Este é um guia prático para pais, avós, tios ou amigos, que querem ajudar os seus pequeninos a crescer, a aprender e a desenvolverem-se enquanto brincam.

Brincadeira: O Reflexo no Espelho
Idade: 0 aos 12 meses
Como brincar?

  1. Coloque o bebé em frente a um espelho e deixe que se observe. Nesta etapa do desenvolvimento, o bebé ainda não se reconhecerá a si próprio no espelho, mas ficará fascinado com o que vê.
  2. Mostre-se também a si e enquanto conversa com o bebé, faça diferentes expressões faciais e alterações no tom de voz e na velocidade do discurso.
  3. Coloque no espelho, uma pequena bola. Role a bola pelo espelho, bata a bola e gire a bola.

Competências em destaque:

  • Consciência espacial
  • Desenvolvimento da linguagem
  • Auto-conceito
  • Discriminação visual
  • Desenvolvimento da socialização
  • Desenvolvimento da atenção

 

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Brincadeira: Copos Mágicos
Idade: 12 aos 24 meses
Como brincar?

Esta brincadeira é uma versão simples de um jogo clássico – o cu-cu.
Mostre ao bebé que está a esconder um pequeno objeto (por exemplo uma bola ou um patinho de borracha), debaixo de um copo. Depois, coloque ao lado outro copo (que nada esconde).

Onde está o objeto?

Calmamente movimente os copos e pergunte-lhe onde está o objeto.
Inicialmente a criança poderá sentir alguma dificuldades, mas experimente mover os copos muito devagar e eventualmente conseguirá acertar!

Competências em destaque:

  • Memória visual
  • Concentração
  • Permanência do objeto
  • Resolução de problemas

 

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Brincadeira: Detetive das formas
Idade: 24 aos 36 meses
Como brincar?

Faça um jogo que ajude a criança a reconhecer as formas enquanto estão em casa. Poderá começar com as imagens de um livro, pedindo à criança que encontre algo parecido com um círculo.
Aumente o desafio, para o detetive, pedindo-lhe que descubra quadrados, círculos, triângulos e outras formas, nos objetos de casa.
Poderão depois dar uma espreitadela pela janela…Que formas esconde a rua?

Competências em destaque:

  • Linguagem
  • Concentração
  • Memória
  • Discriminação

 

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Brincadeira: Sentimentos
Idade: 3 aos 5 anos
Como brincar?

Faça cartões com imagens felizes, tristes e zangadas. Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz, não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele. De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.

Estas são ferramentas de coping (como lidar ou reagir em cada situação) que o ajudará a desenvolver a competência de auto-controlo quando ele crescer.

Competências em destaque:

  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência Emocional
  • Socialização

 

Boas brincadeiras!

Por Isabel Cunha, para Up To  Kids®
Todos os direitos reservados

 

Sabem quando, ao vermos as outras pessoas, nos apercebemos de coisas que fazemos e não gostamos? Eis coisas que me tenho apercebido e que não gosto e, portanto, vou evitar fazer. Sogra e mãe, sim, algumas são inspiradas em vocês. É normal, são vocês que convivem connosco, está bem?

 

  • Falar de morte desnecessariamente. 
    Não gosto. Passei a ser super sensível a isso. Dizer que o boneco morreu por estar estendido no chão não me parece saudável, não entendo porquê. Claro que a morte é algo natural e que os miúdos devem saber do que se trata, mas andar a lidar com o luto dos bonecos 10 vezes ao dia, não me parece uma coisa agradável.
  • Fez dói-dói? Ahh! Cadeira má! Dá tau-tau na cadeira!.
    Não. Não se dá tau-tau em ninguém. Muito menos na cadeira que estava lá antes e que foi a bebé que não prestou atenção. Fez dói-dói, dá miminho e é seguir em frente sem violência. Um dia será a mãe que lhe faz dói-dói sem querer e depois leva meio tabefe que até anda de lado.
  • Não come mais? Menina feia! És feia, não gosto de ti!
    Não. Ninguém é feio por não ter apetite. Nem se deve deixar de gostar de alguém por não o conseguirmos obrigar a comer. E ser feio não devia ser um castigo e muito menos estar ligado ao afecto que temos por essa pessoa.
  • Olha, Olha, vem ali um memé, olha!
    Se não vier nenhum memé, se não vier nenhum pássaro, não se diz que sim. É errado mentir. É errado criar expectativas. A não ser achemos mesmo que possa vir um. A confiança é algo que se constrói. Estas técnicas depois deixam de funcionar e não ensinam grande coisa. A mim, se me disserem “é hoje que cai o salário na tua conta” e depois não cair, fico furiosa.
  • Quer comer mais mulão? Mumiu bem? Vamos apertar o passato?
    Bom. Culpadíssima. Faço este reparo à minha mãe e sogra e ainda hoje lhe perguntei se ela queria comer mais uma tóta (tosta). É tentador, sim senhora, mas não é bom. A Irene, ainda por cima, consegue aprender facilmente palavras e ensiná-las mal é um desperdício e até confuso.
  • Vá, a gente depois toma ali banho. Vamos já.
    Mais uma vez, prometer coisas que não se cumpre só porque achamos que eles têm a memória curta. Podem não ficar a pensar nesta, mas ficarão ou ficaram noutra. Não é bom e não estamos a aprender a funcionar com eles. Só a mentir.
  • Não.
    Não gosto. Só não, não. Pronto. 
    Foi isto que vocês sentiram. “Então, é isto? É não e pronto? E não explica?“.
  • Ehhhhhhhh, festa!!!! Palminhas!
    É comum. Eu provavelmente também o faria se não passasse tanto tempo com a Irene como passo, mas não entendo a necessidade de excitar os miúdos sem motivo. Estarem eles a andar, a explorar e estar a alguém a dizer BEM ALTO “olha isto, olha aquilo!“. Tenho vindo a aprender um novo modo de apreciar as coisas que é: observando. Conhecendo-os. Para além disso, faz-me confusão fazer “festa” por nada. Se ela conseguir fazer algo, sim! Se vir algo que a deixa feliz, compreendo que queiramos partilhar esse momento, mas… por nada?
  • Maminha? Outra vez?
    A Irene anda numa fase em que mama de 3 em 3 minutos. Salto de desenvolvimento, dores de dentes, não sei. É aborrecido? É. É normal? É. Recriminar a miúda não está certo. Ela tem essa necessidade, que lhe faz SÓ bem. E este foi um erro meu. Sempre que ela pedia eu dizia “que chatice” para ela perceber que a mãe queria fazer coisas e… ela passou a dizer “que chatice” sempre que vem mamar. Já lhe passou, claro. Agora tento ensinar-lhe a frase “mas que belas e firmes mamas que tens” para que ela diga antes de se servir.
  • Não fez nada dói-dói, não seja maricas!.
    Não tratamos a miúda por você mas, às vezes, pela 3ª pessoa do singular. É querido, pronto. Da mesma maneira que não gostamos que alguém negue os nossos sentimentos, não neguemos os deles. Se eles choram, ou ficaram magoados ou apanharam um grande susto. Validemos isso que é já metade da ajuda para tudo passar.
Estas são as que têm andado na minha cabeça para reflexão. E vocês? Há alguma destas com a qual concordem? Outras que queiram sugerir?
Por Joana Gama, publicado originalmente em A mãe é que sabe
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O regresso às aulas está a chegar!

Temos sido abordados com algumas dúvidas sobre as mochilas escolares, e como tal, pensámos em escrever este artigo com algumas dicas fundamentais na hora de escolher a mochila para os nossos filhos!

Cada vez mais tem sido demonstrada a relação directa entre o uso incorrecto das mochilas escolares e o aparecimento de sintomas, nomeadamente dor na coluna vertebral nas crianças. O uso de uma mochila demasiado pesada ou mal posicionada poderá levar a uma alteração da curvatura fisiológica e normal da coluna, obrigando as crianças a adoptarem uma postura mais inclinada para a frente, o que a longo prazo se poderá traduzir em sintomas e lesões a nível da coluna e musculatura cervical bem como a nível da cintura escapular. 

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Assim, quando escolhemos a mochila, é importante ter atenção a alguns pormenores que poderão fazer toda a diferença no futuro dos nossos filhos:

  • Tamanho – Escolha uma mochila de tamanho adequado ao seu filho.
    Uma mochila deve ter mais ou menos o tamanho da altura do tronco da criança.
  • Design – Uma boa mochila deve ter as alças largas, ajustáveis e almofadadas.
    Deverá idealmente ser almofadada junto às costas para maior conforto, e deverá ainda ter um cinto que posssa prender à cintura. Apesar de não ser prático e apesar deste cinto não ser encontrado na maioria das malas escolares, permite que a mala fique mais justa ao corpo com menor carga para a coluna. CERTO ERRADO 2
  • Posição – As alças deverão ser ajustadas simetricamente, e de forma a que a mochila fique justa ao corpo da criança, com o limite superior a nível dos ombros e o limite inferior nunca mais de 5cm abaixo da linha da cintura da criança. A mochila deverá ser sempre utilizada nos dois ombros! 

 

  • Peso – O peso ideal de uma mochila já com todo o seu conteúdo, não deverá nunca ultrapassar os 10% do peso da criança.
    É também muito importante a distribuição do peso, sendo que as coisas mais pesadas devem ser dispostas na vertical e na zona mais junto ás costas da criança. Quando for impossível que a mala tenha um peso até 10% do peso da criança, será mais adequado optar por uma mala de rodinhas, tipo troley. mochilas

RESUMO

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Esperamos que estas dicas vos sejam úteis!!!
Bom regresso às aulas!!!!!

Por André Pedras, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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É no mês de Setembro que grande parte das crianças regressa à escola, e os piolhos também!

Para os pais que não colocaram pela primeira vez os filhos na escola, a questão é: – “ – Quem não recebeu já uma circular da escola, sobre piolhos? “

E a sensação de “comichão na cabeça” que a leitura dessa circular provoca? Recordam-se?

Vamos falar sobre estes “ animais” e evitar que se tornem de “estimação”!

Antes de mais, é bom esclarecer que os piolhos não transmitem doenças e não aparecem por maus cuidados de higiene. São insectos mas não voam, nem saltam. E as complicações mais habituais devem-se a feridas no couro cabeludo, consequência do coçar, ou em casos mais raros, aumento dos gânglios linfáticos da região do pescoço. Neste duas situações sugiro sempre uma avaliação do Pediatra.

Conhecer o ciclo de vida do piolho ser-lhe-á útil para tratar mais eficazmente a infestação.

O piolho adulto fêmea põe os seus ovos presos ao cabelo o mais próximo possível do couro cabeludo, para terem mais calor e incubarem melhor.  A região preferida é a nuca e por detrás das orelhas.

Passados  cerca de 8-10 dias, o piolho jovem sai do ovo, e permanece colado ao cabelo, já vazio. O piolho jovem ou ninfa demora cerca de 7-10 dias a atingir a fase adulta, a acasalar e a pôr ovos (Lêndeas) . A vida média de um piolho é de aproximadamente 30 dias e um piolho fêmea pode pôr uma média de 7 ovos por dia. Os piolhos “comem” (picam) sangue do couro cabeludo a cada 4 horas. Fora do Homem morrem em 24 horas, por isso os objectos não são uma fonte importante de contágio.

As Lêndeas,  têm um aspecto branco-amarelado, ou até acastanhado, estão agarradas ao couro cabeludo e não se soltam com  água.

Por vezes confundem-se com caspa, mas o truque, é soprar, se se desprende é caspa, se ficou agarrado ao couro cabeludo, acabaram de descobrir umas lêndeas!

Os Piolhos fogem rapidamente quando se aponta luz, o piolho é de cor escura, por isso recomendo pentear o cabelo com um pente com pouca distancia entre dentes e um fundo branco (uma toalha sobre os ombros)

Os Piolhos vivos são os que provocam comichão e fazem com que a criança se coce com muita frequência, sinal que por vezes desperta a atenção dos pais e posteriormente o diagnóstico da presença de piolhos. É muito comum as crianças que já tiveram piolhos  se auto –diagnosticarem, pedindo  aos pais uma avaliação das cabeças.

Tal como já disse anteriormente,  os piolhos não voam, nem saltam, o contagio faz-se por contacto direto,  de fio de cabelo para fio de cabelo! Cabeça com cabeça. É certo que não é impossível, mas menos comum (esperança de vida Piolho = 24h sem contacto com o humano) o contagio por bonés, gorros, acessórios de cabelo, os piolhos não são aventureiros!

O tratamento da infestação por piolhos consiste em muita paciência e em aplicar um produto pediculicida. Pentear com periodicidade, com pente próprio é importante para eliminar os piolhos mortos. Existem dois tipos de tratamento no mercado à base de insecticidas (Permetrina 1%) ou tratamento sem insecticidas (Dimeticona). Em ambos deve seguir as recomendações do produto e do Pediatra. As que são mais fáceis, para as crianças são as loções que se aplicam com o cabelo seco e lavagem a seguir. Nenhuma destas duas vias de tratamento deve ser utilizada de forma preventiva no dia-a-dia.

Recentemente o British Medical Journal , publicou um estudo, sobre o “Octanediol” uma substância que para além de muito eficaz no tratamento, também pode ser usada como repelente de piolhos, mas depois de uma pesquisa exaustiva, não encontrei nenhum produto comercializado em Portugal.

Chegou recentemente a Espanha um produto (spray) que os responsáveis pela marca asseguram que a aplicação 2 vezes por semana, é o suficiente para fazer desaparecer os piolhos da nossa vida.

Sendo assim, temos que aguardar que este “milagre” chegue a Portugal e que as circulares sobre os Piolhos deixem de chegar às nossas casas.

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Era uma vez …e assim começam as histórias lidas, relidas, e inventadas.

Histórias em prosa, histórias em verso, embrulhadas, ou não, em música …intemporais …que transportam as crianças nas asas da imaginação para tempos e lugares longínquos, onde grandes emoções são experimentadas …

No universo da fantasia, as histórias deliciam pequenos e crescidos. As personagens movimentam-se numa azáfama simbólica através da qual nos mostram que os valores existem.

A Amizade, a Solidariedade, a Ternura, a importância da existência de um lar, de uma Família e Amigos e a implementação de regras, são os condimentos utilizados nas histórias de encantar e na VIDA!

As histórias ensinam a criança a perceber, a detalhar, a raciocinar, a sentir, a analisar, sendo um canal de extrema importância para que a criança entre em contacto com diversos modos de ver e sentir o mundo. É através das histórias que a dimensão simbólica da linguagem é experimentada, de mãos dadas, com o imaginário e o real.

Na era em que a tecnologia toma lugar na 1ª fila, as histórias e os contos tradicionais continuam, com os seus enredos e tramas a potencial um esclarecimento às crianças, tranquilizando os seus receios e medos mais primários e a enquadrar conceitos como “bom” e “mau”, “certo” e “errado”, entre outros.

As histórias passam-se em lugares esboçados fora do limite do tempo e do espaço, mas onde qualquer um de nós pode caminhar, percetível pelas crianças nos seus mais ínfimos detalhes. Elas contribuem para que a criança entre em contacto com diversos modos de ver e sentir o mundo à sua volta.

Sempre que a criança ouve uma história, enriquece a sua imaginação, aumenta o seu vocabulário, aprende a refletir, desenvolve o pensamento lógico favorecendo a memória e o espirito crítico, através da manifestação de humor e da sua curiosidade natural.

As histórias inventadas requerem eximia, por parte de quem as conta! A criança gosta de ouvir a mesma história muitas vezes, mas …deverá ser contada de igual forma para que a criança não se sinta “enganada”.

O contar e “recontar” da história por parte da criança, também deve ser fomentada. Esta prática pedagógica desenvolve a auto estima, a sociabilização e prepara a criança para o exercício da cidadania.

E por tudo que aqui foi dito e …muito mais, deliciemos as crianças ….

Vem …vou contar-te uma história!

Por Inês Clímaco, para Up To Kids®
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Como criar um Quarto Montessoriano

As crianças são amadas desde que são um feijão na barriga da mãe. Os pais aguardam ansiosamente a chegada do bebé, e enquanto esperam vão preparando tudo o que será necessário para a criança nos primeiros meses de vida. Compram ou fazem roupa, preparam a família, especialmente os irmãos, deixa-se feita a mala da maternidade, e até se monta todo o quarto do bebé.

O quarto é a divisão da casa onde o bebé passará mais tempo: é um quarto de dormir e de brincadeira, um sítio onde pode relaxar, brincar, dormir, mas acima de tudo, onde podea crescer e desenvolver-se livremente e em segurança.

Os pais podem escolher a decoração do quarto do seu filho, apenas, seguindo uma questão estética/funcão, ou podem seguir algum método como aquele que iremos falar a seguir, o Método Montessoriano.

O Método Montessoriano

Apenas para esclarecer, o Método de Montessoriano, como o nome indica foi criado e desenvolvido por Maria Montessorimédica, educadora e primeira mulher italiana diplomada em medicina.

Este método propõe a criação de um ambiente adequado e produtivo para o desenvolvimento da criança. Pela filosofia de Maria Montessori, o quarto das crianças deve ser montado e estruturado de acordo com a ótica da criança e não do adulto, de maneira que os miúdos circulem livremente e em segurança no seu ambiente e explorem as coisas que estão ao seu alcance.

O ponto mais importante do método não é apenas a escolha dos materiais ou sua prática, mas a possibilidade de libertar a verdadeira natureza do indivíduo, promovendo o desenvolvimento da educação com base na evolução da criança.

Num local rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha através das suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável!

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Deixamos aqui os tópicos a ser levados em consideração ao montar um quarto Montessoriano são:

1) Colchão no chão

O berço é um limitador de movimento, logo é substituído por um colchão no chão ou uma cama bem baixinha, para que a criança tenha mais independência para se levantar e se deitar. Ao lado do colchão, pode-se colocar um elemento que além de amortecer uma possível queda, proporcionará estímulos sensoriais diferentes. Pode ser um colchão de campismo, almofadas variadas, um tapete felpudo, etc.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

2) Tudo ao alcance das crianças

Os  brinquedos, livros, jogos e fotos das crianças devem ficar ao alcance das próprias, organizados em prateleiras baixas. Experimente gatinhar no quarto dos seus filhos para perceber o quanto as alturas das coisas estão desajustadas às suas necessidades.
Toda a decoração deverá, também, ser colocada ao nível dos olhos da criança.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori
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3) Minimalismo

A decoração deve ser minimalista, apenas com mobiliário essencial para que a criança possa explorar tudo o que tem no quarto. Para que essa exploração possa ser feita de forma segura, é bom abusar de materiais que proporcionem segurança aos pequenos, como tapetes de borracha, ou felpudos..
Evite acumular muitos brinquedos. Evite guardá-los em caixas, gavetas ou roupeiros sem que estejam sempre disponíveis. O ideal é ter brinquedos sempre à vista, para que a criança sinta vontade de brincar e possa escolher com o que brincar. Pode criar um sistema rotativo, em que tem meia dúzia de brinquedos à vista, e depois troca, para que a criança não se farte.

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4) Proporção

Todo o quarto deve ser proporcional à criança. É uma questão de escala: para que as coisas estejam ao alcança da criança, também os móveis devem ser mais pequenos, as mesas baixas, as cadeiras apropriadas a crianças etc.

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5) Escolha Autónoma

Ter menos brinquedos faz com que a criança conquiste maior autonomia de escolha. A criança conseguirá com facilidade escolher, entre meia dúzia de brinquedos, aquele com que lhe apetece brincar. Se houver muita oferta será mais difícil de optar, acabando a criança por não valorizar nenhum especificamente.

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6) Estímulos

Segundo Maria de Montessori, nos primeiros anos de vida a criança elabora os próprios conceitos pela ação e pelo contato com o mundo em que vive. A criança actua pela ‘mente absorvente’ e os órgãos sensoriais são os captadores das informações necessárias.

Espelho: O espelho serve para que a criança se possa conhecer e entender que é uma pessoa distinta da mãe. Quando ainda não gatinha, esse espelho pode ser instalado na horizontal, ao lado da cama. Mais tarde, pode ficar na vertical, noutra parede. Para garantir a segurança dos pequenos, é importante que o espelho seja de acrílico e fique bem preso à parede.

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Musica: Para o estímulo auditivo, músicas ou sons de violão ou flauta são uma boa pedida. Músicas de compositores clássicos em geral são adoradas pelos pequenos.

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Móbile: no início, o recém-nascido não consegue focar coisas que estão muito longe, por isso, o móbile deve estar a 30 cm do bebê. Além disso, no primeiro mês, o ideal é que o objeto seja preto e branco, com diferentes formas e padrões. Mais tarde, podem ser introduzidas outras cores. Os bebés novinhos adoram móbiles feitos com formas geométricas e cores fortes. Após os 3/4 meses, que a criança já agarra objetos, deve-se tomar cuidado para que o móbile não seja alcançado muito facilmente, por uma questão de segurança

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Por Up To Kids®, baseado nas seguintes fontes Lar Montessori, Just Real Moms, Mimo Infantil 

 

imagens@Minha Casa Minha Cara, blogdanique, Maternar e Brincar

 

Como o próprio nome indica, esta disciplina não é mais do que a versão para crianças da arte marcial que dá pelo nome de Aikido. Não cabe aqui descreve-la detalhadamente, mas interessa-nos conhecer, à partida, uma ou outra característica geral desta arte que teve a sua aparição já no Séc. XX.

É quase um lugar comum, quando se fala de Aikido, descrevê-lo como “a forma de aproveitar a força do ataque de um adversário para o derrotar”. E estaria quase certo, não fossem os conceitos  de “adversário” e “derrotar”, na verdade, deslocados no contexto da prática. Mas a frase é verdadeira quando refere implicitamente a não oposição à força do ataque do “parceiro” (é esse o termo usado nas aulas) para o derrubar ou imobilizar (o que não implica uma derrota). Na fluidez de movimentos está a chave para o conseguir. O resultado de um dado ataque será a projecção ou a imobilização do atacante, sempre executadas tendo em conta a integridade física dos dois parceiros.

É importante também salientar que a originalidade do Aikido está na resposta que oferece à violência. O conflito é encarado como um processo de comunicação durante o qual não se procura a destruição do contrário, mas sim “domar” a agressividade e a libertação da espiral de violência. O método de aprendizagem em Aikido permitirá ao praticante desenvolver, para além da resistência física, aspectos como a auto-estima, confiança, concentração ou espírito de cooperação (por oposição ao espírito de competição).

Não é pois difícil de perceber os benefícios que esta prática tem para os mais pequenos. As crianças aprenderão a proteger-se sem serem agressivas e a crescer tirando partido do seu próprio esforço. As aulas são orientadas para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tanto físicas como mentais ou sociais. O Aikido tem um curriculum próprio, que é adaptado à idade dos praticantes. Aos movimentos específicos da arte, cuja base é comum ao dos adultos, são acrescentados exercícios próprios para a idade e retirados os movimentos de luxação ou que constituem esforço demasiado para as articulações, ainda em desenvolvimento nas crianças. No Aikido, ao contrário de grande parte das artes marciais modernas, não existem competições.

A idade ideal para o início da prática do Aikido, considera-se por norma ser os seis anos. No entanto, e dada a não uniformidade no desenvolvimento psicomotor da criança, esta é só uma referência que terá de ser verificada caso a caso e as primeiras aulas serão fundamentais para avaliar a coordenação motora do aluno. Apesar de poder ser uma ajuda no desenvolvimento físico, o Aikido não poderá nunca substituir o trabalho da natureza em cada criança, pelo que um mínimo de maturidade é necessário para uma prática segura.

Quase como um resumo, diria que a pratica do Aikido para Crianças deve ser orientada em função de três factores fundamentais: a relação com o seu próprio corpo, com “o outro”, e com o mundo.

A relação com o seu corpo — Através dos movimentos circulares próprios do Aikido, a criança aprenderá a coordenar e controlar melhor os seus movimentos, bem como a descobrir as suas capacidades e limites físicos. Aprenderá a cair e levantar-se em segurança e que a queda é uma oportunidade para começar um movimento de novo. Aperceber-se-á do corpo de uma forma diferente e aprenderá a usá-lo de novas maneiras.

A relação com o outro — Os alunos perceberão, a par da sua, o valor da integridade física do parceiro de prática. Perceberão que um ataque, no Aikido, não é mais que uma oferta que alguém nos faz para podermos evoluir. Os alunos mais velhos serão encorajados a “olhar pelos mais novos” (não substituindo evidentemente a atenção do professor), e todos eles aprenderão a dosear o seu esforço em função do colega diante de si.

A relação com o mundo — Tentar-se-á transmitir à criança noções como a de que cada um tem o seu lugar no tapete e este é independente da força física, coragem ou destreza, que cair ou ser controlado não é uma derrota, que todos têm algo a ensinar ou aprender.

 

Como em qualquer outra actividade em que a formação da criança enquanto indivíduo é um objectivo, a assiduidade é um factor fundamental para que o Aikido “faça o seu papel”. Os pais têm por isso aqui um papel importante, não só de um ponto de vista logístico mas também percebendo a importância da regularidade e valorizando “cá fora” o que os mais pequenos aprenderam no dojo*. É também fundamental que acompanhem os filhos na sua primeira aula que, na maioria dos locais de prática, poderá ser feita a título de experiência. Sendo o Aikido uma arte que lida com a gestão da violência em cada indivíduo, é pois muito importante que os pais conheçam o ambiente que rodeará a prática das suas crianças.

 

*Dojo: Local onde se estudam as artes marciais. Do japonês local (jo) da via (do).

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As aulas vão começar. Por um lado, o alívio de já não ter de gerir o tempo livre dos miúdos com os nossos dias cheios de trabalho. Por outro, o aperto no coração de os saber a crescer e a viver mais desafios e a ultrapassar barreiras longe das nossas asas. Mas a vida é assim, e ser mãe e pai é tudo isto e muito mais.

Não quero falar do que é o regresso às aulas. Quero falar da importância que temos durante o ano letivo.

O ano passado a minha filha entrou na escola portuguesa já quase com dois meses de aulas, depois de regressarmos a Portugal. Dias depois vi o anúncio, na porta da escola, que havia reunião de pais, e pensei que tal como em Inglaterra, seria uma coisa fechada. Já estruturada.

Com muita gente a trabalhar e deixei-me estar.

Até que percebi que não. Que eram menos de seis pessoas cheias de boa vontade de fazer algo pela escola mais antiga do agrupamento e a precisar de muita coisa.

Fui a uma reunião. A duas. E rapidamente senti que estava em casa, junto de pais, que também eles, pelo meio das suas vidas profissionais, consideram a escola mais do que o sítio onde os filhos ficam para aprender a ler e a escrever.

Juntos arregaçámos as mangas. Deitámos mãos ao trabalho tentando arranjar solução para os problemas mais urgentes.

Tivemos a sorte de ter grande abertura junto das entidades responsáveis e em menos de seis meses conseguimos uma horta pedagógica, algumas obras na escola, participação nas festas e colaboração na organização das mesmas.

De Janeiro a Junho não chegámos a dez no núcleo duro! Somos poucos, mas fizemos muitos e passámos o Verão, por entre as férias, a “chatear” quem de direito e a trabalhar no que era preciso para que coisas novas acontecessem no ano letivo que agora se vai iniciar.

Conseguimos!

Onde é que quero chegar?

Que este ano olhem para a escola dos vossos filhos. Seja ela privada ou pública.

Mais do que escola é o sítio onde, durante cerca de nove meses, os nossos filhos passam mais tempo do que connosco durante a semana.

É o sítio que os está a preparar para a vida. Mas não é só a ler, a escrever, a contar, a saber inúmeras coisas. É também a saber estar na vida, na sociedade. A existir entre todos. A saber estar. A crescer como Ser Humano.

Não teremos nós de estar também, de alguma forma, presentes nesta instituição?
Que se desmistifique que os elementos das Associações de Pais são mães e pais desocupados ou desempregados. No meu caso somos poucos e todos trabalhadores. Cada um tem dado o tempo que tem à associação em prol de um lugar melhor, física e educativamente falando, para os nossos filhos.

Não será preferível que eles nos sintam presentes no ambiente escolar? Mais do que os compensar com toda a tecnologia ou todos os seus pedidos de brinquedos e afins?

Posso dizer-vos que por muito pouco que tenha feito, para a minha filha é muito! Não esqueço o brilho de orgulho nos seus olhos, quando na festa de Carnaval, me viu atrás do balcão a servir cachorros quentes. Tão simples, quanto isto! Ou o sorriso que lhe vi quando veio com alfaces e rabanetes da escola para casa!

Que memórias guardará de mim, um dia? Estas serão certamente algumas delas. Mais do que qualquer outro brinquedo que eu lhe possa dar.

Este ano letivo descontraiam das obrigações que os livros ditam sobre o ter filhos e o educar e abracem a vida escolar dos vossos filhos, conforme puderem.

O mais pequeno gesto fará a diferença. E disso nem vocês nem eles se irão esquecer.

Bom ano letivo.

Por Irina Gomes, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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A Maria vai cantar a solo no espetáculo de final de ano da sua escola. É um momento muito aguardado pela própria e pelos seus familiares. Ensaiou dias a fio com a professora de música, sabe cada parte da canção e a respetiva coreografia. Chegou o grande dia…entre espectadores atentos e curiosos, quando entra no palco sente um silêncio constrangedor, as suas pernas tremem e de imediato pensa que o melhor seria desistir, sair daquele espaço e correr, correr, correr sem parar, mas enche-se de força e resolve avançar. Segundos após terminar a sua atuação a plateia levanta-se, ouvem-se palmas. A Maria cruza o seu olhar com o dos seus pais, que de olhos brilhantes e sorriso rasgado aplaudem energeticamente o êxito da sua filha.

João estudou imenso para o teste de História, sente alguma dificuldade na aprendizagem dos conteúdos da disciplina, sabendo disso tem que redobrar o seu investimento. Os testes são entregues por ordem alfabética e João sente, à medida que o professor se dirige aos seus colegas, o bater do seu coração a intensificar-se. Quando recebe o seu teste, respira fundo, precisa de ganhar coragem para olhar para a classificação, não vale a pena propagar a sua ansiedade por mais tempo. Quando se enche de coragem, apercebe-se que do seu esforço resultou apenas um 9,4 numa escala de 0 a 20 valores. Sente-se frustrado e pensa que o seu esforço foi em vão.

Joana mudou recentemente de escola. Na antiga escola todos a conheciam pelo seu cabelo ruivo e pele sarapintada. Sentia-se única e especial pelas suas características, era assim que os seus colegas a faziam sentir. Nesta nova escola foi de imediato apelidada de “Pintarola” e todos os dias ouve comentários depreciativos dos seus novos colegas acerca das suas características. Cada dia que passa lhe custa mais ir para a nova escola.

Pedro trabalha há mais de 10 anos numa empresa na área da informática, colaborador dedicado, procura atualizar-se regularmente trazendo novas ideias e dinamismo para a sua equipa, faz o que gosta, dedica-se como se da sua própria empresa se tratasse. Na quinta-feira foi chamado ao gabinete do seu chefe, todos na empresa tinham uma impressão negativa acerca do superior. Pedro desconhecia o motivo de tal pedido, correu a sua memória vezes sem conta para encontrar um motivo que poderia ter desapontado o seu chefe, mas nada. No final da reunião, sentia-se bem consigo próprio e com uma maior vontade de trabalhar e fazer a diferença com o seu trabalho, o seu chefe chamou-o para lhe agradece toda a dedicação que tem mostrado ao longo dos anos, reconhecendo a importância de Pedro para o desenvolvimento da empresa.

 

Ao longo da nossa vida passamos por situações similares ou vivenciamos sentimentos idênticos aos da Maria, do João, da Joana e do Pedro. Da vivência destes momentos poderemos sair felizes e reforçados, cheios de sentimentos positivos acerca de nós próprios ou pelo contrário, poderemos sentir-nos em baixo, derrotados, considerando que não temos competências ou que tudo o que fazemos corre sempre mal. É do equilíbrio dinâmico entre as experiências e momentos positivos e negativos que ao longo das nossas vidas, com base nas relações vividas construímos  a nossa auto-estima.

Todos nós já falámos ou ouvimos falar de auto-estima. É uma palavra presente na linguagem popular regularmente tratada nos media. No entanto, embora  estejamos  mais despertos para este conceito, reconhecendo a importância do mesmo para o bem-estar psicológico do ser humano, está longe de ser um conceito recente. O psicólogo William James foi o pioneiro nesta área e já em 1890 explicou que “ a auto-estima se situa no interior da pessoa e se define pela coesão entre as suas aspirações e os seus êxitos”.

Desde William James aos nossos dias são inúmeros os estudos sobre auto-estima. Com base nesses trabalhos científicos sabe-se que a auto-estima enriquece e modifica-se há medida  das vivências e do desenvolvimento da personalidade do indivíduo, sofrendo alterações ao longo da vida.

Estudos demonstram também que a auto-estima ajuda a prevenir problemas de comportamento e de aprendizagem e protege da depressão, podendo ser vista como um factor de prevenção primário. Por outro lado, a falta de auto-estima considera-se um fator  de risco para o consumo de drogas, condutas delinquentes, suicídio e problemas de stress.

Se a auto-estima é uma das bases fundamentais para o desenvolvimento infantil e simultaneamente causa e efeito de um crescimento saudável,  certamente todos os pais gostariam de saber como contribuir da melhor forma possível para o desenvolvimento da auto-estima dos seus filhos. Tomo assim a liberdade de partilhar algumas noções e estratégias importantes para o desenvolvimento da auto-estima do seu filho.

Antes de mais é fundamental perceber que o que  as crianças solicitam aos pais e adultos que cuidam de si é que reconheçam a sua existência e que reconheçam o seu valor. A auto-estima do seu filho nasce da relação de vinculação que ambos estabelecem. Enquanto criança, a noção que tem de si próprio é criada através das pessoas que o rodeiam.

Há inclusive autores que defendem que antes dos 7/8 anos não se pode falar de uma verdadeira auto-estima. A auto-estima implica a capacidade da criança elaborar juízos lógicos sobre si própria e para tal é necessário desenvolver um pensamento lógico. Antes dos 7/8 anos o pensamento da criança é ingénuo e egocêntrico, por isso os pais e adultos que cuidam são a porta para o desenvolvimento desta auto-estima.

É igualmente importante que os gestos positivos do seu filho sejam assinalados. Se facilmente repreende ou chama a atenção do seu filho quando tem um comportamento desajustado, não se deve esquecer que é  fundamental reforçar os  seus comportamentos positivos. É o reforço constante das conquistas que permite que o seu filho desenvolva as crenças positivas acerca de si próprio e quando se depara com uma situação problema, a sua voz vai soar na sua cabeça e recordará que perante determinada situação lhe disse “Vês, o importante é não desistires, vai haver o momento em que conseguirás”, “quando queres consegues ser mesmo bom”. Desta forma o seu filho enquanto criança, adolescente, jovem e adulto desenvolverá uma atitude  positiva perante as adversidades da vida, procurando alternativas de resposta porque acredita em si.

Os pais têm ainda um papel fundamental em consciencializar o seu filho do seu valor. Há muitas pessoas que dão provas de grandes competências embora possam ter uma fraca auto-estima pois não têm consciência dessas competências. Não basta viver os êxitos se não se tem consciência deles.

Mas atenção, não podemos cair em excessos, o reforço positivo deve ser dado quando merecido, não é saudável, por mais que ame o seu filho reforçar positivamente cada passo que dê, se assim o fizer fará com que o seu filho desvalorize os constantes reforços ou então que os sobrevalorize considerando que é uma Super-Criança. É importante ensinar o seu filho que ninguém é igualmente competente em tudo o que empreende e desenvolver uma boa auto-estima significa ter consciência das suas forças e das suas dificuldades.

Por último, é importante ter em conta que para a criança ter êxito é fundamental que lhe proponha objetivos realistas.

Acredite que enquanto pai e mãe ou adulto cuidador, contribuir para que o seu filho tenha uma boa auto-estima é um dos maiores tesouros que este poderá levar consigo no seu dia-a –dia. Nesse tesouro estão todas as pedras preciosas que o ajudarão a enfrentar as dificuldades ao longo da sua vida, consciente do seu valor pessoal.

 

Por Ana Sofia Nobre – Psicóloga da Educação e da Orientação da Horas de Sonho, para Up To Kids®
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Encarregados de educação ou condóminos? Reunião de pais ou condomínio?

Inicio do ano letivo. Primeiro começam os gastos com os livros e o material escolar, estupidamente caros … diria mesmo ridículo.
Há escolas a pedirem tablets para crianças que frequentam a primária. Imagino quando chegarem ao secundário. Por essa altura, a viagem de finalistas já deve ser à lua! E livrem-se os pais que não arrotem com uns milhares de euros para o efeito porque as crianças ainda ficam traumatizadas à nossa conta! Há que saber dizer NÃO!

A minha filha tem uma lista girissima para presentes de anos e, amorosa, diz que fica à minha escolha. Tenho 3 hipóteses: um Iphone, que pode não ser novo em folha mas não pode estar partido ou rachado, um mano, que não pode ser adoptado ou um cão, que pode ser adoptado! Eu tenho uma lista de coisas que lhe expliquei : 1) Tive um iphone, pela primeira vez aos 40 e, só o acabo de o pagar este ano, com uma obrigação a um contrato com a operadora; 2) Não quero ter cães porque vivemos num apartamento; 3) Um mano não é um brinquedo que se oferece nos anos … – Mãeeeeeeee! – Não, é não, minha querida, não é talvez ou vou pensar nisso!

Ler também “Regresso à educação, a crise do “Não””

O assunto fica assim resolvido.

Ahhhh e depois chegam as reuniões. Aí conhecemos várias espécies de pais:

  1. Os orgulhosos, que fazem questão de falar das notas dos exames ou do quanto os meninos cresceram nas férias, e quando se cruzam connosco no fim de cada período perguntam sempre pelas notas dos nossos para poderem fazer aquele papel condescendente depois de lhes dizermos, orgulhosos, que o/a nosso/a teve três 4’s e o resto 3: “Isso é uma fase, vai ver que melhora. O meu Zé teve tudo 5, mas também tem alturas em que tem 4 a educação física…;
  2. Os histéricos, que estão tão entusiasmados com o início das aulas que não falam, gritam durante as reuniões, apesar de não terem NADA de interessante para transmitir. Falam pelos cotovelos, são super descritivos, monocórdicos e dominam grande parte das reuniões com assuntos de cácá: –A MINHA MARIA CAETANA DEMORA ALGUM TEMPO A ESCREVER MAS SE OS PROFESSORES TIVEREM PACIÊNCIA AS COISAS VÃO CORRER BEM! ELA TAMBÉM COME DEVAGARINHO, MAS TODOS NÓS SABEMOS QUE É MAIS SAUDÁVEL ASSIM. SÓ ESPERO QUE OS AUXILIARES TENHAM PACIÊNCIA E BLÁ BLÁ BLÁ…;
  3. Os nerds, escrevem TUDO e sabem TUDO. Só têm dúvidas sobre o powerpoint com os horários e regras: “Sr.Prof. aquilo é um H ou um F?”;
  4. Os videntes, são os que já prevêem o pior! Fazem as perguntas mais ridículas da vida, como “Estou mesmo a ver aquilo que vai acontecer. Como é que o meu menino vai conseguir estudar para 10 disciplinas?” ou “Como é que é dos testes?” . São aquele tipo de perguntas que ninguém percebe o objectivo, nem tampouco o próprio;
  5. Os graxistas sentam-se, quase sempre na linha da frente, estão em constante contacto visual com o professor e dizem que sim com a cabeça durante a reunião TODA! Imitam todas as expressões do professor e defendem-no até à morte. Ex: Se o professor diz “Oh Mãe, eu já tinha explicado isso no inicio da reunião.”, os graxistas-papagaios repetem, “O professor já tinha explicado isso no inicio da reunião”. Sentem a escola como um outro filho, se têm lá os filhos é porque a escola é tão perfeita como os próprios filhos;
  6. Os “tirem-me deste filme” que quando o professor pergunta se há alguma pergunta a fazer, metralham olhares fulminantes na esperança de um silêncio, seguido de um FIM DE REUNIÃO. Mas não! Há sempre um encarregado de educação indignado com a ementa escolar ou furioso com a hora a que o menino sai das aulas ”Porque o meu Joaquim não tem tempo nenhum para estudar!”. E como é óbvio, a melhor altura para falar do tempo médio que o filho da Zéza leva a secar a juba, é quando estamos numa reunião com um director de turma. Os encarregados de educação “tirem-me deste filme” são aqueles que saem a correr depois do 3º encarregado de educação querer falar sobre o problema de visão da filha e a razão pela qual a menina precisa de ficar nas mesas da frente. Saem, literalmente, a correr porque descobriram que têm uma reunião na liga portuguesa de-pessoas-que-querem-partir-a-cara-a-um-pai que-não-sabe-que-uns-óculos-resolvem-o-problema-de-visão-da-‘nina!
  7. Os fantasmas são os que nunca ali estiveram porque estavam a enviar emails, a responder a convites e a cuscar coisas sem relevância no facebook. Voltaram à época da escola e acham que o professor nem se apercebeu daquele telefone escondido por detrás da mesa que reflecte aquela luz nos seus olhos… quase parecia poesia. De vez em quando levantam a cabeça e acenam. Quando todos se riem também se riem, quando todos se indignam também se indignam. São fáceis de identificar porque às vezes riem-se fora do tempo e não fazem puto ideia do que é que se passa ali. Passado 1 mês já nem se lembram se foram à missa ou a uma reunião naquele dia.

Eu, fico na dúvida se fui a uma reunião de condóminos ou a uma reunião de pais… Acho que já passei algumas fases das que aqui descrevo, nunca fui só “tirem-me deste filme”, este ano até ia com a ideia de falar sobre alguns assuntos que considero relevantes. Mas acabou por ser mais um ano em achei melhor guardar estes assuntos para outra altura.

Bom ano lectivo a todos!

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