Com o início de um novo ano renovam-se sonhos, energias, desejos e objetivos.

Para as famílias pode ser uma oportunidade para fazer diferente, apostando ainda mais nos bons momentos passados com os que mais amamos, pois são esses momentos que possibilitam um maior fortalecimento e proximidade das relações, ao mesmo tempo que nos tornam (ainda) mais felizes.

Assim, nesta novo ano priorize a sua felicidade, assim como a de toda a sua família, investindo em si e nos seus, através de pequenos grandes gestos:

– Cultivem hábitos de vida mais saudáveis.

Façam exercício físico (passeios, caminhadas, natação, etc.) em família, alimentem-se melhor e conquistem mais horas de sono aos vossos dias.

– Fomentem bons momentos em família.

Podem, por exemplo, instaurar semanalmente a Noite da Família e nessa noite joguem em conjunto um jogo de tabuleiro, joguem às cartas, vejam um bom filme, com um balde de pipocas ao lado, ou simplesmente conversem.

– Conheçam juntos novos lugares e vivam novas experiências.

Está provado que o nosso cérebro se desenvolve tanto melhor quanto mais experiências e emoções positivas estivermos expostos. Criem memórias e boas recordações, em família.

– Digam e mostrem mais o que sentem uns pelos outros.

Incentive todos os elementos da família a verbalizarem o que pensam e sentem, sem julgamentos ou recriminações. Digam uns aos outros o quanto se amam. Abracem-se, pelo menos, uma vez por dia.

– Se têm mais do que um filho instituam o Dia do Filho Único.

Uma vez por mês, tirem um dia, uma tarde, um momento, em que estejam com cada um dos vossos filhos sem a presença do ou dos irmãos. Nesse dia conversem e façam o que ele ou ela mais gosta de fazer convosco e que, muitas vezes, não pode fazer por não ser filho único.

– Pais felizes =  filhos felizes.

Encontrem mais tempo para o casal e para estar com os amigos.

– Façam refeições em família.

Ao gerirem os vossos dias priorizem, pelo menos uma refeição diária em família. Sem televisão, telemóveis ou qualquer outro tipo de distração;

– E, por fim, brinquem, riam e divirtam-se em família.

 

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Como comunicar com os filhos de forma positiva e eficaz

Uma comunicação eficaz está na base de uma relação equilibrada e saudável, revestindo-se de maior importância quando falamos da relação entre Pais e Filhos. É através da comunicação que expressamos aos outros o que queremos, o que sentimos, o que não gostamos, o que precisamos e é graças a ela que podemos atingir a sensação de que somos plenamente compreendidos e respeitados.

Porque é que ele não me ouve?”, “Não liga nada ao que eu lhe digo!” ouTenho que repetir a mesma coisa mil vezes!”, são frases que surgem recorrentemente no discurso de Pais e Mães, de crianças ou adolescentes, como reflexo da dificuldade que muitas vezes sentimos em chegar aos nossos filhos através das palavras.

Ora se os nossos filhos não nos escutam, não falam connosco ou a muito custo cumprem as ordens que lhes damos é porque algo está mal na forma como comunicamos uns com os outros. Talvez aquilo que dizemos, ou como o dizemos, não traduza correctamente o que realmente queremos expressar, resultando no incumprimento de uma regra ou ordem, ou mais grave ainda, influenciando negativamente a relação que estamos a estabelecer com os nossos filhos.

Porque a forma como falamos é tão ou mais importante como o que falamos, seguem-se algumas estratégias facilitadoras de uma comunicação mais positiva e eficaz entre Pais/Filhos:

Diga o que quer que o seu filho faça e não o que não quer

Sempre que a criança adoptar um comportamento desadequado, pense num comportamento alternativo desejável e formule estão a frase.

Em vez de dizer “Não faças tanto barulho.”, diga “Estás a incomodar-me com os teus gritos. Brinca sem fazeres tanto barulho.”

Em vez de dizer “Não deixes os teus brinquedos desarrumados.”, diga “ Gostava que arrumasses os teus brinquedos.”

– Não diga tantas vezes NÃO

O não talvez seja a palavra que mais usamos quando falamos com os nossos filhos. O não e o despacha-te.

Para dizermos mais vezes sim temos que ser mais flexíveis, estarmos abertos à negociação e, acima de tudo, sermos mais criativos para podermos dar alternativas ou escolhas aos nossos filhos. Como? Assim:

Em vez de dizer “Já te disse que hoje não há gelado para a sobremesa.”, diga “Hoje temos fruta para a sobremesa. Melancia ou pêssego. Tu escolhes.

Em vez de dizer “Agora não podes jogar no telemóvel.”, diga “Podemos fazer juntos um puzzle ou um desenho. O que preferes?”

– Reduza o número de ordens

Está provado que filhos de pais que recorrem excessivamente às ordens desenvolvem mais problemas de comportamento.

Para aumentar a colaboração e empatia dos nossos filhos para connosco é importante darmos alguma liberdade para que as crianças possam decidir certo tipo de coisas sozinhas, diminuído, ao mesmo tempo, o número de ordens que damos lá por casa.

Evite dar ordens relativamente a aspectos que considere que não são assim tão importantes, como por exemplo, qual a t-shirt que a criança deve vestir, com que jogo deve brincar, que desenho deve fazer, etc.

Não repita uma ordem quando o seu filho já a está a cumprir, como dizer “Veste-te.”, quando a criança já se está a vestir ou “Come.”, quando o seu filho já está a comer.

– Avise previamente que vai chegar o momento de cumprir uma acção

Porque a concepção temporal das crianças em muito difere da dos adultos, sendo muito fácil elas se perderem no tempo, sempre que possível prepare-as para a transição de uma acção, avisando-as previamente de que algo vai acontecer a seguir, principalmente se elas estiverem a fazer algo de que gostam.

Assim, alerte-as para que “Daqui a 5 minutos temos que ir tomar banho.” ou “Tens mais 10 minutos para brincar, porque depois temos que ir jantar.”, e não exija obediência imediata.

Quando o fizer, opte por estar junto da criança, evitando gritar a ordem numa outra divisão da casa, certificando-se assim de que a criança ouviu e entendeu o que lhe está a dizer.

– Dê ordens sem se zangar e sem ofender nem humilhar a criança

Mais vezes do que com certeza gostaríamos, porque estamos cansados, fartos ou irritados, acontece que ao chamarmos à atenção aos nossos filhos fazemos uso da crítica negativa, transformando um simples comentário num verdadeiro ataque à criança, resultando em frases do género “És mesmo irresponsável! Todos os dias tenho que te mandar fazer os TPCs” quando um simples “Não te vejo a fazer os TPCs.” bastaria.

Se desejamos comunicar positiva e eficazmente com os nossos filhos, é fundamental que estejamos muito atentos à forma como os chamamos à atenção para algo que está menos bem ou quando lhe damos uma ordem, sem ofender ou humilhar, expressando-nos de forma educada e respeitosa.

Boas Comunicações

 

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As crianças aprendem o que vivem

Se as crianças vivem com críticas, aprendem a condenar.

Se as crianças vivem com hostilidade, aprendem a ser agressivas.

Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser apreensivas.

Se as crianças vivem com pena, aprendem a sentir pena de si próprias.

Se as crianças vivem com o ridículo, aprendem a ser tímidas.

Se as crianças vivem com inveja, aprendem a ser invejosas.

Se as crianças vivem com vergonha, aprendem a sentir-se culpadas.

Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes.

Se as crianças vivem com tolerância, aprendem a ser pacientes.

Se as crianças vivem com elogios, aprendem a apreciar.

Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar.

Se as crianças vivem com aprovação, aprendem a gostar de si próprias.

Se as crianças vivem com reconhecimento, aprendem que é bom ter objectivos.

Se as crianças vivem com partilha, aprendem a ser generosas.

Se as crianças vivem com honestidade, aprendem a ser verdadeiras.

Se as crianças vivem com justiça, aprendem a ser justas.

Se as crianças vivem com amabilidade e consideração, aprendem o que é o respeito.

Se as crianças vivem com segurança, aprendem a confiar em si próprias e naqueles que as rodeiam.

Se as crianças vivem com amizade, aprendem que o mundo é um lugar bom para se viver.

 

Poema de Dorothy Law Nolte (1954)

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Sugerido por:

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Família.

Todos nós temos uma definição muito particular e individual do que é isto de nascermos, crescermos e vivermos no seio de uma família, partilhando, contudo, a ideia de que a família tem um papel muito importante nas nossas vidas. É nela que estabelecemos as primeiras relações interpessoais, é nela que aprendemos a comunicar, que descobrimos o que é isto do amor, dos afectos e, também, da frustração e do sofrimento. Foram as vivências e experiências que vivemos na nossa família que deram corpo ao sentimento de sermos quem somos e de pertencermos àquela e não a outra qualquer família.

Não existem duas famílias iguais. Mas tal como no nosso percurso individual, onde podemos identificar diferentes etapas (nascemos, crescemos, vamos para a escola, integramos o mercado de trabalho, constituímos a nossa própria família, etc.), também na vida de cada família ocorre uma sequência, mais ou menos previsível, de acontecimentos geradores de mudanças que conduzirão a uma readaptação e reorganização do sistema familiar, imprescindíveis de acontecer, de forma a que a família consiga ultrapassar os desafios inerentes a uma nova fase. A esta sequência dá-se o nome de ciclo vital da família, que contempla as seguintes etapas:

1ª etapa – Formação do casal

A família nasce nesta etapa. O novo casal tem pela sua frente um mundo de descobertas, ao mesmo tempo que se depara com os seguintes desafios:

– Estabelecimento de compromisso (que não tem que ser legal ou de caráter religioso);

– Criação de uma relação conjugal mutuamente satisfatória, onde exista espaço para o Eu, o Tu e o Nós;

– Negociação e estabelecimento das normas, regras, limites e fronteiras do casal;

– Realinhamento das relações com as famílias de origem e os amigos de modo a incluir o cônjuge.

ARTIGO RELACIONADO | SER FAMÍLIA

2ª etapa – Família com filhos pequenos

Com o nascimento do primeiro filho inicia-se uma nova fase no ciclo vital da família, com os seguintes desafios:

– Ajustamento da relação de casal de maneira a criar espaço para o/a filho/a, com todas as suas necessidades físicas, psicológicas e afectivas;

– Assumir os papéis parentais e harmonização dos mesmos estre o casal;

– Realinhamento das relações com as famílias de origem, a fim de incluir os avós, tios, primos, etc.

3ª etapa – Família com filhos na escola

A entrada do filho mais velho na escola marca o início de uma nova etapa no ciclo de vida da família. Com ela novas experiências e exigências se colocam aos seus elementos:

– Os pais passarão a assumir novas responsabilidades, inerentes ao processo de aprendizagem do/a seu/sua filho/a, que agora terá acesso ao “conhecimento dos grandes”.

– Com a entrada para a escola inicia-se o processo de separação entre pais e criança, que culmina na adolescência;

– Verifica-se uma maior abertura do sistema familiar ao exterior, através do relacionamento com a escola, agentes educativos e outras famílias que se encontram na mesma fase, estando a família mais “exposta” a comparações, competições e à pressão das expectativas sociais;

4ª etapa – Família com filhos adolescentes

Muitas vezes associada a aspetos negativos, como: rebeldia, conflitos, desobediência, excessos, consumos e uma comunicação difícil, a entrada na adolescência é geralmente encarada pela família com alguma apreensão e ansiedade.

– Os pais terão a difícil tarefa de encontrar o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, devendo ocorrer uma flexibilização dos limites;

– Mudança na relação pais-filhos – preparação para a saída do/a adolescente do sistema familiar;

– Verifica-se uma recentração nos aspetos da vida conjugal, pessoal e nas carreiras profissionais;

– Início da função de suporte à geração mais velha.

5ª etapa – Família com filhos adultos

Chegamos assim à última etapa do ciclo de vida da família, mais conhecida pela fase do ninho vazio. Não devendo ser encarada como o fim de alguma coisa, esta é uma etapa de redescoberta e reconstrução. Assim, os seus principais desafios são:

– Permitir a separação e o “lançamento” dos filhos no exterior;

– Reconstrução da relação de casal;

– Redefinição da relação com os filhos, tratando-se agora de uma relação adulto-adulto;

– Inclusão de novos elementos na família (noras, genros, compadres, netos, etc.)

– Adaptação à reforma e ao envelhecimento.

Todas as fases do ciclo de vida da família comportam desafios, reajustamentos, dificuldades e algum stress para a família. Por vezes iniciam-se crises e surgem problemáticas, que podem parecer de difícil resolução. Contudo, a mensagem que gostaria de passar, no dia de hoje, é que que uma família nunca deixa de o ser e que é nela que encontramos o maior e melhor amor de sempre e para sempre.

Bom Dia Internacional da Família, em Família.

imagem@vistanews

“No meu tempo não era nada assim!”

Pois não. No nosso tempo havia mais tempo…

Tempo para fazermos as refeições em família, sem tablet’s e telemóveis à mistura.

Tempo para as crianças brincarem na rua e em casa, sem medos e receios e toneladas de atividades extra curriculares.

Tempo para se olhar e conversar e Rir, pois só existiam 2 canais de televisão, 1 Tv por família e nem se imaginavam as ditas redes sociais.

Tempo com tempo para os netos visitarem os avós no fim de semana, em vez de serem barricados nos Centros Comerciais.

20 coisas que os meus filhos nunca vão perceber
Ler também: 20 coisas que os meus filhos nunca vão perceber

Tempo para não se fazer nada, dando-se tempo aos tempos de “seca”.

Tempo para se fazerem disparates, pois, por vezes, não se sabia muito bem o que se fazer com o tempo.

Tempo para as crianças serem Crianças.

Tempo para os pais serem Pais e as mães serem Mães.

Nos últimos tempos, tenho ouvido e lido com bastante frequência afirmações do género:“ O que interessa é a qualidade do tempo que passamos com os nossos filhos e não tanto a quantidade!”.

Pois, discordo. Na educação dos nossos filhos tanto peso tem a qualidade como a quantidade do tempo que lhes dedicamos.

Uma relação positiva, gratificante e vinculativa com os nossos filhos não se constrói só tendo por base a qualidade dos momentos que passamos com eles. Alicerça-se, sim, em TODOS os momentos em que estamos juntos, nos bons e nos menos bons (que também são necessários).

O ideal: Dar Qualidade à Quantidade de tempo que passamos com os nossos filhos, porque se para eles AMOR rima com TEMPO, só há, então, que Dar Tempo ao Tempo.

Quando falo de Parentalidade Positiva há 5 palavras que estão sempre presentes no meu discurso e que, de certa forma, resumem esta filosofia educacional. E elas são:

Respeito
O respeito mútuo é a base de uma relação entre Pais e Filhos saudável e gratificante para ambas as partes, sendo por aqui que devemos começar quando pretendemos colocar em prática uma Educação Positiva.

No exercício de uma Parentalidade Positiva aceitamos a criança tal como ela é, não tendo como intenção mudá-la, mas sim ajudá-la a ser a melhor versão de si mesma. Na Parentalidade Positiva olhamos para os nossos filhos como seres não inferiores a nós, levando a que os tratemos tal e qual como gostaríamos de ser tratados. Nem mais, nem menos.

Relação
A qualidade da relação que estabelecemos com os nossos filhos é diretamente proporcional ao investimento que estamos dispostos a fazer na ligação mais importante que estabeleceremos com alguém ao longo de toda a nossa vida.

Uma relação empática, gratificante e respeitosa requer tempo, disponibilidade e muita, muita vontade de fazermos mais e melhor. Mas é também essa relação que nos traz a segurança, confiança e tranquilidade para sermos o tipo de pai e mãe que sempre desejámos ser.

Cooperação
É o que queremos dos nossos filhos. Que eles cooperem connosco e não apenas que obedeçam. Qual a diferença? Toda. Quando promovemos a simples obediência das nossas crianças elas até podem fazer o que queremos, mas pelas razões erradas. Elas obedecem (quando obedecem…) basicamente motivadas pelo medo das consequências negativas para si (palmada, castigo, ameaça, punição, etc..). Já quando cooperam, elas fazem-no porque lhes faz sentido, porque sentem que fazem parte do processo, porque escolhem assim o fazer.

E como conseguimos cooperação por parte dos nossos filhos? Respeitando-os e estabelecendo uma relação positiva com eles. Nenhuma criança ou adulto coopera com outro se não se sentir, de alguma forma, ligado a ele.

Regras
Crianças que vivem sem regras são crianças inseguras, ansiosas e sem tolerância à frustração. Numa família onde não existem regras tudo pode acontecer!!! E isso é muito assustador.

Regras e limites claramente definidos e estabelecidos de forma coerente e consistente são fundamentais na estruturação e organização psicológica e emocional dos nossos filhos. E da nossa também.

Atenção
Os estudos constatam que se os nossos filhos não receberem atenção positiva quando se portam bem, vão fazer os possíveis para atrair atenção negativa, portando-se mal. E este é o princípio básico na origem de muitos problemas de comportamento.

O segredo? Inundarmos as nossas crianças de atenção positiva (na forma de afeto, no tempo de qualidade que passamos com elas, elogiando-as) diminuindo ao máximo a sua exposição à nossa atenção negativa (com ralhetes, críticas, gritos, castigos, ameaças e palmadas), fortalecendo-se, assim, a relação.

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5 passos para a parentalidade positiva

Atenção Positiva

Eu tornei-me na Mãe que gritava

 

Se ao provérbio “No meio é que está a virtude” podemos atribuir muita verdade e aplicação em diferentes contextos das nossas vidas, quando falamos de Parentalidade, mais concretamente de estilos parentais, este dito popular não é excepção.

Desde o primeiro dia (e até antes) em que nos tornamos pais e mães, que queremos ser os melhores Pais do Mundo, estando desde logo perante o desafio de encontrarmos o equilíbrio, e vivermos com ele de forma confortável, entre o que idealizamos que é um pai ou mãe perfeitos (sabendo de ante mão que a perfeição não existe, claro está) e o pai ou mãe que realmente somos.

Importa saber que, apesar de a nossa identidade parental ir-se construindo e moldando ao longo do crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos, e do nosso enquanto pai ou mãe, a forma como exercemos a Parentalidade é, em larga medida, influenciada pela forma como fomos educados pelos nossos Pais.

E no que é que isto se traduz? Bom, os estudos dizem-nos que das duas uma: ou repetimos o que aprendemos com os nossos Pais, sem grandes questionamentos ou modificações de maior, ou fazemos precisamente o contrário, e aquilo que achamos que faltou na nossa educação, pecamos por excesso e damos em dobro aos nossos filhos.

Assumindo que na parentalidade (e na vida em geral) nada é assim linear, e que múltiplos outros factores têm que ser tidos em conta na construção do nosso estilo parental, como as características de personalidade, experiências, vivências, modelos, etc., falemos então de dois tipos de educação, completamente antagónicos – a educação autoritária e a educação permissiva.

Numa educação predominantemente autoritária, os Pais dão muitas ordens e impõem muitas regras, que não são explicadas nem negociadas com os filhos, não se respeitando, assim, as necessidades e opiniões das crianças. Pais autoritários não investem na comunicação e na expressão dos afectos, estando pouco disponíveis para os seus filhos, recorrendo frequentemente ao uso das palmadas, das ameaças, dos castigos, dos gritos e do medo, como forma de controlar a criança.

Do outro lado, temos os Pais permissivos. Estes são Pais que exibem altos níveis de comunicação, que estão disponíveis para os seus filhos, muito afectuosos, mas que apresentam muitas dificuldades na colocação de regras e limites.

Dizer um não firme e consistente é difícil para estes Pais, que não fazem exigência de comportamentos maduros por parte da criança, nem são muito bons na supervisão do cumprimento das normas. Muito centrados na criança, os Pais Permissivos tendem a adaptar-se aos seus filhos procurando identificar e satisfazer as suas necessidades e exigências.

E depois temos o meio-termo, o tal meio virtuoso – a parentalidade positiva

Aqui os Pais aceitam a criança tal como ela é, respeitando-a na sua individualidade, proporcionando-lhe amor e carinho, incentivando o diálogo e uma comunicação clara, aberta, bireccional, ao mesmo tempo que estabelecem regras e limites, pelos quais a criança se possa orientar. Na educação positiva as regras estabelecidas na família são negociadas (quando assim o puderem ser) e explicadas à criança, promovendo-se assim, a cooperação em detrimento da simples obediência.

Ler também A (GRANDE)  diferença entre castigo e consequência

Educar os nossos filhos, sem ser de uma forma punitiva, com ameaças, castigos, humilhações e violência, nem de uma forma permissiva, sem regras e limites, não é tarefa fácil. Mais uma vez, o equilíbrio não surge assim do nada. Há que tentar, errar e voltar atentar. O segredo? Não sei. Mas se tivesse que deixar aqui uma sugestão, seria a de tratem os vossos filhos como gostariam de ser tratados. Respeitem-nos, amem-nos e o resto…., bom, o resto vem…

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aqui falei sobre a importância do afeto nas nossas vidas, em especial na das nossas crianças. Hoje quero falar-vos da forma mais eficaz, mais potente e mais simples de transmitirmos afeto aos que mais amamos, em especial aos nossos filhos. Hoje quero falar-vos sobre o ABRAÇO.

E a maneira mais fácil de o fazer é partilhar convosco a melhor teoria sobre este gesto com que já tive oportunidade de contactar. Ela é da autoria de uma reconhecida terapeuta familiar norte americana, Dra. Virginia Satir, que nos diz o seguinte:

Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver, oito para manutenção do bem-estar e 12 para crescer.”

Calculando que esta quantificação vos possa parecer exagerada à primeira vista, relembro-vos que vários estudos nos mostram que todas as crianças necessitam de manifestações físicas de afeto, para um desenvolvimento equilibrado e positivo, na mesma ordem de que necessitam de ver satisfeitas outras necessidades básicas (como comer, beber, dormir, etc.).

Então porque é o abraço assim tão importante?

Porque um bom abraço implica muito mais do que os braços. Um abraço pressupõe o toque entre mais partes do corpo, comparando com outras manifestações físicas de afeto como o beijo ou uma carícia, proporcionando uma maior sensação de conforto e bem estar.

Um abraço contem o outro, promovendo sentimentos de segurança e proximidade.

Um abraço envolve, liga, conecta, facilitando a vinculação.

Um abraço vale mais do que mil palavras, pois transmite à criança que ela é gostada, que é amada, melhor do que qualquer expressão verbal.

Vamos então garantir o número mínimo de abraços diários aos nossos filhos, para que eles possam “sobreviver”. Vamos dar-lhes, pelo menos, 4 abraços diariamente: quando lhes damos os bons dias, quando nos despedimos ao deixá-los na escola, quando os vamos buscar à escola e, por último, um bem, bem apertadinho, quando lhes damos as boas noites.

Bons abraços!

Atenção: Abraço que é abraço tem que ter a duração mínima de 6 segundos, senão não conta.

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Com o início de um novo ano renovam-se sonhos, energias, desejos e objetivos.

Para as famílias pode ser uma oportunidade para fazer diferente, apostando ainda mais nos bons momentos passados com os que mais amamos, pois são esses momentos que possibilitam um maior fortalecimento e proximidade das relações, ao mesmo tempo que nos tornam (ainda) mais felizes.

Assim, em 2016 priorize a sua felicidade, assim como a de toda a sua família, investindo em si e nos seus, através de pequenos grandes gestos:

– Cultivem hábitos de vida mais saudáveis.

Façam exercício físico (passeios, caminhadas, natação, etc.) em família, alimentem-se melhor e conquistem mais horas de sono aos vossos dias.

– Fomentem bons momentos em família.

Podem, por exemplo, instaurar semanalmente a Noite da Família e nessa noite joguem em conjunto um jogo de tabuleiro, joguem às cartas, vejam um bom filme, com um balde de pipocas ao lado, ou simplesmente conversem.

– Conheçam juntos novos lugares e vivam novas experiências.

Está provado que o nosso cérebro se desenvolve tanto melhor quanto mais experiências e emoções positivas estivermos expostos. Criem memórias e boas recordações, em família.

– Digam e mostrem mais o que sentem uns pelos outros.

Incentive todos os elementos da família a verbalizarem o que pensam e sentem, sem julgamentos ou recriminações. Digam uns aos outros o quanto se amam. Abracem-se, pelo menos, uma vez por dia.

– Se têm mais do que um filho instituam o Dia do Filho Único.

Uma vez por mês, tirem um dia, uma tarde, um momento, em que estejam com cada um dos vossos filhos sem a presença do ou dos irmãos. Nesse dia conversem e façam o que ele ou ela mais gosta de fazer convosco e que, muitas vezes, não pode fazer por não ser filho único.

– Pais felizes=filhos felizes.

Encontrem mais tempo para o casal e para estar com os amigos.

– Façam refeições em família.

Ao gerirem os vossos dias priorizem, pelo menos, uma refeição diária em família, sem televisão, telemóveis ou qualquer outro tipo de distração;

– E, por fim, brinquem, riam e divirtam-se em família.

A Peças de Família deseja a todos os seus seguidores um FELIZ 2016.

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Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

Como transmitir ordens sem ferir a sua autoestima

Uma boa comunicação está na base de uma relação equilibrada e saudável, sendo ainda de maior relevância quando falamos na relação entre Pais e Filhos. É através dela que expressamos aos outros o que queremos, o que sentimos, o que não gostamos, do que precisamos e é graças a ela que podemos atingir a sensação de que somos realmente compreendidos e respeitados.

Um dos principais motivos que leva os Pais a frequentarem os Workshops de Parentalidade Positiva prende-se com as dificuldades em chegar aos filhos através das palavras.
Porque é que ele não me ouve?” ou “Não liga nada ao que eu lhe digo!” são frases recorrentes e que surgem nas sessões quase como desabafo, sejam os filhos crianças ou adolescentes.

Como mudar a forma como comunicamos?

Se pretende mudar o seu estilo comunicacional e falar ao seu/sua filho(a) de forma a que ele/ela o/a oiça, sugiro que comece por uma coisa muito simples – escute-se a si próprio com muita atenção. Nas próximas 24 horas esteja especialmente atento(a) ao que diz ao seu filho e à forma como o diz. Tome pequenas notas das conversas que mantém com eles e do que sentiu nessas trocas de palavras.

É comum os Pais, após a realização do exercício de tomarem pequenas notas das conversas que tiveram com os seus filhos nas últimas 24 horas, constatarem que dizem muitas coisas que não gostariam de dizer às suas crianças e adolescentes, ouvindo tantas outras com as quais também não se sentem nada satisfeitos. Também é recorrente os Pais se queixarem que, não poucas vezes, as conversas facilmente se transformam em discussões e que os seus filhos não lhes contam as coisas. 

Na verdade ouvirem-se a si próprios já representa um progresso. É o primeiro passo para a mudança. Uma vez que qualquer processo de mudança não é possível sem esforço e determinação, comece por pequenas alterações:

1.º Ouça com muita atenção e de forma empática.

Quando a criança estiver a falar consigo deixe o que está a fazer, olhe para ela e não se limite a anuir. É muito mais fácil contar os problemas a um Pai que está realmente a ouvir. Nem precisa de dizer nada. Muitas vezes, um silêncio complacente é só o que a criança precisa.

2.º Em vez de fazer perguntas e dar conselhos sobre o que a criança lhe está a transmitir, demonstre que está a ouvir.

É difícil para uma criança pensar com clareza ou construtivamente quando está a ser interrogada, acusada ou aconselhada. Um simples “Oh…”, “Hum…” ou “Estou a ver” por si só pode ser uma grande ajuda. Palavras deste tipo acompanhadas de uma atitude preocupada convidam a criança a explorar o que pensa e o que sente, e talvez a arranjar sozinha uma solução para o seu problema sem a intervenção dos pais.

3.º Não negue ou contrarie o que o/a seu/sua filho/a sente.

Uma das questões mais importantes e desafiantes na relação comunicacional Pais – Filhos, prende-se com a expressão das emoções.Imagine a seguinte situação: O seu filho, por motivos de saúde, tem que levar uma injeção todas as semanas durante um mês. Apesar de saber que o pequeno tem pavor de agulhas, também sabe que a maior parte das vezes as injeções só doem um segundo. Hoje, depois de saírem do consultório, o seu filho queixa-se amargamente. Sabendo que a cena se repetirá durante as próximas semanas, você quer acabar rapidamente com aquilo e tenta minimizar a situação dizendo coisas do género:
  • Não chores. Também não dói assim tanto.” ;
  • “Estás a fazer disto um bicho de sete cabeças” ;
  • “O teu irmão nunca se queixa quando leva injeções.”
  • “Estás a portar-te como um bebé.”
A intenção que está por trás destas observações é boa, é certo, contudo, ela só piora a situação pois, além da criança não se sentir melhor com as palavras da mãe ela fica irritada por esta não reconhecer a sua dor. Quando compreendemos o que a criança sente, ajudamo-la imenso. Fazemo-la lidar com a sua realidade interior. E quando ela percebe essa realidade, arranja força para a suportar.


As suas palavras devem demonstrar que está mesmo a ouvir e que aceita o que a criança sente.
Por exemplo:

  • ”Isso deve ter doído” ;
  • “Hum, foi mesmo mau.” ;
  • “É daquelas dores que só desejas ao teu pior inimigo” ;
  • “Não é fácil levar estas injeções todas as semanas.
  • “Aposto que vais ficar todo contente quando acabarem.

As crianças não precisam que concordem com o que elas sentem; precisam que compreendam o que elas sentem.

Um dos muitos desafios inerentes à paternidade é a luta (quase) diária para que as crianças compreendam que nem sempre podem ter tudo o que desejam, no momento em que desejam. Fazer-lhes entender e aceitar a realidade é muitas vezes fonte de conflito, conflito esse causador de troca de palavras menos agradáveis e geradoras de mau estar na relação. Se por vezes não se consegue evitar discussões desgastantes para os Pais e também os filhos, outras ocasiões ocorrem em que, com imaginação e boa vontade as mesmas podem ser contornadas. Assim, segue mais uma estratégia comunicacional que os Pais podem usar na sua relação com as crianças:


4.º Satisfaça o desejo da criança em fantasia

Quando as crianças querem algo que não lhes podemos dar, geralmente reagimos com explicações lógicas sobre o motivo pelo qual não lhes podemos dar o que elas pedem. E estamos a falar de coisas tão díspares como o brinquedo que os amiguinhos já têm, ir brincar no parque à noite ou os seus cereais preferidos. Mas, o que acontece muito frequentemente é que quanto mais explicamos mais elas argumentam e protestam. Fazendo assim os Pais perder a paciência e irritarem-se.

O que lhe sugerimos é que, quando assim for possível, satisfaça o desejo da criança em fantasia. Por exemplo: o seu filho, que adora astronomia, pede-lhe incessantemente um telescópio novo. Tem um mas considera que  já está ultrapassado. Em vez de iniciarem uma discussão sobre o seu (caro) pedido demonstre-lhe que ouviu o seu desejo. Diga-lhe “Estou a ver que gostavas muito de ter um telescópio de 200 polegadas.” E continue: “Sabes do que eu gostava? Gostava de ter dinheiro para te comprar. Não, gostava de ter dinheiro para te comprar um telescópio de 400 polegadas. Mais, de 600 polegadas. E veríamos as estrelas e os planetas todas as noites. Seria mesmo divertido.

Por vezes, só o facto de a outra pessoa entender que queremos muito uma coisa torna mais fácil encarar a realidade.

5º. Dê ordens sem ofender ou humilhar a criança.

Não raras vezes, motivados pelo cansaço e saturação, ao chamarmos a atenção da criança para um determinado comportamento desadequado ou incumprimento de regra, juntamos palavras pejorativas ou críticas negativas à ordem, transformando-a num ataque à auto estima da criança.

Exemplificando: Apesar de estar estabelecido nas regras da família que os trabalhos de casa são para serem feitos antes do tempo de brincadeira e convívio familiar, o seu filho protela sistematicamente esta tarefa. Os pais, desgastados por terem que estar sempre a relembrar a criança que tem que fazer os deveres, acabam por proferir algo do género:
” Vai já fazer os trabalhos de casa. Todos os dias é a mesma coisa. És mesmo irresponsável!”
A criança, ouvindo estas palavras, vai sentir que está a ser atacada. Vai concentrar-se mais na crítica dos pais do que na tarefa que lhe dizem que tem que realizar. Aceitar ordens ditadas por quem nos está a pôr defeitos não é fácil e origina uma maior resistência à colaboração.

Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

5 formas diferentes de chamar a atenção da criança sem a ofender ou humilhar. Desta forma fomenta-se um clima de respeito em que o espírito de cooperação pode começar a aumentar.

  • Descreva o que vê: “Não estás a fazer os TPC!”
  • Informe:Amanhã vais ter falta na escola porque não fizeste os TPC”
  • Comente com uma única palavra: “TPC”
  • Descreva o que sentiu: ” Não gosto de estar sempre a lembrar-te que tens de fazer os TPC”
  • Escreva um recado: Deixe um recado colado na TV: “Antes de me ligares pensa se já concluíste os TPC hoje!”

 

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