7 simples decisões que vão mudar a sua vida

Neste início de ano, vamos acreditar que a partir de agora é que é.

Por norma, o fim de ano é aquela época em que fazemos uma retrospeção e tomamos novas decisões. É, portanto, uma grande oportunidade para nos revigorarmos – a nós mesmas, e às nossas vidas. E se desta vez decidisse levar avante a Operação Me, Myself & I?

Adquira um novo hábito

A partir de hoje experimente criar um momento só para si, para fazer algo que realmente lhe dá prazer. Algo que se repita diariamente, preferencialmente à mesma hora. Mesmo que depois não consiga fazer sempre no mesmo horário, tente manter esse novo hábito. Crie uma janela para que a sua criatividade flua, dando a si mesma a possibilidade de relaxar. Por exemplo, levar a sério um hobby que adora e raramente tinha como concretizar. E pela sua sanidade mental e física, não abdique dele.

Ommmm…

Dedique 30 minutos para relaxar e meditar. 30 minutos são apenas uma pequena parte dos seus 86.400 segundos diários. Valorize-se a si e ao seu tempo. Investir tempo na meditação diária, sem confusão à volta (tanto quanto possível), significa, entre outras coisas, aumentar a capacidade de se focar. Ou seja, vai criar as condições para, no resto do ano, se concentrar no que importa e tomar decisões mais acertadas quando houver menos tempo para pensar.

Dica: acorde antes da família para poder sentar-se durante meia hora num recanto em silêncio, concentrando-se na sua respiração. Mesmo que a sua mente seja invadida por pensamentos (vai acontecer!), retome a atenção para a respiração.

Massagens

Ofereça-se uma massagem num spa. Com direito a aromaterapia para cuidar de si. Em alternativa, peça ao seu parceiro para lhe fazer uma massagem com óleo essencial de alfazema e laranja-doce (diluído em óleo de rosa mosqueta ou argan, por exemplo, excelentes óleos para as mulheres) ou prepare a si mesma um banho relaxante com estes óleos, e mime-se com uma (auto)massagem.

Sesta

Durma quando o seu bebé estiver a dormir. Se estiver a amamentar, extraia o leite e peça ao seu companheiro para dar ao bebé durante a noite, o que lhe permitirá dormir durante um período de tempo mais alargado.

Namore!

Tão ou mais importante do que cuidar dos filhos é cuidar da nossa relação (seja com o marido/namorado, o que lhe queiramos chamar).  Eduardo Sá, o psicanalista tão conhecido e amado por muitas famílias, defende que os pais deviam ter um «namorário», uma espécie de horário que dedicamos à relação amorosa e que, ao ser nutrida, resultará em nós como melhores pais também. <3

Cozinha(r) é amor em ação

Ter o que comer é uma sorte. Ter a abundância de cores, sabores e texturas que os alimentos disponíveis no mercado proporcionam, é um luxo. Também na alimentação surge a possibilidade de darmos largas à imaginação. Podemos fazer deste tópico um momento em família, pedindo aos mais novos que lavem os vegetais e cortem a fruta, enquanto o companheiro põe a mesa. Podemos decorar a mesa com detalhes que a tornem mais bonita.  (Re)invente o seu plano de refeições, com receitas mais simples para o dia a dia e outras mais elaboradas para o fim de semana. E claro, saudáveis sempre que puder ser sempre!

Ganhe tempo ao tempo

… e torne o resto do ano mais fácil e emocionalmente mais saudável.

Uma das coisas que nós mães (e pais), em geral, nos queixamos é que não temos tempo suficiente para a família. Não somos super heróis, então há que focar. Descreva exaustivamente a atividade em família à qual gostaria de dedicar mais tempo, incluindo o que e como gostaria que acontecesse nessa ocasião, e em que momento da semana/dia (quando). Agora que já identificou o que pretende fazer em família, empenhe-se paulatinamente nesse objetivo. Havendo o plano e consciência do itinerário para a concretização do mesmo, tem meio caminho feito.

Mesmo que experimente apenas uma destas sugestões de mudança, leve-a na bagagem destas férias e verifique, depois, se contribuiu para uma melhoria no seu estado de espírito e, em última instância, se confirma que a felicidade dos seus filhos tem uma relação de proporcionalidade direta com a sua própria felicidade. E família pode até ser só mãe e filho – não conta menos por isso.  Quando a mãe está bem e equilibrada, todos ficam a ganhar. Neste ano encha o seu coração de coisas que lhe façam bem!

imagem@umcomo

Recuperar depois do caos

Um episódio traumático, seja ele de que natureza for, pode ter um tal impacto numa criança que as impressões fortes daí resultantes podem cristalizar-se na sua constituição física e psíquica. Altera-se o bom desenvolvimento de um indivíduo, sendo que quanto mais nova for a criança, maior o impacto.

Um trauma significa, etimologicamente, uma ferida. Uma ferida psicológica. Os distúrbios consequentes podem ser do foro psíquico e/ou físico (sistemas metabólico, rítmico, respiratório, motor, nervoso), interferindo com o comportamento e aprendizagem.

Um trauma processa-se, por norma, em 4 fases:

Situação traumática » Fase aguda do choque (1-2 dias após a situação) » Reação de stress pós-trauma (até 8 semanas depois) » distúrbios provocados pelo trauma  » Alterações da personalidade.

Para um adulto, independentemente da ligação que tenha, é dilacerante encarar uma criança traumatizada, mas há ações que podem de facto ajudar. Aliás, por menor que seja o nosso esforço no sentido de proteger o desenvolvimento infantil, terá o seu efeito. Devemos, portanto, focar-nos em ajudar a criança, tentando ultrapassar o “ferimento” através dos meios que estiverem ao nosso alcance.

Segundo a Pedagogia de Emergência, defendida pelo alemão Bernd Ruf, existem alguns métodos que poderão ser aplicados nos dias e semanas procedentes do episódio traumático. O objetivo desta intervenção de emergência é ativar e agilizar tanto estratégias pedagógicas como o poder de auto-cura da própria criança para ultrapassar o trauma e evitar distúrbios consequentes desse trauma. Naturalmente, deverá ser levada em consideração a idade da criança e fazer-se os devidos ajustes.

Eis algumas estratégias de intervenção propostas pela Pedagogia de Emergência:

permitir que a criança sinta o que tiver a sentir e experiencie as suas emoções. Quanto maior a capacidade da criança de processar as emoções, melhor será a recuperação do trauma. É fundamental que o adulto a ouça, se interesse e a apoie.

verbalizar as experiências e as emoções. É muito importante que a criança consiga exprimir/expelir por palavras o que sente. Suprimir e negar são mecanismos de defesa que podem levar a fobias e compulsões, ou até distúrbios depressivos. Mas não deve ser pressionada. Quando a criança não se consegue exprimir verbalmente, devemos encontrar outras maneiras para a ajudar a fazê-lo, seja a escrever, desenhar, pintar, compor uma música, modelar…

proporcionar ritmo e rotina. Ritmo é vida. E se é algo básico em qualquer situação/ fase,  ainda mais o é para uma criança cuja vida ficou um caos após uma experiência traumática. Trazer ritmo, ordem e segurança é vital – seja no ritual de acordar e deitar, à refeição que inicia ou termina, ter a sesta, etc. Num plano mais abrangente, também tentar devolver o ritmo do dia, da semana, do mês. Para além dos pequenos rituais associados às ações quotidianas, podemos recorrer a cantigas, cantilenas, versos e jogos rítmicos (pois trazem ritmo e repetição);

criar movimento.  A criança que sofreu um trauma fica geralmente tensa, como que presa. Pode ter medo de se mover, de se movimentar. Mas o movimento desenvolve tanto a saúde mental como a física, como sabemos. Devemos, pois, encorajá-la a movimentar-se, a caminhar, a correr, saltar, nadar. É evidente: tendo em consideração o estado físico em que a criança possa estar após uma situação que tenha afetado o corpo físico.

assegurar uma nutrição tão rica quanto possível. A nutrição afeta a saúde, o sistema imunitário e também a condição física. Neste momento deverá dar-se especial atenção para que a alimentação seja o mais rica possível, especialmente em vitaminas.

proporcionar relaxamento. As massagens são, por excelência, uma forma de relaxar. Um óleo (de amêndoas, ou até azeite) com 1 ou 2 gotinhas de óleo essencial de alfazema têm um efeito terapêutico e calmante sobre a pele. Também técnicas de respiração são bastante eficazes para que a criança apazigue as reações fisiológicas sofridas após o trauma.

treinar a concentração e a memória. Após uma experiência traumática, a criança facilmente perde o foco, esquece-se com frequência. Ouvir histórias, fazer trabalhos artísticos, trabalhos manuais, jogos de memória, puzzles, jogos de coordenação e jogos de paciência poderão ajudar bastante a recuperar a concentração e a memória.

brincadeira ativa, sob observação. Através do brincar, as crianças tendem a reproduzir as vivências que têm. Após um trauma, através da brincadeira a criança vai readquirindo aos poucos o sentimento de controlar algo. Pode representá-las com bonecos ou assumir uma «personagem», projetando neles o que sente ou vivenciou. É conveniente, por isso, que nos dediquemos a observar a brincadeira, porque se não tiver limites pode levar ao reviver doloroso do trauma, em vez de o curar. Os próprios brinquedos que lhe sejam disponibilizados deverão ser naturais, simples.

criar atividades que apelem a novas competências. A criança possivelmente apresenta agora uma certa apatia (para além de baixa auto-estima) pelo que é necessário aos poucos confiar-lhe pequenas tarefas exequíveis, tais como manualidades, tarefas de jardinagem… No fundo, tarefas com alguma responsabilidade em que os mais pequenos se sentem capazes de concretizar e, assim, mais importantes.

Para além das estratégias mencionadas, e pensando nas crianças mais pequenas, nomeadamente os bebés, tudo o que possa contribuir para um conforto físico (seja o da pele ou o do meio envolvente), será benéfico para ajudar a ultrapassar o trauma.

Por exemplo:

–  recorrer a um porta-bebés adequado, que os mantém próximos de nós e aconchegados;

– embrulhá-los numa manta leve que os mantenha quentes e seguros (uma swaddle)

–  através de um pequeno  boneco de conforto ou uma fraldinha de pano, que é como que uma referência, algo que o bebé «conhece» pelo cheiro e pelo toque.

– através da utilização de roupas macias, que lhe trazem a sensação de bem-estar.

Proporcionar segurança e proteção, criar laços emocionais confiáveis, desenvolver a auto-estima, reduzir o desgaste emocional e criar uma atmosfera de grupo positiva resulta na ativação das forças de autocura das crianças traumatizadas.

Não menos importante, finalmente, é celebrar as alegrias, mesmo que sejam apenas alguns «golden moments» – e há sempre algum. Valorizar e realçar cada um desses momentos de ouro do dia a dia, aliando-os a uma comunicação empática e a memórias positivas, é trabalhar para o fortalecimento do sistema imunitário da criança e cura a todos os níveis!

Neste regresso às aulas, que coincide com a Semana Internacional do Desperdício Zero (4-8 de Setembro), aplique o cada vez mais célebre movimento de Bea Johnson. Relembrando os 5 princípios do Zero Waste:

1º Recuse o que não precisa;

2º Reduza o que precisa;

3º Reutilize o que consome/usa;

4º Recicle o que não pode recusar/reduzir/reutilizar;

5º Faça compostagem com o que sobra.

Aplicando estes princípios ao regresso às aulas, eis algumas ideias que, muito além de ecologia, são pedagógicas e de cariz comunitário:

  • Partindo do óbvio: reutilize material escolar do ano anterior. Reúna todas as canetas, lápis, marcadores, cadernos, dossiers, capas, clips, colas, mochilas, estojos, réguas  e sacos, e analise a quantidade que têm em casa. Assim, pode logo filtrar o que efetivamente precisa de substituir. Seja firme nas decisões e nos motivos que as movem (sabemos que não é fácil dizer «não» à nova mochila das princesas ou àquele novo dossier do super herói. Por isso, evite ir com as crianças às compras ou será a morte do artista);
  • Não tem de arranjar o material todo de uma vez. Da lista que lhe for entregue, verifique o que efetivamente tem de adquirir, e quando;
  • O que fazer com o material que já não precisa, mas que ainda pode servir para outras crianças? Doe à própria escola ou venda (já lá voltamos);
  • Opte por cadernos que tenham agrafos em vez de argolas, e cujo papel seja reciclado;
  • Se possível, escolha canetas de tinta permanente (recarregáveis);
  • Em vez de marcadores, arranje lápis de cor fluorescentes para sublinhar;
  • Antes de comprar determinado livro, verifiquem se está disponível na biblioteca da escola ou na biblioteca municipal;
  • Sempre que possível, use clips em vez de agrafos. Os clips podem ser reutilizados;
  • Recicle ou composte o papel que já não precisa;
  • Eduque a sua família para estimar o material. Mais do que necessidade, é uma questão de princípio.
  • Inicie um movimento de Zero Waste na escola dos seus filhos: por que não reunir-se com meia dúzia de pais e organizar uma «venda de garagem» ou bazar  com as roupas de ginástica que já não servem aos vossos filhos, capas de chuva, brinquedos, além de livros, manuais, e outro material escolar que pode ser reutilizado por outras crinças? Ou quem sabe, simplesmente trocar.

E nem só de material escolar se trata quando se fala de Desperdício  Zero – Desperdício Zero é um modo de vida. Por isso, aproveite o ar fresco para tomar decisões mais conscientes quando for escolher roupas, gorros, calçado, e até os lanches diários.

Quanto aos lanches:

  • sempre que puder ser sempre, faça os lanches em casa. É um investimento na saúde dos seus filhos e é mais fácil evitar plásticos. Pode fazer, por exemplo, bolinhas/barrinhas energéticas super simples à base de frutos secos, palitos de cenoura e pepino, crackers de sésamo, wraps com vegetais, sumos naturais, pudim de sêmola com canela, sandes com pasta de grão, etc.
  • opte por frascos de vidro bem vedados (por exemplo, boiões de fruta/papa, frascos de molho pesto, etc) para transportar a bebida e/ou a comida.
  • use guardanapos de pano.

Roupa e calçado:

Tente ao máximo usar roupa em 2ª mão (dos irmãos , dos primos, dos amigos, ou em lojas especializadas para o efeito) ou, se vai comprar roupa nova, que seja de matérias-primas naturais em vez de poliésteres.

E que não lhes passem piolhos pela cabeça! Previna, aplicando-lhe 1 gota de óleo essencial de tea tree (árvore de chá/melaleuca) e 1 gota de alfazema, na zona do pescoço e orelhas – deve diluir num pouco de óleo de amêndoas doces.

Tens filhos em idade de creche?

Se ainda usa fraldas, pense nas fraldas reutilizáveis como alternativa às descartáveis. Simplifique a vida às educadoras, que possivelmente vão torcer o nariz (por ainda não ser uma realidade muito comum em Portugal, infelizmente): envie sacos próprios para depositarem as fraldas sujas. Se, no entanto, usar as descartáveis, as de bambu são as mais ecológicas. Também as toalhitas podem ser reutilizáveis (pode fazer ou comprar, inclusive à base de bambu).

Há gestos relativamente simples que podem, de facto, tornar-se parte do seu dia a dia, experimente. E, no fim do ano lectivo, faça as contas. Observe como evoluiu o rendimento do seu orçamento familiar!

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O momento das refeições em família vai muito além da nutrição do corpo. É encher o copo do coração com energia, saborear cada história que se conta sobre as coisas mais interessantes que aconteceram no dia, partilhar alimento físico e emocional.

É fácil imaginar a ligação que esta experiência, dia após dia, pode ditar da relação que a criança vai ter com a comida a longo prazo – além da questão social. O que os filhos vivenciam à refeição vai projetar parte da sua postura e opções em adultos. Por exemplo, quando uma criança é obrigada a comer, «à força», pode mais tarde desenvolver distúrbios alimentares – além destes distúrbios terem, geralmente, a ver com a relação entre mãe e filho. Por outro lado, se o ambiente for tranquilo, a relação com a comida será também mais equilibrada.

Também o aspeto social torna a refeição uma ocasião importante. Desde o aprender, a pouco e pouco (por imitação), a usar os talheres e o copo, a estar à mesa, até ao apreciar a comida, enquanto ouve os outros e espera para se levantar, tudo reflete a ambiência social.

Mas criar este momento, a refeição em família, e torná-lo um ato de amor, requer prática.  Talvez as férias sejam a altura ideal para fortalecer esta experiência familiar/social, que requer saber coisas para alguns simples e óbvias, para outros não tanto: desde fazer as compras, cozinhar e levar a refeição a bom porto.

Aproveite cada passo do processo para instituir hábitos saudáveis, tanto do ponto de vista alimentar como social e educacional. Acima de tudo, envolva os elementos da família.

Alguns pontos de partida:

  • Conte com a participação das crianças para planear as refeições, escrever a lista de compras, preparar os alimentos, cortar os vegetais e a fruta, pôr a mesa… tudo são tarefas que podem ser divertidas e pedagógicas.
  • Escolha o mercado ou mercearia locais, onde os sentidos ficam mais despertos: escolhemos alimentos frescos e coloridos, interagimos com os vendedores do costume, com quem mais cedo ou mais tarde criamos laços. Ah, não se esqueça: leve os sacos de panos ou um cesto em vez de comprar sacos de plástico.
  • Opte pelas ervas aromáticas para temperar, bem como especiarias; pelos guardanapos de pano; por loiça e talheres «verdadeiros» em vez de plástico para os mais pequenos (além de que os integra mais).
  • Permita que a criança se sirva. Mesmo que requeiram alguma ajuda, reforce a autonomia dos mais pequenos.
  • Conversem à mesa. À mesa fala-se, sim. A empatia pode ser fortalecida ao perguntar ao seu filho pelos amigos por um  momento divertido que ele teve no dia. Converse também com o seu companheiro/a, sobre assuntos leves, com contacto visual.
  • Agradeçam a refeição. Quando expressamos conscientemente palavras e sentimentos positivos perante a refeição partilhada, a relação da criança com a comida será também mais saudável.
  • Haja flexibilidade. É claro que as refeições cozinhadas em casa são as ideais. Mas se de vez em quando estiver tão cansada/o ou aborrecida/o que decida comprar comida de fora, ou mesmo ir jantar fora, não vai nenhum mal ao mundo. Aproveite, sem culpas, a refeição «menos saudável».

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Ingredientes

– 4 rodelas de banana

– 1 chávena de mirtilos

– 1 chávena de iogurte de baunilha (de coco)

– 1 chávena de morangos

– palitos para gelado

Preparação

  1. Coloque uma rodela de banana em cada taça e crave um palito para gelado em cada uma.
  2. Triture os mirtilos e ponha uma camada deste creme sobre a banana. Reserve no congelador.
  3. Retire as taças do congelador e adicione uma camada uniforme do iogurte de baunilha. Leve novamente ao congelador.
  4. Triture os morangos e, tal como anteriormente, adicione uma camada do creme de morangos sobre a camada de iogurte em cada taça.
  5. Finalmente, leve ao congelador durante 2h para solidificar e quando retirar pode virar a taça ao contrário e passar por água quente, para retirar o gelado.

Nota: A imagem é uma ilustração e não corresponde ao resultado da receita feita

imagem@shutterstock

A fase em que os nossos filhos largam as fraldas é, sem dúvida, uma das mais importantes nos primeiros anos de vida. Trata-se de uma grande conquista para a criança, e para os pais, que constatam o desenvolvimento do/a filho/a – para além de dar lugar a uma etapa mais económica tanto no que respeita às finanças como ao tempo que se leva a trocar fraldas.

O desfralde ocorre geralmente por volta dos 2 anos e meio – 3. Por vezes ocorre mais cedo, outras mais tarde.

Habitualmente, o desfralde ocorre em 3 fases: desfralde diurno, desfralde na sesta e desfralde noturno. É uma altura em que precisamos de doses extra de paciência, até chegar o grande momento em que a criança efetivamente não precisa de mais fraldas.

Há que ter em atenção se a criança está preparada para o desfralde, de forma a que não seja um desfralde precoce, que, pode eventualmente levar à enurese – uma perturbação em que a criança faz frequentemente «xixi» na cama, numa altura em que essa questão já deveria estar ultrapassada.

Após detetar sinais que o fazem considerar que a criança está efetivamente pronta para iniciar o desfralde, então torne este processo contínuo e irreversível. Começar o processo e desistir rapidamente porque a criança por vezes não avisa a tempo que precisa de ir ao bacio, ou porque nos dá jeito (e muitas vezes, o facto é que nos dá), não ajuda.

E, se uma criança já deixou definitivamente de usar fraldas, mas por algum motivo atravessa uma fase de enurese (urinar na cama), jamais volte a usar a fralda. Para além de contraproducente, afetaria a auto estima da criança.

Esta fase será mais eficiente se resultar de uma parceria entre pais, avós/família, e educadoras. Se a ida ao bacio for semelhante em qualquer dos locais (casa/creche), será mais fácil para a criança.

Ajuda muito se encarar o desfralde tal e qual o que é: uma fase. Por isso, em vez de se irritar com os acidentes frequentes na roupa e na casa (irritação que a criança inevitavelmente sente) torne a sua vida mais fácil minimizando o cansaço e o desgaste. Comece por arranjar um bacio ou um redutor para a sanita, remova os tapetes de casa, peça colaboração às educadoras, observe a criança para captar mais sinais para a poder apoiar.

Outras estratégias que podem facilitar esta fase:

  • perguntar de 20 em 20 minutos se a criança precisa de ir ao bacio/casa-de-banho
  • diminuir a ingestão de líquidos antes de dormir
  • adquirir um resguardo para a cama.
  • usar cuecas de treino – um híbrido entre a fralda e a cueca (são menos absorventes e vestem-se como cuecas, não existem velcros). Padrões divertidos serão um bom estímulo.
  • usar um tapete impermeável, fácil de limpar. Se for fácil de transportar ainda melhor, porque pode levar para a praia ou para um jardim
  • fazer do momento do bacio uma brincadeira, um momento lúdico, tranquilo
  • fazer «xixi» antes de ir para a cama
  • usar uma capa impermeável que proteja a cadeirinha auto ou de comer.
  • nunca envergonhar a criança
  • quando há crianças próximas mais crescidas (por exemplo primos) pode pedir-lhes que mostrem ao pequeno como fazem
  • se a criança tem algum boneco com que dorme, este pode ser um bom aliado. Peça ao boneco, diante da criança, que avise a criança (baixinho, durante a noite) quando precisar de acordar para ir ao bacio. Isto cria na mente da criança um alerta subtil para estar atenta à vontade de urinar durante o sono.

Quanto à tendência que temos para fazer uma “festa” quando a criança consegue utilizar o bacio a tempo, para que a criança se sinta recompensada, há que ter em conta, por outro lado, o cuidado necessário para que a criança não se sinta frustrada quando não conseguir.

Dê liberdade à criança para que ela «erre». Como é que a criança pode perceber as suas necessidades fisiológicas sem que as veja, que as sinta? Já todos passámos por isto ?

E haverá melhor altura do ano para se iniciar o desfralde do que o Verão?

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É o Verão a chegar! Prepare a família a rigor para a tão aguardada época.

Férias de verão rimam com praia. Mas também com campo. Há dicas transversais aos dois cenários. Para além dos habituais cuidados a ter – e nunca é demais relembrar – tais como a atenção a ter com as horas de exposição ao sol (até ao meio-dia, e após as 16h), a necessidade redobrada com a criança na praia (perigo de afogamento ou de se perder) e de ingestão de água, deixamos,  para os mais pequenos, os essenciais de Verão:

  • roupa fresca, com materiais naturais (bodies de manga curta, túnicas, calções largos, vestidos, t-shirts, tapa-fraldas, etc). Para as noites de menos calor, leve um ou dois casacos de malha.
  • sandálias confortáveis e flexíveis, que permitam boas caminhadas
  • fato de banho, calção de praia, fralda de natação («swim nappy»).
  • chapéu com abas bem largas, que protejam as meninges. Opte por um chapéu de algodão e/ou cânhamo, dado que são matérias-primas mais frescas.
  • protetor solar fator 50+. Vale a pena apostar num protetor solar mineral biológico, cuja acção é de barreira física da pele, em vez de ser por degradação do produto no interior da pele.
  • kit de cremes de bebé em tamanho de viagem (creme para a fralda, creme de rosto, óleo)
  • toalha de praia
  • capa respirável para o ovo/cadeirinha do carro – existem capas próprias, com uma camada interior que permite que o ar passe facilmente, evitando a transpiração. Existe também uma versão mais económica de capa protetora, que serve apenas para o assento em si e cuja ação é essencialmente proteger contra a fuga do xixi ou eventual transpiração na zona do rabinho.
  • brinquedos de praia apropriados para a idade – estes brinquedos vão servir durante verões consecutivos (e até poderá usá-los na Primavera ou no Outono, num jardim ou parque infantil), pelo que vale a pena investir num bom balde, uma boa pá, entre mais um ou outro briquedo. O  plástico ecológico será a melhor opção, dado que não transmite materiais tóxicos para a pele da criança. Ao mesmo tempo, se for resistente, dificilmente se partirá. Compensa, em vez dos sucessivos baldes e pás que se partem devido à fraca qualidade.
  • Se a criança estiver preparada, então aproveite a chegada do verão para iniciar o desfralde. Existem cuecas de treino giras e com materiais não tóxicos – reutilizáveis, à base de algodão e bambu.

Finalmente, porque todos os anos surgem casos de crianças que se perdem na praia, partilhamos um método que já circulou pelas redes sociais – na esperança, porém, de não ser necessário recorrer. Se detetar alguma criança perdida na praia, coloque-a aos ombros e peça para que as pessoas na praia batam palmas. Assim a criança fica visível e as palmas captam a atenção, tornando mais fácil reencontrarem a criança.

Este verão, relaxe e usufrua realmente do tempo em família, aproveite para observar como os seus filhos cresceram, dê férias aos gadgets e divirtam-se juntos!

imagem@mariagorda coleção 2017

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Quando nasce um bebé prematuro, nascem também vários desafios: lidar com a incerteza e a fragilidade de um bebé e gerir a expectativa.

Estabelecer uma relação íntima e direta com um bebé que nasce antes do tempo vai ajudar o prematuro a recuperar mais rapidamente. Por sua vez, também aos pais ajudará a ultrapassar a fase inicial deste enorme desafio.

Não obstante as várias experiências amargas a que este bebé está sujeito durante os primeiros tempos, há uma série de cuidados e vivências agradáveis que poderão paulatinamente ser oferecidas ao prematuro – alguns só no regresso a casa, outros ainda na maternidade.

Tratamento completo para bebés felizes

A amamentação, assim que possível, é um fator de absoluta importância para o bom desenvolvimento do bebé. Nada se iguala ao leite materno, não só por ser o alimento mais completo que um bebé pode ter como por promover o seu desenvolvimento emocional, a sua a segurança e o vinculo emocional à mãe.

Também o toque, tão vital nos primeiros meses de um bebé, pode ser das melhores experiências que lhe podemos dar. Através de uma massagem suave com um óleo biológico apropriado, alguma sabedoria e muito carinho, o bebé ficará mais relaxado e sentir-se-à seguro.

A massagem tem um papel fulcral, dado que vai, de certa maneira, compensar a falta de estimulação intra-uterina que ficou suspensa aquando da interrupção da gravidez de forma prematura. Além disto, a massagem ajuda as mamãs (e papás) a superarem o sentimento de culpa que frequentemente sentem, sentindo-se assim úteis para o seu filho.

Também a utilização de um pano porta-bebés será de grande benefício para ambos (bebé e pais). O prematuro, através do contacto pele com pele, vai sentir-se seguro e quentinho, ao mesmo tempo que poderá ouvir o bater do coração da mamã, sentir o seu cheiro, ouvir a voz que já conhece tão bem, ficar aliviado de eventuais cólicas…

A técnica de embrulhar o bebé – numa swaddle – é das mais úteis para transmitir conforto e segurança a um prematuro. Quando o bebé está firme (mas confortavelmente) embrulhado neste «crepe» de algodão, fica calmo, sente segurança e, consequentemente, dorme melhor.

E a hora do banho? Para um bebé muito pequeno, vai ser especialmente importante sentir que existem limites – como os que havia nesse lugar seguro que era o útero. Através de uma banheira ergonómica, em formato de balde, conhecida vulgarmente por Shantala, onde o bebé fica sentado, terá uma sensação mais próxima da vivência na barriga da mãe, comparativamente a uma banheira comum. A Shantala, pela sua forma compacta, permite que a água se mantenha quente durante mais tempo, e diminui as cólicas do recém-nascido. Umas gotinhas de óleo hidratante (por exemplo, à base de argan) vão também enriquecer a pele do bebé.

Os produtos que aplicamos na pele deverão ser essencialmente neutros, sem aroma/ fragrância e, tanto quanto possível, biológicos certificados. Estes não contêm químicos nocivos – sim, muitas marcas específicas para bebés, ironicamente, contêm-nos.

A escolha criteriosa das roupas também será um fator importante para o conforto do prematuro. Roupas com um toque suave, à base de fibras naturais (algodão biológico, seda, lã merino, bambu) vão seguramente transmitir mais bem-estar ao bebé, cuja pele é ainda muito sensível. O mesmo é extensível para os lençóis e as mantinhas que envolvem o prematuro.

Na mesma linha de pensamento – materiais que contactam diretamente com a pele do bebé – opte por fraldas suaves, hipo-alergénicas. As fraldas de pano, reutilizáveis, ou as de bambu, descartáveis, podem representar a opção mais ajustada (literalmente!) para estes pequeninos.

Estas são apenas algumas sugestões para responder às necessidades de bem estar de um prematuro. Sentir que está seguro, que é amado, num ambiente de calor e conforto, são condições vitais para fortalecer qualquer bebé, mas em especial se se tratar de um prematuro.  E regressar a casa com a segurança de que sabem cuidar do seu bebé é a melhor sensação que os pais poderão ter!

Há lá coisa melhor do que chegar a casa e ter um spa completo para um bebé feliz?

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Todos os pais sabem que as 24 horas do dia parecem sempre insuficientes quando temos que tomar conta dos nossos filhos, com as várias tarefas associadas a eles, em especial quando são bebés. Ao mesmo tempo, precisamos de zelar pela saúde. Fazer exercício físico diariamente – entre as outras 827 tarefas diárias. Uff…e tempo para isso tudo?

Muitos pais já perceberam que juntar desporto e filhos é uma solução. Fazer exercício com os mais pequenos, e nem precisa de sair de casa. A ideia de «incorporar» os filhos no exercício físico tem ganho peso nas redes sociais e, por consequência, nas nossas vidas.

Um enorme aliado neste desafio é um porta-bebés. Existe, inclusivamente, o termo técnico: “babywearing workout”. Nada mais é do que carregar o seu bebé de forma segura, num porta-bebés (pela saúde do seu bebé, opte por um ergonómico!) enquanto faz os seus exercícios. E tanto serve para mães como pais.

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 As vantagens são várias, como por exemplo:

– (a mais óbvia) ter tempo útil com os seus filhos enquanto faz desporto

– os pequenos adoram andar como coalas às costas dos pais, quais pesos humanos para desenvolver os músculos dos papás

– optando por um porta-bebés, fica na mesma com as mãos livres

– num porta-bebés ergonómico (por exemplo, as mochilas, como Boba, Ergobaby, Manduca) o bebé fica numa posição confortável, e tem menos cólicas

– o bebé sente-se seguro, chora menos, e dorme mais

– ao carregar o seu bebé, para além de favorecer o desenvolvimento motor/físico, favorece o desenvolvimento emocional e neurológico da criança

– incentiva as crianças ao movimento – haverá algo mais representativo do que é ser criança do que o movimento?

– mesmo que não faça exercícios específicos, só o facto de ter o bebé como «peso» é meio caminho andado para queimar muitas calorias!
Veja os vídeos disponíveis na internet sobre aulas de dança com pais e mães com os seus bebés nas mochilas ergonómicas, além de vários sets de exercícios exequíveis em casa ou no jardim, e  experimente lá em casa.

Resumindo e concluindo: quem precisa de ginásio quando se tem filhos?  Experimente. Aproveitem para passar o próximo Dia do Pai no parque, a fazer desporto da forma mais divertida.

Ponha o seu pequeno “personal trainer” às costas e…que comecem os push-ups!

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As crianças criam e vivem muitas histórias, encarnam personagens como ninguém, com ou sem fatos, com mais ou menos recursos. E fazem-no diariamente. Porque o Carnaval, como costumamos falar do natal, é quando uma criança quiser.

No dia-a-dia, são precisas muita compreensão e doses extra de paciência perante uma criança que de repente entra no quarto aos rugidos para nos atacar, porque está a representar um leão. Afinal, será que um leão pode agir de outro modo, senão precipitando-se aos rugidos sobre a sua presa? Ou a menina que não quer vestir o impermeável nem as galochas num dia de chuva, porque é uma princesa e «tem» de usar aquele vestido de baile?

No Carnaval, pelo menos, têm mais espaço para poder representar as personagens, para “brincar ao faz-de-conta”. Porque é a brincar que as crianças desenvolvem a sua criatividade e imaginação, incentive o seu filho/a a ser mais original e o melhor de tudo, participe também!

Deixe as regras de lado. Afinal, a menina não tem de ser obrigatoriamente uma personagem feminina, ou o rapaz o herói. E por que não criar uma máscara coletiva? Com um lençol verde, por exemplo, pode criar uma lagarta de crianças. Basta abrir espaços laterais e em cima (ao longo do lençol) para que a criança coloque os braços e a cabeça. Ou, com a mesma técnica, criar uma centopeia num grande lençol escuro.

Aproveite a brincadeira – coisa séria! – e dê um passo à frente. Torne este Carnaval mais sustentável – para a sua carteira e para o planeta – utilizando recursos que já tenha em casa para criar fatos e máscaras. Vai precisar de tecidos, garrafas de plástico, caixas de cartão, e com papel pode usar técnicas de origami para compor o ramalhete.

Quanto às tintas e à maquilhagem, que ajudam a compor (ou compõem per se) a máscara/personagem, venham elas. Mas evitem-se as reações alérgicas e outros dissabores: procure tintas vegetais para as pinturas faciais ou corporais e, para as princesas, existe maquilhagem biológica, e até vernizes sem tolueno ou cânfora. Existem também produtos de styling para cabelo que não o estragam, ou cremes de corpo com brilhantes que mantêm a pele saudável, sem químicos nocivos.

Deste modo, para além de ser mais sustentável, a probabilidade de haver reações alérgicas é quase nula.

E se, de repente, aproveitasse o fim de semana prolongado e desse uma festa de Carnaval também para adultos? Já não são crianças mas o direito à diversão também existe. Divirtam-se, dêem asas à imaginação e criem memórias, em família!

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