Há tanta coisas que aprendemos com os nossos filhos, imensa coisa. Desde que sou mãe que sou mais rica. Em afectos, em sentimentos, em gargalhadas, em alegrias, em conhecimento e enquanto pessoa. Todos os dias os meus filhos ensinam-me algo e é tão bom aprender com eles! Digo muito vezes que sou melhor pessoa desde que sou mãe e não foi um caminho só meu, é um caminho conjunto de evolução.

Eis o que aprendi sobre os seguintes temas, com os meus filhos:

  1. Amor incondicional.
    Nunca tinha conhecido até ser mãe. É o verdadeiro significado de amar sem quaisquer condições.
  2. Curiosidade.
    A vontade de aprender, de conhecer, de descobrir, de saber mais, de conhecer.
  3. Simplicidade.
    As crianças são simples, não complicam, não analisam, dão respostas simples e sem pressupostos.
  4. Controlo.
    Aprendi que afinal não controlamos nada e que a maior parte das coisas não dependem de nós nem das nossas vontades e acções.
  5. Generosidade.
    Aprendi que a generosidade é inata. As crianças são generosas, têm o dom de saber partilhar com os outros.
  6. Preconceito.
    As crianças não julgam ninguém pela sua cor, pelas roupas que vestem ou pelo sítio onde moram. Aceitam cada um como é.
  7. Alegria.
    As crianças são seres alegres, acordam bem dispostos, cantam com facilidade, sabem rir-se de si mesmos e divertem-se com muito pouco.
  8. Julgamento.
    As crianças não nos julgam por isto e por aquilo. Ao sermos pais aprendemos  também que não podemos nem devemos criticar ou julgar os outros.
  9. Transparência.
    As crianças são o que são, querem isto ou não querem aquilo, não fingem, não agradam só por agradar, são seres transparentes.
  10. Sonhar.
    As crianças têm o dom de sonhar sem limites. Sonham como seu futuro, sonham em ser cowboys, sonham em viver na casa do Mickey. Ter a capacidade de sonhar, de imaginar e de criar é tão bom, e depois de crescermos esquecemo-nos disso com facilidade.
  11. Coragem.
    As crianças são muito mais corajosas do que imaginamos. Quando o assunto é sério, numa doença grave, numa cama de hospital, são eles que nos levam às costas enfrentando tudo com muita coragem, alegria, simplicidade e fé.
  12. Privação do sono.
    Que até ser mãe não sabia o que era realmente o cansaço. Que ter sono e estar constantemente cansado é difícil e altera-nos significativamente a nossa forma de estar. Que ninguém consegue estar no seu melhor quando sofre de privação de sono.
E vocês, o que já aprenderam com os vossos filhos?

Coragem é a capacidade (muitas vezes tida como virtude) de agir apesar do medo, do temor e da intimidação. Deve-se notar que coragem não significa a ausência do medo, e sim a ação apesar deste.” – in wikipédia

As Mães “fingem” ser super mulheres, super profissionais, super tudo. Fingem ter super poderes, ter sete vidas, ter energia inesgotável e tudo isto porque as mães também têm medo.

Uma mãe tem medo de tudo e de nada: medo de errar, de falhar na educação de um filho, de mimar de mais, de o proteger em excesso.
Tem medo de perder um filho, de não ser o exemplo. Tem medo de não lhe dar asas e de não ser as suas raízes. Tem medo de não perceber o filho. Tem medo da distância. Tem medo que um filho faça disparates e que se magoe.
Uma mãe tem medo de não conseguir fazer tudo bem,  de não ter força e coragem, de não passar tempo suficiente com o filho, de não brincar o suficiente, de perder aquele momento especial.
Tem medo de sentir culpa.
Tem medo de não saber ser mãe.
De falhar.
Tem medo de envelhecer, de se sentir impotente e de ser negligente. Tem medo de gritar.
Uma mãe tem medo.
Da doença, de ter um filho doente, de ficar doente e não poder cuidar de um filho.

Tem medo de perder as estribeiras e a cabeça.

As mães também têm medo.

Mas uma mãe é um bombeiro que combate o perigo, é um polícia que protege, é um médico que cuida,  é um militar que defende.
Uma mãe é o tudo e o nada.
Uma mãe nunca desiste, nunca baixa os braços, nunca perde a fé.

Uma mãe é capaz de mover montanhas com o seu amor infinito, com a sua obstinação, com a sua coragem, porque uma mãe é sempre a melhor mãe que sabe, que pode e que consegue ser.

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Escrevo-vos com um nó na garganta e um aperto no coração, como mãe que tem as suas próprias dores e mãe que sofre as dores de outras mães…

Escrevo para todas as mães que não conseguem engravidar, para as que não conseguem levar a gravidez até ao fim e as que perderam os filhos no ventre.

Para as mães com gravidezes de risco, com gravidezes normais e vigiadas que vêem o seu filho nascer sem vida e para as que dão à luz bebés saudáveis e mais tarde recebem um diagnóstico como uma bomba.

Para as mães que, sem saber, transmitem doenças genéticas aos seus filhos, para as mães de crianças com doenças raras, ou doenças degenerativas, ou doenças oncológicas, ou sem cura e muitas vezes sem nome.

Para as mães que vêem os filhos entrar em blocos operatórios, as que vêem os filhos contorcerem-se de dor, as mães que vêem os seus filhos ficar tetraplégicos, paraplégicos, dependentes de máquinas e de pessoas.

Para as mães que acompanham os filhos em tratamentos dolorosos, as que vêem filhos destruir a própria vida, a mutilar-se, a sofrer, a desesperar, a enlouquecer.

Para as mães que internam filhos em centros de recuperação.
As mães que não sabem do paradeiro dos seus filhos·
As mães que vêem os filhos morrerem, todos os dias, um bocadinho

Para as mães que recebem a notícia da morte de um filho.
As mães cujos filhos lhes morrem nos braços.
As mães que choram e enterram filhos

Para todas as mães que continuam a viver e carregam a pior e mais a indescritível dor de todas: ser impotente perante o sofrimento de um filho.

Nenhuma mãe merece passar por isto. Nunca.

Por isso, para todas as mães cujos filhos não são perfeitos, que desarrumam a casa toda, que fazem pinturas abstractas nas paredes, que não obedecem, que não ouvem o que dizem, que não dormem a horas, que não comem tudo, que nunca param quietos, que fazem xixi na cama, que usam chucha, que não fazem 10 actividades extracurriculares, que não estão no quadro de honra do colégio: agradeçam todos os dias por isso. 

*Conheço uma Mãe que hoje perdeu um filho para sempre e não sei o que lhe dizer, como dizer (…)

imagem@myeternety

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Já agradeceste hoje, pela sorte que tens?

Amor de mãe