Como tornar o mês de Junho mágico

Aproveite o bom tempo e saia de casa! É o último mês de aulas e todos, desde os mais pequenos aos maiores, estão a precisar de férias e de descanso.

Aqui ficam algumas dicas para aproveitar o bom tempo de uma forma mágica:

1 – Façam de turistas na vossa própria cidade e passeiem por locais não habituais. Quando estiverem cansados, sentem-se numa esplanada em que nunca tenham estado e aproveitem o sol. Não tenham pressa e conversem sem a correria habitual.

2 – Se planeiam comprar uma nova mochila no início do ano, vão buscar canetas e tintas e divirtam-se a pintar a mochila antiga. E talvez descubram que o resultado final justifica o abandono da ideia de ter uma nova!

3 – Comecem a fazer a vossa árvore genealógica com os miúdos. Eles adorarão descobrir coisas dos seus familiares e você também. Comece por entrevistar os membros mais velhos da família. É um óptimo pretexto para os mais pequenos passarem tempo com os avós e tios.

4 – Criem um barco a partir de uma barra de sabonete. É bastante fácil fazê-lo com uma colher. Usem um palito de churrasco e um pedaço de papel para fazer o mastro e a vela e vão brincar para dentro da banheira ou da piscina. Convém avisar as crianças para não limparem os olhos com as mãos após mexer no barco.

5 – Com um cortador de formas (daquelas que se encontram nas lojas de crafts) corte formas de folhas variadas que apanhem num passeio pelo campo. Façam uma grinalda para enfeitar a porta de casa ou o quarto dos miúdos.

6 – Usem roupas de cerimónia o dia todo. Torne esse dia especial e vá ao armário buscar as roupas que só usamos em ocasiões festivas.

7 – Comece um livro com as receitas que ensina às suas crianças. Cozinhem em conjunto e, de cada vez que o fizerem, escrevam a receita de modo a aumentar a vossa colecção. E podem sempre inventar coisas novas em conjunto, não se esquecendo de apontar a respectiva receita.

8 – Escreva uma carta para a sua criança. Descreva como ela é, do que ela gosta e porque gosta tanto dela. Guarde a carta num sítio escondido para que ela a possa encontrar no futuro. Não se esqueça de lhe dizer essas coisas também!

9 – Seja tolinho durante um dia inteiro de propósito! Abra os olhos de espanto e diga “oh esqueci-me de dar um “beijufa” sonora ao meu pequeno!”, agarre-o e dê-lhe um valente beijo! Deite a língua de fora e rosne ao seu filho adolescente. Comece a andar de uma forma tola. Divirta-se!

10 – Faça um Tie-Dye numa t-shirt ou outra peça de roupa das crianças utilizando guardanapos de papel e uma pistola de água. Primeiro molhe a peça de roupa. Rasgue os guardanapos e coloque-os em cima da roupa. Faça uma mistura de vinagre branco e água, encha a pistola e dispare para os guardanapos. Deixe secar. Alguns guardanapos e algumas cores funcionam melhor do que outras. Papel crepe também funciona bem.

tie dye

 

Divirtam-se, brinquem e aproveitem o bom tempo!

Boas Brincadeiras!

Os direitos das crianças

Às vezes esquecemos que as crianças não são mini adultos. São seres humanos “em construção”, é certo, mas a infância passa rápido e temos tendência a exigir, a demandar, a lembrar os deveres. Hoje é dia de lembrar os direitos – e não só os que estão contemplados na Declaração dos Direitos das Crianças.

As crianças têm direito a sonhar.

A serem amadas.

De brincar livremente.

De se expressar.

A terem professores competentes, pacientes, interessados e justos.

De usar a sua imaginação.

De fazer perguntas, por mais estranhas e “descabidas” que possam parecer.

De não compreender tudo.

De errar.

De serem chamados pelo seu nome – e não pelos comuns “feio” ou “mau” quando fazem algo que desagrada aos adultos.

De não serem insultados (este direito complementa o anterior) – é urgente deixar de dizer às crianças coisas que, de tanto ouvirem, se tornarão a sua realidade. “Preguiçoso”, “burro”, “porco”, e por aí fora.

De serem livres.

À identidade de género.

À sua orientação sexual.

À sua individualidade.

De serem respeitadas.

De serem orientadas.

De fazerem amigos com facilidade, com dificuldade, ou de não fazerem amigos de todo.

À curiosidade.

De testar os limites.

De descobrir o mundo ao seu ritmo.

De não serem comparadas a toda a hora.

A boas rotinas de sono, de segurança rodoviária, de alimentação.

De serem ouvidas.

De não carregarem o peso da crise às costas – a informação está em todo o lado, não precisam de ter medo a toda a hora, de se preocupar com a comida que há-de ser posta na mesa, nas contas que há para pagar… mesmo que haja essa dificuldade, que as crianças não sofram em demasia com a antecipação de algo que não podem mudar. Nós, os pais, temos o dever de usar a imaginação, aquela que sempre esteve connosco desde que somos crianças, para evitar sofrimento desnecessário. E isto vale para tudo na vida dos nossos filhos.

A ter um tecto, comida, educação, acesso à saúde.

De não viverem num ambiente hostil.

À liberdade.

À paz.

Acima de tudo, as crianças têm direito a ser crianças.

Nascer, hoje, em Portugal, é muito diferente de nascer em qualquer outro lugar do mundo. Existem países em que as crianças são respeitadas, mas existem também países em que a infância simplesmente não existe. Temos o privilégio, dentro das nossas limitações, de ser um país sem guerra, sem violência extrema. As nossas crianças têm o direito a usufruir daquilo que as torna crianças – também em respeito àquelas que não têm essa oportunidade. Para que se tornem nos adultos que podem vir a mudar o mundo, com pequenos ou grandes gestos. Para que cada vez menos crianças tenham medo do futuro.

Semear hoje para colher amanhã.

Alimentar é o amor em ação

Começa na própria gestação, em que o corpo da mãe alimenta de forma mágica o pequeno feto que se desenvolve dentro de si. Desde que está na barriga da mãe, o bebé começa a experimentar alguns sabores, como tal, é de grande importância que a grávida tenha uma alimentação variada, ainda que com os devidos cuidados. Tudo o que acha importante que o seu bebé vá gostar na vida adulta coma durante a sua gravidez.

É sabido, também, que o leite materno é o alimento perfeito para o bebé nos primeiros meses de vida, sob o ponto de vista biológico, económico e emocional. O leite materno tem também a vantagem de modificar o seu sabor consoante a alimentação da mãe, por isso pode moldar os gostos do seu bebé comendo o que deseja que ele se vá habituando a comer.

Fatores como uma boa nutrição, a ingestão de 2 a 3 litros diários de líquidos e repouso (físico e mental) são fundamentais para uma maior quantidade e qualidade de leite. No entanto, se não for possível à mãe dar de mamar ao seu bebé, há que dar-lhe apoio e não o contrário.

alimentar é o amor

Após alguns meses, com a introdução dos primeiros alimentos sólidos, abre-se um mundo de novos sabores e texturas.  E também um desafio enorme na cozinha e nas roupas… É importante que, desde cedo, a criança participe das refeições da família. Ao ver o adulto e os irmãos mais velhos a comer, aprende por imitação a comer  sozinha, além de que se torna comum para ela comer o mesmo que os adultos. Ou seja, o clássico «filme» de comer vegetais será algo perfeitamente natural para a criança. A alimentação, tal como todos os outros aspetos da educação, passa pelo exemplo. Se a família comer saudável o novo bebé também comerá. Por outro lado, o lado social da refeição em família é particularmente precioso. Passar tempo com a família à mesa, poder brincar com os pais enquanto descobre a comida (não necessariamente por esta ordem!), poder falar, rir, simplesmente estar junto… dará à criança uma coesão emocional, uma sensação de pertença. E, como tudo na infância, vai repercutir-se mais tarde nas suas vidas.

Ao mesmo tempo que é uma fonte de crescimento e de prazer, a alimentação pode e deve igualmente ser vista como uma forma de profilaxia no desenvolvimento da criança, evitando a necessidade de medicamentos propriamente ditos.

Como se percebe, a alimentação é algo que vai muito além do aspeto nutricional. Como se costuma dizer, «somos o que comemos». A nossa alimentação reflete a nossa saúde, o nosso estado psicológico, a nossa postura a nível social (adquirida, em parte, pelo estar à mesa em família), e reflete também a nossa própria cultura.  Se pudermos transmitir-lhes o melhor da energia que o planeta oferece, através de uma maior percentagem de produtos biológicos, com vitalidade, e menos quantidade de proteína animal, talvez possamos neutralizar parte da negatividade presente no nosso tempo e no meio ambiente. Os hábitos de amanhã serão, sem dúvida, reflexo da educação de hoje.

Como prevenir um desaparecimento, e como agir no caso de desaparecimento de uma criança

O Instituto de Apoio à Criança sugere…Para prevenir um Desaparecimento:

  • Combine sempre antecipadamente com as suas Crianças um local de encontro (uma árvore, uma estátua, um café, a barraca do Salva-Vidas, a bandeira na praia);
  • Estipule antecipadamente com a Criança que, caso ela não se lembre do local combinado, é preferível que permaneça no mesmo local, pois será o adulto a vir à sua procura;
  • Quando sair em família/grupo, vista o seu filho com cores vivas a fim de este ser sempre bem visível e rapidamente localizável;
  • Não permita que a Criança ande nua em espaços públicos (praia, piscina, parque de campismo, estância de férias) pois pode estar a expô-lo a olhares indiscretos/voyeuristas e se ela se perder, torna-se mais difícil a sua identificação e reconhecimento;
  • Se a sua Criança se perder num espaço fechado (supermercado, centro comercial, centro de exposições, museu) procure imediatamente um segurança/polícia e solicite que mande encerrar/controlar as portas e comunique através do sistema de som o sucedido (para despertar a atenção de todos e desmotivar a intenção de um possível agressor);
  • Ensine a sua Criança a gritar e resistir caso um desconhecido o tente agarrar e/ou seduzir com guloseimas, dinheiro ou outras ofertas;
  • Ensine a sua Criança a procurar ajuda junto de um segurança, de adultos acompanhados de crianças ou autoridade (Policia, GNR) caso esta se perca;
  • Não deixe as Crianças sem supervisão, partilhe essa tarefa com familiares e amigos de forma alternada para que todos possam desfrutar da sua companhia;
  • Certifique-se que as Crianças, quando sozinhas em casa, mantêm a porta fechada e não a abrem, nem falam com estranhos. Se combinou a visita de alguém, certifique-se que as Crianças se sentem confortáveis com essa pessoa;
  • Certifique-se que as Crianças, quando sozinhas, não informam ninguém de que estão sozinhas em casa (quando alguém toca à porta, telefona ou quando em conversação na Internet);
  • Assegure-se de que as Crianças sabem que se devem manter afastadas de piscinas, canais, riachos, ribeiros, rios ou poços de água, quando não acompanhadas por um adulto (familiar, monitor, professor, …)
  • Dado que os dias são maiores nos meses de Verão, certifique-se que as Crianças sabem a hora de recolher a casa e de que o devem avisar que vão chegar mais tarde;
  • Escolha babysitters/empregadas com cuidado e atenção. Solicite referências a familiares, amigos, vizinhos e até mesmo às empresas ou anteriores empregadores. Observe as suas interações com as crianças e pergunte às Crianças se gostaram da pessoa;
  • Verifique os campos de férias, ATL antes de inscrever as Crianças. Certifique-se que averiguam o registo criminal dos seus funcionários e de que as Crianças estão sempre supervisionadas, têm identificadores (pulseiras, colares, crachás, chapéus, t.shirts), e que todas as atividades e saídas lhe são atempadamente comunicadas;
  • Ouça as suas Crianças e assegure-se que consegue sempre encontrar tempo para conversar com elas. Ensine-as a fugir de situações que considerem desconfortáveis, perigosas e/ou assustadoras e pratique com elas algumas hipóteses de saída em segurança. Certifique-se que as Crianças se sentem à vontade para lhe contar tudo o que as possa assustar ou confundir, ou que têm alguém de confiança a quem o possam fazer;
  • Não se esqueça que as crianças caminham sempre contra o sol! Pelo que deve iniciar as suas buscas com as suas costas viradas para o astro rei;
  • Não caia na tentação de pensar que a sua Criança sabe pedir ajuda naturalmente por dominar a comunicação oral, pois a ansiedade e a angústia de separação rapidamente se apoderam de uma criança em situação de perda, ferimento ou queda/lesão grave;
  • Se tiver dúvidas, contacte o SOS Criança Desaparecida 116 000

Em caso de Desaparecimento de uma Criança…

  • Inicie imediatamente a procura da Criança e solicite ajuda a familiares, amigos e vizinhos e dirija-se aos transeuntes com uma descrição da Criança;
  • Lembre-se que, de acordo com a diretiva europeia de 2001 2001/C 283/01 emitida pelo Conselho Europeu em 09/10/2001, consideram-se Crianças Desaparecidas:

Crianças em Fuga,

– Crianças Raptadas por Terceiros 

– Crianças Desaparecidas de forma inexplicável

  • Contacte rapidamente as Forças de Segurança locais (PSP ou GNR) e seguidamente o SOS Criança Desaparecida (116000)
  • De acordo com a Lei de Protecção de Crianças e Jovens (Lei 147/99 de 1 de Setembro), o Desaparecimento inscreve-se numa situação de urgência (artº 91) e não há motivo para aguardar tempo algum para iniciar a procura da Criança

“Não me esqueças!…” A história por detrás do Dia das Crianças | Desaparecidas…25 de Maio

Como apareceu o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Em Portugal assinalou-se, pela primeira vez, em 25 de Maio de 2004, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, por iniciativa do Instituto de Apoio à Criança (IAC)

A origem desta data funda-se no facto de no dia 25 de Maio de 1979 ter desaparecido uma criança de 6 anos, Ethan Patz, em Nova Iorque. Nos anos seguintes, pais, familiares e amigos reuniram-se para assinalar o dia do seu desaparecimento e, em 1986, a data ganha uma dimensão internacional quando, na sequência da criação do National Center for Missing and Exploited Children, o Presidente Reagan dedica esse dia a todas as crianças desaparecidas.

Esta data é assinalada em diversos Países da Europa, à semelhança do que sucede na Bélgica, desde 2002, em que a Child Focus, associação belga criada pelo pai de uma das crianças assassinadas pelo pedófilo Dutroux, decidiu adotar este dia associando-se assim ao movimento iniciado nos Estados Unidos.

A Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente,( Missing Children Europe), criada em 2001, e que o IAC integra desde a sua fundação, recomenda iniciativas nesse dia, às ONG nacionais.

As organizações que intervêm nesta área adotaram como símbolo a flor de miosótis, em inglês “forget me not !”

Em Portugal agarrámos esta causa!…

Por forma a cumprir a decisão de 15 de Fevereiro de 2007, o MAI atribuiu ao Instituto de Apoio à Criança, enquanto órgão da sociedade civil em 27 de Agosto de 2007, o numero 116 000 para Crianças Desaparecidas e em 27 de Julho de 2008, o IAC inaugurou o número europeu para as Crianças Desaparecidas 116 000 sendo o segundo país europeu a cumprir a diretiva europeia.

Segundo a referida diretiva, o número grátis Criança Desaparecida – SOS Criança Desaparecida,  “a) atende chamadas de quem quer comunicar o desaparecimento de crianças e transfere a informação recolhida para a policia b) oferece orientação e apoio às pessoas responsáveis pela criança desaparecida c) apoio a investigação.”

O IAC comprometeu-se a receber os apelos do SOS-Criança Desaparecida de 2ª a 6ª feira entre as 9horas e as 19horas, bem como assegurar o apoio psicológico, social e jurídico gratuito às vítimas e suas famílias. A partir das 19h as chamadas são encaminhadas para a Polícia Judiciária.

 

Curiosidade: A lenda da Flor Miosótis

 

Programa PSP (parceria com IAC) Pulseiras “Estou Aqui”

Bibliografia: documentos de trabalho do IAC/SOS-Criança Desaparecida

IX Conferência Crianças Desaparecidas | 31 Maio 2016 | Ver Programa

Vai visitar uma escola?

9 perguntas indispensáveis para fazer ao director

Embora a maior parte dos pais já tenham escolhido a escola onde irão colocar os seus filhos no próximo ano letivo, há também muitas escolas que já estão a para marcar visitas para o ano a seguir, aproveitando assim a interrupção letivas do verão.

Se ainda não tem uma opção definida para os seus filhos e vai visitar uma escola brevemente, este artigo é para si!

Escolher uma nova escola pode ser uma saga . Agora que domina a ciência complexa que está na origem desta decisão, queremos mesmo que faça boa figura no primeiro contacto com as escolas que seleccionou para o seu filho. São nove perguntas essenciais que o vão tornar um especialista na matéria aos olhos do director, e nove respostas que vão pesar na balança.

Ficam as nove perguntas indispensáveis a fazer ao diretor quando vai visitar uma escola:

1. O que distingue esta escola das outras?

Porque a resposta a esta pergunta pode ser vital na sua decisão, o director deve conseguir estruturá-la com a clareza e energia de um apaixonado. Uma escola segue o caminho que a direcção marcar.

2. Como asseguram a comunicação escola-família?

Este é dos aspectos interessantes de avaliar se pretende saber qual a abertura da escola à família. Há um sem número de ferramentas tecnológicas que permitem que os pais acedam com facilidade a tudo o que acontece na escola: visitas, actividades, projectos, avaliações, assiduidade. Não usufruir deste recurso é uma limitação séria a ter em conta.

3. Existe um programa de acolhimento para os novos alunos?

A integração numa nova escola pode ser problemática especialmente se não for planeada do lado de lá. No caso das crianças mais novas, deve existir uma forte articulação com a família. No das mais velhas, o envolvimento do director de turma e do representante dos alunos é essencial.

4. Qual o nível de rotatividade do corpo docente?

A estabilidade é fundamental para a qualidade do ensino. Uma instituição em que os professores estão constantemente a mudar de rosto talvez não os valorize tanto quanto deveria. Se o rendimento dos professores é afectado o do seu filho também, acredite.

5. Os colaboradores fazem formação contínua?

Uma escola lida com uma multiplicidade grande de serviços: alimentação, ensino, transporte, higienização dos espaços. É importante que cada área possa usufruir de um plano de formação planeado de acordo com as necessidades, e que contribua para a melhoria contínua das práticas.

6. A escola pratica inquéritos de satisfação com regularidade?

A opinião dos mais directamente afectados pelo serviço educativo não deve ser menosprezada. Por norma as crianças, os pais e os colaboradores reconhecem com bom rigor quais os pontos fortes e as práticas a melhorar numa escola. Este procedimento é também um bom caminho para fomentar hábitos de cidadania e para democratizar a gestão.

7. Em média quantos vigilantes existem por grupo?

O tamanho dos grupos e o ratio adulto-criança são elementos chave na manutenção da segurança física e emocional das crianças. Questione a direcção acerca dos recursos humanos que a escola disponibiliza para o nível de ensino que procura, e para os diferentes momentos da rotina: aulas, refeições e pausas.

8. Quantas vezes os alunos podem sair para o exterior?

Ter tempo e o espaço coberto que permita respirar ar puro ou esticar as pernas mesmo no Inverno, é muito importante para ter bom desempenho. Uma criança precisa de movimentar-se mais que um adulto e essa necessidade deve ser respeitada. Para além disso, as salas de actividade precisam de arejamento frequente durante estes intervalos para que sejam evitados os habituais contágios.

9. Que áreas são contempladas pela avaliação dos alunos?

Se é exigido aos estudantes que adoptem uma determinada linha de conduta ao nível do comportamento, da cidadania, dos valores e dos hábitos, não incluir esses elementos na avaliação é boicotar a sua importância na formação global do aluno. Que incentivo terão os mais novos em envolver-se em projectos sociais relevantes, se eles tiverem um efeito nulo nos resultados?

O meu filho tem um amigo imaginário!

Para dizer a verdade, eu sei que na realidade o Zé não existe. Que é o meu amigo imaginário.

Estava eu no meu quarto quando comecei a ouvir gritos vindos da sala, de novo… outra discussão. É quase sempre nestas alturas que ele aparece, o meu irmão e meu melhor amigo – o Zé.

Brincamos à luta de almofadas, aos super-heróis para salvar o mundo na luta contra os maus. Também falamos muito e ele faz-me rir, conta piadas e eu também lhe conto as anedotas que o pai me ensinou. Nessa noite estava eu prestes a derrotá-lo na batalha final com a minha espada azul quando, de repente, o meu pai entrou no quarto e me ouviu a brincar com o Zé e disse aos berros: “Vês, o teu filho é maluco, está sempre a falar sozinho! Pára com isso, amanhã vais ao médico dos malucos!” Bateu a porta do meu quarto com força e saiu.

De um momento para o outro o Zé desapareceu, eu senti o corpo todo a tremer com medo, deitei-me na cama, comecei a chorar e pensei para mim, “teu filho”? mas eu também sou filho dele.

O meu pai fica sempre muito irritado quando me ouve a falar com o Zé. Para dizer a verdade, eu sei que na realidade o Zé não existe. Mas enquanto estou naquela luta de almofadas ou dos super-heróis, não oiço as coisas horríveis que os meus pais dizem um ao outro e não imagino a possibilidade dos meus pais se separarem.

Eu sei que o Zé é o meu amigo imaginário!!

Hoje à tarde fomos à “pesicóloga”, o meu pai chama-lhe a “médica dos malucos”.

Eu estava com muito medo de ser maluco, do que iria acontecer se realmente fosse, se o meu pai iria deixar de gostar de mim. Entrámos na sala e os meus pais estiveram a contar o que aconteceu, enquanto ela também me ia fazendo perguntas. No final, lembro-me que a “pesicóloga” disse que na minha idade (cinco anos), ter um amigo imaginário era comum. Que havia muitas crianças que também tinham um amigo imaginário.

Continuou a dizer que era normal e que servia como conforto emocional, ou lá o que isso queria significar. Que os estudos científicos referiam que ter um amigo imaginário até estimulava a criatividade e o desenvolvimento emocional e social das crianças. Pensei: “Estudos? Como é alguém estuda sobre isto?! Não têm mais nada para fazer, se não estudar o Zé? O meu amigo imaginário? Que seca!”

O mais importante é que ela disse que eu não era nenhum maluco. Até porque tinha noção de que o Zé não era real. Toma lá pai, BUMMM! Não sou maluco!

Fiquei tão aliviado quando ela disse aquilo, fogo, estava a ver que não me safava desta, sou normal! 

De repente, oiço um “mas”, acompanhado de: “seria aconselhável o acompanhamento por motivos de uma possível instabilidade emocional, bem como vocês enquanto casal beneficiariam de alguém que os orientasse numa terapia de casal”, o que traduzido pelos meus pais significa que tanto eles, como eu precisávamos de ir à “pesicóloga”. Pensei: “Hã? Bolas, ela tinha acabado de dizer que eu não era maluco e agora preciso de ir à “pesicóloga”?” Foi então que a “pesicóloga” me explicou que os meninos que iam à psicóloga não eram malucos, apenas tinham alguns problemas, tal como os adultos, e que a psicóloga os ajudava a conseguir resolver, para serem mais felizes.

Mais importante ainda, ela disse que queria conhecer o Zé e brincar connosco. Fiquei espantado. No final, isto até foi fixe. Fiquei a saber que não sou maluco e que os meus pais também precisam de uma ajudinha da “pesicóloga” para ver se resolvem as cenas entre eles, só isso já valeu a pena!

imagem@mamaextrema

  1. Ainda há psicólogos (e até psiquiatras)que defendem que o autismo é um problema de vínculo da criança com os pais e que se cura com aceitação. Em pleno 2016, ainda existe a teoria da Mãe Geleira.
  2. Muitas escolas continuam a negar a matrícula a crianças autistas.
  3. Muitas escolas aceitam a matricula, mas não procuram formas de estimular essa criança. Muitas crianças autistas ficam “encostadas” sem ter a hipótese de alcançar todo o seu potencial.
  4. Grande parte dos pediatras não está apto a reconhecer sinais do autismo em bebés. É recorrente aconselharem os pais a esperar mais um tempo, a colocar a criança na escola para ver se desenvolve, ou culparem a falta de estímulos ao problema.
  5. As mães continuam a aconselhar outras mães, e a desculpar “cada criança tem os seus timmings” mesmo que a criança tenha 3 anos e não fale.
  6. O serviço público não fornece, nem de longe, os serviços e intervenções que uma criança autista precisa.
  7. Muita gente ainda acha que o termo “autista” é um insulto.
  8. Muita gente ainda acha que todos os autistas são génios.
  9. Muita gente ainda acha que todas as mães de autista são santas/escolhidas/imaculadas, e que por isso têm a obrigação de aceitar tudo sem reclamar e com um sorriso na cara.
  10. Muita gente ainda precisa de perceber que nunca é fácil (nem um bocadinho). Mas há amor, há beleza, há aprendizagem, vida, felicidade e tudo mais. Basta informar-se, dedicar-se, readequar as expetativas, e aprender a comemorar vitórias diferentes, mas igualmente válidas.

Por Andrea Werer, em Lagarta vira Pupa, adaptado e editado por Up To Kids®

Instagram: @lagartavirapupa
Snapchat: lagartavirapupa

Se é verdade que não há pais perfeitos, é também certo haver professores com muito a melhorar. São 18 temas importantes, que às vezes ficam por conversar, 18 coisas que os pais deviam dizer aos professores:

  1. Quando leio as avaliações do meu filho sinto que preciso de saber mais ao nível pessoal e social. Como é o seu comportamento com os colegas, com os adultos, o que é que o apaixona mais na escola ou o que o torna mais desmotivado. Todas as coisas que os testes não dizem.
    2. Comece as reuniões por dizer o que os nossos filhos fazem bem e termine com uma mensagem de encorajamento. Se pelo meio tiver que nos puxar pelas orelhas, não será tão difícil lidar com os problemas.
    3. O dever de confidencialidade deve ser rigorosamente cumprido junto das crianças, dos pais e dos seus colegas professores. Debater em grupo os problemas que os mais novos têm em casa não é ético, nem profissional. Usar os alunos para satisfazer a sua curiosidade, menos ainda. Incomoda-me que o meu filho saiba pormenores (que ouviram dos professores) sobre outras famílias que eu não gostaria que soubessem da minha.
    4. Só reclamo quando a situação o justifica, por isso agradeço que me mantenha informado sobre o que está a ser feito para diminuir ocorrências graves. Os problemas não desaparecem só porque deixamos de falar sobre eles.
    5. As crianças precisam de aprender a brincar e isso poderia acontecer mais vezes. E também fora da sala de aula.
    6. A maioria dos conflitos entre as crianças surge em momentos como a entrada ou saída, os intervalos e pausas para almoço. Se a supervisão de um professor é suficiente o bastante para atenuar maus comportamentos, talvez fosse melhor agir por antecipação. De nada serve chamar o professor depois do pior já ter acontecido. Porque é que nunca se vê um professor no recreio?
    7. Nunca teci comentários sobre os TPC em frente ao meu filho, mas quando ele me diz que traz três fichas para fazer, confesso que respiro fundo.
    8. O meu filho é um excelente aluno, agradeço-lhe por isso. Pode encontrar outra forma de o desafiar que não passe apenas por ajudar os alunos com dificuldades? Ser solidário é importante, mas aprender coisas novas todos os dias também.
    9. Manter o controlo disciplinar do seu grupo é um investimento essencial. Esperar pelo momento de dar a nota para punir comportamentos é tarde (para quem não cumpre regras mas também para quem quer aprender).
    10. Os estudantes mudam a cada ano que passa, as formas de ensinar também. Acomodar-se a modelos de ensino desfasados da realidade não é vantajoso para ninguém. Atualize os seus conhecimentos.
    11. Por mais difícil que lhe possa parecer, por favor lembre-se que o meu filho é só uma criança. Na generalidade das situações, se ele não sabe é porque ainda não aprendeu – e todos temos o dever de lhe ensinar.
    12. Não confunda asneiras de criança com afrontas pessoais. Volte à sua infância e perceberá que os maiores disparates cometidos por si não foram premeditados com malvadez.
    13. Seja assertivo mas discreto nas reprimendas. Educar nada tem que ver com humilhar publicamente.
    14. Use o seu sentido de humor. Entrar na brincadeira pode fazer dos alunos seus parceiros em vez de opositores.
    15. A avaliação de desempenho promove a melhoria contínua e acontece em todas as áreas profissionais, independentemente do cargo que se ocupa. Resistir-lhe pode passar a mensagem de que há algo para esconder.
    16. Trabalhe em equipa com os vigilantes e operacionais de ação educativa e esclareça-os bem quanto aos seus deveres. Muitas vezes são estes elementos que fazem a ponte entre a escola e a família.
    17. Pertenço à associação de pais com algum sacrifício pessoal, para melhorar o serviço prestado aos alunos. Recorra a ela sempre que precisar de ajuda, mas saiba usar o dom da reciprocidade. Não há parcerias unilaterais.
    18. Não penso que os professores têm vida fácil, embora admita que todas as profissões causam desgaste. Ainda assim, peço-lhe um esforço para humanizar mais o ato de ensinar, sempre que lhe for possível. Assim vale bem mais a pena ir à escola.

LER TAMBÉM…

14 verdades que os professores deviam dizer aos pais

A Escola é parte integrante da vida das crianças

Ingressar no 1º ano com 5 anos ou aguardar um ano no pré-escolar?

Sim, “a procissão ainda vai no adro”.
Sim, “vai piorar”.
Sim, “ainda vou morder a língua”.
Sim, “tenho de esperar pelos dois anos. E pelos três.”
Sim, “vou ver como elas mordem quando vier a irmã.”
Sim, admito que ainda não sei nada. Sei pouco. Que cada criança é uma criança. Que cada um gere as crises familiares à sua maneira, de acordo com o que sabe e acha melhor. Mas, assumindo que não tenho experiência nenhuma com uma criança de dois anos e três anos (só tenho a experiência de uma criança de 22 meses), posso dizer-vos como lido com as birras da Isabel.
Não a ignoro.
Não grito.
Não desato à gargalhada.
Não fico em pânico.
Não fico envergonhada.
Não lhe bato.
Não a imito, a gozar.
Não a ameaço.
Não faço birra.
Não lhe digo que ela é feia, nem má, nem um terror, nem que está impossível.
Não a ponho de castigo.
Respeito-a. Encaro como uma fase normal. Dura, difícil para nós, mas principalmente para eles. Para mim, fazer birras é bom sinal. É um sinal saudável de que ela tem emoções, vontades e necessidades. Está a desenvolver a sua personalidade e não sabe expressar-se de outra forma. O único entrave às vontades dela está a ser colocado pela mãe ou pelo pai. Mandar-se para o chão, chorar, tentar bater, mandar coisas para o chão está a ser a forma – a única que ela conhece – de expressar o seu desagrado. Não é nada contra mim nem contra o pai. É a frustração a falar mais alto.
Falo com ela de forma calma.
Ponho-me ao nível dela.
Às vezes dou-lhe festinhas.
Às vezes isso enerva-a mais e eu paro.
Digo-lhe que vai passar.
Tento abraçá-la.
Não lhe faço a vontade.
Converso com ela. Explico.
Tento desviar-lhe a atenção para outra coisa.
“Filha, não podemos ficar mais a brincar no parque, está a ficar frio. Se apanhamos frio, ficamos com dói-dói e atchim. Em casa, podemos encher a piscina de bolas! Fazer uma chuva de bolas. Também vai ser divertido.
Passou. Às vezes não explico minuciosamente. Digo que não pode ser, mas tento logo canalizar a atenção dela para outra coisa.
Não ganho nada em alimentar a frustração dela. Se gritar com ela, estou a deitar achas na fogueira. Se bater, estou a destabilizá-la ainda mais. E o que eu quero? Que a estabilidade volte. Que ela se acalme.
Há quem diga que não temos de explicar tudo. Que “não é não”. Mas, para mim, isso é pouco normalmente. Não quero que me veja como autoritária. Quero conquistá-la. Quero que confie em mim. Geralmente dou-lhe exemplos e modelos, que ela, devagarinho, vai compreendendo. Não queres vestir o casaco? A mãe tem um vestido, o pai também e até podemos vestir um ao cão. Tem de ser. Chora um bocadinho, às vezes não chora, às vezes tenho de forçá-la a vestir-se, mas passa. Acaba por passar.
No outro dia, perante uma birra da Isabel no cabeleireiro, uma mãe disse-me “ui, a minha comigo não faz farinha”. A minha faz. Espero que faça pão, até. Não lhe faço as vontades, não volto com a palavra atrás, mas tento ser paciente. Não ganho nada em ser agressiva. Eles são o reflexo do que vêem e do que sentem. Não vamos juntar à árdua tarefa de crescer os nossos stresses. Nós temos o dever, enquanto adultos, de tentar controlar os nossos nervos. Eles não, estão a aprender a gerir tudo.
Sim, muito provavelmente vai piorar. Sim, muito provavelmente vou morder a língua. Sim, vou descontrolar-me algumas vezes, sou humana. Mas, para já, é assim que tem sido. E, até agora, tem resultado com a Isabel.
Coragem!

Vivemos numa sociedade que muito tem evoluído em termos de taxa de alfabetização. Nos últimos 40 anos, em Portugal, a curva destes gráficos é significativamente muito positiva.

Por força de circunstâncias várias, tornámo-nos mais atentos ao desenvolvimento cognitivo e, desde muito pequenos, os miúdos são muito estimulados para o conhecimento e a aprendizagem e recebem de pais e professores a expectativa avantajada de que o caminho é esse e “não deves falhar”.

O tempo de brincadeira fica encurralado nos intervalos do conhecimento e das atividades extra-curriculares. Que é como quem diz que não há tempo para brincadeiras livres. Aquelas em que não há o adulto a dirigir o momento, em que as regras e o cumprimento delas, cabe apenas aos miúdos. Aqueles momentos em que eles trocam experiências e aprendem com isso e que, dessa forma, ficam a conhecer-se melhor; que têm oportunidade de realmente empatizar uns com os outros. Agora, não há tempo! Agora, terminam a pré-primária a saber ler…

Os adultos, os cuidadores, tendem a ficar muito orgulhosos de verem os filhos crescer e já tão dotados de tanto conhecimento; já com tão boas notas que recebem como resultado dos testes de avaliação que fazem na escola. E estes factos ganham uma dimensão tão grande que não tem termo de comparação com a dimensão social. Parecem sobrevalorizar o aspeto escolar (cognitivo) e secundarizar o aspeto social/individual (emocional). “Está bem inserido no grupo?” “Como funciona a relação com os pares?” “A integração parece adequada, mas conhece os limites e as regras do seu comportamento em relação ao outro – da sua idade e do adulto?” “Como gere as suas frustrações?” “Descarrega-as nos amigos ou consegue uma forma mais elaborada (tendo em conta a idade)?” “É sensível ao amigo ou passa-lhe por cima sem perceber o impacto que isso pode ter nele?”

Ler também Criada por pais com Inteligência Emocional Baixa

Negligenciar a importância de que as crianças se confrontem consigo e com os outros, para reconhecerem sentimentos, receios, motivações e intenções – suas e dos demais -, é progredir num caminho que nos conduz à insensibilidade, à indiferença e até ao desprezo pelos outros. É ir a trote de uma sociedade que apesar de mais instruída, mais culta e bem falante, os elementos que a compõem (pessoas) parecem ir perdendo o conhecimento básico de relacionar-se com os seus iguais.

É importante perceber se os filhos que vemos crescer conseguem desenvolver tão bem o famoso Quociente de inteligência (QI), mas sem descurar a importância do Quociente emocional (QE). Afinal de contas, de que nos serve um cérebro pejado de conhecimento, se não tiver a capacidade de reconhecer os seus sentimentos e os dos outros; se não souber interagir em grupo?

A escolarização incute erradamente a ideia de que saber pensar é saber gramática, é saber fazer contas, resolver problemas e por aí adiante. Tem o cunho de que saber pensar e fazer tudo isto bem feito é ser inteligente. Mas, na realidade, as boas notas na escola não definem a capacidade, ou não, de pensar da criança. Saber pensar vai para além da linguagem escrita que a escola ensina. Ainda que seja inteiramente útil e necessária (matéria indiscutível!), não pode encerrar por si só o capítulo do conhecimento. Não pode anular a importância do falar, dialogar e do brincar.

Os parágrafos que se seguem são exemplos de meninos que mostram aos adultos como se pensa. Como têm a capacidade de PENSAR…

O M. de 7 anos, relativamente à importância que sentia dada à nota “Muito bom” (que ele próprio também tem) perguntou à mãe se “Satisfaz” é um mau resultado. Quando a mãe disse que também é uma boa nota, ele respondeu que “os amigos que têm “Satisfaz” depois chegam ao recreio e sabem brincar, mas os que têm “Muito Bom”, não sabem”.

O G., de 7 anos, sobre um amigo que chora na sala de aula, sempre que se sente questionado pela professora, dizendo não saber a matéria: “ Ele lá dentro dele, ele sabe. Por fora, é que ele pensa que não sabe”.

Menino a quem perguntaram o que é um segredo “Um segredo é uma coisa que os adultos dizem ao ouvido uns dos outros até toda a gente saber” in Santos, João dos (1988), “Se não sabe por que é que pergunta? conversas com João Sousa Monteiro”, Assírio & Alvim

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