1. A arte ajuda as crianças a tornarem-­se tolerantes em relação às ideias dos outros;
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  2. Descobrir o mundo artisticamente ajuda a proporcionar às crianças mais do que uma perspectiva ou resposta;photographer-164673_640
  3. A arte dá às crianças uma maneira divertida, visual e adequada à idade, de processar a informação e as suas experiências;science-722054_640
  4. As capacidades trabalhadas com a arte permitem transferir habilidades para outras áreas de aprendizagem como a matemática, a linguagem, a ciência e a interação social;people-316506_640
  5. A arte permite às crianças arriscar intelectualmente e tentar novas experiências;children-183007_640
  6.  arte ajuda as crianças a atribuírem significado às suas experiências;art-423530_640
  7. Através da arte as crianças dizem-­nos quem são, do que gostam, quem são as pessoas importantes nas suas vidas, como se sentem em relação a si mesmos, o que conhecem sobre o seu mundo.boys-554644_640


Por Carolina Canto, Gymboree Dolce Vita Tejo,

para Up To Kids®

Todos os direitos reservados

imagens@pixbay

Quando o bebé chora e os pais não sabem o porquê, provavelmente, sentem-se frustrados ou angustiados, vêem-se de mãos e braços atados sem saber como ajudar o seu bebé. Perguntam-se, o que se passará? E o seu bebé, infelizmente, até começar a falar, não consegue expressar-lhe por palavras aquilo que precisa ou como se está a sentir. Contudo, o bebé já é capaz de comunicar através do seu corpo. Ainda antes mesmo de usar as palavras para se fazer entender, o bebé pode comunicar pela linguagem corporal. Podemos identificar, desde cedo, as expressões faciais que manifestam alegria, contentamento e satisfação ou, por outro lado, as que nos mostram o seu desconforto ou aborrecimento. Para além desta comunicação simples e inata, e graças às investigadoras Linda Acredola e Susan Goodwyn  autoras do programa Baby Signs®, é hoje possível os pais compreenderem melhor os seus filhos quando ainda não falam, pois eles podem aprender a expressar-se por gestos.

O bebé comunica!

Em meados dos anos 80, as autoras do programa Baby Signs® documentaram vários casos da sua investigação, em que os bebés usaram intuitivamente gestos para se fazer entender. Esses “sinais” surgiram espontaneamente, como  necessidade de ultrapassar a barreira da frustração de não se fazerem entender. Como por exemplo, o bebé sopra quando a água do banho ou o leite está quente, ou faz “ão-ão” quando lhe quer dizer que viu um cão.

Este uso espontâneo de gestos é também comum entre nós, adultos. Ao longo do dia, quando conversamos, suportamos o nosso discurso em gestos concordantes, tornando a comunicação mais fluida e perceptível. Fazemo-lo naturalmente! E como é que faz quando viaja para um país estrangeiro e desconhece a língua natal? Damos por nós a usar muitos gestos!

Torná-lo simples para os bebés

Agora que já sabemos que o uso de gestos é natural para os bebés, o próximo passo é tornar simples o modo de utilização de um gesto adequado na circunstância certa para se expressarem, como por exemplo, quando têm fome, sono, quando querem pedir mais ou quando nos querem dizer que está um avião no céu. O programa Baby Signs® baseia-se na língua gestual americana (ASL), integrando sugestões de gestos criados pelos bebés, e portanto com as devidas adaptações para o tamanho das mãos dos pequeninos.

Benefícios mais relevantes

O uso de sinais tem efeitos positivos no desenvolvimento intelectual e da linguagem, e os efeitos emocionais na relação adulto-criança são igualmente benéficos!

Pense no seu dia-a-dia, quando comunica eficazmente com alguém, fazendo-se entender na perfeição, isso fá-lo sentir mais confiante e “ligado” com essa pessoa. Logo, na comunicação fluida e harmoniosa com o seu bebé, o sentimento de retorno será idêntico!

O uso de sinais com o seu bebé reduz as birras e a frustração; permite aos bebés expressarem as suas necessidades e partilharem os seus mundos; Enriquece as interacções adulto-criança e fortalece o laço afectivo entre ambos; Revela o quão astutos são os bebés e aumenta o “respeito” dos pais por eles quando ao entenderem o seu bebé lhe dão uma resposta assertiva; e ainda promove o desenvolvimento da auto-confiança e auto-estima dos bebés.

Abre-se assim uma janela para o mundo dos bebés e torna-se tão divertido comunicar!

Por Carolina Canto, Gymboree Dolce Vita Tejo,
para Up To Lisbon Kids®

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Crianças! Crianças daqui, crianças dali, crianças de lá. Umas são portuguesas, outras, inglesas, turcas ou chinesas.

Umas vivem nos países onde nasceram, outras vivem nos países onde os pais trabalham ou escolheram viver. Umas falam uma língua, outras falam duas ou três línguas e outras ainda estão a aprender  a falar.

Tanto mundo, tantas crianças, tantas culturas, tantas formas de pensar e viver, tantas formas de falar e comunicar.

Mas e quando crianças de diferentes nacionalidades e com diferentes línguas se juntam no mesmo espaço?

Mas e quando temos que trabalhar com crianças que não falam a mesma língua que nós?

O que acontece? O que fazemos? O que vai acontecer?

Na cabeça dos adultos, surgem de imediato estas e muitas outras questões, criam-se de imediato, na nossa cabeça, um conjunto de dilemas teórico-práticos, que não sabemos bem como resolver.

Como é que nos vamos entender?

Será que a ou as crianças vão interagir?

Será que vão estar bem-dispostas e felizes, ou tristes porque não se conseguem entender?

E a criança que fala uma língua diferente das restantes e de nós próprios? Como é que vai pedir água se tiver sede, como é que nos vai dizer que tem fome ou que tem que ir à casa de banho?

Será que vai entender e aderir às nossas propostas de actividades?

9h30, Sexta-feira! As crianças chegam!

Abrimos a porta da sala e começam as actividades.

Nós adultos sempre observadores, tentando comunicar com a criança com gestos e modelando as brincadeiras, fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que a criança que não fala a mesma língua que nós, se sinta acolhida e que passe connosco um bom momento.

Mimo, brincadeiras, música, pinturas e gargalhadas.

E com naturalidade, as crianças começam a interagir, a brincar e a cooperar.  Elas não partilham a mesma língua, mas isso,  não parece ser um problema para elas. Rapidamente e sem esforço, elas encontram um conjunto de coisas, que ultrapassam qualquer barreira linguística, a partilha de emoções e a amizade, através da brincadeira.

Por norma, as brincadeiras sociais, começam a desenvolver-se à medida que a criança vai desenvolvendo as suas competências de comunicação, nomeadamente a linguagem, por volta dos dois anos de idade, mas a comunicação não se resume à linguagem e portanto, ao uso da palavra. A comunicação também é gestos, expressão facial, corporal, silêncio, emoção e afecto. E as crianças, na sua forma simples de viver e sem complicações, sabem na perfeição, como misturar todos estes ingredientes e o resultado é:

Brincar!

Sim! É desta forma que as crianças independentemente da sua língua materna, tornam comuns pensamentos, ideias, e até regras, porque afinal, é a brincar que a gente se entende.

Por Isabel Cunha, Gymboree Dolce Vita Tejo,
para Up To Lisbon Kids®

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imagem de capa@district5.aapd.org

Para o início da estação mais fria do ano, o Gymboree sugere brincadeiras que aquecem qualquer ambiente! Ao mesmo tempo, são brincadeiras que estimulam o desenvolvimento das crianças, tanto ao nível físico, como ao nível cognitivo, social e emocional. São brincadeiras que levam as crianças a experimentar a música, as artes e a actividade física de uma forma simples e divertida.

E o Natal ensina-nos isso mesmo, a ser felizes na simplicidade!

A partilha de brincadeiras em família faz despontar as maiores gargalhadas e registar as melhores memórias! Aí por casa, aproveitem os serões em família e embarquem connosco numa viagem ao Mundo da Neve!

  • Encha um alguidar ou bacia da roupa com um pouco de água.
    Lá dentro coloque algumas taças/caixas de plástico com diferentes tamanhos, viradas para baixo, como se fossem icebergs. Adicione bocados de papel branco torcido à superfície e alguns cubos de gelo, juntamente com animais polares. Imaginem vários cenários, criem as vossas próprias histórias e desfrutem desta brincadeira táctil gelada!
  • Dancem ao som de Nutcracker Suite de Tchaikovsky. Usem lenços ou cachecóis para acompanhar a vossa dança e deixem a vossa imaginação voar!
  • Coloque uma das músicas preferidas da família e acompanhem o ritmo com sinos/guizos. Um dos membros da família fica responsável por parar a música e todos congelam quando a música pára!
  • Bolas de neve! Recolha alguns pares de meias e crie um espaço com diferentes alvos (por exemplo, um alguidar, um caixote, um arco…). Divirtam-se a fazer pontaria aos alvos e também a atirar bolas de neve uns aos outros, em roda.
    Podem até usar uma bola maior e imaginar que a avalanche vos derruba!

Com estas e tantas outras brincadeiras em família as vossas casas vão ficar cheias de alegria neste Natal!

Desejamos a todas as famílias um Natal muito Feliz e com muita Paz!

Por Carolina Canto – Professora Gymboree

O jogo simbólico e a sua importância no Desenvolvimento Infantil

A infância tem uma característica muito forte que é marcada pelo brincar. E é pelo brincar, especialmente pelo jogo simbólico, que a criança pode reviver situações quotidianas. Isto possibilita a compreensão e a reorganização das suas estruturas mentais. Assim, o jogo simbólico é a representação corporal do imaginário. Apesar de predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação pode modificar a sua vontade usando o “ faz de conta”.

Mas quando expressa corporalmente as atividades, precisa de respeitar a realidade concreta e as relações com o mundo.

Pelo jogo simbólico a criança exercita não só a sua capacidade de pensar (representar simbolicamente as suas ações), mas também as suas habilidades motoras já que ao brincar, salta, corre, ou manipula objetos.

Concluindo, é através do jogo simbólico que a criança cria um mundo imaginário onde representa as suas preocupações e os sentimentos que a incomodam na sua vida real. Dessa forma, a criança consegue exprimir através de brincadeiras algo que não conseguiria exprimir por palavras.

As brincadeiras de faz-de-conta exercem a função de máxima importância no que diz respeito à educação infantil.

Permitem promover à criança um momento único de desenvolvimento, no qual ela exercita a sua imaginação, a capacidade de planear e de fantasiar situações lúdicas.

As crianças começam a brincar ao faz de conta desde muito cedo. Por volta dos 2 anos de idade, as crianças iniciam o seu contacto com esta experiência caracterizado pelo aparecimento da linguagem e da representação. Este é considerado como um dos grandes pilares da infância. É a partir desta idade que passam a dar mais importância aos seus pares. Este tipo de brincadeira em grupo implica existir negociação entre as crianças. Ou seja, saber brincar com os outros, brincar sobre a mesma temática, acordar papéis e ações entre eles.

Outra das características do jogo simbólico é poder alterar a sua identidade.

Poder interpretar uma personagem sendo normalmente um adulto próximo, ou uma figura de fantasia. Assim se proporcina a aquisição de novas competências. Porque ao fantasiar estas personagens a criança consegue criar situações imaginárias.

A criança tem a capacidade de a partir de vulgares objetos criar algo diferente. Por exemplo, um simples prato transforma-se num volante de um carro. Assim, a atividade de brincar pode ajudar a passar de ações concretas para ações com outros significados, avançando em direção ao pensamento abstrato.

Nas aulas de Play & Learn no Gymboree Play & Music, o brincar ao faz de conta é feito a partir dos 22 meses, quando a criança demonstra o seu interesse no jogo simbólico. Fazer atividades com temáticas específicas tais como, “um dia na quinta”, ajuda a desenvolver a sua habilidade para estabelecer relações lógicas entre ideias e as suas capacidades de raciocínio mais complexas que são necessárias para as competências de leitura, matemática e ciência. Como as aulas são em grupo, as atividades encorajaram diversos momentos de interação social e de cooperação com os pares.

Possibilita à criança aprender a estar e a lidar com os outros, sendo fundamental para fazer amizades e para um bom funcionamento futuro.

Por Susana Cardoso – Professora Gymboree
Para Up To Lisbon Kids

Os dias de verão finalmente chegaram e com eles, o sol brilha, ouvem-se os passarinhos e a praia é um destino desejado por muitas famílias.

Aproveitem o bom tempo e os dias que parecem estar maiores para se divertirem ao ar livre!

Partilhamos sugestões de brincadeiras para todos os pequenotes e suas famílias!

 

Areia, que bom!

O convívio e a vossa imaginação ajudam a fazer surgir novidades bem divertidas de se ver e fazer!

Para todas as idades:

Tanta areia! Descubram o potencial das construções com areia! Podem criar, criar e criar coisas lindas! Tocar na areia, passar de mão em mão, fazer buracos, esconder brinquedos, descobrir um tesouro…

22 meses+:

Vamos cozinhar! Juntando um monte de areia e alisado o topo, fica pronta a mesa! Com bolas de areia de diferentes tamanhos podem criar alimentos e ementas deliciosas para uma refeição imaginária. Tantos frutos, tantos sumos!

Espremer uma bola de areia é como espremer uma laranja!

 

Água, que bom!

Têm sede? O melhor é mesmo beberem água e água a sério! E com o tempo quente vão hidratando a família.

6 meses+:

Água para brincar! Brincar com a água em dias quentes, ajuda o bebé a refrescar-se enquanto explora a textura da água. Gosta de brincar com as mãos? E com os pés? Se estiver ao seu colo, dentro de água, podem brincar a dançar enquanto cantam as vossas canções preferidas!

10 meses+:

Vamos beber! Ensinar desde cedo o gesto para “beber”, com a mão fechada e o polegar esticado trazendo até à boca, facilitará a comunicação com a criança que se sentirá feliz e com as suas necessidades correspondidas a tempo. Faça o gesto sempre que lhe der água. Muito em breve, quando estiver com sede, todos saberão!

22 meses+:

Vamos ser peixes! Falem de diferentes tipos de peixes. Divirtam-se a imitá-los e desloquem-se como eles, saltem como eles, e muito em breve, com maior confiança e gosto em mexer-se dentro de água, a sua criança conseguirá nadar cada vez melhor!

 

Noites de Verão, que bom!

O céu estrelado e a temperatura ambiente acolhedora tornam-se uma agradável companhia nas noites em que os pequenotes ainda estão acordados!

Aproveitem o bom tempo e a calma da noite para os convívios em família.

Para todas as idades!

Cantar para as estrelas! E para a lua! Saiam para a rua e um pouco depois, quando os vossos olhos se habituarem ao escuro, comecem a descobrir as estrelas no céu. E onde está a lua? Cantem-lhes uma ou várias canções das vossas preferidas. Pode haver quem queira ensinar uma nova canção num ambiente iluminado de forma tão especial!

Para todas as idades!

Ler uma história! Escolham um livro, peguem numa lanterna e saiam para a rua! A história pode ser contada à luz da lanterna e isso pode acontecer uma vez, e outra vez, e alguém pede que seja ainda mais uma, e a última! Ler outra vez dá segurança e as crianças gostam. A familiaridade traz satisfação aos mais pequenos. A repetição ajuda a associar palavras às imagens, muito importante no desenvolvimento das habilidades de leitura e da linguagem. Aprendem melhor a história, já conseguem prever o que vai acontecer e qualquer dia contam-na folheando o livro, ou mesmo sem ele!

Para todas as idades!

Olhar para o céu e receber miminhos. Quando o seu pequenote estiver calmo, mime-o com uma massagem suave na cabeça. Comece com movimentos calmos na testa, começando com os dedos no centro dirigindo para os lados, depois do nariz passando pelas bochechas. Termine a massajar os lados do rosto, incluindo as orelhas, e finalmente a parte de trás da cabeça. Experimente repetir os movimentos se o seu pequenote estiver a gostar do seu toque meigo.

Passe um verão muito rico em família, o Gymboree ajuda-o a divertir-se com o seu pequenino, sempre com ideias muito estimulantes e divertidas.

BOAS FÉRIAS!

Por Mónica Romão, Psicomotricista Professora Gymboree
Para Up To  Kids®

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O poder da música na primeira infância

A multiplicidade de variáveis que fazem parte da espécie humana permite a construção de histórias de vida completamente distintas, e sempre únicas para cada indivíduo.

Somos seres naturalmente sociais e com uma plasticidade que é moldada todos os dias da nossa vida. Desde a interacção com as nossas redes sociais, à nossa condição económica, cultural e vital, tudo isso vai determinar as nossas características individuais, ou seja, aquilo que somos e que futuramente seremos.

A primeira infância constitui-se como uma fase crucial para o desenvolvimento das diferentes competências inerentes ao ser humano. Posteriormente, estas competencias actuarão nas suas diversas áreas de funcionamento. Desta forma, entende-se que as primeiras experiências de aprendizagem são fundamentais para o resto da vida.  

A interacção das crianças com adultos significativos e materiais ajustados às suas aptidões e necessidades funcionam como pontos-chave para a construção da personalidade, autonomia e independência.

De uma forma geral, existem diversos factores que podem contribuir para o desenvolvimento harmonioso da criança.

A importância e o poder da música na primeira infância é indubitável. Sendo reconhecida como um domínio de aprendizagem das crianças, tem-se assistido cada vez mais à sua inclusão no quotidiano familiar e nos diversos programas educativos.

A música funciona como um importante precursor no desenvolvimento das aptidões linguísticas da criança. Assim como da sua inteligência, capacidade de expressão e da coordenação motora.

Para além disto, trabalha como um “objecto intermerdiário” das relações, na medida em que promove as díades constituídas por pais e filhos. Através das suas poderosas componentes, como o ritmo, a melodia e o timbre, a música facilita o trabalho relacional da criança e consequentemente o desenvolvimento das suas competências sociais.

A voz constitui-se como um dos mais poderosos instrumentos musicais. Isto enfatiza a importância dos pais como participantes num processo que alia a música ao desenvolvimento. O modo como o bebé reage ao seu pai ou mãe que canta é distinto da forma como reage a outro adulto que cante.

Sendo assim, estes devem ser motivados a permanecer como os “veículos” da musicalidade na criança no seu quotidiano. Existe uma variedade colossal de atividades que podem ser realizadas no seio familiar,promovendo o crescimento da criança e a dinâmica entre todos.

Porque não fazer uma viagem sem sair de casa?

Basta que se desenhe quatro bolas grandes de cores diferentes numa cartolina de acordo com os pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste). Posteriormente, coloca-se uma música à escolha e dança-se livremente à volta da folha. O objetivo é incentivar a criança a ir para “dentro” de um dos pontos cardeais e a identificá-lo sempre que a música pare.

Desta forma, estimula-se a coordenação motora, a atenção, a memória visual e a aprendizagem de novos
conceitos.

Uma atividade mais simples e direcionada a crianças numa idade mais precoce passa pela construção de um instrumento musical personalizado. A criança deve encher uma garrafa de plástico com água (ou massa) até um terço e decorá-la, assim como os seus familiares.
Seguidamente, coloca-se igualmente uma música de um estilo à escolha e basta acompanhar o seu ritmo com os novos instrumentos, criando uma “orquestra” familiar. Desta forma, promove-se a coordenação visual, a escuta ativa, a concentração e o trabalho de equipa.

O poder da música na primeira infância

O poder da música na primeira infância é grande e muito importante.
Sendo considerada por muitos uma obra de arte, a música é então uma forte ferramenta a ser utilizada no desenvolvimento das capacidades criativas e criadoras das famílias. A música amplia e modela as expressões de sentimentos e as percepções do mundo.

Constituindo-se como uma linguagem abrangente, esta deve ser incutida muito precocemente para que a criança possa
usufruir do estímulo, equilíbrio e felicidade que a música propicia a todo e qualquer indivíduo.

As aulas inseridas nos diferentes programas Gymboree Play & Music estimulam o desenvolvimento das crianças e gosto pela música através de canções, exploração de materiais e atividades com danças e jogos de movimento. A descoberta de diferentes ritmos e melodias promove a aquisição de competências essenciais, nomeadamente físicas, sociais e intelectuais.

O Gymboree Play & Music, como líder mundial em programas de desenvolvimento infantil, aposta no mais variado leque de estilos musicais, como o Rock & Roll, o estilo Latino ou até mesmo o Clássico. Para além disto, aborda igualmente as diversas culturas musicais inerentes aos diferentes continentes mundiais. Assim como recorda os êxitos das melhores e mais reconhecidas bandas internacionais, como os Abba, os Beatles ou os Queen.

 

Por Sara Setoco,  Professora Gymboree

A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

São inúmeros os estudos que têm sido realizados ao longo dos anos no sentido de melhor compreender a importância do brincar para o desenvolvimento global do ser humano. Será, de facto, tão fundamental a brincadeira para o crescimento adequado das nossas crianças?

Considera-se brincar toda a atividade que pressupõe divertimento e espontaneidade, realizada sem um fim intrínseco. É uma das formas mais comuns do comportamento humano, essencial para o desenvolvimento do individuo, sobretudo durante a infância.

As atividades lúdicas pressupõem a vivência do prazer de agir e de representar. Estas atividades podem ser brincadeiras livres, jogos, trabalhos manuais, atividades rítmicas, entre outras. Correspondem a momentos de encontro entre fantasia e realidade, diversão e aprendizagem. Na atividade lúdica, o que importa não é somente o produto da atividade, mas o processo experienciado, que possibilita a quem o vivencia momentos de encontro consigo e com o outro. O ato de brincar é fundamental para a formação do indivíduo.

Ao brincar, a criança, de forma lúdica, vai-se apropriando da realidade, estabelecendo as suas relações sociais e utilizando toda a sua corporeidade, nas suas dimensões motora, cognitiva e afetiva.

Experimenta, assim, novas situações, desafios e aventuras. No espaço lúdico formam-se conhecimentos, adquirem-se valores, aprendem-se limites, testam-se capacidades físicas, superam-se medos, adquire-se confiança, ganha-se resistência à frustração, desenvolve-se a autoestima, aperfeiçoa-se a linguagem não-verbal e verbal.

Brincando, aprende-se a conviver, a partilhar, a cooperar, a competir, a liderar, a ganhar ou a perder.

Brincar não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. É através do brincar que a criança consegue adquirir conhecimentos, superar limitações e desenvolver-se como indivíduo. As atividades como os jogos são cada vez mais consideradas estratégias didáticas, facilitadoras da aprendizagem, sendo frequentemente planeadas e orientadas por profissionais ou adultos. As atividades lúdicas que visam a aprendizagem proporcionam à criança a construção de algum tipo de conhecimento ou o desenvolvimento de alguma habilidade. O lúdico enquanto recurso na aprendizagem deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. É importante que o adulto brinque com a criança, a fim de a conduzir a um maior número de aprendizagens, quer cognitivas, quer psicomotoras. Estes momentos são também ocasiões privilegiadas de interação entre pais e filhos, em que de forma descontraída e prazerosa são estreitados laços.

Considerando-se a sua importância na aprendizagem, brincar favorece o pleno desenvolvimento das potencialidades criativas das crianças, a partir das suas formas próprias de sentir, pensar e agir. Consequentemente, revela-se primordial estabelecer uma aliança entre o brincar e o processo interativo de aprendizagem, tornando a criança mais ativa e participativa neste processo. Os tipos e formas de brincadeira deverão estar direcionados para a idade, etapa de desenvolvimento e necessidades de cada criança. Brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança.

No Gymboree utiliza-se a brincadeira como forma de aprendizagem lúdica e criativa, adaptada à idade e interesses da criança, proporcionando-lhe a possibilidade de desenvolver amplamente as suas potencialidades motoras, sócio-emocionais e cognitivas.

Por Francisca Diogo, Gymboree Play & Music Carnaxide
para Up To Lisbon Kids

Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

 

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree

 

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]