Desde que acordamos até ao momento em que adormecemos…os nossos pensamentos deambulam na nossa mente, num frenesim doido em que revemos passos dados, planeamos passos a dar e fazemos opções, escolhas, a cada segundo que passa. Queremos controlar tudo, saber tudo, decidir sempre o certo. Mas o que é o certo? O certo agora, pode ser o errado amanhã…E o que é certo para mim, pode não ser para os outros…

Nós, pais, que temos em última análise a responsabilidade de optar por nós e de decidir, ou melhor, ajudar nas decisões tomadas pelos nossos filhos, ainda sentimos mais na pele o que significa viver na corda bamba!..

Somos verdadeiras muralhas, ou não…queremos transparecer que sim, mas sabemos que não, sabemos que nos desequilibramos, que podemos cair para o lado errado fazendo uma má opção, mas é a do momento, é a que nos parece melhor, é a que sentimos como a mais equilibrada e viramo-nos para eles, filhos, e dizemos com a certeza de quem tudo sabe e tudo pode, que “tudo vai correr bem”, “tudo vai passar”. E eles, crentes e de olhinhos esbugalhados, olhando para nós como se da nossa boca pudesse sair como por magia a solução para todos os seus problemas e dilemas, acreditam!.. E ainda bem! Porque sempre que um pai ou uma mãe diz que tudo vai passar, é porque quer com todo o seu ser que assim aconteça…e isso é válido, tão válido quanto a possibilidade de ser real.

O mais importante é que os nossos filhos percebam que damos 200% de nós para que tudo lhes corra bem. Fazemos 200% de esforço e sacrifício para que as nossas escolhas possam ser as melhores para eles e desejamos a 200% que as escolhas deles sejam deles, não nossas, mas que sejam as certas, ou seja, aquelas que os façam felizes.

Vivemos na corda bamba!..A cada segundo que passa fazemos escolhas e opções, temos sempre que pender mais para um lado que para o outro, e nós pais, temos que as fazer conscientes de que essas escolhas já não são só nossas!..

Mas também é importante assumir perante os filhos que a vida é isto mesmo, viver sempre com a certeza de que fazemos o melhor que podemos, damos tudo de nós e queremos sempre o melhor para os nossos, mas nem sempre acertamos nas escolhas, nem sempre escolhemos o caminho mais fácil e… também erramos. Ao assumirmos isto, podemos ser pessoas mais  plenas, menos martirizadas, menos culpabilizadas e culpabilizantes, mais honestas e mais humanas. E “ensinar” isso aos nossos filhos, mostrar-lhes que somos falíveis, que não somos  mágicos e que realmente não possuímos o dom de poder fazer com que tudo lhes corra bem mas tentaremos com cada molécula do nosso ser para que assim seja, isso é o que considero o nosso maior e mais importante desafio! Devemos transmitir aos nossos filhos que a vida é feita de escolhas e é uma aprendizagem constante…um processo em construção, jamais inacabado! E transmitir também que a liberdade de escolha é o nosso bem mais precioso. O poder optar, poder escolher, ser livre!. Esse é o tesouro a preservar. Aprender a crescer, a cair, a levantar, a reerguer e a perdoar. Perdoar…pois se não houver perdão constante, não se vive em pleno.

Temos então que saber viver na corda bamba!.. Uns dias mais equilibrados, outros dias menos, sempre preparados para a queda mas fazendo o possível para não cair…optando e pensando cada passinho…esperando que seja o melhor no momento para evitar uma queda, mas tendo coragem de o dar mesmo havendo hipótese dessa queda acontecer. Se acontecer, saber levantar com a mesma capacidade de decisão com que demos o passo…et voilá!..C´est la Vie! E a vida..é o que fazemos dela!..

Sejam felizes…ou pelo menos tentem!.. 

“Be happy…or die trying…

Por Maria João Cosme, para Up To Kids®
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Escrevo …!

Escrevo, muitas vezes sem saber o quê!!!

Escrevo para dar voz aos rios que correm, ao amanhecer, ao sol, ao desabrochar das plantas, a Amizade, à partilha …

Mas hoje …hoje, eu quero escrever sobre algo que me atormenta e me mutila …!!!

Nos dias que correm tenho os olhos estão lassos de ver/ler a tragédia que se abate sobre todas as pessoas, que são obrigadas a abandonar a sua casa, o seu país, numa fuga desordenada, sem destino, correndo …correndo, tentando passar entre os “pingos” das balas, carregando com elas apenas uma parafernália de sentimentos onde o mais poderoso é …o medo!

Pergunto (me) …até quando? Até quando os seres humanos se vão dividir por raças, religiões, ideologia, crença, etc … sendo que o resultado dessas divisões recai sempre naqueles seres pequeninos que nada sabem, mas tudo entendem. São elas, as crianças, as principais vítimas de uma desordem gigantesca, que embrulha o ser humano. São elas, que em simultâneo com as lágrimas que derramam gritam “Quando morrer vou contar tudo a Deus”. E dizem-no em consciência de que o Todo-poderoso castigará os “maus”, os que mataram toda a família deixando-a no mais profundo desamparo, num incompreensível vazio …esse vazio, que jamais será ocupado, pois de lá foi roubado o seu direito a SER CRIANÇA.

Sozinhas no Mundo, deambulam …à mercê de todos os perigos, de um futuro incerto, de um projeto de vida, de … um colo!

Então e como deveremos nós, pais agir com os nossos filhos, frente a esta problemática? Penso que os deveremos informar, com um vocabulário adaptado à sua faixa etária. Não temos o direito de os colocar numa redoma de vidro, para que tudo que é triste, mau, negro, não os atinja. Bem pelo contrário. É nossa obrigação mostrar-lhes, que o mundo também é composto por pessoas menos boas, por cores onde o cinzento e o preto existem. Que os dias não são só de sol e que todos nós, incluindo elas próprias têm o direito de se sentirem tristes, mesmo que não saibam o porquê. Sensibilizar os nossos filhos para as problemáticas mundiais, para a fome, para a guerra, para os desalojados, para o desemprego, para a criminalidade, enfim … para tudo que se insere na parte negra do mundo, pois também ela faz parte desse mundo onde vivemos e não a podemos esquecer.

Sensibilizemos os nossos filhos, para os valores, ajudemo-los a educar o coração, a amar o Outro.

Eu sei, que muitos de nós, pais, tudo faremos para “isolarmos” os nossos filhos do mal mundial, porque são os nossos filhos e queremos que vivam felizes na sua redoma onde nada nem ninguém os possa entristecer. Mas ….CRESCER faz doer!

A nossa obrigação é … prepará-los para a vida e a dor faz parte desse processo!

“A DOR É O SAL DA SABEDORIA” – (Eduardo Sá)

Por Inês Clímaco, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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A – Acordar cedo e cedo acalmar, antes da cama abraçar.

O ditado popular que aqui altero, faz todo o sentido. O sono está a ser maltratado por muitos lares em todo o país. Sabemos que a “higiene do sono” é fundamental. E todos os dias nos defrontamos com crianças com marcas de noites mal dormidas.

As famílias devem refletir:

  • Porque nos deitamos cada vez mais tarde?
  • Porque não retiramos (ganhamos!) dez ou quinze minutos antes das crianças se deitarem para podermos estar com eles de corpo e alma?
  • Porque há televisões ligadas até tão tarde?

Fica o desafio:
Sabemos as cilindradas dos carros, sabemos números de cidadão na ponta da língua.
Qual é o número de horas que o seu filho deve dormir? Devemos saber isso também.

B – Brincar, brincar, brincar…

Em todas as idades brincar é fundamental! Dá saúde, desenvolve, aproxima pais e filhos. Como quase tudo na vida, é simples mas fundamental. E, por vezes, (demasiadas vezes) parecemos desprezar este grande pormenor. Uma criança feliz, uma criança que brinca, fica com o seu sistema imunitário mais poderoso.

Um lar onde se brinca, onde se dá atenção às emoções positivas, os dias passam mais felizes. Um sorriso, uma brincadeira, um momento de atenção, não devem estar condicionados pelos problemas do dia-a-dia!

Questões:

  • Alguém já pagou uma dívida por não brincar com o filho?
  • Algum problema já foi solucionado porque se colocou uma cara de zangado?
  • Alguma vez já se arrependeu por ter tido uma brincadeira com o seu filho?

Fácil é rir quando tudo corre bem. E quem disse que a vida é sempre fácil?

C – Comer com cabeça, cozinhar com coerência.

Cada vez que abrimos uma lata à pressa (a não ser que seja uma de atum em água) corremos o risco de estar a comer mal. Comer bem é fundamental para a concentração, para o desenvolvimento, para ter boas notas, no entanto, precisamos de usar o cérebro na hora de cozinhar.

Muitas vezes, precisamos começar na lista de compras. Retirar algum tempo para pensar na lista, diminui a probabilidade de comprarmos os ingredientes errados.

Falava de coerência na cozinha porque se formos partilhar com amigos o que achamos ser saudável, até costumamos dizer as coisas certas. O problema começa na hora de concretizar. No meio de tanta informação, naturalmente que cada família deve ser capaz de tomar as suas decisões.

 

Notas finais

 

Custa-me que haja escolas com horários terríveis para o ritmo natural das crianças. Como alterar este dado está, mais ou menos, fora do nossa alcance, resta-nos ser determinados na defesa do sono dos nossos filhos. É no sonho, é no sono que se entrelaçam as redes para um dia feliz.  

Não há idade para deixar de brincar. Nunca é tarde para aprender a brincar. Acho inspiradora aquela frase: “Será que a criança que foi teria orgulho do adulto em que se tornou?”

Eu sonho com um mundo onde os pais também debatem qual a lancheira ideal para os filhos levarem para a escola ou qual o jantar saudável e saboroso que criam em menos de 15 minutos.

 

Por Alfredo Leite, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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O vencedor do passatempo  “Diário do Benfica”, da Editora Marcador é:

  • Joelma Moniz«“Ser Benfiquista é… “

    vestir a camisola de corpo e alma seguir o nosso sonho, vermelho. O meu clube do coração tem uma águia vitoria  que nos trás sempre muitas glorias

PARABÉNS! Obrigada por ter participado!
Para reclamar o prémio siga as instruções enviadas por e-mail.
Caso não tenha recebido um e-mail, por favor verifique a caixa de spam.

Este passatempo foi oferecido pela Editora Marcador, em parceria com a Up To Kids®.

benfica

O Diário do Benfica, é o livro de sonho para miúdos fanáticos pelo Benfica.

Aqui podes encontrar desde, horário escolar, palavras cruzadas, labirintos, curiosidade, passatempos e muita diversão. Tens espaço para colar os bilhetes dos jogos, fazer o teu 11 ideal, e até para recolheres autógrafos e guardares para a vida!

Se gostas de futebol e adoras o Benfica, este passatempo é para ti!

A  Up To Kids® em parceria com a Marcador Editora vai oferecer um exemplar do livro “Diário do Benfica”, para te acompanhar neste ano letivo!

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like na página Up to Lisbon Kids e Marcador
2. Partilhar no Facebook (ao público), com tag para 3 amigos.
3. Preencher os campos obrigatórios,e complete a frase:

“Ser Benfiquista é…”

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O passatempo é válido de dia 7.10.15 até dia 18.10.15.
O autor da frase/quadra mais criativa será o vencedor do passatempo!
O vencedor será anunciado publicamente no dia 21.10.15.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 5 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por e-mail, e terão 15 dias a contar da data do envio do mesmo, para responder e reclamar o prémio. Após essa data perderão o direito ao mesmo.
O prémio será enviado por correio após a reclamação do mesmo.

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Penso muitas vezes, na bênção que é ser mãe.

Posso ter cometido alguns erros, mas se o meu maior ‘erro’ foi engravidar então sou a mulher mais abençoada que existe. Algumas pessoas podem pensar que engravidar quando se está a dar passos numa carreira que parece promissora, ou principalmente quando ainda não se é independente financeiramente seja uma loucura. Eu digo, esta é a minha história e estava escrito que a minha alma inquieta fosse encontrar a alma ponderada da minha filha, sensível e de uma empatia incrível. Costumo dizer-lhe enquanto conto a nossa história, que esta mesma história  já vem de outra dimensão, de outro tempo sei lá.

O meu amor pela minha filha é tanto que às vezes parece rebentar-me do peito. Não há nada nela que não me maravilhe. O seu olhar e introspecção, o seu amor pelo outro e como olha nos olhos um sem-abrigo enquanto lhe dá um sorriso e uma pequena esmola, O seu sentido de humor. O amor pelos animais, e como sofre quando o 10º peixe  dourado morre, dizendo ‘nunca mais vai haver um peixinho como este’. A importância de todos os momentos na vida, a família. Eu digo-lhe que ela é como o Olaf do Frozen, pois vê tudo pelo lado positivo principalmente nas pessoas. Não, não é perfeita. Mas é minha.

Esta semana uma amiga relembrou-me o caso de um pai que não esquece um filho, que é impedido de ver pela mãe. O Miguel e o Santiago. Quantos mais serão? Penso muitas vezes no que dirão essas mães e pais aos seus filhos enquanto lhe olham nos olhos para justificar essas ausências forçadas. Que não são amados? Que os pais/mães não têm tempo para eles? Para esquecer? São capazes esses pais de viver com o sofrimento dos filhos, por não serem eles mesmo felizes? Partindo do principio que estes pais não são autênticos monstros, daqueles que inundam o lado negro das noticias e que dizemos ‘isso não é um pai/mãe!’. Não, não são. Partindo do principio que a luta, é dos pais, e só dos pais, tal como a sua mesquinhez…que dizem estes pais?

Posso falar um pouco sobre isso. Quando engravidei, não foi planeado. Mas eu queria ser mãe. O pai foi convidado a participar, mas na sua cobardia e incertezas e dilemas de um ‘miúdo’ de 28 anos que só queria surf e uma guitarra, não foi capaz. Assustado, pediu-me em casamento, um pedido tão oco como a sua vontade de na altura assumir qualquer responsabilidade. Regressou ao seu país pouco depois.

Eu, não estava triste ou infeliz talvez ajudasse o facto de não o amar. Pensava que não era uma drama, e assumi tudo como se de uma produção independente se tratasse, com muito amor. Como se eu fosse de facto Islandesa, e não Portuguesa. Tive e tenho a sorte de ter tido uns pais que sempre me apoiaram, não só emocionalmente mas também financeiramente (mais do que queira admitir) e umas irmãs que têm sido mais que tias, umas mães para Ela. Mas Ela tinha e tem um pai.

Aos 3 anos, falei-lhe do pai pela primeira vez, Mostrei-lhe fotos nossas, e não fez muitas perguntas nem antes nem depois desta conversa. Dormiu com as fotos e mostrou-as a toda a gente. Era, tal como agora uma criança equilibrada e resolvida. Livre de qualquer drama sempre encarou a sua história como mais uma história e um tipo de família. Na escola haviam outros pais e mães, uns avós e outros tios. Há muitos tipos de família, a nossa, é só mais uma. O dia do pai não era especial, nem pela negativa, nem pela positiva. Era o dia em que trazia qualquer coisa da escola para o avô ou para a mãe. Simples.

Com o pai, eu ia tentando fazer a ponte, nunca fechei a porta (embora às vezes dissesse a mim mesma que não iria tentar mais). Mas não era a minha história, é a d’Ela. Nunca lhe disse que o pai não a amava, que não queria saber d’Ela, nem podia porque eu sabia que apesar de tudo essa não era a verdade. Embora aos olhos dos outros, essa fosse talvez fosse a verdade.

Quando eu falava com o pai, este dizia que a amava, mas não fazia nada para o demonstrar. A vida continuava feliz. Numa boa fase apresentei-a ao pai pelo Skype. Falaram tímidos, sorriram e riram. Mas não foi consistente. Apesar de tudo, as duas íamos falando, queria que me dissesse o que sentia e falavamos abertamente q.b. sobre o pai e eu dizia-lhe ‘sabes que ele ama-te mas é muito maluco’ e riamos de seguida quando eu imitava o seu suposto sotaque Brasileiro. Queria que soubesse, que poderia dizer-me tudo. Queria saber se sofria. Não sofria, porque eu assegurei-me de que não se tratava de um drama sem deixar de estar atenta às suas necessidades.

Nunca lhe falei mal do pai, como podia eu?  Nem eu, nem a minha familia. Ele, deu-me a maior prenda que alguém me poderia ter dado, a seguir ao meus pais terem me dado as minhas irmãs (com 11 anos de atraso diga-se!). A minha filha. Não há nada que ultrapasse isso, nada. Existe benção maior?

Em Abril do ano passado, uma nova tentativa (como podia deixar de continuar a tentar? fechar a porta? não me cabia a mim tal decisão). O pai que entretanto passara por uma experiência de vida e morte, começou a mudar. Sem interferir na nossa dinâmica, começou a falar semanalmente com Ela. Ela reagiu normalmente. Tudo isto é a sua realidade,  a sua normalidade. Embora para os outros possa parecer estranho. Não importa, cada um a sua história.

Falavam por skype, whatsapp e riam, trocavam fotos e piadas. Ás vezes não lhe apetece falar, não por o rejeitar, simplesmente porque está a dar a Violetta e nesse momento, essa é a prioridade. Entretanto, noto  que o pai quer fazer parte da sua vida embora vivam em continentes diferentes. Não faz mal, a mãe já viaja muito e isto também é normal. é como se o pai fosse emigrante. Como tantos outros.

Mas a verdade é que no Natal passado o nosso milagre aconteceu: O pai dela comprou-nos viagens.
Queria ver a filha ao vivo e a cores. No dia 1 de Janeiro o nosso milagre de Natal aconteceu. Pai e filha abracaram-se pela primeira vez.
Não importou se foi  com 9 anos de atraso, o que importa é o agora.
O que importa, é o amor.

Enquanto fazíamos as malas, nos dias que antecederam à viagem,a excitação era enorme e a alegria estava espelhada na sua carinha, afinal íamos fugir do frio a caminho do sol no Brasil onde vive o seu pai. Que criança não ficaria assim com esta possibilidade? Parece uma futilidade dizer isto assim, quando se está a falar da viagem mais importante até à data na vida de uma criança de nove anos. Sim é verdade, mas também é verdade que estamos a falar de uma criança super equilibrada, bem resolvida e de bem com a vida.

Passo a explicar o que não é nem soberba minha, nossa, nem leviandade pelos seus sentimentos. Muitas vezes ao longo destes nove anos, fui questionada inúmeras vezes, se ela não sentiria falta do pai, se perguntaria muitas vezes por ele. As pessoas que me questionaram isto apesar de bem formadas e bem intencionadas, estavam confusas e talvez perplexas pela forma como estava a criar a minha filha e como, apesar de muitas vezes ter dado jeito ter alguém extra para ajudar, éramos e somos felizes. Como é que alguém que é solteira e é mãe, pode ser assim tão segura? Ou criar uma menina, segura, equilibrada e feliz? Como é que eu não me estava a escavacar, apesar das dificuldades e golpes irreversíveis na minha carreira, por uma pensão qualquer? Como? Como é que eu tinha e tenho, o desplante de sorrir enquanto digo sou mãe solteira, sem pudor ou orgulho ferido? Como é que não ando curvada, e como me atrevo a ser tão independente de um homem qualquer? Do seu pai, ou de um outro qualquer que entretanto pudesse ter aparecido para eu em agarrar como se não houvesse amanhã? Porque, eu enquanto mulher sozinha tão desesperadamente precisaria com certeza. Com certeza, porque sozinha é difícil e a criança é coitada, Como? Como?

Eu respondo, como é que alguém sente falta de uma realidade que não é a sua? De algo que não conhece?

Quem é que sente falta de algo que nunca lhe tenha sido apontado como uma lacuna? Se sempre fomos ambas, o suficiente e mais além? O suficiente, repito. Acrescento, lamento mas estou a criar uma futura mulher segura de si, que se ama, que é mais que o suficiente, independente mas amada e com o coração no lugar certo.

Antes de partirmos disse-lhe várias vezes ‘Kika, já viste, vais conhecer o teu pai! Ao vivo!’ depois perguntava-lhe ‘O que achas de isto tudo? Pensas muito nisso?’, ela sorria-me enquanto respondia ‘não muito, mas acho que vai ser giro! Mas vou ter um bocadinho de vergonha.’. Uns dias antes, ouvira-a comentar com as amigas ‘vou até ao Brasil conhecer o meu pai’, fiquei surpreendida confesso com as reacções das amiguinhas ‘que giro!’ ou ‘que sorte!’ ou ‘ a sério?! Aproveita!’. Tão natural, como a nossa sede, mesmo. Afinal, somos nós os adultos que lhes vamos incutindo preconceitos, ou não.

No avião, estava eléctrica brincava com o Play-Doh depois com os livros, depois via os inúmeros filmes a escolher para ver durante o voo. Eu observava-a, tentava entrar na sua pele, imaginar o que sentia. De vez em quando apanhava-me a observa-la, sorria-me de volta e fazia-me uma festinha nas mãos, talvez pressentisse o meu coração de mãe que agora que se aproximava a hora H, estava mais apertado. Mas ela, ela estava tranquila e feliz. Como sempre. Tenho dúvidas, muitas vezes. Questiono-me, a toda a hora.

Mas depois ela surpreende-me com o seu carácter e força e um amor infinito pelo outro.

Quando aterramos no Rio, ambas estávamos vestidas de inverno quando nos vimos rodeadas de gente feliz e bronzeada que tinha há apenas umas horas recebido o ano novo na cidade maravilhosa. A esperança encheu-nos o coração, ano novo! Suadas fomos trocar de roupa, e agora que estava a chegar o momento, o seu semblante mudara ligeiramente. Sorria, mas estava a ficar ansiosa. Não sei o que estava a pensar, a sentir. Posso imaginar. Reverti para o humor, como sempre nas horas mais difíceis, entre piadas que íamos fazendo e rindo. O ambiente ficou mais calmo, mas o seu riso tornou-se mais nervoso, mais tímido. Quando chegamos ao destino, ao destino, depois de recolhermos as bagagens disse ‘Mãe! É agora.’ eu respondi ‘sim filha, coragem, eu estou aqui.’e ela disse-me ‘Sim, Como sempre.’. Saímos ao encontro do momento mais importante da sua vida.

Não houve lágrimas, houve risos nervosos e um abraço apertado e longo. Ambos estavam nervosos, boca seca, estavam curiosos e observavam-se. Agora pai e filha ganharam cheiro, cor e a vida não vai voltar a ser a mesma. Nada é perfeito, mas a vida é boa. A minha filha lembra-me muitas vezes disto mesmo, quando caio na realidade de adulta por vezes descrente (Graças a Deus, poucas! eheh) que há sempre o lado positivo em tudo. Esta pequena pessoa que saiu de dentro de mim, este pequeno maravilhoso milagre, esta-me sempre a surpreender, sempre a ensinar. E eu sempre a aprender.

Por Sónia Pereira de Figueiredo, originalmente escrito para o Blog Amniotico
sugerido para  Up To Kids®

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Eles vão crescer e dispensarão nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto em público serão consideradas um grande ‘mico’.
Que em vez de torcermos para que eles durmam, torceremos para que cheguem logo em casa.
Que não se interessarão mais pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço vai dar lugar a calmaria.
Que os programas em família serão menos atrativos que os churrascos com a turma.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais frequência.
Que morreremos de saudade dos nossos bebés crescidos…

Por isso…
Viva o agora. Releve as birras. Conte até 10.
Faça cosquinhas, conte histórias, dê abraço de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medos.
Beije o machucado (sim, beijo de mãe cura de verdade).
Solte pipas, brinque de boneca. Faça gols, comemore.
Divirta-se, acorde cedo nos domingos para aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos. Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passe o máximo do tempo possível juntos.
Assim, quando eles partirem para seus próprios voos,
Você ainda terá tudo isso guardado no coração.

 

Por Cinthia Moralles, texto sugerido por leitora Kaila Leite

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Criar espaço e oportunidade para as crianças conseguirem dar os primeiros passos sozinhas é uma demonstração de amor e afecto verdadeiramente notável por parte de qualquer cuidador. Mas estimular a independência nos mais pequenos pode ser muito difícil, sobretudo quando esta parece representar simultaneamente uma ameaça ao território de domínio dos pais. Muitas vezes, na minha prática clínica, deparo-me com pais que insconscientemente alimentam esta dependência, como forma de garantir o controlo  dos seus filhos, numa espécie de “miminhos continuados”, que podem vir a custar um preço elevado no crescimento dos jovens.

Se queremos que as crianças de hoje se tornem adultos autónomos e responsáveis é conveniente ir fazendo pequenas atribuições de responsabilidade, de forma gradual e sem exageros! Uma criança que está sempre “colada” aos pais, sendo estes a resolver todos os problemas e questões que vão surgindo no dia-a-dia, ou tomando todas as decisões por si…  pode tornar-se um adulto inseguro, sem consciência da responsabilidade e muito dependente da opinião e aceitação dos outros.

Incentivar as crianças a crescer com segurança, implica abdicar do monopólio lá de casa e ir dando voz, responsabilidades e “poderes” aos mais pequenos… Porque mais cedo ou mais tarde os seus filhos precisam resolver problemas e tomar decisões sozinhos! Estarão realmente preparados? A autonomia e independência não é um processo imediato e biológico; pelo contrário exige um treino e desenvolvimento que muitas vezes não lhes proporcionamos.

Comece por pequenas tarefas em casa, como arrumar as suas próprias coisas (brinquedos, roupas, outros objectos…), até como uma oportunidade dos mais novos desenvolverem uma noção de organização e arrumação… atitudes que irão ajudá-los pelo resto da vida.

Tarefas domésticas, como arrumar o quarto, juntar a roupa suja, arrumar os livros, pôr e levantar a mesa, lavar a loiça. São pequenas atividades que fazem muita diferença na vida adulta dos filhos (sobretudo nos filhos rapazes que são tendencialmente mais poupados nestas tarefas… lembre-se que um dia, ele irá sair de casa e ser “desenrascado” vai ser-lhe muito útil!).

Ensine-o a ter opinião formada: converse com ele e discuta sobre assuntos da actualidade e que passam na televisão ou até mesmo sobre assuntos da escola. Incentive-o a falar sobre diversos temas e a dar sua opinião. Ouça com atenção, com curiosidade, sem julgamento, apenas questionando, com o objetivo de estimular a sua capacidade de pensar e reflectir os mais variados temas.

Não faça as coisas por ele (nomeadamente trabalhos de casa!). Orientar não é fazer por ele. A responsabilidade de fazer os trabalhos de casa é do seu filho, o seu papel é de “participante consultor”, apenas apoiando sempre que ele tiver uma dúvida ou esteja com dificuldade em entender uma questão… caso contrário que mensagem lhes estamos a passar? O que lhes estamos a ensinar?

Estabeleça regras e horários: ensine-o a ter responsabilidade quanto aos horários, por exemplo, não permita que chegue atrasado à escola, estabeleça horários para ver televisão, jogar e brincar. Isso faz com que a criança se discipline e se torne um adulto responsável;

Seja efectivamente um exemplo para o seu filho: as crianças copiam os modelos dos pais, portanto seja um exemplo de responsabilidade para ele.
Faça com que ele veja como deve ser quando adulto.
Não basta exigir… é importante mostrar como se faz.

Por Vera Lisa Barroso, para Up To Kids®
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Ter uma filha muda-nos de diversas maneiras, mas nunca teremos uma vida aborrecida ou rotineira. Um dia acordam com 2 anos e só querem comer na taça cor-de-rosa, vestidas de cor-de-rosa e se a papa ou o leite fossem cor-de-rosa ou roxo (também aceitável) seria perfeito. Desde esta idade começam a perceber que nem tudo é cor-de-rosa e as birras muitas vezes rebentam porque a mãe também não esta vestida de cor-de-rosa, nem de espírito porque já não vê o mundo através de lentes rosa ou roxas! Mas a mãe compreende, porque já esteve nessa posição e a coisa é chata.

No dia seguinte acordam com 6 anos, e arrependem-se de ter cortado o cabelo as Barbies numa das birras dos dois anos em que as Barbies não estavam vestidas de rosa! Agora quase carecas, as Barbies, as Monster High, as Violettas ou as Elsas têm que ser trocadas o quanto antes porque as amigas gozam, e nesta idade tudo é passível de ser trocado até a mãe, caso não ceda.

No outro dia, acordam com dez anos e tudo o que é rosa, roxo ou que roce estas cores é super foleiro e nem acreditam que a mãe tenha cedido a tal piroseira e portanto a culpa é toda nossa!
Mea culpa, claro  que têm razão: estas mães de hoje gostam tanto de rosa e roxo. Adoram!…

Talvez porque, quando as mães de hoje, eram pequenas meninas nos anos 80, 70, 60, havia o rosa, mas também havia tantas outras cores e brinquedos que os pais ofereciam às filhas aos quais, nós filhas gratas e amigas, agradecíamos  com sorriso meio rosa/amarelo
“-obrigada adorei! Mesmo! Era mesmo isto!”,  quando na verdade queríamos dizer:
“-Este careca? só havia mesmo um careca de quase dois quilos, com roupa castanha? Não havia nada mais levezinho ou mais colorido como a primavera?! Não sabem que com 7 anos, carregar um careca com peso real vai-me dar cabo das costas?”.

OK a ultima parte não dizíamos nem pensávamos, porque não havia o que Google.

Não dizíamos nem pensávamos porque era o que havia e nos aceitávamos. Sabíamos que em África os meninos e meninas não comiam e que ter brinquedos era um luxo. Se não acreditássemos, bastava assistirmos as noticias ao jantar com a família enquanto comíamos abundantemente, e engoliamos em seco as imagens de fome em África que nos invadiam a sala de jantar. Mudar de canal para o único outro canal, a RTP 2, era chato porque ai tínhamos que engolir cultura à hora de jantar e para isso ninguém, nos anos 80, tinha estômago. Mas o resto é tudo verídico.

A vida era monocromática, com alguns laivos de cor aqui e acolá, mas era simples muito mais simples para os pais que quando acrescentavam filhos ou sobrinhos à família era bem mais fácil de passar adiante o que já não servia. Mas agora o que fazemos com tanto rosa, tanto roxo?
Agora que aos dez anos quase no final da infância e inicio da pré-adolescência com tanta informação e tanta escolha, quando deixa o rosa de ser uma possibilidade (ou obrigação)?

Filha, já não gostas de rosa? Mesmo, mesmo? Tens a certeza, olha aqui super giro e fashiontrendy, super top e tal?
OK, não é necessário esse olhar de desdém que me faz sentir mais velha além dos meros 38 anos fantásticos super fixes e jovens, ok? Humpf! (Longo, longo suspiro). Algumas mães vão para os sites de venda online tentar livrar-se de móveis rosas, cortinas rosas, algumas até adaptadores de sanita rosa tentam. Vale tudo, mas quando nem por 1 euro a coisa vai, tentam as amigas, essas com também filhas da mesma idade, com o mesmo problema, e para evitar conflitos todas partilham o mesmo numero de telefone, o de uma associação qualquer que ou faca reciclagem ou então distribua o rosa para uma menina algures em Portugal que tenha acordado com 2 anos e esteja a fazer birra porque a vida não lhe corre bem, nem cor de rosa. Então assim o ciclo da a volta completa e recomeça.

Para as mães que sobreviveram ao rosa, começa outra fase a de todas as outras cores. Agora a coisa piora porque com tanta cor, com tanta pré-adolescência e adolescência, com mudanças de estado de espírito, corações partidos, amizades começadas, outras interrompidas, modas quem vêm e outras que vão sem que nos nos apercebamos, a coisa vai mudando, diariamente. As vezes é só mensal, outras trimestral e se coisa correr bem, semestral. Porque hoje, eles podem tudo e nós, capitulamos, mesmo protestando entre dentes.

Por isso, querida, já não gostas de rosa? Tens a certeza?

Escrita com ironia, mas baseada em factos verídicos.

Por Sónia Pereira de Figueiredo, para Up To Kids®
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A Psicomotricidade assume-se como uma nova vertente clínica em expansão no nosso país e apresenta-se como uma área de conhecimento transdisciplinar, que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas entre as funções psíquicas e a motricidade.

Desta forma, a Intervenção Psicomotora permite que o indivíduo se conheça a si próprio e ao meio que o rodeia (Martins, 2001). O Psicomotricista é responsável por ajudar o indivíduo a adaptar-se e a corrigir aspetos comportamentais ou de aprendizagem (Fonseca, 2010), permitindo ao indivíduo desenvolver vários domínios e otimizar a ação, utilizando o corpo, o espaço e o tempo (Matias, 2005).

Dirige-se a todas as faixas etárias, com base em três modelos de intervenção: preventivo, educativo e reeducativo/terapêutico (Morais, Novais e Mateus, 2005). Ao nível preventivo é utilizada para estimular e desenvolver competências sociais; educativo porque promove o desenvolvimento psicomotor e potencia a aprendizagem; por fim no âmbito reeducativo/terapêutico é utilizada para adaptar o indivíduo com um desenvolvimento comprometido às suas alterações quer sejam motoras, psicológicas, afetivas e cognitivas (Morais, 2007; Morais, Novais e Mateus, 2005).

Nas sessões de intervenção Psicomotora é sobretudo utilizado instrumentos específicos, atividades lúdicas, técnicas de relaxação e consciencialização corporal, atividades expressivas e motoras e ainda permite experiências com o mundo exterior (Matias, 2005).

Através do corpo, desenvolve-se a atividade valorizando-se a intencionalidade e consciencialização da ação, explorado várias formas de expressão(Martins, 2001).

A Intervenção Psicomotora dá ênfase à qualidade da relação afetivo-emocional e têm como base sete fatores psicomotores: tonicidade, equilibração, lateralidade, noção de corpo, organização espácio-temporal, praxia global e praxia fina (Fonseca, 2001).

Psicomotricidade nas Necessidades Educativas Especiais

As atividades psicomotoras facilitam o acompanhamento e desenvolvimento de alunos especiais Psicomotricidade nas NEE. Ajudam a que a criança ponha em prática a sua capacidade de perceção, ação e contacto, de acordo com as suas possibilidades.

O trabalho dos fatores psicomotores, como é o caso do esquema corporal, lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal e pré-escrita são fundamentais na aprendizagem (Magero e Moussa, 2011). Um défice num destes elementos irá prejudicar uma boa aprendizagem. E é aqui que a Intervenção Psicomotora vem dar o seu contributo, além de trabalhar em simultâneo a socialização e crescimento pessoal (Fonseca, 1988).

A Intervenção Psicomotora é uma aliada ao processo de inclusão educacional, pois permite observar as limitações do aluno, entendê-lo e verificar os seus avanços na aprendizagem, mesmo que sejam mais lentos que o normal (Bagatini, 2002). Através de atividades psicomotoras, as crianças e jovens têm a possibilidade de construir e vivenciar as relações entre corporeidade, afetividade e aprendizagem.

É uma ferramenta valiosa principalmente para os portadores de necessidades educacionais especiais, pois torna a ação mais significativa para eles. Dá-lhes a oportunidade de experienciar, de descobrir mais de si e do meio que o rodeia, propiciando o seu desenvolvimento (Magero e Moussa, 2011).

A psicomotricidade vai ajudar crianças com:

  • Dificuldades de coordenação motora (ex. problemas de equilíbrio e falta de destreza)
  • Dificuldades na motrocidade fina (ex. cortar, pintar dentro do risco)
  • Dificuldades na motrocidade grafológica (ex. pega no lápis e pressão fraca ou forte)
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Dificuldade de aprendizagem específicas (ex.discalculia)
  • Problemas na concentração
  • Problemas de comportamento (ex.:agressividade e comportamento
  • Dificuldades de comunicação
  • Atraso no Desenvolvimento Psicomotor

Joana Gonçalves, Psicomotricista e Explicadora na How to…
para Up To Kids®

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Bibliografia:
Bagatini, V. (2002). Psicomotricidade para deficientes. Editorial Gymnos: Madrid
Fonseca, V. (1988). Psicomotricidade: psicologia e pedagogia (2th edition). São Paulo: Martins
Fontes
Fonseca, V. (2001). Psicomotricidade: perspectivas multidisciplinares. Lisboa: Âncora editora.
Fonseca, V. (2010). Manual de Observação Psicomotora – Significação Psiconeurológica dos seus Fatores (3th ed.). Lisboa: Âncora Editora.
Magero, C. e Moussa, I. (2011). A Psicomotricidade no processo de aprendizagem de portadores de necessidades educativas especiais.
Martins, R. (2001). Questões sobre a identidade da Prática da Psicomotricidade – As práticas
entre o Instrumental e o Relacional. In V. Fonseca & R. Martins (Eds.) Progressos em Psicomotricidade (pp. 29-40). Lisboa: Edições FMH.
Matias, A. (2005). Terapia Psicomotora em Meio Aquático. A Psicomotricidade, 5, 68-75.
Morais, A., Novais, R. e Mateus, S. (2005). Psicomotricidade em Portugal. A Psicomotricidade,5, 41-49

Morais, A. (2007). Psicomotricidade e Promoção da Qualidade de Vida em Idosos com Doença de Alzheimer. A Psicomotricidade, 10, 25-33

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[Para saber tudo o que o seu filho precisa que lhe assegure, na sua entrada para a Creche.]

Olá Creche.
Eu estou quase a chegar. Estou quase a entrar por essa tua porta colorida, sorridente e pronto a descobrir um novo mundo, repleto de descobertas e muitas conquistas!

Desde que eu nasci, já passaram alguns meses. Tive muito miminho e atenção só para mim, entre colinhos da família e dos amigos da família, essencialmente na minha casa. Mas, agora, é tempo de criar novos laços! Este vai ser um marco importante. Para mim e para os meus pais.

Eu estou um pouco nervoso, mas acho que os meus pais ainda estão mais! Por isso, querida Creche, para ajudarmos os meus pais a ficarem mais calmos, e para que eu me sinta corajoso e entusiasmado por passar aí o dia, tens de garantir aos meus pais que me vais proporcionar um ambiente seguro, um serviço que respeita as necessidades, momento a momento, de cada criança e que me vais oferecer desafios promotores de um desenvolvimento harmonioso. Sim, eu quero aprender a raciocinar e a usar a lógica. Sim, eu quero aprender a gerir as minhas emoções. Sim, eu quero desenvolver os meus músculos, e tornar-me mais ágil. Sim, eu quero aprender a respeitar regras e as rotinas e a controlar o meu comportamento. Sim, eu quero fazer novos amigos e… Quero brincar muito! Acima de tudo quero crescer a brincar! E, ao final do dia, correr para os braços dos meus pais, de coração cheio e feliz!

Vou contar-te um segredo. Foi muito importante para os meus pais, quando te foram visitar pela primeira vez e puderam conhecer as tuas instalações, as pessoas que cuidam das crianças, as rotinas de todos os dias, as actividades que as crianças podem fazer e o projecto educativo que norteia o nosso quotidiano.

Sinto-me preparado. Os meus pais têm falado comigo sobre as novidades que se aproximam. Felizmente, não deicidiram fazer-me uma surpresa e só me falar de ti, querida Creche, no primeiro dia. Aliás, foi muito bom poder já ter feito uma primeira visita e conhecer a minha educadora e a auxiliar da minha sala. Sei que vou poder brincar muito, aprender imenso, conhecer novos amigos… Também sei que a primeira semana será de adaptação e que vou começar por ir por poucas horas, nestes primeiros dias. Isso vai ajudar-me a “separar-me” dos meus pais, com menos receios. Os meus pais também me garantiram que se vão despedir sempre de mim, com um beijo, um abraço e um sorriso, mesmo nos dias em que as minhas lágrimas teimem em percorrer a minha cara, tentando dizer que aquela despedida está a custar mais. Eles prometeram que nunca vão sair sorrateiramente. Assim sei que não me vou sentir inseguro, nem desconfiado.

Também sei que vou poder levar o meu amigo ursinho para a creche. Poder levar algo especial da minha casa, para me acompanhar durante o dia, dá-me ainda mais conforto e segurança.

Querida Creche, sei que tudo vai correr bem. E os meus pais, apesar de nervosos, também!

Não tarda estarei a correr alegremente nos teus corredores.

Até já,

O teu novo amiguinho

Por Inês Afonso Marques, para Up To Kids®
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