Com frequência, os brinquedos de madeira são associados a alguma nostalgia por despertarem recordações de infância. E também é frequente encontramos quem pense que é esse regresso ao passado que a pretendemos com a actividade que desenvolvemos.

Na verdade, não é assim. Embora consideremos que, de uma forma geral, todos os brinquedos têm o seu papel e importância, consideramos que aqueles que são os fabricados em madeira apresentam enormes vantagens para as crianças.

1. Os brinquedos de madeira são de maior duração

O nosso filho de 6 anos (é o nosso director de qualidade) brinca com um comboio que tem quase 40 anos de existência! Ao longo do tempo algumas peças foram substituídas (o que faz dele, de resto, um excelente objecto de colecção), é certo, mas por se perderem e não por se danificarem. Os brinquedos de madeira são, efectivamente, menos susceptíveis de se partirem do que os seus equivalentes em plástico, sendo mais resistentes a quedas, pisadelas ou “testes de resistência”. Mesmo quando se partem, são normalmente mais fáceis de reparar. Além disso, não são tão susceptíveis à “obsolescência programada”, ou seja, não são fabricados de forma a rapidamente se tornarem tecnologicamente obsoletos.

É por isso que muitos se tornam objectos de brincadeira que passam de geração em geração, agregando valor sentimental mesmo junto dos adultos.

2. Os brinquedos de madeira são mais seguros

Sendo mais duráveis, o risco de ferimento com pequenas peças partidas é muito mais reduzido do que os equivalentes em plástico. E também não existe risco de engolir baterias, uma vez que, normalmente, não as têm.

3. Os brinquedos de madeira são mais ecológicos

Como os brinquedos de madeira tendem a durar mais do que os de plástico, o lixo que com eles é produzido é muito menor. Acresce o facto de que o plástico demora muito mais tempo a degradar-se.

Por outro lado, os brinquedos de madeira têm uma menor toxicidade química, uma vez que são produzidos com recurso a materiais essencialmente naturais. É claro que teremos de fazer uma análise crítica quando os escolhemos: há outros factores envolvidos que deverão ser tidos conta, como as tintas e vernizes, por exemplo. Esse aspecto é especialmente importante quando sabemos que o plástico é derivado do petróleo, recurso ambientalmente nocivo e não renovável. Se tivermos o cuidado de procurar brinquedos cuja madeira provenha de plantações sustentáveis, a vantagem é evidente.

Já referimos a vantagem de não funcionarem com baterias (nós costumamos dizer que funcionam a energia humana). Para além da questão da segurança, a sua não utilização reduz o impacto ambiental do fabrico e utilização.

4. Os brinquedos de madeira potenciam mais o desenvolvimento infantil

Normalmente, os brinquedos de madeira não têm um botão onde a criança carrega e se limita a ver o que o brinquedo faz. Ela tem de se envolver com ele, criando cenários e diferentes formas de interacção, desenvolvendo a imaginação e criatividade. Além disso, o único sítio onde uma criança deveria ouvir “amo-te” ou “gosto muito de ti” deveria ser no seio da sua família e não de um objecto de plástico.

São também brinquedos que têm, por norma, associado o desenvolvimento de diversas capacidades. Por exemplo, um puzzle ou um jogo de construção contribui para o reforço das competências lógicas, de percepção de espaço ou agilidade motora.

Os brinquedos de madeira tendem ainda a criar um ambiente mais calmo do que que os seus barulhentos e automáticos brinquedos de plástico.

Por tudo isto, não temos dúvidas: os brinquedos de madeira são melhores!

*imagem fornecida pelo autor

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A nossa tarefa principal enquanto pais é conseguir que as nossas crianças se tornem adultos capazes de se desenvencilhar no vasto mundo que existe para além das nossas paredes. Tudo o que lhes fazemos – alimentar, vestir, proteger, mimar, educar,… -, é com esse propósito.

Queremos que elas consigam um trabalho que as sustente, que as façam felizes, que consigam ter a sua própria família (se o quiserem, claro), que se rodeiem de pessoas que lhes queiram bem e que consigam realizar tudo o que se desejam. E começamos esse trabalho, consciente ou inconscientemente, desde que elas são pequenas.

Não é uma tarefa fácil. Requerer, tantas vezes, uma paciência que achamos que não temos. É certamente mais fácil dar a comida à boca da nossa criança do que deixá-la tentar acertar sem entornar tudo.

Mas o mais espantoso é que ela rapidamente será um ás na arte de comer sozinha! E será com um grande orgulho que ela o quererá mostrar a todas as pessoas. Claro que também será com muito orgulho que ela irá querer mostrar o domínio da arte de pintura com marcadores – e aí geralmente a tela escolhida será a parede da sala…

À medida que a criança cresce, mais complexas serão as tarefas a si atribuídas, desde vestir-se, tomar banho sozinha, pôr a mesa, escolher a sua roupa, alimentar os animais de estimação, limpar o pó, pôr a loiça na máquina até ir fazer umas pequenas compras na mercearia da esquina. E deixá-la fazer tudo isso, e errar tantas vezes quantas as necessárias, é prepará-la para ser um adulto saudável. Claro que devemos sempre ter em conta sua idade e maturação e evitar dar-lhe tarefas que a frustrem demasiado ou que a possam pôr em perigo: ninguém espera que uma criança de 6 anos consiga fritar um ovo sem ajuda, da mesma forma que ninguém espera que uma de 16 anos não o consiga fazer.

Continuará a ser mais cómodo, rápido e simples fazer as coisas por elas, especialmente quando estamos atrasados, cansados, irritados, com pressa.

Mas vê-los a crescer de forma responsável e saudável, valerá, certamente, mais esse sacrifício.

Geocaching: uma caça ao tesouro ao ar livre!

Em plena febre de Pokémon Go, apetece-me relembrar que há uma alternativa com já alguma idade, mas nem por isso menos divertida: o Geocaching!

O Geocaching é uma caça ao tesouro realizada ao ar livre e “no mundo real”: tendo também por base a utilização de um receptor GPS (há diversas aplicações para smartphones), o objectivo é encontrar pequenos recipientes (geocaches) colocados um pouco por todo o planeta, partilhando depois a experiência na internet (www.geocaching.com). Na sua forma mais simples, a geocache contém apenas um bloco de notas para o registo da visita, mas também pode conter itens de troca.

A actividade tem já muitos milhares de seguidores espalhados por todo o mundo e é perfeita para todo o tipo de adeptos: aventureiros ou avessos ao risco, solitários ou em família, todos poderão encontrar geocaches com grau de dificuldade a si adaptado.

E a minha sugestão é exactamente fazer passeios em família tendo por base a caça ao tesouro com o Geocaching:

  • Envolva as crianças na preparação. O seu entusiasmo e expectativas serão contagiantes!
  • Seleccione no site oficial as geocaches que pretendem encontrar, com terreno e dificuldade adequados a todos os elementos da família, e carregue as respectivas coordenadas no GPS.
  • Prepare água e comida para um piquenique.
  • Partam à aventura, tendo sempre presente que as geocaches estão escondidas em sítios visíveis e, embora possam estar camufladas, nunca estão enterradas.
  • Quando encontrarem uma geocache, assinem o livro de registos e deixem-na como a encontraram.
  • Partilhem a vossa história e fotos com a comunidade.

Um último conselho: tenham o meio ambiente em consideração e pratiquem o Cache In Trash Out, um esforço mundial de limpeza em que os praticantes de Geocaching vão recolhendo lixo que encontram em locais onde este não deveria existir.

Boas Brincadeiras!

Como tornar o mês de Junho mágico

Aproveite o bom tempo e saia de casa! É o último mês de aulas e todos, desde os mais pequenos aos maiores, estão a precisar de férias e de descanso.

Aqui ficam algumas dicas para aproveitar o bom tempo de uma forma mágica:

1 – Façam de turistas na vossa própria cidade e passeiem por locais não habituais. Quando estiverem cansados, sentem-se numa esplanada em que nunca tenham estado e aproveitem o sol. Não tenham pressa e conversem sem a correria habitual.

2 – Se planeiam comprar uma nova mochila no início do ano, vão buscar canetas e tintas e divirtam-se a pintar a mochila antiga. E talvez descubram que o resultado final justifica o abandono da ideia de ter uma nova!

3 – Comecem a fazer a vossa árvore genealógica com os miúdos. Eles adorarão descobrir coisas dos seus familiares e você também. Comece por entrevistar os membros mais velhos da família. É um óptimo pretexto para os mais pequenos passarem tempo com os avós e tios.

4 – Criem um barco a partir de uma barra de sabonete. É bastante fácil fazê-lo com uma colher. Usem um palito de churrasco e um pedaço de papel para fazer o mastro e a vela e vão brincar para dentro da banheira ou da piscina. Convém avisar as crianças para não limparem os olhos com as mãos após mexer no barco.

5 – Com um cortador de formas (daquelas que se encontram nas lojas de crafts) corte formas de folhas variadas que apanhem num passeio pelo campo. Façam uma grinalda para enfeitar a porta de casa ou o quarto dos miúdos.

6 – Usem roupas de cerimónia o dia todo. Torne esse dia especial e vá ao armário buscar as roupas que só usamos em ocasiões festivas.

7 – Comece um livro com as receitas que ensina às suas crianças. Cozinhem em conjunto e, de cada vez que o fizerem, escrevam a receita de modo a aumentar a vossa colecção. E podem sempre inventar coisas novas em conjunto, não se esquecendo de apontar a respectiva receita.

8 – Escreva uma carta para a sua criança. Descreva como ela é, do que ela gosta e porque gosta tanto dela. Guarde a carta num sítio escondido para que ela a possa encontrar no futuro. Não se esqueça de lhe dizer essas coisas também!

9 – Seja tolinho durante um dia inteiro de propósito! Abra os olhos de espanto e diga “oh esqueci-me de dar um “beijufa” sonora ao meu pequeno!”, agarre-o e dê-lhe um valente beijo! Deite a língua de fora e rosne ao seu filho adolescente. Comece a andar de uma forma tola. Divirta-se!

10 – Faça um Tie-Dye numa t-shirt ou outra peça de roupa das crianças utilizando guardanapos de papel e uma pistola de água. Primeiro molhe a peça de roupa. Rasgue os guardanapos e coloque-os em cima da roupa. Faça uma mistura de vinagre branco e água, encha a pistola e dispare para os guardanapos. Deixe secar. Alguns guardanapos e algumas cores funcionam melhor do que outras. Papel crepe também funciona bem.

tie dye

 

Divirtam-se, brinquem e aproveitem o bom tempo!

Boas Brincadeiras!

Em busca do puzzle esquecido!

Quem já não brincou com puzzles? Mais ou menos complexos, com mais ou menos peças, de madeira ou de cartão,… as alternativas são imensas e intemporais. E para todas as idades!

Mas montar um puzzle é mais do que uma boa forma de passar o tempo. As competências necessárias para o fazer envolvem aspectos importantíssimos para o desenvolvimento de uma criança:

  1. Ajudam a aumentar o conhecimento do mundo em redor
    Os motivos de um puzzle podem ser tantos e tão diferentes que, frequentemente, o único critério de escolha dos pais é o seu grau de complexidade. No entanto, o tema deveria ser escolhido tendo em atenção que pode (e deve) ser um veículo de transmissão de conhecimento. Uma paisagem, uma profissão, um cenário do dia-a-dia, um animal, uma obra de arte, o abecedário,… todas as imagens podem ser utilizadas como pretexto para explicar e ensinar a uma criança aspectos do mundo que nos rodeia.Puzzles
  2. Melhoram as capacidades cognitivas
    Os puzzles ajudam a desenvolver e a melhorar o raciocínio. É uma excelente forma de descobrir relações e de perceber o espaço, aumentando percepção visual e espacial.
  3. Permitem o desenvolvimento de capacidades motoras finas
    Ao brincar com um puzzle, uma criança está, de forma divertida, a aperfeiçoar suas capacidades motoras finas, pois a tarefa implica pegar, apertar, agarrar, mover e manipular peças de diferentes formas. Estes são aspectos que assumem uma importância acrescida na fase em que a criança aprende a escrever, em que necessita de conseguir pegar correctamente num lápis.
  4. Desenvolvem a capacidade de resolver problemas
    Mesmo o puzzle mais simples implica trabalhar para atingir um objectivo: pensar, desenvolver uma estratégia mais ou menos complexa, tentar, falhar, ter sucesso são aspectos presentes na brincadeira e que estão envolvidos em operações de resolução de problemas. As capacidades assim desenvolvidas pela criança podem ser transferidas para a sua rotina diária.
  5. Melhoram as competências de “coordenação olho-mão”
    Os processos de tentativa-erro presentes na brincadeira com puzzles envolvem a necessidade de coordenar a visão com a mão. É com base no que vê que a criança irá tentar encaixar cada uma das peças.
  6. Desenvolvem capacidades sociais
    Os puzzles podem ser uma excelente ferramenta para melhorar e promover o jogo cooperativo. Ao brincar em conjunto para completar um puzzle, as crianças discutirão sobre o local certo para colocar uma peça, decidem sobre quem a colocará, partilham victórias e apoiam-se mutuamente em situações onde surge a frustração.
  7. Aumentam a auto-estima
    O acto de alcançar um objectivo com a resolução de um puzzle traz satisfação à criança. As sensações de realização e orgulho fornecem um impulso para a sua confiança e auto-estima, preparando-a para outros desafios.

Por isso, vão lá tirar o pó aos puzzles talvez já esquecidos! Façam-no em família e divirtam-se!

Boas Brincadeiras!

imagem_capa@huffington_post

Infância rima com desarrumação. E confusão! É esta a experiência que a maior parte dos pais tem.

A partir do momento em que uma criança nasce, assiste-se a uma gigantesca revolução na organização do nosso refúgio do mundo exterior (também conhecido por lar). Para além de termos de arranjar espaço para arrumar as milhentas coisas que estes pequenos seres parecem precisar, estes tornam-se, desde que conseguem segurar a cabeça, em peritos na arte de dar uma nova disposição à casa. Ou, em “português correcto”, na arte de desarrumar. E o nosso canto, outrora tão arrumadinho, transforma-se num caos! Assim, logo tentamos, às vezes com mais sorte do que outras, formatar as nossas queridas crianças para arrumarem tudo aquilo que, outrora, estava no “lugar certo”.

Desde tenra idade, começam os nossos pequenos a ser educados para arrumar os seus brinquedos depois de brincar. Mas será isso assim tão benéfico? Não, não venho advogar que se viva no caos. Ou sequer que as crianças tenham carta-branca para “deixar tudo de pantanas”. Aprender a arrumar deve fazer parte da sua educação e é tão importante como aprender as cores ou os números. Mas deveria fazer constar da sua carta de direitos fundamentais o poder, durante uma parte do dia, desarrumar todos os seus brinquedos. Tirar os legos das caixas, despejar os blocos de madeira, ir buscar os bonecos e os carrinhos, espalhar os lápis de cor, distribuir pela sala os fantoches,… e ter tempo para encontrar novas formas de brincar com os mesmos brinquedos de sempre, combinando-os.

Fazer o caos para desenvolver a criatividade! Descobrir que se podem fazer casas e cidades com blocos, lápis e caixas, criando assim o cenário ideal para o comboio passar. E logo a seguir, tudo desfazer e utilizar os mesmos materiais para camas e móveis para a casa de bonecas.

Não é possível descobrir o mundo mágico dos brinquedos e com eles estimular a imaginação se os pais passarem a vida a dizer “se já não estás a brincar com isso então arruma na caixa antes de ires buscar uma nova coisa”. É claro que, após o tempo da brincadeira, é necessário colocar cada coisa no seu sítio. Mas só depois disso. E, já agora, porque não fazer do momento da arrumação também um momento de brincadeira e diversão?

Boas Brincadeiras!

Brincar Devia Ser Obrigatório

“Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?”

Chega o primeiro dia de aulas: choros, excitação, nervosismo, encontrar os amiguinhos, conhecer os novos, nova escola, rotinas novas. Nervos em franja, tanto para os mais pequenos como para os pais.

Depressa o tempo passa e após uma semana lá nos encontramos nas rotinas do costume. O stress de manhã, os apelos a que se despachem, não esquecer os lanches, não deixar as mochilas em casa. O trabalho para os pais, a escola para os miúdos e depois o regresso. Mas esta última viagem raramente é só da escola para casa: há que levá-los ao karaté, à natação, ao futebol, à ginástica, ao ballet, ao inglês, à música,… E depois ainda passar no supermercado para alguma coisa que nos falta das compras do fim-de-semana.

Chegados a casa, as tarefas do costume.

Fazer o jantar para os graúdos e os trabalhos de casa para os pequenos – “despacha-te a fazê-los, se queres ir brincar!”. Tomar banho, jantar, lavar dentes, vestir pijama, história e toca a dormir, que já se faz tarde. E tudo pronto para se repetir no dia seguinte. E logo, logo chega o Natal e outro ano começa, em que de entre as promessas para o novo ano se encontra o tentar passar mais e melhor tempo com as crianças.

E se tentássemos fazê-lo agora?

Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?

Brincar devia ser obrigatório, não concordam?

Na quarta-feira (ou na segunda, ou na quinta, ou em outro dia qualquer) das 18h30 às 19h30 em vez de ir para o inglês, vai para casa brincar com os pais ou amigos. É gratuito e contribui para o bem-estar de todos. E “TPC’s” só depois da actividade, porque durante o tempo da natação também não se fazem trabalhos de casa.

Porque as actividades físicas e artísticas são importantes, mas o tempo de ser verdadeiramente uma criança em família também o é!

Fica o desafio!

Boas Brincadeiras!

Os blocos de construção são uma forma lúdica e divertida de desenvolver diversas capacidades das nossas crianças. De facto, inúmeros estudos têm demonstrado que a sua utilização nas brincadeiras dos mais novos (e não só) contribui para o desenvolvimento de várias competências cognitivas e sociais. E podem ser muito divertidos!

Eis algumas vantagens de brincar com blocos de construção:

Estimulam a imaginação
Este tipo de brinquedo é frequentemente usado para a construção de cenários nas brincadeiras de faz-de-conta, estimulando a imaginação, aumentando a capacidade de resolver problemas e ajudando ao processamento de emoções.

Promovem a percepção espacial
Ao brincar com blocos, as crianças testam relações espaciais entre objectos, desenvolvendo a consciência do espaço disponível. Além disso, também as capacidades de planeamento são colocadas à prova.

Desenvolvem competências matemáticas
Para além das subtis operações matemáticas presentes durante uma actividade lúdica livre com blocos de construção, existem inúmeros exercícios que podem ser realizados durante uma brincadeira estruturada.

Aumentam a capacidade de resolver problemas
Uma vez que os blocos de construção podem ser colocados de diversas formas, ao brincar com eles a criança está a exercitar a sua capacidade de desenvolver problemas divergentes, ou seja, que podem ter várias soluções diferentes.

Estimulam o trabalho em equipa
Quando utilizados por um grupo de crianças, os blocos de construção podem ser uma forma muito divertida de incentivar ao trabalho de equipa, desenvolvendo capacidades sociais e de interacção.

Acima de tudo, os blocos de construção podem proporcionar horas de diversão. E não são só para crianças: experimente juntar-se à brincadeira!

Boas brincadeiras!

Por Vilma van Harten, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

Brincar ao Faz de Conta

O faz de conta permite à criança resolver problemas presentes, mas também passados.

Servir chá às bonecas, brincar aos polícias e ladrões e fazer teatro de fan.oches.

Conversar com o amigo imaginário, trocar de papéis com os pais, fingir ser a personagem de desenhos animados que adoramos, cozinhar com lama,…

Quem nunca? Quem já não observou os mais pequenos a fazê-lo?

Embora manifestando-se de forma diferente, o faz de conta está presente nas crianças de todas as idades. E ainda bem! De facto, ele é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança aos níveis intelectual, social e motor.

Ao recriar o “mundo real” no seu mundo imaginário, a criança está a compreendê-lo e a assimilá-lo da forma como o apreende. Ao simular situações, está a desenvolver a imaginação, a fantasia, a criatividade.

Ao imitar o polícia, o bombeiro ou outra qualquer profissão, está a assimilar os valores que lhes estão subjacentes e a criar o seu próprio “quadro ético”.

O faz de conta permite à criança resolver problemas presentes, mas também passados. Isto contribui para a aprendizagem da tomada de decisões, reforçando a sua autonomia e sem medo das imposições dos adultos.

A capacidade de planeamento é também reforçada, bem como a assimilação de regras sociais, familiares e/ou escolares que lhe são impostas.

Mesmo a simulação de lutas de faz de conta é muito importante para o desenvolvimento das crianças.

Canaliza a agressividade natural para uma experiência lúdica. E observar uma criança a brincar ao faz de conta é muito enriquecedor. Permite não só conhecê-la melhor, mas perceber como ela interpreta o mundo que a rodeia. Não raramente, permite também tomarmos consciência de como ela nos vê e aos nossos comportamentos.

Todos os pais e educadores deveriam facilitar e incentivar actividades de faz de conta.

Algumas brincadeiras estruturadas são muito importantes, mas fundamental mesmo é deixar a criança brincar livre e naturalmente, participando quando a tal é convidado.

 

 

As semanas não têm de ser todas iguais. Os dias não têm de ser todos aborrecidos. Porque não transformar os próximos dias em algo mágico?

Aqui ficam as nossas 10 sugestões para tornar a sua semana mágica com as crianças

  1. Façam uma expedição à biblioteca mais próxima.
    O desafio pode ser encontrar um livro em concreto, uma personagem ou simplesmente explorar.
  2. Organize uma sessão de disfarces: invadam os guarda-roupas e inventem combinações de roupa em conjunto.
  3. Façam pinturas com as mãos Quando foi a última vez que colocou as mãos na tinta sem medo de se sujar e só por diversão? Arranje tintas de diferentes cores, papel e esconda os pincéis!
    Pinturas com mãos
  4. Organize uma expedição de procura de graffitis
    Tire fotos dos graffitis mais interessantes. É uma boa forma de fazer um passeio diferente e estimular o gosto pela arte.

    Tributo a Amália Rodrigues | Street Art | Damaia
    Tributo a Amália Rodrigues | Street Art | Damaia
  5. Sejam outra pessoa
    Escreva os nomes de personagens (Bela adormecida, Chuck Norris, Mickey Mouse,Titio Avô,…) ou atributos de pessoas (Anna da Suécia, Vladimir da Rússia,…) em pequenos papeis, coloque-os dentro de sacos, faça um sorteio entre todos os elementos da casa e torne-se essa pessoa durante um dia. Só responda pelo nome da personagem e faça o que ela faria.
  6. Façam marcadores de livros com flores e folhas secas

  7. Soprem bolinhas de sabão
    Vão para o quintal, varanda ou janela e soprem bolinhas de sabão para o vento. Surpreendam quem passa.
    bolhas-de-sabão
  8. Troquem de papéis
    Deixe os filhos serem os pais e assuma o papel deles. É uma excelente e divertida forma de nos compreendermos melhor uns aos outros. Irá ter algumas surpresas!
  9. Inventem uma receita de culinária em família e executem-na!
  10. Faça um desenho, um bilhetinho ou coloque uma foto na lancheira do seu filho. Faça-o sorrir sem estar perto dele.

Boas brincadeiras!