Os bebés devem beber água nos primeiros meses de vida?

A água é actualmente considerada um alimento (basta ver a posição central que ocupa na Roda dos Alimentos). Logo é essencial ao bom funcionamento de todas as células do organismo.

É muito frequente os pais questionarem nas consultas se os seu filhos devem beber água nos primeiros meses de de vida. Por esse motivo, importa esclarecer alguns conceitos que me parecem importantes.

Tipo de leite

O leite materno contém muita água na sua composição, pelo que na maior parte das vezes não se justifica dar mais nenhum tipo de líquido aos bebés amamentados exclusivamente. O leite materno tem a dupla função de alimentar e hidratar os bebés.

No entanto, se o bebé estiver a ser alimentado com um leite adaptado (seja em exclusivo ou como suplemento), faz sentido oferecer-lhe um pouco de água entre mamadas. A palavra certa é mesmo “oferecer”, pois não se deve nunca forçar um bebé a beber água. Se quiser bebe, se não quiser não bebe.

Temperatura exterior

Sempre que a temperatura exterior for elevada (vaga de calor, por exemplo), deve-se ter em atenção que os bebés podem ter necessidade de beber mais líquidos. Nestes casos deve oferecer-se água, mesmo nas situações de aleitamento materno exclusivo.

Vómitos

Sempre que um bebé vomita regularmente aumenta o risco de poder desidratar. As suas reservas corporais são reduzidas nos primeiros meses de vida. Nesta situação deve oferecer-se água, independentemente do tipo de leite que esteja a fazer.

Não é um “erro” dar água

Importa salientar também que não é propriamente errado dar água a um bebe, mesmo que esteja apenas sob aleitamento materno. O maior inconveniente é que ele beba menos leite, pelo volume de água que ingere. No entanto, geralmente também não bebem muita água, pelo que a probabilidade de causar algum problema é bastante diminuta. Assim, não é verdadeiramente “errado” dar água sem ser nas situações que expliquei acima, mas é sem duvida “desnecessário” e não se deve fazer.

Este artigo vem lembrar a importância da alimentação no nosso dia a dia, a qualidade da mesma e como esta se cruza com a nossa abundância e saúde.

Alimentar o corpo e a mente com alimentos saudáveis é o caminho mais rápido para obter força, vigor e rapidez. Os químicos e conservantes presentes nos alimentos que compramos não oferecem esta qualidade de energia alimentar. Intoxicam o corpo e não oferecem os nutrientes que a natureza tem para oferecer.

Os alimentos naturais adquiridos na praça, nos mercados locais, nos supermercados focados neste principio, ou em produtores agrícolas fora das grandes cidades, podem também proporcionar alguma acção fora do comum como por exemplo, fazer alguns quilómetros para ir as compras (em vez de estar em pé horas nas filas de hipermercados) ou mesmo ter o sentimento que os alimentos são mais caros, o que não é completamente verdade.

A alimentação de que falo oferece mais saúde, qualidade no sono, e mais abundância. Sempre ouvi dizer que nos somos o que comemos. Se cuidarmos bem de nos, comendo bem e dormindo bem, a nossa energia vital aumenta e a nossa abundância em termos gerais também. Temos mais e melhores ideias, somos mais produtivos e podemos crescer manifestando uma vida mais saudável. Escolher e comprar alimentos saudáveis provoca uma limpeza e purificação do nosso meio ambiente, dá inicio a um grupo de consciência a este nível que mais tarde se enraíza na nossa sociedade com mais qualidade e responsabilidade pelo que somos e passamos as nossas crianças.

Escolher investir em alimentação saudável é uma escolha em saúde e abundância uma vez que a sua produtividade, equilíbrio e resolução de problemas aumenta substancialmente.

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COMER / FAZER

É de pequenino que se semeiam bons hábitos alimentares capazes de garantir saúde a médio-longo-prazo. As diretrizes 5-2-1-0 recomendam que as crianças comam pelo menos 5 porções de fruta e vegetais ao longo de um dia, vejam menos de 2 horas de televisão, pratiquem 1 hora de atividade física e não consumam qualquer bebida açucarada (0).

Um estudo realizado nos Estados Unidos que analisou os hábitos alimentares e níveis de atividade física em quase 400 crianças pré-escolares revelou que uma em cada quatro crianças exibia um índice de massa corporal que a colocava na categoria de excesso de peso; 17% dos pré-escolares consumiam menos de cinco porções de fruta e vegetais ao longo de um dia; apenas 50% não consumia bebidas açucaradas e 81% via até duas horas de televisão, diariamente. Por fim, menos de 1% praticava atividade física.

As crianças em idade pré-escolar com excesso de peso (ou obesidade) têm quatro vezes mais probabilidade de se tornarem adultos obesos. Também sabemos que para uma criança se tornar obesa não precisa de ter tido excesso de peso desde sempre, pelo que é essencial combater uma vida sedentária e cultivar uma alimentação variada e equilibrada. Prevenir a obesidade é fundamental para evitar e prevenir doenças associadas, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, cancro… mas igualmente problemas de auto-estima e marginalização social, que levam tantas crianças e jovens a isolar-se, ficando ainda mais inactivas e fazendo da comida o seu melhor amigo.

SENTIR

Qual a relação entre emoções e problemas de excesso de peso? Toda! Imagine que a forma como “protege” ou “desprotege” o seu filho pode mesmo ser um factor de risco. Conhecíamos já o impacto negativo das atitudes negligentes, dos comportamentos de ameaça, humilhação ou crítica do comportamento das crianças… nomeadamente na criação de vinculações inseguras, manifestadas através de ansiedade ou comportamento evitante. Posteriormente, um estudo português realizado na Faculdade de Medicina do Porto confirmou que (na ponta extrema oposta) pais superprotectores não têm necessariamente melhores resultados.

A verdade é que uma preocupação e cuidado excessivos com os mais pequenos lhes transmite uma imagem de mundo perigoso e ameaçador que, por sua vez, aumenta os níveis de ansiedade e da hormona do stress – “o-famoso-cortisol”. Nestes contextos, “comer” pode compensar vazios internos, “oferecendo” a sensação de conforto e segurança que as crianças precisam, ao invés de conseguirem fazer escolhas mais saudáveis ou mesmo procurarem conforto emocional junto de alguém. Esta “compensação” com o alimento é sobretudo observável nas raparigas (que internalizam mais as suas emoções), enquanto os rapazes tendem a exteriorizar mais as suas angústias, nomeadamente sob a forma de comportamento agressivo ou desafiante.

Em suma, a fórmula de prevenção à obesidade exige:

1) mudar os nossos padrões para uma alimentação rica e variada;

2) introduzir a prática de exercício físico regular

3) atender aos casos de “alimentação emocional”, ensinando os mais novos a saber identificar e gerir as suas emoções e lidar com o stress, mas sobretudo garantir que a relação pais/filho está saudável e equilibrada.

Encaminhar uma criança ou adolescente para um técnico de saúde mental deve fazer parte das boas práticas da consulta Pediátrica, Familiar e de Nutrição em casos de obesidade, ou excesso de peso.

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A educação alimentar é essencial para a formação dos nossos filhos.

Uma criança bem nutrida apresentará um bom desenvolvimento físico, cognitivo e social, aumentando a probabilidade de vir a ser um adulto saudável e consequentemente feliz.

É óbvio que, criar hábitos alimentares saudáveis é um processo lento e muitas vezes ingrato, tendo em conta que, se há crianças que comem tudo com muita facilidade, há outras que desde bebés não dão tréguas neste capítulo.

Sei que muitos se estão a rever neste cenário. Por isso, quando os miúdos entram para o 1º ciclo, aos 6 anos, e já têm a capacidade (e alguns a experiência) de perceber que nem tudo o que se come é saudável, temos uma excelente oportunidade de através da Roda dos alimentos que estudam nas aulas, insistir na sensibilização da alimentação saudável.

É importante que se comece a pensar e a divulgar este tema a nível geral. Todos sabemos o difícil que é preparar lanches saudáveis e apetecíveis para os miúdos, para depois chegarem à escola e serem assediados com os lanches empacotados e carregados de açúcares e corantes que outros levam diariamente.

Foi nesta fase que os lanches dos meus filhos começaram a voltar intactos para casa. Porque não eram assim tão apetecíveis, nem tão “todos têm” como os dos restantes miúdos.

Confesso que esta situação me começou a “irritar”, porque saltar refeições é um dos piores erros a nível alimentar que se pode fazer, especialmente em fase de crescimento. Se eu não deixo os meus filhos saírem de casa sem tomar um bom pequeno almoço, e se tenho trabalho a planear menus para terem uma alimentação saudável e equilibrada em casa, não vou fingir que não percebi que, ou não lancharam de todo, ou partilharam lanche de outros miúdos, e aposto que não foi uma maçã!

Resolvi mudar de estratégia, e perceber o que deve conter um snack saudável em idade de crescimento.

Lanches saudáveis e práticos para os miúdos

Estas pequenas mas tão importantes refeições intermédias do dia-a-dia dos nossos filhos devem conter 2 a 3 alimentos dos seguintes grupos apresentados:

FRUTA
E LEGUMES

LACTICÍNIOS

FARINÁCEOS

FRUTOS
SECOS/SEMENTES*

– Fruta da época

– Um Hortícola como cenoura, tomate cereja, talos de aipo, etc.

– Leite

– Iogurte

– Queijo fatia

– Queijo barrar

– Queijo (dose individual Babybel)

– Fiambre (Pode substituir porque tem proteína, mas não tem o cálcio e
é muito processado

– Pão

– Tostas

– Gressinos

– Palitos Tostados

– Bolachas simples ou caseiras

– Cereais não açucarados

– Nozes

– Avelãs

– Amendoins

Amêndoas

– S.de  Linhaça

– S. de Sésamo

– S. de Girassol

– S. de Abóbora

*(no pão ou no iogurte)

 Bom, bom era que me aparecessem assim uns lanches saudáveis, práticos e prontos, que enfiasse na lancheira e Bingo!

Não foi preciso pensar muito, para que com base nos esquemas apresentados encontrasse soluções para fazer todos os dias lanche da manhã e lanche da tarde para três dos meus filhos, de forma simples e saudável. Fica o nosso menu semanal, que é alterado de semana para semana (geralmente troco uma ou duas coisas, e a ordem de acordo com o que tenho em casa)

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SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

MANHÃ

Leite
simples, 1 fatia de pão de sementes com fiambre

1 fatia de
pão integral com queijo da vaca que ri fatias light

1 iogurte
sólido ou líquido e flocos de cereais integrais 

Avelãs, 1
pacote individual de leite simples, bolachas de água e sal

2 triângulos da vaca que ri, 2 tomates cereja, 2 bolachas simples

TARDE

1 peça de
fruta e palitos da vaca que ri

1 iogurte
liquido, talos de cenoura ou aipo, e um punhado de nozes

1 peça de
fruta e 2 queijinhos babybel Light

1 iogurte liquido e uma peça de
fruta 

Iogurte,
sementes (numa caixinha), talos de cenoura ou aipo

 

 

 

 

 

Em suma, o ideal será que as crianças comam fruta, leite, iogurtes e queijo meio-gordos e sem adição de açúcar, para além do pão e cereais. Assim, envio para os lanches pão com fiambre ou queijo fatiado, tostas ou palitos da Vaca que Ri, iogurte com fruta ou sementes, queijo babybel com avelãs, fruta com bolachas simples. Obviamente, para além destes alimentos junto sempre na lancheira água ou chá caseiro frio.

Numa casa com 4 crianças, sendo um deles bebé, precisava de arranjar um sistema prático que me tornasse mais fácil a questão dos lanches. Os queijos da vaca que ri são a solução ideal, porque são saudáveis e equilibrados, e segundo os meus filhos, “todos os amigos querem provar”

A verdade é que levar fruta e hortícolas para o lanche não parece muito atraente, mas desde que comecei a fazer os packs com os queijinhos da vaca que ri, e fiz o trabalho da educação alimentar em casa, deixamos de ter lanches boomerang! Os miúdos adoram quando mando os talos de aipo e de cenoura com os palitos da vaca que ri, porque rapam literalmente o queijo com eles. Acabam por comer verduras sem sequer reclamar. Até pedem para pôr na lancheira!

Agora, as lancheiras voltam vazias.

É certo que envio menos quantidade de comida, mas a variedade e os nutrientes estão lá.

Crianças saudáveis são crianças mais felizes.

 

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O leite materno é o alimento mais adequado ao seu bebé, pois é o mais adaptado às necessidades do pequeno corpo que está em desenvolvimento.

É o único alimento que foi naturalmente criado para responder às suas necessidades. Contém os nutrientes que o bebé precisa, nas quantidades adequadas sendo de fácil absorção. A sua composição varia à medida que o bebé cresce.

As vantagens do leite materno são essencialmente nutricionais, anti-infecciosas, cognitivas e imunológicas.

A sua composição proteica é adaptada à imaturidade renal e digestiva do recém-nascido. Contém menor conteúdo proteico que os outros leites e os aminoácidos contêm a proporção ideal para as diferentes fases de crescimento. A quantidade de caseína é menor, logo torna-se mais fácil de digerir.

A amamentação ajuda a proteger o seu bebé das infecções, pois os anticorpos passam para o leite. No leite materno existem proteínas que tem uma função anti-infecciosa principalmente a IgA secretora, lisozima, alfa lactoglobulina e lactoferrina. O principal hidrato de carbono no leite materno é a lactose que se encontra numa quantidade duas vezes maior que no leite de vaca. A lactose é fundamental na absorção do cálcio e para o crescimento dos lactobacilos.

O seu bebé será menos vulnerável a doenças do que os que são alimentados com leite artificial. Assim as propriedades do leite materno reduzem a incidência de otite média aguda, bronquiolite, gastroenterites agudas, infecções respiratórias baixas, infecções urinárias.

Os bebés amamentados têm menos probabilidades de ter alergias, pois o leite materno não contém proteínas alergénicas.

Também foi estudado que o aleitamento materno tem um papel fundamental no desenvolvimento da linguagem devido à estimulação da musculatura orofacial.

Para a mãe amamentar faz com que haja uma maior quantidade de ocitocina em circulação, prevenindo uma hemorragia pós-parto e uma rápida involução do útero. Verificou-se também uma recuperação mais rápida do peso anterior à gravidez e o aparecimento mais tardio da ovulação que leva a uma menor probabilidade de uma nova gravidez.

Amamentar proporciona grandes benefícios de ordem social e económica através da melhoria do estado de saúde. Os custos são menores e contribui para a protecção do planeta em termos ecológicos pela menor quantidade de produtos não biodegradáveis que posteriormente vão deixar de ser utilizados.

Por Ana Filipa Ferreira, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica

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O seitan é um ótimo substituto da carne uma vez que é considerada uma excelente fonte proteica. Apresenta ainda um valor muito baixo de gordura e colesterol.

Ingrediente para 4 doses:

Seitan 280 g
Cogumelos 80 g
Molho de Soja 20 g
Azeite 12 g
Salsa 9 g
Alho 8g

 

Modo de proceder: Saltear o seitan num fio azeite até ganhar ficar brilhante. Adicionar os cogumelos cortados em quartos e deixe cozer com o tacho tapado para formar vapor. Adicionar o molho de soja e o alho e deixar durante mais 3 minutos. Retirar do lume e juntar os coentros.

Valores energéticos por 100g: 131,7Kcal; Proteína 9,4g; Gordura 1,9g; Hidratos Carbono 19,3g.

imagem@deerhurstnursery

Alimentar é o amor em ação

Começa na própria gestação, em que o corpo da mãe alimenta de forma mágica o pequeno feto que se desenvolve dentro de si. Desde que está na barriga da mãe, o bebé começa a experimentar alguns sabores, como tal, é de grande importância que a grávida tenha uma alimentação variada, ainda que com os devidos cuidados. Tudo o que acha importante que o seu bebé vá gostar na vida adulta coma durante a sua gravidez.

É sabido, também, que o leite materno é o alimento perfeito para o bebé nos primeiros meses de vida, sob o ponto de vista biológico, económico e emocional. O leite materno tem também a vantagem de modificar o seu sabor consoante a alimentação da mãe, por isso pode moldar os gostos do seu bebé comendo o que deseja que ele se vá habituando a comer.

Fatores como uma boa nutrição, a ingestão de 2 a 3 litros diários de líquidos e repouso (físico e mental) são fundamentais para uma maior quantidade e qualidade de leite. No entanto, se não for possível à mãe dar de mamar ao seu bebé, há que dar-lhe apoio e não o contrário.

alimentar é o amor

Após alguns meses, com a introdução dos primeiros alimentos sólidos, abre-se um mundo de novos sabores e texturas.  E também um desafio enorme na cozinha e nas roupas… É importante que, desde cedo, a criança participe das refeições da família. Ao ver o adulto e os irmãos mais velhos a comer, aprende por imitação a comer  sozinha, além de que se torna comum para ela comer o mesmo que os adultos. Ou seja, o clássico «filme» de comer vegetais será algo perfeitamente natural para a criança. A alimentação, tal como todos os outros aspetos da educação, passa pelo exemplo. Se a família comer saudável o novo bebé também comerá. Por outro lado, o lado social da refeição em família é particularmente precioso. Passar tempo com a família à mesa, poder brincar com os pais enquanto descobre a comida (não necessariamente por esta ordem!), poder falar, rir, simplesmente estar junto… dará à criança uma coesão emocional, uma sensação de pertença. E, como tudo na infância, vai repercutir-se mais tarde nas suas vidas.

Ao mesmo tempo que é uma fonte de crescimento e de prazer, a alimentação pode e deve igualmente ser vista como uma forma de profilaxia no desenvolvimento da criança, evitando a necessidade de medicamentos propriamente ditos.

Como se percebe, a alimentação é algo que vai muito além do aspeto nutricional. Como se costuma dizer, «somos o que comemos». A nossa alimentação reflete a nossa saúde, o nosso estado psicológico, a nossa postura a nível social (adquirida, em parte, pelo estar à mesa em família), e reflete também a nossa própria cultura.  Se pudermos transmitir-lhes o melhor da energia que o planeta oferece, através de uma maior percentagem de produtos biológicos, com vitalidade, e menos quantidade de proteína animal, talvez possamos neutralizar parte da negatividade presente no nosso tempo e no meio ambiente. Os hábitos de amanhã serão, sem dúvida, reflexo da educação de hoje.

A manga é um fruto tropical, rica em vitamina A essencial para a saúde dos olhos. É também considerada uma fonte de vitamina C, pectina e fibras, nutrientes estes que ajudam na diminuição dos níveis de colesterol.

Ingrediente para 4 doses:

Manga 350g
Iogurte 140g
Bolacha Maria 50g

Modo de Preparação:

Coza a manga. Retire a água, triture e reserve no frio. Coloque numa tigela o puré de manga previamente refrigerado, depois o iogurte (metade da camada anterior) e por fim a Bolacha Maria triturada, mas só na hora de servir.

Valor energético por 100g: 81 Kcal; Proteínas 2 g; Gorduras 1,5g; Hidratos Carbono 15g.

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Por altura dos festejos do dia da Mãe, também eu Mãe recente fiz questão de celebrar. Sem nada combinado, resolvemos que o almoço seria na rua,  num restaurante com esplanada para aproveitarmos os primeiros raios de sol e calor que demorou em chegar. Eu, o Pai, a minha filha e os seus quatro dentes, partimos em busca de uma restaurante que preenchesse os critérios: boa comida (se fosse saudável ganhava uns pontinhos extra); kids friendly mas com menu infantil saudável, com esplanada e que fosse calmo. Uiii onde me fui meter. Difícil…

É supreendente que actualmente, apesar de tanta preocupação com a alimentação saudável e obesidade infantil, os menus dos restaurantes continuem a propor douradinhos, nuggets, hamburgueres, batatas fritas e esparguetes à bolonhesa com quase nada de carne? Tenho para mim que, sendo a alimentação saudável um estilo de vida a incentivar e a promover, deveria estar disponível em todo o lado. Não vale a pena embelezarem a coisa com nomes chiques, porque “peixinhos dourados” e “Pescada crocante” continuam a ser reles douradinhos no prato!  Não percebo a lógica de quem elabora estes menus.  Façam menus simples, de comida de verdade em métodos de confecção básicos e simples. As crianças apreciam, é saudável e com certeza de logística mais simples e económica.  Quão complicado é cozer umas massinhas com peixe e salteá-los com cebola, tomate e coentros? Ou um arroz de frango? Ou um salmão grelhado com batata e brócolos? Demoram 10-15 minutos, na pior das hipóteses. E qual o mal de oferecer uma sopa num menu infantil? Uma sopa de panela em vez da habitual sopa de pacote. Uma sopa de legumes, feita com vegetais descascados em vez de embalados.

Se desse lado está algum dono(a) de um restaurante, por favor dê hipótese aos mais pequenos de provar a melhor qualidade que tem para oferecer. Um dia serão eles a pagar a conta. Os lápis de cera, os desenhos para colorir e o escorrega na esplanada são importantes mas, não foi para brincar que viemos ao seu restaurante. Vamos brincar sim, mas só enquanto não temos uma refeição deliciosa na mesa, esse sim é o ponto alto do dia. Os seus clientes, saíram de casa para comer e querem comer com a mesma qualidade ou melhor do que em casa, até porque vão pagar por isso.

Por favor, descompliquem e ofereçam ingredientes básicos, simples e se não for pedir muito, proponham opções saudáveis. Existem muitas mães e pais que se importam!

O atum é um peixe rico em proteínas de alto valor biológico, bem como em vitaminas do complexo B e o tão conhecido ómega 3 essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular.

Ingrediente para 4 doses:

Esparguete 400g
Atum 110g
Polpa de Tomate 90g
Cebola 43g
Pão Ralado 20g
Cenoura 20g
Azeite 20g
Orégãos q.b.

 

Modo de Preparação:
Escorra e desfaça bem o atum e deite-o para uma tijela. Descasque o alho, pique-o, junte ao atum, adicione também a cebola picada, a polpa de tomate, o pão ralado e a cenoura. Misture muito bem até ficar uma mistura moldável. Molde as almôndegas com a mistura anterior e leve ao forno até ficarem douradinhas. Coza o esparguete durante 8 minutos com um fio de azeite. Está pronto a servir.

Valor energético por 100g: 241 Kcal; Proteínas 16 g; Gorduras 2 g; Hidratos Carbono 39 g.