Fármacos e Gravidez

IODO, ÁCIDO FÓLICO E AFINS

Normalmente, na gravidez, o que está padronizado é apenas a toma das vitaminas normais para esta fase da vida da mulher. São elas o ácido fólico. O ácido fólico ajuda na formação correta do sistema nervoso do feto. O iodo foi introduzido como suplemento há bem pouco tempo atrás, pois chegou-se à conclusão, depois de alguns estudos realizados que, em Portugal tínhamos algum défice de iodo. A falta de iodo é prejudicial para o bebé.

ENJOO

Por vezes, existe a necessidade da toma de anti-eméticos. Quando há muitos enjoo, normalmente no primeiro trimestre da gravidez. Mas estes devem apenas ser adquiridos quando o médico assim o aconselha.

FERRO E MAGNÉSIO

Depois, em algumas situações existe a necessidade da toma de ferro ou magnésio. Existem médicos que prescrevem estes fármacos. Normalmente, isto acontece, depois de analisarem os resultados das análises de sangue da grávida. O magnésio é prescrito normalmente para cãibras e também outras funções mais específicas.

AZIA

Noutra fase da gravidez, podem acontecer sintomas de azia. Existem médicos que, por vezes, aconselham os anti-ácidos quando a azia é muito intensa e incomodativa.

OUTRO FÁRMACOS

Posso também focar aqui algumas situações muito particulares. Há alturas, em que pode ser necessário uma grávida tomar um antibiótico, por conselho médico. Como, por exemplo, quando tem uma infecção urinária grave. Mas isso deixemos para a parte médica. Aconselhem-se com eles, só eles saberão analisar o vosso caso em particular. Outra situação particular prende-se com o facto de algumas grávidas, já para o final da gravidez, sofrerem de obstipação neste caso podem precisar de algum fármaco para as ajudar a evacuar.

Por isso, o que aconselho sempre, é que não se auto-mediquem.

Mesmo que a outra pessoa que conhecem também esteja grávida e também esteja a tomar aquilo não quer dizer que vocês o possam tomar. O melhor será sempre que se dirigir a um profissional de saúde e tirarem todas as dúvidas.

O estado de gravidez é um estado transitório que o nosso organismo passa e por isso deve-se ter cautela e antes de tudo devemos-nos informar com alguém que nos possa aconselhar convenientemente e em quem confiemos.

Cada vez há mais informação acerca da toxoplasmose e o que ela implica contudo ainda há tantas dúvidas e mal-entendidos nesta temática.

A toxoplasmose é uma doença congénita que pode trazer problemas de saúde para o bebé se a mãe for infectada pela primeira por este parasita quando está grávida.

Neste post quero esclarecer todas as dúvidas falando para isso do ciclo de vida do parasita toxoplasma gondii.

Como se transmite?

A toxoplasmose pode ocorrer em diversos mamíferos que ingiram carne crua, especialmente através da caça que esteja infectada com o protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este parasita unicelular tem um ciclo de vida um pouco complicado. Mas sabe-se que tem de passar por um hospedeiro intermediário e por um definitivo, que é sempre o gato e não o cão. Normalmente os felinos não exibem sintomas de toxoplasmose.

O ser humano serve de hospedeiro intermediário. Nele o parasita enquista nos músculos ou noutras partes do organismo. Mas esta infecção é geralmente sem sintomas. Muitas pessoas podem contrair toxoplasmose e não se aperceberem disso, mas caso tenham sintomas estes podem ser febre baixa, dores musculares, aumento do volume dos gânglios linfáticos, perda de apetite e dores de garganta. Nada de grave e que facilmente passa despercebido.

Uma vez exposto à doença, o ser humano desenvolve imunidade contra o parasita e raramente torna a adoecer com toxoplasmose. Isto é confirmado através de uma análise sanguínea que revelará se a pessoa é imune ou não.

Os gatos e as grávidas

Agora vamos aqui reflectir um pouco. Se vocês tiverem um gato já há algum tempo, que vive exclusivamente dentro de casa, e que jamais come carne crua, você não está em risco. De facto está cientificamente provado, que manusear carne crua ou trabalhar em jardinagem sem luvas é mais arriscado do mexer no seu gato.

Os gatos contraem toxoplasmose ao comer carne crua ou caça (por ex. ratos) que contenha algum dos 3 estados infectantes deste parasita. Neste caso os gatos excretarão pelas fezes oocistos infectantes de 3 a 10 dias após a ingestão de tecidos infectados. Esta excreção pode durar até 14 dias após a 1ª exposição do gato ao parasita. Mas depois deste período é raro que o gato possa de novo excretar pois, tal como nos humanos, o gato desenvolve imunidade contra o toxoplasma. Os oocistos excretados nas fezes transformam-se em infectantes apenas 1 a 4 dias após a excreção, e podem permanecer assim no meio ambiente por vários meses. Se tiver que limpar as areias dos gatos e usar luvas o risco de contrair toxoplasmose é mínimo.

Como minimizar o risco?

Existem muitas maneiras de minimizar o risco do gato contrair toxoplasmose. Mantenha o seu gato exclusivamente dentro de casa. Não permita que ele consuma o que caça nem lhe forneça carne crua. Alimente-o com rações comerciais apropriadas. Mesmo que o gato tenha acesso ao exterior isso não é razão de alarme. Deve deixar para outra pessoa a mudança das areias ou então fazê-lo de luvas e lavar sempre muito bem as mãos em todas as situações. É importante também não ter o hábito de levar as mãos à sua boca ou roer as unhas.

No meu caso, por exemplo, tenho quatro gatos e não sou imune à toxoplasmose. Os meus gatos têm acesso a toda a casa e dois deles vieram da rua. Contudo, os cuidados que tive durante a gravidez foram os que falei aqui e tudo correu bem. Mas sobre os cuidados mais específicos a adoptar pelas mães não imunes falarei mais à frente.

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A propósito desde meu artigo sobre a Rubéola uma mãe questionou-me relativamente ao seu caso em particular, pois descobriu que não estava imune à rubéola e estava grávida. Para saberem mais sobre esta patologia podem ler o artigo. A questão é? Deve ou não a grávida ser vacinada? Embora existam várias maneiras de pensar e também porque cada caso é um caso gostava na mesma de esclarecer sobre esta temática explicando alguns conceitos.

Imunidade

Primeiro de tudo convém entendermos o que é a imunidade e que influência tem na nossa gravidez.

Tipos de vacinas

Alguns exemplos de tipos de vacinas pois elas não são todas iguais nem na sua forma de actuação nem na composição.

Vacinas atenuadas

 O Microrganismo (bactéria ou vírus vivos), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo assim o seu poder infeccioso. Como exemplo deste tipo de vacina existe a vacina contra rubéola, BCG, varicela, etc.


Vacinas inativadas

Os microrganismos são mortos por agentes químicos ou físicos. A grande vantagem das vacinas inativadas é a total ausência de poder infeccioso do agente, mantendo as suas características imunológicas. Ou seja, estas vacinas não provocam a doença, mas têm a capacidade de induzir proteção (estimular produção de anticorpos) contra essa mesma doença.
 Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a necessidade de administrar várias doses de reforço.
Alguns exemplos das inativadas são hepatite A, hepatite B, influenza e HPV.

Vacinas conjugadas

As vacinas conjugadas são produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias chamadas encapsuladas (que possuem capa protetora composta por polissacarídeos, substâncias parecidas com açúcares).
Exemplo: vacina pneumocócica 23 (protege contra 23 tipos de pneumonia).

Vacinas na gravidez

Muito se tem falado sobre as vacinas na gravidez. As vacinas são diferentes entre si nas suas composições e origens como vimos atrás.
Na gravidez, como a vacinação pode afetar o bebé o risco tem que ser muito bem medido. Pois também há risco da mãe contrair a doença e aí ainda será mais prejudicial para o bebé. Para isso deverá falar com o seu médico e saber qual a opinião dele neste caso.

CASO DA RUBÉOLA

  • A vacina contra rubéola é composta de vírus vivo atenuado, e portanto, é contra-indicada na gravidez.
  • Toda a mulher em idade fértil deve realizar uma colheita de sangue para saber o seu estado imunológico contra rubéola. Naquelas com resultado negativo (IgG negativo), deve-se aplicar a vacina e depois aí aguardar uns meses para ter a certeza que fica imunizada.
  • Uma única dose da vacina contra rubéola é eficaz para criar imunização permanente em mais de 95% dos casos.
  • A presença do vírus causador da rubéola na mulher que pretende engravidar ou grávida aumenta o risco de ocorrer um aborto espontâneo ou causar alterações ao feto.
  • Não há problemas em receber a vacina durante a amamentação. Também não há problema em ser revacinada.

O QUE REPRESENTAM AS IGG E AS IGM?

IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) são anticorpos que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de micro-organismo invasor.

A diferença entre eles é que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, enquanto que o IgG, que também surge na fase aguda, é mais específico e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.

Quando pesquisamos IgG e IgM temos o objectivo de detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus:

  • IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou vacina) e está susceptível a ter a doença, ou seja, se estiver em contacto com o microorganismo poderá ficar doente.
  • IgG negativo e IgM positivo: infecção aguda (dias, semanas), ou seja, esteve em contacto com a doença há pouco tempo e ainda está a reagir.
  • IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses), ou seja, esteve há poucas semanas em contacto com a doença e já está a criar defesas.
  • IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga (meses ou anos) ou sucesso da vacina, ou seja, o seu corpo quando estiver em contacto de novo com a doença tem agentes que reconhecem e que a vão eliminar rapidamente.

Concluindo, o exame sorológico da rubéola é feito durante a gravidez e tem com objectivo detectar a presença de anticorpos contra a rubéola na corrente sanguínea (anticorpos IgG e IgM). A presença de anticorpos pode revelar se a mulher é imune ou entrou em contato com o vírus da rubéola recentemente. Para assim fazer um despiste e actuar em conformidade com os resultados obtidos.

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Como arranjares tempo para ti

Quando nos tornamos mães temos tendência a colocar-nos sempre em segundo plano. A prioridade passam a ser os filhos.
Esta mudança de prioridades é comum e perfeitamente normal!

Noutros tempos tinhas tempo para estar no cabeleireiro uma tarde inteira para fazer madeixas e a manicure. Tinhas tempo de passar sempre creme no fim de cada banho, de fazer esfoliação. Agora, se calhar não. Aliás este “gasto” de tempo se talvez já nem faça muito sentido, porque como diz o poeta: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” 

O que resolvi trazer aqui hoje são um conjunto de dicas para que, com o tempo que tens agora, possas também ter tempo para ti.

  • Organizar as tarefas para a semana
    Se tiveres uma agenda em que tenhas tudo apontado para toda a semana assim como, refeições; horários das crianças; pagamento de contas; etc. Será tudo muito mais fácil. Centrando tudo num só local é só consultar e já ficas a saber como tens a tua semana organizada. Pode ser agenda do google ou uma agenda física, pode até ser uma aplicação. Aquilo que te der mais jeito na tua vida.
  • Delegar tarefas aos mais pequenos
    As crianças conseguem e gostam sempre de ajudar em alguma tarefa de casa. Partilha as tarefas domésticas com os miúdos. Dando-lhe esta liberdade os pais ficam com mais tempo e a criança fica contente porque sente que tem responsabilidades, que confiam nela.
  • Cremes multifacetados para o rosto
    Já não tens possibilidade de comprar aquele creme antirrugas XPTO da marca muito boa e extremamente cara? Lembra-te que o que faz mais rugas é a exposição solar (e o stress). Por isso para prevenir rugas e hidratar o rosto opta por um creme simples que até dê para utilizar no teu filho como hidratante. Por cima desse creme hidratante utiliza todos os dias do ano um protetor solar 50+. Podes também optar por um creme hidratante que já tenha fator de proteção mas estes nunca trazem um fator de proteção muito elevado e pode não ser adequada a sua utilização em crianças.
  • Cremes multifacetados para o corpo
    Existem neste momento hidratantes em spray que facilmente e em poucos segundos deixam o teu corpo hidratado mesmo que tenhas muito pouco tempo para tomar banho sossegada.
  • Momentos para ti
    Tenta estipular um dia, pelo menos,  uma vez por mês para tirares um momento para ti. Umas horas só tuas, para meditar, para fazer exercício, para dormir, o que te apetecer. Marca estas horas na tua agenda e cumpre-as como se fosse uma reunião do trabalho. Estes momentos que te parecerão uma perca de tempo inicialmente, vão traduzir-se em ganhos. Nestes momento reduzes drasticamente os níveis de stress, consegues pôr ideias em ordem e priorizar. Verás que os dias a seguir renderão muito mais! Se te organizares, verás que com o tempo conseguirás fazê-lo mais dos que uma vez/mês.
  • Reorganiza as tuas redes sociais
    “Limpa” as tuas redes sociais. Agora que és mãe não há tempo para ler tudo sobre tudo. Foca-te nos temas que te interessam mais. Sabias que podes organizar o facebook por interesses criando listas? Que podes definir o que queres ver em primeiro lugar no teu feed, etc. Excesso de informação não ajuda na nossa gestão de tempo. Por isso se selecionares melhor o que queres ver terás estarás a ganhar tempo, pois a informação chegará a ti de forma organizada.

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Síndrome de Smith-magenis (doença rara)

Existem muitas doenças raras, esta é uma delas, quais os sintomas?

Estima-se que em Portugal 6% da população sofra de uma doença rara. Por vezes estas doenças não são logo diagnosticadas. São precisos vários testes genéticos.

Estima-se que existam entre 5.000 e 8.000 doenças raras diferentes, sendo que semanalmente são identificadas 5 novas doenças raras.

Neste artigo vou-me focar apenas numa dessas doenças que ainda é muito pouco conhecida em Portugal. Contudo esta doença já tem em Portugal vários casos relatados.

A síndrome de Smith-magenis tem uma prevalência estimada de 1/15,000–25,000, no entanto está provavelmente sub-diagnosticada. Ou seja acredita-se que existem muitos mais indivíduos com esta patologia mas a qual ainda não lhes foi diagnostica.

Características

síndrome de Smith-magenis é uma doença genética no cromossoma 17. Nesta síndrome ocorrem alterações do sistema nervoso central e periférico, distúrbios de comportamento e alterações do ciclo circadiano (sono-vigília) devido à inversão no padrão de secreção da melatonina.

Esta síndrome é complexa e caracterizada por um défice cognitivo de grau variável, distúrbios do sono, anomalias craniofaciais e esqueléticas, anomalias dentárias, alterações psiquiátricas e atraso no desenvolvimento motor e da fala. A surdez está diagnostica em mais de 60% desta população.

Diagnóstico

O diagnóstico passa por testes genéticos. São realizados por MLPA, o qual possibilita detetar deleção ou duplicação da região 17p11, que inclui o gene RAI1. A sensibilidade do teste é de cerca de 90%. Este teste inclui, além da análise da região do cromossomo 17, outras regiões cromossómicas associadas a diferentes síndromes genéticas.

Genética

Embora esta patologia seja causada por uma deleção de material genético, geralmente não se transmite para familiares. Na maioria dos casos, a supressão ocorre acidentalmente numa criança ao longo do tempo ou mesmo quando é concebida. Esta alteração cromossómica não é herdada a partir de qualquer um dos progenitores. Por esta razão, pode-se dizer que a Síndrome de Smith-magenis é claramente genético, mas geralmente não familiar.

O risco de irmãos sofrerem da mesma patologia depende dos resultados da análise cromossómica parental. Se os cromossomas paternos forem normais, os riscos para gestações subsequentes são extremamente baixos. Contudo é aconselhável às famílias serem seguidas por um especialista na área da genética.

Apoio para pais e familiares

Em Portugal existe a associação raríssimas que alberga apoio a todos os que sofrem de uma doença rara. A raríssimas tem como missão apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com as doenças raras.

Para o apoio específico à síndrome de Smith-magenis, em Portugal, não existe nenhuma associação em particular. Mas podem sempre seguir por esta página http://www.prisms.org/ que é específica para esta doença e que ajuda em muitos aspetos os cuidadores.

 

Normalmente, quando temos crianças em casa damos mais uso ao nosso kit de primeiros socorros.

As crianças são exploradoras incansáveis do mundo que as rodeia. Por vezes, sofrem algum tipo de acidentes mais ou menos graves como quedas, queimaduras, arranhões, etc. Por isso devemos estar sempre preparados com tudo o que possamos precisar para as tratar num primeiro momento. Mesmo que seja necessário depois o transporte para o hospital.

Que artigos devemos ter em casa quando temos crianças por perto?

  • Soro Fisiológico— se possível em doses individuais estéreis (pode ser utilizado em várias situações, como por exemplo, para a limpeza de feridas);
  • Desinfetante— como por exemplo o betadine® (é utilizado na desinfeção de uma ferida ou corte);
  • Gazes estéreis— de vários tamanhos ou então de tamanho grande que se possam cortar  (servem para limpar as feridas, cortes e também para envolver e fechar uma ferida grande até chegar ao hospital);
  • Luvas descartáveis – para não contaminarmos a ferida/corte com as nossas próprias mãos enquanto estamos a prestar os primeiros socorros;
  • Ligaduras – podem servir, por exemplo, para segurar as compressas e fechar uma ferida ou corte;
  • Fita adesiva – serve para selar as compressas que estejam a tapar uma ferida ou corte. Ou também para fazer um penso rápido pequeno;
  • Tesoura – para cortar a fita adesiva, as compressas ou gazes (esta tesoura só pode ser utilizada para primeiros socorros e depois de utilizada deve ser desinfetada sempre);
  • Gaze gorda— pode ser utilizada em caso de queimaduras. Como é revestida por uma substância gordurosa não se cola às feridas nem às queimaduras (pode ser utilizada para selar uma queimadura grave até chegar ao hospital);
  • CALMA – Este é o último item do seu kit de primeiro, mas também o mais importante. Está provado que se os adultos se mantiverem calmos numa situação de emergência, também a criança estará calma porque se sentirá mais segura. Por exemplo, se for preciso ir ao hospital por causa de uma ferida, é muito importante que se faça a limpeza da mesma e que se tente estancar o sangue fechando a ferida e fazendo compressão forte. Faça a viagem para o hospital com calma e explique à criança o que se vai passar lá. Assim quando chegarem ela saberá o que se vai passar a seguir e como deve reagir, pois foi-lhe explicado antecipadamente.

É muito importante ter o seu kit de primeiros socorros sempre pronto a utilizar. Deve estar fechado, longe de humidades e num local de difícil acesso para as crianças mais pequenas.

No caso das crianças mais velhas, é importante explicar-lhes como funciona e para que serve cada item do kit de primeiros socorros. Assim se algum dia for necessário serem elas próprias a prestar os primeiros socorros estarão preparadas para isso.

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