Desde o útero da mãe, o bebé experiencia movimento. Além de mudar a sua posição, ele acompanha os movimentos internos e externos da mãe. Depois de nascer, continua a precisar de movimento através, por exemplo, do embalo, que o tranquiliza.

Para a mãe, os novos meses de gravidez e a experiência do parto têm um forte impacto no seu corpo, pelo que pensar na sua rápida recuperação é, por vezes, um dos maiores motivos de ansiedade. Por outro lado, as alterações físicas e hormonais sentidas a seguir ao nascimento do bebé podem produzir grande instabilidade emocional. Este período de maior fragilidade associado à nova rotina familiar que se instala, leva a um desgaste físico e emocional acentuado, levando à acumulação de tensões físicas. Nesse sentido, é fundamental que a mãe cuide do seu corpo.

O exercício físico no período pós-parto tem benefícios para a saúde da mulher, permitindo a recuperação dos músculos do pavimento pélvico, prevenindo a incontinência urinária, a tonificação dos músculos abdominais, a recuperação do peso e da forma física, o aumento da consciência corporal e a melhoria da postura, a prevenção da dor muscular e/ou articular e, não menos importante, a obtenção de inúmeros benefícios psicológicos, como a redução do stress e o aumento da autoestima.

Mas, sendo este um momento de entrega completa ao bebé, muitas vezes as mães descuram o seu próprio bem-estar em prol da atenção dada ao novo ser que trouxeram ao mundo. No entanto, a sua saúde e o seu estado emocional são tão importantes quanto os do seu bebé. E porque não juntar o útil ao agradável?

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Experienciar uma recuperação com afeto

A integração do bebé na prática do exercício físico da mãe traz inúmeros benefícios para ambos. Além de todos as vantagens do exercício físico já referidas para a mulher, o bebé beneficia da experiência e vivência do movimento na primeira infância, estimulando positivamente o seu desenvolvimento sensório-motor. Este estímulo associado à interação com a mãe vai permitir que o bebé se divirta, fique mais relaxado, contribuindo para a melhoria da qualidade do seu sono, bem como para o alívio de desconfortos comuns, tais como as cólicas e a obstrução nasal.

Por outro lado, estes momentos proporcionam um fortalecimento do vínculo afetivo mãe-filho, reduzindo a probabilidade da mulher vivenciar o fenómeno baby blues e consequentemente, evitando uma depressão pós-parto. A possibilidade de interagir com outras mães e bebés, através da partilha de experiências e conhecimentos, contribui também para o aumento da autoconfiança e do autocontrolo da mulher.

Relembrando alguns dos benefícios físicos desta prática, é importante observar que o peso do bebé favorece o aumento da carga/intensidade dos exercícios, contribuindo para o fortalecimento de todos os grupos musculares e preparando a mulher para os novos desafios posturais que se impõem nesta fase, como pegar no bebé ao colo, mudar a fralda ou amamentar.

É, no entanto, fundamental que as mães no período pós-parto pratiquem exercício físico orientado por profissionais especializados, sempre de acordo com a sua condição física. O exercício físico adequado às necessidades e objetivos da mulher irá contribuir para que esta se sinta com mais energia para brincar, cuidar e mimar o seu bebé.

Por Nelma Paiva, Fisioterapeuta

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O tema da liberdade e da responsabilidade é um dos temas centrais da educação dos filhos e deve ser alvo de análise e reflexão por parte do casal. Educar na liberdade é, efetivamente, o mais difícil de conseguir, mas é, todavia, o mais necessário. Por um lado, existem pais que, por afãs de liberdade, acabam por não conseguir colocar limites aos filhos. Por outro lado, há outros que, por afãs educativos, acabam por não respeitar a liberdade dos seus filhos impondo-lhes vontades alheias.

Ao preparar as crianças para a liberdade, os pais estão a permitir que elas possam alcançar a sua máxima grandeza – uma liberdade constitutiva que, se bem orientada, conduz à liberdade de escolha, baseada em critérios orientados para o bem. Atingir essa liberdade – a capacidade do homem poder negar a realização do que é mais próprio do seu modo de ser e da sua natureza – requer esforço pessoal e educação. Garrido, em Educar en liberdad y responsabilidad, afirma que “educar es enseñar a los niños a usar bien su libertad, de modo que quieran adherirse al bien con su conducta, superando la rebeldía negativa”.

Desde cedo, os filhos testam os limites dos pais. E, desde cedo, os pais devem educar os filhos, tendo o cuidado de adequarem as estratégias utilizadas à fase de desenvolvimento de cada um, para que eles entendam o fundamento das escolhas e das tomadas de posição que lhes são sugeridas. Por isso é tão importante que os pais coloquem regras e limites bem claros, sob pena de estarem a criar um futuro candidato à indisciplina.

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Para que aprenda a ser livre, a criança, antes de mais, deve aprender a confiar e a obedecer. Aos pais cabe o exercício irrenunciável da autoridade, algo que se revela decisivo e estruturante num crescimento socio-emocional saudável da criança. Para que ela aprenda a obedecer, os pais devem dar-lhe motivos elevados e encorajadores que a faça entender o propósito de tais ações, ajudando-a a compreender que a obediência é a chave para a convivência com os demais, para que um dia saiba usar a sua autoridade com sabedoria e sensatez.

Se os filhos crescerem percebendo que a obediência se deve ao bem moral, entendem os motivos, forjam o seu caráter e aprendem a ser autenticamente livres. Dessa forma estarão a melhorar como pessoas e a contribuir para que esse bem se estenda ao seu redor.

 

Por Luís Pereirinha, Professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico a Assessor Educativo e Familiar no Crescer com Afecto – Saúde Pais e filhos,

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Quando há necessidade de recorrer à fisioterapia respiratória?

A fisioterapia respiratória, indicada em todas as idades, é particularmente importante em pediatria porque as crianças e bebés, devido às especificidades do seu aparelho respiratório e pelo seu sistema imunitário não estar totalmente desenvolvido, têm uma sensibilidade maior a determinados microrganismos, como os vírus e as bactérias, desenvolvendo facilmente infeções respiratórias.

Esta intervenção, individual e personalizada, é recomendada quando há associação de sintomas como a obstrução nasal, a tosse, os “gatinhos” (sibilâncias), febre, diminuição do apetite ou sono alterado. Estes sintomas indicam que a infeção pode ter progredido para as vias aéreas inferiores, ou seja, para o interior dos pulmões, sendo agravada pelo facto de a criança apresentar dificuldade em libertar as secreções, que se acumulam criando um espaço ideal para o desenvolvimento dos microrganismos. No entanto, é importante realçar que se a criança consegue libertar as secreções sozinha, deveremos estimular esse sucesso e não intervir!

A fisioterapia respiratória consiste, assim, na reprodução do movimento normal da inspiração e expiração facilitada pelas mãos do fisioterapeuta, com o objetivo de mobilizar e eliminar as secreções. São utilizadas técnicas como a aspiração nasal, técnicas inspiratórias forçadas, a expiração lenta e prolongada, associados (ou não) à tosse provocada.

Durante a intervenção é provável que a criança chore, esperneie, chame pela atenção dos pais ou tente tirar as mãos do fisioterapeuta do seu corpo. Estes sinais de inquietação apenas significam que a criança não está a gostar que a agarrem à força e a obriguem a sujeitar-se à introdução de soro nas narinas e de alguma pressão no tórax. No entanto, é importante informar os pais que nenhuma destas técnicas provoca dor ou representa qualquer risco para a criança. Por outro lado, o choro pode ser considerado um amigo, pois a vibração que provoca é transmitida às vias aéreas pulmonares, ajudando no descolamento das secreções.

Estas técnicas têm sido estudadas nos últimos anos, verificando-se uma melhoria significativa dos sintomas logo após a primeira sessão e uma diminuição do tempo de recuperação. Deste modo, evita-se o uso abusivo de antibióticos, que não têm influência no curso das infeções virais, incentivam ao aparecimento de numerosas resistências bacterianas e podem matar bactérias benéficas para o corpo.

A fisioterapia pode e deve atuar também na prevenção das infeções respiratórias, contribuindo para a qualidade de vida da criança e dos pais. Os ganhos dessa intervenção podem ser significativos: poupam-se os custos com hospitalizações, reduz-se problemas como a ausência laboral dos pais e reduz-se a morbidade associada a problemas respiratórios na primeira infância. Desta forma, o fisioterapeuta pode capacitar os cuidadores, nomeadamente os pais e educadores de infância, das ferramentas necessárias para reconhecer e lidar com as infeções das vias aéreas superiores, atuando de forma preventiva e evitando possíveis recidivas.

A fisioterapia respiratória pediátrica contribui para prevenir, reverter ou minimizar possíveis disfunções e respetivas complicações, promovendo a melhoria da qualidade de vida da criança, através da integração social e familiar e do aumento da sua funcionalidade.

Por Nelma Paiva, Fisioterapeuta do Crescer com Afecto – Saúde Pais e filhos,
Para Up to Lisbon Kids®

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As crianças começam a aprender a comunicar desde o nascimento, numa variedade de atitudes, tais como, olhares, gestos e vocalizações. É cada vez mais relevante que pais, professores e educadores estejam atentos ao desenvolvimento da fala e da linguagem, e à sua relação com as dificuldades na aprendizagem. Assim, é muito importante saber como identificar sinais de alerta que poderão ajudar a entender qual a altura certa para fazer o despiste, permitindo assim detetar e agir precocemente em casos que necessitem de intervenção, evitando dificuldades no rendimento escolar e no desenvolvimento psicoafectivo da criança.

O Terapeuta da Fala é o profissional que o pode ajudar no caso de detetar algum destes sinais de alerta e que pode acompanhar os pacientes de todas as idades, que apresentem dificuldades no desenvolvimento da fala e da linguagem. Mas é essencialmente durante a infância e adolescência que a intervenção é necessária. Uma parte muito importante desta intervenção inclui a preparação dos pais para o estímulo das capacidades de comunicação da criança e fundamenta-se no desenvolvimento de atividades no âmbito da prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, abrangendo funções associadas à compreensão/expressão da linguagem oral e escrita e comunicação não verbal.

É importante mencionar que a intervenção apresentará um prognóstico mais favorável quanto mais precocemente for iniciado. Assim, se os seus filhos/educandos/alunos apresentarem um ou mais destes sinais de alerta não hesite em contatar um terapeuta da fala para avaliação.

Principais sinais de alerta

INFÂNCIA

  • Aos 2 anos ainda não falar, produzir frases com duas palavras ou apresentar menos de 50 palavras;
  • Aos 3 anos não produzir frases ou possuir um vocabulário reduzido;
  • Não compreender ordens simples;
  • Omitir/substituir alguns sons da língua portuguesa;
  • Apresentar linguagem muito imatura;
  • Não se mostrar interessado em comunicar com as pessoas;
  • Repetir enunciados sem prosódia imediatamente após ouvir ou algum tempo depois;
  • Falar pelo nariz;
  • Ter mais de 4 anos e gaguejar;
  • Não manter contato ocular;
  • Dificuldades em memorizar canções infantis;
  • Dificuldades em controlar a baba e em deglutir (engolir) alimentos;

IDADE ESCOLAR

  • Omitir/substituir sons ao falar, ler e/ou escrever;
  • Apresentar dificuldades ao ler e escrever;
  • Usar frases incompletas ou com erros gramaticais;
  • Ter dificuldades em compreender/executar ordens simples e/ou complexas;
  • Dificuldades em comunicar com as pessoas;
  • Gritar muito ficando rouco com frequência;
  • Gaguejar por um período superior a 4-6 meses;

Por Ana Dias, Terapeuta da Fala do Crescer com Afecto – Saúde Pais e filhos,
Para Up to Lisbon Kids®

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Um dos alicerces para uma parentalidade bem-sucedida é o “brincar com os filhos”.

Brincar beneficia de várias formas o crescimento das crianças, proporcionando-lhes oportunidades para aprender sobre quem são, o que podem fazer, e como se podem relacionar com o mundo que as rodeia.

Brincar com os filhos é importante porque contribui para construir uma reserva de sentimentos e experiências positivas, que poderá ser útil em momentos de conflito, ou apenas para criar uma relação próxima, com fortes laços afetivos entre os membros da família. O adulto, através do brincar, ajuda a criança a resolver problemas, a experimentar ideias, a explorar a imaginação, a comunicar os seus pensamentos, a interagir socialmente, a partilhar e a estimular os sentimentos de autoestima.

Ser pai ou mãe, nos dias de hoje, não é tarefa fácil, porque ambos estão sobrecarregados de obrigações e têm pouco tempo para momentos de diversão, partilha e jogo, com os filhos.

É importante pensarmos na qualidade do tempo que passamos com as crianças, tendo em conta que elas precisam de tempo, de espaço, de parceiros, mas sobretudo que no seu ambiente familiar se reconheça a importância de pais e filhos brincarem juntos.

Pretende-se com esta chamada de atenção reforçar que através de uma educação modelada pela sensibilidade, pela atenção, e pela competência, se estimulam comportamentos sociais positivos nas crianças, bem como o aumento da sua autoestima.

Por Verónica Pereira, Enfermeira especialista Diretora do Crescer com Afeto – Saúde Pais e filhos,