Sente que a sua agressividade está mais descontrolada. É como uma chama que vive dentro do seu peito ligada a um rastilho que quando acende, dispara para todos os lados sem avaliar as consequências.

Assim é a agressividade. Não olha a meios e simplesmente bombardeia.

Sei agora que a minha agressividade é uma forma de mostrar o meu poder aos outros, esconder a minha insegurança interna e proteger o meu lado mais frágil, mas encontrei esta forma de me defender. Quando sinto oposição, expludo ainda mais! Parece que o mundo não compreende isso e constantemente abrem campo para que o meu rastilho se acenda.

As crianças têm consciência, mas ainda assim não conseguem controlar os seus sentimentos para agir e reagir dentro de limites saudáveis.

Quando os filhos evidenciam comportamentos agressivos, a difícil tarefa de ser pai, para a qual nenhum de nós foi ensinado e que resulta de forma diferente para cada criança, torna-se ainda mais complexa e muitas vezes angustiante. Ouvimos tantas vezes os pais dizerem que parece que vivem num campo de batalha, que estão exaustos, tristes e que já não têm forças para mais.

Embora a agressividade seja algo que faz parte do ser-humano, directamente relacionada com a afirmação do EU ela também é um sinal de alerta para qualquer ameaça real ou imaginária, interna ou externa. A expressão da raiva surge sobretudo quando a criança sente que o seu bem-estar ou a sua sobrevivência podem estar ameaçados, despoletando emoções que as impedem de empreenderem os seus mecanismos de auto-regulação e adequação comportamental. A raiva alerta para o perigo e dá à criança a energia necessária para actuar e nesse sentido é positiva. No entanto ela também é uma forma de cada criança se expressar como pessoa. Qual de nós não se lembra de fases da sua vida em que a agressividade esteve mais à tona e quase sem percebermos ela se foi tornando uma forma mais habitual de agir e reagir, um círculo vicioso no qual nos sentimos incapazes de controlar os nossos impulsos agressivos, de escutar e de equilibrar as nossas necessidades com as necessidades dos outros…. É nesse momento que ela deixa de ser positiva e de cumprir a sua função.

Os pais, como educadores, precisam estabelecer limites firmes para que a criança possa continuar a desenvolver-se forte, independente mas também segura.

Ensinar uma criança a lidar com os seus sentimentos de agressividade e saber canalizar os seus impulsos para acções construtivas em vez de destrutivas é um trabalho moroso, no qual o amor, a disciplina e os limites têm que estar sempre presentes.

É fundamental que os pais compreendam e aceitem as diferenças de temperamento em cada um dos seus filhos, que os fará ter níveis de reacção diferentes, por vezes mesmo opostos, aos estímulos que o mundo lhes envia constantemente. Mas, seja qual for o temperamento deles, todos terão que aprender, com a ajuda dos pais, a identificar e nomear as suas emoções, tudo aquilo que o corpo sente, mas que ainda não tem nome. Saber que aquilo que estão a sentir é medo, raiva, alegria ou tristeza, é o primeiro passo para que se possa aprender a lidar e eventualmente controlar/adequar o comportamento, sem que sejam necessárias explosões desmedidas e por vezes descontextualizadas.

Depois da criança aprender a nomear e falar sobre o que sente, fica então preparada para começar a aprender a acalmar a intensidade e o desconforto desses sentimentos para eventualmente poder vir a compreender a sua origem.

Por Ana Galhardo Simões, Psicoterapeuta Corporal
para Up To Lisbon Kids®

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Nunca mais acordas com o despertador
O teu novo despertador, que não precisa de ser programado, acorda-te invariavelmente antes da hora. Mas não te importas porque o seu sorriso, o facto de esticar os bracinhos a pedir que lhe pegues, é um milhão de vezes melhor que qualquer melodia que tenhas escolhido para esse efeito.

Passas a ir à praia tão cedo que até as gaivotas estranham
E sais de lá à hora a que normalmente chegavas. Mas é um novo hábito saudável, porque estás ao sol na hora em que é menos prejudicial e voltas a brincar nas poças de água, constróis castelos na areia molhada e até gostas de ficar estilo croquete porque o teu rebento te enche de areia.

Tudo se transforma em música
E com a melodia do Come a Papa inventas versos conforme a necessidade. “Dá o bracinho, Mariana, dá o bracinho. Para vestir e ir embora para o jardim, embora para o jardim…”.

Podes voltar a fazer macacadas na rua sem as pessoas te olharem de lado
Com o bónus de receberes uns olhares cúmplices e sorrisos ternurentos. Voltas a ser criança, sem ligar ao que os outros pensam porque exteriorizas um estado de alma que te acompanha todos os dias: estás completo.

Quando o teu filho te deixa dormir até às oito da manhã sentes que dormiste vinte horas
Mesmo que só tenhas dormido quatro e acordado duas vezes durante a noite. O corpo habitua-se às condições de privação de sono de uma forma incrível e acordas fresca que nem uma alface (nos dias bons, pronto…).

O chão da tua casa tem sempre migalhas de pão, ou bolacha, por mais que a limpes
E fica pegajoso cinco minutos depois de passares a esfregona. E o sofá tem umas manchas que não vinham no produto original. Mas não vives num museu e a razão de teres a casa de cabeça para baixo anda a gatinhar com um sorriso desdentado na cara e sacodes as migalhas e deixas a tarefa de limpar para depois.

Relembras as músicas que estão guardadas num cantinho do teu cérebro há décadas e voltas a cantá-las.
Percebes que houve umas quantas actualizações mas, regra geral, consegues cumprir bem a tarefa. Já não se atira o pau ao gato (porque isso não se faz) mas os pobres filhos da Linda Falua ainda ficam, porque a mãe não os pode sustentar.

A tua roupa nunca mais volta a estar cem por cento impecável (nem vamos falar do cabelo…)
Entre vestires e chegares ao carro, mesmo que só tenham passado cinco minutos, é como se tivesses atravessado um tornado.

Os brincos compridos passam a ser considerados um objecto de tortura chinesa – e arrependes-te de todas as vezes por tentares mais uma vez usá-los porque pode ser que desta vez ela não repare e não os puxe com força.
E as pulseiras. E os colares. Aprendes a usar acessórios de uma forma alternativa e viras ninja para te desviares dos ataques daquelas mãos rechonchudas.

Voltas a brincar e a divertir-te imenso com isso.
A criança que há dentro de ti volta a espreitar e encontras a felicidade numa colher de pau a fazer sons num tuppeware, no simples percurso de uma bola saltitona a bater nas paredes da casa e a voltar para junto de ti.

Passas a relativizar as coisas que antes te tiravam o sono sem razão. E dás valor aos pequenos momentos.
O mar, a areia, os animais, até a forma como as pessoas falam, tudo é uma redescoberta. Passas a ver o mundo pelos olhos das tuas crianças. A questionar coisas que tinhas como adquiridas e de que já não te lembravas de perguntar por que são assim. Olhas para cima, coisa que acabaste por deixar de fazer com a pressa do dia-a-dia. Vês novamente a forma das nuvens, os frisos do último andar dos prédios, a forma como o vento faz dançar as folhas das árvores. Apontas para os bichos-de-conta e dás saltinhos para não os pisares. Observas a forma mágica como os aviões rompem o céu. Dás por ti a reparar no reflexo de uma taça com água no tecto da sala, provocado pelo sol. És feliz por todas estas pequenas coisas. Por o teu filho te adormecer no colo. Por te apertar a mão com força, por se aninhar no teu pescoço. Por sorrir quando te vê, por se mostrar contrariado quando as coisas não correm como esperava. Por não desistir quando quer uma coisa. Por estar a crescer bem, saudável. Por poderes ver isso tudo de perto.

Que privilégio.

Tudo muda, mas não trocavas nada disto pela mais descansada noite de sono.

Afinal, a vida acontece quando estamos acordados.

Por Marta Coelho,
para Up To Lisbon Kids®

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Presença é o melhor presente que podemos dar.

Somos diariamente corrompidos pela rotina, pelo tempo, pela pressa, pela exigência, pela responsabilidade. Sem nos apercebermos, desligamo-nos facilmente de nós próprios. Desligamo-nos daqueles com quem mais queremos estar. Desligamo-nos dos nossos filhos.
As múltiplas exigências da vida diária e os diferentes papéis que nós, mulheres, assumimos diariamente fazem-nos, muitas vezes, pender entre um papel e outro sem que nos enraizemos verdadeiramente em nenhum. Estamos no trabalho a pensar nos filhos, estamos com os filhos a pensar no trabalho. Corremos entre um lugar e outro a pensar no supermercado ou na roupa que temos que estender quando chegarmos a casa. Este desligamento do momento presente reflete-se em tudo o que fazemos e impede que a nossa energia seja colocada integralmente no que estamos a fazer naquele tempo e naquele espaço.
Isso afeta profundamente as nossas crianças e a relação que com elas estabelecemos.
Na correria que caracteriza toda a rotina entre a saída do trabalho, o trânsito até à escola, a ida para casa e quando aqui chegamos…os banhos, os jantares, a preparação para o dia seguinte, a qualidade do tempo que disponibilizamos às nossas crianças é muitas vezes comprometida. Esta desconexão com o Aqui e o Agora nos momentos em que estamos com os nossos filhos, é muito perspicazmente por eles captada e fá-los agir de modo a trazer-nos à nossa verdadeira e genuína Presença.

Birras, choros e conflitos com os irmãos são, grande parte das vezes, tentativas de trazer para o presente o nosso foco e a nossa energia total. E conseguem! Quando nos irritamos, zangamos e ralhamos estamos a fazê-lo plenamente.

Não estamos a pensar em mais nada! Estamos a viver aquele momento com eles na sua plenitude. De corpo e alma. Da pior forma, sim. Mas estamos integralmente presentes.

Absortos no Aqui e no Agora daquela situação. É só isso que eles nos pedem. E é tão fácil fazê-lo sem que eles nos peçam desta forma. Basta fechar a torneira dos múltiplos pensamentos correntes e dedicarmo-nos inteiramente ao momento com eles. Sentindo-nos, sentindo-os.

Aqui. Agora. Basta focarmo-nos e envolvermo-nos totalmente naquele momento. Basta sermos, basta estarmos. Em Presença. A presença de entrega total à partilha daquele momento, como se nada mais existisse. É só isso que eles querem. É só isso que eles precisam.

E nós também.

 

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O melhor presente é estar presente

Tempo especial

 

Quando comecei a pensar em pôr o meu filho na escola lembro-me de, rapidamente, me ter deparado com a questão do método de ensino que iria optar para a sua educação, pelo menos nos primeiros anos escolares.

Sendo eu da área artística, sempre achei que deveria encontrar um método onde identificasse as ideologias em que acredito, para que os miúdos cresçam a saber decidir por vontade própria e ter liberdade para pensar fora da caixa. Tudo este pensamento parece muito simples e coerente… não fosse aquele pequeno pormenor de que estou, assim, a decidir o futuro dos meus filhos, e quando se trata de “filhos” eu, como todas as mãe, tendo a ficar estupidamente criteriosa nas minhas escolhas.

Comecei por informar-me sobre metodologias alternativas, tais como, Waldorf, Montessori, Reggio Emilia, HighScope, Piaget e outros. Já conhecia algumas, outras nem por isso. Depois de pesquisar, de ler, de perguntar, comparar, e ponderar, com receio (para não dizer medo) de entregar a educação dos meus filhos a um método menos convencional, acabei por pô-los no ensino regular. Tal como eu andei. Achei que estava a tomar a decisão certa (ou pelo menos segura) regendo-me pelo que eu vivi e pelo que eu conheço.  Obviamente que, o regime de ensino hoje em dia nada tem a ver com aquele que eu frequentei um dia. E, ainda por cima, as metas curriculares.

As metas curriculares e as avaliações escolares foram as minhas preocupações principais, pois achei que um dia quando saíssem do ensino regular tudo poderia tornar-se mais complicado. (Se calhar a complicação era só na minha cabeça…)

Enquanto mãe e educadora, preocupa-me o facto de poder ter tomado uma opção preguiçosa, e estar assim a condicionar o desenvolvimento dos meus filhos. Por isso procuro descobrir e desenvolver diferentes formas de lhes dar acompanhamento em casa, naquelas áreas que, acredito que sejam menos desenvolvidas na escola. Através da realização de actividades lúdicas e culturais, através da brincadeira, da liberdade, da exploração dos materiais, etc.  Deixando que desenvolvam as suas áreas preferenciais, que no fundo serão os seus talentos e competências inatas e ocultas.

Há dias nesta minha expedição pelas metodologias alternativas descobri um texto que achei extremamente interessante. Foi escrito por uma aluna finalista de Portland, Kate, que frequentou escolas Montessori, e que com este artigo ganhou o prémio Gold key.

Conseguimos perceber o resultado de algo em que muitos educadores investem. Quanto a mim, vou continuar a desenvolver estratégias que os ensine a aprender pelo prazer da aprendizagem.

Deixo-vos para refletir.

“Lembro-me da primeira vez que ouvi aquela pergunta. O ano letivo tinha começado há duas ou três semanas, eu estava no secundário numa aula de ciências e alguém perguntou: “Isto vai sair no teste?” O meu primeiro pensamento foi: “O que é que isso interessa?” Até ao 2ºCiclo andei numa escola que seguia o método Montessori, onde os meus dias eram um mix de lições dadas pelo professor, e o trabalho que eu queria desenvolver. Não havia testes ou sequer notas. Ao invés de aprendermos conteúdos curriculares, ou de sermos preparados para alcançar determinadas metas, eu aprendi sobre temas que me interessavam. Eu estava ansiosa para chegar à secundária. Estava desejosa por ter trabalhos de casa, e acima de tudo de ter notas! Nessa altura pensar nisso era como um romance. Mas rapidamente o entusiasmo desapareceu: as notas não eram divertidas, mas sim preocupantes. Quando iniciei o secundário decidi que não ia tornar-me obcecada por notas. Sabia que eram importantes para entrar na faculdade, mas achei que se desse o meu melhor, e continuasse a aprender pelo aprender em si, que tudo correria bem. Isso resultou apenas no meu primeiro ano de caloiro. As aulas eram básicas e muitas vezes extremamente chatas e aborrecidas. Um dia de aulas não era nada cansativo, e o stress nesse meu primeiro ano foi causado por ter atividades extra curriculares a mais. A minha escola é extremamente competitiva, e tem uma reputação grande a nível de exigencia e rigor académico. Isso tem as suas vantagens. Ninguém sofre bullying por ser inteligente ou nerd. Mas também cria uma cultura de superioridade nos alunos. Eu ouço conversas dos meus colegas que passam noites em claro para terem melhores notas. Talentos, como artes ou desporto estão subvalorizados. A preocupação da maior parte dos estudantes do secundário, é a entrada para a faculdade. Lentamente eu senti-me a ser absorvida por este vortex de classificações, notas e candidaturas à universidade. Tenho uma amiga que, sempre que resolve fazer qualquer coisa de diferente pensa duas vezes se isso será benéfico para a sua candidatura. Quando os professores começam a ensinar para os testes e os alunos começam a aprender para os testes, e aqui, perde-se uma parte fundamental do processo. Um dos maiores elogios que recebi nos últimos dois anos foi relativamente à minha capacidade de resolver problemas, por procurar soluções através de diferentes ângulos. Quando os professores nos ensinam para nos para um teste, perdemos a oportunidade de explorar por nós mesmos. Nós ensinamos-lhes que há uma única resposta correta e que não há apenas uma maneira de chegar a uma solução. Nós desativamos a mente dos professores, pelo menos a parte que interroga e questiona. Eu preciso de saber como as coisas funcionam. Eu não fico contente quando me dizem apenas como tenho de fazer ou responder. Em vez de se concentrar num objetivo final, como um teste ou uma meta, o método Montessori baseia-se no trabalho realizado para alcançar determinado resultado. Eu sou capaz de resolver problemas de diferentes maneiras porque Montessori ensinou-me a pensar fora da caixa, e a fazer sempre o melhor que posso. Nunca foi importante o que tinha feito, desde que eu e os meus professores soubéssemos que estava a fazer o meu melhor, tendo consciência de que o melhor varia de pessoa para pessoa. Eu acredito que as crianças querem aprender, e que se lhes dermos as ferramentas certas, irão exceder todas as expectativas. Em vez de criar marcadores para todos os alunos e implementar testes padronizados que não medem a resolução de problemas, precisamos incutir uma cultura onde os desafios são valorizados. Recentemente ouvi um estudo onde colocaram crianças da China e crianças dos EUA a resolver um problema de matemática. O que os miúdos não sabiam, é que o problema não tinha resolução. A maioria dos alunos americanos parou de tentar resolver o exercício ao fim de um minuto. Os alunos chineses foram interrompidos ao fim de 1 hora, porque era a duração máxima deste estudo. Nos EUA o esforço não é grandemente valorizado. Nós valorizamos a inteligência, e vemos o esforço com um indicador de que um indivíduo é lento, porque a escola não é suposto ser difícil para uma pessoa capaz. Houve uma altura que eu tinha medo de ler em voz alta porque achava que se iam rir de mim cada vez que pronunciasse mal uma palavra. Este ano, tive uma disciplina extremamente desafiante para mim. O professor é conhecido por estragar as médias brilhantes dos alunos. Mas o paradoxo é que ele costuma dizer que as notas não interessam, e que adorava não ter de fazer avaliações. Agora, voltando à questão: “Isto vai sair no teste?” Quando os educadores nos ensinam que os resultados são o produto mais importante de uma experiência, não estão a ajudar-nos. Conforme crescemos, não teremos sempre alguém a dizer-nos quais as metas a atingir para sermos bem sucedidos. O aprender não para quando concluímos os estudos. E ainda bem porque aquilo que aprendemos até então é uma ínfima parte daquilo que temos capacidade de aprender. Ensinar para os testes dá aos alunos ferramentas para serem bem sucedidos nesse teste. Mas ensinar o prazer de aprender dá aos alunos ferramentas para quererem continuar a aprender até ao resto das suas vidas. Muitos pais com crianças em escolas Montessori, receiam que os seus filhos percam qualquer coisa pelo simples facto de não fazerem testes, e não serem avaliados. Acontece que a verdade é exatamente o oposto. Por não serem pressionados com testes e notas, estas crianças aprendem o prazer de aprender, algo que ficará com eles mesmo depois de esquecerem formulas matemáticas e das diferentes partes que compõem uma célula humana.”

Kate é uma  Childpeace Montessori e Metro Montessori Middle School Alumni

Redigido por Up To Lisbon Kids®

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Broken egg, close-up.

– Experiência para fazer com os pais –

Precisas de:

  • 1 clara de ovo
  • 300 g de açúcar em pó (icing sugar)
  • 1 tigela
  • 1 garfo
  • 1 colher
  • 1 peneira
  • 1 prato ou travessa
  • papel de cozinha
  • microondas

Procedimento:

1 – Com um passador peneira o açúcar para que não fique com torrões duros.

2 – Coloca a clara de ovo numa tigela e bate-a levemente com um garfo.

3 – Mistura as duas coisas e mexe até ficar tudo ligado e com a consistência de uma massa moldável (quase plasticina).

4 – Faz bolinhas com um tamanho um pouco mais pequeno que uma noz.

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5 – Cobre um prato ou uma travessa que possa ir ao microondas com uma folha de papel de cozinha. Põe as bolinhas bem espaçadas sobre o papel. Num prato raso normal não podes por mais que 3 bolinhas.

6 – Leva ao microondas cerca de 1 minuto. (Depende da potência do microondas, tem atenção!)

7 – Vê como as bolinhas cresceram.

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Vamos perceber o que aconteceu?

É comum pensar-se que o aumento de volume de uma dada preparação, por exemplo, um suflê, é provocado pela dilatação do ar ao ser aquecido. No entanto, não é bem assim.
Isso pode ser demonstrado através da preparação de suspiros no micro-ondas.
Ao fazer suspiros as claras não são batidas e não se introduz ar. É uma massa compacta e moldável, composta por clara de ovo e açúcar que quando aquecida, vai dar origem a suspiros muito leves e volumosos.
O responsável por fazer crescer os suspiros é a água!
Devem estar a pensar que não juntaram água, mas juntaram clara de ovo, que tem muita água. Foi a água da clara de ovo que, quando aqueceram a mistura dos suspiros, evaporou e fez com que os suspiros crescessem assim.

 

Por Vanessa Amaral da Costa,
para Up To Lisbon Kids®

Esta semana é de testes e, apesar de serem só três… não deixo de ficar nervosa.
Isto acontece porque sou uma mãe neurótica?
Isto acontece porque quero que a minha filha tenha boas notas?
Não.
Nada disso.
Acontece porque me deixo ser vítima do sistema.
Porque sei que a minha filha, apesar de ainda estar no primeiro ano, e só agora ter começado a sua vida escolar já é avaliada com percentagens para aqui e para ali, e para tudo e mais alguma coisa.
Porque recebo um papel descritivo com o que têm de estudar para cada teste.
Aquando do teste do quarto ano ouvi na rádio que os pais é que ficam nervosos e passam os nervos aos filhos. Os nervos dos testes são passados pelos pais?
A pergunta é: e o sistema e os professores (muitos contrariados) não passam esses nervos aos pais?
Sabemos que os miúdos têm de mostrar se estão a aprender ou não. Mas também sabemos, agora, que já somos adultos e carregamos o peso da responsabilidade de ter um trabalho e pagar contas, o stress que implica ter que corresponder e cumprir metas, sem falhas.

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Em que altura é que é certo imputar isto aos miúdos?
Sinceramente custa-me que aos 6, 7, 8 anos façam isto aos miúdos.
Têm uma vida pela frente de responsabilidades e desafios. Não precisam de tão cedo sentirem a pressão da análise da sociedade em tudo o que sabem ou não.
Acho que os miúdos têm de ser ensinados e têm de existir testes como sempre existiram.
Sei bem que há 60 anos existia o teste de admissão e agora há o do quarto ano.
Não me lembro é que a escola tivesse sido para mim uma pressão de testes. Lembro-me bem de na primeira classe até os fazer sem aviso.
Congratulo os professores que, no meio deste sistema exigente, conseguem fazer com que os miúdos gostem da escola e de estudar. Não é tarefa fácil.
Aprender tem de ser um processo natural e sem pressão, porque só assim se assimilam conhecimentos com facilidade.
A discussão já andou acesa no início do ano letivo, mas uma vez mais o tempo baixou a temperatura das brasas.
Resta saber até quando vamos continuar a insistir numa educação pela exigência e não pelo criar o gosto de aprender e saber cada vez mais.

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Quero ajudar os meus filhos a serem seguros, fortes e capazes.

As dúvidas em excesso, o medo de errar e a inveja são como ervas daninhas. Talvez esteja a escrever este texto para mim, para relembrar-me do principal. Por vezes esquecemo-nos do mais importante, do mais simples.

E você? Além de saber ponto por ponto estas regras, tem conseguido aplicá-las?

Talvez este texto também esteja a ser escrito para si. Na minha reflexão, organizei estas 10 regras básicas para educar contra a insegurança.

1. Distinga o que o seu filho fez de errado daquilo que ele é. Ele não é trapalhão, apenas entornou o copo de leite. Ele não é distraído, apenas se esqueceu de puxar o autoclismo. Ele não é preguiçoso, apenas ainda não tem o cérebro preparado para poder lembrar-se de todas as suas tarefas. Sei que, por vezes, as pessoas dizem que isto são “só palavras”. Que é “uma questão semântica”. Tenho a certeza da importância destas palavras. Pode pensar que é apenas um pormenor…também não custa tentar, certo? Assim, discipline-se e não confunda: Uma coisa é o que ele é, outra é o que ele fez.

2. Ajude-o a ter uma boa imagem. A imagem corporal é importante. Cuidado com a obesidade infantil. Aprenda, por exemplo, a fazer a sua massa para pizza e encontre o equilíbrio entre a farinha “tradicional” e a farinha integral, à partida, bastante mais saudável.

3. Quando quiser dar uma instrução, ou mesmo uma ordem, tente usar um nome carinhoso no meio da frase.
Educar a confiança é usar um nome carinhoso, mesmo quando se quer dar uma ordem ou fazer um reparo.

4. Ironizar não é o caminho correto na hora de educar. Nomeadamente com crianças mais pequenas, as possibilidades da ironia ser mal interpretada são grandes. Esse problema de comunicação pode minar o amor-próprio. Guarde o sarcasmo para comunicar (brincar) com os seus amigos.

5. Não é preciso (nem saudável) que ele seja sempre o centro das atenções. Mas deixe-o brilhar. Se ele quiser contar uma história ou anedota numa reunião de família, dê-lhe algum espaço. Dê-lhe espaço para brilhar.

6. Se ele lhe disser que está a namorar, mesmo que seja um namoro de brincadeira, até porque ele pode ter apenas 8 ou 9 anos, não dê demasiada importância. Mas também não despreze! As crianças conseguem ter sentimentos diferentes em relação a diferentes colegas. Se ele acha que há alguém especial, não vai fazer disso um bicho- de-sete-cabeças, mas também não vai impedi-lo de falar dos seus sentimentos. Quer dizer, ficamos tristes quando se fala de violência e desprezamos quando os miúdos falam de sentimentos especiais?!

7. Tenha cuidado com os comentários que faz quando está a ver televisão. Se for demasiado impulsivo e falar mal de tudo à sua volta, o mais certo é a sua criança estar a ser educada num meio intolerante. Ser capaz de entender a beleza da diferença, o valor da diversidade, ajuda a compreender melhor o valor da própria individualidade.
Fale com o seu filho sobre ele “ser único”. Esta capacidade de, sem exageros, nos apaixonarmos pelo facto de sermos ímpares, faz maravilhas pela auto-estima.

8. Lembre-se: Só a intenção não chega! Se gosta dele, diga-lhe. Se gosta dele, abrace-o. Se gosta dele, chame-o para perto de si. Se gosta dele, vá para perto dele e brinquem. Se gosta dele, melhore. Se gosta dele, inventem um cumprimento só vosso. Se gosta dele, joguem ao sério. Se gosta dele, fale-lhe do dia em que descobriu que estava grávida.

9. E se um extraterrestre começasse a falar consigo e lhe pedisse para descrever como são as crianças da terra? O que dizia? E se lhe pedisse para falar de si? Quais os seus pontos fortes e as suas qualidades? Esta pode ser uma forma de estimular o seu filho a olhar para dentro. Se soubermos quem somos, seremos mais seguros. Invente formas de ajudar o seu filho a conhecer-se melhor. Claro que é importante conhecer as fraquezas, mas primordial é conhecer as forças! Não queremos crianças arrogantes, mas também não queremos falsas modéstias.

10. Descubra se lhe dá espaço, mas não o abandone. Quando ele pratica desporto, por exemplo, vai assistir porque, no fundo, gostava de estar no lugar dele? Ou ele participa para poder aprender a trabalhar em equipa e melhorar competências? Na atividade extra curricular, ele participa para ter oportunidades de sucesso ou deixa-o lá apenas para poder ir às compras ou ficar preso numa qualquer rede social?

Quero ajudar os meus filhos a serem seguros, capazes de pensar e agir sobre o mundo. A rede de relações em que eles estão inseridos é, por isso, fundamental. A ação dos pais é muito importante, mas pode não ser suficiente. Tenho uma secreta esperança. Seria muito importante estas ideias chegarem também às Escolas, dado o seu enorme peso no desenvolvimento das crianças e jovens.

E, já agora, também seria importante que os nossos filhos pudessem estar rodeados de outros adultos, tais como amigos, tios ou avós, capazes de olhar para si mesmos, e encontrar as suas luzes de qualidade. Pode ser que esses adultos tenham a capacidade de (re) ler estas “regras”.

Pode ser que consigam traduzi-las, de forma a conseguirem aplicar à sua própria formação, ao seu próprio desenvolvimento.

Aceita o desafio?

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Começo por perguntar o que é a Força? Teríamos de ter em conta os seus vários espectros e dividi-los entre o que corresponde ao físico e o que corresponde ao psicológico. Ao aspecto físico apontaríamos o óbvio: massa muscular. À psique, a definição é mais difícil. Lealdade, integridade e honestidade, talvez. Bravura, sem dúvida. Também ao sermos beijados  na face pela adversidade, o termos a capacidade de ver luz ao fundo do túnel. É sobre isso que vos vou falar. De Força e falta dela.

Não existe qualquer dúvida que o ser humano sempre foi um animal providenciado de uma certa dose de crueldade. Essa carrinha de fornecedores chegou a tempo e horas, algures no decorrer da nossa aprendizagem do Ser. É, no entanto, uma característica que tentamos afastar ao máximo das nossas vidas. Desdobramo-nos como pequenos flyers informativos e revelamos o que de melhor há em nós. Deixamos a roupa suja fora da vista dos convidados que chegam a nossa casa. É perfeitamente normal. Ninguém se apresenta juntamente com um anexo agrafado à testa contendo uma pequena lista de defeitos. No reverso da moeda, há também alguns pontífices na arte da demonstração de crueldade, arte esta que se evidência muitas vezes em idade miúda e que, por vezes, se prolonga até à idade graúda..

Há um ano atrás, na Figueira da Foz, foi filmado um vídeo que nos mostra, com exatidão, esta mesma demonstração artística por parte de duas adolescentes e um pequeno grupo de colegas seus que desenhou um pequeno perímetro em semi-círculo à volta do jovem agredido. Acredito que o vídeo não fosse exatamente classificado “para todas as idades”, portanto, recomendaria prudência ao vê-lo. É-nos mostrado uma rapariga que prontamente toma a liderança, incitando os restantes colegas a participarem interessadamente nesta actividade extra-curricular. Chapadas atrás de chapadas precedem murros e pontapés. Não passou a mais nada talvez, pois o rapaz teve o bom senso de não resistir. Atentem, neste caso sim, chamo-lhe bom senso. Imaginem que, porventura, o jovem decidia ripostar. Facilmente as coisas ganhavam outras medidas.

Outro exemplo de violência desmedida: no domingo passado em Guimarães, aquando do jogo do Benfica, um polícia ataca um adepto por, alegadamente, ter cuspido e ameaçado o agente. O filho deste adepto estava a escassos centímetros do pai, a vê-lo ser espancado e algemado. A criança ficará obviamente com estas imagens gravadas na sua cabeça. Algo que nunca desejaríamos aos nossos filhos.

O meu pensamento dirige-se mais para a análise comportamental do Homem e dos seus porquês. Quais são os requisitos necessários durante a criação de um ser humano que fazem com que estes intintos animais se sobreponham à racionalidade e civilidade. Quem somos nós enquanto  pais, filhos, professores e enquanto elementos integrantes de uma sociedade e cultura para agirmos desta forma perante os outros?

Força não é bater em alguém porque podemos. Força não é ridicularizar alguém porque temos a possibilidade de o fazer. Força não é exercer poder sobre alguém aparentemente mais frágil. A verdadeira força está em saber que não gostamos de alguém e conseguirmos respeitá-los independente disso. Força  está em saber amar sem vergonha. Força é saber olhar uma pessoa nos olhos e pedir desculpa. Força é enfrentar o erro e repará-lo. Força é saber expressar sentimento na palavra como na acção. A grandeza não está nas pernas ou nos braços. Está no coração e na mente.

Para mim, e cito, “isto é força, isto é força”.

Por Diogo Lopes, 
para Up To Lisbon Kids®

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Foi ontem que tu nasceste e que te trouxemos para casa num rolinho de pano branco que guardava todos os nossos sonhos. Foi ontem que vimos no teto as baleias e as estrelas-do-mar e que tentaste agarrá-las a todas com a tua mão pequenina que tantas vezes encaixei nos meus lábios para beijar. Foi ontem que adormecemos no sofá, tão quentinhos e seguros de que nunca nada nos haveria acontecer de mal. O teu primeiro natal, o da fotografia do avô contigo ao colo na cadeira de baloiço, o carnaval em que te mascaraste de palhaço… Tudo isso aconteceu ontem.

Foi ontem que descobri que ia ser mãe mais uma vez e que tu me segredaste que na minha barriga estavam dois bebés e não um (o que te levava a dizer isso nunca saberei). Foi ontem que te levantaste de manhã cedo com os teus caracóis no ar, para ires connosco para a maternidade dar um beijinho às tuas manas que conhecias de ver numas fotografias a preto e branco mal tiradas e de sentir mexer na minha barriga…

Foi ontem que vocês as duas vieram juntar-se a nós. Primeiro tu e depois tu, pequeninas e frágeis, com apenas 3 minutos de diferença. Foi ontem que contei os dedinhos de cada uma das vossa mãos e de cada um dos vossos pés para ter a certeza que estavam lá todos e que podíamos respirar de alívio depois uma gravidez tão cheia de medos e incertezas.

Foi ontem que vi as pessoas que gostam de nós a vir, como pássaros a voar em bando, celebrar a chegada de cada um de vocês à nossa família… Foi ontem que eu e o papá olhámos para os três, juntos pela primeira vez, e pensámos na sorte que temos por fazerem parte das nossas vidas.

Foi ontem que quando acordaste, espreguiçaste os teus pequenos braços, abriste os teus olhos e sorriste ao ver-me debruçada sobre o berço, a olhar para ti. Foi ontem que eu e tu partilhámos um Epá numa tarde quente de verão e depois fomos dar um passeio sem nos preocuparmos com as horas ou com as nódoas deixadas pelo gelado nas nossas roupas.

Foi ontem que nos metemos num autocarro e percorremos a cidade, enquanto acenávamos a quem passava, tal não era o tamanho da alegria que nem a conseguias esconder.

Foi ontem que vos vi a disputarem o meu colo, como se não houvesse no mundo sítio melhor para se estar ou como se não soubessem que neste porto de abrigo há sempre lugar para os três. Mesmo quando o caminho fica tão escuro e apertado que dói ao respirar. Foi ontem que vos apertei nos meus braços e vos disse que meio século pode passar por nós que hei de sentir para sempre este calor no coração quando recordar os nossos momentos. Tão simples mas tão bons momentos.

Foi ontem.

Tudo isto foi ontem.
Por Susana Pedro, Blog Coração da minha vida
para Up To Lisbon Kids®

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amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo.

Pedro Chagas Freitas
in “Prometo falhar”

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