Educar, ensinar e liderar – 6 Reflexões

Educar, ensinar, liderar, dirigir, todas são tarefas onde é muito importante as capacidades e os conhecimentos dos executantes. Podemos estar a falar de psicólogos, pais, professores ou de líderes empresariais.

É fantástico quando a arte e o engenho se fundem e temos bons profissionais. Nessas circunstâncias, as crianças ganham, os alunos melhoram as notas, o ambiente é mais positivo.
Mas desejamos ter mais do que apenas bons profissionais! Desejamos ter profissionais excelentes.
É um mundo mais brilhante que começa a emergir, quando os profissionais são excelentes. É ter cérebro, sim, o cérebro é importante. Claro. Mas é ter mais ! Mais alma, mais coração.
É que há algo ainda mais relevante do que as características de cada elemento que intervêm no processo pedagógico , psicológico ou relacional.
Poucos (nenhuns?) conseguem fazer alguma coisa brilhante de forma isolada, sozinhos, sem apoio. A vida não é estanque. Os processos contaminam-se, sofrendo influências de diferentes fatores. Uma criança não é só educada pelo pai. Também há a mãe (na maioria dos casos, claro). Uma criança não é só educada pela mãe. Também há o pai. O professor não ensina sozinho. A Escola está numa comunidade.
Um aluno tem família, avós, tios. Estes são mais ou menos participativos. Uma equipa de trabalho tem diversos atores, cada um com o seu papel.
Por isso, é fundamental saber trabalhar em equipa! Nas minhas (trans) Formações para professores, tentamos sempre dar ferramentas para a melhoria dos processos de trabalho de grupo. Uma andorinha não faz a primavera.
Como estamos todos longe de ser prefeitos, mas como grande parte de nós deseja melhorar, ofereço seis sugestões para reflexão, no sentido de sermos melhores colegas, trabalhando melhor em equipa.

1 – Inspiremo-nos no trabalho da Psicóloga Barbara Fredrickson.

Entre outras coisas, ela demonstra a existência de uma ponte entre as Emoções Positivas e outros comportamentos positivos, tais como a Curiosidade e a Criatividade. Se cada um de nós levar Emoções Positivas para a equipa de trabalho, estamos a melhorar a produtividade, ao incrementar indiretamente esses comportamentos positivos. Também o fazemos em família. E podemos fazer mais e melhor, tendo esta noção, tendo esta clareza.

2 – Há psicólogos que defendem que “as zonas de prazer, não têm ligação com as zonas de aprendizagem”.

Então? Com tanto terreno para ser desbravado sobre o conhecimento do cérebro, vamos aceitar este dado como uma verdade absoluta? Para quê? Para educarmos “à força”? Para gerir uma equipa através do medo? Pessoas com medo trabalham melhor? Há evidência que aponta para o contrário. Podemos fazer a experiência. Coloca-se um grupo de médicos a trabalhar num diagnóstico. A este grupo, ameaça-se com uma punição caso o resultado não surja. A um outro grupo oferece-se um bom ambiente, uma recompensa…e vamos ver os resultados. E cada um de nós pode avaliar também em que momentos da vida foi mais produtivo.
Quando tinha medo ou quando estava tranquilo e feliz no desempenho das funções? Para esta reflexão, é enriquecidor que as pessoas tenham tido experiências em diferentes projetos ou empresas.

3 – As equipas melhoram quando o líder é positivo.

Em casal, a liderança vai alternando. Os professores vivem diferentes momentos. Ora lideram, os são liderado. Tenhamos em conta o nosso papel. Desejamos equipas melhores, por isso, oferecemos o melhor de nós a cada momento da relação. Tentemos ser líderes positivos, com o objetivo final em vista. O objetivo não é ganhar uma discussão, não é ganhar mais um projeto ou ganhar dinheiro a todo o custo. O objetivo é ajudar a estruturar aquelas crianças, sejam filhas, sobrinhas ou alunas.

4 – Conheça as forças de cada elemento do casal.

Conheça as capacidades, de cada professor. Identifique as capacidades dos seus colegas de trabalho. Interesse-se por descobrir em que área cada um pode brilhar mais, trabalhar com mais empenho, explanar melhor as suas capacidades.

5 – Liberdade para agir sem uma visão, sem um foco, sem um plano previamente trabalhado, de nada serve.

O professor precisa conhecer o foco da Escola, o verdadeiro projeto capa de nortear tudo. Os pais precisam chegar a acordo sobre que tipo de família querem. A intervenção psicológica precisa de consenso entre os intervenientes. Os boicotes, as dificuldades de relação entre membros das equipas, surgem quando a liderança falha ao criar um foco. Um empresa sem visão, acaba por desaparecer. Um casal sem um plano para educação, corre o risco de educar ao sabor de uma maré ou corrente que não sabemos onde vai dar. No fundo, tem que estar escrito o que cada um deve fazer e o porquê. Depois é que surge a liberdade. Há casais que pensam nisto e chegam mesmo a colocar por escrito. Não é só nas (boas) empresas.

6 – Um desafio para terminar. Trabalha em equipa? É pai? É professor?

Então conheça a “Betari Box”! Se lhe interessa o tema, se deseja melhorar, faça a sua pesquisa sobre a “Betari Box“. É uma ferramenta muito útil. Pode ser adaptada para o trabalho com crianças e jovens. Pode ser útil se estiver numa empresa.
Para finalizar, uma DICA:
  • Diálogo, sincero e honesto com cada um dos membros da equipa. Fale à parte com cada um deles.
  • Ideias contam. Ouça-as. Se não ouvir as ideias dos seus  colegas, parceiros ou colaboradores, pode estar a perder o melhor…
  • Contribua com Emoções Positivas.
  • Aja com naturalidade, e, por vezes, com “saudável loucura” e irreverência, mas não esqueça de ter foco.

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Os filhos são a melhor coisa do mundo.

Os filhos dão um trabalho que só quem os tem entende.

Às vezes só querem (e precisam de) atenção.

Os pais fazem o melhor que podem, na maior parte dos dias. Nos outros sabem que têm direito a uma excepção de vez em quando.

Os pais fingem que não vêem um disparate ocasional porque os filhos já estão a fazer outra coisa em segundos e dar importância ao que aconteceu não mudaria nada.

Os pais escolhem que guerras comprar, para bem da sua sanidade mental.

Noutras alturas o mínimo deslize espoleta uma guerra civil.

Os filhos, muitas vezes culpa dos pais, acham que estes nasceram para os servir.

Os pais, ainda mais vezes, acham que nasceram para servir todas as necessidades dos filhos. Mesmo que as necessidades sejam um bolo cheio de creme na pastelaria depois de terem lanchado na escola – porque “coitadinho, é só um bolo e se posso por que não hei de lho dar?”.

Há pais para quem os filhos são uma verdadeira bênção.

Há pais que de pais têm apenas o título.

Há pais que deveriam receber prémios pelos esforços continuados que fazem.

Há pais cujos esforços são tão bem disfarçados que os filhos nunca os vêem.

Há filhos que gostavam de ter outro tipo de pais.

Há filhos para quem os pais são simplesmente o melhor do mundo.

Há filhos que são pais dos seus pais.

Os dias são todos diferentes, mesmo quando parecem sempre iguais.

Uma brincadeira conforta os mais pequenos e ajuda os mais velhos a ultrapassarem um dia pior.

Às vezes basta um sorriso.

Basta um abraço.

Basta saber que os filhos estão em casa à espera.

A convivência é uma estrada de dois sentidos. Dar e receber. Muitas vezes esta troca é escassa. Tantas outras vezes é repleta de bons momentos. A aprendizagem de se ser pai não vem em nenhum dos livros, nem mesmo nos mais afamados – porque é uma experiência única.

Não há pais perfeitos, como não há também filhos ideais.

 

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Carta aos pais no parque infantil

Encontrei uma avó no parque, cujo lema era “quando as crianças brincam os adultos não interferem”. Advogava que assim é que as personalidades dos miúdos têm oportunidade de florescer e os pais podem ver, sem se meterem, se os filhos se defendem ou se agridem.

Concordo até certo ponto, porque já passei por situações de todos os tipos no que toca a parque infantis.

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Por isso, caros pais com quem me cruzo:

  1. Se os miúdos estiverem a correr divertidos, não se metam na brincadeira e deixem-nos estar – a não ser que estejam a incomodar alguém.
  2. Estejam atentos porque muitas vezes o vosso filho, com a desculpa de que vocês têm mais interesse no que se passa no telemóvel do que no que ele faz, empurra com força as crianças mais pequenas pelo escorrega abaixo.
  3. Se os vossos filhos chamarem nomes às outras crianças – “És mesmo parva, não é assim que se brinca!”- ou forem desagradáveis com elas -“não brincas connosco, ouviste?!”-, por favor interfiram e corrijam a atitude.
  4. Se a minha filha estiver a colocar pedrinhas no escorrega comigo a dez centímetros é porque eu autorizei e não vale a pena virem ralhar com ela dizendo que não se faz. Faz-se como em todas as brincadeiras: desarruma, arruma, não incomoda os outros e não tem de ser chamada à atenção por alguém que não a mãe. Pensem como gostariam que acontecesse se fosse o vosso filho.
  5. Deixem os miúdos sujar-se, explorarem novas texturas e brincadeiras, observar os outros para, eventualmente, os copiarem, apreciem o facto de eles estarem ali em vez de estarem com um tablet no colo e a atenção completamente focada em algo em que não participam verdadeiramente.
  6. Não comparem o vosso filho com os outros, principalmente em voz tão alta que se oiça no outro extremo da cidade e desmerecendo a vossa criança – porque o outro já se segura sozinho, porque os outros não querem ajuda para subir ou companhia dos pais para brincar.
  7. Acima de tudo estejam lá. De corpo e alma. Não precisam de estar fisicamente no recinto, mas é importante que os vossos (nossos!) filhos sintam que há regras para brincar. Que têm de respeitar o ritmo dos amigos, a vontade dos outros miúdos, o espaço que partilham.

Para que não ajam como se o que fazem não tem consequências.
Para que façam o que foram ali fazer: brincar e ser felizes.

Obrigada,

Uma mãe que está suficientemente perto para amparar as eventuais quedas da filha de vinte e um meses quando sobe ao escorrega sozinha, mas que lhe dá espaço para explorar o parque e conhecer novos amigos – tratando-os bem (quando não o faz ali estou eu, a emendá-la para que tudo continue como deveria ser).

E se existisse um livro que além de letras para leres e imagens para viajares na história tivesse também espaço para fazeres tu os desenhos e tornavas-te no próprio ilustrador, e quem sabe até o narrador ou o escritor desta história! E se esse livro fosse composto por vários textos, várias histórias todas diferentes, sem qualquer ligação entre si?
No Livro “Histórias minhas, desenhos teus” podes finalmente ir até onde a tua imaginação te levar. Podes desenhar um OVNI recheado de extra-terrestres que desceram à terra para conhecer a tua personagem favorita! Ou podes fazer uma máquina do tempo e regressar tantos que até um DINOSSAURO aparece no teu livro.
Tudo a teu gosto. Como sempre quiseste!

SINOPSE

Os livros são objetos que eternizam momentos, vivências e sentimentos. Este livro consiste num conjunto de textos, alguns dos quais com características “non sense”, que exploram os casos especiais de leitura. Pretende-se que este livro não seja explorado de forma solitária.
É um livro, não só para ser lido, mas para ser partilhado e vivido.
Esta pode ser uma oportunidade para alunos e professores, pais e filhos, juntos, darem largas à imaginação e explorarem não só os textos, mas também as ilustrações, criando um livro que será único. 

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INSTRUÇÕES
Este livro, que agora é teu,foi começado por mim, mas foi de propósito que não o acabei.

E porquê? Perguntas tu! 

Porque eu gostava que este livro se tornasse único e nosso.

O que eu quero dizer com isto é que terás oportunidade de o acabar, dando largas à imaginação e ilustrando os textos que faltam.

Para além disso, quero desafiar-te a fazê-lo sem que utilizes os materiais habituais. 

Que tal experimentar os lápis de cera, as aguarelas ou até as canetas de acetato? Não te esqueças que a criatividade permite-nos inventar, criar e sonhar, ela não tem limites ou barreiras…aceitas o desafio?!

Todos vamos querer ver o teu livro terminado!


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FICHA TÉCNICA
Autor: Andreia Reis
Data de publicação: Junho de 2015
Número de páginas: 48
ISBN: 978-989-51-5044-1
Colecção: Literatura Juvenil
Género: Conto Infantil

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Hoje em dia somos confrontados com a palavra Light todos os dias. Esta palavra entra pelas nossas casas, através de muitas janelas: virtuais ou não. Pela televisão, nas conversas do dia-a-dia… Gostamos e queremos o que julgamos ser o melhor para cada um de nós. Mas será mesmo assim?

Não vou falar sobre a substituição do ‘açúcar’ pelo ‘adoçante’. Não. Mas vou realçar que também a família se está a tornar Light.

A Família Light é um produto da sociedade em que vivemos. Aberta, plural, multicultural. Os valores como o amor light e o egoísmo proliferam neste meio. Cada um vive como lhe apetece.
Este tipo de família enfrenta um dos piores males deste mundo: o individualismo. Condutas assentes na mera visão do individual ao invés de uma coexistência pessoal, que acabam por corroer e destruir a convivência familiar.

São meios onde se concentram doses elevadas de desconfiança e de pessimismo, chegando mesmo a ver o outro, como uma ameaça à própria realização de projectos pessoais.

Nestas famílias, vive-se de uma forma isolada, numa ‘bolha’. Afastados, cada um por si.

E qual é o nosso desafio, enquanto pais?

Em família temos que educar os nossos filhos na liberdade, a serem capazes de decidir, ensinar-lhes o que devem fazer e principalmente quais as consequências de cada decisão que tomam.

Transmitir que o que devem fazer nem sempre coincide com o que querem fazer. No entanto, têm mesmo de o fazer. Para isso, é muito importante desde cedo, educar a vontade. E isso treina-se através da criação dos hábitos.

A educação familiar deve assentar em ensinar os filhos a saberem ultrapassar as dificuldades que vão aparecendo na rotina diária, concretamente a alcançar mais e mais, ou sejam a superarem-se!

Por Maria da Conceição Gigante, do Blog Educarcomtalento

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“A alienação parental, também designada por implantação de falsas memórias, consiste na prática de atos ou omissões, depois da separação ou divórcio, por parte do pai ou da mãe para com a criança ou adolescente, manifestadas de forma clara ou subtil, que constituem intencionalmente manipulação psicológica do menor, gerando neste repúdio, ódio e outros sentimentos negativos em relação ao outro progenitor.
Trata-se de abuso moral e agressão emocional para com o menor e de manipulação da imagem do ex-conjuge, o progenitor alienado, com o propósito de causar danos na manutenção dos laços afetivos dos filhos com aquele, mas que acabam por causar distúrbios psicológicos no próprio menor, afetando-o para o resto da vida.

É o designado Síndrome de Alienação Parental (SAP).

Segundo a Drª Teresa Paula Marques, Psicóloga Clínica, especialista em Psicologia Infantil e do Adolescente, da Clinica da Criança

Existem três níveis de intensidades diferentes do processo de alienação:

 Tipo ligeiro

Os filhos apresentam fortes vínculos emocionais, com ambos os progenitores e estes reconhecem que os conflitos afectam os seus filhos e, embora haja alguma difamação, esta tem pouca intensidade.

Os períodos de separação entre o progenitor e os filhos são curtos e ocorrem sem grandes conflitos. Embora neste primeiro estádio o filho apoie pontualmente o progenitor alienador, demonstra ter um pensamento independente e um grande desejo que os problemas se resolvam.

– Tipo moderado

Assiste-se a uma deterioração dos vínculos afectivos com o progenitor alienado (que não possui a guarda), ao mesmo tempo que há um fortalecimento da relação com o progenitor alienador (com quem vive).

As visitas ao progenitor que não é detentor da custódia, assim como as visitas aos avós e restantes membros da família alargada, começam a ser conflituosas. A criança não revela capacidade para pensar de uma maneira autónoma e repete aquilo que lhe é dito.

– Tipo grave

O progenitor alienado é visto como um indivíduo perigoso, chegando a ser encarado como um inimigo. Surgem sentimentos de ódio e recusa para com o progenitor alienado, enquanto que o outro progenitor é amado e defendido de forma irracional.

As visitas ao progenitor tornam-se escassas ou mesmo inexistentes tal como as visitas aos avós e família alargada que se ocorrer convertem-se em reacções adversas. Ainda que a campanha de difamação seja mais contínua e intensa, a criança já revela alguma independência de pensamento pois não justifica as suas acções com recurso a ideias transmitidas por outros. Justifica as suas próprias ideias e atitudes.

Apesar das abundantes abordagens na literatura é praticamente ignorado pelo poder judicial e, ainda que sendo um problema de enorme gravidade e sobejamente conhecido, existe sobre ele pouquíssima jurisprudência produzida pelos tribunais portugueses. Ora, perante a inércia da justiça, são mais do que frequentes os abusos do progenitor alienador, abusos esses com que a recente alteração do Código Civil veio pactuar ainda mais, por razões óbvias. “
São inúmeros os casos em que se perdem definitivamente os laços entre os filhos e o pai ou mãe, e em que os primeiros se recusam a aceitar qualquer contacto com um dos segundos, violando reiterada, e indisciplinadamente, até, o dever de obediência, também previsto no CC.
Chegados à transição da adolescência para a vida adulta, os filhos tomam decisões sustentadas por uma pseudo-realidade formatadora da sua mente durante anos do seu crescimento, com efeitos irreversíveis no resto da vida.
O progenitor alienador nem sequer tem de agir, bastando-lhe, por vezes, manter uma aparente imparcialidade ou abster-se de opinar, concedendo, assim, ao menor, total liberdade para decidir se pretende ou não ter a companhia do pai ou mãe em determinado momento.

São pequenos atos de omissão, supostamente inofensivos, mas que contribuem decisivamente para o processo de alienação, iniciado com esporádicas e ingénuas decisões de recusa do filho a uma proposta de passeio com o pai ou mãe e que vão evoluindo até à desobediência, repúdio e sentimentos de ódio do filho, já adolescente ou adulto, para com o progenitor alienado.

Trata-se de sentimentos criados por manipulação da mente do indivíduo, na sua tenra idade e falta de experiência de vida, por parte de uma pessoa, o progenitor alienador, que gera danos emocionais e psicológicos noutra pessoa, o menor, que subsistirão para o resto da vida e afetam inúmeras vezes a sua conduta e postura na sociedade e chegam a ser determinantes, no futuro, nas decisões sobre a construção de uma nova família ou na educação dos seus próprios filhos. A literatura aponta as diversas e graves consequências.

Perante a inércia do legislador e, consequentemente, da justiça, e considerando a vasta abundância de casos, geradores de imensuráveis repercussões, sendo certo que se revestem de enorme gravidade, na medida em que afetam a vida para sempre, quer a do agora menor, quer a do cônjuge alienado, é imprescindível consagrar no ordenamento jurídico medidas sancionatórias dissuasoras da prática de atos ou omissões que conduzam ao Síndrome de Alienação Parental.
Considerando a gravidade dos danos causados pelo SAP nos indivíduos, a sanção deverá ter natureza penal, pelo que se exige a sua qualificação como crime e integração no Código Penal. Perante os ouvidos de mercador do legislador, importa levar o assunto à praça pública e unificar as vozes. Assim, pretende-se levar os responsáveis da governação do Estado a agir em conformidade com a gravidade dos comportamentos do cônjuge alienador ou de outros familiares que adotem a mesma conduta.

Assine esta petição aqui

imagem@Justificando

Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

Como transmitir ordens sem ferir a sua autoestima

Uma boa comunicação está na base de uma relação equilibrada e saudável, sendo ainda de maior relevância quando falamos na relação entre Pais e Filhos. É através dela que expressamos aos outros o que queremos, o que sentimos, o que não gostamos, do que precisamos e é graças a ela que podemos atingir a sensação de que somos realmente compreendidos e respeitados.

Um dos principais motivos que leva os Pais a frequentarem os Workshops de Parentalidade Positiva prende-se com as dificuldades em chegar aos filhos através das palavras.
Porque é que ele não me ouve?” ou “Não liga nada ao que eu lhe digo!” são frases recorrentes e que surgem nas sessões quase como desabafo, sejam os filhos crianças ou adolescentes.

Como mudar a forma como comunicamos?

Se pretende mudar o seu estilo comunicacional e falar ao seu/sua filho(a) de forma a que ele/ela o/a oiça, sugiro que comece por uma coisa muito simples – escute-se a si próprio com muita atenção. Nas próximas 24 horas esteja especialmente atento(a) ao que diz ao seu filho e à forma como o diz. Tome pequenas notas das conversas que mantém com eles e do que sentiu nessas trocas de palavras.

É comum os Pais, após a realização do exercício de tomarem pequenas notas das conversas que tiveram com os seus filhos nas últimas 24 horas, constatarem que dizem muitas coisas que não gostariam de dizer às suas crianças e adolescentes, ouvindo tantas outras com as quais também não se sentem nada satisfeitos. Também é recorrente os Pais se queixarem que, não poucas vezes, as conversas facilmente se transformam em discussões e que os seus filhos não lhes contam as coisas. 

Na verdade ouvirem-se a si próprios já representa um progresso. É o primeiro passo para a mudança. Uma vez que qualquer processo de mudança não é possível sem esforço e determinação, comece por pequenas alterações:

1.º Ouça com muita atenção e de forma empática.

Quando a criança estiver a falar consigo deixe o que está a fazer, olhe para ela e não se limite a anuir. É muito mais fácil contar os problemas a um Pai que está realmente a ouvir. Nem precisa de dizer nada. Muitas vezes, um silêncio complacente é só o que a criança precisa.

2.º Em vez de fazer perguntas e dar conselhos sobre o que a criança lhe está a transmitir, demonstre que está a ouvir.

É difícil para uma criança pensar com clareza ou construtivamente quando está a ser interrogada, acusada ou aconselhada. Um simples “Oh…”, “Hum…” ou “Estou a ver” por si só pode ser uma grande ajuda. Palavras deste tipo acompanhadas de uma atitude preocupada convidam a criança a explorar o que pensa e o que sente, e talvez a arranjar sozinha uma solução para o seu problema sem a intervenção dos pais.

3.º Não negue ou contrarie o que o/a seu/sua filho/a sente.

Uma das questões mais importantes e desafiantes na relação comunicacional Pais – Filhos, prende-se com a expressão das emoções.Imagine a seguinte situação: O seu filho, por motivos de saúde, tem que levar uma injeção todas as semanas durante um mês. Apesar de saber que o pequeno tem pavor de agulhas, também sabe que a maior parte das vezes as injeções só doem um segundo. Hoje, depois de saírem do consultório, o seu filho queixa-se amargamente. Sabendo que a cena se repetirá durante as próximas semanas, você quer acabar rapidamente com aquilo e tenta minimizar a situação dizendo coisas do género:
  • Não chores. Também não dói assim tanto.” ;
  • “Estás a fazer disto um bicho de sete cabeças” ;
  • “O teu irmão nunca se queixa quando leva injeções.”
  • “Estás a portar-te como um bebé.”
A intenção que está por trás destas observações é boa, é certo, contudo, ela só piora a situação pois, além da criança não se sentir melhor com as palavras da mãe ela fica irritada por esta não reconhecer a sua dor. Quando compreendemos o que a criança sente, ajudamo-la imenso. Fazemo-la lidar com a sua realidade interior. E quando ela percebe essa realidade, arranja força para a suportar.


As suas palavras devem demonstrar que está mesmo a ouvir e que aceita o que a criança sente.
Por exemplo:

  • ”Isso deve ter doído” ;
  • “Hum, foi mesmo mau.” ;
  • “É daquelas dores que só desejas ao teu pior inimigo” ;
  • “Não é fácil levar estas injeções todas as semanas.
  • “Aposto que vais ficar todo contente quando acabarem.

As crianças não precisam que concordem com o que elas sentem; precisam que compreendam o que elas sentem.

Um dos muitos desafios inerentes à paternidade é a luta (quase) diária para que as crianças compreendam que nem sempre podem ter tudo o que desejam, no momento em que desejam. Fazer-lhes entender e aceitar a realidade é muitas vezes fonte de conflito, conflito esse causador de troca de palavras menos agradáveis e geradoras de mau estar na relação. Se por vezes não se consegue evitar discussões desgastantes para os Pais e também os filhos, outras ocasiões ocorrem em que, com imaginação e boa vontade as mesmas podem ser contornadas. Assim, segue mais uma estratégia comunicacional que os Pais podem usar na sua relação com as crianças:


4.º Satisfaça o desejo da criança em fantasia

Quando as crianças querem algo que não lhes podemos dar, geralmente reagimos com explicações lógicas sobre o motivo pelo qual não lhes podemos dar o que elas pedem. E estamos a falar de coisas tão díspares como o brinquedo que os amiguinhos já têm, ir brincar no parque à noite ou os seus cereais preferidos. Mas, o que acontece muito frequentemente é que quanto mais explicamos mais elas argumentam e protestam. Fazendo assim os Pais perder a paciência e irritarem-se.

O que lhe sugerimos é que, quando assim for possível, satisfaça o desejo da criança em fantasia. Por exemplo: o seu filho, que adora astronomia, pede-lhe incessantemente um telescópio novo. Tem um mas considera que  já está ultrapassado. Em vez de iniciarem uma discussão sobre o seu (caro) pedido demonstre-lhe que ouviu o seu desejo. Diga-lhe “Estou a ver que gostavas muito de ter um telescópio de 200 polegadas.” E continue: “Sabes do que eu gostava? Gostava de ter dinheiro para te comprar. Não, gostava de ter dinheiro para te comprar um telescópio de 400 polegadas. Mais, de 600 polegadas. E veríamos as estrelas e os planetas todas as noites. Seria mesmo divertido.

Por vezes, só o facto de a outra pessoa entender que queremos muito uma coisa torna mais fácil encarar a realidade.

5º. Dê ordens sem ofender ou humilhar a criança.

Não raras vezes, motivados pelo cansaço e saturação, ao chamarmos a atenção da criança para um determinado comportamento desadequado ou incumprimento de regra, juntamos palavras pejorativas ou críticas negativas à ordem, transformando-a num ataque à auto estima da criança.

Exemplificando: Apesar de estar estabelecido nas regras da família que os trabalhos de casa são para serem feitos antes do tempo de brincadeira e convívio familiar, o seu filho protela sistematicamente esta tarefa. Os pais, desgastados por terem que estar sempre a relembrar a criança que tem que fazer os deveres, acabam por proferir algo do género:
” Vai já fazer os trabalhos de casa. Todos os dias é a mesma coisa. És mesmo irresponsável!”
A criança, ouvindo estas palavras, vai sentir que está a ser atacada. Vai concentrar-se mais na crítica dos pais do que na tarefa que lhe dizem que tem que realizar. Aceitar ordens ditadas por quem nos está a pôr defeitos não é fácil e origina uma maior resistência à colaboração.

Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

5 formas diferentes de chamar a atenção da criança sem a ofender ou humilhar. Desta forma fomenta-se um clima de respeito em que o espírito de cooperação pode começar a aumentar.

  • Descreva o que vê: “Não estás a fazer os TPC!”
  • Informe:Amanhã vais ter falta na escola porque não fizeste os TPC”
  • Comente com uma única palavra: “TPC”
  • Descreva o que sentiu: ” Não gosto de estar sempre a lembrar-te que tens de fazer os TPC”
  • Escreva um recado: Deixe um recado colado na TV: “Antes de me ligares pensa se já concluíste os TPC hoje!”

 

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Eles vão crescer e dispensarão nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto em público serão consideradas um grande ‘mico’.
Que em vez de torcermos para que eles durmam, torceremos para que cheguem logo em casa.
Que não se interessarão mais pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço vai dar lugar a calmaria.
Que os programas em família serão menos atrativos que os churrascos com a turma.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais frequência.
Que morreremos de saudade dos nossos bebés crescidos…

Por isso…
Viva o agora. Releve as birras. Conte até 10.
Faça cosquinhas, conte histórias, dê abraço de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medos.
Beije o machucado (sim, beijo de mãe cura de verdade).
Solte pipas, brinque de boneca. Faça gols, comemore.
Divirta-se, acorde cedo nos domingos para aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos. Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passe o máximo do tempo possível juntos.
Assim, quando eles partirem para seus próprios voos,
Você ainda terá tudo isso guardado no coração.

 

Por Cinthia Moralles, texto sugerido por leitora Kaila Leite

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Ter uma filha muda-nos de diversas maneiras, mas nunca teremos uma vida aborrecida ou rotineira. Um dia acordam com 2 anos e só querem comer na taça cor-de-rosa, vestidas de cor-de-rosa e se a papa ou o leite fossem cor-de-rosa ou roxo (também aceitável) seria perfeito. Desde esta idade começam a perceber que nem tudo é cor-de-rosa e as birras muitas vezes rebentam porque a mãe também não esta vestida de cor-de-rosa, nem de espírito porque já não vê o mundo através de lentes rosa ou roxas! Mas a mãe compreende, porque já esteve nessa posição e a coisa é chata.

No dia seguinte acordam com 6 anos, e arrependem-se de ter cortado o cabelo as Barbies numa das birras dos dois anos em que as Barbies não estavam vestidas de rosa! Agora quase carecas, as Barbies, as Monster High, as Violettas ou as Elsas têm que ser trocadas o quanto antes porque as amigas gozam, e nesta idade tudo é passível de ser trocado até a mãe, caso não ceda.

No outro dia, acordam com dez anos e tudo o que é rosa, roxo ou que roce estas cores é super foleiro e nem acreditam que a mãe tenha cedido a tal piroseira e portanto a culpa é toda nossa!
Mea culpa, claro  que têm razão: estas mães de hoje gostam tanto de rosa e roxo. Adoram!…

Talvez porque, quando as mães de hoje, eram pequenas meninas nos anos 80, 70, 60, havia o rosa, mas também havia tantas outras cores e brinquedos que os pais ofereciam às filhas aos quais, nós filhas gratas e amigas, agradecíamos  com sorriso meio rosa/amarelo
“-obrigada adorei! Mesmo! Era mesmo isto!”,  quando na verdade queríamos dizer:
“-Este careca? só havia mesmo um careca de quase dois quilos, com roupa castanha? Não havia nada mais levezinho ou mais colorido como a primavera?! Não sabem que com 7 anos, carregar um careca com peso real vai-me dar cabo das costas?”.

OK a ultima parte não dizíamos nem pensávamos, porque não havia o que Google.

Não dizíamos nem pensávamos porque era o que havia e nos aceitávamos. Sabíamos que em África os meninos e meninas não comiam e que ter brinquedos era um luxo. Se não acreditássemos, bastava assistirmos as noticias ao jantar com a família enquanto comíamos abundantemente, e engoliamos em seco as imagens de fome em África que nos invadiam a sala de jantar. Mudar de canal para o único outro canal, a RTP 2, era chato porque ai tínhamos que engolir cultura à hora de jantar e para isso ninguém, nos anos 80, tinha estômago. Mas o resto é tudo verídico.

A vida era monocromática, com alguns laivos de cor aqui e acolá, mas era simples muito mais simples para os pais que quando acrescentavam filhos ou sobrinhos à família era bem mais fácil de passar adiante o que já não servia. Mas agora o que fazemos com tanto rosa, tanto roxo?
Agora que aos dez anos quase no final da infância e inicio da pré-adolescência com tanta informação e tanta escolha, quando deixa o rosa de ser uma possibilidade (ou obrigação)?

Filha, já não gostas de rosa? Mesmo, mesmo? Tens a certeza, olha aqui super giro e fashiontrendy, super top e tal?
OK, não é necessário esse olhar de desdém que me faz sentir mais velha além dos meros 38 anos fantásticos super fixes e jovens, ok? Humpf! (Longo, longo suspiro). Algumas mães vão para os sites de venda online tentar livrar-se de móveis rosas, cortinas rosas, algumas até adaptadores de sanita rosa tentam. Vale tudo, mas quando nem por 1 euro a coisa vai, tentam as amigas, essas com também filhas da mesma idade, com o mesmo problema, e para evitar conflitos todas partilham o mesmo numero de telefone, o de uma associação qualquer que ou faca reciclagem ou então distribua o rosa para uma menina algures em Portugal que tenha acordado com 2 anos e esteja a fazer birra porque a vida não lhe corre bem, nem cor de rosa. Então assim o ciclo da a volta completa e recomeça.

Para as mães que sobreviveram ao rosa, começa outra fase a de todas as outras cores. Agora a coisa piora porque com tanta cor, com tanta pré-adolescência e adolescência, com mudanças de estado de espírito, corações partidos, amizades começadas, outras interrompidas, modas quem vêm e outras que vão sem que nos nos apercebamos, a coisa vai mudando, diariamente. As vezes é só mensal, outras trimestral e se coisa correr bem, semestral. Porque hoje, eles podem tudo e nós, capitulamos, mesmo protestando entre dentes.

Por isso, querida, já não gostas de rosa? Tens a certeza?

Escrita com ironia, mas baseada em factos verídicos.

Por Sónia Pereira de Figueiredo, para Up To Kids®
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Crianças tolerantes são filhos de famílias tolerantes. A educação para a tolerância, no espaço mais lato da educação para a cidadania, é fundamental para a construção de uma geração diferente.

Princípios para educadores tolerantes:

– Promover o respeito pelos colegas na escola, compreendendo as diferenças.

– Explicar as formas de discriminação (idade, género, raça, cultura, religião, entre outras).

– Explicar os acontecimentos históricos reveladores de princípios de intolerância e suas consequências.

– Praticar a empatia: saber colocar-se no lugar do outro.

Em casa:

– Estabelecer limites.

– Desenvolver espírito crítico fundamentado em fatos e não em estereótipos.

Não recear questões.

– Dividir tarefas igualmente (ensinar fazendo).

– Explicar as notícias que passam nos meios de comunicação social, relativas a todas as formas de discriminação.

– Utilizar os livros, o cinema, os brinquedos, como forma de interiorização dos conceitos fundamentais de igualdade.

– Promover a convivência intergeracional natural.

– Respeitar as diferenças, sempre e sem exceção.

Sugestão de leitura:

Guião de Educação Cidadania e Género 1º Ciclo, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), 2011, disponível em http://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2013/12/guiao_educa_1ciclo.pdf

 

Por Patrícia Ervilha, para Up To Kids®
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