A importância do Desporto na vida das crianças

No curso prático da maternidade, a escrita é um instrumento valioso na partilha de vivências que permitem às outras mães perceber que não estão sós no mundo exigente no qual entramos quando o embrião ainda está alojado no ventre.

O crescimento dos filhos processa-se de forma acelerada e a ilusão de que com o crescimento diminuirá a preocupação que temos para com eles, aos poucos se vai desvanecendo.

Seremos sempre colo e porto de abrigo no decorrer desta viagem chamada vida!

Num pensamento fugitivo de uma mãe que escreve, tudo é motivo para desenvolver textos sobre o que me vai na alma. Alguns chegam aos teclados … outros não!

Tenho realizado algumas leituras em torno do tema Desporto, essencialmente do papel dos pais e mães na prática desportiva dos filhos.

Muitos realçam a conduta dos progenitores nos jogos, e alguns dão enfoque à aceitação do desporto como algo de base na vida dos crianças/jovens.

Desconstruindo a ideia de base, muitas crianças/ jovens não praticam uma modalidade para corresponder aos ideais dos Pais. Estes miúdos estão nas suas actividades com empenho e por conseguirem satisfazer as suas necessidades de realização pessoal, permitindo gerir o escape de emoções menos positivas, inerentes ao acto de crescer.

O desporto é essencial para desenvolver inúmeras competências físicas, sociais e académicas.

O desporto deverá ser visto como algo de positivo e não como um rebuçado que se dá e tira de acordo com o comportamento ou desempenho escolar da criança ou jovem. Não é algo que  permaneça em segundo plano. Há que aceitar que para eles é uma prioridade, constituindo a base do seu crescimento.

Não é pelo facto de se tirar os treinos, os jogos, as competições que se vão alcançar bons resultados escolares ou de comportamento. É no jogo do dá e tira, que entram em campo mais conflitos …

Há que perceber que, para os desportistas não há dias de semana e fim de semana sem luta, sem treinos e sem jogos. Não há festas de aniversário ou momentos familiares mais importantes do que o compromisso que assumem consigo e com a equipa. Continuam a gostar da família, dos amigos, da escola, do lazer, no entanto, são seres únicos capazes de se entregarem para atingir os seus objectivos de forma saudável.

O Desporto não é passatempo, é entrega, é vida e emoção!

Como diria Eduardo Sá, “a família é mais importante do que a escola e brincar é, pelo menos, tão importante como aprender”.

Mas afinal porque é que brincar é tão importante?

Os benefícios acontecem tanto a nível emocional como cognitivo e são tantos que podíamos ficar aqui até amanhã! Mas o objetivo, é que quando acabe de ler este artigo vá brincar com os seus filhos, sobrinhos ou vizinhos. Assim, vamos ser rápidos!

  • Benefício nº1: Desenvolve a criatividade e agilidade mental

É importante deixar as crianças explorarem e questionar-se sobre as coisas! É através dessas reflexões que elas vão perceber melhor o mundo e é também esta exploração que serve de inspiração para as suas fantasias.

  • Benefício nº2: Prepara para a vida em sociedade

Não é possível viver sem interações e por isso é importante que as crianças vão aprendendo como lidar com o próximo. Brincar é uma forma para aprender a confiar nos outros, a partilhar, a esperar e a trabalhar em equipa. Até mesmo a liderança e o pensamento estratégico podem ser desenvolvidos em simples brincadeiras como “O rei manda”.

  • Benefício nº3: Fortalece a relação com os pais, irmãos, amigos

Brincar é o tempo em que as crianças estão mais descontraídas e por isso estão mais propensas a estabelecer relações com quem brincam. Quem não se lembra das brincadeiras que tinha com a irmã mais velha ou os primos em casa dos avós? São estes momentos felizes que ficam facilmente na memória e que ajudam a fortalecer as relações.

  • Benefício nº4: Melhora a motricidade fina e capacidade motora

Brincar pode e deve ser didático e instrutivo, mas como em tudo na vida é preciso um equilíbrio. As crianças não podem só estar habituadas a jogar PlayStation e jogos educativos. É preciso correr, sair, pular, andar de bicicleta, pintar! Todas estas atividades melhoram os seus movimentos e tornam-nos mais “desenrascados”!

  • Benefício nº5: Aumenta a imunidade

É saudável as crianças saberem brincar sozinhas, mas a maioria das vezes a brincadeira é com outras crianças e muitas vezes não é no ambiente conhecido da própria casa. Ao ir para um jardim, para casa de um amigo ou para a escola e ao estar em contacto tanto com pessoas diferentes, mas também com ambientes diferentes, a imunidade acaba por ser reforçada.

E então, já se está a preparar para uma boa brincadeira?

Não são precisos grandes brinquedos nem muito tempo! É preferível ter meia hora de brincadeira por dia do que duas horas só ao fim de semana. E quanto aos brinquedos, às vezes nem são necessários, a verdade, é que qualquer coisa serve para brincar desde que exista interesse e criatividade!

  • Esteja presente!

imagem@altoastral

A infância é o tempo em que vivemos um belo paradoxo; somos capazes de construir as mais fortes bases no mais curto espaço de tempo, sem darmos por isso. Aos quatro anos já começamos a definir a nossa maneira de ser.

A infância deixa marcas que duram para sempre. São marcas imutáveis que se irão refletir essencialmente na atitude que temos connosco e com o resto do mundo. No entanto, algumas destas marcas são mais persistentes e profundas, devido ao grande impacto que causam na mente da criança.

Vamos falar sobre as três marcas de infância que nunca se apagarão em adulto.

A impossibilidade de confiar desde a infância

Quando uma criança é enganada ou traída pelos pais ou educadores, dificilmente irá confiar nas outras pessoas ou em si própria. Terá que lutar muito contra a tendência à desconfiança para conseguir estabelecer vínculos de intimidade com outras pessoas.

A criança é enganada quando lhe são prometidas coisas que não são cumpridas. Para elas, é importante que recebam o brinquedo prometido caso obtenham sucesso em alguma coisa em determinado momento, que sejam levadas ao parque que lhes prometeram, ou que lhes seja dedicado um momento, quando tal lhes foi prometido.

Esses tipos de atitudes podem passar despercebidas ou não ter qualquer importância para os adultos. No entanto, para a criança, representam um aprendizado sobre o que podem esperar, globalmente, das pessoas.

Se a criança observa que os pais mentem, aprenderá que a palavra carece de valor. Será difícil, então, acreditar nos outros e esforçar-se para fazer com que a sua própria palavra seja confiável. Essa marca fará com que, durante o seu desenvolvimento, tenha grandes dificuldades em criar os laços e em construir uma verdadeira intimidade – refúgio  – no qual se sinta segura com alguém.

O medo de ser abandonado

A criança que se sentiu só, ignorada ou abandonada, começa a acreditar que a solidão é um estado completamente negativo, e poderá optar por dois caminhos: ou tornar-se excessivamente dependente, procurando constantemente alguém que a acompanhe e proteja, ou poderá renunciar à companhia como medida de precaução frente ao sofrimento de um potencial abandono.

Os que optam pelo caminho da dependência chegam a ser capazes de tolerar qualquer tipo de relação para que não fiquem sozinhas. Acreditam que são completamente incapazes de escolher a solidão e, por isso, estão dispostos a pagar qualquer preço por companhia.

Aqueles que escapam do medo do abandono pela via da independência inflexível tornam-se incapazes de desfrutar a proximidade afetiva de alguém. Para eles, o amor é sinónimo de medo. Quanto mais afeto sentem por outra pessoa, mais cresce sua ansiedade e seu desejo de escapar. São o tipo de pessoa que rompe vínculos cativantes para deixarem de sentir a angústia que uma eventual perda da figura amada poderia causar

O medo da rejeição

Uma criança que foi permanentemente questionada ou censurada pelos pais costuma transformar-se numa inimiga de si própria. Dessa maneira, desenvolve um diálogo interior no qual se censura e se recrimina a si mesma.

Esta criança, na sua vida adulta, provavelmente jamais se vai sentir confortável com o que faz, o que diz ou o que pensa. Irá sempre encontrar uma forma de sabotar os próprios planos e será muito complicado aceitar as suas virtudes e acertos. Sentirá que não merece afeição, nem a compreensão de ninguém, e que as suas expressões de amor não têm valor.

No geral, tornam-se adultos isolados e volúveis que sentem pânico em situações de contato social. Simultaneamente, são extremamente dependentes da opinião alheia. À mínima crítica, desvalorizam-se por completo, já que não sabem distinguir uma observação objetiva de um ataque pessoal.

Se, além de rejeitada, a criança também for humilhada, as consequências são ainda mais graves. As humilhações deixam sentimentos de ira não resolvidos que se transformam numa  sensação de impotência contínua e que, muitas vezes, dá lugar a pessoas tiranas e insensíveis, que acabam por humilhar os outros.

As marcas que essas experiências da infância deixam são muito difíceis de modificar. No entanto, isso não quer dizer que não possam ser trabalhadas para que se tornem em algo mais positivo. O primeiro passo é reconhecer que elas existem e que devem ser trabalhadas para que não determinem por completo o resto das nossas vidas.

Publicado em A mente é maravilhosa,adaptado por Up To Kids®

A evolução da linguagem dos 2 aos 6 anos

Enquanto pais queremos perceber se o nosso filho se encontra dentro do que é expectável na sua faixa etária e como podemos estimulá-lo. São frequentes preocupações como o meu filho troca muitas sílabas/sons nas palavras, as outras pessoas não o conseguem perceber… Pois bem, é certo que cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento que deve ser respeitado, no entanto podemos e devemos estar atentos, conhecer mais sobre o percurso normal de desenvolvimento e saber como estimular da melhor forma em cada etapa.
Se houver dúvidas, fale com o seu médico de família, com o seu pediatra e não deixe de consultar um terapeuta da fala, estes são os profissionais a quem deve recorrer para que sejam efetuados os despistes necessários e para que, em caso de necessidade, a intervenção seja o mais precoce possível.

2 – 3 anos

Características
• Brinca ao faz de conta, por exemplo dar de comer a um boneco.
• “Idade dos porquês”.
• Diz o nome e a idade.
• Canta músicas simples e faz os gestos.
• Grande expansão de vocabulário.
• Nomeia e diz para que servem objetos comuns.
• Identifica imagens de ações.
• Responde a perguntas simples Quem? Onde? O quê?
• Identifica grande, pequeno e muito.
• Produz frases com 4 palavras (ex.: Eu quero um gato!; Hoje vou à escola!; Eu gosto de gelado!) e já começa a produzir frases coordenadas (ex.: “Eu quero um gato e um cão.”).
• Utiliza predominantemente substantivos mas também já utiliza verbos, adjetivos, determinantes, pronomes pessoais, alguns advérbios e preposições.
• Já começa a fazer a variação em género e número.

Atividades

• Reserve tempo para ouvir a criança e responder-lhe.
• Expanda os seus enunciados, por exemplo se a criança disser “comer”, diga “Vamos comer a sopa”.
• Envolva a criança nas atividades do dia-a-dia.
• Explore os brinquedos e os objetos do dia-a-dia com a criança: nome, características, para que servem.
• Explore livros.
• Façam jogos em que cada um joga na sua vez (lotos de imagens, de identificação de sons, de associação de pares, cores…)
• Se a criança ainda usa o biberão e/ou a chupeta, encoraje-a a deixar de usar!

Sinais de Alerta

• Só produz palavras simples.
• Não junta 2 palavras em frases simples (ex.: “dá pão”).
• Não responde a perguntas fechadas sim/não.
• Não aponta para partes do corpo a pedido.
• Não executa uma ordem simples.

3 – 4 Anos

Características

• Utiliza habitualmente uma linguagem compreensível para desconhecidos.
• Diz “eu” quando se refere a si.
• Compreende perguntas com os pronomes Porquê? Quanto? Como?
• Compreende os locativos: à frente, atrás, dentro, fora.
• Descreve acontecimentos do dia-a-dia.
• Conta pequenas histórias com apoio de imagens.

Atividades

• Converse diariamente com a criança.
• Deixe-a realizar atividades adequadas à sua idade e que desenvolvam a sua independência.
• Leia histórias em conjunto, deixe-a ajudar a contar a história e peça no final que conte a história para si.
Sinais de Alerta
• Utiliza um discurso ininteligível para estranhos.
• Utiliza mais os gestos que as palavras.
• Não executa ordens de duas ideias.
• Não responde a perguntas: O que é? Onde?
• Não faz trocas de turnos num diálogo.
• Fala só sobre um tópico específico.

4 – 5 Anos

Características

• Exprime-se de forma fluente.
• Pergunta o significado das palavras.
• Cumprimenta e pede desculpa.
• Fala sobre os seus sentimentos.
• Compreende ordens complexas.
• Usa frases completas.
• Começa a produzir frases subordinadas.
• Fala do passado e do futuro.
• Articula corretamente quase todos os sons.
• Identifica sílabas de palavras di e trissilábicas.
• Faz rimas.

Atividades

• Estimule a imaginação (ex.: teatro de fantoches).
• Cante canções.
• Brinque com a divisão silábica (ex.: dividir as palavras em bocadinhos – sílabas com recurso a palmas).

Sinais de Alerta

• Não comunica com estranhos.
• Não faz diálogos.
• Não descreve acontecimentos do dia-a-dia.
• Não responde a perguntas: O que é? Porquê? Como?
• Omite consoantes finais.
• Troca o /g/ por /d / (ex.: “dato” em vez de “gato”) ou o /k/ por /t/ (ex.: “tão” em vez de “cão”).

5 – 6 Anos

Características

• Participa em discussões de grupo e espera a sua vez para falar.
• Percebe críticas e comentários sobre si.
• Conta histórias complexas.
• Compreende perguntas complexas.
• Compreende os opostos.
• Articula de forma correta praticamente todos os sons da sua língua, pode ter dificuldade em articular palavras com grupos consonânticos.

Atividades

• Explore rimas, lengalengas, trava-línguas em canções e livros.
• Pergunte as sílabas inicias das palavras que aparecem durante um jogo.

Sinais de Alerta

• Não conta histórias nem descreve o seu dia.
• Utiliza frases mal estruturadas.
• Exprime-se de forma pouco fluente.
• Pronuncia mal as palavras.

Não se esqueça que a criança precisa de crescer e aprender e os adultos são o modelo, só através deles aprenderá a usar a linguagem adequadamente.

Por Terapeuta da Fala Rita Costa

Crianças Indigo, Cristal e Arco Íris

Muitos pais reconhecem as características que estas crianças apresentam e sentem maior segurança e apoio considerando esta orientação entre outras orientações prestadas por médicos, psicólogos e pediatras de crianças.
Esta abordagem, embora mais espiritual do que terrena, explica algumas questões que sem contra indicações, explicam e ajudam a educar com mais tranquilidade.
Todos nós gostamos de ser entendidos, se somos diferentes, também tem que haver lugar a essa diferença.
A liberdade de escolha está em cada família. As características principais destas crianças foram observadas segundo um estudo efectuado nos EUA há cerca de vinte anos, e indica o seguinte:

Crianças Índigo

  1. Podem ser pensadores independentes, intencionalmente fortes, que preferem fazer suas próprias coisas, ao invés de cumprir com figuras de autoridade/pais.
  2. Podem ter um nível de sabedoria para além de sua experiência juvenil.
  3. As tradicionais estratégias e disciplina parentais não parecem ser eficazes com estas crianças. Se tentar forçar um assunto, uma luta pelo poder é o resultado típico.
  4. Energeticamente, Índigos vibram numa frequência mais alta, para que possam mexer com energia negativa.
  5. Podem ser emocionalmente reativos e ter problemas de ansiedade, depressão ou raivas se não estiverem energeticamente equilibrados.
  6. São pensadores criativos através do cérebro direito, mas esforçar-se para conseguirem aprender num sistema de escola tradicional através do cérebro esquerdo.
  7. Muitas vezes as crianças índigo são diagnosticados com ADD e THDA, uma vez que aparentam ser impulsivos. O seu cérebro processa informações rapidamente e exigem movimento para ajudar melhor a mantê-los concentrados.
  8. Os Índigos são muito intuitivos e podem ver, ouvir ou saber de coisas que parecem inexplicáveis.
  9. Têm mais problemas com comida e sensibilidades ambientais, uma vez que o seu sistema é mais sensível.
  10. Quando as suas necessidades não são atendidas, estas crianças parecem auto-centradas e exigentes, embora isso não seja sua verdadeira natureza.
  11. Estas crianças têm dons e potenciais incríveis, mas podem fechar-e (retrair-se) quando não são adequadamente nutridos e aceites.

Crianças Cristal

Atributos Cristalinos Capacidades Psicocinéticas

As Crianças de Vibração Cristal têm capacidades de comunicação a vários níveis. Não só sabem ler os vossos pensamentos, como ainda, e mais importante, conseguem ver dentro dos vossos corações.

Quando aumentarem em número no planeta, vocês verão uma comunicação imediata entre elas. O seu próprio entendimento da energia e a forma como reflectem a luz do seu ser interior dar-lhes-á capacidades psicocinéticas. Conseguirão mover objectos através da mente.

Mais, terão a capacidade de reestruturar a matéria através do pensamento em pouco ou nenhum dispêndio de tempo. Para nós, isto é bastante divertido, dado que há bem pouco tempo inventaram histórias para o nosso entretenimento sobre seres do espaço dotados de poderes mentais que tomariam conta do nosso planeta. Agora aperceber-se-ão de que isso é realmente verdade, só que, afinal, estes seres são as nossas crianças…

Potenciais Desafios

Tal como mencionámos, as Crianças de Vibração Cristal têm uma estrutura cristalina que lhes permite transportar mais luz no interior do seu ser físico. É esta estrutura cristalina que os leva a reflectir aquelas coisas para as quais não têm referência. Sendo tão poderosas como são, não só reflectem as energias para as quais não possuem referência, como também, durante esse processo, amplificam essa mesma energia. Dentro de pouco mais de 150 anos, estes atributos serão considerados lugares-comuns, contudo os primeiros a trazê-los na sua forma física podem experienciar desafios consideráveis.

Autismo ou Cristal?

Deixem-nos apresentar alguns dos desafios imediatos com os quais estes seres de alta vibração se poderão confrontar. Tendo por base um sistema cristal, os seus corpos serão soltos e etéricos. Isto é, o que vocês reconhecerão como hipersensibilidade, ou seja, o segundo atributo que anteriormente descrevemos como de extrema vulnerabilidade (ou fragilidade).

Uma vez dominada essa vulnerabilidade, ela permitir-lhes-á viajar entre dimensões. Em última instância, alcançarão a capacidade de se moverem interdimensionalmente, aquilo que habitualmente designam por viagens no tempo. Todavia, aqueles que actualmente entram no planeta ainda com pequenas quantidades de energia cristal poderão encontrar-se na circunstância de, inconscientemente, serem empurrados para outras dimensões. Pode, por exemplo, acontecer aquilo a que geralmente chamam de autismo.

Estas são, na verdade, Crianças Cristal que foram empurradas para outras dimensões e não foram capazes de recuperar. Estes seres gentis são extremamente sensíveis ao ambiente que os rodeia e aos estímulos exteriores que não estejam de acordo ou em harmonia com a elevada vibração que eles sustentam. Isto confere-lhes uma aparência frágil, quando, na realidade, são seres humanos poderosos e evoluídos. Pedimos-lhes que comecem a observar e a questionar todos os estímulos exteriores, inclusive aqueles que têm vindo a ser usados para promover a saúde.

Hipersensibilidade Vibracional

Vocês também vão descobrir que as Crianças de Vibração Cristal são sensíveis a todos os estímulos vibracionais. A vibração a todos os níveis, quer seja a do som, da cor, do campo electromagnético do meio envolvente, da poluição do ambiente pode ter efeitos perturbadores nas Crianças Cristal.

A sua hipersensibilidade à vibração pode ser sentida a vários níveis, incluindo o magnético, electromagnético, ambiental, aromático, sonoro, cromático e muitas outras formas de energia vibracional. Estas crianças são hipersensíveis ao ambiente que as rodeia e são particularmente vulneráveis a todo tipo de poluição. Determinada combinações de cores têm um estranho efeito sobre as Crianças Cristal. Dizemos-lhes que mesmo aquilo que vocês referiram como “cores múltiplas” foi uma tentativa inconsciente de controlar estes estímulos a fim de baixar os níveis vibracionais. As Crianças Cristal são precisamente ultra sensíveis a estes níveis inferiores de vibração.

Uma das formas de vibração energética com a qual as Crianças Cristal estão a ter dificuldades é a electricidade.

A Electricidade é uma forma de energia que ocorre naturalmente na natureza, contudo a adaptação ao uso que fazem da corrente alterna, levará algum tempo de reajuste por parte das Crianças Cristal. É engraçado como este tipo de electricidade foi na realidade desenvolvida por alguém que transportava consigo uma enorme quantidade de energia Cristal (Nicolai Tesla).

As Crianças Cristal têm de aprender a adaptar-se a esta forma de vibração energética. Entretanto, se contactarem com um aparelho eléctrico quando estiverem descentradas, zangadas ou confusas, será altamente provável que não só devolvam essa energia, como também a amplifiquem, ao fazer a ressonância. Isto provocará, efectivamente, a paragem de vários aparelhos eléctricos de uso comum. Com a prática, as Crianças Cristal adaptar-se-ão a estas ondas energéticas produzidas pelo homem. Até lá, a vidinha caseira pode parecer bastante interessante.

Empatia Emocional

A área de maior reajuste das Crianças Cristal é a da sua hipersensibilidade às reacções humanas. Um pouco à semelhança da ausência de referencia para a emoção da culpa nas Crianças Índigo, vocês verão que a vibração das Crianças Cristal não tem qualquer referencia para a emoção humana – medo. O medo foi uma emoção muito importante para os humanos nos primórdios da sua evolução. Juntamente com o ego, ajudou a assegurar a nossa sobrevivência. O medo serviu-nos bem. No entanto, a sua utilidade chegou ao fim. A emoção do medo é predominante nos corações humanos. Esta é razão por que enfrentamos tantos medos colectivos neste momento da nossa história. Até aquilo que é visto como sendo o terrorismo no mundo, é uma oportunidade para irmos, colectivamente, além do medo.

Alérgicos ao Medo

Aqueles que vibram energia Cristal facilmente sentem o medo dentro dos corações dos que os rodeiam. O desafio chega quando sentem o medo dos outros e, inconscientemente, projectam-no de volta, na forma de emoções ampliadas. Isto causa estranhas reações nos humanos de baixa vibração. Por esta razão, os de vibração cristal caminham na luz, optando por não invocar o medo. Quando este medo é projectado de volta, pode causar reacções nocivas a toda a humanidade, na medida em que faz emergir o que de pior o ser humano tem. Por este motivo, as primeiras Crianças Cristal vão, normalmente, optar por se esconder. Serão discretas e não irão facilmente mostrar as suas capacidades em público. À primeira vista, parecem meigas, dóceis e brandas, mas não interpretem isso como sendo desprovidas de poder.

Crianças Arco-Iris

Os anjos explicaram que as crianças arco-íris são a geração após as crianças cristal. As Crianças arco-íris são altamente sensitivas, amáveis, perdoam muito facilmente e são mágicas como as crianças cristal. A diferença é que as crianças arco-íris nunca estiveram antes na Terra, portanto não tem karmas para pagar. As crianças arco-íris escolhem ambientes familiares completamente pacíficos e funcionais. Não precisam de caos ou desafios para pagar os seus karmas ou crescer.

Por este motivo, as crianças arco-íris nascem das crianças cristal mais velhas (os escoteiros ou pioneiros que inicialmente vieram para a Terra nos anos 80). E enquanto as outras crianças cristal crescem, estas irão tornar-se os pais amáveis e pacíficos que darão a luz as novas crianças arco-íris.

As crianças arco-íris que estão a nascer agora são os Escoteiros (pioneiros) e a grande quantidade de crianças arco-íris ocorrerá durante os anos 2010 até 2030. Isto segue os padrões que tenho visto previamente nos índigos que nasceram de 1970 até 1990, seguidos pelas crianças cristal de 1990 até 2010.

As crianças arco-íris são absolutamente abertas a amar incondicionalmente.

Diferentemente das crianças cristal que só demonstram afeto para as pessoas que ganham a sua confiança, as crianças arco-íris são universalmente afetuosas. Curam-nos com seus imensos chakras cardíacos e envolvem-nos com um cobertor de energia  cor de arco-íris que nós tanto precisamos.
Estas crianças são literalmente anjos na Terra.

Se tem curiosidade em conhecer melhor tudo sobre crianças Índigo, Cristal e Arco-Iris visite esta página

imagem@Yukepo

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Com frequência, os brinquedos de madeira são associados a alguma nostalgia por despertarem recordações de infância. E também é frequente encontramos quem pense que é esse regresso ao passado que a pretendemos com a actividade que desenvolvemos.

Na verdade, não é assim. Embora consideremos que, de uma forma geral, todos os brinquedos têm o seu papel e importância, consideramos que aqueles que são os fabricados em madeira apresentam enormes vantagens para as crianças.

1. Os brinquedos de madeira são de maior duração

O nosso filho de 6 anos (é o nosso director de qualidade) brinca com um comboio que tem quase 40 anos de existência! Ao longo do tempo algumas peças foram substituídas (o que faz dele, de resto, um excelente objecto de colecção), é certo, mas por se perderem e não por se danificarem. Os brinquedos de madeira são, efectivamente, menos susceptíveis de se partirem do que os seus equivalentes em plástico, sendo mais resistentes a quedas, pisadelas ou “testes de resistência”. Mesmo quando se partem, são normalmente mais fáceis de reparar. Além disso, não são tão susceptíveis à “obsolescência programada”, ou seja, não são fabricados de forma a rapidamente se tornarem tecnologicamente obsoletos.

É por isso que muitos se tornam objectos de brincadeira que passam de geração em geração, agregando valor sentimental mesmo junto dos adultos.

2. Os brinquedos de madeira são mais seguros

Sendo mais duráveis, o risco de ferimento com pequenas peças partidas é muito mais reduzido do que os equivalentes em plástico. E também não existe risco de engolir baterias, uma vez que, normalmente, não as têm.

3. Os brinquedos de madeira são mais ecológicos

Como os brinquedos de madeira tendem a durar mais do que os de plástico, o lixo que com eles é produzido é muito menor. Acresce o facto de que o plástico demora muito mais tempo a degradar-se.

Por outro lado, os brinquedos de madeira têm uma menor toxicidade química, uma vez que são produzidos com recurso a materiais essencialmente naturais. É claro que teremos de fazer uma análise crítica quando os escolhemos: há outros factores envolvidos que deverão ser tidos conta, como as tintas e vernizes, por exemplo. Esse aspecto é especialmente importante quando sabemos que o plástico é derivado do petróleo, recurso ambientalmente nocivo e não renovável. Se tivermos o cuidado de procurar brinquedos cuja madeira provenha de plantações sustentáveis, a vantagem é evidente.

Já referimos a vantagem de não funcionarem com baterias (nós costumamos dizer que funcionam a energia humana). Para além da questão da segurança, a sua não utilização reduz o impacto ambiental do fabrico e utilização.

4. Os brinquedos de madeira potenciam mais o desenvolvimento infantil

Normalmente, os brinquedos de madeira não têm um botão onde a criança carrega e se limita a ver o que o brinquedo faz. Ela tem de se envolver com ele, criando cenários e diferentes formas de interacção, desenvolvendo a imaginação e criatividade. Além disso, o único sítio onde uma criança deveria ouvir “amo-te” ou “gosto muito de ti” deveria ser no seio da sua família e não de um objecto de plástico.

São também brinquedos que têm, por norma, associado o desenvolvimento de diversas capacidades. Por exemplo, um puzzle ou um jogo de construção contribui para o reforço das competências lógicas, de percepção de espaço ou agilidade motora.

Os brinquedos de madeira tendem ainda a criar um ambiente mais calmo do que que os seus barulhentos e automáticos brinquedos de plástico.

Por tudo isto, não temos dúvidas: os brinquedos de madeira são melhores!

*imagem fornecida pelo autor

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Como escolher uma arte marcial para os filhos

São muitas as razões que podem levar os pais a querer que os seus filhos pratiquem uma arte marcial. Aprender a concentrar-se, disciplinar-se, melhorar a coordenação motora ou aprender a defender-se, são alguns dos motivos mais apontados para tomar a decisão de levar os mais novos a experimentar uma aula de Judo, Karaté, Aikido ou outra actividade semelhante. Todas eles são válidos — tenho mais dúvidas quanto ao aprender a defender-se, mas disto falarei noutra ocasião — mas nem todos funcionam da mesma maneira em qualquer lugar ou com qualquer criança.

O que fazer então? Como saber onde levar os mais novos e que actividade praticar?

Antes de mais nada, é preciso ter uma ideia do que é cada arte marcial. Ao contrário da noção infelizmente ainda bastante enraizada, artes marciais não são genericamente “socos e pontapés”. Cada uma delas tem a sua história, a sua especificidade e as suas qualidades. Tirando casos felizmente raros, todas as artes marciais podem vir a ser extremamente úteis como ferramenta de apoio na educação das crianças e jovens. Os benefícios, que com o tempo se tornarão evidentes, não dependem da modalidade em si mas da qualidade do seu ensino e da sua adequação ou não à criança que a pratica. E esse é um trabalho de pesquisa que os pais deverão fazer.

Depois, é preciso conhecer bem a criança e pensar se a disciplina na qual estamos a pensar consistirá para ela um prazer ou um sacrifício. Se há muitas diferenças entre as várias artes marciais, mais diferenças existem entre crianças. Cada personalidade se adaptará de forma diferente a diferentes propostas e aquilo que é estimulante para um jovem poderá ser um constrangimento para outro.

Competição

Dentro das artes marciais, sejam elas japonesas, coreanas, chinesas ou europeias, há uma grande divisão logo à partida: o facto de serem ou não serem actividades competitivas ou desportivas. Isso fará toda a diferença para alguns dos futuros praticantes, já que nem todas as crianças são competitivas por natureza. As que o são, se bem guiadas pelo professor, tirarão o melhor partido dessa sua tendência. As que o não são, deverão ter um espaço onde praticar o movimento pelo movimento, sem ter que ganhar ou perder. É fundamental não esquecer que o prazer retirado da prática será a primeira motivação para uma criança se interessar por qualquer actividade.

A escolha

Por tudo o que escrevi acima, é fundamental que os responsáveis pelos mais novos se informem sobre que modalidades há e em que consistem. Em que é que são iguais, em que é que são diferentes, quais os seus objectivos, qual a sua história. É muito importante que tenham em conta que as artes marciais lidam, desejavelmente, com a domesticação da violência e da agressividade. Os dojo (termo japonês que designa o sítio onde se praticam as artes marciais) são por isso locais onde se lidará com relações de poder e com os seus equilíbrios. A fronteira entre a autoridade e o autoritarismo é ténue e a tentação de utilizar a força e as capacidades adquiridas é grande. Um professor não deverá fazer demonstrações de força gratuita e não deverá aceitar nunca a violência entre alunos, seja esta física ou psicológica.

É, assim, aconselhável que os pais peçam ao professor da disciplina que escolheram para assistir a uma aula antes de fazer a inscrição dos filhos. Tal será com certeza possível em praticamente todos os sítios e, se logo no primeiro dia a presença dos pais for dificultada ou impedida, isso poderá ser um mau sinal. Chamo a atenção para o facto de que me refiro apenas a assistir à primeira aula ou aula de experiência, já que na maioria dos locais de prática os pais não poderão estar presentes em todas as aulas. É também importante falar com o professor responsável e fazer as perguntas todas. Não há que ter medo de incomodar; ele estará com toda a certeza habituado a que assim seja e responderá a todas as dúvidas. É aliás do seu próprio interesse que os pais estejam devidamente informados.

Por fim, não se esqueça de que as actividades marciais poderão ser uma excelente ajuda no desenvolvimento dos mais novos, mas não substituem tudo o resto. Sem a ajuda dos pais e o interesse da criança, de pouco mais servirão do que para passar o tempo. Pondere no que cada arte marcial oferece para saber se é mesmo o que convém ao seu filho e desconfie de promessas milagrosas. A auto disciplina é desejável, mas interessará que uma criança se comporte como um militar? A prossecução de padrões de sucesso como numa empresa altamente competitiva será a melhor forma de educar? As propostas são muitas e é por vezes de facto difícil tomar a melhor opção. No fundo, tratar-se-á de de ter em conta alguns pontos para os quais tentei aqui chamar a atenção e seguir o melhor dos instintos: o de cada mãe ou pai.

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A casa é a primeira escola e os pais são os primeiros professores

 

Dificuldades de Aprendizagem: Avaliar e Intervir

Muitas crianças, adolescentes e jovens passam por situações de dificuldades de aprendizagem. Estas podem ser ligeiras, moderadas ou graves, temporárias ou contínuas ao longo do tempo, gerais ou específicas de alguma(s) disciplina(s) ou matéria(s). Em alguns casos, essas dificuldades estão associadas a um diagnóstico ou perturbação – por exemplo, dislexia, discalculia, hiperatividade, défice de atenção, perturbações do espetro do autismo, perturbações de desenvolvimento, défices cognitivos, paralisia cerebral, síndrome Down, etc – a outras questões sócio-emocionais do aluno ou mesmo a variáveis contextuais, que remetem para a integração, bem estar e envolvência do aluno na turma e na escola.

Assim, e existindo uma tão grande diversidade de situações, o primeiro passo para uma intervenção de qualidade no âmbito das dificuldades de aprendizagem passa por uma boa avaliação de cada caso. Por avaliação entende-se não só a aplicação de testes e provas que permitem a caraterização das funções cognitivas do aluno e aceder ao seu perfil de aprendizagem, como a observação atenta da situação e a capacidade de ler a criança ou jovem em questão, procurando compreendê-lo enquanto pessoa e não só enquanto aluno. Através da avaliação, procura-se também perceber as causas do insucesso do aluno, reunindo-se um conjunto de informação muito importante para preparar a intervenção.

De referir que uma boa intervenção deve passar por uma abordagem flexível, assente na criança/adolescente e nas suas necessidades e incluir a escola e a família. Em alguns casos, a intervenção com a escola pode ser preponderante uma vez que podem existir fatores de sala de aula ou relacionais (aluno-aluno; aluno-professor) a contribuir para o problema. Em outros casos, a intervenção com os pais, e a orientação e acompanhamento destes são especialmente importantes, na medida em que através da melhoria/alteração de algumas práticas educacionais se podem conseguir progressos importantes. De qualquer modo, e em qualquer situação, o trabalho individual com o aluno é fundamental.

Intervenção centrada no aluno

A relação que se estabelece entre o técnico e a criança/jovem é determinante para o sucesso da intervenção. O técnico deve investir no conhecimento e compreensão do sujeito com quem vai trabalhar, investigar as suas áreas de interesse, gostos e preferências, interessar-se pela sua vida para além da escola e das dificuldades de aprendizagem, em suma, participar do seu mundo, criar elos. É muito importante que a criança/jovem se sinta confortável e motivada ao longo da intervenção e que se implique nesta com tanta intensidade quanto lhe for possível. Para o efeito, as sessões devem ser organizadas de modo a ser apelativas e motivantes, para além de trabalharem as áreas que interessa promover. Neste sentido, o ideal são tarefas variadas e desafiantes, se possível com alguma componente lúdica ou de jogo e, quando viável, enquadradas em algo motivante para a criança/jovem e que lhe desperte entusiasmo.

Por fim, é muito importante que ao longo da intervenção o técnico tenha bem presente os objetivos para cada criança/jovem – competências a desenvolver, áreas da cognição a promover – e que esteja familiarizado com as estratégias e modelos teóricos de atuação mais indicados e favoráveis para cada situação. Conciliar uma boa intervenção do ponto de vista técnico com a capacidade de motivar e envolver a criança/jovem e de lhe devolver a confiança e a segurança são os grandes desafios que estes casos lançam.

Por Sandra Farropas

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Conhecer as emoções no comportamento das crianças

 

Chegou tímido, receoso e a tentar disfarçar a tristeza que estava estampada no olhar. Olhava para baixo e tinha dificuldade com as palavras!

As palavras são difíceis e procura mais contacto e menos conversa. Para falar precisava de entrar dentro de si e expressar um pouco do que sentia. Era mais fácil viver “fingindo” e disfarçando a tristeza, a ansiedade e a insegurança.

No início não me apercebi logo das suas necessidades e fui conduzindo as nossas consultas com dificuldade. Não queria conversar, desenhar, pintar ou qualquer outra atividade…

Com o tempo descobrimos o monopólio e tudo ficou mais fácil. Enquanto jogávamos foi possível falar um pouco sobre as suas dificuldades, a sua ansiedade, os seus medos, mas também sobre a sua valentia e persistência, que o fazem não desistir de tentar ser feliz.

Fomos inventando formas de estar em relação…

Foi no vínculo que finalmente pode expressar as suas necessidades e no corpo que encontramos um caminho para as satisfazer.

Foi no toque, no contato, no abraço que pode refazer etapas importantes do seu desenvolvimento…

A nossa identidade, segurança e sustentação provêm do toque, dessa experiência de contato que nos nutre física e emocionalmente. Por vezes esse contato é pouco nutritivo, ou as nossas necessidades são reprimidas antes da nossa oralidade estar satisfeita, e ficamos parados ou congelados nessa etapa. Ficamos com zonas cinzentas que precisam ser revividas de forma positiva para devagarinho se irem tornando menos cinzentas, como se reconquistássemos direitos associados a cada uma das etapas do desenvolvimento.

Esses bloqueios no nosso desenvolvimento condicionam a nossa energia interna, a nossa constituição física e o nosso caráter.

As duas primeiras fases do desenvolvimento dizem respeito à dependência relativamente aos pais e as outras duas, ao movimento em direção à independência relativamente a eles.

O contacto físico é fundamental nessas primeiras duas etapas, nas quais as crianças atingem o seu estado de ser e de bem-estar através do contacto e do toque dos seus cuidadores. A criança precisa de vinculação e sustentação para se sentir nutrida em termos físicos e emocionais.

Como providenciar e ir ao encontro destas necessidades em contexto terapêutico?

Parece difícil, improprio ou simplesmente estranho “dar colo”, tocar, abraçar, mas a verdade é que tudo se encaminhou de forma natural, espontânea e nutritiva.

Começamos a sessão sempre com massagens e pouco a pouco vai-se esgueirando para o meu colo, aninha-se e fala à bebé. Ficamos maioritariamente em silêncio e quem trabalha é o meu corpo, o meu calor e o meu acolhimento.

Apesar dos seus 12 anos é um bebé que está ao meu colo e que precisa do meu corpo para satisfazer a sua oralidade, para se poder sentir seguro e amado e poder caminhar em direção à independência que será seguramente uma etapa de grandes conquistas para si.

Para já precisamos cuidar do bebé que ainda precisa de colo, para que nesse calor construa a sua segurança e possa finalmente deixar de fugir dos outros, das situações, da vida…

imagem@e-how.com

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Sabia que….

– mais de 68 milhões de pessoas no mundo têm gaguez, o que corresponde a 1% da população mundial

– em Portugal estima-se que cerca de 100 mil pessoas têm esta perturbação

– a gaguez é mais comum nos homens do que nas mulheres (4 homens para 1 mulher)

– 60% dos gagos tem um familiar com gaguez

Em situações de ansiedade, nervosismo ou cansaço, é normal todos nós “gaguejarmos” um bocadinho. A estas alterações pontuais no ritmo da fala chamamos disfluências normais. Quando estas alterações são marcadas por frequentes bloqueios (pausas longas com esforço muscular: “O….João caiu”), prolongamentos (“Joooooão”) e repetições (“ca-ca-ca-ca-caiu”) ao longo do discurso, estamos perante disfluências gagas.

O discurso da pessoa com gaguez é caracterizado por alguns ou todos os tipos de disfluências gagas e pode ocorrer associado a movimentos físicos distratores para o interlocutor (por exemplo piscar repetidamente os olhos, abanar a cabeça, entre outras). Todas estas características involuntárias podem ser mais ou menos evidentes ditando assim o grau de severidade da gaguez.

“O meu filho tem 3 anos e está a gaguejar há dois meses”

Durante o desenvolvimento da criança, até aos 3 anos e meio, admite-se a possibilidade de surgir uma gaguez chamada transitória, caracterizada por hesitações, repetições de palavras ou sílabas (até 2 repetições). Tal como o nome indica, a gaguez transitória poderá desaparecer entre 6 a 12 meses desde a data de surgimento. Caso não se verifique, é possível estar perante uma gaguez não transitória.

“A minha filha tem 10 anos e gagueja desde os 8… Pensei que nesta idade isso já não fosse possível.”

A gaguez pode surgir até à pré-adolescência (dos 3 aos 12 anos de idade). Independentemente da idade da criança é importante procurar um terapeuta da fala que o ajudará a perceber melhor estas dificuldades.

“O meu pai teve um AVC e começou a gaguejar”

Após AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou TCE (Traumatismo Crânio-Encefálico) pode surgir uma gaguez neurológica que se caracteriza por repetições, bloqueios e prolongamentos, à qual poderão estar associados alguns movimentos secundários.

Mitos e lendas sobre a gaguez

Uma pessoa NÃO gagueja porque…

…pensa mais rápido do que fala

Todos pensamos mais rápido do que falamos e nem todos gaguejamos. Esta não pode ser uma causa da gaguez.

…apanhou um susto

A gaguez é uma perturbação neurofisiológica causada por mau funcionamento de algumas áreas cerebrais, havendo também uma predisposição genética para algumas pessoas. Assim, as pessoas que gaguejam iriam gaguejar mesmo não apanhando um susto.

…é muito nervosa, tímida ou stressada

As pessoas que gaguejam podem, de facto, parecer ansiosas e inseguras. No entanto, estes são sentimentos consequentes da gaguez e não causadores! Devido às quebras que apresentam no discurso, podem ficar frustradas perante situações de comunicação e esses sentimentos poderão então agravar as disfluências.

…ouviu outros a gaguejar e ficou gaga

Apesar de termos alguma tendência para gaguejar quando a pessoa com quem falamos é gaga, não ficamos gagos. É frequente um pai pensar que o filho mais novo ficou gago porque estava a imitar o irmão que tem gaguez, porém, há efetivamente um fator genético para esta perturbação. A disfluência não se “pega” por ouvirmos outros a gaguejar.

…os pais são muito rígidos e autoritários

Os pais não são responsáveis pelo aparecimento da gaguez. A gaguez tem uma etiologia multifactorial – genética, neurológica e psicossocial. Contudo, a pressão que colocam na criança poderá agravar a gaguez. É fundamental criar um ambiente propício à fluência.

…são menos inteligentes

Não há qualquer tipo de relação entre a inteligência e a fluência. A gaguez é uma perturbação da comunicação que não afeta o QI das pessoas.

Outros lendas

Ajuda dizer à pessoa para ter calma e para respirar fundo.

Estes conselhos apenas fazem com que a pessoa se sinta mais consciente das suas disfluências, ficando muitas vezes mais ansiosa e frustrada, levando assim ao agravamento da gaguez.

Vamos ignorar, pode ser que desapareça com o tempo.

Se a gaguez existe há mais de 1 ano, é provável que não desapareça. Independentemente de há quanto tempo persiste a gaguez, consulte um Terapeuta da Fala, ele poderá ajudá-lo com várias estratégias. Ignorar, não intervir e deixar prolongar poderá valorizar e desenvolver a gaguez.

Quando canta ou imita outra voz não gagueja, significa que consegue ser sempre fluente.

Quando cantamos ou utilizamos uma voz que não a nossa, são ativadas outras zonas do cérebro diferentes da fala espontânea, levando assim o próprio a gaguejar menos. Contudo, a gaguez é involuntária, como o nome indica, não é controlável e varia perante cada situação.

 

Estratégias para falar com uma pessoa que gagueja

  1. Mantenha o contacto ocular natural e de forma interessada. Espere com paciência que a pessoa acabe de falar.
  2. Não interrompa a pessoa que gagueja, nem termine as palavras ou frases. Dê-lhe o tempo necessário.
  3. Não perca o interesse na conversa, dê importância ao conteúdo, seja ativo e escute com atenção.
  4. Não faça comentários do tipo – “Fala mais devagar”, “Respira” ou “Tem calma”, a maior parte das vezes só irá aumentar as disfluências.
  5. Responda de forma calma e sem pressa, sem parecer artificial.

A gaguez não se cura, é uma perturbação da comunicação que permanece com a pessoa que gagueja, no entanto, o terapeuta da fala pode ajudar a compreendê-la melhor e a lidar com ela através de estratégias práticas!

Por  Márcia Filipe e Susana Belo – terapeutas da fala

Bibliografia
Gaiolas, M. (2010) Gaguez da Infância à Adolescência. Vogais & Companhia: Cascais.
Rombert, J. (2013) O Gato Comeu-te a Língua? A esfera dos Livros: Lisboa.
Associação Portuguesa de Gagos – http://www.gaguez-apg.com/

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