Faz dia 21 de Março um ano desde que tomo todos os dias conta da minha bebé e em casa. Sou uma privilegiada e, ao mesmo tempo, uma óptima candidata a um esgotamento nervoso.

Há amor, é verdade, há muito amor, mas… também há muito, muito enervamento.

É como dizem os concorrentes dos reality shows: “são 24h sobre 24h, voz, ai… Teresa!”

Ainda bem mas… MEU DEUS!

Fica aqui um resumo das coisas que me apercebi que nos fazem bem (às duas e, vá, aos três porque o meu marido também leva por tabela, obviamente). Manual de sobrevivência para a mãe que está em casa:

1- Tomar banho todos os dias
Tem um efeito especial em nós – já para não falar da higiene, claro. Tomar banho faz-nos sentir mais capazes, mais bonitas, com mais força e com menos cansaço. Parece que é uma espécie de reset. Mesmo quando a noite do dia anterior foi tão calminha quanto ver pessoal a dançar Afrobeat, ganhamos uma meia hora de energia e duas de paciência.

Mães de recém-nascidos: aproveitem uma altura em que eles estejam mais calminhos, deitem-nos na espreguiçadeira ou numa alcofa de maneira a que consigam vê-los da banheira com a cortina um pouco aberta e pronto. Se for preciso alguma coisa, não demoram a lá chegar. Podem desfrutar de um banho calmamente. E sim, nós ouvimo-los a chorar, mesmo que eles não estejam quando estamos longe deles.

 2- Mudar o pijama ou, idealmente, vestir roupa confortável mas não de dormir.
 Mais uma vez: “já para não falar da higiene, claro”. Se nos aprontássemos todos os dias um bocadinho, mesmo que não saíssemos de casa era mesmo óptimo. Vestirmo-nos faz com que estejamos mais perto daquele papel que desempenhamos numa vida mais “activa” (refiro-me a quando vamos trabalhar) e vamos buscar também as qualidades que mais usamos nessas alturas: organização, responsabilidade, paciência, etc. Não digo pintarmo-nos loucamente como se fossemos a Paula Bobone ou como se soubéssemos que íamos encontrar o amor da nossa vida, mas um creminho hidratante e mudar a roupa, já é bom!

3- Ter um plano diário.
Por muito insignificante que seja: ir aos correios, passear ao jardim, ter de ir à FNAC, etc. Ter um plano diário faz com que consigamos diferenciar os dias uns dos outros e também que nos dê algum objectivo além de lidar com o bebé.

Sentimo-nos “úteis” e levamos o bebé connosco a passear. Um óptimo dois em um. É muito apetitoso gastar dinheiro, principalmente no Inverno que saímos mais para centros comerciais mas façam como eu e não tenham dinheiro na conta. É isso.

Se os fãs da Sofia da Casa dos Segredos também que quiserem passar dinheiro, eu dou o meu NIB sem problemas. Também sou uma mãe coragem e leoa, o que quiserem que justifique.

Sei que é uma segunda referência ao programa, mas é o que se vê cá em casa à noite. Não digam ao meu marido que escrevi isto que ele gosta de dar aquele ar de que é muito machão e depois delira com estas bimbalhadas como eu.

4- Ter uma rotina de arrumação da casa.
De preferência de manhã quando o bebé ainda não está rabugento. Não digo dar uma volta à casa tipo Cinderela sobre o efeito de bebidas energéticas, mas dar aquela “voltinha”: fazer as camas, organizar a casa de banho, tirar e pôr a loiça na máquina, etc. Fingir que se limpou tudo. Vocês sabem como é, que eu sei. Até podem acender aquelas duas velas grandes do Ikea para cheirar a lavadinho e tudo.

5- Dormir sempre que o bebé dorme ou, pelo menos, uma das sestas.
É mesmo muito muito complicado irmos dormir quando estamos cansadas. Andamos a manhã inteira a sonhar que o bebé adormeça e, finalmente, quando adormece ficamos tipo estúpidas a olhar para a televisão a ver programas tão pouco produtivos como o FaceOff da Sic Radical. Temos de ser mais espertas e de nos obrigar a ir dormir. É como ir ao ginásio. Sabemos que nos vamos sentir bem, mas só no fim, claro.

6- Não querer ser muito produtiva.
Se fizermos muitos planos e quisermos acabar muitas coisas, além de ser muito complicado conseguirmos e de, no final, nos podermos sentir menos capazes, acaba por ser contraproducente quando o bebé estiver mais rabugento: “ainda tenho que ir fazer isto, ainda me falta acabar aquilo… assim não consigo fazer nada!!”

Logo se vê. Eu, por exemplo, há um mês que estou para escrever uma peça. Não é por preguiça, a sério. Estou louca para deitar as mãos à massa, mas isto de “não trabalhar”, dá muito, muito, muito mais trabalho do que pensava.

7- Se o bebé está birrento é só estar lá para ele.
Está muito ligada à sugestão anterior. O melhor é mesmo dedicarmo-nos ao bebé, com tempo e calma quando ele precisa. É desesperante (para os dois) se tentar fazer algo ao mesmo tempo porque começa a vê-lo como um empecilho às outras coisas que está a tentar fazer. Aquela dica de não se olhar para o relógio quando se amamenta em livre demanda acho que se aplica em todas as outras ocasiões (menos na hora de dormir). Faz birra? Vamos a isso. Temos tempo. “Temos”, mais ou menos.  Espero que o Manoel de Oliveira tenha menos tempo que eu. Começa a ser assustador.

8 –  As pilhas do bebé não duram para sempre.
“Não dorme agora, dorme depois” – disse-me o pai de três filhos pequeninos e ficou-me sempre na cabeça.
“As pilhas vão acabar” –  para dizer como mantra nos momentos mais complicados.
O importante é manter uma atmosfera calma para os dois.

 9 – Ressalvar com os amigos com quem combina alguma coisa que tudo pode ser alterado conforme a disposição do bebé.
 Evita enervamentos a toda a gente, mais a nós que, geralmente, os outros chegam atrasados a tudo.
10 – Vestir sempre o bebé 
 Torna-se mais rápido sair entre mamadas e sonos e é menos um entrave a uma possível saída espontânea. Não que o bebé estivesse nu, claro.

11 –  Ter noção de que ver televisão – ainda para mais sozinha – é uma perda de tempo.
Estar em casa, apesar de as vezes poder ser muito difícil, é uma dádiva para se poder dar mais ao nosso bebé. Lá por estarmos “habituadas a isso”, vai ser como a gravidez: vamos ter muitas, muitas saudades, “apesar de tudo”.

12 –  “Isto é só uma fase”. 
É fácil desesperar quando as coisas não correm bem, mas vai haver uma idade em que vão acordar sozinhos e fazer o seu próprio pequeno almoço.

13 – “Limpa-se amanhã”.
Não deu para limpar hoje a casa? Limpa-se amanhã. Ou depois. Ou depois. O importante é aspirar para o miúdo não andar alimentado a bolas de cotão.

Mais conselhos? Acho que só temos a ganhar se trocarmos dicas umas com as outras 🙂

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O inicio de um novo ano é sempre sinónimo de balanço e mudanças. Mudanças na nossa vida profissional, mudanças na nossa vida pessoal, mudanças na forma como nos relacionamos com os outros.

Mas se é tão importante porque nos custa tanto mudar?

A mudança implica sempre uma saída da nossa zona de conforto, alterações nos nossos hábitos e padrões comportamentais, que à partida nos parecem sempre tão simples e naturais. Contudo, nem sempre é fácil, até porque, na maioria das vezes, a mudança tem que partir de nós para que se projecte em tudo o que nos rodeia.

Mudar de casa ou de escola, de trabalho ou de cidade, é sempre difícil mas as mudanças profissionais são, provavelmente, as mais dolorosas e sensíveis… Não é fácil mudar a nossa equipa nem a forma como os outros lidam connosco. Mas é cada vez mais necessário. Num panorama cada vez mais competitivo torna-se imperativo rentabilizar os negócios, os serviços e os produtos. Infelizmente ser bom não chega, temos que ser cada vez melhores, cada vez mais produtivos e cada vez mais competitivos. Não é um paradigma fácil de instalar principalmente quando há um estigma geral de conformismo e de queixa face às ocupações e situações profissionais e pessoais.

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 Mudar, é bom ou mau?

É por isso que a gestão emocional é um processo que nos acompanha desde cedo e que caminha connosco ao longo da vida. É importante preparamos as nossas crianças para as necessidades de mudanças constantes. Mudanças que implicam alterações de comportamento e atitude que começam dentro de todos nós e se reflectem no dia-a-dia com os demais.

Há que preparar as crianças de hoje para a realidade de amanhã. Uma realidade mais seletiva, mais exigente e significativamente mais cruel.

 

 

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Primeiro somos solteiros. Felizes descomprometidos à procura do amor eterno. Depois apaixonamo-nos e a vida é bela. Tudo acontece em slowmotion, e as emoções a dois são vividas com intensidade. Crescemos e a vontade de ter um filho, uma prova do amor que nos une, aumenta de dia para dia. Fazemos um teste de gravidez. Deu positivo. A seguir quando damos por nós já temos um pé de feijão a brotar na janela da cozinha, brinquedos espalhados na banheira e festas de anos infantis fim-de-semana sim, fim-de-semana também.

O tempo passou à velocidade de um fósforo e não houve tempo para planear o dia a dia na educação dos nossos filhos da forma que sempre pensamos vir a fazer. Claro que decisões foram pensadas e tomadas de acordo com o decidido… mas são as pequenas coisas que farão toda a diferença. E aqui, já todos erramos e já todos nos arrependemos.

Para estarmos um pouco mais atentos, aqui ficam os 7 erros mais frequentes na educação dos filhos:

  1. Uso excessivo desnecessário do “não”
    -Não comas com a boca aberta, não chateies o teu irmão, não desarrumes o quarto… Estes são só alguns dos exemplos das frases que repetimos diariamente aos nossos filhos. O uso excessivo da negativa não é benéfico em nada. Peça-lhes para fazer o que considera correto: – Quando acabares de brincar, arruma o quarto. Reforce os comportamentos positivos, e elogie sempre que for adequado. Aplique a força do Não para o que é mesmo necessário, o que quer que os seus filhos retenham como algo a não fazer: – Não metas os dedos na tomada!
  2. Elogiar sempre o seu filho
    Incentivar e apoiar as atitudes de uma criança parece um caminho 100% seguro para garantir autoestima em alta. O problema é que o exagero pode levar a um efeito exatamente contrário. – Até os anos 70 não havia uma preocupação nítida com essa questão da autoestima dos filhos. “Quando se começa a falar mais sobre isso, vem o exagero. Os pais começaram a elogiar qualquer coisa, mesmo que banal”, refere Tania Zagury, mestre em educação e autora do livro Filhos: manual de instruções. A autora defende que encorajar e parabenizar um filho deve fazer parte da rotina da família, desde que os pais percebam que as crianças realmente se esforçaram para atingir o objetivo. Elogios excessivos e falta de encorajamento são dois extremos perigosos. O ideal é cada família encontrar o seu equilíbrio.
  3. Superproteção
    Proteger os filhos exageradamente impede que eles aprendam a lidar com as adversidades que encontrarão na vida adulta. As crianças têm de ser preparadas para serem autónomas e auto-suficientes, e para isso é necessário deixa-los correr determinados riscos, e cometer alguns erros. Se é um pai/mãe demasiado nervoso, tente relaxar e abstraír-se um pouco pois o nervosismo é transmitido à criança tornando-se ela, também, um adulto nervoso e inseguro.
  4. Facilitismos
    Querer tirar todas a pedras do caminho dos seus filhos, é legítimo. Fazê-lo, é errado. Os pais são os principais responsáveis pela construção da autoestima da criança e deixar que ela adquira confiança em si mesma e nas próprias ações é fundamental neste processo. Eles precisam que os ensine a lidar com os problemas, e não que os resolva por eles. Isso criará uma relação de dependência muito grande, que por vezes, se estende até à idade adulta.
  5. Querer que eles cresçam depressa demais
    Muitas vezes os pais querem que os filhos aprendam coisas que não são ainda apropriadas à idade dos mesmos. Querem que o filho seja o melhor e por isso forçam o desenvolvimento de competências avançadas para a faixa etária. As crianças precisam de tempo para brincar. Apressar o desenvolvimento é privá-la do seu tempo enquanto criança e não traz mais valias a longo prazo. Uma criança que aprenda a ler mais cedo do que as outras, não significa que será melhor nos estudos mais tarde. O ideal é deixar que a criança se desenvolva naturalmente de acordo com cada fase da vida.
  6. Exigir dos filhos para enaltecer o seu ego
    O sucesso dos seus filhos não reflete o seu sucesso como pai/mãe. Os pais têm tendência a sobrevalorizar o desempenho dos filhos, muitas vezes para se sentirem bem em relação ao seu desempenho como pais. Uma coisa não implica a outra: pais ausentes e desinteressados podem ter filhos exemplares e pais presentes e preocupados podem ter filhos desinteressados. Obviamente que o acompanhamento, a educação e o exemplo que lhes dá é meio caminho andado para melhorar o desempenho do seu filho. Mas de qualquer forma o mérito é sempre deles. Encarar os objetivos do seu filho como metas suas pode gerar cobranças excessivas e causar frustração. Evite esse tipo de comportamento.
  7. Deixar a educação dos seus filhos a cargo
    Os pais têm cada vez menos tempo livre para dedicar à educação (presencial) dos filhos. Querem dar-lhes o melhor, e por isso passam muitas horas a trabalhar transformando, muitas vezes, a casa numa extensão do seu local de trabalho. Quando chegam, ou é demasiado tarde para fazer alguma coisa com os miúdos, ou estão demasiadamente cansados para brincar com os filhos.
    Um efeito colateral desta indisponibilidade é a procura de artifícios e recursos para manter os filhos ocupados. A realização de atividades extra curriculares é sempre uma boa solução para os miúdos, principalmente quando gostam do que fazem, mas não substitui de forma alguma a necessidade de passar tempo com os pais.Os pais são o alicerce de uma educação sólida e de uma auto-estima fortalecida.
    Invista na educação do seu filho.
    Porque ele merece ser feliz!

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“Mas também sou a mãe que desatou a chorar a primeira vez que o deixou de férias em casa da avó. Que dança e canta com eles como se ninguém estivesse a ver. Que lhes diz todas as noites que os adora.”

Eu sou a mãe que o pôs na creche com 3 meses.

Sou a mãe que esperava 10 segundos antes de ir a correr ver o que queriam.

A que fingia que não via quando ele caía no parque.

A que ignorava o menino que se metia com ele.

A que nunca pôs mais de 4 canais na única TV de casa.

A que não permite que o computador e o tablet sejam usados nos seus quartos.

Sou a mãe que nega prendas fora do Natal, aniversário ou dia da criança.

A que acha que a fada dos dentes só dá prenda nos 2 primeiros dentes.

A que só lhes dá doces no fim de semana e nas festas.

A que faz comidas que não gostaram antes para que se habituem aos sabores.

A que não os obriga a comer.

A que já a deixou ficar sem jantar e não lhe deu mais nada para comer até à manhã seguinte.

Sou a mãe que não carrega as mochilas deles.

A que lhes dá sacos de compras para levarem para casa.

A que não o leva à escola mesmo que esteja em casa.

A que não lhe dá beijos à porta da escola.

A que não lhe ajeita a camisola na rua.

Eu sou a mãe que não lhes faz as camas.

Que não arruma os seus quartos. Que não dobra as roupas deles nem as arruma nos armários.

Que não põe a mesa para o jantar. Que não leva o lixo à rua, mesmo que seja depois do jantar.

Sou a mãe que não pergunta se têm TPC.

Que não sabe quando têm testes.

Que não vê os TPC depois de feitos.

Que não sabe todas as notas de todos os testes.

Que o obrigou a ir às aulas extraordinárias por ter tido má nota no exame apesar de ter passado à disciplina.

Sou a mãe que insiste para que passem noites fora de casa desde bebés.

Que não telefona quando vão de férias com os avós ou para o campo de férias.

E que fica feliz muitas vezes em que não estão por perto.

Mas também sou a mãe que desatou a chorar a primeira vez que o deixou de férias em casa da avó.

Que lhes faz bolas de sabão para que rebentem.

Que lhe dá um beijo de “Boa noite” à força mesmo que ele não queira.

Que a põe a sorrir em 99% das vezes em que amua.

Que os vai buscar mais cedo à escola sempre que pode.

Que ficou com o coração nas mãos os 10 minutos que ele levou a chegar da primeira vez que andou sozinho na rua.

Que brinca com eles sem se preocupar com mais nada.

Que dança e canta com eles como se ninguém estivesse a ver.

Que lhes diz todas as noites que os adora.

E que se sente feliz por vê-los crescer independentes.

 

Por vezes acontecem certos acontecimentos que transformam e mudam a nossa vida por completo. Há um ano atrás estávamos a contemplar e aproveitar a 20ª semana de gravidez com tanto amor, tanta felicidade, tanta vontade de sermos pais. Tínhamos acabado de saber que íamos ser pais de duas meninas e não cabia em nós tanta felicidade, estávamos apaixonados pela vida e por tudo que nos rodeava. Ainda não tínhamos enxoval das meninas queríamos esperar mais um pouco, queríamos planear tudo com calma e aproveitar cada semana, cada dia da gravidez. Estávamos com alguns receios como é normal como pais de primeira viagem e ainda por cima logo de duas bebés, mas a alegria superava todos os receios.

Às 25 semanas de gestação o nosso mundo parou com a notícia de que as meninas podiam nascer a qualquer momento. Da notícia até elas nascerem nem passaram 24 horas, não tivemos tempo para reagir para pensar no que estava acontecer. A alegria deu lugar ao medo, ao desespero, à dor, à angústia. E de um momento para o outro, as Marias nasceram. Eram as nossas “meio kilo de gente” mais lindas do mundo. Tão pequeninas em tamanho mas tão grandes no coração! Que força em viver…e de repente estavam elas a ensinar-nos a força e o poder do amor, quando éramos nós que pensávamos que lhes íamos ensinar tudo isso.
Não vivemos um terceiro trimestre de gravidez, não houve mala de maternidade, enxoval, aulas de preparação para o parto.
Não tivemos visitas nem mensagens de parabéns no dia em que nasceram, não houve flores ou prendas, não houve sorrisos, não houve tanta e tanta coisa que tínhamos sonhado para o nascimento delas.
Houve uma dor horrível, um medo profundo de elas não sobreviverem, uma tristeza por não as podermos ter ao colo, de as podermos levar para casa. Mas o amor salvou-nos aos 4, sempre esteve presente, sempre deu esperança, força, coragem.

Conhecemos as nossas filhas tão cedo, ainda não sabiam respirar, tinham os olhos fechados, orelhas mal definidas, pele vermelha (nem sei se podemos chamar pele), tinham uma mini fralda, estavam rodeadas de tubos e eram picadas e aspiradas de hora a hora, mexiam muito os bracinhos e as pernas. Vimos o primeiro olhar e o primeiro sorriso, o choro só conhecemos ao fim de 26 dias quando tiraram o ventilador. Um xixi, um coco, tudo era uma vitória, e coisas tão banais para a maioria dos bebés, para nós eram como ganhar o Euromilhões; era tudo muito lento mas tudo mágico, e apesar de todos os tubos e de estarem a viver numa caixinha mágica (como lhe chamávamos) estavam rodeadas de tanto, mas tanto amor!
O amor cura tudo e curou as nossas princesas!

E tudo muda, muda mesmo quando somos pais! Sempre ouvimos isto, parece clichê, mas só o sentimos quando o vivemos. As Marias deram-nos as maiores lições de vida. Ensinaram-nos a amar, acreditar, a sonhar, a ter esperança, a ter fé e a sermos pessoas melhores.  Lutámos juntos com muito amor, durante 109 dias, e apesar de terem sido dias de uma autentica montanha russa de emoções, acreditámos sempre!

Desde 27 de Junho de 2014 que estamos em casa, para agora sim, pudermos usufruir de todo este amor!

Obrigado por nos ensinarem o Amor mais poderoso do mundo.

Por  André Pedras e Débora Barroso, de Nós e as Marias
para Up To Lisbon Kids®

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Passamos a vida a dizer que somos aquilo que fazemos, pensamos, sentimos, comemos, desejamos…Mas alguma vez ouviu alguém dizer que somos aquilo que ouvimos?

Para nós, o saber ouvir é muito importante. É uma competência moldável, flexível e extremamente poderosa. Como tantas outras competências, o saber ouvir poder ser treinado, ensinado e disciplinada.

Saber ouvir vai muito além do sentido físico. Ouvir em sentido lato é estar atendo, é observar, é aprender com as situações que nos rodeiam e construir, a partir dessa aprendizagem, uma realidade melhor.

Esta é uma das principais competências de um empreendedor. Curiosamente, não é o saber falar, é o saber ouvir. E saber ouvir os outros com atenção, é de fato, um superpoder. Todos os dias ouvimos, é verdade, mas nem sempre ouvimos com atenção! Para sabermos ouvir temos estar interessados, ter uma mente aberta e querer aprender mais. É somar aquilo que ouvimos àquilo que já sabemos, sem nunca deixar de ouvir a essência das coisas. Perante um problema temos de ter a capacidade e o desejo de ouvir os outros, de saber as opiniões dos outros de ouvir toda a informação que nos poderá ser útil para solucionar o nosso problema. É isto o que um empreendedor faz!

É claro que nem sempre vamos ouvir aquilo que queremos ouvir, nem vamos ouvir só coisas boas ou aquilo que é significativo para nós, mas é na mesma importante saber ouvir. Acreditamos que tudo contribui para o nosso desenvolvimento e crescimento, daí ser importante ouvir tudo! O bom o mau, tudo! O bom enche-nos o coração…o mau serve para crescermos e mudarmos para melhor.

Saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Quando ouvimos demonstramos que estamos a dar atenção real a que está a falar, que a respeitamos e que estamos interessados no que estamos a ouvir. Nem sempre é fácil ouvir, é verdade! Ou está demasiado ruído e não conseguimos ouvir bem, ou estamos distraídos com o que nos rodeia, ou simplesmente não entendemos o que nos está a ser dito.

 

Mas se para nós adultos, muitas vezes é difícil ouvir…imagine para as crianças?

Sabemos que as crianças tendem a ter mais dificuldade em saber ouvir porque estão a desenvolver a comunicação e consideram que é mais importante falar do que ouvir. Elas refilam, elas contam histórias, elas cantam…mas quando chega à parte de ouvir, aí é que a coisa se torna mais difícil. Mas tudo é possível! Existem maneiras simples para trabalhar e desenvolver esta competência: ler uma história, envolver a criança numa conversa….são exemplos de atividades que ajudam a desenvolver as habilidade de escuta. O objetivo destes pequenos exercícios é ajudar a criança a adquirir hábitos de escuta ativa e ajudá-la a desenvolver a capacidade de prestar atenção aos pormenores. Demonstre à criança que todos podemos melhorar a nossa capacidade de ouvir, o que nem sempre é fácil, com o todo o ruído que existe e que nos distraí, nomeadamente o terrível hábito de todos falarem ao mesmo tempo. Dê alguns exemplos, um pai ou um professor sabe bem a dificuldade que por vezes é fazer-se ouvir.

 

Jogo: Às cegas

Vamos retirar à criança a possibilidade de ver, exercitando desse modo a capacidade de ouvir, para que consiga cumprir com sucesso este jogo.

Para esta actividade vai necessitar de:

– uma bola, um balde;

– uma venda;

– um “treinador”.

Coloque um balde a cerca de dois ou três metros do local onde a criança vai ficar. Encontre um “treinador” para a criança, cujo papel será dar-lhe orientações.

Depois da criança estar vendada dê-lhe uma bola para a mão e diga-lhe que o objectivo é acertar no balde o máximo de vezes possível em cinco tentativas.

A criança não pode tirar a venda enquanto está a tentar acertar no balde, mas vai recebendo indicações do “treinador” sobre como correu o lançamento e o que deve fazer para melhorar.

Se a criança acertar com a bola no balde, celebre a vitória e explique que conseguiu acertar no balde porque soube ouvir com atenção!

 

Ouvir com o coração!

Além de saber ouvir com os nossos ouvidos físicos, achamos fundamental ouvir com o nosso terceiro ouvido, o coração! E o ideal é ouvirmos com os três ouvidos. E como é que podemos treinar o ouvido do coração? Peça à criança para dizer como é que se sente. Uma palavra: feliz, triste, contente…e peça para ela explicar o porquê de se sentir assim. Enquanto a criança fala mostre que está atento, faça perguntas, crie empatia com a criança e faça-a sentir-se ouvida e especial. Depois troque os papéis. Conte como é que se sente e o porque de se sentir assim. No fim fale com a criança e explique o quão é importante ouvir os sentimentos dos outros e respeitá-los, e que isso é que é ouvir com o coração. Explique que quando estamos em silêncio é quando ouvimos melhor.

Por falar em silêncio deixo-vos com uma das minhas frases favoritas;

“ Muitas vezes as nossas respostas estão no silêncio que não fazemos.”

Por Filipa Cunha, StartIUPI
para Up To Lisbon Kids®

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O Poder do Exemplo

Os pais têm o maior super-poder de todos: O poder do exemplo.

O modelo mais poderoso na vida de qualquer criança são os próprios pais. Através da observação direta, com eles aprendem o melhor e o pior: observam, imitam comportamentos, ações, valores, crenças e até mesmo expressões.

A aprendizagem profunda das crianças é desenvolvida com base na observação do comportamento e da constatação das consequências das ações de outras pessoas.  As crianças observam como reagem os familiares mais próximos. Tanto nas experiências positivas como nas menos positivas.  Estas experiências tornam-se parte dos “ficheiros de referência” a que recorrem para saberem como viver as suas próprias vidas.

O melhor de tudo é o facto de os pais se encontrarem numa posição de extremo poder no que diz respeito à capacidade de influenciar o desenvolvimento dos filhos. Os pais têm o maior super poder de todos: O poder do exemplo.

A questão agora é a seguinte: “Como é que estamos a aproveitar esta oportunidade? “

Sob quantas formas está o seu comportamento a influenciar o desenvolvimento da personalidade do seu filho?

Os pais desempenham um papel fundamental durante toda a vida. Nos primeiros anos os filhos admiram-nos como se fossem os melhores do mundo. Isto é muito positivo porque eles precisam realmente de alguém que possam admirar e que os guie e ajude a superar os obstáculos.

Os modelos são importantes porque é através deles que  as crianças aprendem os valores que orientarão as suas vidas.

As ações dos pais ensinam os filhos a assumir responsabilidades pelos próprios comportamentos, escolhas, ações, pensamentos e sentimentos.

Educar crianças perfeitas seria muito simples se os pais fossem perfeitos, por isso, têm de fazer o melhor que podem, sem nunca esquecerem de que estão a ser observados a cada minuto que passa.

  • Se quiser que os seus filhos aprendam a exprimir-se, tem de criar conversas em família
  • Se quiser que os seus filhos sejam saudáveis e estejam em forma, os pais têm de ter cuidados de alimentação e fazer exercício físico.
  • Se quiser que eles lidem devidamente com a raiva, então não deve insultar o tipo que lhe roubou o lugar no estacionamento

Através das suas ações, palavras e comportamento poderá orientar os seus filhos na direção pretendida. Mostre-lhes como podem ser adultos felizes, equilibrados e realizados. Mas lembre-se que os seus filhos irão também imitar as suas imperfeições.

Os filhos podem espelhar as suas piores características, vulnerabilidades e fraquezas. Apesar do modelo mais poderoso para a maior parte dos jovens ser o progenitor do mesmo sexo, as crianças não deixam de observar muito de perto a forma como o progenitor do outro sexo trata o próximo.

Como está a sair-se como modelo?

Consegue controlar o seu próprio comportamento e as suas emoções? Está a ensinar os seus filhos a controlar os deles?

Este video fantástico ilustra muito bem tudo o que escrevi sobre o poder do exemplo dos pais.

Desafio

Aproveite esta oportunidade para refletir um pouco sobre as suas ações.  Tem de ser muito honesto consigo mesmo acerca daquilo que está a demonstrar aos seus filhos. Não pode alterar aquilo que não assumir.

Rejeite todas as atitudes negativas. Acabe com todos os padrões de comportamento auto-destrutivos e aumente as atitudes positivas. As crianças precisam que os pais as orientem o caminho e os pais têm tudo o que é preciso para serem grandes modelos para os filhos.

Nunca é tarde, basta querer!

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar
Para Up To Kids®

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Não são raras as vezes em que os pais oferecem alimentos, maioritariamente, doces e fast-food, como recompensa por algo que o filho fez. Se se porta bem, pode comer sobremesa, se tira boa nota pode ir comer um hamburger… Que efeitos têm estas atitudes a médio e longo prazo na vida da criança?

A alimentação tem um papel central na vida emocional das pessoas em termos de como gerem as emoções e como a comida é moderada pelo seu estado emocional. Os alimentos são codificados com significados (ex.: prazer, culpa, satisfação, aborrecimento etc.), que são aprendidos desde a infância através de processos de recompensas e associações e fornecem-nos um rico conjunto de crenças sobre a comida. Da mesma forma, tentando controlar a ingestão da nossa própria comida ou a de terceiros, estamos a atribuir significados a alguns alimentos.

Assim se compreende a importância das atitudes parentais em relação à alimentação dos filhos. Para além de determinarem a forma como se relacionam com a comida, também são importantes para o processo de aprendizagem social e emocional da criança.
Algumas investigações têm estudado o efeito das recompensas no comportamento alimentar, como por exemplo: “Se comeres os vegetais eu vou ficar satisfeito contigo”, chegando à conclusão que recompensar o comportamento alimentar parece melhorar preferências alimentares das crianças.
Por outo lado, outra investigação explorou o impacto de usar a comida como recompensa, em que o acesso ao alimento é contingente a outro comportamento, por exemplo: “Se te portares bem, podes comer um chocolate.”. Os resultados sugeriram que usar a comida como recompensa aumenta a preferência por esse alimento, podendo ter um efeito negativo nos hábitos alimentares da criança. Deste modo, as associações recompensatórias ou punitivas que envolvam comida podem fazer com que a criança estabeleça uma relação disfuncional com os alimentos. Por exemplo, poderão, sem se aperceberem, usar a comida como meio de regular as suas emoções e, muitas vezes poderão comer porque interpretam os sinais internos de necessidades emocionais como fome. Quando o seu filho está triste, aborrecido ou ansioso costuma querer comer alimentos calóricos? Fique atento e se a resposta for afirmativa, procure ajuda profissional.
Então o que fazer se o seu filho já estiver habituado ao uso dos alimentos como recompensa?
1 – Pense nos motivos pelos quais o faz. Não haverá outras formas de mostrar apreço pelo comportamento positivo do seu filho?
2 – Crie formas de substituir a comida por outros reforços. Dar atenção especial à criança, encorajamento e elogios são as recompensas mais gratificantes a curto e a longo prazo, estreitam as relações familiares e não custam dinheiro! Pode dar um elogio verbal, dar beijos e abraços, dar-lhe uns minutinhos extra de brincadeira, fazer um jogo juntos, deixá-lo ir para a cama 15 minutos mais tarde, levá-lo a um sítio que ele goste, deixá-lo ir brincar a casa de um amigo, etc…

Por Raquel Carvalho, Psicóloga Clínica – Mestrado Integrado em Psicologia (FPCE-UC) Equipa Mindkiddo – Oficina de Psicologia, para Up To Lisbon Kids®

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A musicoterapia tem como objectivo principal melhorar a qualidade de vida através do desenvolvimentos das capacidades, da reabilitação ou tratamento específico e adequado. No entorno Educativo conseguimo-lo estimulando as capacidades apresentadas por cada indivíduo e potenciando todos os mecanismos funcionais e emocionais que esta oferece.

Salientamos alguns dos benefícios que a musicoterapia pode aportar a esta população de forma genérica:

  • Físicos – preservar ou recuperar praxias, preservar ou aumentar a força, a mobilidade e a coordenação, relaxamento, reabilitar ou manter a motricidade fina, recuperar a marcha ou o andar normal, diminuir as sensações de dor e de cansaço.
  • Socio-emocionais – reconhecer e expressar emoções, melhorar a auto estima, melhorar a interacção social e as habilidades comunicativas, elevar o estado de ânimo, reduzir comportamentos disfuncionais e estados de agitação, potenciar a participação.
  • Cognitivos – estimular a memória e a capacidade de concentração, orientar-se no momento real, preservar de agnosias, facilitar a recuperação da linguagem.

A musicoterapia ajudar a manter ou restabelecer o bem estar físico, emocional, social e espiritual, para além de proporcionar uma ajuda para que as pessoas gozem de uma maior autonomia pessoal, já que aumenta a sensação de controle sobre o seu ambiente familiar/social e sobre a sua situação.

O que compreende um programa de musicoterapia?

Um programa completo poderá ter um alcance muito amplo. No entanto, não existem, ou existem muito poucas instituições no nosso país que tenham implementado ou apostado por este tipo de terapias, mas, e com a oferta e diversidade que já existe, cada vez a sensibilidade é maior.

Perguntas habituais…

Em que consiste uma sessão de musicoterapia?

Nas sessões de musicoterapia e consoante os objectivos terapêuticos pré-determinados, são realizadas várias actividades como:

  • Cantar canções
  • Tocar instrumentos
  • Improvisações vocais e instrumentais
  • Jogos musicais
  • Audições Musicais
  • Movimento e expressão corporal com música
  • Análise de canções
  • Pintura/desenho com música
  • Relaxamento com música

As sessões têm sempre uma estrutura preparada para cada grupo ou pessoa individual em função das suas necessidades, habilidades e capacidades para que resulte sempre uma experiência com êxito e agradável para os intervenientes.

Quem é, e o que é um musicoterapeuta?

Um musicoterapeuta é um profissional com uma vasta experiência e vinculação com a música e está comprometido em utilizá-la com finalidades terapêuticas, para ajudar pessoas com necessidades especiais.

As competências de um musicoterapeuta profissional incluem três âmbitos importantes: musical, clínico e musico-terapêutico.

  • Musical – uso de instrumentos de acompanhamento, domínio da voz, improvisação, direcção de conjuntos, composição, arranjos, conhecimento de uma vasta variedade de repertório e estilos musicais, entre outros, assim como técnicas pedagógicas relacionadas com a Educação musical que permita uma adaptação aos diferentes níveis dos participantes.
  • Clínico – empatia, capacidade de observação, respeito, conhecimento de técnicas de relação de ajuda e psicoterapêuticas em colectivos concretos, avaliação, elaboração e planificação de tratamentos, e comunicação e trabalho em equipa.
  • Musico-terapêutico – conhecimento da psicologia da música, compreensão dos fundamentos teóricos da musicoterapia, conhecimento das diferentes orientações metodológicas, conhecimento de literatura científica sobre a matéria, assim como domínio de técnicas musico-terapêuticas próprias de colectivos específicos.

 

Por Marco Henriques, Musicoterapeuta,na How To…
para Up To Lisbon Kids®

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Relativamente ao texto aqui publicado intitulado O Pai Perfeito, da autoria da Joana Paixão Brás, um leitor da Up To  Kids®, João Pinhel, quis partilhar connosco a sua experiência de pai.

Perfeito ou não, aqui fica o seu testemunho.

É uma mera opinião pessoal de quem passou (e ainda passa) pela experiência de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo. O que escrevi foi um desabafo muito reduzido e um pouco atabalhoado (foi mais um “dump” de imagens e situações convertidas em texto) de 16 anos de três vidas sem a minha amada esposa.

Ser Pai é muito mais que o descrito no texto e como tal, aqui ficam seis pontos importantes para se poder classificar um Pai Perfeito, porque há muito, mas muito mais do que isto…

1. A Educação
Matriculas, reuniões de pais, comprar os livros e o material escolar. Ajudá-los nas matérias, estudar com eles e ajudá-los a tirar as dúvidas. Antes de dormir, ter que arranjar tempo para ir à net ver determinadas matérias para os ajudar a tirar as dúvidas no dia seguinte. Fazem os TPCs enquanto estamos na cozinha a fazer o jantar e temos que estar atentos aos tachos e à matéria! Verifico os deveres logo após levantarmos a mesa e colocarmos a loiça na máquina.

2. O Vestuário
A roupa: lavar, estender, passar a ferro ao fim de semana. Cotoveleiras, joelheiras, coser botões arrancados, arranjar fechos partidos, nódoas terríveis que nem com SuperPop, Supergel ou Vanish saem. Sapatos que de mês a mês, com a velocidade com que crescem, deixam de lhes servirem.
3. Os Hábitos (de Casa e de Higiene)
Os filhos não duram só 1 a 2 anos. Habituá-los a lavar os dentes todos os dias, várias vezes, ensinar-lhes a usar o fio dental, a usarem o elixir. Ensiná-los a lavarem-se, a limparem-se bem, a cortar as unhas. Levá-los ao Barbeiro ou ao cabeleireiro para cortar o cabelo.

Elas crescem e vêem as “coisas das Senhoras”: temos que ensiná-las e ajudá-las. A eles, temos que ensinar-lhes a fazer a barba.
E não podemos esquecer-nos da mudanças das roupas (das camas e dos banhos), os Sábados de manhã a limpar a casa e os serões de sábado de volta do ferro e dos remendos,  e os domingos, enfiados no supermercado a reabastecer as falhas da lista que está pendurada no frigorífico.  Talvez dar um passeio familiar ensinando-os a andar de bicicleta ou levá-los às festas de aniversário, jantares de amigos, cinema,etc.
Ah, e as limpezas grandes da primavera, claro que, em gozo de Férias.

4. A Comida
Não é só fazer Sopa e Papas. Há tudo o resto à volta disso. Os biberons, o leite anti-regurgitante (ou não), a esterilização, as compras, a loiça, lavar tudo ao redor depois de borrifarem, lançarem, espalharem, esborracharem, espatifarem e mais uma data de coisas que fazem à comida. Preocuparmo-nos em variar a alimentação deles, depois tudo o que isso implica, fazer mais pratos, picar carne, desfiar frango, separar grumos, cozer fruta. Isso das papas e da sopa passa rápido e os de frasco não são lá muito saudáveis.
5. As Doenças e os acidentes
Marcar o pediatra, o dentista, e ir às consultas com eles. Ir às Urgências, aos Centros de Saúde. Não esquecer das horas da medicação, passar noites acordado para que a febre baixe, lá ando eu de madrugada a dar-lhes o banho com água tépida, a icterícia e a colher de chá de água das pedras, os dentes a nascer e o bucagel, os vaporizadores para os brônquios entupidos, os sapatos ortopédicos, as quedas, os sustos, os pontos.
6. O Amor
E o último mas o mais importante para se ser um Pai Perfeito, o amor de Pai.
Levá-los para a cama quando se deixam dormir na sala (enquanto não pesam!). 
Ir de Férias e levá-los sempre connosco, não é despejá-los em casa dos Tios, dos Avós ou de Vizinhos.
Ler-lhes uma história antes de dormirem. Não esquecer todas as noites de ir vê-los ao quarto.
Ser o confidente deles mas ao mesmo tempo saber respeitar a privacidade deles q.b., tentar ser o amigo em quem confiam e o ombro onde podem desabafar.
Estarmos sempre dispostos a escutá-los e a aconselhá-los.
Ser discreto na vida deles, mas sempre atento e presente. A Adolescência é a fase mais complicada. Há que saber gerir… não há fórmulas mágicas.

Classificar um Pai Perfeito como o Pai dos 2 primeiros anos, minimiza (e muito!!) a quem é Pai a tempo inteiro e que já passou por toda a experiência de o ser. Com 43 anos, viúvo há 16, Pai de uma Mulher de 19 e de um Rapaz de 17.

Posso não ser um Pai Perfeito, mas sei o que é Ser simplesmente Pai.

P.S.: Ah! E ainda temos que ir trabalhar todos os dias!!

Por João Pinhel, para Up To Kids®

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