Sabia que….

– mais de 68 milhões de pessoas no mundo têm gaguez, o que corresponde a 1% da população mundial

– em Portugal estima-se que cerca de 100 mil pessoas têm esta perturbação

– a gaguez é mais comum nos homens do que nas mulheres (4 homens para 1 mulher)

– 60% dos gagos tem um familiar com gaguez

Em situações de ansiedade, nervosismo ou cansaço, é normal todos nós “gaguejarmos” um bocadinho. A estas alterações pontuais no ritmo da fala chamamos disfluências normais. Quando estas alterações são marcadas por frequentes bloqueios (pausas longas com esforço muscular: “O….João caiu”), prolongamentos (“Joooooão”) e repetições (“ca-ca-ca-ca-caiu”) ao longo do discurso, estamos perante disfluências gagas.

O discurso da pessoa com gaguez é caracterizado por alguns ou todos os tipos de disfluências gagas e pode ocorrer associado a movimentos físicos distratores para o interlocutor (por exemplo piscar repetidamente os olhos, abanar a cabeça, entre outras). Todas estas características involuntárias podem ser mais ou menos evidentes ditando assim o grau de severidade da gaguez.

“O meu filho tem 3 anos e está a gaguejar há dois meses”

Durante o desenvolvimento da criança, até aos 3 anos e meio, admite-se a possibilidade de surgir uma gaguez chamada transitória, caracterizada por hesitações, repetições de palavras ou sílabas (até 2 repetições). Tal como o nome indica, a gaguez transitória poderá desaparecer entre 6 a 12 meses desde a data de surgimento. Caso não se verifique, é possível estar perante uma gaguez não transitória.

“A minha filha tem 10 anos e gagueja desde os 8… Pensei que nesta idade isso já não fosse possível.”

A gaguez pode surgir até à pré-adolescência (dos 3 aos 12 anos de idade). Independentemente da idade da criança é importante procurar um terapeuta da fala que o ajudará a perceber melhor estas dificuldades.

“O meu pai teve um AVC e começou a gaguejar”

Após AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou TCE (Traumatismo Crânio-Encefálico) pode surgir uma gaguez neurológica que se caracteriza por repetições, bloqueios e prolongamentos, à qual poderão estar associados alguns movimentos secundários.

Mitos e lendas sobre a gaguez

Uma pessoa NÃO gagueja porque…

…pensa mais rápido do que fala

Todos pensamos mais rápido do que falamos e nem todos gaguejamos. Esta não pode ser uma causa da gaguez.

…apanhou um susto

A gaguez é uma perturbação neurofisiológica causada por mau funcionamento de algumas áreas cerebrais, havendo também uma predisposição genética para algumas pessoas. Assim, as pessoas que gaguejam iriam gaguejar mesmo não apanhando um susto.

…é muito nervosa, tímida ou stressada

As pessoas que gaguejam podem, de facto, parecer ansiosas e inseguras. No entanto, estes são sentimentos consequentes da gaguez e não causadores! Devido às quebras que apresentam no discurso, podem ficar frustradas perante situações de comunicação e esses sentimentos poderão então agravar as disfluências.

…ouviu outros a gaguejar e ficou gaga

Apesar de termos alguma tendência para gaguejar quando a pessoa com quem falamos é gaga, não ficamos gagos. É frequente um pai pensar que o filho mais novo ficou gago porque estava a imitar o irmão que tem gaguez, porém, há efetivamente um fator genético para esta perturbação. A disfluência não se “pega” por ouvirmos outros a gaguejar.

…os pais são muito rígidos e autoritários

Os pais não são responsáveis pelo aparecimento da gaguez. A gaguez tem uma etiologia multifactorial – genética, neurológica e psicossocial. Contudo, a pressão que colocam na criança poderá agravar a gaguez. É fundamental criar um ambiente propício à fluência.

…são menos inteligentes

Não há qualquer tipo de relação entre a inteligência e a fluência. A gaguez é uma perturbação da comunicação que não afeta o QI das pessoas.

Outros lendas

Ajuda dizer à pessoa para ter calma e para respirar fundo.

Estes conselhos apenas fazem com que a pessoa se sinta mais consciente das suas disfluências, ficando muitas vezes mais ansiosa e frustrada, levando assim ao agravamento da gaguez.

Vamos ignorar, pode ser que desapareça com o tempo.

Se a gaguez existe há mais de 1 ano, é provável que não desapareça. Independentemente de há quanto tempo persiste a gaguez, consulte um Terapeuta da Fala, ele poderá ajudá-lo com várias estratégias. Ignorar, não intervir e deixar prolongar poderá valorizar e desenvolver a gaguez.

Quando canta ou imita outra voz não gagueja, significa que consegue ser sempre fluente.

Quando cantamos ou utilizamos uma voz que não a nossa, são ativadas outras zonas do cérebro diferentes da fala espontânea, levando assim o próprio a gaguejar menos. Contudo, a gaguez é involuntária, como o nome indica, não é controlável e varia perante cada situação.

 

Estratégias para falar com uma pessoa que gagueja

  1. Mantenha o contacto ocular natural e de forma interessada. Espere com paciência que a pessoa acabe de falar.
  2. Não interrompa a pessoa que gagueja, nem termine as palavras ou frases. Dê-lhe o tempo necessário.
  3. Não perca o interesse na conversa, dê importância ao conteúdo, seja ativo e escute com atenção.
  4. Não faça comentários do tipo – “Fala mais devagar”, “Respira” ou “Tem calma”, a maior parte das vezes só irá aumentar as disfluências.
  5. Responda de forma calma e sem pressa, sem parecer artificial.

A gaguez não se cura, é uma perturbação da comunicação que permanece com a pessoa que gagueja, no entanto, o terapeuta da fala pode ajudar a compreendê-la melhor e a lidar com ela através de estratégias práticas!

Por  Márcia Filipe e Susana Belo – terapeutas da fala

Bibliografia
Gaiolas, M. (2010) Gaguez da Infância à Adolescência. Vogais & Companhia: Cascais.
Rombert, J. (2013) O Gato Comeu-te a Língua? A esfera dos Livros: Lisboa.
Associação Portuguesa de Gagos – http://www.gaguez-apg.com/

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Dizem que não há destino. Sempre fui um pouco céptica em relação a tudo que não é palpável, mas também sempre acreditei que existe um caminho pré traçado para cada um de nós. Podemos sempre alterar os contornos, com o livre arbítrio, mas o sulco está traçado, desde o primeiro instante de existência.

O destino, trouxe-me a Timor Leste!

E aqui, neste País onde a democracia acabou de nascer eu (re)nasço todos os dias! (Re)nasço no amanhecer de cada dia, que traz com ele cores inimagináveis, que me percorrem a pele. O cheiro multicolor da flora entra-me pelos olhos, aquietando-me a alma. Guardo então essa imagem e junto a tantas outras, que o meu coração vai colecionando.

Mas, hoje, quero falar destas Crianças! Pequenos seres, que todos os dias me ensinam o que é valorativo nesta vida. Seres de uma grandeza tamanha, que me olham com o brilho dos sonhos, que choram porque os Pais/irmãos mais velhos bateram (é cultural), que a existência de poderem brincar com um carrinho de plástico é para eles uma dádiva do céu, que vêm à escola com o mesmo entusiasmo que vão à igreja, porque na escola podem aprender e usufruir de um lanchinho, mesmo que seja apenas um pão com manteiga e um leite. Na missa rezam com devoção, agradecendo a Deus o estarem vivos!

Crianças com fome de conhecimento, mas que nada pedem, porque o “nada”, para elas, é “tudo”.

Há vidas de mimo, de colo, de atenção, de uma mão que segure a delas e nesse toque, lhes ensine que o verbo “Amar” existe!

Crianças que me oferecem abraços nascidos no coração, que se agarram, disfarçadamente à minha bata de educadora e, muitas vezes, até fazem uma cara de tristeza para poderem ganhar alguns instantes no meu colo.

Crianças que estão a dar os primeiros passos na aprendizagem da língua portuguesa, mas que são detentoras de uma sabedoria imensa na arte de oferecer sorrisos e à nossa passagem nos saúdam com “Malai bá ne ´bé? (estrangeira, aonde vai?)

Crianças de pés descalços que a terra beija. Crianças que são Reis e Rainhas do nada! Muitas vezes esquecidas nas esquinas do tempo, vestem-se com o brilho nos olhos e um sorriso permanente em cada gesto.

São Crianças, seres pequeninos e frágeis, IGUAIS a tantas outras por esse Mundo fora.

São Crianças, seres pequeninos e frágeis, DIFERENTES de tantas outras, por esse Mundo fora.

As crianças de Timor são de uma doçura tal e qual café da manhã!

O meu bem-haja a todas estas crianças, que me ensinam, todos os dias, que o que é essencial aprender para sermos felizes não é visível aos olhos!

imagem@Olive Bike

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Meu amor,

Ainda não completaste três anos e já dizes coisas que eu jamais seria capaz de te dizer.

Muitas vezes, nos últimos tempos, ao seres contrariada viras costas, fazes beicinho enquanto cruzas os braços e te afastas ao som de um já não sou mais tua amiga!.

Deixo-te estar, dou-te espaço para lidares com a tua frustração e quando sinto ser hora disso falo contigo. Explico-te que isso de sermos amigos é muito mais do que termos alguém que nos faz a vontade a toda a hora.

Um amigo, como irás concluir, mais tarde ou mais cedo na tua vida, é uma pessoa que gosta de ti como és. Que pode até tentar ajudar-te a seres melhor, mas aceita os teus defeitos. Mas isso não significa que gosta de tudo o que és e que por ser teu amigo tem de aturar as tuas piores características como um mártir.

Um amigo diz-te a verdade, mas só quando és capaz de a ouvir. Sabe que há momentos em que não vale a pena que se una uma frente fria, que achamos que nada nos vai derrubar. Nem a mais pura das verdades. Um amigo sabe respeitar os ritmos, os tempos, e no que toca à verdade isso conta e muito.

Um amigo conhece-te como ninguém, lembra-se de ti nos momentos mais inusitados mas não tem de te ligar todos os dias para provar como és importante para ele.

Um amigo está lá sempre que precisas, mas não podes exigir que coloque a sua vida em pausa e venha a correr só porque sentes o teu mundo desabar. Haverá alturas em que isso é possível e outras em que não dá. Terás de aprender a aceitar as duas com igual reconhecimento.

Um amigo é alguém em quem confias, mas também te pode deixar mal, mesmo que sem essa intenção.

Um amigo é, afinal de contas, humano.

Lembra-te que também tu, para alguém, serás esse amigo. E esperas que tenha a mesma consideração, a mesma paciência, o mesmo amor que exiges quando estás do outro lado.

A amizade és dos laços mais importantes que vais desenvolver. Vais ter amigos na família, na escola, no trabalho, no sítio onde passas férias, no clube onde fazes desporto.

Vais fazer muitos amigos e manter apenas alguns.

Faz com que aqueles que manténs do teu lado sejam bons. Te façam bem. E sê boa para eles. Faz-lhes bem também porque as relações são feitas de dar e receber.

Quanto a mim, por mais que faças, nunca te virarei costas dizendo que já não sou tua amiga.

Teremos os nossos conflitos e teremos de aprender a ser suficientemente amigas uma da outra para não deixar que destruam o que de melhor temos: o nosso amor.

Conta com isso.

imagem@weheartit

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Ensina os teus filhos a andar de transportes públicos, primeiro contigo, depois sozinhos. Será útil na adolescência ou na vida adulta e mesmo que penses que não precisarão nunca terás a certeza até lá. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem perdidos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.

Ensina os teus filhos a andar a pé, porque só se aprende a atravessar a rua a andar a pé. As crianças precisam de saber ir e voltar. Carregar os próprios casacos, bonecos e carrinhos faz parte da missão: os pais não são cabides.

Ensina os teus filhos desde bebés a descascar bananas, depois a comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um sumo de laranja, usar garfo e faca, pôr a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar a louça. Assim não serão os penduras na casa dos tios no dia da festa do pijama. No mínimo.

Ensina os teus filhos adolescentes a lavar os próprios ténis, a pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar o básico, mudar lâmpadas e bichas do chuveiro.

Ensina-lhes porque apesar de não ser tão prazeroso como comer um gelado ou jogar tablet, é importante e necessário para a vida.

Ensina os teus filhos a plantar, a colher e a entender a diferença entre um pé de feijão e um pé de couve. Podes não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muitas crianças crescem a achar que o leite é um produto que nasce nas embalagens. Isto não é engraçado, é um efeito colateral estagnante do nosso tempo.

Não temas o fogo, o fogão ou a cafeteira nas mãos dos coitadinhos. Se não os ensinares a mexer neles, um dia vão fazer muita asneirada e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Educa os teus filhos para a vida, para que desenvolvam capacidades. O prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada em casa não deve servir de desculpa para não ensinar as crianças a realizarem estas tarefas.

Estas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar as coisas básicas da sobrevivência estamos a promover nos nossos filhos a confiança, a auto-estima, o sentido do dever e responsabilidade.

Evita produzir e multiplicar pessoas que, um dia, serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio sem a qualquer noção do que é a resiliência, inaptos para tratar de si e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas exige sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Estes valores não são é natos, dependem das adversidades e da luta pela sobrevivência e nada tem a ver com a capacidade de clicar num botão ou deslizar os dedos no Iphone.

Pela jornalista e terapeuta Claudia Rodrigues, no Blog Buena Leche

imagem@obrazky4ever

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Crescer é uma conquista diária, de sucessivas tentativas. Cair, levantar e seguir! É assim desde que nascemos, mas quando lidamos e observamos o crescimento dos 0 aos 3 anos temos o privilégio de analisar a base de tudo o desenvolvimento infantil num desabrochar de competências quase diárias.

Imagine o que é receber uma criança para o seu cuidado apenas com quatro meses e vê-la partir para uma nova etapa com três anos. A imensidão de etapas que ela ou ele superou junto dos seus cuidadores num espaço educativo.
Nos últimos três anos tive, de facto, o privilégio de ver um grupo de crianças crescerem junto de mim e de toda a equipa educativa da Instituição onde trabalhamos. Muitos anos repetimos esta experiência … muitos continuamos a acompanhá-los e ver progredir nas fases subsequentes, outros não, por imperativos da vida…

Inicialmente os pais, as mães ou familiares directos das crianças chegam reticentes e com algum nervosismo, associado ao factor de desconhecimento do trabalho desenvolvido numa Creche. Aos poucos, vão-se adaptando à nova mudança na vida familiar com a entrada dos meninos e das meninas no contexto educativo. A este período designamos por período de adaptação. É durante este tempo que se vão estabelecer relações de confiança entre todos os agentes e contribuir para o bem estar do bebé.

Com o avançar dos dias as rotinas são interiorizadas e a criança passa a sentir-se segura do regresso dos pais ou familiares. A partir deste momento estão reunidas as condições para a realização das aprendizagens. Estas sucedem-se por etapas e ao ritmo individual de cada um.
Do balbuciar ao falar uma a duas palavras, do gatinhar ao levantar e andar. Do brincar e partilhar, ao aprender a saber fazer as tarefas sem ajuda até ao simples desejo de aprender, vão longos meses de trabalho, dedicação e muita afetividade.
Os nossos meninos e as nossas meninas estão prontos para partir numa nova aventura onde brincar continuará a ser a sua prioridade e onde aprender é uma necessidade básica da evolução humana quando explorada numa fase inicial do desenvolvimento.
É refletindo sobre todos estes percursos que continuo a acreditar na crescente valorização dos espaços educativos de Creche, determinantes para o futuro sucesso educativo tão desejado.
Em Setembro , escrevi: Ser Educador é criar as raízes para o bom desenvolvimento … Chegando ao final de Junho tenho a certeza que estas estão lançadas!
Guardo dentro de mim, no local mais seguro, todos os momentos por nós vividos!

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Dormir é uma necessidade primária, inerente a todo o ser humano.

A privação de sono reflete-se geralmente no nosso estado de humor, níveis de atenção e rendimento no trabalho. No caso das crianças o sono é também fundamental para o seu desenvolvimento, pois é durante o sono que são produzidas maiores quantidades de hormona do crescimento. Para além da quantidade de horas de sono, que vai diminuindo até à adolescência, é importante que a criança tenha um ambiente adequado e que sejam implementadas algumas rotinas no que respeita ao sono. Aqui ficam algumas dicas para melhorar o sono das crianças e, consequentemente, dos pais que há muito anseiam por uma noite de sono tranquila.

  1. Certifique-se que o seu(sua) filho(a) tem as horas de sono diárias necessárias, de acordo com a sua idade
Primeiro mês 19 horas 24 meses 13 horas
Até aos 3 meses 18 horas Dos 3 aos 7 anos Entre 10 a 11 horas
Até aos 6 meses 16 horas Dos 7 aos 12 anos Entre 9 a 10 horas
Até aos 12 meses 15 horas Adolescentes Entre 8 a 9 horas

 

  1. Permita que a criança brinque e gaste energias antes do deitar

Poderá inclusivamente fazer deste momento antes de deitar, um momento de brincadeira entre pais e filho(a), aproveitando assim para estimular o seu desenvolvimento e fortalecer também a relação e o vinculo emocional existente entre ambos.

  1. Tenha cuidado com a alimentação

Tenha algum cuidado na escolha dos alimentos que dará ao seu filho(a), sobretudo na refeição do jantar. Alguns alimentos são estimulantes e outros não são adequados por provocar uma digestão mais lenta, o que não irá favorecer o período de sono.

  1. Antes de deitar a criança, poderá dar-lhe um banho ou aplicar-lhe um creme realizando uma massagem localizada

Este ritual, para além de ajudar a criança a sentir-se mais relaxada, irá promover também os laços entre pais e filho, através do toque e dos cuidados prestados pelas figuras cuidadoras.

  1. Defina um ritual à hora de deitar

Ao deitar poderá definir um ritual de embalar, cantar, ler uma história, ou dar-lhe um objeto de conforto. Quando despertar, ajude a criança a encontrar o seu objeto de conforto, faça-lhe umas caricias e embale-a, o importante é que de forma progressiva, esta se consiga autorregular sozinha.

  1. Não substitua um mau hábito por outro

Não promova um mau hábito ao deitar, como por exemplo, dar-lhe um biberão para adormecer. Se uma criança adormece tendo como última recordação beber leite pelo biberão, ficará condicionada a depender de um biberão para voltar a adormecer quando acorda a meio da noite.

  1. Evite colocar a criança a dormir na cama dos pais

A partir dos 3 ou 4 meses é apropriado tirar a criança do quarto dos pais e passá-la para o seu. Ainda assim, vai muito a tempo de o fazer, se optar pelos 6 meses de idade. Evite sempre que a criança durma na cama dos pais, pois para além da interferência na rotina do casal, tal inviabiliza a independência da criança. É preferível que os pais fiquem junto da criança até esta adormecer, regressando posteriormente ao seu quarto.

  1. E se a criança chorar a meio da noite?

É importante que a criança aprenda que é hora de dormir, e que deve fazê-lo sozinha. Quando a criança chorar, os pais devem dirigir-se ao seu quarto para a acalmar. No entanto, não se apresse a socorrer a criança de cada vez que ela chorar. Em vez disso, aumente progressivamente os intervalos de tempo em que se dirige ao quarto do seu filho. Se a criança se levanta e vai para a cama dos pais, deve ser levada de volta para o seu quarto e estar com ela o tempo suficiente para lhe explicar que tem de dormir na sua cama.

  1. Esteja atento(a) a alterações nas rotinas de sono do seu(sua) filho(a) e eventuais perturbações do sono que possam surgir

Até aos 5 anos de idade é esperado que as crianças desenvolvam rotinas elaboradas para adiar o sono, são mais suscetíveis de querer uma luz acesa e de dormir com  o brinquedo ou o cobertor preferido. Estes objetos, designados por objetos transicionais em Psicologia, ajudam a criança a passar da dependência que caracteriza a criança para a independência que caracteriza a criança mais velha. Caso a criança apresente outros comportamentos menos normativos, tais como, oposição ao deitar, fobia ao deitar, insónias ou terrores noturnos, estes poderão ser sinais de que algo não está bem.

  1. Procure ajuda profissional

Se o seu(sua) filho(a) apresenta dificuldades ou perturbações ao nível do sono que estão a interferir significativamente no seu bem estar físico e emocional, se já tentou alterar rotinas e implementar estratégias diferentes e, ainda assim, o seu sono não melhorou, o mais indicado será procurar a ajuda de profissionais como o pediatra ou o psicólogo infantil, que o(a) ajudarão a perceber o que se passa e como melhorar o sono do(a) seu(sua) filho(a)…e dos pais.

Por Carla Pereira e Sandra Alves, psicólogas

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Verdade, mentira ou imaginação?

“A mãe disse que vai comprar um mano para pôr na barriga. Depois eu vou pegar nele e brincar, tomar conta!.”

Como foi que disse? Não, a mãe não proferiu tal coisa. E posso garantir isso porque a mãe sou eu e desta boca jamais sairia tal coisa.

Pois é, mas quem assistiu à conversa não o sabe e olhou-me em pânico: que mãe é esta que diz este tipo de coisas à criança? Pois é, sou mãe de uma criança de dois anos, quase três. Como uma imaginação do tamanho do seu coração, ou seja, enorme.

Lembro-me de a minha mãe contar que passei por uma fase destas, mas um pouco mais crescida. Quando ela me perguntava sobre o meu dia dizia coisas como “foi lá um elefante azul à escola e tocou viola” e coisas do género.

Como se já fizéssemos pouco, ainda temos de saber distinguir a verdade da imaginação e, mais importante ainda, da mentira.

Percebi que se desse por uma ferida nova e perguntasse por ela a Mariana demorava uns segundos a dar-me um culpado. Foi o David. Foi o Matias. Foi a Bia. Era sempre alguém, nunca tinha sido ela que tinha caído, tropeçado, ou algo do género. Outro pai qualquer poderia ter começado a fazer contas à vida e ficado preocupado, afinal todos os dias havia alguém a maltratar a minha filha. E havia: ela própria, com a sua energia inesgotável, com a sua vontade de trepar a tudo, de não parar quieta. Claro que há dias em que alguém a arranhou, mordeu, puxou os cabelos, deu um pontapé. Infelizmente uns dias é ela quem recebe, nos outros dá. Tento corrigir o comportamento, explicar que não se faz, ensinar estratégias para quando lhe batem e para quando tem vontade de bater. Mas o cérebro dela ainda está a desenvolver-se e temos de dar um desconto. Eles acabarão por conseguir lidar uns com os outros e com as frustrações comunicando sem força física.

Depois há aquelas que os ingleses chamam de white lies, as mentirinhas sem grande importância e que detecto em meio segundo, quando lhe pergunto se já fez xixi e me responde que sim, mas com cara de malandra. Sei que daqui para a frente só vai piorar. Vamos passar pela fase do “sim, mãe, já lavei os dentes”, “sim, mãe, estive a tarde toda a estudar”, “sim, mãe, desculpa, tinha o telemóvel sem som quando ligaste”, “sim, mãe, almocei na escola e aquele peixe no forno com batatas assadas estava delicioso”, “sim, mãe, sabes que eu não fumo, o cheiro na minha roupa é delas, que estão sempre a fumar, mas eu odeio”.

Ainda só estou preparada para metade delas, mas tenho tempo quando lá chegar.

Preocupa-me, isso sim, quando não conseguimos distinguir a mentira da imaginação e a tomamos como uma verdade. Devemos confiar nos nossos filhos, mas temos acima de tudo de os conhecer. De reconhecer as suas fragilidades, os seus defeitos, o seu modo de lidar com as coisas.

De os ouvir.

De perguntar até percebermos realmente tudo.

De lhes mostrar que nos podem contar sempre a verdade, por menos boa que ela seja.

Esperar que não se habituem à mentira fácil.

Desejar o melhor.

Sempre.

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Uma criança que mente precisa de ser educada, e não receber menos carinho

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A fase em que os nossos filhos largam as fraldas é, sem dúvida, uma das mais importantes nos primeiros anos de vida. Trata-se de uma grande conquista para a criança, e para os pais, que constatam o desenvolvimento do/a filho/a – para além de dar lugar a uma etapa mais económica tanto no que respeita às finanças como ao tempo que se leva a trocar fraldas.

O desfralde ocorre geralmente por volta dos 2 anos e meio – 3. Por vezes ocorre mais cedo, outras mais tarde.

Habitualmente, o desfralde ocorre em 3 fases: desfralde diurno, desfralde na sesta e desfralde noturno. É uma altura em que precisamos de doses extra de paciência, até chegar o grande momento em que a criança efetivamente não precisa de mais fraldas.

Há que ter em atenção se a criança está preparada para o desfralde, de forma a que não seja um desfralde precoce, que, pode eventualmente levar à enurese – uma perturbação em que a criança faz frequentemente «xixi» na cama, numa altura em que essa questão já deveria estar ultrapassada.

Após detetar sinais que o fazem considerar que a criança está efetivamente pronta para iniciar o desfralde, então torne este processo contínuo e irreversível. Começar o processo e desistir rapidamente porque a criança por vezes não avisa a tempo que precisa de ir ao bacio, ou porque nos dá jeito (e muitas vezes, o facto é que nos dá), não ajuda.

E, se uma criança já deixou definitivamente de usar fraldas, mas por algum motivo atravessa uma fase de enurese (urinar na cama), jamais volte a usar a fralda. Para além de contraproducente, afetaria a auto estima da criança.

Esta fase será mais eficiente se resultar de uma parceria entre pais, avós/família, e educadoras. Se a ida ao bacio for semelhante em qualquer dos locais (casa/creche), será mais fácil para a criança.

Ajuda muito se encarar o desfralde tal e qual o que é: uma fase. Por isso, em vez de se irritar com os acidentes frequentes na roupa e na casa (irritação que a criança inevitavelmente sente) torne a sua vida mais fácil minimizando o cansaço e o desgaste. Comece por arranjar um bacio ou um redutor para a sanita, remova os tapetes de casa, peça colaboração às educadoras, observe a criança para captar mais sinais para a poder apoiar.

Outras estratégias que podem facilitar esta fase:

  • perguntar de 20 em 20 minutos se a criança precisa de ir ao bacio/casa-de-banho
  • diminuir a ingestão de líquidos antes de dormir
  • adquirir um resguardo para a cama.
  • usar cuecas de treino – um híbrido entre a fralda e a cueca (são menos absorventes e vestem-se como cuecas, não existem velcros). Padrões divertidos serão um bom estímulo.
  • usar um tapete impermeável, fácil de limpar. Se for fácil de transportar ainda melhor, porque pode levar para a praia ou para um jardim
  • fazer do momento do bacio uma brincadeira, um momento lúdico, tranquilo
  • fazer «xixi» antes de ir para a cama
  • usar uma capa impermeável que proteja a cadeirinha auto ou de comer.
  • nunca envergonhar a criança
  • quando há crianças próximas mais crescidas (por exemplo primos) pode pedir-lhes que mostrem ao pequeno como fazem
  • se a criança tem algum boneco com que dorme, este pode ser um bom aliado. Peça ao boneco, diante da criança, que avise a criança (baixinho, durante a noite) quando precisar de acordar para ir ao bacio. Isto cria na mente da criança um alerta subtil para estar atenta à vontade de urinar durante o sono.

Quanto à tendência que temos para fazer uma “festa” quando a criança consegue utilizar o bacio a tempo, para que a criança se sinta recompensada, há que ter em conta, por outro lado, o cuidado necessário para que a criança não se sinta frustrada quando não conseguir.

Dê liberdade à criança para que ela «erre». Como é que a criança pode perceber as suas necessidades fisiológicas sem que as veja, que as sinta? Já todos passámos por isto ?

E haverá melhor altura do ano para se iniciar o desfralde do que o Verão?

imagem@bonpic

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Monumentos e museus gratuitos em Portugal.

Muita gente ainda não sabe que há uma grande lista de Monumentos e museus gratuitos em Portugal.

Aqui podes conhecer salas de palácios e mosteiros, podes visitar museus e até realizar algumas atividades infantis, sem pagar entrada.

Já não há desculpa para não levar os miúdos frequentemente a estes locais, onde podem desenvolver não só os seus conhecimentos, como a sua criatividade.

Vem conhecer o interior dos monumentos que fazem a história destas cidades, vem ver as exposições permanentes escondidas nos museus. Vem conhecer, explorar, percorrer! Vem!

Deixamos a lista dos espaços que abrem as portas para poderes organizar-te!

Monumentos e museus gratuitos em Portugal. Lista completa

ALCOBAÇA

Mosteiro de Alcobaça

BATALHA

Mosteiro da Batalha

CONDEIXA-A-NOVA

Museu Monográfico de Conímbriga

COIMBRA

Museu Nacional Machado de Castro

LISBOA

MAAT Museu Arte Arqueologia Tecnologia  (No 1º Domingo de cada mês)

Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

Mosteiro dos Jerónimos

Museu Calouste Gulbenkian (Todos os domingos a partir das 14h)

Museu Coleção Berardo (Todos os sábados)

Museu de Arte Popular

Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea

Museu da Eletricidade (Sempre Gratuito)

Museu de Lisboa (Todos os domingos até às 13h)

Museu da Marioneta, (Domingos de manhã)

Museu da Marinha (No 1º Domingo de cada mês)

Museu do Dinheiro (Quarta a sábados das 10h às 18h)

Museu do Oriente (Sextas das 18h às 22h)

Museu da Música

Museu Nacional de Arqueologia

Museu Nacional de Arte Antiga

Museu Nacional de Etnologia

Museu Nacional do Azulejo

Museu Nacional do Teatro e da Dança

Museu Nacional do Traje

Museu Nacional dos Coches

Palácio Nacional da Ajuda

Panteão Nacional

Torre de Belém

MAFRA

Palácio Nacional de Mafra

PORTO

Museu de Serralves (Todos os domingos de manhã)

Museu Nacional Soares dos Reis

TOMAR

Convento de Cristo

VILA DO CONDE

Casa de José Régio (Domingos e feriados das 10h às 13h)

VISEU

Museu Grão Vasco

Para mais informações, horários e preçário dos restantes dias consultar aqui

Aconselhamos a que verifiques no site ou por telefone se o museu/monumento se encontra aberto e a oferta  a decorrer. Alguns museus/monumentos podem estar fechados para obras remodelação.

A notícia saiu ontem , na visão. Replicamos abaixo.

Museus gratuitos aos domingos e feriados a partir do próximo dia 2 de julho. Válido para cidadãos residentes no território nacional. Turistas vão continuar a pagar

“A gratuitidade nos museus começa no primeiro domingo de julho [dia 02], todos os domingos do calendário”, revelou o ministro Luís Filipe Castro Mendes numa audição na comissão parlamentar de Cultura.

De acordo com o governante, trata-se de uma “medida emblemática para os portugueses conhecerem mais e melhor os museus”.

Em novembro do ano passado, foi aprovada na Assembleia da República, na especialidade, uma proposta do PCP de alteração da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017, que determinava a reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais, nos domingos e feriados, até às 14:00, para todos os cidadãos residentes em território nacional.

Em janeiro, em declarações à Lusa, Luís Filipe Castro Mendes tinha garantido que a lei seria aplicada “com certeza” este ano.

“É difícil aplicar a lei, na medida em que há uma diretiva europeia que não permite o que está previsto na lei [aprovada no ano passado, no parlamento], que é restringir aos residentes em Portugal essa gratuitidade”, comentou na altura.

O ministro acrescentou, ainda em janeiro: “Mas nós vamos trabalhar no sentido de conseguir cumprir a lei, que é a nossa obrigação, com responsabilidade, considerando todas as contingências e circunstâncias que rodeiam essa aplicação”. Fonte Visão

Conhecer as emoções no comportamento das crianças

A infância é o período do desenvolvimento no qual ocorrem mudanças rápidas e importantes. Com o crescimento emerge a necessidade da criança em descobrir o mundo à sua volta. Este é um movimento de exploração que quando apoiado pelos adultos cria confiança e é responsável pelo comportamento nas relações sociais.

É comum que a criança apresente comportamentos de oposição, faça birras e diga “não vou”, “não faço”, “não quero”. Esta é uma fase em que está a explorar o mundo e a descobrir os limites. O papel dos pais passa por mostrar que se preocupam com ela e ajudá-la a saber até onde pode ir, porque as regras e os limites são laços de afeto e proteção. A consistência das respostas e a disponibilidade para ensinar a criança a gerir as contrariedades vão facilitar a aprendizagem da expressão das emoções nas situações de frustração e a resolvê-las da melhor forma.

O conhecimento emocional é fundamental para o ajustamento da criança, favorecendo a construção das relações sociais positivas, sucesso escolar, controlo dos impulsos e autoconfiança. As crianças emocionalmente competentes são capazes de regular adequadamente as emoções, possuem mais recursos e estão mais aptas a resolver problemas e a lidar com os acontecimentos da vida mais stressantes.

Cada emoção tem uma função diferente no desenvolvimento favorecendo a adaptação da criança aos diversos contextos: o medo ajuda a regular ações impulsivas; a vergonha facilita o ajustamento social; o prazer promove o estabelecimento e manutenção das relações interpessoais adequadas; a culpa promove o sentido de responsabilidade e expressão do comportamento empático; a raiva permite mobilizar estratégias de confronto.

As emoções têm um papel importantíssimo no ajustamento psicológico e social, e contribuem tanto para a sua adequação como para o seu desajustamento.

No caso de inadaptação (ex. perturbação do comportamento) poderá haver um comprometimento do desenvolvimento normal da criança, nomeadamente ao nível social e das relações com os pares pela dificuldade que têm em desempenhar o comportamento previsto pelas normas sociais. Podem revelar enviesamentos no processamento e na avaliação dos estímulos que desencadeiam as emoções, uma menor compreensão e conhecimento sobre as mesmas, ou mesmo problemas na avaliação de consequências de uma determinada forma de expressão emocional. É por isso, comum, que estas crianças recorram a estratégias agressivas de resolução de problemas e que as considerem adequadas.

O prejuízo destes comportamentos pode ser elevado, incluindo envolvimentos em atos de violência, dificuldade na manutenção de vínculos afetivos e sociais, e dependência de drogas.

Como ajudar:

  • Ajudar a compreender o que sente, o que deseja e como conseguir. Quando sente algo negativo, explicar que é natural e procurar uma solução construtiva;
  • Ajudar a acalmar-se em situações de tensão (respirar fundo, pensar em coisas positivas). Elogiar sempre que demonstre capacidade de autorregulação;
  • Utilizar a linguagem dos sentimentos “Estou orgulhoso de ti”, “Estás triste porque não podes jogar Tablet”;
  • Centrar-se nos sentimentos positivos embora falar igualmente sobre os negativos.
  • Falar com a criança sobre as emoções – favorece a aprendizagem na expressão dos sentimentos e na regulação das emoções;
  • Evitar dizer “Não fiques triste” – A criança tem o direito a ficar triste, deve sentir e aprender a regular esta emoção para que se possa adaptar.
  • Nomear as emoções, encorajando a criança falar – Sem a julgar ou criticar, deve ouvir a sua experiência. Pode relacioná-la com situações passadas vivenciadas pelo adulto, descrevendo os seus sentimentos e como procedeu.
  • É importante ensinar as crianças a controlarem os seus comportamentos e pensamentos e a falarem sobre os sentimentos. A capacidade de falar sobre o que sente ajuda a criança na regulação das emoções e dos comportamentos negativos, favorecendo a expressão de sentimentos e a troca de afetos.
  • Após uma situação de conflito, a criança apresenta uma desregulação emocional elevada. Por isso é importante que os pais apenas nomeiem a emoção e deem espaço à criança para se acalmar. “O que sentes agora é raiva. Falamos mais tarde”.

Crianças irritadas que não recebem orientação emocional tornam-se adultos agressivos e com raiva. Os pais devem reconhecer e lidar com a raiva dos seus filhos, ser empáticos, mas não tolerantes. A um ritmo adequado para a criança, devem começar a colocar o que a criança sente em palavras e orientá-la de forma construtiva, dando-lhe oportunidade de se acalmar.~

Sugestões:

  • Imagens retiradas de livros/revistas com expressões faciais (tristeza, alegria…) – Nomear cada emoção, “O que ele/ela está a sentir?”, “Como é que tu sabes que está triste/feliz…?”, “Como é que as pessoas mostram que estão tristes/felizes…?
  • Leitura de um livro infantil, explorar com as crianças as emoções das personagens de acordo com as imagens. Explorar emoções alternativas – “Que outra emoção poderia ter sentido nesta situação?” – Ajudar a desenvolver a compreensão das causas das emoções dos personagens.
  • Refletir 5min. Sobre o que pode fazer para ajudar o seu filho quando sente/expressa tristeza, raiva, medo.

Ana Filipa Ricardo, psicóloga

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