Cada vez há mais informação acerca da toxoplasmose e o que ela implica contudo ainda há tantas dúvidas e mal-entendidos nesta temática.

A toxoplasmose é uma doença congénita que pode trazer problemas de saúde para o bebé se a mãe for infectada pela primeira por este parasita quando está grávida.

Neste post quero esclarecer todas as dúvidas falando para isso do ciclo de vida do parasita toxoplasma gondii.

Como se transmite?

A toxoplasmose pode ocorrer em diversos mamíferos que ingiram carne crua, especialmente através da caça que esteja infectada com o protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este parasita unicelular tem um ciclo de vida um pouco complicado. Mas sabe-se que tem de passar por um hospedeiro intermediário e por um definitivo, que é sempre o gato e não o cão. Normalmente os felinos não exibem sintomas de toxoplasmose.

O ser humano serve de hospedeiro intermediário. Nele o parasita enquista nos músculos ou noutras partes do organismo. Mas esta infecção é geralmente sem sintomas. Muitas pessoas podem contrair toxoplasmose e não se aperceberem disso, mas caso tenham sintomas estes podem ser febre baixa, dores musculares, aumento do volume dos gânglios linfáticos, perda de apetite e dores de garganta. Nada de grave e que facilmente passa despercebido.

Uma vez exposto à doença, o ser humano desenvolve imunidade contra o parasita e raramente torna a adoecer com toxoplasmose. Isto é confirmado através de uma análise sanguínea que revelará se a pessoa é imune ou não.

Os gatos e as grávidas

Agora vamos aqui reflectir um pouco. Se vocês tiverem um gato já há algum tempo, que vive exclusivamente dentro de casa, e que jamais come carne crua, você não está em risco. De facto está cientificamente provado, que manusear carne crua ou trabalhar em jardinagem sem luvas é mais arriscado do mexer no seu gato.

Os gatos contraem toxoplasmose ao comer carne crua ou caça (por ex. ratos) que contenha algum dos 3 estados infectantes deste parasita. Neste caso os gatos excretarão pelas fezes oocistos infectantes de 3 a 10 dias após a ingestão de tecidos infectados. Esta excreção pode durar até 14 dias após a 1ª exposição do gato ao parasita. Mas depois deste período é raro que o gato possa de novo excretar pois, tal como nos humanos, o gato desenvolve imunidade contra o toxoplasma. Os oocistos excretados nas fezes transformam-se em infectantes apenas 1 a 4 dias após a excreção, e podem permanecer assim no meio ambiente por vários meses. Se tiver que limpar as areias dos gatos e usar luvas o risco de contrair toxoplasmose é mínimo.

Como minimizar o risco?

Existem muitas maneiras de minimizar o risco do gato contrair toxoplasmose. Mantenha o seu gato exclusivamente dentro de casa. Não permita que ele consuma o que caça nem lhe forneça carne crua. Alimente-o com rações comerciais apropriadas. Mesmo que o gato tenha acesso ao exterior isso não é razão de alarme. Deve deixar para outra pessoa a mudança das areias ou então fazê-lo de luvas e lavar sempre muito bem as mãos em todas as situações. É importante também não ter o hábito de levar as mãos à sua boca ou roer as unhas.

No meu caso, por exemplo, tenho quatro gatos e não sou imune à toxoplasmose. Os meus gatos têm acesso a toda a casa e dois deles vieram da rua. Contudo, os cuidados que tive durante a gravidez foram os que falei aqui e tudo correu bem. Mas sobre os cuidados mais específicos a adoptar pelas mães não imunes falarei mais à frente.

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A propósito desde meu artigo sobre a Rubéola uma mãe questionou-me relativamente ao seu caso em particular, pois descobriu que não estava imune à rubéola e estava grávida. Para saberem mais sobre esta patologia podem ler o artigo. A questão é? Deve ou não a grávida ser vacinada? Embora existam várias maneiras de pensar e também porque cada caso é um caso gostava na mesma de esclarecer sobre esta temática explicando alguns conceitos.

Imunidade

Primeiro de tudo convém entendermos o que é a imunidade e que influência tem na nossa gravidez.

Tipos de vacinas

Alguns exemplos de tipos de vacinas pois elas não são todas iguais nem na sua forma de actuação nem na composição.

Vacinas atenuadas

 O Microrganismo (bactéria ou vírus vivos), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo assim o seu poder infeccioso. Como exemplo deste tipo de vacina existe a vacina contra rubéola, BCG, varicela, etc.


Vacinas inativadas

Os microrganismos são mortos por agentes químicos ou físicos. A grande vantagem das vacinas inativadas é a total ausência de poder infeccioso do agente, mantendo as suas características imunológicas. Ou seja, estas vacinas não provocam a doença, mas têm a capacidade de induzir proteção (estimular produção de anticorpos) contra essa mesma doença.
 Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a necessidade de administrar várias doses de reforço.
Alguns exemplos das inativadas são hepatite A, hepatite B, influenza e HPV.

Vacinas conjugadas

As vacinas conjugadas são produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias chamadas encapsuladas (que possuem capa protetora composta por polissacarídeos, substâncias parecidas com açúcares).
Exemplo: vacina pneumocócica 23 (protege contra 23 tipos de pneumonia).

Vacinas na gravidez

Muito se tem falado sobre as vacinas na gravidez. As vacinas são diferentes entre si nas suas composições e origens como vimos atrás.
Na gravidez, como a vacinação pode afetar o bebé o risco tem que ser muito bem medido. Pois também há risco da mãe contrair a doença e aí ainda será mais prejudicial para o bebé. Para isso deverá falar com o seu médico e saber qual a opinião dele neste caso.

CASO DA RUBÉOLA

  • A vacina contra rubéola é composta de vírus vivo atenuado, e portanto, é contra-indicada na gravidez.
  • Toda a mulher em idade fértil deve realizar uma colheita de sangue para saber o seu estado imunológico contra rubéola. Naquelas com resultado negativo (IgG negativo), deve-se aplicar a vacina e depois aí aguardar uns meses para ter a certeza que fica imunizada.
  • Uma única dose da vacina contra rubéola é eficaz para criar imunização permanente em mais de 95% dos casos.
  • A presença do vírus causador da rubéola na mulher que pretende engravidar ou grávida aumenta o risco de ocorrer um aborto espontâneo ou causar alterações ao feto.
  • Não há problemas em receber a vacina durante a amamentação. Também não há problema em ser revacinada.

O QUE REPRESENTAM AS IGG E AS IGM?

IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) são anticorpos que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de micro-organismo invasor.

A diferença entre eles é que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, enquanto que o IgG, que também surge na fase aguda, é mais específico e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.

Quando pesquisamos IgG e IgM temos o objectivo de detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus:

  • IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou vacina) e está susceptível a ter a doença, ou seja, se estiver em contacto com o microorganismo poderá ficar doente.
  • IgG negativo e IgM positivo: infecção aguda (dias, semanas), ou seja, esteve em contacto com a doença há pouco tempo e ainda está a reagir.
  • IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses), ou seja, esteve há poucas semanas em contacto com a doença e já está a criar defesas.
  • IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga (meses ou anos) ou sucesso da vacina, ou seja, o seu corpo quando estiver em contacto de novo com a doença tem agentes que reconhecem e que a vão eliminar rapidamente.

Concluindo, o exame sorológico da rubéola é feito durante a gravidez e tem com objectivo detectar a presença de anticorpos contra a rubéola na corrente sanguínea (anticorpos IgG e IgM). A presença de anticorpos pode revelar se a mulher é imune ou entrou em contato com o vírus da rubéola recentemente. Para assim fazer um despiste e actuar em conformidade com os resultados obtidos.

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Cerca de 1 em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita

INVESTIGADORES ESTUDAM EFICÁCIA DA ADMINISTRAÇÃO DE CÉLULAS ESTAMINAIS A CRIANÇAS COM CARDIOPATIA CONGÉNITA

Está a decorrer nos EUA um ensaio clínico que pretende determinar se a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical poderá ser útil no tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo. O procedimento envolve a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical da criança, recolhidas à nascença, para posterior aplicação direta no músculo cardíaco.

O atual tratamento desta patologia envolve três cirurgias efetuadas durantes os primeiros 3 anos de vida da criança. A primeira cirurgia é realizada logo nos primeiros dias de vida, a segunda após 6 meses e a terceira aos 3 anos de idade. Contudo, estas crianças apresentam, mesmo assim, uma grande probabilidade de virem a sofrer de insuficiência cardíaca e de necessitarem de um transplante de coração ainda antes de atingirem a idade adulta.

“A hipótese que sustenta esta nova abordagem é simples: as células estaminais poderão estimular a formação de novas fibras musculares cardíacas, de forma a fortalecer o ventrículo direito, para que este consiga bombear mais sangue. Desta forma, talvez seja possível adiar, ou até prevenir, a insuficiência cardíaca que se observa a partir da adolescência nestes doentes e que os coloca em risco para transplante cardíaco” refere Bruna Moreia, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

O consórcio responsável por este estudo inovador é composto por quatro centros hospitalares dos EUA que acompanham crianças com esta cardiopatia. No âmbito deste ensaio clínico, os investigadores responsáveis planeiam administrar células estaminais de sangue do cordão umbilical autólogo, ou seja, do próprio doente, a 20 crianças com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo. Todas as crianças incluídas no estudo serão seguidas durante um longo período, para que os médicos possam avaliar se o tratamento consegue efetivamente fortalecer o seu coração.

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congénita muito rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra severamente subdesenvolvido. Caso não seja corrigido através da cirurgia, este problema é fatal, pois o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. Atualmente, cerca de um em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita, embora, em muitos casos, seja já possível diagnosticar cardiopatias congénitas antes do nascimento e preparar o plano de tratamentos e acompanhamento indispensáveis para melhorar a esperança de vida destas crianças.

Artigo enviado por Crioestaminal

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15 DE FEVEREIRO É DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE ANGELMAN

Da iniciativa de um grupo de associações de pais de todo o mundo surgiu a ideia de se criar um Dia Internacional dedicado à Síndrome de Angelman, atualmente celebrado em mais de 40 países. O dia escolhido foi 15 de fevereiro: 15 pois é o cromossoma afectado na SA e fevereiro por ser o mês Internacional das Doenças Raras. A ANGEL associou-se mais uma vez a esta iniciativa, promovendo uma campanha de anúncios de imprensa para sensibilização desta patologia, para que haja um diagnóstico mais célere e, por consequência, uma abordagem de tratamento correta e mais imediata de cada caso.

Sabe o que é a Síndrome de Angelman?

Descoberta em meados da década de 60 pelo médico Harry Angelman, esta síndrome é causada, na maioria dos casos, pela ausência ou imperfeição do cromossoma 15 herdado da mãe. A doença manifesta-se por volta do sexto mês de vida, ao verificar-se nas crianças um atraso severo no desenvolvimento psicomotor, dificuldade na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e sorriso frequente, razão pela qual os portadores são conhecidos como “anjos”.

Em Portugal existem cerca de 60 casos referenciados mas estima-se que sejam cerca de 200, por dificuldades de diagnóstico.

Este é um dos principais objetivos da ANGEL – Associação Síndrome de Angelman Portugal, constituída em 2012 por um grupo de pais de portadores de SA, que sentiram a necessidade de reunir esforços para oferecerem uma vida melhor aos seus filhos.

Principais Sintomas

  • Severo atraso do desenvolvimento
  • Incapacidade de falar, com nenhum ou quase nenhum uso de palavras
  • A criança comunica mais pela capacidade compreensão de seus atos do que pela expressão verbal
  • Problemas de movimento e equilíbrio
  • Crises convulsivas
  • Incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários ao andar e/ou movimento trêmulo dos membros
  • Frequente combinação de riso e sorriso, com uma aparência feliz – embora este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora
  • Personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotricidade e incapacidade de manter a atenção
  • Atração/fascínio pela água (by wikipedia)

No ano passado a Associação lançou um livro infantil que retrata a Síndrome de Angelman a partir dos olhos de um menino que conhece um “anjo” pela primeira vez.

Pode ser encomendado por qualquer pessoa através do link https://pt.surveymonkey.com/r/XYN8ZGB.

JÁ É POSSÍVEL APOIAR A ANGEL ATRAVÉS DA REDE MULTIBANCO

Desde o dia 1 de fevereiro, a ANGEL passou a ser uma das instituições beneficiárias do serviço Ser Solidário da SIBS. Com este serviço, qualquer cidadão detentor de um cartão bancário pode transferir donativos de forma totalmente gratuita, fiável e segura para apoiar a missão da ANGEL, através das 12 mil caixas automáticas da rede Multibanco. Basta selecionar a opção Transferências, seguida da opção Ser Solidário e finalmente selecionar a ANGEL. Os donativos são elegíveis para dedução fiscal, usando como comprovativo o recibo impresso no Multibanco, com o NIF inserido pelo utilizador.

síndrome de angelman

Saiba mais em www.angel.pt e no facebook e instagram

 

Umas das das primeiras funções que o bebé apresenta é a capacidade de sugar tanto na mama como na tetina, no dedo ou na chucha, a sucção é um reflexo inato e está presente desde a vida intrauterina. É através dela que a criança tem os primeiros contactos com o mundo exterior, satisfazendo, além da nutrição, as suas necessidades afetivas, ajudando o bebé a acalmar-se e promovendo o seu desenvolvimento emocional. Para além disso, é também através do movimento de sucção que o bebé desenvolve os músculos orais, e que ajuda o crescimento da face.

É importante referir que quando o bebé suga na mama esta molda-se naturalmente à boca do bebé e quando suga na tetina é a boca do bebé que terá de se adaptar a esta. Se optar pelo uso de chucha convém saber que para cada faixa etária existe um tamanho recomendado, que deverá corresponder ao tamanho da boca da criança.

O aleitamento natural é a forma mais eficiente para proporcionar a plena satisfação da criança, funcionando como um factor de proteção, uma vez que o bebé sentirá uma menor necessidade de chuchar, no biberão, chucha ou dedo, para além de que também possibilita um adequado desenvolvimento da mastigação, respiração, deglutição e fala.

O uso prolongado da chucha, do biberão ou chuchar no dedo podem trazer alterações no crescimento facial, na arcada dentária e na mobilidade dos lábios ou da língua, necessária para a produção de fala. Além disso, podem ainda alterar a forma como a criança respira, mastiga, engole ou respira.

Existe então uma altura certa tanto para tirar a chucha e o biberão para evitar risco de prejudicar o desenvolvimento normal da criança.

O biberão poderá ser retirado por volta do oito ou nove meses de idade, que é quando começam a aparecer os dentes de leite. Como alternativa ao biberão pode ser utilizado o copo com bico, caneca ou a colher.

Já a melhor altura para a retirada da chucha é entre os dois anos e meio e os três anos fase em que normalmente as crianças abandonam a necessidade de sucção e completam a dentição de leite.

Quando esses hábitos persistem após a idade recomendada, principalmente depois da erupção dos dentes maior será o risco de alterações como:

  • Alterações dentárias (mordida aberta anterior, mordida cruzada, espaço entre os dentes, etc.)
  • Alterações no desenvolvimento craniofacial (reduzido desenvolvimento da mandibula, palato alto e esteito)
  • Alterações das funções estomatognáticas (alterações na mastigação, fala, deglutição e respiração)
  • Alterações na musculatura da língua, lábios e bochechas;
  • Maior probabilidade de desenvolvimento de otites médias.

Estas alterações irão depender das características faciais da criança, da frequência, duração e intensidade com que chucha.

Estratégias para prevenir o uso prolongado da chucha ou chuchar no dedo:

– Definir horários e critérios de utilização da chucha: até aos 6 meses pode utilizar a chucha de forma continua, mas depois dessa idade só pode usar para dormir ou para acalmar.

–  Substituir o hábito de chuchar no dedo por mordedores  ou a chucha até aos 18 meses.

– Durante a noite os pais podem estar atentos e ir tirando o dedo da boca ou dar um boneco para a mão.

– Ocupar as mãos da criança com jogos ou brinquedos sempre que leve o dedo à boca, para a distrair.

 

Marta Nunes, Terapeuta da Fala

 

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Chuchas, sim ou nunca?

 

 

Com tanto vai-e-vem entre escolas e casa, actividades e festas, supermercado e clinica, reparei que o jantar é saudável, o almoço talvez (é o que há na escola) e os lanchinhos são quase perfeitos. E as crianças continuam meio ranhosas, meio sonolentas, meio estafadas – o que lhes falta?

E pronto… ninguém as educou a respirar bem! Suave, lenta e apenas pelo nariz.

Será inata a respiração nasal?

É, é mesmo, mas perde-se nesta vida por hábitos da nossa sociedade. A criança nasce a respirar pelo nariz e a boca nem sabe que também pode respirar.

Ao respirar pela boca começam os problemas. Nariz entupido, garganta inflamada, adenóides a crescer, estados febris a aparecer, ouvidos a bloquear, coluna a entortar, olheiras a aparecer, bocas a estreitar, baba a escorrer, ‘xixis’ na cama sem parar, ‘excitex’ a engradecer, concentração a decrescer, medicamentos a encarecer, pele atópica a alastrar, asma a alarmar, e o ressonar?

Se houvesse solução?

Claro, passa por treino e muita dedicação.

Já observaram a posição da criança e de muitos adultos em frente da televisão?

E a comer? Durante as refeições por incoordenação respiratória abrem a boca para inspirar…

A tempo estamos todos – pais e filhos a fazerem jogos juntos e rapidamente melhoram a condição respiratória.
A maioria das doenças desta sociedade deve-se aos maus hábitos criados com o lema da evolução.  Não falo apenas da vida sedentária. A alimentação se fosse mais vigorosa e a mastigação não fosse constantemente adiada as crianças seriam mais saudáveis.

As funções dentárias devem ser estimuladas para que os maxilares cresçam. A boca cresce e a língua terá ‘espaço’, os dentes crescem em boa posição e os músculos crescem em boa função. Se as funções estiverem em equilíbrio existirá saúde e não serão necessárias compensações ou adaptações esqueléticas ou musculares – isto é, nem dentes tortos nem respiração oral.

A avaliação interdisciplinar é fundamental e quando o pediatra, otorrino, terapeuta da fala, fisioterapeuta, ortopedista e o médico dentista têm coordenação no diagnóstico e plano de tratamento a criança será a beneficiada.

Sem tratamentos invasivos ou dolorosos, sem protelar anos a fio o problema, cada vez mais a intervenção precoce é procurada pelos Pais.

Como os tratamentos alternativos são cada vez mais procurados surgiu a necessidade de editar em Portugal o Manual ADENOIDES SEM CIRURGIA – uma ajuda eficaz e duradora para qualquer criança ou adulto com problemas respiratórios sejam eles crónicos ou não. Respirar para curar através do Método Buteyko é utilizado desde a década de 50 na Rússia e chegou a Portugal em 2015.

Vamos em breve lançar o primeiro workshop para Pais e iremos durante esta época promover o Manual com ofertas. Estejam atentos!

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Síndrome de Smith-magenis (doença rara)

Existem muitas doenças raras, esta é uma delas, quais os sintomas?

Estima-se que em Portugal 6% da população sofra de uma doença rara. Por vezes estas doenças não são logo diagnosticadas. São precisos vários testes genéticos.

Estima-se que existam entre 5.000 e 8.000 doenças raras diferentes, sendo que semanalmente são identificadas 5 novas doenças raras.

Neste artigo vou-me focar apenas numa dessas doenças que ainda é muito pouco conhecida em Portugal. Contudo esta doença já tem em Portugal vários casos relatados.

A síndrome de Smith-magenis tem uma prevalência estimada de 1/15,000–25,000, no entanto está provavelmente sub-diagnosticada. Ou seja acredita-se que existem muitos mais indivíduos com esta patologia mas a qual ainda não lhes foi diagnostica.

Características

síndrome de Smith-magenis é uma doença genética no cromossoma 17. Nesta síndrome ocorrem alterações do sistema nervoso central e periférico, distúrbios de comportamento e alterações do ciclo circadiano (sono-vigília) devido à inversão no padrão de secreção da melatonina.

Esta síndrome é complexa e caracterizada por um défice cognitivo de grau variável, distúrbios do sono, anomalias craniofaciais e esqueléticas, anomalias dentárias, alterações psiquiátricas e atraso no desenvolvimento motor e da fala. A surdez está diagnostica em mais de 60% desta população.

Diagnóstico

O diagnóstico passa por testes genéticos. São realizados por MLPA, o qual possibilita detetar deleção ou duplicação da região 17p11, que inclui o gene RAI1. A sensibilidade do teste é de cerca de 90%. Este teste inclui, além da análise da região do cromossomo 17, outras regiões cromossómicas associadas a diferentes síndromes genéticas.

Genética

Embora esta patologia seja causada por uma deleção de material genético, geralmente não se transmite para familiares. Na maioria dos casos, a supressão ocorre acidentalmente numa criança ao longo do tempo ou mesmo quando é concebida. Esta alteração cromossómica não é herdada a partir de qualquer um dos progenitores. Por esta razão, pode-se dizer que a Síndrome de Smith-magenis é claramente genético, mas geralmente não familiar.

O risco de irmãos sofrerem da mesma patologia depende dos resultados da análise cromossómica parental. Se os cromossomas paternos forem normais, os riscos para gestações subsequentes são extremamente baixos. Contudo é aconselhável às famílias serem seguidas por um especialista na área da genética.

Apoio para pais e familiares

Em Portugal existe a associação raríssimas que alberga apoio a todos os que sofrem de uma doença rara. A raríssimas tem como missão apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com as doenças raras.

Para o apoio específico à síndrome de Smith-magenis, em Portugal, não existe nenhuma associação em particular. Mas podem sempre seguir por esta página http://www.prisms.org/ que é específica para esta doença e que ajuda em muitos aspetos os cuidadores.

 

A – Acordar cedo e cedo acalmar, antes da cama abraçar.

O ditado popular que aqui altero, faz todo o sentido. O sono está a ser maltratado por muitos lares em todo o país. Sabemos que a “higiene do sono” é fundamental. E todos os dias nos defrontamos com crianças com marcas de noites mal dormidas.

As famílias devem refletir:

  • Porque nos deitamos cada vez mais tarde?
  • Porque não retiramos (ganhamos!) dez ou quinze minutos antes das crianças se deitarem para podermos estar com eles de corpo e alma?
  • Porque há televisões ligadas até tão tarde?

Fica o desafio:
Sabemos as cilindradas dos carros, sabemos números de cidadão na ponta da língua.
Qual é o número de horas que o seu filho deve dormir? Devemos saber isso também.

B – Brincar, brincar, brincar…

Em todas as idades brincar é fundamental! Dá saúde, desenvolve, aproxima pais e filhos. Como quase tudo na vida, é simples mas fundamental. E, por vezes, (demasiadas vezes) parecemos desprezar este grande pormenor. Uma criança feliz, uma criança que brinca, fica com o seu sistema imunitário mais poderoso.

Um lar onde se brinca, onde se dá atenção às emoções positivas, os dias passam mais felizes. Um sorriso, uma brincadeira, um momento de atenção, não devem estar condicionados pelos problemas do dia-a-dia!

Questões:

  • Alguém já pagou uma dívida por não brincar com o filho?
  • Algum problema já foi solucionado porque se colocou uma cara de zangado?
  • Alguma vez já se arrependeu por ter tido uma brincadeira com o seu filho?

Fácil é rir quando tudo corre bem. E quem disse que a vida é sempre fácil?

C – Comer com cabeça, cozinhar com coerência.

Cada vez que abrimos uma lata à pressa (a não ser que seja uma de atum em água) corremos o risco de estar a comer mal. Comer bem é fundamental para a concentração, para o desenvolvimento, para ter boas notas, no entanto, precisamos de usar o cérebro na hora de cozinhar.

Muitas vezes, precisamos começar na lista de compras. Retirar algum tempo para pensar na lista, diminui a probabilidade de comprarmos os ingredientes errados.

Falava de coerência na cozinha porque se formos partilhar com amigos o que achamos ser saudável, até costumamos dizer as coisas certas. O problema começa na hora de concretizar. No meio de tanta informação, naturalmente que cada família deve ser capaz de tomar as suas decisões.

 

Notas finais

 

Custa-me que haja escolas com horários terríveis para o ritmo natural das crianças. Como alterar este dado está, mais ou menos, fora do nossa alcance, resta-nos ser determinados na defesa do sono dos nossos filhos. É no sonho, é no sono que se entrelaçam as redes para um dia feliz.  

Não há idade para deixar de brincar. Nunca é tarde para aprender a brincar. Acho inspiradora aquela frase: “Será que a criança que foi teria orgulho do adulto em que se tornou?”

Eu sonho com um mundo onde os pais também debatem qual a lancheira ideal para os filhos levarem para a escola ou qual o jantar saudável e saboroso que criam em menos de 15 minutos.

 

Por Alfredo Leite, para Up To Kids®
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As cardiopatias congénitas são as malformações mais frequentes no recém-nascido.

Cada vez mais cedo são dadas aos Pais informações seguras sobre o decorrer da vida do seu bebé, se está tudo bem, se existem ou não preocupações. Provavelmente as alterações cardíacas e as cerebrais são as que mais assustam os Pais. E hoje em dia, numa gravidez vigiada e com os avanços tecnológicos, é muito raro um bebé com um problema cardíaco importante ter alta da maternidade sem que isso seja descoberto, exceptuando as situações que se manifestam só pelo fim da primeira semana, mas, em geral, estas são de fácil resolução. Quer seja durante a gravidez, quer seja ainda na maternidade, os problemas cardíacos importantes costumam ser diagnosticados.

Quando os Pais recebem esta trágica notícia, é como se desmoronasse toda a estrutura que sonharam à volta do seu bebé, que queriam ver saudável e feliz. É como se um tufão passasse por aquela sala, naquele momento. Sentem-se completamente indefesos, assustados, desorientados.

Durante a gravidez, esta notícia assume aspetos ainda mais trágicos, num clima do desconhecido, da incerteza, do que se não vê, do que não se sabe se causa sofrimento ao bebé ou não. Cabe ao médico estar muito seguro e calmo, fornecer toda informação de que dispõe, sabendo de antemão que os Pais não vão compreender grandes e longas explicações naquele momento. Uma futura avaliação a curto prazo, de preferência com um especialista na área, será mais esclarecedora.

Nesse momento surgem as habituais perguntas, sobre a gravidade da doença, sobre as consequências, sobre a qualidade de vida do bebé, se vai precisar de ser operado ou não, se vai ser uma criança normal ou não, se pode praticar desporto como os outros. E os Pais têm que assumir uma decisão muito difícil por vezes, que é, se embarcam ou não no desafio de ter e criar um filho com uma doença importante, ou se desistem e interrompem a gravidez. Esta decisão tem que ser tomada pelo casal, numa vontade mútua, firme e esclarecida, porque o desafio de cuidar de um filho com uma doença importante pode unir mais ou então separar o casal. Por vezes o casal desiste deste desafio, e optam pela interrupção da gravidez, justificando que não querem ter um filho para que este venha a sofrer. Mas isto não é bem verdade, porque todos os que cuidam destas crianças sabem, com o sucesso dos tratamentos, como elas se tornam crianças felizes e activas.

O tratamento das cardiopatias congénitas evoluiu muito nos últimos anos. Situações aparentemente complicadas, são quase sempre resolvidas pela cirurgia de modo a oferecer à criança uma actividade motora e mental normal.

Os Pais devem-se sentir muito bem informados e esclarecidos das dúvidas que têm, e antes de tomarem qualquer resolução, devem também discutir com o cirurgião, que os informará da sua experiência e dos seus resultados no tratamento da doença do seu filho.

Em geral as crianças com cardiopatia têm uma inteligência normal, e não têm mais nenhuma doença a não ser no coração, a não ser que tenham, por exemplo, alterações cromossómicas que implicam atraso mental. Mas isso não é o mais frequente, e a análise dos cromossomas é então recomendada.

Nas cardiopatias muito graves corre-se o risco, ainda que pequeno, de o tratamento poder interferir na actividade mental da criança. A troca de experiências entre Pais que passaram por situações semelhantes, parece-nos muito importante.

Os Pais que fizeram a opção positiva para o bebé, são pessoas de luta e esperança, e a transmissão desses sentimentos pode ser encorajadora.

Concluindo A notícia de que o bebé tem uma cardiopatia é demolidora psicologicamente. Exige um esforço pessoal, do casal e do médico para ser bem compreendida e aceite. As cardiopatias, em termos grosseiros, podem ser simples, graves, moderadamente graves e muito graves. As simples não precisam de tratamento, ou então tratamento sem cirurgia (cateterismo). As graves e moderadamente graves, têm hoje em dia possibilidades de excelentes resultados com a cirurgia. As crianças ultrapassam estes desafios com uma boa-disposição e energia espantosas. As cardiopatias muito graves, têm solução cirúrgica, algumas em diferentes etapas. Algumas acabam em transplante cardíaco, e os resultados são mais preocupantes.

O casal deve esclarecer-se, procurar apoios e manter diálogo, um com o outro, com a família e amigos, com outros Pais que passaram pelo mesmo, com o médico, eventualmente com o psicólogo. Esta é uma experiência difícil, mas não desesperante, que chegada ao fim resulta quase sempre numa criança feliz, que, se não for super-protegida, anda e cresce descontraidíssimo.

Estes são Pais que, com as suas dúvidas e angústias, cresceram mais como pessoas e casal, e formaram uma família mais unida, mais preparada para testemunhar, junto dos mais jovens, como enfrentar certas dificuldades…

Por António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico, publicado originalmente no Blog Meu pequenino Coração,
Autorizado para  Up To Kids®

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O toque tem na criança benefícios quer a nível físico e emocional, quer a nível social e cognitivo e é essencial para o crescimento e desenvolvimento saudável da criança, pois as que são privadas ao toque no início do seu desenvolvimento apresentam um crescimento e bem-estar emocional comprometido. É muito importante como forma de comunicação e adaptação do bebé ao mundo exterior e com os outros, facilitando assim a estabilidade do sistema nervoso central e a regulação da relação entre o cuidador/terapeuta e o bebé.

A massagem terapêutica, devido ao toque, promove a libertação de hormonas e neurotransmissores que acarretam melhorias ao nível da saúde positiva e mental. Estas substâncias neuro químicas são importantes ao nível cerebral, aumentando os sentimentos positivos e o humor, tal como a excitação e a atenção, que vai influenciar a própria avaliação dos estímulos externos que envolvem o toque.

Mas será que já parou para pensar que benefícios a massagem terapêutica pode ter para as crianças com PEA, que é vista como perturbação do neurodesenvolvimento, sendo que compreende alterações ao nível da comunicação, ao nível da interação social e do comportamento? A realidade é que a massagem é uma intervenção sensorial, que proporciona benefícios psicológicos e fisiológicos, quer para crianças com desenvolvimento típico, mas também para crianças com deficiência, como crianças com PEA.

A massagem terapêutica pode ajudar a criança com PEA a acalmar a ansiedade, a melhorar o contato visual, as vocalizações e a atenção, resultados estes que podem ser observados durante e após a massagem, através de um conjunto de técnicas, como é o caso de pressão profunda, utilização de objetos maleáveis, ou através de movimentos ritmados e balançados (e.g. numa rede ou plataforma).

Tendo em conta as várias queixas, doenças ou patologias, e de encontro aos efeitos que cada massagem oferece, existem alguns tipos de massagem mais indicadas para as crianças com PEA:

  • Qigong Massage ou Massagem Qigong, que é uma massagem focada na compreensão de certos pontos do corpo de modo a permitir um fluxo de energia entre eles.
  • Massagem tradicional tailandesa, que está relacionada com Yoga, contudo utiliza princípios do Shiatsu e da relaxação. Consiste em relaxar o corpo e estimular a energia do mesmo, tendo em conta pontos específicos, estimulando os músculos, a circulação e a flexibilidade. É eficaz na redução de comportamentos estereotipados, responsável pelo aumento da atenção em contexto sala de aula e menos agitação motora. Esta massagem pode aumentar a comunicação não-verbal, e fazer com que as crianças fiquem mais relaxadas e mais tolerantes ao toque.
  • Shiatsu é um tipo de massagem em que se utiliza a pressão dos dedos no corpo, e que tem como objetivo o equilíbrio funcional dos órgãos, bem como atuar como agente preventivo nas doenças.

Compreendido de maneira resumida de que forma a massagem terapêutica, e algumas técnicas específicas podem ser um meio de intervenção recheado de benefícios para as crianças com PEA, importa agora apresentar o impacto positivo que este meio de intervenção apresenta para diversas características base desta perturbação:

  • Comportamentos Estereotipados: Ainda não são muitos os estudos que referem estes benefícios causa-efeito, mas já são relatados casos em que a massagem terapêutica apresenta melhorias ao nível dos comportamentos estereotipados das crianças com PEA, essencialmente na sala de aula e no recreio, o que levou a um aumento da atenção e um menor nível de agitação motora. Deve ser uma massagem com uma pressão moderada de cinco regiões do corpo da criança, na seguinte ordem: braços, mãos, pernas, região abdominal e costas.
  • Comportamento Social e Comunicação: Principalmente a massagem Qigong, duas vezes por semana ao longo de dois períodos de cinco semanas e entre eles, um mês de intervalo, traz benefícios para as crianças com PEA, nomeadamente o desenvolvimento do contacto ocular, aparecimento do sorriso e melhoria da interação social da criança. Verifica-se igualmente efeitos positivos nas interações sociais, com respostas mais adequadas a movimentos e maior disponibilidade para novas atividades. De um modo mais específico, e como já foi referido, as crianças com PEA têm características a nível da comunicação que se manifestam muitas vezes através de uma linguagem diferente, e.g. desenvolvem balbucios, falam tardiamente, pronunciam apenas algumas frases ou palavras, ecolália e uma linguagem idiossincrática. A massagem tradicional tailandesa permite ajudar estas crianças estimulando a comunicação verbal e não-verbal, de modo a proporcionar uma maior interação com os outros. De modo a estimular a comunicação não-verbal, a literatura sugere o Shiatsu.
  • Apego pai-criança – Attachment: O attachment é caraterizado pela busca e manutenção de proximidade, bem como a reciprocidade das trocas verbais e não-verbais, com a sensação de que são geralmente positivas, sendo esta uma das dificuldades em crianças com o PEA. São já alguns estudos com crianças com esta perturbação, que verificaram que a massagem terapêutica pode melhorar a ligação emocional e o apego pais e filho. Através de uma terapia com do toque, os pais sentem essencialmente um aumento de proximidade com os seus filhos, sendo que estes começam a ser mais recetivos ao toque. Mais focado na relação mãe-criança, verifica-se que após programas de massagem terapêutica as crianças aumentam significativamente o apego com a mãe, nomeadamente pelo facto de responderem e obedecerem a ordens da mãe, sorrirem ou rirem quando a mãe se aproximava, e por expressarem interesse pelo contacto com a mãe. As mães também começam a demonstrar um contato mais apropriado, a nível físico e afetivo, existindo um maior envolvimento com criança através de vocalizações direcionadas, para além de ficarem mais conscientes dos sinais vocais e comportamentais da criança, após a massagem terapêutica.
  • Nível Sensorial: Após a intervenção com massagem terapêutica, as crianças apresentaram alterações significativas nas variáveis observadas, nomeadamente a aversão ao toque e a resposta a estímulos sensoriais. Com a massagem Qigong, verifica-se que as crianças que receberam este tipo de intervenção revelam uma resposta mais adequada a diferentes sensações, uma autorregulação comportamental mais adequada e existem melhorias em todos os 5 sentidos.
  • Alterações no Sono: Outros dos benefícios que a massagem terapêutica parece ter para crianças com PEA, é ao nível de problemas no sono, que normalmente estas crianças apresentam. Existem mudanças nos problemas de sono, em que as crianças apresentam níveis mais baixos de agitação, de grito e levantam-se menos vezes da cama durante a noite. É de salientar, que estas melhorias ao nível do sono podem derivar do aumento da atividade do parassimpático, tipicamente observado após a massagem terapêutica.

De forma geral, para serem verificados resultados é aconselhável que sejam realizadas sessões bissemanais. Assim, pais, terapeutas e a todos os interessados, explorem as técnicas de massagem terapêutica com as vossas crianças com PEA, e descubram os benefícios que esta pode trazer na vossa vida diária. Assim a massagem terapêutica trará múltiplos benefícios para estas crianças, comprovados pela literatura e pelas opiniões dos profissionais. No entanto, são ainda necessários mais estudos, e recentes, que possam de certa forma clarificar melhor os benefícios que massagem terapêutica realmente promove na referida população.

De forma conclusiva, importa realçar, que o facto de a massagem levar a um aumento da resposta da criança com PEA e a uma estimulação social, pode facilitar a ligação com a mãe. Ou seja, através de um melhor apego e resposta à estimulação do outro, o comportamento social da criança também pode melhorar e, finalmente mostrar declínios dos comportamentos típicos da PEA.

 

Por Mariana Silva psicomotricista da Horas de Sonho, apoio à criança e à família,
para Up To Kids®

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