Meditação para crianças

A meditação é uma das técnicas mais simples das terapias complementares. Durante os momentos meditativos o cérebro trabalha na sua forma mais subtil e correspondente ao estado de descanso. É neste estado mental que nos encontramos mais calmos, serenos, controlamos melhor as nossas emoções e sentimentos.

Muito breve seremos um planeta onde a regeneração será automática, o Ser humano com consciência que é ou seja, luz e energia, todos os seus habitantes deixarão de evoluir pelo sofrimento. Para que tal aconteça uma reforma implacável que pode até ser dolorosa para alguns, está já em movimento.

Respeitar a vida e ter bom controlo da sua própria vida é fundamental. Crianças que fazem Meditação trabalham o magnetismo, como resultado ficam mais fortes. É resultado do bom trabalho energético que começa a crescer e estar presente na aura. Desta forma, a criança atrai para si melhores situações e melhores pessoas.

A meditação aplicada as crianças é cada vez mais recomendada por todo o mundo. A meditação ajuda a minimizar ou mesmo transformar questões hoje tão faladas como falta de aproveitamento escolar, hiperactividade, défice de atenção, mau comportamento, distúrbios depressivos, dificuldades ou perturbações do sono e fortalecimento da auto-estima e auto-afirmação.

Sempre que o estado meditativo é exercitado, o estado criativo abre e é desenvolvido. Por este motivo além do exercício de meditação pode acontecer um conjunto de algumas actividades como construção de mandalas, pintura, moldagem, ou canto. Esta é uma área onde o Ser pode desenvolver a sua criatividade e tirar partido dela.

A respiração é vida, saúde, bem-estar, alegria e boa disposição. Aprende por isso respirar bem pois pode ser útil em situações de emergência, acidentes, medo, stress, choro, ou qualquer desorientação.

Gostar e estimar o corpo físico, comendo bem, dormindo bem e tendo cuidado com uma disciplina regular de exercício é fundamental para que se sinta bem consigo mesmo. Na meditação são explicadas algumas técnicas de postura que facilitam a concentração e reduzem o stress. Para respirar bem e manter o corpo saudável este deve ter uma postura correcta e direita para que a coluna vertebral seja respeitada.

As crianças precisam de exemplos activos e de boa consciência. Nascem mais inteligentes que nunca. Com maior visão e sabem enquanto almas mais do que os pais e professores. A Meditação pode colocar todos no mesmo patamar de conhecimento e consciência facilitando assim o processo de relacionamento.

É difícil para uma criança conseguir meditar por muito tempo seguido. Meditar por breves momentos mas regularmente é mais eficaz. O importante é a aprendizagem da disciplina e saber respeitar momentos de interiorização e de silêncio. O esforço do adulto em acompanhar a criança vale imensamente a pena. A criança torna-se mestre de si, da sua vida, fica mais independente e mais alegre.

O desenvolvimento gradual que ocorre com as aulas de Meditação tornam o carácter da criança mais sólido e ajuda por isso a que ela atinja mais facilmente os seus objectivos. Um Ser que consegue atingir os objectivos que o faz feliz e que são necessários, como boas notas na escola é mais confiante e tem mais tempo para criar e pesquisar outras actividades ou conhecimentos.

Crianças que Meditam encontram dentro de si a segurança e a firmeza de propósitos já não dependem tanto dos adultos. Torna-se mais independentes e mais sábia nas suas escolhas. Ouve a sua intuição com facilidade por esse motivo estão mais protegidas. O amor desenvolve-se à medida que temos mais confiança, mais estabilidade.

As crianças reagem por medo ou por reconhecimento. O reconhecimento marca, tal como o medo, mas pela positiva. Fazer Meditação pode ser em casa, no jardim, na escola. São viagens a tua procura e para a tua educação. Mergulhos no escuro que se faz claro.

As crianças precisam de disciplina e parâmetros para saber como viver neste planeta, esta é a função do adulto. A Meditação pode trazer esta educação e funcionar ainda como uma excelente forma de auto conhecimento.

Saber quais as suas reais capacidades e fazer uso delas, aperfeiçoar o que é mais difícil, não só o torna um Ser mais completo, como constrói a auto estima e magnetismo.

Na escola

A escola é um local de crescimento e criatividade deve por isso ser um aparelho flexível e enquadrar novas formas de pensar e de trabalhar. Quem orienta as linhas de organização da educação deve meditar e recordar como foi quando era criança. Professores devem meditar e assim alcançar paz para conseguir novos dias, novos métodos uma renovação que aguarda dias de criatividade e boa vontade para nascimento de uma nova escola.

Em conclusão…

Todos são unânimes em dizer que vivemos momentos de crise mundial. Momentos de crise tornam o homem mais sábio, mais responsável, mais criativo. O interior de uma criança é suave e original, momentos de sabedoria para quem está atento. Aprenda com eles. Faça Meditação em família, aprenda a ouvir os mais novos, cresçam em conjunto e deixe-se contagiar.

 

Como promover a autonomia, responsabilidade e competências de organização em função do ano de escolaridade

Eis que recomeçaram as aulas!

O início do ano lectivo é tipicamente turbulento, mais ainda para quem começa agora a caminhada de um novo ciclo, seja como aluno ou como encarregado de educação. Esta é também uma fase crítica para pôr em marcha um ano escolar pleno de sucessos.

Na preparação de mais um ano escolar, e vendo toda a azáfama de compras de material escolar, não pude deixar de me recordar de uma conversa com um aluno de 3.º ano.

Perguntava-lhe eu onde estava a ficha que tinha levado para casa para terminar. Respondeu com um descansado “não sei”.  Estranhei. Se fosse “esqueci-me” eu percebia, mas não saber de todo pareceu-me estranho. Questionei. “A mãe deve ter-se esquecido de arrumar”, respondeu-me. Curiosa, procurei perceber. Para aquela criança, arrumar a mochila ou guardar os tpc’s era tarefa para os adultos. Olhámo-nos com igual expressão de incompreensão: eu pela surpresa de ser não ser óbvio para um aluno de quase 9 anos de idade que a responsabilidade era sua, e ele porque a minha surpresa lhe era estranha.

Imaginei o que será para os pais organizar o cenário familiar de banhos, jantares e tarefas várias filhos em casa. Vejo um adulto naturalmente cansado a perguntar-se “ensino-o a fazer isto ou faço eu por ele? Hoje já é tarde, amanhã logo ensino!”. E assim se criam rotinas de organização do material que não favorecem o envolvimento da criança com a escola.

O espólio escolar é vasto e a sua gestão autónoma é difícil para alunos do 1.º e 2.º ciclos, mas pode ser também um instrumento de promoção da autonomia, responsabilidade e competências de organização.

Adaptando a tarefa à idade e competências da criança, esta pode desempenhá-la com relativa facilidade, cabendo ao adulto apenas a supervisão da mesma.

Assim, deixamos algumas sugestões em função do ano de escolaridade:

  • 1.º e 2.º anos

Nesta etapa da escolaridade as crianças ainda enfrentam alguns desafios com a escrita. Uma forma eficaz e divertida de agilizar a tarefa de “arrumar a mochila” será fazer uma tabela com ilustrações (legendadas) dos objetos a arrumar. A criança poderá ter de colocar um “visto” à frente de cada item que já arrumou. Caberá aos pais confirmar se tudo está ok. Podem criar um código de pontos convertíveis em algum prémio agradável. Existem à venda quadros magnéticos com pequenos ímans que poderão ser uma boa solução.

  • 3.º e 4.º anos

Nesta fase as crianças já dominam a linguagem escrita pelo que as ilustrações são opcionais (mas continuam a ser apelativas). Agora podem complexificar a tarefa e eventualmente acrescentar aspetos mais difíceis, como arrumar o saco da ginástica ou definir dias para limpar o estojo ou fazer uma limpeza às folhas soltas.

  • 5.º e 6.º anos

Novo ciclo, novas regras. O horário semanal passa a ser a bússola nesta tarefa. Gerir as várias disciplinas e materiais afetos a cada uma delas é ainda difícil. Uma boa estratégia será construir uma agenda onde, associados a cada disciplina, apareçam os materiais que esta exige (por exemplo: Matemática – manual+livro de fichas+caderno+régua…). Para muitas crianças conferir item a item continua a ser importante, bem como a supervisão parental.

O caminho para a autonomia faz-se caminhando. Um passo por dia desde o primeiro dia. Com estes e outros pequenos grandes detalhes damos um importante contributo e reforçamos progressivamente o sentido de auto-eficácia e bem-estar. Crescer, mais do que adquirir conhecimentos, é formar-se, desenvolvendo competências duradouras que promovem o sucesso académico das crianças e jovens.

 

Por Dra. Helena Almeida para Up To Kids®

Os benefícios das artes plásticas para as crianças

A arte desempenha um papel importante no universo infantil. Grande parte das crianças gostam naturalmente de pintar, desenhar e brincar com cortes e recortes, mesmo sem serem estimuladas para tal.

À semelhança de todas as experiências culturais, as artes plásticas são uma ótima forma de desenvolver apetências, conhecimentos e valores que os vão acompanhar durante toda a vida. Não é por acaso que as artes plásticas são usadas por terapeutas ocupacionais e integram grande parte do programa de aprendizagem das creches e jardins de infância.

Ensina a importância de fazer

Desenhando, pintando e esculpindo é natural que as crianças guardem uma imagem projetada do possível resultado final, mas é necessário trabalhar essas expetativas. O incentivo das artes plásticas em casa ou na sala de aula é, portanto, uma ótima forma de ensiná-las a desfrutar de cada passo do processo e a saber lidar com a frustração e com a gestão de expetativas. “O importante é participar” dirão alguns, mas mais importante ainda é divertirem-se pelo caminho! Não interessa o resultado final, o que interessa é o processo – esta é uma lição para a vida.

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Aproxima pais e filhos

As artes plásticas são um caminho para a interação e para preencher tempo de qualidade entre pais e filhos. Sentar-se com os seus filhos a pintar, desenhar e a criar coisas novas estreita laços familiares e promove a comunicação, a cooperação, o espírito crítico e a partilha de experiências e opiniões.

 

artes plásticas

 

Abre as portas à criatividade individual 

Desenvolver a imaginação é tão importante como aprender a falar, saber as cores e contar até 100. Além disso, as artes visuais são uma excelente forma das crianças se expressarem, quebrando as barreiras linguísticas, principalmente em idades em que o discurso verbal ainda não está completamente assimilado.

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Resiliência e autoestima

Saber falhar é a regra número 1 de um artista e essa regra é válida também para artistas de palmo e meio. É importante escolher atividades que se adaptem à idade da criança, para que haja sempre superação. Além de desenvolver ferramentas emocionais tão importantes como a resiliência, a paciência e o autocontrolo, todas as artes plásticas incluem uma boa dose de encorajamento para fazer melhor – tendo um papel importantíssimo na construção da autoestima e confiança dos mais pequenos.

Descobrir o mundo e descobrir-se
Os adultos não devem influenciar o processo criativo das crianças, mas podem dar-lhes oportunidades para elas poderem conhecer o mundo e experienciá-lo. Papel, tinta, gesso, argila e elementos naturais como folhas, terra e água são uma ótima maneira de elas terem contacto com novos materiais, objetos, texturas e possibilidades, ao passo que descobrem o mundo através deles. Sujar, claro, faz parte do processo. Aprenda como tirar tinta da roupa facilmente e não deixe de incentivar o sentido de exploração e descoberta dos seus filhos!

 

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Consciência corporal e coordenação motora

Através do tato e da manipulação de objetos os mais pequenos descobrem o mundo, interpretam o que os rodeia e aguçam a curiosidade. O desenho, a pintura e os trabalhos manuais são um excelente “empurrão” no desenvolvimento motor da criança. No topo da lista estão a destreza dos dedos e a coordenação entre o olhar e o movimento das mãos. Logo de seguida, a consciência de si próprios e a aprendizagem de que é preciso cuidar do próprio corpo em todas as ações e atividades.

Precisa de mais argumentos?

 

Por Joana Teixeira para Up To Kids®

Ensino da tolerância e da serenidade aos mais pequenos

Crianças mais calmas, ponderadas e equilibradas nas suas actividades escolares e em família obtêm sempre melhores resultados. Caso os pais tenham que enfrentar situações de divórcio, despedimento ou doença, depressões, entre outros episódios, hoje em dia, tão frequentes na vida dos mais velhos, as crianças mais orientadas são menos difíceis de lidar.

Serenidade é sinónimo de tranquilidade, paz interior, harmonia, calma, paz de espírito e sossego. Pode ser cultivada com base num conjunto de princípios que se pautam pela calma, o acordo, a voz pausada, a alegria nas atitudes e a firmeza nos propósitos. Os adultos devem ser os primeiros a dar o exemplo ou a procurar estudar, praticar disciplinas que visam educar a mente a energia. Exemplos bons são a natação, a equitação, a meditação e algumas artes marciais. A tolerância vem do latim tolerare, quer dizer, sustentar ou suportar e é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento não esperado ou habitual. Pode ser por questões culturais, cívicas ou físicas. Do ponto de vista da sociedade, a tolerância define a capacidade, aceitação de uma atitude diferente das que são, por norma, aceites.

Comportamentos futuros

Os mais pequenos aprendem tudo nos cenários que lhes são mais próximos como o lar, a escola e no contacto com os media. Nos media, diferentes estereótipos são incentivados. Modelos, classificações, ideias, escolhas, rótulos… e tudo é assimilado pelas crianças. Desde cedo as crianças são induzidas a pensar que a diferença separa e distingue. Tudo o que dizemos, fazemos ou pensamos no dia-a-dia é também assimilado e vai influenciar os comportamentos futuros. Os mais velhos devem observar de perto as suas atitudes e conversas uma vez que estão a todo o momento a mostrar exemplos de irritabilidade ou serenidade, crítica ou tolerância. Num mundo global e em crise, compreender que todos precisamos de ajuda, apoio e tolerância é uma chave para ultrapassar dificuldades.

A tolerância

Une todos os seres uma vez que tem por base a compreensão e aceitação das diferenças. Aprender a observar e apreciar as diferenças é um dom e um divertimento. Ao passar da estrutura de bebé para a estrutura de criança, o ser humano sai de um estado solitário para um cenário de convívio com os seus semelhantes. Por norma, as crianças são sensíveis, curiosas e afectuosas. Em tenra idade gostam de partilhar e são desprovidas de crítica ou julgamento. No jardim infantil e na escola primária as crianças gostam de participar em jogos com partilha e metas. Aprendem a cooperar e a aceitar o próximo. São os primeiros passos para a aprendizagem da tolerância. Através da meditação é possível encontrar um estado de serenidade que se instala e ajuda a libertar as tensões mentais, descobrir uma sensação de verdadeira paz de espírito nas rotinas diárias. Afirmações, visualizações, assim como meditações adequadas são a ferramenta adaptada para que, grandes e pequenos, em conjunto ou em separado possam cultivar a tranquilidade e a serenidade.

Momentos de pico na escola, dias de testes, a entrada no novo ano escolar são alguns momentos difíceis para todas as crianças. Pela serenidade a criança aprende a ver todas as experiências com mais calma e a saber que tudo é passageiro e se torna, aos poucos, uma experiência agradável.

Serenidade – Qualquer um pode zangar-se, pois isso é muito simples. Mas zangar-se com a pessoa adequada, no grau exato, no momento oportuno, com o propósito justo e de modo correto, isso, não é tão fácil como isso – Aristóteles

Ensinar a tolerância aos mais pequenos

  • Brincar
  • incentivar as crianças a dar e receber
  • utilizar a criatividade
  • incentivar a curiosidade
  • organizar festas e convívios
  • Construir um mapa-mundo com as crianças
  • ensinar e falar em diversas línguas
  • Criação de jogos

Aprender sobre a tolerância

  • refletir sobre os padrões de infância
  • encarar as diferenças com honestidade
  • aceitar a diversidade
  • estar atento à linguagem
  • mente aberta
  • Culto da compaixão, bondade e respeito

Ensinar a serenidade aos mais pequenos

  • exercícios de relaxamento
  • aprender a respirar
  • Comunicação clara e eficaz
  • expansão criativa
  • explorar o potencial inato

Aprender sobre a serenidade

  • eliminar o stress, a ansiedade e a depressão
  • afinação do sentido de clareza e harmonia
  • descoberta do poder pessoal
  • melhoria nas escolhas
  • eliminar limitações e padrões negativos
  • limpeza de vidas passadas

imagem@Tu Chique, coleção Outono/Inverno 2016®

Porque prefiro que os meus filhos aprendam empatia em vez de mandarim

“Desde que sou mãe que tenho ouvido diferentes opiniões sobre o que é mais importante que os nossos filhos aprendam para ter sucesso na vida. Programação. Inglês. Xadrez. Ballet. Mandarim. Comunicação. Matemáticas. Desportos de equipa. Música. Artes marciais. “

Estou grávida de sete meses da minha terceira filha e com uma barriga gigante. No fim de um dia de trabalho, sempre que entro no metro a abarrotar é inacreditável a forma como as pessoas viram a cabeça para o outro lado e fingem que não me viram. São muito poucas as pessoas que me olham nos olhos e me cedem o lugar. Não sei se sabem mandarim, programação ou se são uns génios em matemática. Mas todas elas têm algo em comum: empatia. Empatia tal que as move e as leva a fazer algo pelos outros. É chamada Empatia em ação.

Esta é a empatia que move as pessoas a fazer coisas pelo próximo.

A ajudar a construir uma maternidade, a doar o seu tempo e esforço por uma causa em comum. A que leva um jovem a montar uma iniciativa social na sua escola.

A Empatia em Ação é de extrema importancia na formação de uma criança não só por ajudar o próximo, mas também por se tornar uma competência essencial para se ser bem sucedido e feliz. A empatia é o que faz que uma pessoa trabalhe bem em equipa, que seja um bom líder, que uma empresa concentre o seu serviço às verdadeiras necessidades do cliente, ou que um jovem saiba como atuar numa entrevista de trabalho.

A empatia não surge quando olhamos à nossa volta. A empatia faz-nos olhar de outra maneira à nossa volta, focando-nos nas necessidades e preparando a ação.

A Empatia em Ação leva-nos a inovar e torna-nos mais pragmáticos, mais bem sucedidos e mais felizes. E claro, ajuda a tornar o mundo melhor.

A boa notícia é que a empatia se pode aprender e praticar.

Existem empreendedores sociais, como a canadense Mary Gordon, que impulsiona a empatia em escolas há quase 20 anos, e tem promovido os benefícios objetivos da empatia.

Também em Espanha, há colégios que estão a trabalhar a Empatia em Ação com os seus alunos e têm conseguindo resultados excelentes. As crianças do Ensino Fundamental de Canárias, pela primeira vez, terão a sorte de ter a disciplina – obrigatória e avaliativa – “Educação Emocional e para a Criatividade”, onde duas vezes por semana trabalharão a empatia e outras emoções.

Hoje em dia este tipo de indicadores não faz parte dos rankings dos top 100 colégios da Espanha, que continuam, infelizmente, centrados nos resultados quantitativos de avaliação. Mas se todos valorizarmos, praticarmos e ensinarmos a Empatia aos nossos filhos, tal como aconteceu com as regras e outros valores sociais e morais noutros tempos, as coisas irão mudar.

Eu quero que os meus filhos desenvolvam a empatia.

Para que não virem a cabeça para o outro lado. Para que sejam pessoas ativas e que se importam com o que se passa à sua volta. Para que façam algo pelos outros. Para que tenham êxito pessoal e profissional. E para que quando forem à China, sejam capazes de entender os moradores locais com apenas um olhar.

Das crianças que trabalharam a empatia em salas de aula:

  • 78%  incrementaram a sua atitude e conduta perante os colegas;
  • 74% aceitaram melhor os colegas;
  • 71% aprenderam a avaliar as situações em perspectiva;
  • 39% diminuíram a agressividade relativamente aos colegas.

empatia

 

Traduzido e adaptado por Up To Kids®,

Artigo original “Por qué quiero que mis hijas aprendan empatía en vez de chino”, em Forbes

Tolerância: De pequenino é que se torce o pepino

É meu e não te empresto. Não quero dar um beijinho à avó. O teu casaco é horrível. Ele cheira mal. Já não sou teu amigo.

As crianças pequenas não costumam ser os melhores modelos de tolerância. Apesar disso, elas estão ansiosas por aprender boas maneiras. Por esse motivo, não adie interminavelmente o momento de introduzir no vocabulário e no comportamento do seu filho a noção de tolerância. Esqueça o “ele é tão pequeno, não vai entender”. Lembre-se que a criança aprende e apreende observando e experimentando… Por isso, nunca é cedo para começar! O seu filho é como uma pequena esponja, nomeadamente de valores. E os valores ensinam-se melhor, através da observação de modelos. E onde e quando? Nas rotinas do dia a dia, nos acontecimentos quotidianos, nas experiências vividas pelos vários elementos da família. Virtualmente, “tudo” é uma oportunidade de aprendizagem, mesmo no que aos valores diz respeito.

Demonstre tolerância. Respeite a criança na mesma medida que exige respeito dela. Escute, olhe o seu filho nos olhos, baixando-se “à sua altura” e demonstre interesse genuíno por aquilo que ele tem para lhe contar. Em relação a outros adultos, e principalmente quando o seu filho é um observador da situação, antes de criticar, mostre-se interessado por compreender o ponto de vista dos outros e realce a possibilidade de diferentes opiniões poderem ser igualmente válidas.

Ensine boas maneiras. A tolerância pode ser demonstrada através das boas maneiras. Quando a criança começa a comunicar verbalmente ela estará pronta para aprender a dizer contextualmente “por favor” e “obrigado”. Mais uma vez, mostrar boas maneiras funciona melhor do que dar uma palestra sobre o tema ao seu filho. Use “por favor”, “obrigado” e “desculpe” regularmente, tanto no contacto com o seu filho, como nas interacções com outras pessoas. A criança compreenderá que estas expressões fazem parte da comunicação habitual, no seio da família, assim como noutros contextos, passando a usá-las com naturalidade, sem ser necessário recorrer ao “faltou a palavra mágica”.

Evite reacções exageradas. Em resposta um comportamento pouco tolerante do seu filho, olhe-o nos olhos e diga de forma calma, mas firme, como é reprovável aquilo que disse ou fez e, em seguida, sugira-lhe uma alternativa mais ajustada e que expresse tolerância.

Seja tolerante!

As crianças pequenas têm dificuldade em partilhar. Dificuldade em partilhar o seu espaço, os seus cuidadores, os seus brinquedos. Aprender a partilhar é um processo. Algo que se vai construindo ao longo do desenvolvimento, a par e passo, com o desenvolvimento de competências cognitivas, emocionais e sociais. As crianças, por se encontrarem num processo de descoberta e de diferenciação entre o “eu” e os “outros” ou o “eu” e o “mundo”, tendem a comportar-se de modo mais egocêntrico, ao olhar dos adultos. Ora, sendo esta dificuldade algo normativo em termos de desenvolvimento, em idades precoces, percebê-lo e aceitá-lo é um primeiro passo, para que pais e cuidadores possam incentivar a partilha e a tolerância de acordo com os ritmos de desenvolvimento da criança.

Explique à criança que o desacordo é algo esperado nas relações humanas e que quando alguém tem uma visão diferente da nossa, tal não é sinónimo de desrespeito. A tolerância emerge precisamente da diferença.

A tolerância “torce-se” de pequenino… Observando modelos de tolerância. Percebendo que quando se é tolerante, se é valorizado, admirado e respeitado.

O meu filho mordeu o amigo!

Chegar à creche e ouvir a educadora dizer que o filho foi mordido ou mordeu um amigo é algo constrangedor que deixa qualquer pai/mãe assustado e sem compreender muito bem o que se está a passar, ou como lidar com a situação.

É importante perceber que este tipo de comportamento é considerado absolutamente normal até cerca dos 2/3 anos, no sentido em que a criança ainda explora o meio ambiente com a boca, desaparecendo à medida que a criança vai amadurecendo.

Por outro lado, morder, bater, ou puxar os cabelos são formas que a criança utiliza para comunicar. Tendo em conta que nesta fase a aquisição da fala ainda está em progresso, a interação com os demais será mais física e, nesse sentido, a mordidela pode ser um dos meios utilizados pela criança para revelar o que está a sentir ou, simplesmente, para chamar à atenção.

“Vou-te morder o pé!”

As mordidelas ou os comportamentos agressivos nem sempre são uma demonstração de emoções negativas. Quantas vezes os pais durante o banho ou no ato de trocar a fralda brincam com os seus bebés e dizem: “Vou comer o teu pé… ou a tua bochecha”? Então para os bebés/crianças a mordidela meiga que os pais deram durante um momento carinhoso e divertido, pode tornar-se uma forma de exprimir um sentimento divertido e de boa disposição, logo, durante uma brincadeira com os amigos poderá também morder sem a intenção de magoar.

Noutras situações, o mesmo comportamento pode ter o objetivo concreto de conseguir o brinquedo que o amigo tem, o que normalmente funciona, porque a criança que é vítima sente dor e larga de imediato o brinquedo. Nestas situações o papel do adulto não deve ser de repreensão, explicando que a atitude não é correta porque magoa o outro. Se não houver uma intervenção nesse sentido a criança vai continuar a utilizar o seu método que parece ser eficaz e prova o seu poder perante o outro, ou seja, a criança vai utilizando a mordidela ou outro comportamento agressivo e vai avaliando as consequências do mesmo. Se ele conseguir os seus objetivos e não for repreendido, continuará a repetir o mesmo.

Regras e limites

Nesta fase do desenvolvimento, as regras e os limites são de extrema importância, muitas vezes os pais pensam que os seus filhos são demasiado novos para compreender o NÃO, mas pelo contrário, esta é a altura em que o “Não” é essencial e ajuda a crescer emocionalmente saudável. O adulto deve explicar que existem outros meios para expressar o que pretendem e que atitudes agressivas não devem ser utilizadas como meio para alcançarem os seus objetivos. Se pretende um brinquedo que o amigo tem, terá que pedi-lo emprestado, ou se pretende dizer alguma coisa ao adulto, tem que saber esperar pelo momento em que ele esteja disponível para falar e que não adianta beliscar ou bater para ter a atenção no imediato. Se perceber que assim resulta irá continuar a utilizar comportamentos desadequados para chamar a atenção.

Normalmente estes comportamentos são passageiros e deixam de ser utilizados quando lhes é explicado que a ação não está correta. No entanto, em alguns casos estas atitudes podem ser reflexo de um problema de ordem emocional e, se forem recorrentes e prolongadas no tempo, poderão estar associadas à expressão de sentimentos de rejeição ou a ansiedade. Para que se possa entender a causa poderá ser necessário a ajuda de um psicólogo que intervenha de forma a ajudar a criança e os seus pais.

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Querida mãe: sobre AQUELA criança;

Brincar, porquê? O papel da brincadeira no desenvolvimento da criança.

Estudo confirma que as crianças portam-se pior na presença das mães

Porque ir para a praia não é para todos, e porque indoors também nos podemos divertir e muito!

Quem disse que todos os miúdos podem ir felizes e contentes para a praia, dar mergulhos na piscina, ir para os campos de férias, visitar monumentos, subir à serra, visitar os avós na sua terra natal…?

Por um motivo ou por outro, há crianças que simplesmente não têm férias como a maioria. Ora porque os pais estão a trabalhar, ou porque têm de ficar em casa de quarentena devido a uma doença infantil entre outros cenários.

Por sua vez, muito se tem falado sobre a importância de passarmos tempo útil com os nossos filhos, fazer coisas em conjunto, para além do habitual ver televisão. Vale a pena refletir sobre o tempo útil que a criança passa em casa: quantas vezes é que ela pode usufruir do seu quarto, dos seus pais, simplesmente descansar em casa após um ano de frenesim no infantário ou na escola…?

Pois bem, aproveitemos o tempo! Seguem 12 brincadeiras para fazer indoors no verão

  1. Piquenique no quarto. Por que não?
    Chamar os amigos e montar um tipi no quarto, com direito a espetadas de mirtilos, framboesas, morangos, banana, uvas…
    _tipi
  2. Preparar com os pais ou a mana mais velha uma comidinha “faz-de-conta” com massinhas, água, bagos de arroz, etc;
  3. Fazer gelados de fruta;
    gelados-de-fruta
  4. Plantar ervas aromáticas (e vê-las crescer!);
    plantar-ervas
  5. Cantar, organizar um pequeno concerto, à tarde, com os filhos dos vizinhos;
  6. Contar estórias (e aqui temos «n» possibilidades a explorar: construir uma história em formato mapa numa grande cartolina com desenhos; pintar seixos de tamanhos e formas diferentes com ícones das estórias; montar um cenário de cartão);
  7. Criar um pequeno teatro com os bonecos que houver, com tecidos, com bancos…;
  8. Pintar palitos de gelado/ “do médico” e fazer uma construção colando-os uns aos outros;
    paus-gelado
  9. Criar um jogo da memória feito de cartões cheios de recortes de revista ou papel colorido;
  10. Transformar a cozinha num laboratório: use vários copos para medir líquidos ou pesar feijões; tinja tecidos com a água de cozer da beterraba; faça um concerto com as tampas das panelas;
  11. Construir uma cozinha com caixas de cartão e forrá-la com papel colorido;
    cozinha-Papel
  12. Baby yoga: podem divertir-se com as posições dos animais, mostre ao seu filho como fazer a cobra, o sapo, a girafa…

baby_yoga

Passar tempo sem ser lá fora também pode ser muito divertido. Basta deixar a imaginação fluir!

E, por falar nisso, estas ideias podem igualmente inspirar aquelas tardes chuvosas de um fim-de-semana frio de inverno. Divirtam-se!

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

campapanha

 

 

Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

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Para poderem compreender melhor este tema irei falar um pouco sobre o que são BNM, quando surgiram, os seus objetivos e as suas principais aplicações.

A BNM surgiu nos anos setenta no continente Asiático, nomeadamente na Coreia e no Japão. A técnica refere que o movimento e a atividade muscular são indispensáveis para a manutenção de um estado saudável. Tendo esta ideia como ponto de partida, foi desenvolvida a Banda Neuromuscular: uma banda elástica, de algodão, que auxilia a função muscular sem limitar amplitudes/movimentos; capa de cola hipoalérgica; elasticidade até 140% (igual à elasticidade da pele); material aderido ao papel com cerca de 10% de estiramento; diversas cores; adere melhor à medida que é aquecido; só pode ser utilizada uma vez; resistente à água; e a sua aplicação dura entre 3 a 4 dias. Com o objetivo final de reproduzir a pele humana e aumentar o apoio externo dos tecidos. A aplicação das BNM apresenta como principais objetivos a capacidade de levantar a pele, ativando a circulação sanguínea e linfática, além da capacidade de auxiliar o trabalho dos músculos, ligamentos e tendões, durante a reabilitação ou atividades desportivas. Segundo algumas perspetivas, as doenças devem-se a desequilíbrios ou necessidade de uma determinada cor no organismo humano. Por isso, as BNM apresentam várias cores específicas, para cada tipo de problema, nomeadamente: bege (mais utilizada para a face, pois tenta disfarçar a sua aplicação na pele); rosa (reflete poder e energia e favorece a circulação sanguínea); e azul (tranquiliza e proporciona harmonia, relaxando a mente). Como em todas as técnicas, esta também apresenta algumas contraindicações, tais como: aplicação em feridas abertas; casos oncológicos; problemas dérmicos; exposição direta da banda à luz solar ou a altas temperaturas; trombos sanguíneos; entre outros. Durante o desenvolvimento desta técnica, rapidamente se descobriu que as aplicações possíveis eram muito variadas, por isso começaram a surgir os estudos sobre a aplicação de BNM na Terapia da Fala.

A Terapia da Fala não é uma profissão que apenas trata problemas na fala, mas que abrange ainda a prevenção, a avaliação e a intervenção em toda a comunicação humana e nas suas perturbações (voz, fala, linguagem oral e escrita), bem como nas alterações referentes às funções estomatognáticas (respiração, fala, mastigação, deglutição e sucção). Por isso, podemos observar que o Terapeuta da Fala trabalha com músculos (faciais e cervicais) e articulações (articulação temporo-mandibular), podendo assim recorrer ao uso de BNM, de forma a otimizar e a acelerar a sua intervenção. Contudo é de ressaltar que estas, só por si, não irão resolver o problema, por isso continua a ser necessário a intervenção do Terapeuta, com ajuda de outras técnicas. Sendo assim, irei expor algumas situações/patologias em que o uso de BNM pode ser benéfico, tais como:

  • Disfunção temporomandibular: a elasticidade permite que os tecidos sejam suportados durante a sua função, permitindo uma completa liberdade de movimento;
  • Sialorreia (perda excessiva de saliva pela cavidade oral): a aplicação da banda permite aumentar a propriocepção local, a frequência do número de deglutições de saliva, atuando diretamente nos músculos supra-hióideos, agindo assim na postura da língua;
  • Disartria: a aplicação da banda diminui significativamente o tónus facial ao longo do dia;
  • Paralisia facial, disfonia, disfagia.

De uma forma conclusiva, a aplicação das BNM em casos específicos que envolvam a intervenção de um Terapeuta da Fala poderá constituir uma forma de maximização dos seus resultados na prática clínica. Nesta técnica são utilizadas bandas que se aderem à pele, com caraterísticas específicas, com o objetivo de suportar os tecidos sem limitar a sua ação. Vários estudos revelam que tal técnica mostra-se eficaz no desempenho das estruturas intervenientes nas funções da voz, deglutição e motricidade oro-facial.

Por fim, terapeutas ou simplesmente todos os interessados neste tema, procurem “saber mais”, pois só assim podem evoluir a nível pessoal e profissional.

Como diria Albert Einstein: “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original”.

Por isso, não desistam de procurar ou inovar os vossos conhecimentos, pois todos os dias há novas “descobertas”.

 

Cátia Silva, Terapeuta da Fala