Onde está a mãe?

Apesar de viverem uma vida despreocupada (pelo menos é a minha esperança relativamente à grande maioria), as crianças também têm as suas inquietações.

Não me refiro ao “por que é que à noite não há sol?” ou ao “como é que os aviões voam se não batem as asas”, falo de inquietações que lhes tocam perto do coração.

No caso da minha filha de três anos e meio tenho vindo a reparar que se vê um vídeo com baleias se apressa de imediato a designar a mãe, o pai e os filhos. O mesmo nas ilustrações de um qualquer livro em que as personagens não são as principais. Está a começar a formar o verdadeiro sentido da palavra “família” e da sua importância e aí é que começa o “drama”.

Quando a levámos ao cinema para ver o filme “Coco” eu estava à espera de perguntas, das mais difíceis. Afinal, o personagem principal é uma criança de uns oito anos que entra sem querer no mundo dos mortos e circula por entre caveiras e ossos. Quando a vi inclinar-se para mim pensei “é agora”. Mas a pergunta dela surpreendeu-me, como aliás acontece muitas vezes. O que ela queria saber era “onde é que está a mãe”. Com as caveiras podia ela bem, o que estava a deixá-la desconfortável era por que é que aquele miúdo estava “sozinho”.

Compreendo-a perfeitamente. A mãe (o pai, claro) significam uma segurança, um porto de abrigo, uma garantia de que aconteça o que acontecer pelo menos está ali alguém para lhes dar a mão.

E nos filmes da Disney a situação é dramática, vejamos:

Bela e o Monstro: A Mãe morreu, nem se fala nela.

Branca de Neve: A Mãe morreu e por isso existe lugar para a maléfica madrasta.

Bambi: A Mãe morre durante a história.

À procura de Nemo: A Mãe morreu.

Cinderela: A Mãe morreu (e fiz a “asneira” de ver a versão não animada com a minha filha, onde se vê a mãe a definhar, doente, antes de morrer”).

Frozen: Mãe e pai morrem no início do filme deixando as irmãs sozinhas no mundo.

Pequena Sereia: A Mãe morreu.

Podia continuar por algum tempo, mas acho que já todos tínhamos percebido esta dinâmica. Uma dinâmica que me transtorna um pouco, apesar de ter crescido com estas histórias, porque elas moldam um pouco a forma como vemos o mundo.

Na maior parte dos casos acontece que o pai, viúvo, está tão desolado por ter perdido a mulher que procura de imediato uma figura materna que tome conta da filha (como se ele não fosse capaz disso mesmo e isso não se esperasse dele), normalmente errando de forma dramática, deixando entrar dentro de casa uma mulher terrível. Depois a filha só poderá ser salva por um outro homem, o seu príncipe encantado, que será a sua salvação daquele mundo onde o pai a deixou.

São filmes de outra época, mas são filmes intemporais e por isso é importante que elas (as nossas filhas, sobrinhas, afilhadas, enteadas) saibam coisas importantes, como por exemplo:

-A felicidade depende delas, e não de um homem que pode ou não aparecer mais tarde ou mais cedo no seu caminho;

– As madrastas não são más, acredito eu até que as de má estirpe são hoje a excepção

– As raparigas são capazes de lutar por si mesmas e devem fazê-lo e não esperar que alguém venha resolver todos os seus problemas.

Sei que os filmes mais recentes acentuam uma mudança no paradigma (Frozen é brilhante e realista, põe a força no amor entre as irmãs, o obstáculo é aliás criado por um amor à primeira vista que no mundo real nunca teria dado certo e como se vem a confirmar o príncipe aqui não interessa a ninguém, é interesseiro e mau carácter, não tem coração. E são as personagens femininas, com a ajuda de dois amigos verdadeiros, que vão à luta, enfrentando os seus problemas) e é importante que as nossas crianças recebam a mensagem, não apenas as raparigas mas os rapazes também.

O mundo que os espera tem desafios sem fim e gosto de acreditar que estou a preparar a minha filha para os enfrentar por si, sabendo pedir ajuda quando precisa e não por causa do seu género nem por se sentir incapaz por esse mesmo motivo.

Quanto à ausência das mães, sei melhor que ninguém (afinal é com isso que trabalho) que sem conflito não há história e que os filmes de eternas princesas darão lugar a outros (Brave, Divertidamente, UP- Altamente, etc) em que o foco não está na perda de um dos familiares.

Até esses serem a maioria cabe-me tentar tranquilizar a minha filha garantindo que não pretendo ir a lugar algum.

E que muitas das aventuras desta vida acontecem longe dos pais (por mais que isso nos possa custar).

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O meu filho tem um amigo imaginário!

Para dizer a verdade, eu sei que na realidade o Zé não existe. Que é o meu amigo imaginário.

Estava eu no meu quarto quando comecei a ouvir gritos vindos da sala, de novo… outra discussão. É quase sempre nestas alturas que ele aparece, o meu irmão e meu melhor amigo – o Zé.

Brincamos à luta de almofadas, aos super-heróis para salvar o mundo na luta contra os maus. Também falamos muito e ele faz-me rir, conta piadas e eu também lhe conto as anedotas que o pai me ensinou. Nessa noite estava eu prestes a derrotá-lo na batalha final com a minha espada azul quando, de repente, o meu pai entrou no quarto e me ouviu a brincar com o Zé e disse aos berros: “Vês, o teu filho é maluco, está sempre a falar sozinho! Pára com isso, amanhã vais ao médico dos malucos!” Bateu a porta do meu quarto com força e saiu.

De um momento para o outro o Zé desapareceu, eu senti o corpo todo a tremer com medo, deitei-me na cama, comecei a chorar e pensei para mim, “teu filho”? mas eu também sou filho dele.

O meu pai fica sempre muito irritado quando me ouve a falar com o Zé. Para dizer a verdade, eu sei que na realidade o Zé não existe. Mas enquanto estou naquela luta de almofadas ou dos super-heróis, não oiço as coisas horríveis que os meus pais dizem um ao outro e não imagino a possibilidade dos meus pais se separarem.

Eu sei que o Zé é o meu amigo imaginário!!

Hoje à tarde fomos à “pesicóloga”, o meu pai chama-lhe a “médica dos malucos”.

Eu estava com muito medo de ser maluco, do que iria acontecer se realmente fosse, se o meu pai iria deixar de gostar de mim. Entrámos na sala e os meus pais estiveram a contar o que aconteceu, enquanto ela também me ia fazendo perguntas. No final, lembro-me que a “pesicóloga” disse que na minha idade (cinco anos), ter um amigo imaginário era comum. Que havia muitas crianças que também tinham um amigo imaginário.

Continuou a dizer que era normal e que servia como conforto emocional, ou lá o que isso queria significar. Que os estudos científicos referiam que ter um amigo imaginário até estimulava a criatividade e o desenvolvimento emocional e social das crianças. Pensei: “Estudos? Como é alguém estuda sobre isto?! Não têm mais nada para fazer, se não estudar o Zé? O meu amigo imaginário? Que seca!”

O mais importante é que ela disse que eu não era nenhum maluco. Até porque tinha noção de que o Zé não era real. Toma lá pai, BUMMM! Não sou maluco!

Fiquei tão aliviado quando ela disse aquilo, fogo, estava a ver que não me safava desta, sou normal! 

De repente, oiço um “mas”, acompanhado de: “seria aconselhável o acompanhamento por motivos de uma possível instabilidade emocional, bem como vocês enquanto casal beneficiariam de alguém que os orientasse numa terapia de casal”, o que traduzido pelos meus pais significa que tanto eles, como eu precisávamos de ir à “pesicóloga”. Pensei: “Hã? Bolas, ela tinha acabado de dizer que eu não era maluco e agora preciso de ir à “pesicóloga”?” Foi então que a “pesicóloga” me explicou que os meninos que iam à psicóloga não eram malucos, apenas tinham alguns problemas, tal como os adultos, e que a psicóloga os ajudava a conseguir resolver, para serem mais felizes.

Mais importante ainda, ela disse que queria conhecer o Zé e brincar connosco. Fiquei espantado. No final, isto até foi fixe. Fiquei a saber que não sou maluco e que os meus pais também precisam de uma ajudinha da “pesicóloga” para ver se resolvem as cenas entre eles, só isso já valeu a pena!

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São polícias, cozinheiros, elefantes e piratas, bailarinas, fadas, borboletas e moranguinhos.

São e querem ser tantas coisas, quanto o tamanho da imaginação e dos sonhos o permitir.

No Carnaval, como diz o ditado “ninguém leva a mal”.

É tempo de pequenos e graúdos se mascararem, assumirem diferentes papéis e brincarem!

Como tal, não há melhor altura que esta, para abordarmos um tema, que no fim de contas tem o mesmo peso de diversão e seriedade.

Falamos do Brincar ao Faz de Conta!

Por volta dos dois anos de idade, à medida que a criança se vai tornando autónoma no uso das competências linguísticas, emocionais e relacionais, vai começando a estabelecer associações entre as suas ideias e aquilo que observa em seu redor. Todas estas alterações e aquisições vão reflectir-se na tarefa mais importante da infância, o brincar.

Assim, se até aqui a criança brincava com os objectos, com uma atitude meramente exploratória, sem um objectivo definido ou sem lhes atribuir uma utilidade especifica ou simbolismo, começa agora a demonstrar uma intenção no uso dos objectos, revestindo as brincadeiras de lógica e significado.

A criança observa o mundo em seu redor, imita o que vê, principalmente as interacções entre nós adultos, e replica o que entende das observações que faz , nas suas brincadeiras.

Brincar ao Faz de Conta, possibilita à criança, a construção de um mundo real. Através da reprodução de situações sociais que permitem aos mais pequenos uma maior compreensão do mundo, mas também deles próprios.

A criança usa o seu mundo imaginário, para compreender o mundo real em que vive, através da representação de papéis.

Assim, um dia brincam aos médicos, outro às mães e aos pais e no dia seguinte aos polícias e ladrões.

Não devemos por isso, achar que esta é apenas mais uma fase.

Na verdade, devemos dedicar um tempo diário para comprar um bilhete, entrar no avião e viajar até ao mundo do faz de conta com os nossos filhos.

Devemos estimular estas brincadeiras, sem receios e sem preocupações e viajar até ao mundo do faz de conta.

O importante é não deixar esta fase passar sem nela participar.

E olhe que é mais simples do que imagina!

A sua cozinha pode transformar-se num restaurante ou supermercado, o sofá pode ser um autocarro, os lençóis uma tenda de campismo e uma caixa de sapatos pode ser um computador de última geração.

O brincar ao faz de conta, é uma etapa importantíssima no desenvolvimento da criança. A criança desenvolve a imaginação, a capacidade de planear e de estabelecer objectivos. Aprende a encontrar soluções para diferentes problemas, a definir e interiorizar regras sociais e expressar sentimentos. Estas competências são fundamentais para uma vida autónoma e saudável.

Por isso, vamos lá!

Grandes e pequenos mascarem-se, assumam as princesas ou o super herói que há dentro de vocês e brinquem!

 

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Crianças transgénero. Uma palavra que nos assusta, seja pela estranheza, seja pela conotação muitas vezes dada. Crianças transgénero são crianças cujo expressão ou identidade de género é diferente da esperada tendo em conta o seu sexo biológico.

Falamos de crianças transgénero, por exemplo, quando uma criança rapaz brinca com bonecas, gosta de se vestir com vestidos ou prefere praticar ballet. Muitos cuidadores não veem (e bem) nisto qualquer problema em termos de desenvolvimento. Outros ficam assustados, com receio de que seja um indicador da orientação sexual dos filhos. No raciocínio de que “quer vestir vestidos e ir para o ballet? É gay”, reprimem os filhos, ensinando-lhes que é “errado” comportarem-se assim (muito baseado no pressuposto infeliz de que “ser gay é mau e/ou inferior”, (o que dará matéria para outro artigo).

Com efeito, a literatura indica-nos que o principal grupo que inflige maus tratos às crianças é o familiar, principalmente familiares mais próximos. Acontece que, muitas vezes, os cuidadores não estão preparadas para aceitar a expressão ou identidade de género não normativa dos seus filhos, o que pode desencadear, por um lado, sentimentos de culpabilização dos pais e conflitos no sistema conjugal (caso um dos pais integre mais facilmente estas questões) ou, por outro, rejeição do membro da família que seja transgénero.

Ler também Nós somos as mães dos homens de amanhã: Educar para a igualdade de género

Desfazendo a primeira confusão, criada com base nos estereótipos existentes: a orientação sexual é independente da expressão/identidade de género. Isto significa, por exemplo, que um rapaz gostar de vestir saias em nada indica qual é a sua orientação sexual. Impedi-lo de se expressar porque “é isto que os meninos/meninas fazem são” apenas o vai tornar mais triste e ensinar-lhe que é errado ser quem ele é.

A importância da família, enquanto instituição social responsável pela transmissão de competências sociais e morais às crianças e aos jovens, é inquestionável. Deste modo, uma comunicação efetiva no âmbito de uma relação positiva é essencial para a promoção de práticas parentais mais adaptativas. No que concerne a vivência de questões de expressão e identidade de género, estudos sugerem que tem um impacto significativo no desenvolvimento destas crianças e jovens, nomeadamente no seu ajustamento psicológico, perceção de suporte e envolvimento no meio social.

Para pais que possam ter dúvidas ou sejam curiosos, deixo-vos dois artigos interessantes de  ler, um com testemunhos na primeira pessoa  e um outro com alguns dos principais mitos sobre estas questões de género.

Andreia Pires Pereira, Psicóloga Clínica da Horas de Sonho, apoio à criança e à família,
para Up To Kids®

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Brincar ao Faz de Conta

O faz de conta permite à criança resolver problemas presentes, mas também passados.

Servir chá às bonecas, brincar aos polícias e ladrões e fazer teatro de fan.oches.

Conversar com o amigo imaginário, trocar de papéis com os pais, fingir ser a personagem de desenhos animados que adoramos, cozinhar com lama,…

Quem nunca? Quem já não observou os mais pequenos a fazê-lo?

Embora manifestando-se de forma diferente, o faz de conta está presente nas crianças de todas as idades. E ainda bem! De facto, ele é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança aos níveis intelectual, social e motor.

Ao recriar o “mundo real” no seu mundo imaginário, a criança está a compreendê-lo e a assimilá-lo da forma como o apreende. Ao simular situações, está a desenvolver a imaginação, a fantasia, a criatividade.

Ao imitar o polícia, o bombeiro ou outra qualquer profissão, está a assimilar os valores que lhes estão subjacentes e a criar o seu próprio “quadro ético”.

O faz de conta permite à criança resolver problemas presentes, mas também passados. Isto contribui para a aprendizagem da tomada de decisões, reforçando a sua autonomia e sem medo das imposições dos adultos.

A capacidade de planeamento é também reforçada, bem como a assimilação de regras sociais, familiares e/ou escolares que lhe são impostas.

Mesmo a simulação de lutas de faz de conta é muito importante para o desenvolvimento das crianças.

Canaliza a agressividade natural para uma experiência lúdica. E observar uma criança a brincar ao faz de conta é muito enriquecedor. Permite não só conhecê-la melhor, mas perceber como ela interpreta o mundo que a rodeia. Não raramente, permite também tomarmos consciência de como ela nos vê e aos nossos comportamentos.

Todos os pais e educadores deveriam facilitar e incentivar actividades de faz de conta.

Algumas brincadeiras estruturadas são muito importantes, mas fundamental mesmo é deixar a criança brincar livre e naturalmente, participando quando a tal é convidado.

 

 

A vida não é um conto de fadas!
Não, não é! Mas os contos de fadas fazem parte da nossa vida!
Brincar e fantasiar é essencial na vida! E começa em pequenino…
Todos gostamos de ver os nossos filhos brincar…vê-los a fingir que são polícias, professores, cabeleireiros ou imitando personagens da animação ou dos filmes de ficção.
A liberdade, espontaneidade, convicção, com que as crianças brincam, fantasiando, é a essência da infância, característica única e universal, e que faz desta a melhor fase da vida!
Ao brincar simbólico, chama-se jogo simbólico e que é exatamente isto, a capacidade de através do lúdico a criança simbolizar e “fingir” ser o que quiser, quem quiser e vencer todos os perigos.
Através do jogo simbólico a criança inventa um mundo só seu, onde é rei ou rainha!
Quem são estas personagens que povoam o mundo da fantasia? Porque são elas tão especiais?
Será que brincámos aos super heróis porque queremos ser super-heróis? Ou queríamos ter super poderes?
Quando lemos as histórias e os contos de fadas, temos a agradável sensação de poder partilhar com os nossos heróis as suas belas aventuras e por momentos sentimos que temos os seus poderes e acreditamos que todas as aventuras acabam bem e com um final super feliz.
A esperança, a ilusão, o acreditar que a vida pode ser assim, que de tudo somos capazes!..São esses sentimentos que devemos transportar para a nossa realidade, sabendo distinguir a fantasia do real mas deixando-nos invadir por sentimentos de coragem, valentia, determinação, esperança…Por isso é que todos gostamos de contos de fadas, em qualquer idade e promovemos a sua leitura e o visionamento de filmes fantasiados.
As crianças identificam-se com a coragem do príncipe, a valentia do guerreiro, a sabedoria do rei, a amabilidade e vulnerabilidade da princesa, a maldade da bruxa. Todos nós nos identificamos com alguma personagem em diferentes fases da vida.
Mesmo sabendo que não têm super poderes, as crianças fantasiam e nas situações imaginárias que criam conseguem resolver os seus problemas, o que as deixa na realidade mais fortes para enfrentar a sua realidade.
Os contos de fadas ajudam a lidar com dificuldades da vida como a rivalidade entre irmãos, os medos, invejas, ciúmes, sentimentos de inferioridade.
A vida interior da criança é enriquecida e esta aprende a lidar melhor com as suas emoções…e assim vai crescendo! Lidar com emoções e sentimentos ajuda-a a crescer, ultrapassar problemas, encontrar soluções.
A leitura de contos de fadas e histórias deve ser estimulada pelos pais promovendo a criatividade, a imaginação e por consequência o desenvolvimento intelectual das crianças. Por outro lado, as crianças ao lerem e principalmente ao dramatizarem as histórias, conseguem viver as emoções, os sentimentos e dessa forma resolver muitos dos seus dilemas internos. Para além disso acreditam…acreditam num mundo melhor, e essa esperança alimenta a sua vida e fá-los crescer como pessoas que poderão e tentarão fazer a diferença, estando sempre no lado do bem e lutando contra o mal. Os pais podem brincar com as crianças, ajudar a construir a fantasia e criar o hábito de ler.
A opinião de alguns autores:
Radino (2003) diz que o pedido de contar mais uma vez a história, é uma “forma de a criança apropriar-se de suas emoções e elabora-las” (p.143). A criança conta várias vezes a mesma história, brinca e dramatiza. Utilizando o simbolismo das histórias, consegue expressar as suas angústias. A criança também terá sempre uma história preferida que remete diretamente a algum conflito importante que decorrente nessa altura. Em momentos diferentes, a criança identifica-se com determinado personagem, logo que despertada a sua angústia.

Através de uma linguagem fantástica, os contos procuram explicar a existência humana (RADINO, 2003). Segundo Postic (1993), a criança identifica-se com o herói da história e capta significados a partir de seus interesses e necessidades momentâneas. Radino (2003) defende que os contos mostram à criança muitas questões humanas que ela vivência, mas não consegue verbalizar. Dão forma a desejos da própria criança, aguçando a imaginação e favorecendo para o seu processo de simbolização que, segundo a autora, é de grande importância para a sua inserção no mundo civilizado e cultural. “(…) [A criança] troca de identidade de acordo com os problemas que tem que enfrentar(POSTIC, 1993, p.20). Os contos de fadas sugerem, de forma simbólica, como convém resolver os conflitos internos (POSTIC, 1993).

Os contos de fadas, bem como os mitos, usam a mesma linguagem que o inconsciente. Pavoni (1989) diz que os contos falam diretamente com a criança, sem conselhos, explicações ou sermões.

Os contos de fadas tendem muito para o lado do encantamento, do fantástico. Um mundo habitado por seres maravilhosos, todos convivendo naturalmente. Nada é considerado estranho. Tudo é maravilhoso no mundo da magia, do sonho e da fantasia. Não há limitações da vida humana e os conflitos são resolvidos por meios sobrenaturais (RESSURREIÇÃO, 2007).

Fonte: ©Psicologado.com

Segundo Freud, as crianças identificam-se com os contos de fadas, pois estes desencadeiam temas universais dos seres humanos. Eles transmitem a garantia de sucesso na resolução de problemas das crianças.

Termino com um pequeno filme:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=OI6TgVDHlC8]

Deixem-se levar!…

Por Maria João Cosme, Psicologa Clínica,
para Up To Lisbon Kids®

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imagem capa@MundoMulheres

O jogo simbólico e a sua importância no Desenvolvimento Infantil

A infância tem uma característica muito forte que é marcada pelo brincar. E é pelo brincar, especialmente pelo jogo simbólico, que a criança pode reviver situações quotidianas. Isto possibilita a compreensão e a reorganização das suas estruturas mentais. Assim, o jogo simbólico é a representação corporal do imaginário. Apesar de predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação pode modificar a sua vontade usando o “ faz de conta”.

Mas quando expressa corporalmente as atividades, precisa de respeitar a realidade concreta e as relações com o mundo.

Pelo jogo simbólico a criança exercita não só a sua capacidade de pensar (representar simbolicamente as suas ações), mas também as suas habilidades motoras já que ao brincar, salta, corre, ou manipula objetos.

Concluindo, é através do jogo simbólico que a criança cria um mundo imaginário onde representa as suas preocupações e os sentimentos que a incomodam na sua vida real. Dessa forma, a criança consegue exprimir através de brincadeiras algo que não conseguiria exprimir por palavras.

As brincadeiras de faz-de-conta exercem a função de máxima importância no que diz respeito à educação infantil.

Permitem promover à criança um momento único de desenvolvimento, no qual ela exercita a sua imaginação, a capacidade de planear e de fantasiar situações lúdicas.

As crianças começam a brincar ao faz de conta desde muito cedo. Por volta dos 2 anos de idade, as crianças iniciam o seu contacto com esta experiência caracterizado pelo aparecimento da linguagem e da representação. Este é considerado como um dos grandes pilares da infância. É a partir desta idade que passam a dar mais importância aos seus pares. Este tipo de brincadeira em grupo implica existir negociação entre as crianças. Ou seja, saber brincar com os outros, brincar sobre a mesma temática, acordar papéis e ações entre eles.

Outra das características do jogo simbólico é poder alterar a sua identidade.

Poder interpretar uma personagem sendo normalmente um adulto próximo, ou uma figura de fantasia. Assim se proporcina a aquisição de novas competências. Porque ao fantasiar estas personagens a criança consegue criar situações imaginárias.

A criança tem a capacidade de a partir de vulgares objetos criar algo diferente. Por exemplo, um simples prato transforma-se num volante de um carro. Assim, a atividade de brincar pode ajudar a passar de ações concretas para ações com outros significados, avançando em direção ao pensamento abstrato.

Nas aulas de Play & Learn no Gymboree Play & Music, o brincar ao faz de conta é feito a partir dos 22 meses, quando a criança demonstra o seu interesse no jogo simbólico. Fazer atividades com temáticas específicas tais como, “um dia na quinta”, ajuda a desenvolver a sua habilidade para estabelecer relações lógicas entre ideias e as suas capacidades de raciocínio mais complexas que são necessárias para as competências de leitura, matemática e ciência. Como as aulas são em grupo, as atividades encorajaram diversos momentos de interação social e de cooperação com os pares.

Possibilita à criança aprender a estar e a lidar com os outros, sendo fundamental para fazer amizades e para um bom funcionamento futuro.

Por Susana Cardoso – Professora Gymboree
Para Up To Lisbon Kids

15 ideias de ultima hora para mascarar os seus filhos no carnaval

O carnaval aproxima-se e começa a loucura das máscaras. Uns compram, outros fazem ou mandam fazer, outros trocam, pedem emprestado,  mas a bem ou mal no dia da festa da escola e no fim de semana de carnaval os miudos, na sua grande maioria, adoram mascarar-se.

Deixamos aqui 15 sugestões para quem prefere arranjar soluções em casa.

Super Homem

superhomem

Wally

Waldo

RunDMC

runDMC

Princesa Leia

princess-leia

Caracol

caracol

Espantalhos

espantalhos

Elliot e ET

et

Saleiro e Pimenteiro

galheteiro

Jornalista num tornado

jornalista

Nuvem

nuvem

Gnomo de Jardim

gnomo

IPod

iphone

Lumberjack

lumberjack

Menino perdido da Terra do Nunca

meninosperdidos

Mínimo

Minimo

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