prefiro não arriscar.

A realidade é que há profissionais que continuam a recusar dizer os ingredientes de determinado prato, alegando que “não revelam o seu segredo”, mesmo que se explique que o que está em causa é a vida de uma pessoa. E apesar disto parecer quase anedótico, corresponde à mais pura das verdades e já aconteceu a várias pessoas que eu conheço.

Assim sendo, opta-se simplesmente por não fazer refeições fora de casa ou, optando por fazê-las, tem que existir um planeamento prévio, de modo a levar-se tudo já feito de casa. (Sim, nós somos aquele tipo de família que se apresenta nos restaurantes munidos de termos e tupperwares).

Posto isto, um dos meus desejos para 2015 é que o sector da restauração comece a despertar para estas problemáticas, de modo a oferecer opções seguras e válidas para todas as pessoas com alergias alimentares.

Desejo que seja um ano cada vez mais “up to new places” e cada vez menos “up to our kitchen”.

Por Marlene Pequenão, do Blog O Copinho de leite,
para Up To Lisbon Kids®

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A semana que antecede a passagem de ano, é uma altura em que muitas famílias fazem uma retrospectiva do ano que está a terminar, o que correu bem, o que correu menos bem, quais os objetivos que conseguiram alcançar e os que se perderam pelo caminho…  Após esta análise, é chegada a altura de formular os desejos e objetivos para o ano que está a entrar, novas metas, novos planos, novos hábitos.

Como pode ajudar o seu filho a definir metas e objetivos para o novo ano?

As crianças ficam mais motivadas para definir os seus objetivos se o fizerem em conjunto com os pais. Tente evitar um dos erros mais frequentes que os pais cometem, definir objetivos para os filhos sem os consultarem.  Se Perguntar ao seu filho o que ele quer, precisa ou deseja a sua tarefa enquanto pai ou mãe será muito mais fácil e a probabilidade de os mesmos serem alcançados com sucesso aumenta exponencialmente.

  • Sente-se com o seu filho(a) e proporcione-lhe desafios que lhe permita identificar quais são os sonhos, desejos e necessidades dele(a).
  • Assim que conseguir identificar, quer seja através de verbalizações, de desenhos ou até mesmo de uma brincadeira, comprometa-se a ajudá-lo(a) a realizar o primeiro passo para atingir essa meta, definir o seu primeiro objetivo.
  • Para atingir essa primeira meta o seu filho(a) precisa de uma estratégia e de identificar quais as ferramentas que vai precisar.
  • Ajude-o(a), mas não faça por ele(a). Estimule o pensamento através de questões orientadoras que vão criar organização, compromisso e persistê

A concretização destes pequenos passos, têm um impacto muito grande na vida das crianças, reforçando a sua auto-estima, capacidade de realização e confiança, assim como na resolução de problemas. Mas, ainda mais importante, elas vão sentir a satisfação e a confiança que vem de estabelecerem uma meta e a conseguirem realizar com sucesso.

Não se esqueça que:

Os objetivos que definir devem ser úteis e motivadores, devem ser adequados à faixa etária da criança e devem  representar um equilíbrio entre  o desafio, as competências e a satisfação.

Deixo-vos um exemplo, para que possam ter como ponto de partida para ajudarem os vossos filhos a definir um objetivo e um plano de sucesso.
A Catarina, gosta muito de ler, mas gostava de ler mais e mais depressa, porque assim conseguiria ler mais livros.

Juntas definimos um plano de 5 passos para tornar o objetivo numa realidade.

  1. Ser o mais especifica possível:“Quero ler livros maiores, com capítulos mais longos”.
    Vamos elaborar uma lista de livros adequados à tua faixa etária, com mais capítulos que os anteriores.
  2. Devem ser realistas e prever um alcance real:“ No inicio das férias de verão, quero ser capaz de ler mais e mais depressa”.
    Vamos tomar nota da data a que te propuseste atingir o teu objetivo.
  3.  Conseguir medir o teu progresso:“Quero ler um livro novo por mês”.
    Vamos elaborar uma tabela onde vais colocar o número de capítulos que o livro tem e quantos tens de ler por semana para conseguires ler um livro num mês.
  4. Identificar os obstáculos que podem impedir a concretização do objetivo: Vamos fazer um exercício e levantar hipóteses sobre o que pode acontecer que te impeça de ler um livro por mês Os teus irmão interromperem, estares muito cansada da escola…
  5.  Recompensar o comportamento adequado: “Gostava de ir sozinha com as minhas amigas ao cinema”
    Peço-lhe que escolha uma recompensa que a motive a continuar a atingir o seu objetivo.

E os seus filhos já definiram  objetivos para este ano? Do que está à espera para os ajudar?

Experimente e se tiver alguma dúvida, já sabe onde nos pode encontrar!

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
Para Up To Kids®

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As crianças começam a aprender a comunicar desde o nascimento, numa variedade de atitudes, tais como, olhares, gestos e vocalizações. É cada vez mais relevante que pais, professores e educadores estejam atentos ao desenvolvimento da fala e da linguagem, e à sua relação com as dificuldades na aprendizagem. Assim, é muito importante saber como identificar sinais de alerta que poderão ajudar a entender qual a altura certa para fazer o despiste, permitindo assim detetar e agir precocemente em casos que necessitem de intervenção, evitando dificuldades no rendimento escolar e no desenvolvimento psicoafectivo da criança.

O Terapeuta da Fala é o profissional que o pode ajudar no caso de detetar algum destes sinais de alerta e que pode acompanhar os pacientes de todas as idades, que apresentem dificuldades no desenvolvimento da fala e da linguagem. Mas é essencialmente durante a infância e adolescência que a intervenção é necessária. Uma parte muito importante desta intervenção inclui a preparação dos pais para o estímulo das capacidades de comunicação da criança e fundamenta-se no desenvolvimento de atividades no âmbito da prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, abrangendo funções associadas à compreensão/expressão da linguagem oral e escrita e comunicação não verbal.

É importante mencionar que a intervenção apresentará um prognóstico mais favorável quanto mais precocemente for iniciado. Assim, se os seus filhos/educandos/alunos apresentarem um ou mais destes sinais de alerta não hesite em contatar um terapeuta da fala para avaliação.

Principais sinais de alerta

INFÂNCIA

  • Aos 2 anos ainda não falar, produzir frases com duas palavras ou apresentar menos de 50 palavras;
  • Aos 3 anos não produzir frases ou possuir um vocabulário reduzido;
  • Não compreender ordens simples;
  • Omitir/substituir alguns sons da língua portuguesa;
  • Apresentar linguagem muito imatura;
  • Não se mostrar interessado em comunicar com as pessoas;
  • Repetir enunciados sem prosódia imediatamente após ouvir ou algum tempo depois;
  • Falar pelo nariz;
  • Ter mais de 4 anos e gaguejar;
  • Não manter contato ocular;
  • Dificuldades em memorizar canções infantis;
  • Dificuldades em controlar a baba e em deglutir (engolir) alimentos;

IDADE ESCOLAR

  • Omitir/substituir sons ao falar, ler e/ou escrever;
  • Apresentar dificuldades ao ler e escrever;
  • Usar frases incompletas ou com erros gramaticais;
  • Ter dificuldades em compreender/executar ordens simples e/ou complexas;
  • Dificuldades em comunicar com as pessoas;
  • Gritar muito ficando rouco com frequência;
  • Gaguejar por um período superior a 4-6 meses;

Por Ana Dias, Terapeuta da Fala do Crescer com Afecto – Saúde Pais e filhos,
Para Up to Lisbon Kids®

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