Como prevenir um desaparecimento, e como agir no caso de desaparecimento de uma criança

O Instituto de Apoio à Criança sugere…Para prevenir um Desaparecimento:

  • Combine sempre antecipadamente com as suas Crianças um local de encontro (uma árvore, uma estátua, um café, a barraca do Salva-Vidas, a bandeira na praia);
  • Estipule antecipadamente com a Criança que, caso ela não se lembre do local combinado, é preferível que permaneça no mesmo local, pois será o adulto a vir à sua procura;
  • Quando sair em família/grupo, vista o seu filho com cores vivas a fim de este ser sempre bem visível e rapidamente localizável;
  • Não permita que a Criança ande nua em espaços públicos (praia, piscina, parque de campismo, estância de férias) pois pode estar a expô-lo a olhares indiscretos/voyeuristas e se ela se perder, torna-se mais difícil a sua identificação e reconhecimento;
  • Se a sua Criança se perder num espaço fechado (supermercado, centro comercial, centro de exposições, museu) procure imediatamente um segurança/polícia e solicite que mande encerrar/controlar as portas e comunique através do sistema de som o sucedido (para despertar a atenção de todos e desmotivar a intenção de um possível agressor);
  • Ensine a sua Criança a gritar e resistir caso um desconhecido o tente agarrar e/ou seduzir com guloseimas, dinheiro ou outras ofertas;
  • Ensine a sua Criança a procurar ajuda junto de um segurança, de adultos acompanhados de crianças ou autoridade (Policia, GNR) caso esta se perca;
  • Não deixe as Crianças sem supervisão, partilhe essa tarefa com familiares e amigos de forma alternada para que todos possam desfrutar da sua companhia;
  • Certifique-se que as Crianças, quando sozinhas em casa, mantêm a porta fechada e não a abrem, nem falam com estranhos. Se combinou a visita de alguém, certifique-se que as Crianças se sentem confortáveis com essa pessoa;
  • Certifique-se que as Crianças, quando sozinhas, não informam ninguém de que estão sozinhas em casa (quando alguém toca à porta, telefona ou quando em conversação na Internet);
  • Assegure-se de que as Crianças sabem que se devem manter afastadas de piscinas, canais, riachos, ribeiros, rios ou poços de água, quando não acompanhadas por um adulto (familiar, monitor, professor, …)
  • Dado que os dias são maiores nos meses de Verão, certifique-se que as Crianças sabem a hora de recolher a casa e de que o devem avisar que vão chegar mais tarde;
  • Escolha babysitters/empregadas com cuidado e atenção. Solicite referências a familiares, amigos, vizinhos e até mesmo às empresas ou anteriores empregadores. Observe as suas interações com as crianças e pergunte às Crianças se gostaram da pessoa;
  • Verifique os campos de férias, ATL antes de inscrever as Crianças. Certifique-se que averiguam o registo criminal dos seus funcionários e de que as Crianças estão sempre supervisionadas, têm identificadores (pulseiras, colares, crachás, chapéus, t.shirts), e que todas as atividades e saídas lhe são atempadamente comunicadas;
  • Ouça as suas Crianças e assegure-se que consegue sempre encontrar tempo para conversar com elas. Ensine-as a fugir de situações que considerem desconfortáveis, perigosas e/ou assustadoras e pratique com elas algumas hipóteses de saída em segurança. Certifique-se que as Crianças se sentem à vontade para lhe contar tudo o que as possa assustar ou confundir, ou que têm alguém de confiança a quem o possam fazer;
  • Não se esqueça que as crianças caminham sempre contra o sol! Pelo que deve iniciar as suas buscas com as suas costas viradas para o astro rei;
  • Não caia na tentação de pensar que a sua Criança sabe pedir ajuda naturalmente por dominar a comunicação oral, pois a ansiedade e a angústia de separação rapidamente se apoderam de uma criança em situação de perda, ferimento ou queda/lesão grave;
  • Se tiver dúvidas, contacte o SOS Criança Desaparecida 116 000

Em caso de Desaparecimento de uma Criança…

  • Inicie imediatamente a procura da Criança e solicite ajuda a familiares, amigos e vizinhos e dirija-se aos transeuntes com uma descrição da Criança;
  • Lembre-se que, de acordo com a diretiva europeia de 2001 2001/C 283/01 emitida pelo Conselho Europeu em 09/10/2001, consideram-se Crianças Desaparecidas:

Crianças em Fuga,

– Crianças Raptadas por Terceiros 

– Crianças Desaparecidas de forma inexplicável

  • Contacte rapidamente as Forças de Segurança locais (PSP ou GNR) e seguidamente o SOS Criança Desaparecida (116000)
  • De acordo com a Lei de Protecção de Crianças e Jovens (Lei 147/99 de 1 de Setembro), o Desaparecimento inscreve-se numa situação de urgência (artº 91) e não há motivo para aguardar tempo algum para iniciar a procura da Criança

“Não me esqueças!…” A história por detrás do Dia das Crianças | Desaparecidas…25 de Maio

Como apareceu o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Em Portugal assinalou-se, pela primeira vez, em 25 de Maio de 2004, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, por iniciativa do Instituto de Apoio à Criança (IAC)

A origem desta data funda-se no facto de no dia 25 de Maio de 1979 ter desaparecido uma criança de 6 anos, Ethan Patz, em Nova Iorque. Nos anos seguintes, pais, familiares e amigos reuniram-se para assinalar o dia do seu desaparecimento e, em 1986, a data ganha uma dimensão internacional quando, na sequência da criação do National Center for Missing and Exploited Children, o Presidente Reagan dedica esse dia a todas as crianças desaparecidas.

Esta data é assinalada em diversos Países da Europa, à semelhança do que sucede na Bélgica, desde 2002, em que a Child Focus, associação belga criada pelo pai de uma das crianças assassinadas pelo pedófilo Dutroux, decidiu adotar este dia associando-se assim ao movimento iniciado nos Estados Unidos.

A Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente,( Missing Children Europe), criada em 2001, e que o IAC integra desde a sua fundação, recomenda iniciativas nesse dia, às ONG nacionais.

As organizações que intervêm nesta área adotaram como símbolo a flor de miosótis, em inglês “forget me not !”

Em Portugal agarrámos esta causa!…

Por forma a cumprir a decisão de 15 de Fevereiro de 2007, o MAI atribuiu ao Instituto de Apoio à Criança, enquanto órgão da sociedade civil em 27 de Agosto de 2007, o numero 116 000 para Crianças Desaparecidas e em 27 de Julho de 2008, o IAC inaugurou o número europeu para as Crianças Desaparecidas 116 000 sendo o segundo país europeu a cumprir a diretiva europeia.

Segundo a referida diretiva, o número grátis Criança Desaparecida – SOS Criança Desaparecida,  “a) atende chamadas de quem quer comunicar o desaparecimento de crianças e transfere a informação recolhida para a policia b) oferece orientação e apoio às pessoas responsáveis pela criança desaparecida c) apoio a investigação.”

O IAC comprometeu-se a receber os apelos do SOS-Criança Desaparecida de 2ª a 6ª feira entre as 9horas e as 19horas, bem como assegurar o apoio psicológico, social e jurídico gratuito às vítimas e suas famílias. A partir das 19h as chamadas são encaminhadas para a Polícia Judiciária.

 

Curiosidade: A lenda da Flor Miosótis

 

Programa PSP (parceria com IAC) Pulseiras “Estou Aqui”

Bibliografia: documentos de trabalho do IAC/SOS-Criança Desaparecida

IX Conferência Crianças Desaparecidas | 31 Maio 2016 | Ver Programa

Desde que acordamos até ao momento em que adormecemos…os nossos pensamentos deambulam na nossa mente, num frenesim doido em que revemos passos dados, planeamos passos a dar e fazemos opções, escolhas, a cada segundo que passa. Queremos controlar tudo, saber tudo, decidir sempre o certo. Mas o que é o certo? O certo agora, pode ser o errado amanhã…E o que é certo para mim, pode não ser para os outros…

Nós, pais, que temos em última análise a responsabilidade de optar por nós e de decidir, ou melhor, ajudar nas decisões tomadas pelos nossos filhos, ainda sentimos mais na pele o que significa viver na corda bamba!..

Somos verdadeiras muralhas, ou não…queremos transparecer que sim, mas sabemos que não, sabemos que nos desequilibramos, que podemos cair para o lado errado fazendo uma má opção, mas é a do momento, é a que nos parece melhor, é a que sentimos como a mais equilibrada e viramo-nos para eles, filhos, e dizemos com a certeza de quem tudo sabe e tudo pode, que “tudo vai correr bem”, “tudo vai passar”. E eles, crentes e de olhinhos esbugalhados, olhando para nós como se da nossa boca pudesse sair como por magia a solução para todos os seus problemas e dilemas, acreditam!.. E ainda bem! Porque sempre que um pai ou uma mãe diz que tudo vai passar, é porque quer com todo o seu ser que assim aconteça…e isso é válido, tão válido quanto a possibilidade de ser real.

O mais importante é que os nossos filhos percebam que damos 200% de nós para que tudo lhes corra bem. Fazemos 200% de esforço e sacrifício para que as nossas escolhas possam ser as melhores para eles e desejamos a 200% que as escolhas deles sejam deles, não nossas, mas que sejam as certas, ou seja, aquelas que os façam felizes.

Vivemos na corda bamba!..A cada segundo que passa fazemos escolhas e opções, temos sempre que pender mais para um lado que para o outro, e nós pais, temos que as fazer conscientes de que essas escolhas já não são só nossas!..

Mas também é importante assumir perante os filhos que a vida é isto mesmo, viver sempre com a certeza de que fazemos o melhor que podemos, damos tudo de nós e queremos sempre o melhor para os nossos, mas nem sempre acertamos nas escolhas, nem sempre escolhemos o caminho mais fácil e… também erramos. Ao assumirmos isto, podemos ser pessoas mais  plenas, menos martirizadas, menos culpabilizadas e culpabilizantes, mais honestas e mais humanas. E “ensinar” isso aos nossos filhos, mostrar-lhes que somos falíveis, que não somos  mágicos e que realmente não possuímos o dom de poder fazer com que tudo lhes corra bem mas tentaremos com cada molécula do nosso ser para que assim seja, isso é o que considero o nosso maior e mais importante desafio! Devemos transmitir aos nossos filhos que a vida é feita de escolhas e é uma aprendizagem constante…um processo em construção, jamais inacabado! E transmitir também que a liberdade de escolha é o nosso bem mais precioso. O poder optar, poder escolher, ser livre!. Esse é o tesouro a preservar. Aprender a crescer, a cair, a levantar, a reerguer e a perdoar. Perdoar…pois se não houver perdão constante, não se vive em pleno.

Temos então que saber viver na corda bamba!.. Uns dias mais equilibrados, outros dias menos, sempre preparados para a queda mas fazendo o possível para não cair…optando e pensando cada passinho…esperando que seja o melhor no momento para evitar uma queda, mas tendo coragem de o dar mesmo havendo hipótese dessa queda acontecer. Se acontecer, saber levantar com a mesma capacidade de decisão com que demos o passo…et voilá!..C´est la Vie! E a vida..é o que fazemos dela!..

Sejam felizes…ou pelo menos tentem!.. 

“Be happy…or die trying…

Por Maria João Cosme, para Up To Kids®
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O título é divertido e não se fala noutra coisa entre a gente miúda e mesmo a graúda, senão no filme que estreou há poucos dias no cinema: “Inside Out” ou “Divertida Mente”, o qual aconselho vivamente, enquanto psicóloga e mãe.

E este filme foi o mote para o fluir dos seguintes pensamentos…

A alegria, o medo, a tristeza, a raiva, a repulsa…tantos sentimentos que coexistem dentro de uma pessoa.

Chegamos ao mundo equipados com esta bagagem sentimental e depois vamos desenvolvendo cada uma destas emoções à medida que vamos crescendo, vivendo…e sentindo, sempre em relação e como reacção ao que nos rodeia.

E valeu a pena…sair do casulo, do ventre da mãe, onde protegidos já sentíamos tanta coisa, para um mundo nem sempre bom, nem sempre agradável, nem sempre acolhedor ou cuidador, mas só pela oportunidade de sentir tudo, o bom e o menos bom, pela oportunidade de viver e podermos criar vida, só por isso, já valeu a pena!.. Pela oportunidade de amar e ser amado…claro que vale a pena!..

Viver é um desafio diário, que tem tanto de belo como de assustador. Mas vale pela viagem, pelo caminho que vamos fazendo e pelos sentimentos que vamos experienciando ao longo do mesmo.

Se ficarmos tolhidos pelo medo, não fazemos a viagem, ou pior, a viagem acontece mas nós não embarcámos.

As crianças devem brincar muito, tudo o que puderem, e ter o máximo de experiências, enriquecedoras e desafiantes, usufruir em pleno da felicidade de estar vivo, sem que lhes sejam incutidas demasiadas regras ou limites ou metas. Atenção, regras têm sempre que existir, mas sempre na medida certa!.

É importante ensinar a pensar mas é muito mais importante deixar espaço para o sentir. As crianças devem ser educadas para o Ser e não tanto para o Ter. É tão mais importante ser…e só se consegue ser um bom ser humano (interessante escolha de palavras) se formos sentindo desde crianças todas estas emoções, de forma espontânea e livre…o medo, a alegria, a raiva, a inveja, o ciúme, a ansiedade, o amor. Todas estas emoções têm de ser vividas desde cedo e só assim um adulto se pode considerar preparado (e mesmo assim nunca por completo) para fazer face às exigências diárias da vida.

A exploração, a conquista, o desafio e a aventura, é isso que torna a infância tão especial, exactamente porque nessa fase da vida tudo se pode (e tudo se deve) e como tal é nessa fase que devemos ser confrontados com todas estas emoções e aprender a lidar e a gerir as mesmas, ou criar defesas.

E claro, que mesmo assim, nunca estaremos preparados, nada na vida é linear e somos seres incompletos e imperfeitos, mas pelo menos devemos disso ter consciência, devemos confrontar-nos com a nossa humanidade. Ser humano implica falhar, errar, levantar e tentar de novo. Tomar consciência da nossa pequenez face ao universo e saber que falharemos mas que não deixaremos de nos levantar (para possivelmente falhar de novo), isso sim é aceitar o desafio de viver.

Só temos uma vida, pelo menos é o que se diz, por isso ponham tudo o que são em tudo o que fazem. Façam uso do coração…que é o músculo que carece de mais exercício…sintam e procurem incansavelmente atingir a felicidade…e sejam felizes pelo caminho…

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=3c4NORepKt4]

 

A vida não é um conto de fadas!
Não, não é! Mas os contos de fadas fazem parte da nossa vida!
Brincar e fantasiar é essencial na vida! E começa em pequenino…
Todos gostamos de ver os nossos filhos brincar…vê-los a fingir que são polícias, professores, cabeleireiros ou imitando personagens da animação ou dos filmes de ficção.
A liberdade, espontaneidade, convicção, com que as crianças brincam, fantasiando, é a essência da infância, característica única e universal, e que faz desta a melhor fase da vida!
Ao brincar simbólico, chama-se jogo simbólico e que é exatamente isto, a capacidade de através do lúdico a criança simbolizar e “fingir” ser o que quiser, quem quiser e vencer todos os perigos.
Através do jogo simbólico a criança inventa um mundo só seu, onde é rei ou rainha!
Quem são estas personagens que povoam o mundo da fantasia? Porque são elas tão especiais?
Será que brincámos aos super heróis porque queremos ser super-heróis? Ou queríamos ter super poderes?
Quando lemos as histórias e os contos de fadas, temos a agradável sensação de poder partilhar com os nossos heróis as suas belas aventuras e por momentos sentimos que temos os seus poderes e acreditamos que todas as aventuras acabam bem e com um final super feliz.
A esperança, a ilusão, o acreditar que a vida pode ser assim, que de tudo somos capazes!..São esses sentimentos que devemos transportar para a nossa realidade, sabendo distinguir a fantasia do real mas deixando-nos invadir por sentimentos de coragem, valentia, determinação, esperança…Por isso é que todos gostamos de contos de fadas, em qualquer idade e promovemos a sua leitura e o visionamento de filmes fantasiados.
As crianças identificam-se com a coragem do príncipe, a valentia do guerreiro, a sabedoria do rei, a amabilidade e vulnerabilidade da princesa, a maldade da bruxa. Todos nós nos identificamos com alguma personagem em diferentes fases da vida.
Mesmo sabendo que não têm super poderes, as crianças fantasiam e nas situações imaginárias que criam conseguem resolver os seus problemas, o que as deixa na realidade mais fortes para enfrentar a sua realidade.
Os contos de fadas ajudam a lidar com dificuldades da vida como a rivalidade entre irmãos, os medos, invejas, ciúmes, sentimentos de inferioridade.
A vida interior da criança é enriquecida e esta aprende a lidar melhor com as suas emoções…e assim vai crescendo! Lidar com emoções e sentimentos ajuda-a a crescer, ultrapassar problemas, encontrar soluções.
A leitura de contos de fadas e histórias deve ser estimulada pelos pais promovendo a criatividade, a imaginação e por consequência o desenvolvimento intelectual das crianças. Por outro lado, as crianças ao lerem e principalmente ao dramatizarem as histórias, conseguem viver as emoções, os sentimentos e dessa forma resolver muitos dos seus dilemas internos. Para além disso acreditam…acreditam num mundo melhor, e essa esperança alimenta a sua vida e fá-los crescer como pessoas que poderão e tentarão fazer a diferença, estando sempre no lado do bem e lutando contra o mal. Os pais podem brincar com as crianças, ajudar a construir a fantasia e criar o hábito de ler.
A opinião de alguns autores:
Radino (2003) diz que o pedido de contar mais uma vez a história, é uma “forma de a criança apropriar-se de suas emoções e elabora-las” (p.143). A criança conta várias vezes a mesma história, brinca e dramatiza. Utilizando o simbolismo das histórias, consegue expressar as suas angústias. A criança também terá sempre uma história preferida que remete diretamente a algum conflito importante que decorrente nessa altura. Em momentos diferentes, a criança identifica-se com determinado personagem, logo que despertada a sua angústia.

Através de uma linguagem fantástica, os contos procuram explicar a existência humana (RADINO, 2003). Segundo Postic (1993), a criança identifica-se com o herói da história e capta significados a partir de seus interesses e necessidades momentâneas. Radino (2003) defende que os contos mostram à criança muitas questões humanas que ela vivência, mas não consegue verbalizar. Dão forma a desejos da própria criança, aguçando a imaginação e favorecendo para o seu processo de simbolização que, segundo a autora, é de grande importância para a sua inserção no mundo civilizado e cultural. “(…) [A criança] troca de identidade de acordo com os problemas que tem que enfrentar(POSTIC, 1993, p.20). Os contos de fadas sugerem, de forma simbólica, como convém resolver os conflitos internos (POSTIC, 1993).

Os contos de fadas, bem como os mitos, usam a mesma linguagem que o inconsciente. Pavoni (1989) diz que os contos falam diretamente com a criança, sem conselhos, explicações ou sermões.

Os contos de fadas tendem muito para o lado do encantamento, do fantástico. Um mundo habitado por seres maravilhosos, todos convivendo naturalmente. Nada é considerado estranho. Tudo é maravilhoso no mundo da magia, do sonho e da fantasia. Não há limitações da vida humana e os conflitos são resolvidos por meios sobrenaturais (RESSURREIÇÃO, 2007).

Fonte: ©Psicologado.com

Segundo Freud, as crianças identificam-se com os contos de fadas, pois estes desencadeiam temas universais dos seres humanos. Eles transmitem a garantia de sucesso na resolução de problemas das crianças.

Termino com um pequeno filme:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=OI6TgVDHlC8]

Deixem-se levar!…

Por Maria João Cosme, Psicologa Clínica,
para Up To Lisbon Kids®

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Os pais separam-se um do outro mas não dos seus filhos…

A separação do casal deveria ser mesmo só isso, a separação de dois adultos que um dia sonharam algo diferente. A desilusão, o desmoronar de um sonho, os planos que se fizeram e se desfizeram…tudo isso é da responsabilidade dos pais, mas não dos seus filhos. O divórcio não é dos filhos, é apenas dos pais.

Ruptura conjugal  não implica ruptura parental

Os adultos complicam muito as coisas! Passamos a vida a dizer isto às crianças e é mesmo verdade!

Há que respeitar e nunca esquecer que as crianças são seres de plenos direitos e têm por isso direito a ter os pais presentes na sua vida, independentemente da relação que estes mantêm entre ambos.

É sempre triste para uma criança ter de lidar com a ruptura e separação dos seus progenitores, mas bem pior ainda é ter de ficar no meio de uma guerra entre as pessoas que supostamente deveriam ser os seus protetores e cuidadores, sendo a maior parte das vezes usadas elas próprias como armas de arremesso.

O que destabiliza emocionalmente os filhos não é a separação em si mas a forma como esta é gerida pelos seus pais.

Não pode ser um jogo…não pode haver competição…e os filhos não podem sair penalizados.

Leia também Proteja os seus filhos do Divórcio

O amor dos pais pelos filhos não pode ser pautado pelo amor que sentem ou deixam de sentir um pelo outro. A relação com os filhos tem de ser de um amor incondicional, sem barreiras ou limites.

Os pais devem sempre ter uma relação com os filhos baseada na comunicação, aberta e franca.

Os filhos devem ser protegidos de discussões ou mau ambiente, e caso a solução para o casal seja a separação, os pais devem manter a consistência anteriormente conseguida, enquanto ainda casados, para que os filhos continuem a ter a mesma atenção de ambos.

Devem ser evitadas atitudes menos positivas que comprometam o normal e saudável desenvolvimento harmonioso dos filhos.

Os pais devem proporcionar rotinas adequadas ao estabelecimento de um ambiente securizante. É neste ambiente saudável que a criança deve crescer e desenvolver-se, adquirindo uma boa auto-estima.

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A forma como os pais conduzem todo o processo da separação, vai pautar a vida emocional dos seus filhos e a existência ou não de possíveis vivências traumáticas. O desejável será os pais nunca deixarem de falar com os seus filhos, serem sinceros, comunicarem sempre com eles, usando uma linguagem adequada ao seu entendimento e nunca uma linguagem agressiva. Não se podem esquecer que são o exemplo a seguir, logo, devem ter em consideração que o que fizerem pode também pautar a qualidade dos relacionamentos futuros dos seus filhos.

Pais conscientes e presentes educam filhos seguros e confiantes. Pais imaturos, que se agridem ou discutem criam filhos inseguros e assustados, que provavelmente se relacionarão da mesma forma na sua vida futura.

As separações quando repentinas e mal explicadas podem também deixar os filhos com sentimentos de culpa, por serem surpreendidos, pensando que deve ser algum castigo a algo de errado que possam ter feito.

A idade das crianças também é determinante na forma como é vivida a separação dos pais, no entanto apesar das diferentes reacções, ou da intensidade das mesmas, a verdade é que a tristeza é um sentimento comum. Não se podendo evitar a tristeza, há que evitar que a experiência seja traumática, tentando que as crianças passem por esta situação da forma mais estável e tranquila possível. A postura dos pais tem por isso de ser equilibrada e baseada na comunicação sincera. E no amor…o amor é o essencial na educação dos filhos. Mesmo quando este desaparece entre o casal, nunca pode desaparecer em relação aos filhos, não são condicionais…

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O papel de pais não termina nunca…desde que nascem os filhos, o papel de pais é assumido para toda a vida! E não há papel melhor!!…

Por isso…pais felizes, filhos felizes! O caminho da felicidade é esse…ser feliz, fazendo feliz quem está à nossa volta!..

 

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