Todas sabemos o quanto a maternidade é um momento incrível e como a nossa vida muda para melhor. Não conseguimos imaginar a nossa vida sem os nossos bebés, que fazem transbordar de amor os nossos corações. Mas, para além do lado maravilhoso, surgem coisas que não gostamos de ouvir ou que nos incomodam profundamente.

Para escrever este post conversei com diversas amigas e juntei as coisas mais destacadas por elas, para além da minha opinião pessoal.

Convido-vos a ajudarem-me a acrescentar itens à lista, comentando aquelas coisas que mais vos irritam na maternidade!

Vamos aos tópicos:

1) Competição entre mães

Quando acabamos de ter os nossos filhos (principalmente o primeiro), ficamos bastante inseguras. É um mundo totalmente novo e queremos viver todos os momentos intensamente e aproveitar os nossos bebés a cada minuto.

É neste cenário que chega outra mãe “mais experiente” e começa a fazer as famosas comparações! É verdade que muitas vezes elas não são feitas com maldade, mas, mesmo assim, são coisas que ninguém gosta de ouvir. Esse tipo de comentário faz-nos sentir como “más mães”. E a insegurança que já estava alta, vai até ao limite! Já para não falar que este tipo de comentários faz parecer que os nossos filhos são menos capazes e inteligentes… Coisas como: “Mas como é que o seu filho ainda não dorme a noite toda? O meu com 1 semana já dormia 10 horas seguidas!”, ou “Com esta idade o meu filho já falava há muito tempo!”, ou até “O meu filho come de TUDO! O seu não?”, são coisas que devemos evitar comentar porque irritam muito!

2) Baby-sitters/enfermeiras que se aproveitam da falta de experiência de uma “new mom

Lembro-me de que quando tive os gémeos contratei uma enfermeira para me ajudar. Eram dois bebés, estava insegura com toda a situação. Claro que ela me ajudou bastante, afinal, eram dois bebés! Mas eu sentia-me um pouco mal, às vezes ia pegá-los ao colo e ela tirava-os de mim, eu ficava extremamente irritada com isso! Quatro meses depois, quando ela saiu de casa, senti-me livre! Parece que, a partir daí, me tornei realmente mãe dos meus filhos!

Obs: Quero deixar claro que as baby-sitters e enfermeiras ajudam muito, esta foi uma sensação pessoal (antes que me julguem).

3) Os que adoram mandar palpites

Assim como em relação à competição entre mães, alguns palpites (a maioria deles) não são ditos com maldade, mas são extremamente irritantes para as mães. “Devia calçar-lhe umas meias, está com os pés gelados”, “Ele está a chorar porque está com fome! Será que o seu leite é fraco?”, “Não o deixe dormir ao colo, senão ele habitua-se!”… Estas frases incomodam a maioria das mães, pois parece que não estamos a saber cuidar dos nossos filhos de forma correta, dá a impressão de que somos desatentas!

4) Marido que não ajuda em nada

Eu, graças à Deus, tenho um marido que me ajuda bastante e é “pau para toda a obra”! Mas quando perguntei a algumas mães o que mais as incomodavam na maternidade, muitas citaram “o marido que não ajuda”. Realmente deve ser bem stressante precisarmos da ajuda do parceiro na rotina do nosso filho e não a termos! #ficaadica para os maridões!

5) Pressão social

Atualmente, a internet faz com que as informações cheguem até nós de modo muito rápido e as mães têm sofrido com a “síndrome da mãe perfeita”. Mas não existe um manual para ser “A” mãe!

A patrulha social tem vindo a julgar e qualificar quem são as boas e as más mães e isto está a deixar as mulheres malucas. Se não amamenta até aos seis meses exclusivamente, se não teve um parto normal, se trabalha fora e deixa o seu filho com a baby-sitter boa parte do dia: então não é uma boa mãe. Até as piadas sobre a  maternidade nas redes sociais fazem com que os dedos se virem para nós, com comentários do tipo: “Então, por que teve filhos? Não deveria ter tido!”. Este género de coisas, em particular, irrita-me profundamente.

6) Mães xiitas

Cada vez mais tenho observado mães xiitas, principalmente no mundo virtual. Escrevo um blogue, acompanho diversos outros, tenho redes sociais e é impressionante verificar como não podemos falar absolutamente NADA que não seja perfeito ou politicamente correto quando o assunto é a maternidade. Se damos algum alimento que não seja orgânico, somos péssimas mães! Se comentamos que estamos cansadas, somos piores ainda! Não existe um meio-termo, não existe exceção! Não sei se estas mães não saem realmente da linha uma única vez ou se apenas escrevem e julgam as outras pelo outro lado do ecrã do computador. #prontofalei #desabafo

Artigo publicado em Just Real Moms, adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

 

Eu vejo-te. São mais os dias em que estás exausta do que os que estás bem. E não há café no mundo que te consiga espevitar. E quando já não aguentas e estás prestes a passar a pasta ao teu marido,… ah espera, és só tu! Tu és os dois!

Há alturas em que nada parece justo, e sabes que mais? É porque provavelmente não é mesmo. Mas tu consegues levantar sempre a cabeça, dê por onde der.

Às vezes questionas-te se é humanamente possível uma pessoa fazer tudo o que tu tens de fazer. Se o teu corpo estará fisicamente preparado para tal. Mas no fim, arranjas sempre uma maneira.

Há serões, quando tudo está em silêncio em casa, que sentes não só uma sensação de alívio mas também a dor do silêncio ensurdecedor. Parece inconcebível viver estes dois sentimentos em simultâneo, mas não é. Eu sei.

Há manhãs que desejas ter só mais uns minutos para ti, mas é impossível. Estes pequenos humanos estão a pé, prontos, à tua espera. E dependem de ti. Quando és chamada ao serviço, não há quem te substitua.

Há situações em que paras, de rastos e pensas: “Por quê…?”, seguido de um rápido “E como é que vou…?” E apesar de não chegares a conclusão nenhuma, vais buscar forças sabe Deus onde, pões um pé a caminho, e lá vais tu.

És uma pessoa só para um trabalho que exigia quatro como tu.

És um cuidador que anseias pelo dia que cuidem de ti também. Mas até lá, vais continuando.

És uma fonte de rendimento a viver numa economia onde seriam precisas duas fontes de rendimento para cobrir as despesas todas.

És um único progenitor, que contra todas as probabilidades, fazes o que por vezes é difícil quando somos dois. Eu sei que não tens uma pausa e que todos os dias, a todas as horas fazes das tripas coração para que nada falte aos teus filhos.

Mas apesar de seres só uma, estás a conseguir! Há dias mais difíceis, mas tu vives um dia de cada vez, já sabes. Mesmo quando estás quase a entregar as cartas, segundos depois estás a levantar-te e a dizer: “Eu consigo”

Tu és a mãe que nunca desiste.

A todas as mães solteiras: vocês foram, são e serão sempre incríveis.

imagem@istock

Artigo publicado em Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®

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A mãe que hoje sou.

Carta a uma mãe de primeira viagem

Uma mãe nunca falha

 

A mãe que hoje sou é uma.
A mãe que eu achava que ia ser é outra.
A mãe que eu serei daqui para a frente outra será.
Todas nós já enchemos, pelo menos uma vez na vida, o peito e dissemos, do alto da nossa segurança, que não iríamos ser como “aqueles pais”. “Filho meu não fará aquilo” ou “eu não serei assim”. Depois, na prática, muitas coisas mudam. Antes ainda de os conhecermos, o quarto deles ganha forma, compra-se o berço, monta-se a estante e erguem-se, também, muitas teorias de como iremos reagir, educar e orientar.
Depois, quando eles nascem e a nossa vida muda, caem também por terra muitos dos preconceitos que criámos. Passamos a entender outras escolhas, passamos a compreender que há excepções à regra e que se calhar, daquela vez, naquele restaurante, estávamos perante uma excepção ou daquela vez, no supermercado, aquele pai falou mais alto para o miúdo, excepcionalmente. Descobrimos que, afinal, também nós gritamos. Mesmo que excepcionalmente. E que isso é humano.
Seja porque tentámos outras opções e todas elas falharam e queremos testar também essa (mesmo que não nos faça muito sentido, mas já estamos por tudo), seja porque nem sempre conseguimos ser a melhor versão de nós próprios e também erramos, os pais que somos afastam-se – às vezes até demais – daquilo que delineámos.
A mãe que eu achava que ia ser é diferente da que hoje sou. Achei que fosse ser mais paciente, achei que nunca iria mandar a minha filha parar de chorar (e já o fiz, várias vezes até), achei que – vejam só o optimismo [e puro desconhecimento das fases de crescimento de uma criança] – a minha filha não faria birras.
A mãe que hoje sou é uma mãe com mais experiência, mas com muito por aprender.
A mãe que serei daqui para a frente será uma mãe mais confiante, mas cheia de dúvidas. Porque já percebi que estes pólos vivem lado a lado, sempre, pela vida fora.
A mãe que serei daqui para a frente é alguém em permanente melhoria, mas alguém que já decidiu deixar de tentar ser perfeita, simplesmente porque isso não existe.
Agora? Julgo menos, muito menos.
A Mãe que sou e que serei?
Uma mãe cheia de amor para dar.
Cheia de empatia, carinho e mimo.
Cheia de “sins” e de alguns “nãos”, os que forem precisos.
Uma mãe que fala baixo, que desce ao nível delas, que olha nos olhos, mas que às vezes também solta um ou outro grito.

 

Artigo publicado originalmente em A mãe é que sabe

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Antigamente era mais fácil ser mãe

Se, antes de ter filhos, eu soubesse

Será que sou má mãe?

 

Eu acredito em Super-heróis,

acredito em pessoas comuns, com forças que vêm não se sabe bem de onde, capaz de enfrentar os maiores desafios pelos seus filhos.  Pais e mães de todos os dias.

Ontem estive com um. Um Super Herói disfarçado de Mãe.

Fui ao IPO por motivos profissionais. De caminho pensava na melhor forma de me defender. Decidi que não ia olhar, eu não queria saber a história daquelas pessoas, não queria sentir….

Entrei rapidamente, decidida a não baixar a guarda, subi as escadas para não ter de enfrentar os anónimos no elevador.

Dou comigo em pleno bloco operatório, à espera. De repente, também eu ando de um lado para o outro, reflexo daquela outra pessoa à minha frente. Olho para os olhos dela e e sinto-me desarmada. Completamente impotente, pequenina e “poucachinha”. Arrisquei dirigir-lhe a palavra e disse-lhe ”Vai correr tudo bem”, era um cliché mas não havia mais nada que pudesse dizer. Sorriu para mim (onde arranjou coragem para sorrir é um mistério), e agradeceu-me.

Nesse momento já as lágrimas me enchiam os olhos. Ali estava ela, um super herói a agradecer-me por nada. A mim que entrei egoisticamente decidida a não me envolver.

Por isso e por ti, hoje o meu agradecimento é dedicado a todas vocês, supermães.

Obrigada a quem todos os dias luta por um dia melhor, obrigada à mãe que vi carregar o seu filho já crescido pelas escadas acima até á sala de tratamentos, Obrigada ao menino que vi sair de lá a correr e Obrigada a ti pelo teu sorriso.

Hoje aprendi que a esperança não dói. Dói é não ter pelo que esperar. Que a vida não merece intervalos, que em pequenos gestos podemos encontrar paz mas, acima de tudo, chorar não é fraqueza é desabafo.

Afinal, o mundo está cheio de super-heróis.

 

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Carta ao maldito cancro

Direitos dos PAIS de Crianças com CANCRO

O cancro na criança

 

imagem@Emergenturd

De mãe a Momster – Consequências de reprimir as nossas emoções

Amar o nosso monstrinho

Às vezes fico tão zangada. Zangada com uma pitadinha de danada e, uma redução de irritação fumada a sair pelas orelhas. A zanga é por vezes tão intensa que juro que me crescem garras afiadas, nos pés e nas mãos. Não são garras discretas. Nada disso. São de um vermelho vivo, quase florescente, e têm pintinhas verdes nas pontas. Assim, de certeza que ninguém se aproxima! Aumento muito de tamanho… Andar a andar, vou crescendo, crescendo até me transformar num gigantesco prédio peludo com olhos amarelos lançadores de raios fulminantes. Nesse momento, surge a pergunta “Estás bem?” e a resposta fumegante do costume: “Estou óptima!”

Desde pequeninos que aprendemos que demonstrar os nossos sentimentos mais desafiantes “é feio”. Assim, cada vez que eles aparecem escondemo-los dos Outros. Ficam arrumadinhos, bem fundo, nas caixas do “NÃO MEXER”. Os anos passam e, as caixas aumentam. Já que as temos, aproveitamos e começamos a colocar lá outras coisas, que sentimos que os Outros não vão gostar e, que fazem de nós “pessoas más”. Aquela raiva, quando o Joãozinho me passou à frente na corrida na escola. Aquela tristeza, quando as férias de Verão acabaram. Aquela revolta, quando o Pedrinho me chamou nomes e chamaram-me a atenção a MIM. O ciúme do meu irmão, o medo de cair da bicicleta, a repulsa aos brócolos da avó…Todas essas coisas ficaram nas caixinhas, sem voz, reprimidas, sem oportunidade ou espaço para virem cá para fora.

Aprendemos a esconder.

Escondemos tão bem que nos tornamos especialistas no assunto. Às vezes, ainda a emoção não tomou forma e ZUMM, já está a entrar na caixa. Mas a caixa está lá. Mesmo que eu não olhe para ela, ela está lá. Paradinha, à espera, cheiiinha até cima.

Existe, no entanto, um comando cheio de botões coloridos que permite abrir cada uma dessas caixas. E sabem onde ele está? Ah pois é! Bem na mão dos nossos filhos. Sabem como eles gostam de carregar em botões, não sabem? “Uuuuuuu e este o que é que faz? E se carregar em dois ao mesmo tempo o que acontece?” Acontece uma mãe monstrinha sem filtros.

Consequências de reprimir as nossas emoções

Reprimir as nossas emoções, principalmente na infância, além de nos tornar umas bombas relógio peludas, torna-nos incapazes perceber as verdadeiras necessidades dos nossos filhos e de aceitar verdadeiramente as suas emoções. Ou projetamos inconscientemente as nossas necessidades, aumentadas por anos de frustração, ou negamos as suas necessidades para evitar mexer na caixa nº 354.

As nossas caixas estão lá dentro e, os nossos filhos estão dispostos a ajudar-nos, para finalmente, conseguirmos abri-las. Olhar para elas e receber de braços abertos tudo o que não foi recebido, na altura, com presença e amor.

Todas as emoções são importantes, as “boas” e as “más”. Todas fazem parte de nós, mas não são “nós”. São como nuvens que passam no céu, ficam um bocadinho e flutuam para outro sítio. Porquê guardar nuvens em caixas?

Ama o teu monstrinho.

Recebe com a mesma presença as emoções pequenas e grandes do teu filho. Respira fundo e deixa-as ir quando for a altura. Mostra-lhe que o amas por inteiro, desde as assustadoras garras afiadas vermelho vivo, até ao sorriso mais doce. Mostra-lhe que ele tem um espaço seguro para ser quem ele é, onde é sempre recebido de braços abertos por um coração monstruosamente grande.

Querida filha,

Chegaste oficialmente à idade dos porquês. Chegaste também à fase em que achas que tudo será maravilhoso quando cresceres.

Dizes que quando cresceres vais pintar os olhos como eu.

Respondo-te que a beleza não está na maquilhagem que usamos, que deverás aprender a gostar de ti como és.

Dizes que vais ter barba, como o pai.

Respondo-te que o que tens dele e o que dele deverás querer honrar não tem nada a ver com isso, mas com a bondade do teu coração.

Dizes que vais andar de trotinete.

Repondo que verás o mundo com a ajuda de muitos meios de transporte, mas o que mais importa são os teus olhos: o que eles vêem, a forma como eles apreendem o que está à sua volta.

Dizes que pintarás também as bochechas.

Respondo que talvez, quem sabe se vais ligar a esse tipo de coisas?

Dizes que vais ler livros sem desenhos.

Respondo que te ajudarão a sonhar de olhos abertos, a viajar a sítios desconhecidos, a rir e chorar sozinha.

Dizes que irás de mota para o trabalho, como o pai.

Respondo que logo veremos, que o meu coração fica pequenino de te imaginar a passar por entre os carros.

Dizes que vais correr ainda mais depressa.

Respondo-te que não corras depressa demais, sob pena de perderes as coisas importantes por que vais passar.

Dizes que vais finalmente descer pelo poste que está no parque, qual bombeira.

Respondo-te que às vezes a espera sabe bem e nos faz apreciar as pequenas conquistas.

Dizes que vais conseguir andar no baloiço sem ser empurrada.

Respondo que, se fores como a mãe, gostarás dessa sensação até seres velhinha.

Dizes que vais chegar ao céu.

Respondo que tocamos o céu todos os dias, um bocadinho, quando temos a sorte de estar com quem amamos.

Contigo, chego ao céu. E estarei aqui para te ir respondendo a todos os teus porquês, para ouvir os teus planos e aquilo que acreditas que vais fazer quando cresceres. Quando lá chegares, nem te lembrarás de metade das metas que traçaste porque o segredo é viver, querida filha.

Vive.

Vive o agora.

Quando cresceres logo tens tempo de ser crescida.

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Um dia ensino-te…

Não tenhas medo

O valor das coisas

 

imagem@stocksy

Coragem é a capacidade (muitas vezes tida como virtude) de agir apesar do medo, do temor e da intimidação. Deve-se notar que coragem não significa a ausência do medo, e sim a ação apesar deste.” – in wikipédia

As Mães “fingem” ser super mulheres, super profissionais, super tudo. Fingem ter super poderes, ter sete vidas, ter energia inesgotável e tudo isto porque as mães também têm medo.

Uma mãe tem medo de tudo e de nada: medo de errar, de falhar na educação de um filho, de mimar de mais, de o proteger em excesso.
Tem medo de perder um filho, de não ser o exemplo. Tem medo de não lhe dar asas e de não ser as suas raízes. Tem medo de não perceber o filho. Tem medo da distância. Tem medo que um filho faça disparates e que se magoe.
Uma mãe tem medo de não conseguir fazer tudo bem,  de não ter força e coragem, de não passar tempo suficiente com o filho, de não brincar o suficiente, de perder aquele momento especial.
Tem medo de sentir culpa.
Tem medo de não saber ser mãe.
De falhar.
Tem medo de envelhecer, de se sentir impotente e de ser negligente. Tem medo de gritar.
Uma mãe tem medo.
Da doença, de ter um filho doente, de ficar doente e não poder cuidar de um filho.

Tem medo de perder as estribeiras e a cabeça.

As mães também têm medo.

Mas uma mãe é um bombeiro que combate o perigo, é um polícia que protege, é um médico que cuida,  é um militar que defende.
Uma mãe é o tudo e o nada.
Uma mãe nunca desiste, nunca baixa os braços, nunca perde a fé.

Uma mãe é capaz de mover montanhas com o seu amor infinito, com a sua obstinação, com a sua coragem, porque uma mãe é sempre a melhor mãe que sabe, que pode e que consegue ser.

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Os maiores medos de um pai

Ser mãe é aprender a viver com medo

Os medos que transmitimos ao nossos filhos

Todas as mães têm um nome

Se há coisa que me incomoda desde que me tornei mãe é ter perdido a  minha identidade. Não por me ter dedicado exclusivamente à maternidade ou por ter deixado de ter vida social, ou deixado de trabalhar. Até porque não é o caso. Mas porque onde quer que vá passei a ser a Mãe. Deixei de ter nome. Eu, e todas as outras mães, passamos a ser, não só mães dos nossos filhos, mas aparentemente de toda uma classe trabalhadora que agora nos trata por “mãe”..

Há tempos que andava a pensar escrever sobre o tema, mas encontrei este texto maravilhoso do Prof. Eduardo Sá, publicado na revista Pais & Filhos, onde diz tudo. Ora leiam!

As mães – todas as mães! – deviam insurgir-se contra todos aqueles que – sendo médicos, psicólogos, professores, educadores ou enfermeiros – as tratam, simplesmente, por “mãe”. Isso não está certo! Aliás, qualquer “Ó mãe!…” – utilizado de forma sorrateira – devia ser duramente tributado por “uso indevido”. Por acaso qualquer um de nós, que ame a mãe, permite que uma função sagrada como essa seja indevidamente usada em favor duma sogra, por exemplo, por mais que o nosso carinho por ela seja verdadeiro e não esteja convalescente? E será razoável que à função de mãe se associe uma interpelação do género: “Ó, faz favor!?…”, como se, em vez dum apelo aveludado, alguém tivesse coletivizado a sua função num clima do género “é tudo nosso” que ninguém suporta?

Mas, desde quando é que as mães – que são preciosas e insubstituíveis – permitem que alguém desqualifique o seu jeito singular e, no lugar de lhes falarem no tom doce (de quem não se sente ao nível dos milagres que o seu amor promove mas, ainda assim, as olha nos olhos, e lhes estende os braços, esperando que elas os segurem e acarinhem) lhes diga: “Ó mãe”? Que, ainda por cima, roça o indelicado, porque parece que este “Ó mãe” é dito de cima para baixo, como se mãe não fosse aquilo que mais distingue e engrandece o coração duma pessoa e se tivesse transformado num aspeto menor que não merece nem o cuidado nem a dedicação que qualquer mãe exige a todos aqueles que agradecem só por ela existir!
Que ideia é esta de fazer de qualquer mãe um slogan parecido a “todos diferentes, todos iguais”, magoando-a com aquilo que ela tem de mais sagrado? Porventura serão as mães iguais a todos os demais? “Ó mãe?…” Mas pode, por acaso, alguém evocar o nome de Deus em vão? E se não pode (ou não deve, como preferirem) com que direito há quem o faça à mãe, que é “o Seu braço direito”?

Ora, respeita-se isto das pessoas deixarem de ser formais. Sobretudo se os colarinhos abertos vierem acompanhados de um coração desabotoado. Mas “mãe” tem qualquer coisa de cerimonioso. Deve manusear-se com delicadeza. Mãe é filigrana! Que se estejam a tirar os doutores e os engenheiros do nome de muitas pessoas todos nós percebemos. Sobretudo se, com isso, valorizarmos mais o caráter e a atualidade humana do que, propriamente, a formação ou a função. Mas mãe não é título académico: é atributo divino. Logo, qualquer “Ó mãe” que não seja usado “por quem de direito” devia ser interdito. Primeiro, porque num acesso pateta que parece pôr a igualdade acima de todas as coisas, pressupõe que uma mulher não tenha um nome, e que tem mais é de ser mãe. Depois, porque não faz sentido que um termo íntimo se tansforme num utilitário ao serviço de qualquer estranho.

Mãe é mãe! Mãe é um “petit nom” de “A Minha Mãe”! “Mãe” pode até ser um substantivo comum. Mas “minha”, podendo parecer um pronome possessivo, significa que ela nos pertence, no sentido de fazer, intimamente, parte de nós. Já o “A” confere-lhe um sentido em tudo diferente daquele que teríamos se nos referíssemos a ela como “uma” mãe. Porque ninguém troca o definido pelo indefinido, “A Mãe”, dá-lhe a singularidade e a exceção que qualquer “Ó mãe” lhe retira. Aliás, um banal “Ó mãe” quase parece uma forma de se atestar que não se pode ser “A Mãe”. “Ó mãe” é transformar o “minha” em “nossa”, o que, convenhamos, é desaforo. Até porque “Mãe” é uma espécie de três em um: substantivo, adjetivo e nome próprio. Só ao alcance de quem o merece. Mas, seguramente, nunca acessível a qualquer “Ó mãe”!“Ó mãe” usa-se de várias formas. “Ó mãe?…” usa-se em discurso direto quando se pretende chamar ou interpelar, sem direito ao “já vou” com que todas as crianças mandam a mãe à despensa ver se os filhos lá estão.O “Ó mãe” que anda por aí até podia ser “Oh mãe!”. E com essa exclamação de espanto tudo mudava de figura. Mas não. O “Ó mãe” original é uma interpelação para uso exclusivo dos filhos. E só mesmo “A sua” mãe merece esse carinho. Faz lá sentido que um técnico, seja ele qual for, fale para a mãe como quem lhe está a pedir pão com marmelada, ou a chamá-la para tentar não fazer os trabalhos de casa sozinho ou a desafiá-la para um suplemento de mimo, mesmo que vá no sentido de se escapar, por uma vez, da sopa? Aliás, os “Ó mãe” das crianças vêm embrulhados por toneladas de algodão doce, e servem para elas darem um jeitinho muito seu ao lado mais tempestuoso de todas as mães sempre que elas se esganiçam. Por acaso os outros “Ó mãe” serão assim? Não! São secos e funcionais, chegando a parecer quase uma advertência. São um “Ó mãe” embrulhado por um celofane com um laçarote do género: “Veja lá o que é anda a fazer!”.

Ora, que a mãe, fazendo uso do seu estatuto, tenha o direito a dizer “Onde é que tu andas com a cabeça?” ou “Vê lá onde pões os pés!”, todos entendem. Agora, que pessoas singulares façam de entidade reguladora de todas as mães já é outra cantiga!
Estamos de acordo: “Mãe?” pode ser uma versão minimalista de “Ó mãe?” e pode confundir–se com “Mãe?” de “Oh mãe?!”. Mas querem lá ver que agora as mães têm de andar a matar a cabeça com estas coisas? Aliás, parece-me a mim que se as mães não se enfurecem como leoas sempre que um cidadão lhes diz “Ó mãe”, isso não se deve tanto à forma como elas amam quem as trate dessa maneira. É que entre nomes próprios, adjetivos, substantivos, espanto e interpelação, versões com h e sem h, e entoação com açúcar e entoação com arestas, é tamanha a confusão que a mãe sente em cada “Ó mãe” que, movidas pelo benefício da dúvida, as mães guardam os “pagamentos por conta” com que se zangam por antecipação para as birras com que presenteiam aos filhos, de vez em quando, e – ensarilhadas por tantas dúvidas – optam por “jogar à defesa” ou por contarem até 100 antes de esganarem os incautos que evocam em vão o seu nome.
Resumindo, se preferirem: quem tem uma mãe tem (quase) tudo; quem tem muitas mães é bem capaz de não ter (mesmo) nada. Sendo assim, este “Ó mãe” que parece fazer de todas as mães A Mãe de todas as pessoas, devia acabar! Eu sei que Deus não podia ter um nome, porque senão deixava de ser Deus. Compreende-se. Que sentido faria se Deus se chamasse Ermelinda ou Hermenegildo, por exemplo?

É claro, também, que todas as mães têm um nome: mesmo que se chamem Sónia Vanessa ou Domicília, por exemplo. Serão, se for assim, e quando muito, “A Mãe da Marta” ou “A Mãe do António”. Tudo com maiúsculas, porque a seriedade da bênção que isso representa não é para menos! Já o “Ó mãe” é um “tu cá, tu lá” que roça a falta de respeito. Até porque Mãe, sem mais nada, é para uso exclusivo dos filhos. Está para os nomes próprios como Hermenegildo ou Ermelinda para o nome de Deus. Não existe! Mãe é substantivo, adjetivo e nome próprio. Só faz sentido se juntar espanto e interpelação. Entoações com assinatura. E declarações de amor a torto e a direito. O que, convenhamos, não se admite a qualquer um que decida evocar o “nome de Deus” em vão! – Prof. Eduardo Sá, para A Revista Pais & Filhos

Um dia, não há muito tempo, a minha mulher chegou a casa muito em baixo, porque nesse dia a chefe lhe tinha dito: “tens as sobrancelhas por arranjar, vê lá se o teu marido um dia não te deixa”...

Débora,

há algum tempo que noto que realmente tens as sobrancelhas por arranjar… O cabelo desalinhado, e sempre apanhado para dar menos trabalho.

Já não te preocupas com a aparência como antes te preocupavas. E até o teu peso, depois da gravidez, nunca voltou ao que estava! Tens-te tornado menos preocupada contigo própria… Não tens tempo para cuidar da tua aparência da mesma forma que antes fazias!

E a casa?! Disso então nem se fala! Já não consegues ter o mesmo tempo para manter tudo a cheirar a limpo e impecavelmente arrumado como antes conseguias e tinhas gosto. A cozinha raramente está completamente limpa. A sala está tantas vezes desarrumada e cheia de brinquedos que até já acho que é esse o estado normal dela. E o quarto, não me lembro da última vez que o vi com a cama feita e tudo arrumadinho e a cheirar a limpo.

Realmente, não foi esta a Mulher com quem me casei! Mas porra, como eu AMO e ADMIRO esta MULHER!

Porque com essas sobrancelhas por arranjar, o cabelo desalinhado, o teu ar despreocupado com a aparência e acima de tudo com as aparências, estás INFINITAMENTE MAIS LINDA! O teu sorriso, que apesar do cansaço gigante não desaparece nunca, a forma linda, doce, meiga como tratas a nossas filhas e me tratas a mim! A tua dedicação infindável a ser Mãe, Esposa, Dona de Casa, Irmã, Filha, Neta, Amiga, Companheira, Enfermeira, Chefe! E a forma como consegues desempenhar todas estas tarefas de uma forma tão linda, tão completa e tão especial!

A tua preocupação connosco! O colocares sempre as tuas filhas e o teu marido à tua frente! O cuidado que colocas em tudo! O Amor que tens para connosco! A segurança que me dás! A forma firme, alegre e confiante com que encaras a vida e todas as adversidades que te surjam pela frente! Sempre com uma resposta, sempre com uma solução, sempre com um sorriso! E sempre sabendo que “existe sempre um caminho”.

O teu esforço, as horas e horas em que cuidas sozinha das nossas filhas enquanto trabalho, o mimo e educação que lhes dás! O Amor e Paixão que nos demonstras! A amiga e companheira que és! A paciência que tens comigo e com as nossas filhas, todos os dias! Os sermões que me dás e que tão merecidos são. A pessoa em que me tens ajudado a tornar, tudo o que me tens ensinado. A pedra, o pilar que és na nossa vida, na nossa família! E na vida de tanta gente que te conhece!

A forma como enches os nossos corações de Amor! E a forma como, (des)arranjando a nossa vida, nos enches os corações de alegria!

E a forma como, apesar de desarrumada, consegues tornar a nossa casa, verdadeiramente, no nosso lar! Um lar cheio de amor, alegria, sorrisos e felicidade! Porque a nossa casa, o nosso lar, na realidade somos nós os 4 (agora 5)!

AMO-TE!

Como arranjares tempo para ti

Quando nos tornamos mães temos tendência a colocar-nos sempre em segundo plano. A prioridade passam a ser os filhos.
Esta mudança de prioridades é comum e perfeitamente normal!

Noutros tempos tinhas tempo para estar no cabeleireiro uma tarde inteira para fazer madeixas e a manicure. Tinhas tempo de passar sempre creme no fim de cada banho, de fazer esfoliação. Agora, se calhar não. Aliás este “gasto” de tempo se talvez já nem faça muito sentido, porque como diz o poeta: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” 

O que resolvi trazer aqui hoje são um conjunto de dicas para que, com o tempo que tens agora, possas também ter tempo para ti.

  • Organizar as tarefas para a semana
    Se tiveres uma agenda em que tenhas tudo apontado para toda a semana assim como, refeições; horários das crianças; pagamento de contas; etc. Será tudo muito mais fácil. Centrando tudo num só local é só consultar e já ficas a saber como tens a tua semana organizada. Pode ser agenda do google ou uma agenda física, pode até ser uma aplicação. Aquilo que te der mais jeito na tua vida.
  • Delegar tarefas aos mais pequenos
    As crianças conseguem e gostam sempre de ajudar em alguma tarefa de casa. Partilha as tarefas domésticas com os miúdos. Dando-lhe esta liberdade os pais ficam com mais tempo e a criança fica contente porque sente que tem responsabilidades, que confiam nela.
  • Cremes multifacetados para o rosto
    Já não tens possibilidade de comprar aquele creme antirrugas XPTO da marca muito boa e extremamente cara? Lembra-te que o que faz mais rugas é a exposição solar (e o stress). Por isso para prevenir rugas e hidratar o rosto opta por um creme simples que até dê para utilizar no teu filho como hidratante. Por cima desse creme hidratante utiliza todos os dias do ano um protetor solar 50+. Podes também optar por um creme hidratante que já tenha fator de proteção mas estes nunca trazem um fator de proteção muito elevado e pode não ser adequada a sua utilização em crianças.
  • Cremes multifacetados para o corpo
    Existem neste momento hidratantes em spray que facilmente e em poucos segundos deixam o teu corpo hidratado mesmo que tenhas muito pouco tempo para tomar banho sossegada.
  • Momentos para ti
    Tenta estipular um dia, pelo menos,  uma vez por mês para tirares um momento para ti. Umas horas só tuas, para meditar, para fazer exercício, para dormir, o que te apetecer. Marca estas horas na tua agenda e cumpre-as como se fosse uma reunião do trabalho. Estes momentos que te parecerão uma perca de tempo inicialmente, vão traduzir-se em ganhos. Nestes momento reduzes drasticamente os níveis de stress, consegues pôr ideias em ordem e priorizar. Verás que os dias a seguir renderão muito mais! Se te organizares, verás que com o tempo conseguirás fazê-lo mais dos que uma vez/mês.
  • Reorganiza as tuas redes sociais
    “Limpa” as tuas redes sociais. Agora que és mãe não há tempo para ler tudo sobre tudo. Foca-te nos temas que te interessam mais. Sabias que podes organizar o facebook por interesses criando listas? Que podes definir o que queres ver em primeiro lugar no teu feed, etc. Excesso de informação não ajuda na nossa gestão de tempo. Por isso se selecionares melhor o que queres ver terás estarás a ganhar tempo, pois a informação chegará a ti de forma organizada.

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