Vá, agora com profundidade…

Vi que foi o máximo. Foi divertido. Queres voltar e tudo.
Encolheste a barriga para aquela foto (quem nunca?!), saíste de uma face rosada sorridente e fofinha, para um estado de histerismo em menos de um segundo (entre o clique da foto e o instante seguinte).
Vi que as gambas estavam lindas na foto, mas que passaste o tempo a “chorar” porque foram caras.
Vi a foto com mais “gostos”. E lembro-me de que nem querias ir àquele local.
Vi as frases todas.
“Não há bem que sempre dure.”
“ A recarregar baterias.”
“A minha dieta são Bolas de Berlim.”
“Paraíso escondido.”
“Também mereço.”

Agora com profundidade…

Olha para as tuas férias e identifica os momentos que te fizeram mesmo crescer, descansar…

Identifica as experiências proporcionadas à tua família, às tuas crianças…

Pensa com quem estavas. O que estavas a fazer. Pensa no que foi mesmo marcante.

Às tantas, aquela dor, ou o sacrifício de uma visita a alguém que estava longe, no fim de uma estrada sem holofotes, foi o que nunca quererás apagar. Foi o marcante. Nem foi, afinal, sacrifício.

Se não fizeres a reflexão, corres o risco de, para o ano, encheres as férias com nada.

Eu já fiz a minha.
Sei o que me cansou, no bom e mau sentido. Sei o que desejo repetir. Sei com quem tive os melhores momentos. E porquê.
Sei em que fotos encolhi a barriga. Metaforicamente falando, claro. Não tenho barriga.
Sei o que foi o máximo. Divertido. Sobretudo, sei o que não quero voltar a fazer. Também sei que há coisas inevitáveis.
E sei que há acasos difíceis de repetir. Mas o importante é estarmos abertos a esses acasos. E sermos flexíveis para enfrentar o inevitável.

Gostei das partilhas. Agora, partilha contigo mesmo. Com profundidade.

 

LER TAMBÉM…

Como sobreviver às férias com irmãos ou, na perspectiva dos pais, como sobreviver às férias quando temos vários filhos

Entramos em férias com vontade de descansar, de aproveitar o tempo em família e de criar memórias felizes com muita diversão. É a altura do ano em que passamos mais tempo juntos e isso pode (e deve) ser tão especial! Então, e para que nenhuma briga ou conflito entre irmãos possa pôr em causa essa harmonia, aqui ficam 10 dicas para sobreviver às férias com irmãos, e  fazerem destas férias uma festa!

1. ½ dose de planeamento e ½ dose de improviso!

As férias envolvem geralmente alguma preparação. De forma a promover a cooperação entre todos, conversem e envolvam as crianças nessa organização. Onde vão, o que vão fazer, com quem vão estar, o que é que cada um quer levar. Meio caminho para se sentirem todos envolvidos e evitar “amuos”! E se alguma coisa não correr conforme planeado, é hora de gerir expectativas e frustrações, e toca a improvisar com sentido de humor! Isso é aventura!

2. Apostar em jogar!

É a altura para abusar dos jogos de tabuleiro, dos jogos ao ar livre, dos jogos nas viagens de carro, dos jogos nas toalhas de papel dos restaurantes. Levem os preferidos de casa, descubram novos e porque não criarem os vossos? E até que os irmãos tenham maturidade para saberem jogar um contra o outro, e aceitarem que para um ganhar outro tem de perder, promovam que eles façam equipa contra os pais. Dá-lhe um gozo enorme!

3. Digam não à competição!

“Vamos lá ver quem faz o castelo maior!” “Quem comer a sopa primeiro pode comer um gelado depois” Hum… não vai funcionar! Evitem promover a competição que já é tão normal que exista entre os irmãos e que origina tantos conflitos!

4. E a comparação? Também não!

“Ai o teu irmão com esta idade já sabia andar de bicicleta” “O teu irmão já fez os trabalhos das férias, e tu és sempre o mesmo a deixar tudo para a última!” Podemos pensar que os estamos a motivar, mas na realidade não estamos é a respeitar a individualidade de cada um, os seus ritmos, os seus gostos, e sim a promover a competição!

5. Cada um é um só!

Tentem ter um tempinho para cada um, uma ida aos gelados, um mergulho com conversa pelo meio, um passeio ao fim da tarde, acompanhem numa atividade que queiram fazer sozinhos… numa altura que é de intensa partilha, sabe bem uns momentos de filho único com cada um deles!

6. Antecipem situações de conflito!!

Nós já conhecemos bem os miúdos, e sabemos quais são os “gatilhos” que podem despoletar uma briga! É o sono, é a fome, o cansaço, o tablet ou o telefone, ou o simples botão do elevador. Então toca a fintar essas situações e estabeleçam regras e limites claros!

7. Diplomatas e negociadores

Aproveitem as férias para promover a gentileza (“podes pedir-lhe por favor?” “a tua irmã está com o balde de água muito pesado, podes ajudar?”) e ensinem-lhes técnicas de negociação e a serem criativos na resolução dos seus problemas! (que a técnica “um parte e outro escolhe” salve muitas partilhas de bolas de Berlim, sumos ao almoço e algodão doce à noite) e saberem que têm escolhas antes de brigar ou bater (perante uma discussão, podem chamar um adulto, pedir para parar, pedir ajuda, etc)

8. Stop! Parem, escutem, observem e avaliem se é mesmo necessário intervir.

Se nos metermos constantemente nas brigas dos nossos filhos estamos certamente a tomar partidos, a tomar decisões por eles e a não incentivar que resolvam os problemas entre si. Mas, por outro lado, não ignorem situações em que um deles possa estar a cometer uma injustiça contra o outro, ou exista agressão física e/ou verbal.

9. Mediação é a solução! 

Perante um desentendimento que seja necessário intervir, não tomem partidos. Dêem-lhes ferramentas para que consigam comunicar de uma forma positiva, respeitando-se e alcançando um acordo que seja bom para todos (escrevam mesmo os acordos e aquilo em que se comprometem – eles adoram).

10. Criem muitas memórias felizes e registem esses momentos!

Não há nada como depois conseguirmos reviver cada momento e partilhar histórias.

Boas Férias!

 

Por Joana Sardinha Zino, Pais e Mães Mediadores de Serviço

Férias com filhos: expectativa vs realidade

Como eu queria (e merecia, porra) que fossem as minhas férias

Não ter hora para acordar. Uma praia paradisíaca com areia branca e água quente. O sol a queimar-me a pele. Almoços com vista para o mar. Uma pulseira de livre-trânsito para o bar no pulso e um cubano a servir-me daiquiris. Massagens relaxantes no spa do hotel. Jantares demorados, mergulhos na piscina fora de horas e sexo sem hora marcada. Muito sexo.

Como vão ser as minhas férias

Os miúdos vão acordar antes das sete da manhã. Eu e o meu marido vamos ver quem finge durante mais tempo que não os está a ouvir.

Não evitando o inevitável, levantamo-nos da cama, tomamos o pequeno-almoço, vestimos os fatos de banho, metemos protetor solar. Agarramos em dois chapéus-de-sol e chegamos à praia quando ainda está aquele friozinho da madrugada.

Estendemos as toalhas. Despimos os miúdos que vão gritar que está frio (eu não tinha reparado) enfiamos os chapéus naquelas cabeças e gritamos dezenas de vezes para que não os tirem.

Vamos estar em alerta constante para eles não correrem para a água sozinhos e para não falarem com desconhecidos. Não podemos esquecer-nos de reforçar o protetor solar enquanto os miúdos esperneiam que querem ir encher outra vez o balde com água e assim que começa a ficar aquele calor capaz de nos tirar a cor de lixívia das pernas, temos que pegar nas toalhas onde não sentámos o rabo, nos baldes e pás e ancinhos e o diabo que eles quiseram levar para a praia e regressar a casa a tempo de aturar várias birras de sono.

Um faz o almoço, o outro dá os banhos. Pomos a mesa, almoçamos com as birras a atingir o auge do cansaço e tiramos à sorte quem se vai deitar com eles a dormir a sesta até chegar a hora em que o sol já não queima para irmos para a praia outra vez.

Chegada a hora lanchamos, vestimos os fatos de banho, metemos protetor solar sabe Deus porquê, que a esta hora o sol já nem cócegas faz, pegamos num chapéu-de-sol e lá vamos nós.

Chegamos à praia cheia de miúdos a correr por todo o lado. Encontramos por milagre um espaço para estender as toalhas. Despimos os miúdos. Enfiamos os chapéus naquelas cabeças e gritamos dezenas de vezes para que não os tirem (onde é que eu já li isto?).  Vamos estar em alerta constante para eles não correrem para a água sozinhos e para não falarem com desconhecidos. Vamos estar de rabo para o ar a fazer piscinas à beira mar e com sorte damos um mergulho ou dois.

Quando até estamos a gostar de estar ali, os miúdos vão estar a arrastar-se de sono e pegamos nas toalhas onde não nos deitámos a ler um livro, nas bolas, baldes, conchas e quilos de areia e regressamos a casa para mais um dose de banhos, birras e o Deus nos ajude do costume.

Jantamos, adormecemos os miúdos e com sorte vamos sentar-nos no terraço a beber uma bebida qualquer que comprámos no supermercado. Porque não, não temos um cubano a servir-nos daiquiris, enquanto deitamos conversa fora até admitirmos que estamos exaustos e irmos dormir sem termos sexo.

Faltam quinze dias para as minhas férias.

Sim, estou a contar? Porquê? Porque sou parva, os pais não têm férias. A única diferença entre as férias e os dias normais é que aturamos os miúdos num lugar diferente.

Valham-nos as avós

Chegam as férias escolares e tudo o que isso implica!

Para muitos, estes são os meses mais esperados. Os meses do merecido descanso, das férias de verão, do tempo em família! Mas as palavras “férias de verão” têm um sabor amargo para muitos outros.

Falo dos que não têm “férias de verão” nos seus empregos, mas ainda assim têm que lidar com as “férias de verão ” nas escolas e infantários.

Nunca fiz férias em Agosto, não gosto!

E mesmo que fizesse, no meu trabalho, como em muitos, sou obrigada a coordenar férias com os meus colegas para uns substituam os outros. A empresa não fecha, e o trabalho não pára! Como tal, mesmo que quisesse fazer férias em Agosto, no máximo poderia gozar duas semanas e jamais o mês todo.

Ainda assim, os meus colegas, na sua maioria também pais de filhos, teriam à partida as mesmas condições que eu… É simples: não podemos ir de férias todos ao mesmo tempo.

O nosso país acha que o mês de Agosto pára tudo #sóquenão, e não querem que pare nada!

As escolas e infantários na sua maioria fecham (os que não fecham são, maioritariamente, escolas privadas), deixando os pais sem alternativas.
Estes pais podem justificar no trabalho que precisam do mês de Agosto de férias porque não têm onde deixar os filhos…. Eles e os seus substitutos…

Ou seja, esperam que andemos com os filhos no bolso! Qualquer mãe sabe que é completamente impossível levar um filho de 2 anos para o trabalho e esperar que ele fique ali sossegado e sem barulho um dia inteiro…

Sinceramente não faço ideia do que vai na cabeça destes loucos que nos governam (neste caso na educação, e nas escolas que fecham)…

Valham-nos as avós! As casas com cheiro a canela, as frutas acabadas de apanhar…

Valham-nos as avós, que do alto da sua reforma, lá arranjam genica para ficar com os netos durante o mês de Julho, de Agosto ou às vezes em setembro!

E quando as avós ainda trabalham?!

Pois não sei….

Cá por casa encontramos uma escola que fecha apenas uma semana. Este ano a avó pode ficar com ele… no próximo ano, logo se vê!

Mas quando me falam em incentivos à natalidade, é nestas coisas que penso…Que tal em vez de falarem em incentivos começarem primeiro a criar condições para que os filhos existam?!

image@freeimages

Este texto é destinado aos papás e mamãs que vão ou foram de férias em família com os seus filhos pequenos. Passamos um ano inteiro a trabalhar e a “ansiar” pelas tão desejadas férias, a imaginar-nos na praia ou na piscina a brincar com o nosso filho e a conseguir relaxar e dar algum descanso ao corpo e à mente… Mas será que com crianças pequenas estas expectativas correspondem à realidadeSão mesmo férias que dão para descansar e “limpar” a cabeça?

A resposta é “Sim e Não“, ao mesmo tempo! Se são férias, na realidade são… se vai poder limpar a cabeça sim vai, até porque as crianças parece que têm pilhas intermináveis e não vai parar um segundo. Portanto não terá tempo de se lembrar do trabalho!

Já deu para perceber o que vai acontecer ao descanso? Entre o colocar o protetor, tirar as fraldas, vestir o fato de banho, ir à piscina, tirar da piscina após 2 minutos porque já está com frio, limpar, secar e comer ou mamar. Chegar à praia montar o guarda sol e o corta vento, molhar os pés e ficar com frio (pois o tempo não estava como cá). Ou obrigar-me a ir 339 vezes à agua encher o balde, ou enfiar a mão cheia de areia no olho e não parar de chorar durante 10 minutos, ou até mesmo voltar a “provar” a areia 1 ano depois! Mas este ano já não gostou muito do sabor da areia, a do ano passado devia ser mais saborosa. Isto já para não falar de todas as outras “tarefas normais” do dia a dia… Por vezes os dias são tão atarefados e cansativos, que “até fazem ter saudades” dum dia de trabalho! (Isto se calhar também já é exagero!).

Este ano, na tentativa de descomplicarmos um pouco, resolvemos não colocar fralda uma grande parte do tempo, sobretudo quando estava de fato de banho (na praia) e quando prevíamos que não iria fazer cocós. Apesar de lhe perguntarmos diversas vezes se tinha xixi e lhe dizermos que pedisse o xixi, ainda não chegou a altura dele para a retirada das fraldas (em casa temos uma penico à disposição dele para se ir familiarizando, mas nada de pressas). Mas era “engraçado” olhar para ele e ver o xixi a escorrer pelas pernas abaixo, por vezes não ligava nenhuma, outras vezes ficava incomodado e sacudia a perna ?

Mas voltando às férias… Vale a pena? Se por um lado estas são as partes “mais chatas” é uma fase do processo de crescimento deles e nosso! O L. está com 18 meses, não parou 1 segundo nas férias, é uma criança super curiosa, que desafia o perigo (acho que esta parte é comum a todas) e que ama a Natureza(dêem-lhe pedras, areia, animais, plantas, comida e água de praia ou piscina (quentinha de preferência)).

Para muitos pais, tal como para nós, as férias são a altura do ano em que podemos passar 1 ou 2 semanas, completas com os nossos filhos. Em que podemos brincar com eles sempre que eles quiserem, em que vimos e acompanhamos o seu crescimento dia-a-dia (na fala, na deslocação, na socialização), em que podemos matar saudades de todos os dias em que só os vimos de manhã e ao final do dia!

Achamos é que deveriam ser férias todos os dias… Assim podíamos estar sempre com eles onde quiséssemos!

A exposição prolongada ao sol requer alguns cuidados, já que este emite raios UVA e UVB responsáveis por danos causados na pele.

Quanto mais clara e mais jovem é a pele, maiores deverão ser os cuidados a ter.

O que são os raios UVA e UVB?

UV é a sigla para ultravioleta, que é um tipo de radiação eletromagnética. Assim, UVA e UVB são diferentes tipos de raios ultravioleta e que são transmitidos a partir do Sol. São invisíveis e estão presentes em todas as épocas do ano, seja no verão ou inverno (com maior incidência nas estações mais quentes).

Recomendações básicas para se proteger e aos seus filhos dos raios ultravioleta:

  • Não ficar exposto ao sol entre as 10h da manhã e as 16h da tarde.
  • Usar chapéus de abas para maior protecção da cabeça e rosto e lábios.
  • Usar protetor solar diariamente.
  • Proteger a pele delicada das crianças em todas as alturas do dia, sobretudo quando brincam ao ar livre.
  • As crianças com menos de 3 anos não devem estar expostas directamente ao sol.

Como usar o protector solar eficazmente?

  • Escolher um fator de proteção adaptado ao tipo de pele
  • Aplicar o protetor solar 20 a 30 minutos antes de cada exposição solar
  • Aplicar de novo o protetor e generosamente para manter a proteção, particularmente após nadar, transpirar ou secar com toalha.
  • A radiação também atravessa às nuvens, pelo que mesmo nos dias nebulados devemos aplicar protecção.
  • Ter atenção à radiação por reflexo (quer na água, quer na areia)

Qual o Fator de Protecção Solar adequado?

SPF (Sun Protection Factor), ou, em português, FPS, Fator de Proteção Solar e é o indicador que faz a relação entre o tempo de exposição solar e a percentagem de proteção que o protetor concede.

Por exemplo, se estiver exposta ao sol durante 15min. e tiver aplicado um FPS 10, teoricamente estará protegida  durante 150 minutos (15min x 10= 150min).

Assim, os FPS são categorizados da seguinte forma:

  • Menor ou igual a 10 – Proteção baixa
  • 15 e 25 – Proteção média
  • 30 e 50 – Proteção elevada
  • 50+ – Proteção muito elevada

Quanto maior o FPS, mais protegida estará a sua pele. Obviamente que não podemos esquecer de repor o protector, porque se for à água este terá tendência a perder a sua eficácia.

Qual o melhor protector solar para os meus filhos?

De ano para ano temos vindo a experimentar as várias marcas e modelos (em spray, em creme, gel, etc)

Sabemos que as crianças quando estão na praia e piscina, gostam de estar constantemente a molhar-se e a brincar na areia. Por isso é importante que reponham o protector mais vezes ao longo do dia, para um protecção eficaz. A textura e aplicação fácil é um dos parâmetros que tenho em conta.

Normalmente, colocamos o protector antes de sair de casa porque acredito que devemos educar para a prevenção.

Este ano optei pelo protector da Anthelios Wet Skin Dermo Pediátrico. É um gel invisível de imediata absorção que facilita o uso de roupa por cima e não deixa manchas na pele. Tem uma textura fácil de aplicar e não é oleoso nem colante.

Uma das novidades (e que me chamou a atenção) foi o facto de poder ser aplicado em pele molhada fazendo o mesmo efeito de protecção. Ou seja, quando os miúdos vão à água ou transpiram e temos de repor o produto, não temos de seca-los com a toalha primeiro. Confesso que com 4 crianças, me facilita bastante a vida.

Quanto ao FPS, usamos todos 50+, ou seja protecção muito elevada e reforçada contra os raios UV

protector-solar

Como aplicar correctamente o protector solar

A primeira aplicação deve ser feita em casa, sem roupa, e espalhada homogeneamente por todo o corpo. É importante, especialmente nas crianças, que não se esqueça de zonas como os pés, as orelhas e a nuca.

Deve repetir a aplicação a cada 2h para manter a proteção, e também após nadar, transpirar ou secar-se com a toalha.

É importante ter especial cuidado com o rosto.

Boas férias!

 

Os pais não tiram férias

Quando penso em férias em família, a imagem que me passa pela cabeça envolve adultos perfeitamente descontraídos e crianças impecavelmente limpas, penteadas e cheirosas.

Não sei onde vou buscar essa ideia, mas claramente essa família não é a minha.

Quando vamos de férias só consigo preparar a mala no dia anterior e esqueço-me, quase sempre, de peças importantes que tento airosamente substituir por outras mas que resulta, a maioria das vezes, em combinações catastróficas (como o vestido preto de festa que calcei com chinelos de praia amarelos!).

As minhas filhas são sempre as mais despenteadas, e só estão sem nódoas na primeira meia hora do dia. Têm uma propensão incrível para se sujarem todas cada vez que comem um gelado, de tal forma que se consegue adivinhar o sabor que comeram só por mera observação à camisola.

São sempre as mais barulhentas também. Suportamos olhares desaprovadores, por vezes furiosos, quando o nosso alvoroço entra pela porta de um qualquer restaurante.

Uma olhadela de lado, um abanar de cabeça, uma expressão de aflição.

No entanto, as minhas filhas são também as miúdas que se esquecem da televisão quando estão de férias. Do tronco de uma árvore fazem um parque infantil e se na rua há música, elas param para dançar. Em Itália pedem “gelati” e em Marrocos andam de camelo.

Nas férias as minhas filhas correram livres sempre que possível. Dançaram com os artistas de rua e até compraram um quadro ao senhor da banca na esquina. Molharam os pés no lago, brincaram na areia preta, magoaram os joelhos em quedas imprevistas, caíram e voltaram a cair.

Aprenderam geografia, culinária, história, arte e uma língua diferente.

Mas nós… Os pais não tiram férias

Quanto a nós, pais e mães, sedentos de férias…. Pode ser que venha o dia em que o descanso volte a ser descansado. Pode ser que venha o dia em que possamos andar de férias perfeitamente descontraídos como a imagem que não me sai da cabeça.

Por enquanto trocamos o ginásio pela musculação livre (aka cavalitas), o pequeno-almoço por bolas de Berlim, o almoço pela lancheira da praia, a casa pelo quarto de hotel.

Vamos de férias mas não estamos de férias. Pais não tiram férias, fazem intervalos do trabalho.

Não cochilamos na praia, não acordamos tarde nem saímos à noite.

Não temos direito a silêncio, a intervalos para descansar só um bocadinho. A refeições calmas ou fora de horas ou à sessão da meia-noite no cinema.

E apesar de tudo tenho a estranha sensação que há de chegar o dia em que vou sentir saudades destas nossas não- férias e desejar nostálgicamente não ter tempo para ter tempo.

 

Sinais de que uma mãe precisa de férias

Quando coloca a chave do correio na do elevador.

Se dá por ela a fazer o risco nos olhos com um lápis da Caran D’Ache.

Aplica-se a fazer a mochila da natação dos miúdos e, mesmo assim, se esquece dos chinelos, da touca e do fato de banho.

Troca o nome dos filhos constantemente.

Adormece a meio de uma frase.

Usa os óculos de sol como disfarce para adormecer de olhos abertos.

Quando coloca protector solar no boneco preferido da filha e segundos depois percebe que esta a olha com estranheza.

Já só se consegue lembrar de uma canção para entreter os miúdos.

Responde “ok, mas sentados no chão” quando é desafiada para uma partida de futebol.

Adora que os filhos queiram apenas andar de baloiço vezes sem conta, durante toda a estadia no parque, sem precisarem de ser empurrados.

Se a box ameaça apagar os mil e trezentos episódios de séries que tem para ver.

Quando acumula livros que começou a ler, estrategicamente empilhados na mesa-de-cabeceira.

Faz riscos na parede a contar os dias para as férias, qual condenada.

Cria mentalmente cerca de sete listas do que é preciso levar, comprar, deixar feito, pagar, não esquecer mesmo quando sair de casa para os merecidos dias de descanso.

Personaliza atempadamente a mensagem automática de resposta do email do trabalho.

Se acenou com a cabeça em mais de três frases então é crónico: precisa de férias!

imagem@weheartit

Vivemos meses à espera das tão almejadas férias…meses de projectos, planificações, compromissos, sonhos para um período tão exímio de tempo.

Queremos fazer tudo o que nos proporciona prazer e que durante o resto de ano adiamos, pelos mais variados motivos.
As expectativas para este período do ano são enormes, mesmo para aqueles que desejam “não fazer nada”, pois é um comportamento impossível de alcançar, e vão concluir que no final das férias fizeram vastíssimas coisas.

Esperamos imenso dum período tão ínfimo, principalmente quando temos férias com os filhos…são as nossas expectativas e as vontades deles, muita logística e uma enorme capacidade de harmonização para que a gestão de conflitos seja um êxito.

Mas a alegria e o desassossego das férias sabe tão bem…aqueles planos todos, aqueles sacos e malas, toalhas e bonecos, a areia no pé, o jantar sem regras, o pôr do sol, acordar tarde, as bolas de Berlim, a água salgada, o mergulho na piscina ao final do dia, os livros para devorar, os locais paradisíacos para explorar, as brincadeiras para desfrutar, as regras para quebrar, respirar fundo e relaxar…

E o regresso, delicioso…voltar à nossa casa, à organização, à rotina… cansados e nostálgicos das férias, mas repletos de novas expectativas, sonhos e vontades para o próximo ano!

Por Bárbara Rebelo, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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Férias são férias e as rotinas do ano podem ser quebradas. Aproveite este período para descontrair um pouco em relação às exigências diárias. Afinal, o que acontece se o seu filho não comer sempre sopa a todas as refeições, ou for para a cama um pouco mais tarde, durante as férias? Absolutamente nada…

As férias são boas, também, por permitirem que as crianças estejam de forma diferente. Verá o brilho no olhar e o seu sorriso aberto se permitir a cumplicidade, à laia de “estamos de férias e isto é uma excepção”, de umas quantas prevaricações sazonais.

Arrisque um pouco e saia da sua zona de conforto. Não faça das férias uma constante de preocupações, chatices, castigos e afins comportamentais. Fazer um pouco “ouvidos moucos” ou “fazer de conta que não vê” uma macacada, pode ser, dentro de certos limites, uma estratégia para evitar os ralhetes sistemáticos. Não se preocupe que não os “deseduca” por se soltar um pouco e possibilitar que se soltem também. As crianças facilmente aprendem que há momentos em que podem “esticar a corda”, sem perderem a noção que essa não é a regra, e sim uma forma de estar mais relaxada, para todos, durante um breve período.

Manter a mesma disciplina pode ser contraproducente e transformar as férias de todos num verdadeiro inferno. Lembre-se que o seu filho, também, precisa de um período de descontracção e de diversão. Precisa de bons momentos para recordar quando estiver sentado durante várias horas na escola. E muitos desses momentos, são guardados para toada a vida.

Quem não se recorda, com um sorriso nos lábios, das tropelias que fez nas férias? Quantas histórias recordamos e contamos aos amigos sobre as brincadeiras e “malandrices” que fizemos com amigos, primos ou outros familiares?

Descontraia e tente relaxar. Recupere a criança que está dentro de si e brinque com eles. Faça jogos, ao ar livre ou outros, passeios de bicicleta, caminhadas e deixe-se contagiar pela boa disposição e pela energia das crianças. E porque não os bons velhos jogos de tabuleiro, em particular os que apelam à imaginação e à expressão criativa? Aprecie a deliciosa sensação das genuínas gargalhadas e dos bons momentos que passam juntos.

Claro que há que manter a sensatez e há situações que, até pela delicadeza ou perigosidade, são incontornáveis, mas umas esfoladelas nos joelhos ou uns pequenos arranhões só os ajudam a crescer com mais cuidado e a entender que os alertas dos pais servem para os proteger.

 

Helena Coelho para Up To Kids®
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