Psicomotricidade em saúde mental infantil

Apesar da estranheza que a aplicação da psicomotricidade em saúde mental pode trazer, a verdade é que foi aqui que tudo começou. Verdade. Foi graças a dois profissionais que conseguiram ver mais além que esta magnífica profissão hoje existe.

Estes dois profissionais verificaram que, em diversas crianças que não apresentavam sintomas na esfera psicológica, existiam sinais corporais que indicavam que estas crianças estavam a ter algum tipo de problema do âmbito psicológico, mas com uma expressão predominantemente corporal. Seguindo a mesma lógica, estes profissionais concluíram que diversas crianças com problemas ao nível da saúde mental, beneficiavam mais a partir de estratégias de intervenção corporal do que por diálogo ou reflexão. E assim nasceram os dois primeiros psicomotricistas.

A lógica deles não só era válida como se mostrou também verdadeira e ainda hoje justifica a intervenção psicomotora em crianças com dificuldades em saúde mental. É verdade que a terapia que costuma sempre surgir-nos quando pensamos em saúde mental é a psicologia, e é verdade que esta é uma terapia com inúmeros benefícios. Contudo, não é raro que crianças que tenham sofrido algum trauma, ou que estejam a ultrapassar uma dificuldade emocional,  não sejam capazes de verbalizar as suas dificuldades.

Por isso, começam a exprimir o seu sofrimento da melhor forma que sabem: pelo corpo.

Esta expressão pode-se encontrar de diversas formas: em crianças que não conseguem parar, crianças que agem de forma inconsequente, as famosas dores de barriga, dores de cabeça, até através de alergias.

Neste sentido, a psicomotricidade e o psicomotricista aparecem como elementos muito importantes. O psicomotricista, neste caso, vai falar na mesma linguagem que a criança: pelo corpo e pelo movimento. Assim, a sala e o espaço terapêutico vão tornar-se num esconderijo seguro, onde a criança poderá ser livre para se exprimir, sabendo que está lá um adulto que irá ler aqueles sinais e responder numa linguagem que a criança consiga compreender.

O psicomotricista irá fazer uso das muitas ferramentas que tem do seu lado, como o jogo simbólico, a relaxação, as atividades expressivas, e vai aos poucos tentar aliar este trabalho a palavras promovendo a reflexão por parte da criança.

Quando esta conexão está feita, então o trabalho está lançado. Por isso é tão regular que as crianças passem a ser seguidas por um psicólogo depois deste trabalho. Ou ainda que trabalhem em conjunto… porque a psicomotricidade serviu como consolidação da segurança da criança e da percepção desta de si mesma, para que possa conseguir aliar a palavra à ação, e vice-versa.

Porque no fundo, foi isso que o psicomotricista fez: ligou os pontos que estavam soltos e preparou para o que vinha a seguir.

 

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É urgente falar das lembranças das festas de aniversário das crianças

Bem sei que “urgente” pode ser algo excessivo, mas tem vindo a ser uma preocupação constante e crescente.

Na sala da creche da minha filha, que tem dois anos e oito meses, há mais dezoito crianças. Há semanas em que um dos amigos faz anos, já houve outras em que festejaram dois aniversários no espaço de três dias.

São dias diferentes e apesar das minhas preocupações com a alimentação o mais saudável possível, sei que estes dias existem e sou tolerante para o facto de haver bolo e sumos. A escola pede para serem bolos caseiros em vez dos de compra e há pais que têm essa preocupação. Muitos outros não têm.

Mas não é dos bolos, que são o centro da festa, que vou aqui falar.

É das lembranças que desde que me lembro, ainda criança, passou a ser moda oferecer. Um miminho para que os colegas e amigos possa recordar a festa que partilharam.

A ideia devia ser esta, mas não é, porque a maior parte das crianças (ou melhor, os pais das crianças) o que partilha são gomas, rebuçados, chupas e chocolates.

Entendo que é uma coisa que todos ou praticamente todos os miúdos gostam, e que acham que é dia de festa e por isso não faz mal. Entendo, mas não concordo e sou obrigada a lidar com esta situação mais vezes do que gostaria.

Nos primeiros dois aniversários desta creche fui agradavelmente surpreendida por lembranças didáticas. Uns fantoches de dedo e umas bolas saltitonas. Tão simples quanto isso.

Aplaudi, achei que é algo que fica, com que eles podem brincar, que os vai fazer recordar a dita festa em vez de engolirem em três tempos as cinco doses de açúcar que deviam consumir nos próximos dois meses.

Mas depois vieram as outras festas. Chocolates miniatura. Gomas açucaradas, gomas brilhantes, chupa chupas ácidos e por aí fora.

Podem chamar-me má mãe mas a Mariana nunca comeu nenhum deles. Minto, uma vez dei-lhe um rebuçado porque os amigos estavam todos a ver o que estava dentro do saco da Patrulha Pata e achei que podia ceder, mesmo sem ser preciso ela ficar triste.

A questão económica é óbvia, sai mais baratos comprar dois ou três pacotes de guloseimas no supermercado e dividir pelos saquinhos e nunca mais pensar nisso. Respeito. Mas custa-me. Porque vai contra os meus princípios, acho preferível não se dar nada (porque não tem de se dar!), a dar algo que não lhes faz bem.

Há lembranças que se podem fazer em casa, coisas mais ou menos criativas, mas não há tempo, não há pachorra, e afinal qual é o mal das crianças comerem um doce?

Gosto de dizer que não imponho o meu estilo de vida aos filhos dos outros e, por isso, também gosto que não imponham o estilo de vida dos deles aos meus, mas na verdade isso é impossível. Porque está presente em todas as nossas escolhas, no modo como orientamos as nossas crianças.

E é por isso que nos dias em que sei que vai haver aniversário levo de casa coisas que sei que a Mariana gosta de comer, porque ela é uma comilona, e antes de a ir buscar à sala tiro do saco as guloseimas que lá estão e substituo com as coisas que ela gosta (sim, também gostaria e muito de comer as batatas fritas de pacote!) para que quando ela abre o saco poder dizer: posso, mãe? E eu responder que pode, sim, à vontade. Sem dramas, sem ter de explicar que aquilo são doces e fazem mal, é só hoje e por aí fora.

Evito a situação enquanto consigo controlá-la e quando chegar a altura de ser a Mariana a soprar as velas as lembranças do seu aniversário serão isso mesmo: lembranças.

Quanto ao açúcar em doses extra, não serei eu a patrociná-lo.

Eles vão ter tanto tempo para comer todas as porcarias do mundo, com os pais longe e algum dinheiro na carteira. Todos o fizemos e sobrevivemos. Só espero que esta educação alimentar faça a minha filha fazer melhores escolhas do que eu fiz. E se não fizer, pelo menos os seus erros serão feitos na altura certa e não quando ainda nem sequer tem a dentição completa.

(Tinha um amigo que me dizia: Mas, Marta! Nós também comíamos porcarias! E os bolos com campos de futebol? Aquilo deviam ser só corantes! Está certo, tem toda a razão. Mas passaram-se quantos anos? Por que motivo devemos agir da mesma forma se há mais informação? Se estamos mais informados? Para além de que não havia festas de anos todas as semanas. Não havia tantos refrigerantes disponíveis, gomas à mão de semear, era tudo efectivamente quando o rei fazia anos. E o rei só fazia anos uma vez no ano :D.

Pais mais tradicionais, nada temam.

A Mariana é feliz, garanto-vos.

Porque a felicidade não está no tamanho da tablete de chocolate que ela come. Mas sim em quem está ao lado dela a partilhá-la.

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O que é o Programa Nacional de Vacinação?

A vacinação é atualmente a melhor forma de prevenção de determinadas doenças, e tem como principal objetivo o desenvolvimento do sistema imunitário e fortalecimento do organismo. As vacinas permitem salvar vidas.

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é completamente gratuito e destina-se a todas as pessoas presentes em Portugal. É de salientar que este difere de país para país, devendo ser cumprido o plano de vacinação do país onde a pessoa reside.

Quais as vacinas que estão incluídas no Plano actual de vacinação em Portugal?

Nome da vacina Designação
BCG Vacina contra a tuberculose
VHB Vacina contra o vírus da hepatite B
HIB Vacina contra Haemophilus influenza b
DTPa Vacina tripla contra difteria, tétano e tosse convulsa
VIP Vacina contra poliomielite
MenC Vacina contra meningococo tipo C
VASPR Vacina tripla contra sarampo, parotidite epidémica e rubéola
Td Vacina contra o tétano e difteria
HPV Vacina contra o vírus papiloma humano

 

Com que idade deve vacinar os seus filhos?

O Programa Nacional de Vacinação é aplicado através de um Esquema Vacinal Recomendado a toda a população presente em Portugal, de acordo com a idade.

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Fonte: DGS

 

Importante

  • Para proteger o seu bebé o mais precocemente possível e da forma mais adequada, deve cumprir com as idades em que está prevista a vacinação
  • A maior parte das vacinas são administradas em mais do que uma dose, ou seja, uma dose inicial e posteriormente os reforços das mesmas. Desta forma o organismo vai criando uma resposta adequada e formando anticorpos em quantidades eficazes e duradoiras. A única excepção é a BCG que é administrada em dose única.
  • As vacinas incluídas no PNV são eficazes e seguras, podendo apenas ocorrer alguns efeitos secundários que são frequentes, tais como uma reacção ligeira no local da picada (dor, edema/inchaço, vermelhidão) ou febre. Qualquer destes efeitos secundários, geralmente, tem uma duração curta e não necessita de avaliação médica.
  • Além das vacinas do PNV, existem outras, designadas como vacinas extraplano e que estão disponíveis na farmácia mas que necessitam de prescrição médica (ex. vacina para determinados tipos de pneumococo, para o rotavirus, para o vírus da Hepatite A). Cabe ao médico informar e esclarecer os pais sobre a sua existência para que estes possam tomar uma decisão consciente relativamente à aquisição das mesmas.
  • É fundamental ter sempre em atenção as recomendações que lhe são dadas pelo seu médico e/ou enfermeiro antes e após a vacinação do seu bebé

imagemcapa@googleplus

Por Sara Figueira (Enfermeira) e Ana Filipa Ferreira (Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia)

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Quando se pensa em realizar atividades que exigem maior concentração tais como estudar, aprender, conceber, criar e trabalhar pensa-se num espaço limpo e organizado para o fazer. A sabedoria convencional diz-nos que precisamos de ordem para fomentar a produtividade, mas isto não é necessariamente verdade.

Diversos cientistas e investigadores já relacionaram o caos e a desarrumação a estados intensos de criatividade.

Albert Einstein sempre foi assumidamente desarrumado. O físico costumava dizer a propósito da desordem do seu espaço de trabalho: “Se uma mesa desarrumada é sinal de uma mente desordenada, uma mesa vazia é sinal de quê?”.

A ordem é um conceito criado e desenvolvido pelo homem e pela necessidade de viver em sociedade.

A natureza está em constante mudança e desordem, o que se reflete nas nossas casas. Como dizia o físico Adam Frank: “É uma lei da Física. A dura verdade da vida é que o universo é em si um caos. Como poderias deixar em ordem tudo em tua casa se isso contradiz a natureza do universo?“.

Talvez devêssemos aprender a aceitar a natureza caótica do universo.

Obviamente que não devemos deixar que todos os aspectos da nossa vida caiam num completo caos. A organização pode ser necessária, conveniente e até estabilizadora. Mas também é sobrestimada, e os que vivem na desordem são muitas vezes injustamente julgados. As pessoas desarrumadas são frequentemente estigmatizadas como indivíduos apáticos e desequilibrados, o que não é verdade.
As pessoas desarrumadas não são preguiçosas, são realmente imaginativas e ousadas e nunca se tornam escravas  da exactidão e convenção.

Pessoas com quartos, escritórios e mesas desarrumadas tendem a ser mais criativas, inteligentes e originais.

Os autores Eric Abrahamson e David Freedman publicaram o best-seller “A perfeita desarrumação: os benefícios ocultos da desordem” ( “A Perfect Mess: The Hidden Benefits of Disorder”)  onde revelam que uma mesa desarrumada pode indicar que a pessoa trabalha tanto que não tem tempo para arrumar o espaço. E que é tão criativa que, o que para os outros parece um caos, para o próprio é a organização dentro da sua desorganização.

Segundo os autores a desarrumação não é necessariamente a ausência de ordem. Uma mesa desarrumada pode ser um eficiente sistema de prioridades, onde o trabalho mais urgente e importante tende a estar perto e no topo da pilha, enquanto o material seguramente ignorável tende a ser enterrado no canto ou por baixo, o que faz todo o sentido.  É a tal organização dentro da desarrumação.
Por outras palavras, uma mesa desarrumada pode realmente ajudar a aumentar a eficiência, dependendo da pessoa.

Já experimentou mudar algo de sítio numa mesa de trabalho de uma pessoa desarrumada? Pois…

“Eu estou interessado em tudo sobre revolta, desordem, caos… Parece-me ser o caminho em direcção à liberdade.” – Jim Morrison

Os estudos revelaram ainda que ser ou não ser desarrumado não tem apenas a ver com a criatividade, mas também com características genéticas e hereditárias, e ainda com o meio onde cada indivíduo cresceu. O exemplo durante a infância e os hábitos criados pelos pais  vão ajudar a determinar a forma de gerir o espaço (e tudo o resto à sua volta) em adulto. Existe uma linha muito ténue entre as crianças desorganizadas por ainda não terem sido habituadas e ensinadas a organizar-se, e as crianças desorganizadas por serem efetivamente criativas. As segundas, apesar do caos aparente, por norma sabem onde deixaram cada objeto ou brinquedo.

Nem todas as pessoas estão preparadas para viver em desordem.

As pessoas desorganizadas são inerentemente espontâneas. Preferem preocupar-se com as coisas mais importantes do que com os minúsculos detalhes da vida do dia-a-dia. São pessoas criativas e sensoriais que seguem o fluxo em vez de nadarem contra a corrente.

É preciso coragem para abraçar o caos e aceitar o constante criticismo.

 

Imagem@Thetelegraph

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Qual?

Qual é o jornalista, doutor, engenheiro ou pai que pode dizer, com toda a certeza, que sabe o que é ser professor? 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Todos nós andámos na escola. Projetamos uma escola de acordo com a imagem do nosso passado. Gostava de repetir isto

até à exaustão. Espalhar aos quatro ventos até ser ouvido. A educação precisa de ventos positivos! 

Quando? 

Quando é que, nomeadamente no nosso país, as boas notícias nascidas nas escolas, merecerão o mesmo protagonismo dado aos defeitos, às limitações e às más notícias?

Olhamos para a escola e pensamos no aluno que fomos, no mundo que tivemos, no pai que somos. Entretanto, já tudo mudou.  É fácil lançar suspeitas quando a realidade está distante.  

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Porquê?

Porquê assistir ao enaltecer de outros sistemas educativos, sistemas diferentes do nosso, quando, demasiadas vezes, esse enaltecer serve para denegrir o esforço do professor?

Olhamos para países diferentes. Com hábitos, clima e rendimentos diferentes para denegrir os nossos professores. Os melhores sistemas APOIAM o professor! 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Cristalizámos as críticas. 

Elas estão presas a um tipo de realidade. A realidade, contudo, é um mosaico. A realidade é assim…mas entretanto, nesse mosaico, já tudo mudou. Claro que há fatores que me custam. Fatores negativos. Claro que há espaço para a crítica.

Há professores desmotivados, pouco pontuais, com pouca capacidade de escutar, e até, pasme-se, com pouca disposição para aprender! 

Mas, por cada professor que assiste às minhas (trans) Formações optando por se sentar na última fila, há uma maioria grande que fica na primeira fila participando de forma positiva. 

Por cada professor desmotivado, desatento, incapaz de ver algo positivo no que quer que seja, há uma maioria capaz de sonhar.
Quando um professor vai para a última fila, decide não falar, lembro-me dos milhares que trabalham com alunos de diferentes níveis de ensino na mesma sala, lembro-me das dificuldades que isto acarreta e opto por entender a resistência, o cansaço.
Por cada professor que não fica cativado com o meu sentido de humor, há uma maioria vibrante, brilhante, desafiante e cativante. 

Há uma maioria cativada e cativante. Obrigado a esta maioria. 

Por cada um que optou por me mandar um rosto frio, como que mostrando desagrado pela minha postura positiva, feliz, provocadora e assertiva, como se fosse minha a culpa dos males do mundo educativo, há centenas capazes de elogiar. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E, quantas vezes, o professor que fica na fila de trás, o que já se rendeu à desmotivação, o que até tem uma postura defensiva, não é vítima de outras Formações aborrecidas, tristes, mal humoradas, mal dinamizadas por quem não conhece a realidade? 

Quantas vezes esse professor não é vítima de outros formadores capazes de criticar em vão, só porque até é fácil criticar o professor.

Toda a gente parece ter uma palavra a dizer sobre escola, educação, editoras, manuais escolares, sistema educativo… E a realidade? E as salas sem condições? E os “psicólogos de televisão” com os minutinhos de antena para encher? 

E a crítica fácil do comentador, do “pai de torremolinos”?

Tudo desgasta. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E as mudanças de rumo dos diferentes executivos? As alterações nos ministérios? As suspeitas de “corrupção”, baseadas em mentiras?

Qual é o “psicólogo de televisão” conhecedor da realidade? Qual é o palestrante que já deu aulas nas escolas portuguesas? Qual é o jornalista que enfrentou uma turma atrás de outra turma, nas condições atuais? 

Por cada professor desmotivado, por cada professor que decidiu assistir a uma intervenção minha na penumbra da sala, perdendo o meu rosto, inibindo-se de se envolver comigo para poder entender a minha mensagem, há uma maioria merecedora de vénias.

Perante os da penumbra, tento envolvê-los. Por vezes fico triste, se não sentem o meu rosto, podem não entender o humor, a ironia, a assertividade, as entrelinhas…e como a minha ação tem entrelinhas! 

Perante estes, a minha decisão de ser cada vez melhor no que faço, é renovada. 

Pelos alunos, a base de tudo, pelos melhores professores, levantarei sempre a voz. Estudarei sempre mais. Contrariarei salas sem condições, sistemas de som contraproducentes, últimas filas desatentas.
Perante a opinião ligeira do jornalista, ou perante a crítica teórica do “psicólogo de televisão”, levantarei sempre a voz.
Perante a má cara do meu colega formador, porque “foram maus formandos”, levantarei sempre a voz.
Perante a sugestão leviana do pai que deveria ir à escola pela positiva, levantarei sempre a voz.

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Perante cada professor cansado ou desenquadrado, lembrar-me-ei sempre da maioria que está para levar o mundo para a frente. 

Pelos alunos, a base de tudo, ajudam-me a levantar a voz? 

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O Incrível miúdo que gostava de si próprio

Pequeno catita está de molho na banheira. Este é um dos momentos altos do nosso dia, é aqui que conversamos sobre tudo e mais alguma coisa até os dedos ficarem “cozidos” (o sinal secreto de que está na hora de sair).

Numa dessas conversas, ele explicava-me como as pessoas são diferentes. Como umas gritam e outras não. Umas comem bananas, outras ele não percebe porque não comem bananas. Ia explicando que há pessoas grandes, pequeninas, peludas e carecas. E há as zangadas, são as que não estão lá muito felizes no coração, na opinião dele porque não comem bananas suficientes.

No meio de tudo isto decidiu nomear as pessoas de que ele gostava mais de todo o Universo e arredores: “Gosto da mamã… gosto do pai. Gosto de mim… gosto do PUK (é o nosso gato, tivemos uma que se chamava PIN e depois veio o PUK para desbloquear a coisa). Gosto da avó e do avô. Gosto de toda a gente! Gosto de todas as pessoas do planeta!”

Do planeta é muito fofinho e tal, mas aquele “Gosto de mim!” foi qualquer coisa de F-A-B-U-L-O-S-O. Gostar de nós é difícil que se farta. E demora… Temos de escavar, procurar, limpar, trabalhar, dançar, chorar, rir e abraçar tudo o que fomos descobrindo pelo caminho. Agora com os meus 38 anos posso dizer que gosto de mim. Que me conheço, que me descobri, que me aceitei. Sabes, eu era uma maçã vermelhinha, bonitinha, envernizada igual a tantas outras numa caixa do supermercado. Era a criança boazinha, nota 20, quadro de honra. Era assim por fora, reluzente. Mas quando chegamos a casa e abrimos a nossa maçã perfeita, ela está magoada, tem mazelas e toques, tem feridas que nunca mostrou a ninguém, nem a si própria. Gostar de nós é aceitar tudo o que somos. Aceitar de braços abertos as nossas maiores qualidades e defeitos. É sentir que temos espaço para os ter. Saber que somos perfeitos e dignos de amor só por estarmos vivos. É aceitar a raiva, o medo, a frustração. O “eu não sou capaz”, o “eu falhei” e o “eu consegui”. Dar-nos colo como damos ao nosso melhor amigo. É sermos tolerantes connosco como somos com uma criança que dá os primeiros passos. É ser reluzente de dentro para fora.

Quando gostamos de nós, há um peso que nos sai das costas. Um ar inspirador que nos enche os pulmões e nos faz abraçar a vida. Quando gostamos de nós inspiramos os outros a fazer o mesmo. Miúdo, estou tão feliz que gostes de ti. Esse é o passo mais importante para gostares da Vida.  

 

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Chupeta digital – os pacificadores dos nossos dias

Chupeta em inglês diz-se “pacifier” – pacificador – e na realidade é exactamente isso: um pacificador.

A necessidade de lidarmos com as emoções existe desde que a Humanidade existe e de alguma maneira todos nós arranjamos maneira de as gerir, ou eu não estaria a escrever e vocês não estariam a ler-me.

Diz-se que os bebés em África não choram e quando choram isso é visto como não habitual, porque a proximidade entre mãe e bebé é tão grande (pelo menos tradicionalmente) que as suas necessidades são satisfeitas à medida que surgem, sem recurso a uso de, por exemplo, chupetas.

Antigamente usava-se uma “boneca” – pequena bola  de  pano  com  açúcar ou mel,  que  se dava  às  crianças  para  elas chuparem – com o objetivo de as acalmar. Mais tarde surgiram as chupetas de látex e de silicone, usadas com o mesmo fim.

O Bebé e a comunicação

Quando um bebé chora, o que está a acontecer é comunicação. O bebé diz-nos que tem uma necessidade não satisfeita e cabe-nos a nós mães, pais, cuidadores satisfazê-la. Os bebés são tão bons comunicadores que quem deles cuida consegue distinguir os seus choros, os seus ruídos, a forma como se movem, como abrem os olhos (ou não), etc., e satisfazer a necessidade específica comunicada. Na realidade, o choro comunica algo e a eliminação do choro sem satisfazer a necessidade da criança serve para pacificar os pais que sentem dificuldade em gerir as suas emoções perante o comportamento dos filhos.

Com a agitação das nossas vidas, é preciso muito foco na nossa intenção como pais e educadores. É essencial não nos distrairmos, deixando de perceber como  satisfazer as necessidades das nossas crianças, garantindo o seu desenvolvimento de forma natural e que proporcione aprendizagem.

A escolha das formas que usamos para pacificar as crianças ao nosso cuidado deve ser feita com consciência, não perdendo de vista uma das grandes intenções na educação e que é, como atrás referido: promover aprendizagem. Se de cada vez que uma criança chora lhes oferecemos uma chupeta e essa é a resposta imediata para todas as necessidades, para todos os choros, para todas as birras, estamos a dizer-lhe que não precisa de ser tão específico na comunicação da necessidade porque a resposta será no imediato aquela e é quase como se também lhe disséssemos: “eu é que sei o que se passa contigo… o que precisas é de uma chupeta”. É neste processo, em que, apesar de fazermos o nosso melhor, investimos muitas vezes muito pouco na ligação, em que as nossas crianças aprendem o que lhes ensinamos sem satisfazer objetivamente as reais necessidades, que os tornamos ávidos por tudo o que lhes satisfaça de forma mais plena as necessidades que apenas foram apaziguadas.

Na nossa ânsia de cumprir calendário e de sermos altamente funcionais para proporcionar o melhor às nossas crianças, esquecemos muitas vezes que o melhor, o essencial, somos nós próprios, é a ligação que criamos, é o porto seguro que construímos, é a comunicação que se estabelece muitas vezes sem necessidade de palavra e que promove o maior ensinamento de todos: o de saberem que são vistos, que são ouvidos e que nós estamos naquele momento disponíveis.

Uso dos equipamentos digitais como forma de acalmar as crianças

Hoje temos à nossa disposição muitos pacificadores para além da chupeta: a televisão, o computador, as consolas, os smartphones (sempre à mão) e, em simultâneo, temos pais e cuidadores que, devido às exigências do ritmo de vida dito moderno, nesta agitação, fazendo o melhor que podem, escolhem “controlar” as suas crianças com um dos pacificadores disponível, muito mais eficaz que uma chupeta. Têm imagem, som, são sensíveis ao tato, são interativos, são quase uma ama eletrónica e satisfazem muitas necessidades ao mesmo tempo e por isso são tão populares.

A Humanidade está, neste momento, ligada aos equipamentos digitais e aos benefícios que nos trazem, sendo a quantidade de uso que deles fazemos uma escolha nossa, que deve ser feita com consciência das suas implicações e da sua real utilidade.

Por um lado, sabemos que os equipamentos digitais, ou melhor, os jogos, as redes sociais, o youtube, etc., podem causar dependência equiparável à do álcool ou das drogas, no entanto, sabemos também que a dependência surge quando existe espaço para tal. Quando existem necessidades não satisfeitas de alguma outra forma alternativa.

Sabemos que a maioria das crianças e adolescentes sente um enorme apelo pelos jogos, pela internet, pelas redes sociais, etc., tal como eu senti pela televisão quando apareceu e os meus avós sentiram pelo rádio e tudo isto é natural e, arriscaria até desejável. O nosso mundo está construído sobre a premissa da simplificação através da utilização de meios eletrónicos, logo, quando as crianças os usam, estão a treinar competências que lhes serão necessárias quando forem adultos e quando começarem a comandar autonomamente as suas próprias vidas. Então qual é o problema?

O problema é que vemos os gadgets, a serem utilizados como pacificadores e, como agravante, desde muito cedo, sem que sejam oferecidas muitas vezes alternativas reais que promovam ligação entre pais e filhos, porque também nós andamos constantemente a utilizar os nossos equipamentos. E nesta azáfama digital perdemos o contacto connosco e com os nossos filhos se não mantemos a consciência e foco na nossa intenção de aumentar sempre a conexão, a partilha, a interacção e a cumplicidade.

Então, afinal, sim ou sopas? Eu diria que sim e sopas! Ou seja, os equipamentos digitais fazem parte do nosso mundo, da forma como nos relacionamos, da forma como aprendemos e da forma como produzimos e isto é um facto. Mesmo que decidamos ir viver para uma comunidade afastada dos avanços do mundo e da produção em série, provavelmente, vamos pesquisar na net algo sobre permacultura, sobre eco-sanitas, sobre como fazer sabonete e champô, ou sobre a forma natural de resolver este ou aquele problema. No entanto, os equipamentos só em caso de necessidade extrema devem ser usados como pacificadores.

O que é que acontece quando usamos os equipamentos digitais como pacificadores?

O que é que acontece quando os oferecemos às crianças nos momentos em que têm de ser confrontadas com a necessidade de ter paciência, de gerir a frustração ou outra emoção dita negativa? O que acontece é que estamos a criar uma associação entre essas emoções e distração. Estamos a ensinar ao seu cérebro que é muito mais tranquilo distrair-se, pois não tem de gerir a paciência ou a frustração. Estamos programados para escolher as respostas que nos permitem gastar menos energia, e assim, a distração passa a ser a resposta preferida para gerir as emoções mais desafiantes. Esta fórmula pode ser usada sempre que sentimos desconforto… estou triste, então distraio-me porque sei que diminuo a intensidade da emoção que estou a sentir, estou farto de estar numa aula de noventa minutos e a minha resposta a essa insatisfação é… a distração. Neste processo, estamos a perder a oportunidade de aumentar a literacia emocional das crianças e de as ensinar a gerir as emoções, ao escolhermos não ativar o modo cuidador, mas sim o modo coexistente.

Há uns dias, um pai dizia-me que geria o tempo e os momentos em que permitia que o filho usasse o seu smartphone, o tablet e o computador. Disse-me que à mesa, durante as refeições nunca permitia, nem quando estava a brincar com a criança, que a tecnologia se interpusesse na sua relação. Curiosa, perguntei a idade da criança… tinha dois anos e meio…

Muitos estudos têm sido feitos, e com resultados quase opostos, sobre a utilização dos equipamentos, sobre os seus benefícios e prejuízos e, na falta de ciência inquestionável. O que é, no entanto, inquestionável é que a chave da nossa felicidade e da dos nossos filhos, a chave do seu desenvolvimento harmonioso a par de uma autoestima saudável reside na ligação que com eles estabelecemos, no nível de conexão que resulta da forma consciente como nos dispomos a estar presentes nas suas vidas.

Por Maria José Pita, coach e facilitadora de Parentalidade Consciente

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Brincar é viver! Vamos Brincar?

Brincar é das coisas mais importantes na vida de uma criança. Uma criança que brinca é uma criança feliz. De todas as memórias infantis que nós temos, as mais felizes são sem dúvida aquelas recordações onde brincávamos.

As brincadeiras do faz de conta, com os carrinhos, com as bonecas, com os livros, no pátio da casa, na rua com os vizinhos, às escondidas, o jogar futebol. Havia tempo, havia espaço e havia sobretudo permissão.

Hoje os tempos são diferentes, as rotinas são cada vez mais exigentes. A criança chega a casa depois da escola, tem que fazer os trabalhos de casa, por vezes exagerados, jantar e dormir. Amanhã a mesma coisa. Uma semana assim. Onde é que ela brincou? No recreio da escola? Uma hora por dia? Será suficiente? Creio que não.

As crianças vivem numa rotina programada, onde parecem que vivem num mundo dos adultos, com responsabilidades iguais. São trabalhos de casa, são actividades, a escola, sobra pouco espaço para brincar. Brincar é fundamental na vida de uma criança. Faz parte do seu mundo. Brincar é viver!

Na brincadeira, a criança pode apreender o mundo real, expressar os seus sentimentos, explorar o mundo, ser mais criativo, adquirir novas formas de linguagem e de expressão corporal e motora bem como ajudar na sua socialização. Brincar nunca pode ficar para segundo plano.

É importante assegurar que a criança brinca. Que haja espaço e tempo para brincar. Sendo uma actividade que é divertida, e consequentemente a criança vai se sentir satisfeita e feliz.

Vamos fazer por isso?

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Os Livros são caixas mágicas

Onde está a história? – Perguntam-me as crianças com frequência quando notam que, nas minhas mãos, não trago um livro.

Parece ser importante para elas ouvir uma história pela manha e muitas das vezes, também, no final da tarde.

Sei que nem todos os dias estão atentos e que se distraem com frequência. Mas, quando não tenho o livro pareço que estou a cometer uma infracção grave e provavelmente até estou!

Uso livros praticamente todos os dias, não gosto de contar histórias sem livros. É um hábito. Um suporte que serve de arranque para todas as restantes atividades e temas a trabalhar.

O livro é um instrumento que leva a criança ao mundo da imaginação, permitindo de uma forma lúdica aumentar todo o seu vocabulário e construção do discurso oral. Após contar a historia ou simplesmente explorar as imagens do livro de acordo com os objetivos definidos por mim enquanto educadora de infância, faço obrigatoriamente o reconto. Com esta atividade quero observar o que o grupo conseguiu reter da mensagem do livro e organizar as ideias dentro da cabeça da criança.

Os Livros são excelentes meios de aprendizagem, pois permitem criar sequências de acontecimentos, memorizar novas palavras e ampliar o vocabulário.  As crianças começam a explorar os comportamentos das personagens e estabelecer elos de ligação entre eles e os que observam no dia a dia. Aprendem a observar o texto escrito e a sequência das palavras nas frases, a interiorizar termos ligados ao livro – capa, página, folhas, palavras, frases. Os livros podem ajudar a criança na resolução de problemas, entre muitos outros aspetos .

A exploração habitual de livros em contexto de Creche e Jardim de Infância, bem como, em casa, aumenta a probabilidade da formação de futuros leitores.

Convido-vos a colocar ao alcance das crianças alguns livros e os que estão habituados a ter contato frequente com estes vão certamente pegar, folhear e imitar um adulto da sua referencia.

“Um, dois , três … Bom Dia, Bom Dia, Bom Dia a toda a gente…”  “- agora vamos ouvir a história meninos!”– dizem algumas das minhas meninas e dos meus meninos. Fico embebecida com tais comportamentos, pois refletem que a minha missão está a ser comprida e posso considerar que lancei as sementes para a formação de futuros leitores.

Os Livros são caixas mágicas, com personagens iguais a nós, que nos fazem aprender a conhecer-nos e a ultrapassar os nossos medos!

Crianças Especiais Propostas Inovadoras | Terapia de Biofeedback na PHDA

“A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original” – Albert Einstein

Atualmente existe mais consciência das perturbações que afetam crianças e adolescentes, o que nos permite identificar e intervir precocemente, mas também infelizmente sobrediagnosticar e agir depressa demais. Vivemos numa cultura do imediato! Pais, profissionais e escolas precisam de resolver as situações para ontem.

Já ninguém aguenta a frustração, a incerteza, o andar passo a passo e por vezes precipitamos diagnósticos que ficam como “rótulos” para a vida e que trazem poucos benefícios a quem carrega com o peso desse fardo. É neste caminho de procura de diagnósticos e intervenções rápidas que muitas crianças se vêm medicadas em função de sintomas que nem sempre falam sobre o que se passa verdadeiramente.

Aditi Shankardass, Neurocientista, defende que muitas perturbações do desenvolvimento e da aprendizagem estão insuficientemente ou erradamente diagnosticadas, com base exclusivamente numa perspetiva comportamental e é pioneira na utilização da tecnologia de EEG (permite observar o funcionamento do cérebro) no diagnóstico correto de perturbações que estão relacionados com alterações no funcionamento do cérebro.

Sabemos que muitas vezes a base não está nesses transtornos do funcionamento do cérebro, mas em questões sociais, culturais e emocionais que foram pano de fundo das alterações neurofisiológicas e de maturação de determinadas áreas cerebrais. Precisamos olhar/avaliar o seu funcionamento para não precipitarmos “sentenças” e tratamentos que podem não ser os mais indicados.

É sem dúvida o caso da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, que tem vindo a ser excessivamente diagnosticada, com base apenas na observação ou relato comportamental, mesmo sabendo-se que um diagnóstico correto implica que exista uma alteração no funcionamento da Dopamina e/ou da Noradrenalina na área pré-frontal do cérebro. À pergunta, como é que o seu filho foi diagnosticado, a resposta é invariavelmente, pelo comportamento. Insuficiente!

Era preciso encontrar algo que nos permitisse com eficiência observar os parâmetros alterados nestes diagnósticos e intervir de forma diferenciada.

É cada vez mais urgente trabalhar em parceria, de forma multidisciplinar, com mais olhos, ouvidos e várias especialidades, para podermos abarcar a infinidade de situações de cariz físico, emocional, social e cultural que apresentam.

Na consulta de Desenvolvimento e Aprendizagem conjugamos duas especialidades terapêuticas: a Medicina Quântica (Sistema de Biofeedback e Neurofeedback) e a Psicoterapia Corporal. É uma conjugação moderna e eficiente onde a área tecnológica e científica se junta à Psicologia, exponenciando o sucesso clínico na resolução destas problemáticas.

A tecnologia da Medicina Quântica (Sistema de Biofeedback e Neurofeedback) é uma tecnologia inovadora, que trabalha através de frequências eletromagnéticas, que permitem a avaliação e estimulação de órgãos, glândulas, ondas cerebrais, hormonas e neurotransmissores, entre outros, cujas alterações estão na base dos sintomas e patologias apresentadas. Permite observar as alterações que corroboram determinados diagnósticos, bem como atuar diretamente nas dissonâncias que apresentam.

Na Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção existe uma irregularidade nos níveis de atividade de ondas cerebrais alfa, beta, teta, ou delta, entre outras, presentes no EEG. Verifica-se uma presença aumentada das oscilações de lenta frequência (teta) e a presença diminuída das oscilações de rápida frequência (beta). Um dos tratamentos mais utilizados e investigados neste campo consiste em aumentar a produção da atividade beta (16-20Hz) e suprimir a produção de atividade das frequências teta (4-8Hz). Já existem estudos que comprovam que a terapia por biofeedback/neurofeedback pode provocar o efeito estimulante que o corpo precisa, em alternativa à medicação química (ritalina, concerta ou rubifen), capaz de minorar os sintomas que intervêm negativamente no desenvolvimento e aprendizagem.

A terapia quântica permite não só a estimulação frequêncial necessária, avaliando e impulsionando a atividade cerebral, bem como a análise e tratamento de sintomas complementares, que muitas vezes estão associados aos transtornos apresentados.

Por Ana Galhardo Simões / Margarida Garcia

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