DIY | Pote da calma – calming/mind jar

O Pote da calma – calming/mind jar é baseado no conceito Montessori: este simples frasco de purpurinas ajuda acalmar os nossos filhos quando estão com aquelas birras terríveis e das quais já tentámos tantos “truques” que já não conseguimos ser originais! E o que eles gostam é de desafios e de novidades.

A táctica é dar atenção ao brilho, à medida que a criança o abana, forma desenhos que chamam a atenção pelo brilho, estimulando a criatividade, e por isso, baixa os níveis de stress. Ao tomarem atenção ao frasco, acalmam e conseguem relaxar sem se aperceberem.

A formula funciona melhor com as crianças entre os dois e os cinco anos de idade, mas a eficácia também depende da personalidade de cada um. Mas vale a pena tentarmos!!

Aqui por casa resultou! Siga estes passos e arrisque.

Talvez ajude a acabar com aqueles momentos em que eles se tornam verdadeiramente insuportáveis.

Material

– Um frasco de vidro com tampa;

– Uma ou duas colheres de sopa detergente da loiça e óleo de bebé (ou outro);

– Três ou quatro colheres de chá de purpurinas/cola gliter com purpurinas;

– Água quente.

 

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É possível fazer vários frascos de diferentes cores e efeitos.

Sobre as cores da cola e da purpurina, pode usar as que desejar, mas  é importante lembrar aquelas que mais estimulam a calma: o azul, o verde e o lilás.

Utilize tons de uma mesma cor (para deixar o efeito mais intenso) ou de cores diferentes – tudo é válido para atrair a atenção dos pequenos!

Imagem capa@net

 

Aos olhos de uma criança todas as montanhas são alcançáveis.
Outras crianças são potenciais amigos: seja qual for a sua forma de vestir, de falar, a cor da sua pele.
Todas as poças servem de piscina.
A chuva é motivo para abrir o chapéu de chuva preferido.
A areia é a desculpa ideal para fazer castelos, pontes e túneis, croquetes humanos, para se enterrarem apenas com as cabeças de fora.
Um beijinho e um mimo curam qualquer das feridas.
As nuvens formam figuras que ajudam a contar uma história.
Todos os dias são uma folha em branco.
A sua comida preferida é razão de festa.
Um embrulho é o suficiente para as deixar entretidas: nem que seja a rasgá-lo durante alguns minutos.
As promessas dos pais valem ouro.
Os gestos dos adultos ensinam-lhes como devem agir.
Uma gargalhada é o melhor remédio para uma queda.
Quando toca no rádio do carro a sua canção preferida é altura de dançar – e todos os que estiverem por perto são obrigados a fazê-lo.
Uma bola é o equivalente a duas viagens na montanha russa, três algodões doces e um saco de pipocas.
As regras foram criadas para serem postas à prova.
Uma história às vezes conta como a volta ao mundo em trinta minutos.
Os mais velhos são como iguais, igualmente sedentos de atenção e carinho, capazes de lhes dar o mundo como a mais ninguém.
Não há incapacidades totais, sonhos impossíveis, inimigos cruéis.
Há um mundo à espera de ser descoberto, pessoas capazes de as fazerem felizes, brincadeiras infinitas, um sorriso para cada ocasião.

Falta-nos, por vezes, olhar o mundo assim.

Que nunca deixemos adormecer a criança que há dentro de nós, que consigamos fazer as nossas crianças manter um pouco desta sua pureza de espírito.

Pintar dentro dos contornos é que é normal

Tinha o pequeno catita 4 anos acabadinhos de fazer quando a educadora, cheia de boa vontade, chamou-me à parte com um ar preocupado e disse: “Ele quando desenha nunca faz contornos. E quando lhe pergunto porquê ele diz que o desenho é isto tudo”, apontando para lá da folha de papel. Eu fiquei feliz, ela ficou preocupada.

Pensei que era maravilhoso ele não limitar a sua imaginação e sentir que as coisas vão muito para além dos limites que lhes queremos colocar. Ele estava a descobrir uma visão única e especial do mundo e isso era uma ótima ferramenta para usar pela sua vida fora.

Se pensarmos bem, as grandes descobertas só são feitas quando olhamos para o mesmo problema de um ângulo diferente. Ou quando vemos o problema como um ponto de partida e não um problema. Se olharmos todos da mesma maneira para a mesma coisa, vamos sempre ver o mesmo e a humanidade não evolui.

Muitas das características únicas do teu filho, que hoje não “encaixam” nas tabelas de excel, vão ser as mesmas que o vão tornar um profissional único, com uma visão inovadora e verdadeiramente pioneira.

O miúdo teimoso.. torna-se um adulto que não desiste. A miúda que questiona tudo…torna-se uma cientista quântica. A criança que não faz contornos… torna-se um adulto que não constrói barreiras e percebe que a humanidade, afinal, “é isto tudo”.

 

Publicado originalmente em Mãe Catita

A morte contada às crianças

Hoje estava mesmo a precisar de ir à minha psicóloga. Ando muito triste, nervosa e precisava de desabafar. Ela olhou logo para mim e pediu-me para sentar no tapete com ela e depois ficou calada. Só me apetecia chorar e assim foi… depois comecei a contar-lhe que há seis meses a minha avó morreu e eu não percebi porquê. Fiquei muito triste e os meus pais também.

Naquele dia deixaram-me em casa da vizinha enquanto diziam que se iam “despedir” da minha avó.

Bem sei que só tenho cinco anos, mas fiquei muito magoada com eles, primeiro porque não me explicaram o que era isso da morte e depois, porque não me deixaram ver a avó. No final da noite, quando chegaram a casa, o pai foi ter comigo ao quarto e disse-me que a avó tinha ido viajar e que já não voltava mais. Agarrou-se a mim a chorar e assim ficámos os dois até adormecer.

No outro dia de manhã, acordei muito baralhada e fui ter com a minha mãe que estava na sala sozinha. Disse-lhe que não tinha percebido o que tinha acontecido à avó e ela respondeu-me que a avó tinha ido para o céu. Que estava nas estrelas e que todas as noites eu procurasse a estrela mais brilhante do céu.

Quando ouvi isto fiquei ainda mais baralhada!

Todos os dias à noite olho pela janela, observo as estrelas e procuro aquela que brilha mais. Devo confessar que é um pouco difícil, pois todas as estrelas são muito brilhantes, mas eu lá me esforço para encontrar. Fico a olhar para a estrela, que eu acho ser a mais brilhante e a pensar como é que, naquela coisa tão pequenina, cabe a minha avó que até era bem gordinha.

Penso ainda, como é que ela foi lá parar, e rapidamente descubro que, aquilo que o meu pai disse afinal faz sentido. A minha avó chegou às estrelas de avião, só pode! Mas como é que o avião aterrou na estrela? Continuo sem perceber! Agora o que mais me preocupa é que os meus pais disseram que daqui uma semana vamos à Disneyland.

No início fiquei muito entusiasmada, sempre sonhei ir à Disney! Mas ontem à noite disseram-me que íamos de avião, e eu comecei a chorar. Não quero andar de avião!

E se também fico presa nas estrelas como a avó?

Foi então que a minha Psicóloga me agarrou e me deu um abraço. Disse: “Sabes, os pais gostam tanto, mas tanto dos filhos que não os querem ver tristes, nem a sofrer. Por isso, às vezes dizem coisas que não são exatamente como acontece na realidade.

Depois foi buscar um livro. Contou-me uma história sobre animais, onde dizia que quando os nossos animais favoritos morrem, já não os voltamos a ver. O seu corpo vai para uma caixinha e são enterrados debaixo de terra, num local que se chama cemitério, tal como acontece com as pessoas. No final, a minha psicóloga disse que o que importa é guardar na nossa memória e no nosso coração, todos os momentos bons que passámos com a avó e relembrar o quanto ela adorava viver e brincar comigo. Saí de lá bem mais aliviada e feliz por já poder ir à Disneyland!

Férias escolares – descanso total vs TPC de férias

Quando se aproxima o mês de Junho, pais e filhos começam a sentir as mochilas a cair das costas e, com isso, o alívio da carga de testes, trabalhos e aulas. Aproxima-se a passos largos o fim de um longo ano lectivo. Crianças e adolescentes trabalham tantas ou mais horas do que adultos e as férias traduzem-se num merecido descanso. E é merecido por todos os meses antecedentes de luta, mas também porque é reparador de energias para o ano seguinte.

Acontece que, cada vez mais, as escolas, sempre focadas no desenvolvimento cognitivo, no alcance das metas (ou, idealmente, na superação dessas metas), contaminam o ambiente leve e descontraído que as férias devem ter, com mais Trabalhos Para Casa, neste caso os TPC de férias.

Entrámos num ritmo frenético de estudo, de conhecimento, de atividades, de saber-fazer e superação de capacidades, que tudo se quer antes do tempo. Antigamente, as aulas começavam em Outubro. Agora é em Setembro. O ano lectivo inicia-se em meados de Setembro, nalguns colégios privados começam logo no início. Aprendia-se a ler a partir dos 6 anos. Agora, muitas das vezes, é aos 5. Desenhava-se a figura humana a partir da representação mental que cada um desenvolvia dentro de si. Atualmente, as crianças são ensinadas a desenhar, passo a passo, cada detalhe e… sem esquecer de desenhar sempre um sorriso nos lábios (como se a felicidade fosse mais um membro do corpo e não um estado de espírito flutuante). E, com tantos objetivos a cumprir, não há tempo para relaxar! Há que trabalhar!

Dizem os defensores dos TPC, que as metas curriculares são muito exigentes e que, se não houver estudo durante as férias, “os miúdos” esquecem. Argumentam os opositores que, se as férias não servirem para esquecer a tensão do ano letivo e pôr em prática a socialização, com brincadeiras individuais e conjuntas, e entretenimento diferenciado (do que é possível fazer durante o ano), não se repõem energias suficientes para abarcar o novo ano, as novas responsabilidades e tarefas. Inicia-se o ano já com algum desgaste e, não raras vezes, já em desânimo. Logo, faz-se um crescimento em desequilíbrio emocional e deficiente em interação e conhecimento do mundo envolvente.

A semana que antecede o início das aulas poderá servir para rever alguns conceitos base. Agora, fazer das férias uma rotina diária que, como dizem os professores amigos dos TPC, “são só 30 minutos a 1 hora por dia”, é ensinar os miúdos a “não desligar da ficha”. E esta é a postura que se condena, durante o ano letivo, quando algumas crianças se revelam mais agitadas. E critica-se também, na idade adulta, quando observamos aqueles a quem chamamos workaholic ou, simplesmente, “fuga para a frente” (pessoas que não conseguem parar e se envolvem em actividades constantes).

À laia de sugestão, quando a escola sugere o livro de fichas a comprar, para que o trabalho seja entregue no início do ano letivo (e, enquanto Encarregado de Educação, concorda ou está num registo de “se não podes com eles, junta-te a eles”):

  1. Defina um número de páginas a fazer por dia
  2. Evite deixar para os últimos dias para que não haja um grande volume de trabalho acumulado
  3. Reserve uns dias que sejam de puramente de férias, idealmente um mês completo

Para os pais que discordam destes trabalhos e estão dispostos a remar contra a maré:

  1. Aceite a sugestão do livro escolhido pela escola
  2. Desse livro, escolha os exercícios que sabe poderem suscitar mais dúvidas, e peça que sejam feitos, em dias definidos, na semana que antecede o início do ano letivo. Servirá para treinar as matérias essenciais e recordar conceitos chave.
  3. Explique, ao seu filho, que discorda de completarem o livro de trabalho durante as férias, para que tivesse a possibilidade de descansar mas que, o ano está a iniciar e a decisão sobre os trabalhos a executar regressa ao poder da professora / escola.

imagem@forbes

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Imagine que podia começar tudo de novo. Tudo. Hoje. Agora.

Imagine que arrancava de cima de si, de dentro de si, toda a informação que tem sobre as crianças. Que apagava da sua mente tudo o que leu até hoje e por onde se guiou para educar os seus filhos. Imagine que se libertava da opinião da sua mãe, da sua sogra, das suas amigas, dos seus amigos. Que se libertava dos seus próprios conceitos. Das suas próprias ideias. Imagine que se libertava de todos os ” é suposto” na sua e da sua vida.

Imagine que se libertava da sua própria infância, dos seus traumas. Dos seus medos. Dos seus piores pesadelos. Imagine ainda que se libertava dos seus problemas, das suas dores, das suas frustrações.

Imagine que se libertava do tempo que precisa para lavar a loiça, para engomar a roupa, para tratar do almoço, para tratar do jantar, do lanche, do periquito, do cão, do gato. Imagine que se libertava da ideia que tem de vestir o seu filho assim ou a sua filha assado.

Imagine que voltava ao dia em que sonhou em ter filhos. Como iria criá-los? O que iria fazer? Como iria agir?

Imagine que se libertava de todos os conceitos, pré-conceitos e mitos e que começava tudo de novo. Imagine que se libertava de todos os rótulos, categorias, prateleiras, julgamentos, discriminações, ideias preconcebidas acerca das crianças.

Imagine que se libertava de tudo isto e que se limitava a observar como as crianças interagem. Que se limitava a escutar com todo o seu ser tudo o que as crianças dizem. A sentir com toda a sua alma as reacções físicas e emocionais dos seus filhos. Que se limitava a abraçar quando os seus filhos choram, acolhendo-os no seu colo, em silêncio. A apoiar em vez de criticar ou deteriorar, mesmo que não concorde com as suas visões, opiniões ou escolhas.

Imagine que era mais companheiro do que pai ou mãe.

Imagine.

Seria maravilhoso, verdade?

Imagine que se libertava de todos os gadgets. Que se libertava de todos os compromissos. Que se libertava de todos os seus interesses próprios. Que se libertava agora da revista que está a ler. Que largava já este artigo para se atirar para cima dos seus filhos e rebolar com eles no chão só para os fazer rir.

Imagine como seria. Consegue imaginar?

Se o pode imaginar, então pode fazê-lo. Hoje. Agora. Já.

Do que é que está à espera?

 

Que todos os seus sonhos se concretizem.

O meu filho mordeu o amigo!

Chegar à creche e ouvir a educadora dizer que o filho foi mordido ou mordeu um amigo é algo constrangedor que deixa qualquer pai/mãe assustado e sem compreender muito bem o que se está a passar, ou como lidar com a situação.

É importante perceber que este tipo de comportamento é considerado absolutamente normal até cerca dos 2/3 anos, no sentido em que a criança ainda explora o meio ambiente com a boca, desaparecendo à medida que a criança vai amadurecendo.

Por outro lado, morder, bater, ou puxar os cabelos são formas que a criança utiliza para comunicar. Tendo em conta que nesta fase a aquisição da fala ainda está em progresso, a interação com os demais será mais física e, nesse sentido, a mordidela pode ser um dos meios utilizados pela criança para revelar o que está a sentir ou, simplesmente, para chamar à atenção.

“Vou-te morder o pé!”

As mordidelas ou os comportamentos agressivos nem sempre são uma demonstração de emoções negativas. Quantas vezes os pais durante o banho ou no ato de trocar a fralda brincam com os seus bebés e dizem: “Vou comer o teu pé… ou a tua bochecha”? Então para os bebés/crianças a mordidela meiga que os pais deram durante um momento carinhoso e divertido, pode tornar-se uma forma de exprimir um sentimento divertido e de boa disposição, logo, durante uma brincadeira com os amigos poderá também morder sem a intenção de magoar.

Noutras situações, o mesmo comportamento pode ter o objetivo concreto de conseguir o brinquedo que o amigo tem, o que normalmente funciona, porque a criança que é vítima sente dor e larga de imediato o brinquedo. Nestas situações o papel do adulto não deve ser de repreensão, explicando que a atitude não é correta porque magoa o outro. Se não houver uma intervenção nesse sentido a criança vai continuar a utilizar o seu método que parece ser eficaz e prova o seu poder perante o outro, ou seja, a criança vai utilizando a mordidela ou outro comportamento agressivo e vai avaliando as consequências do mesmo. Se ele conseguir os seus objetivos e não for repreendido, continuará a repetir o mesmo.

Regras e limites

Nesta fase do desenvolvimento, as regras e os limites são de extrema importância, muitas vezes os pais pensam que os seus filhos são demasiado novos para compreender o NÃO, mas pelo contrário, esta é a altura em que o “Não” é essencial e ajuda a crescer emocionalmente saudável. O adulto deve explicar que existem outros meios para expressar o que pretendem e que atitudes agressivas não devem ser utilizadas como meio para alcançarem os seus objetivos. Se pretende um brinquedo que o amigo tem, terá que pedi-lo emprestado, ou se pretende dizer alguma coisa ao adulto, tem que saber esperar pelo momento em que ele esteja disponível para falar e que não adianta beliscar ou bater para ter a atenção no imediato. Se perceber que assim resulta irá continuar a utilizar comportamentos desadequados para chamar a atenção.

Normalmente estes comportamentos são passageiros e deixam de ser utilizados quando lhes é explicado que a ação não está correta. No entanto, em alguns casos estas atitudes podem ser reflexo de um problema de ordem emocional e, se forem recorrentes e prolongadas no tempo, poderão estar associadas à expressão de sentimentos de rejeição ou a ansiedade. Para que se possa entender a causa poderá ser necessário a ajuda de um psicólogo que intervenha de forma a ajudar a criança e os seus pais.

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Porque ir para a praia não é para todos, e porque indoors também nos podemos divertir e muito!

Quem disse que todos os miúdos podem ir felizes e contentes para a praia, dar mergulhos na piscina, ir para os campos de férias, visitar monumentos, subir à serra, visitar os avós na sua terra natal…?

Por um motivo ou por outro, há crianças que simplesmente não têm férias como a maioria. Ora porque os pais estão a trabalhar, ou porque têm de ficar em casa de quarentena devido a uma doença infantil entre outros cenários.

Por sua vez, muito se tem falado sobre a importância de passarmos tempo útil com os nossos filhos, fazer coisas em conjunto, para além do habitual ver televisão. Vale a pena refletir sobre o tempo útil que a criança passa em casa: quantas vezes é que ela pode usufruir do seu quarto, dos seus pais, simplesmente descansar em casa após um ano de frenesim no infantário ou na escola…?

Pois bem, aproveitemos o tempo! Seguem 12 brincadeiras para fazer indoors no verão

  1. Piquenique no quarto. Por que não?
    Chamar os amigos e montar um tipi no quarto, com direito a espetadas de mirtilos, framboesas, morangos, banana, uvas…
    _tipi
  2. Preparar com os pais ou a mana mais velha uma comidinha “faz-de-conta” com massinhas, água, bagos de arroz, etc;
  3. Fazer gelados de fruta;
    gelados-de-fruta
  4. Plantar ervas aromáticas (e vê-las crescer!);
    plantar-ervas
  5. Cantar, organizar um pequeno concerto, à tarde, com os filhos dos vizinhos;
  6. Contar estórias (e aqui temos «n» possibilidades a explorar: construir uma história em formato mapa numa grande cartolina com desenhos; pintar seixos de tamanhos e formas diferentes com ícones das estórias; montar um cenário de cartão);
  7. Criar um pequeno teatro com os bonecos que houver, com tecidos, com bancos…;
  8. Pintar palitos de gelado/ “do médico” e fazer uma construção colando-os uns aos outros;
    paus-gelado
  9. Criar um jogo da memória feito de cartões cheios de recortes de revista ou papel colorido;
  10. Transformar a cozinha num laboratório: use vários copos para medir líquidos ou pesar feijões; tinja tecidos com a água de cozer da beterraba; faça um concerto com as tampas das panelas;
  11. Construir uma cozinha com caixas de cartão e forrá-la com papel colorido;
    cozinha-Papel
  12. Baby yoga: podem divertir-se com as posições dos animais, mostre ao seu filho como fazer a cobra, o sapo, a girafa…

baby_yoga

Passar tempo sem ser lá fora também pode ser muito divertido. Basta deixar a imaginação fluir!

E, por falar nisso, estas ideias podem igualmente inspirar aquelas tardes chuvosas de um fim-de-semana frio de inverno. Divirtam-se!

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

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Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

Details

Hoje tenho 16 anos e a única terapia que mantenho é a psicologia. Segundo a minha psicóloga, a minha perturbação é uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada, segundo os critérios clínicos (DSM-5), por um modelo de dois domínios que engloba: défices na comunicação e interação social e, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Com ajuda da minha psicóloga analiso, de seguida, se me enquadro nestas características:

  1. Défices persistentes na comunicação e interação social:
  • Défices na comunicação não verbal usada na interação social

Comunicar e interagir socialmente com outras pessoas, desde sempre, me causa uma grande ansiedade. Para mim, é muito difícil perceber e responder de forma adequada às outras pessoas. Estar a olhar para uma pessoa a falar é insuportável, porque ao mesmo tempo que a pessoa está a dizer algo, com flutuações no tom de voz e pausas no discurso que não entendo, também está a fazer mil e uma expressões com a cara e com as mãos. É como se todas estas imagens diferentes entrassem, ao mesmo tempo, no meu cérebro e eu não conseguisse descodificar, acabando por não prestar atenção àquilo que a pessoa disse. Assim, quando as pessoas falam para mim, eu desvio o olhar para outro sitio e tento concentrar-me somente no que a pessoa está a dizer. A minha psicóloga ensinou-me a interpretar todo um conjunto de expressões faciais das pessoas. Disse, que se uma pessoa levantar a sobrancelha isso pode querer dizer: “Acabaste de dizer um grande disparate”; “És muito giro, queres sair comigo?”; “Não percebi nada do que disseste”. Quando ela me disse isto pensei, como é que as pessoas interpretam tudo isso sobre uma mera sobrancelha, que para mim é apenas um aglomerado de pêlos que serve para proteger os olhos.

  • Défices no desenvolvimento e manutenção de relacionamentos apropriados à idade

No outro dia um professor disse-me: “tens de dar o braço a torcer”. Fiquei completamente chocado! Como é que ele teve a coragem de dizer aquilo? Porque motivo haveria ele de querer que eu lhe desse o meu braço para ele torcer? Só esta imagem fez-me entrar em pânico. Quando cheguei à psicóloga, ela explicou-me que as pessoas falam muito por expressões idiomáticas: ” tive um dia de cão”; ”dar o braço a torcer”; ”dar com a língua nos dentes”; “estar com a pulga atrás da orelha”. Quando tento visualizar esta última frase na minha cabeça, só me confunde, porque imaginar uma pulga –  sifonáptero da ordem dos insetos sem asas, que se alimenta do sangue de mamíferos – atrás de uma orelha, nada tem a ver com o significado que as pessoas atribuem de “estar desconfiado”. Para além destas expressões, há também as metáforas e a ironia que são ainda mais difíceis de compreender e dar resposta.

  • Défices na reciprocidade socio-emocional

Tal como disse anteriormente, interpretar expressões faciais, perceber os estados emocionais da pessoa e retribuir com um simples “estás bem?” ou um simples abraço de conforto, é muito complexo.  Para mim, dar abraços e beijinhos é constrangedor, porque não consigo atribuir isso a uma sensação agradável. Contudo, nós nunca negamos o afeto e alguns dos meus amigos com esta perturbação apresentam até, uma fixação pelo cheiro (perfume), pelo tocar na cara de pessoas que lhes são familiares, procurando o contacto físico e querendo dar e receber carinho constantemente.

2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades:

  • Adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamentos

O meu dia a dia já o memorizei, tenho as mesmas rotinas há anos, porque me acalma saber o que vai acontecer a seguir e eu consigo antecipar e controlar a minha vida. Se algo muda na minha rotina, fico muito nervoso. Quando era pequeno, sempre que havia uma mudança, eu berrava, guinchava e às vezes tornava-me agressivo. Com a minha psicóloga, aprendi a controlar-me e agora, apesar de ainda ficar nervoso com a mudança, já consigo dizer o que me incomoda, respirar para me acalmar e distrair-me com outra coisa para reduzir a ansiedade.

  • Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos

Desde que me lembro, faço movimentos intencionais repetitivos – estereotipias – que passam por abanar as mãos (flapping), balançar o corpo, alinhar objetos segundo um padrão de cores. Normalmente faço isto quando estou muito entusiasmado, ou quando estou entediado. Eu sei que estes movimentos são esquisitos e inadequados, e que as outras pessoas acham muito estranho, mas para mim é muito difícil controlar isto. É como se fosse uma descarga do meu corpo que eu nem sempre controlo. É como se o meu corpo me estivesse a obrigar a fazer isso.

  • Interesses altamente restritos e fixos, na intensidade ou foco

Quando era pequenino a minha mãe dizia que eu vivia obcecado com os números, memorizava uma sequência enorme de números primos e debitava a sequência, vezes sem conta. À medida que fui crescendo os meus interesses foram variando, já memorizei os nomes e as características dos mais variados animais, e atualmente interesso-me por memorizar datas de factos da história de Portugal.

  • Hiper ou hiporeactividade a estímulos sensoriais

A minha perturbação implica alterações senso-percetivas, o que significa que há pessoas com esta perturbação que podem ter hiper ou hiporeactividade a determinados estímulos sensoriais. Estar no recreio ou a num centro comercial é um tormento: o cheiro, as luzes, o barulho dos saltos altos, as pessoas a falarem, todas estas perceções entram de uma só vez nos meus ouvidos, com o mesmo nível de intensidade, fazendo com que eu nem as consiga diferenciar. Estas sensações são de tal maneira fortes que não me consigo concentrar em mais nada.

A par destes dois grandes domínios que caracterizam esta perturbação, podem surgir outras características, as mais comuns são: défices intelectuais (a grande maioria de nós não tem capacidades de “génio”), défices na linguagem (expressiva ou recetiva), dificuldades ao nível da atenção e problemas de ansiedade.

É importante referir que não existem duas pessoas que estejam exatamente no mesmo ponto do espectro, não existem duas pessoas que sejam afetadas exatamente da mesma forma por esta alteração do neurodesenvolvimento.

Por fim, enganam-se as pessoas que pensam que não percebemos o que se passa à nossa volta.  O facto de interagirmos pouco ou parecer que estamos mais distantes não quer, de todo, significar que estamos ausentes!