Extração de pré-molares e expansão rápida das arcadas dentárias

A ciência evolui e com ela as técnicas utilizadas. Muitas vezes o que parecia correcto é demonstrado pelo tempo que pode não ser o tratamento ideal.
Falando de dentes, assistimos a uma corrida aos aparelhos que os alinham. Para esse alinhamento é necessário espaço.
Frequentemente acontece “a boca ter falta de espaço”.

Será verdade este erro gigante no desenvolvimento humano?

Verificando os diversos factores, e comparando com outros órgãos, podemos garantir que se a maioria “cabe” dentro do corpo os dentes também deveriam “caber”.
A extração de dentes para alinhar os restantes na arcada está comprovada ser uma mutilação que não garante o sucesso do tratamento. Aos pacientes que sofreram este tipo de tratamento estão muitas vezes associadas:
– Alterações respiratórias (roncopatia, rinite…);
– Maior índice de cáries dentárias;
– Patologia da coluna cervical entre outros.
Verificou-se que a abordagem precoce é a mais indicada.
A resistência de médicos dentistas em diagnosticar e promover o desenvolvimento esquelético da boca da criança assim como o desconhecimento dos cuidadores, leva ao agravamento do problema.
Se a criança aparenta falta de espaço nas arcadas dentárias, alterações da mordida, doença respiratória e/ou alterações do freio lingual deve ser tratada o quanto antes para garantir o sucesso do tratamento. Quando o tratamento é precoce (antes dos 10 anos de idade) é mais fácil, mais eficaz e mais económico.
Compreendendo a causa do problema, mais fácil se torna a sua resolução. A tentação de alinhar com exactidão e urgência afasta o tratamento do seu propósito – ter uma boca funcional – que permita falar, comer e que consiga conter a língua sempre com os lábios fechados. Se estas funções são cumpridas de forma equilibrada e correcta os dentes estarão lindos e alinhados.

Se os nossos antepassados tinham espaço nas arcadas para todos os dentes por que motivo cada vez há menos espaço?

As mudanças nos nossos hábitos diários “condena” as nossas características – até as faciais.
Para uma boca pequena, ainda muitos profissionais e cuidadores acreditam, que a expansão rápida é o tratamento.
Se durante anos não cresceu – nem a arcada superior nem a inferior – como pode um tratamento apenas de metade da boca ser a solução?
De difícil habituação altera a fala e a mastigação levando impreterivelmente a língua para uma posição mais baixa. Neurologicamente os estímulos musculares ficarão comprometidos.
A orientação e educação dos hábitos assim como a estimulação lenta das arcadas dentárias é eficaz em qualquer idade (sendo mais rápida a resposta nas crianças que nos adultos) e permite a correcção da postura, o alinhamento das arcadas e a educação muscular.

Durante os tratamentos devem ser avaliadas as seguintes funções:

  • Muscular (incluindo língua)
  • Respiratória
  • Fonatória
  • Postural
  • Mastigatório

Com tanto vai-e-vem entre escolas e casa, actividades e festas, supermercado e clinica, reparei que o jantar é saudável, o almoço talvez (é o que há na escola) e os lanchinhos são quase perfeitos. E as crianças continuam meio ranhosas, meio sonolentas, meio estafadas – o que lhes falta?

E pronto… ninguém as educou a respirar bem! Suave, lenta e apenas pelo nariz.

Será inata a respiração nasal?

É, é mesmo, mas perde-se nesta vida por hábitos da nossa sociedade. A criança nasce a respirar pelo nariz e a boca nem sabe que também pode respirar.

Ao respirar pela boca começam os problemas. Nariz entupido, garganta inflamada, adenóides a crescer, estados febris a aparecer, ouvidos a bloquear, coluna a entortar, olheiras a aparecer, bocas a estreitar, baba a escorrer, ‘xixis’ na cama sem parar, ‘excitex’ a engradecer, concentração a decrescer, medicamentos a encarecer, pele atópica a alastrar, asma a alarmar, e o ressonar?

Se houvesse solução?

Claro, passa por treino e muita dedicação.

Já observaram a posição da criança e de muitos adultos em frente da televisão?

E a comer? Durante as refeições por incoordenação respiratória abrem a boca para inspirar…

A tempo estamos todos – pais e filhos a fazerem jogos juntos e rapidamente melhoram a condição respiratória.
A maioria das doenças desta sociedade deve-se aos maus hábitos criados com o lema da evolução.  Não falo apenas da vida sedentária. A alimentação se fosse mais vigorosa e a mastigação não fosse constantemente adiada as crianças seriam mais saudáveis.

As funções dentárias devem ser estimuladas para que os maxilares cresçam. A boca cresce e a língua terá ‘espaço’, os dentes crescem em boa posição e os músculos crescem em boa função. Se as funções estiverem em equilíbrio existirá saúde e não serão necessárias compensações ou adaptações esqueléticas ou musculares – isto é, nem dentes tortos nem respiração oral.

A avaliação interdisciplinar é fundamental e quando o pediatra, otorrino, terapeuta da fala, fisioterapeuta, ortopedista e o médico dentista têm coordenação no diagnóstico e plano de tratamento a criança será a beneficiada.

Sem tratamentos invasivos ou dolorosos, sem protelar anos a fio o problema, cada vez mais a intervenção precoce é procurada pelos Pais.

Como os tratamentos alternativos são cada vez mais procurados surgiu a necessidade de editar em Portugal o Manual ADENOIDES SEM CIRURGIA – uma ajuda eficaz e duradora para qualquer criança ou adulto com problemas respiratórios sejam eles crónicos ou não. Respirar para curar através do Método Buteyko é utilizado desde a década de 50 na Rússia e chegou a Portugal em 2015.

Vamos em breve lançar o primeiro workshop para Pais e iremos durante esta época promover o Manual com ofertas. Estejam atentos!

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Respirar todos respiramos, no entanto a forma como o fazemos é decisiva para a nossa saúde.
Questionados sobre que tipo de respiração temos ou como respiram os nossos filhos a resposta é praticamente unânime – pelo nariz.
Será mesmo verdade?
Fechar a boca é a palavra de ordem. Devemos abrir a boca para falar e comer como é óbvio e devemos respirar sempre pelo nariz, quer comamos ou para falar. O que nos parece óbvio não é o que acontece frequentemente.
Avaliando o padrão respiratório notamos que a grande maioria das crianças sofre de hiperventilação tendo o nariz funcional. A hiperventilação define-se pela quantidade excessiva de inspiração-expiração e de um modo curto alterando as concentrações de oxigénio e dióxido de carbono que por sua vez alteram o pH do corpo.
Para equilibrar este ciclo a predisposição para respirar pela boca aumenta provocando uma cascata de alterações em todo o sistema imunológico e respiratório da criança e consequentemente no crescimento esquelético e muscular.
Podemos constatar que uma criança com hiperventilação associa vários outros problemas:
– Roncopatia (ressonar)
– Astenia (cansaço)
– Défice de concentração (hiperactividade, dislexia…)
– Fadiga muscular
– Ansiedade
– Asma
– Hipertrofia de Adenóides
– Enurese noturna
entre outros.

Os tratamentos cirúrgicos e associados a fármacos são invasivos e tratam os sintomas ou os sinais mantendo a causa origina recidivas ou outros problemas.

Como tal, manter a respiração nasal, promover a respiração nasal e/ou reeducar para a respiração nasal é o princípio mais fundamental da educação para a saúde da criança.
Respirar, bem ou mal
Muitos Pais quando tomam esta consciência eles próprios melhoram a sua condição.

Ao respirar pela boca as alterações acontecem: aumenta o risco de cáries dentárias; a língua toma uma posição mais baixa aumentando a carga na coluna cervical; a face irá tornar-se mais longa e os músculos flácidos; as adenóides devido à agressão irão aumentar; as amígdalas irão inflamar recorrentemente; os dentes irão ter o seu espaço diminuído devido ao crescimento ósseo reduzido – arcadas dentárias pequenas.

Ler também Dentes de Leite | Sorrisos Bonitos e saudáveis. O que fazer para prevenir as cáries dentárias?

Muitas vezes a remoção cirúrgica das adenóides não é completa como tal voltam a crescer e a bloquear novamente a respiração nasal.
As adenóides assim como as amígdalas têm como função a produção de linfócitos e anticorpos, que ajudam o organismo a defender-se de microorganismos que entram pelas cavidades nasal e oral.

Respirar, bem ou mal
A criança quando nasce respira pelo nariz. Depois vai adquirindo hábitos alimentares e posturais que podem alterar esse padrão e assim se inicia um ciclo de respiração oral.Respirar, bem ou mal
Um diagnóstico precoce, os cuidados desde o 1º ano de vida evitam o tratamento – a prevenção é a forma mais eficaz de controlo/melhoria da saúde da criança.
Quando o diagnóstico já é tardio uma abordagem multidisciplinar resolve o problema sem formas invasivas, sem cirurgia e sem complicações. Este tipo de abordagem terapêutica começa agora a ser mais aceite e já com muitos ‘adeptos’.
Para o sucesso absoluto a colaboração de um adulto é fundamental de forma a acompanhar a criança nos exercícios e na criação de novos hábitos.
Respirar, bem ou mal

Respirar, bem ou mal? Eis a questão

Desde que foi implementado este método de educação da respiração muitas crianças e adultos já resolveram os seus problemas como:
– Asma
– Roncopatia
– Ansiedade
E muitos melhoraram o seu rendimentos escolar e desportivo, o padrão do sono, a concentração.

5 REGRAS DE OURO
– Manter a boca fechada
– Manter o nariz a respirar
– Ter um estilo de vida saudável
– Não sobrecarregar o horário semanal
– Ter uma alimentação saudável e natural

Respirar, bem ou mal

Qual a abordagem preferida dos Pais?
Teoricamente é a prevenção e na prática é o tratamento.
Mitos e falta de informação levam pais e profissionais a protelar a saúde das crianças.
Se um problema existe deve ser tratado. Ao aguardar, esperar ou ir avaliando, o problema passa de ligeiro a grave.
Nos dias de hoje, com os hábitos alimentares e respiratórios das crianças, uma pequena alteração à normalidade pode ser diagnosticada e tratada e nesta abordagem preventiva chegamos a um equilíbrio da saúde sem trauma, custos económicos elevados e principalmente sem uma abordagem tão invasiva.

Na Odontopediatria, especialidade que trata da saúde oral das crianças a partir do nascimento, tanto se pode prevenir a cárie como a má-oclusão.
Sendo a cárie altamente divulgada, a sua prevenção e diagnóstico estão ainda subvalorizadas. A prevenção é essencial, a higiene e a avaliação do risco de cárie têm de ser feitas desde a erupção do 1º dente.
Os hábitos alimentares são fundamentais e a higiene adequada faz toda a diferença.
Os tratamentos primários são a abordagem mais recente e eficaz evitando tratamentos invasivos, permitindo nos primeiros anos de vida minimizar os efeitos das bactérias cariogénicas. Estes tratamentos são abordagens, que quando atempadamente, evitam as restaurações.desconhecido_6Quanto às más-oclusões referimo-nos a dentes tortos, falta de espaço, mordidas cruzadas, palatos profundos. Nestas situações podemos dividir 3 fases de prevenção: nobre ou primária, a secundária e o tratamento.
Podemos criar e cuidar dos hábitos alimentares e respiratórios do bebé para que cresça equilibradamente e então chamamos prevenção nobre pois nunca deixaremos o problema instalar-se.
Na prevenção secundária controlamos os hábitos do bebé para que nunca agrave o problema.
Sabendo que se até aos 6 anos de idade o crescimento for o ideal e equilibrado, não existirá necessidade de aparelhos pois a base craniana termina o seu crescimento nessa idade.

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Em Portugal, poucos são os Clínicos e os Pais que aceitam e desejam tratar crianças antes dos 6 anos. Aliás ainda se vive no mito que os tratamentos só são possíveis após os dentes definitivos.

Se abordarmos o problema na sua forma inicial percebemos que o potencial de crescimento será tanto maior quanto mais cedo a abordagem.
Se o problema existe vai deixar agravar porquê?
Corrigir 2 mm na arcada dentária não será igual a corrigir 2 cm…
Se o problema era ortopédico pode passar para ortodôntico e muitas vezes para cirúrgico…
E se espera 6 anos para tratar (dos 6 aos 12 anos de idade) não poderá esperar 1 ano para corrigir 9 anos de discrepância. Sim porque até aos 3 anos de idade as más-oclusões estão instaladas.
Criar hábitos saudáveis de mastigação e respiração são fundamentais para a postura da coluna cervical da criança, pois quando a respiração está alterada muda a rotação do crânio e consequentemente a relação dos maxilares. Se a boca passar a ser a principal entrada de ar (respirador oral) o palato irá estreitar, as adenóides crescer, as roncopatias tendem a aparecer, a oxigenação do cérebro diminui diminuindo a concentração e aumentando a fadiga e hiperactividade, aumenta a predisposição a cáries e o plano de tratamento destas crianças passa pela adenoidectomia (otorrinolaringologista) e aparelho fixo (Ortodontia).

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Citando a sabedoria popular podemos dizer que pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Como sabemos que os bebés nascem direitos resta perceber como não os ‘entortar’.

Simplificando:

  • Bons hábitos proporcionam o equilíbrio
  • Cuidados primários mantêm a saúde
  • Alimentação e respiração são as chaves da boa evolução
  • Quanto mais cedo for o diagnóstico e a abordagem, melhor será o prognóstico.

imagemcapa@portosorriso.com

A formação dentária inicia-se no 1º trimestre de gestação. Durante a gravidez o cuidado com a alimentação da Mãe é fundamental tal como os cuidados com a medicação tomada. As carências vitaminicas (ex: vitamina D) podem provocar lesões nos dentes de leite.
Quando o bebé nasce, além das características genéticas herdadas dos Pais vem com os maxilares numa forma adequada para passar no canal do parto e também para a amamentação. Assim, os lábios formam um triângulo e a mandibula (maxilar inferior) está recuada.
Nesta fase já se prevê, com os hábitos do bebé uma predisposição para certos tipos de boca e como podemos guiar essa evolução.
Idealmente temos as técnicas e ‘ferramentas’ para uma ‘boca perfeita’!!!
A estimulação dos maxilares para o crescimento equilibrado da boca é feito através da alimentação. Os músculos activos na amamentação (língua, lábios, bochechas) pressionam o céu da boca para que cresça enquanto provocam o avanço da mandibula.

Nos bebés alimentados através de biberão esses estímulos não estão presentes na totalidade, pois a tetina verte leite sem sucção, a velocidade é cerca de 1/5 da velocidade de amamentação e a restante necessidade fisiológica é colmatada pela chucha.

Além da boca o nariz é fundamental para o crescimento da face. Devido a componentes alérgicos ou funcionais o bebé perde a capacidade respiratória nasal e consequentemente o selamento completo dos lábios em repouso.Mais uma vez, existem diferenças nas crianças amamentadas que terão de ter o selamento completo para que a amamentação seja eficaz.
Ao respirar pela boca o nariz ficará ‘mais pequeno’ e a boca tomará formas mais eficazes para a respiração. Essa alteração óssea é uma das causas mais frequentes de dentes tortos.
Aos 6 meses, a alimentação complementar deve ser introduzida e a mastigação inicia uma nova fase é um novo estímulo para o crescimento da boca. O comprometimento respiratório altera as condições e pode provocar uma certa atrapalhação. Quando o bebé só consegue respirar pela boca o risco de se engasgar aumenta.
Quando os dentes já têm um contacto eficaz a alimentação deve ser feita através de copos (com ou sem palhinhas) e talher. Os biberãos e chuchas são um obstáculo físico ao desenvolvimento.
Após os 3 anos de idade as más-oclusões já podem e devem ser diagnosticadas e tratadas. Existem estudos que referem os tratamentos até aos 6 anos de idade eficazes e efectivos.
Em Portugal, poucos são os médicos que aceitam abordar tão cedo o problema mas na realidade torna-se bem mais fácil. Requer o apoio e colaboração dos Pais e economicamente será muito mais barato.
Justificando a abordagem precoce está a questão esquelética. Se os dentes de leite estão sobre os dentes definitivos que por sua vez estão dentro do osso, ‘basta’ endireitar os ossos e os músculos e recuperar as funções respiratória e mastigatória.
Nesta abordagem muitas vezes trabalha uma equipa multidisciplinar de Odontopediatra, Otorrinolaringologista e terapeuta da fala. Coordenando evitam-se cirurgias e aparelhos ortodônticos.Esta abordagem precoce assusta os Pais ou nem sequer foi notado qualquer problema pela equipa médica que segue a criança. Então a abordagem muitas vezes só é feita na fase inicial da troca de dentes. Por volta dos 6 anos de idade é possível reverter com tratamentos ‘não invasivos’ problemas esqueléticos mas a capacidade respiratória será mais difícil.Quando o problema esquelético está instalado, após os 6 anos de idade, já se notam alterações posturais da coluna, dos ossos do nariz, do palato (‘céu da boca’), língua entre outros.

Aguardando o nascimento de todos os dentes definitivos teremos uma abordagem invasiva com a expansão rápida do palato através de aparelhos fixos, por exemplo, ou extracções selectivas de dentes saudáveis justificada por técnicas mais antigas que referem falta de espaço.Resumindo, todas as idades são favoráveis para a correcção dentária mas a melhor é antes dos problemas instalados. Numa 1ª fase denomina-se Prevenção Nobre e se já se notam alterações a nomenclatura internacional refere Prevenção Primária.Dentes tortos são defeito. Feitio é o crescimento equilibrado e as chaves para este problema já considerado na Saúde Pública são:

– Amamentação (aleitamento estimulando a sucção)

– Respiração Nasal (lavar o nariz do bebé antes das refeições)
– Mastigação eficaz e vigorosa após o 1º ano (alimentos secos, duros e fibrosos)
– Mastigação com lábios selados (boca fechada)
– Alimentação complementar em copos e/ou com talher
– Atenção aos sibilos/roncos nasais
– Boa higiene – a perda de dentes de leite por cárie prejudica o nascimento dos dentes definitivosA amamentação é realmente complicada devido à falta de apoio e informação que as Mães têm. É opção das Mães o aleitamento artificial e o uso de chuchas como tal os cuidados devem ser redobrados na Respiração, na alimentação e nos hábitos orais.
– Se o bebé/criança estiver de boca aberta dê um toque no queixo para que feche a boca.
– Se quer comer rápido faça-o ter mais calma. Neurologicamente não tem noção da saciedade, irá comer mais do que necessita, terá problemas de digestão e maior predisposição para a obesidade.
– Se precisa de chucha restringir à hora da cama ou qd se magoa para consolo, mais horas irá prejudicar.
– Se quer biberão fora das refeições ofereça água, podem confundir sede com fome.
– A mastigação é fundamental, vá gradualmente introduzindo os alimentos para que não estranhe tanto (sabores, texturas)Quantos as especialidades médicas temos o otorrino que cuidará do nariz e da respiração, o Odontopediatra tratará a saúde e posição dentária e o Terapeuta da fala, que ao contrário do que se pensa tem um trabalho extenso, além da fala propriamente dita também cuida de todos os músculos da face para que em conjunto consigamos mastigar, falar, respirar, sorrir…Um teste fácil de fazer em casa, pode experimentar, passa por analisar uma fotografia do rosto da criança, de frente. É simétrico?

 

Por Rita Sousa Tavares, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

Com a moda da Dieta Paleolítica e com a fantástica reportagem que li lembrei-me de vos contar parte da minha consulta de diagnóstico e tratamento em crianças. Podem primeiro experimentar e ver a vossa evolução antes de testar nas crianças.

No nascimento ganhamos a mais básica das funções vitais, a Respiração. Todos os animais nascem com respiração nasal, não vale comentar o cão porque também respira pelo nariz. Só depois (sim, podem ser segundos depois) vem a sucção/alimentação.
A função Respiratória é Nasal. Através do nariz a respiração é mais eficaz, melhora os níveis de oxigenação de todas as células, as trocas de oxigénio e dióxido de carbono são mais eficazes, o volume de ar é maior e energeticamente mais eficaz, a oxigenação do cérebro é a ideal, as estruturas esqueléticas desenvolvem-se mais eficaz e proporcionalmente, há menor índice de cáries dentárias e más posições dentárias, reduz patologias como roncopatias, asma, bronquiolites e otites.

Hoje em dia a respiração oral é considerada uma síndrome. Muitas vezes o nariz ainda é funcional mas criam-se hábitos de respiração oral e esta torna-se predominante.
Quanto mais tempo predominar o hábito mais difícil será a sua correcção sendo por vezes a cirurgia e os aparelhos insuficientes e com alta recidiva (reaparecimento do problema).
Para a recuperação natural ou pós-cirúrgica a educação, higiene e exercícios são fundamentais.
Mais uma vez, a prevenção é fundamental e começa assim que o bebé nasce.
Para uma função respiratória perfeita o nariz deve sempre estar desobstruído através da lavagem, aspiração/assoar e manutenção da respiração.

Tomando como exemplo um recém-nascido podemos constatar que se lavar o nariz (“ranhoso”) antes de mamar o Bebé pega bem na mama e respirará pelo nariz. Desobstruído o nariz permite a passagem do ar e impede de novo o congestionamento. Como o bebé tem a mama na boca não irá haver outra passagem de ar e o circuito é mantido.

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As crianças são as mais ferozes lutadoras pelas suas vontades e se há coisas de que não gostam são as primeiras a afirmar, a negar e a combater. Nós adultos deveríamos manter esta força pelo que mais queremos e assim persistir na lavagem ‘sem dó nem piedade’ dos narizes das nossas crianças para que sejam saudáveis.
Quantas de nós lavam o nariz antes da constipação estar instalada? E o do nosso filho?
Guerras intermináveis, corridas inglórias e eles muitas vezes escapam-se das nossas mãos.
Pensando bem, quando estou constipada o que menos quero é alguém agarrado ao meu nariz, já ferido, dorido e quase dormente.
Então cá em casa Eu, sem vergonha, ‘sem dó nem piedade’ e durante todo ano manda assoar ou lavo todos os narizes ao menor sibilo. Quando estou a trabalhar faço, aos ‘meus’ meninos, exactamente o mesmo e treino as assoadelas.
Para completar/complementar este exercício básico entra a alimentação.

Muitos Pais referem que os seus filhos com 1 ano de idade comiam de boca fechada e agora (após os 4 anos de idade) é muito difícil que o façam.
Ser Mãe é ser persistente para um futuro melhor. E o que muitos acham ser apenas um preciosismo de boas maneiras é nada mais nada menos que o exercício de forças musculares sobre os ossos e dentes para o desenvolvimento músculo-esquelético da face de qualquer criança. Resumindo, ao mastigar de boca fechada a respiração será pelo nariz, a língua exerce forças para o crescimento dos maxilares e as bochechas e lábios exercem forças contrárias para guiar esse crescimento.

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Quando o nariz está regularmente obstruído, total ou parcialmente, por instinto de sobrevivência respiramos pela boca. Este trajecto requer menor eficiência energética pois a boca está mais perto dos pulmões mas por permitir menor aporte de oxigénio provoca o aumento da frequência respiratória e por sua vez mais cansaço e agitação. O hábito rapidamente se instala e passa a Sindrome.
Devido à má permuta de oxigénio-dióxido de carbono entre os alvéolos pulmonares e o sangue as concentrações de Dióxido de Carbono aumentam e provocam Hiperventilação. Numa pessoa saudável os níveis de dióxido de carbono são as mesmas no sangue e nos pulmões.
A Hiperventilação e a má troca de gases provoca a deterioração dos pulmões.
A respiração Oral ou predominantemente oral provoca o aumento do risco de cáries dentárias e alterações das posições dentárias por falta da força da língua, bochechas e lábios que não podem estar em contacto para o ar circular.

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As alterações da face começam na boca e continuam:
– face mais comprida
– olheiras
– nariz típico de respiradores oral
– lábios ‘moles’ e secos
– dentes de ‘coelho’
– cabeça inclinada para a frente e
– aumento da curvatura das vértebras cervicais para trás.
A inclinação da cabeça e cervicais deve-se ao encurtamento necessário para aproximar os pulmões da boca.

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Quando o ar circula na boca as amígdalas e adenóides sentem necessidade de exercer a sua função protectora e inflamam ou infectam com maior recorrência. Como as estruturas são todas muito próximas e dentro do mesmo sistema rapidamente a infecção/inflamação contagia os ouvidos e o processo torna-se cíclico e mais frequente que o desejado.
As Roncopatias, assustadoramente, não pertencem só aos crescidos, cada vez mais há crianças a ressonar noite após noite. Ao fazê-lo não irão ter o número de horas de sono e descanso necessário e os números são assustadores.
As crianças que ressonam são crianças com predisposição aumentada para:
– défice de atenção
– obesidade
– mau rendimento escolar
– doenças respiratórias
– aumento de cáries dentárias
– deficiência das arcadas dentárias e apinhamento dentário
– apatia ou hiperactividade
– diabetes

Concluindo o BBB* é assoar/lavar o nariz sempre que necessário, principalmente antes das refeições, ao acordar e ao deitar, em qualquer idade e manter a boca fechada.

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* bom, bonito e barato

 

Estas imagens foram recolhidas na internet.

Evitar ou minimizar Aparelhos Ortodônticos é sempre possível mas requer cuidados diários e bons hábitos.

Antigamente raras eram as pessoas que necessitavam de aparelhos“, há sempre alguém a comentar.

Seria por falta de conhecimento ou hábitos diferentes?

Na minha opinião, a realidade impõe-se, não havia tantos obesos nem tantos dentes tortos.

A sociedade evolui para um consumismo desmesurado com influências em todos os níveis. Aqui falarei da saúde oral e respiratória, se assim for possível de classificar.

Como melhorar a face do seu bebé? Parece estranho? Sim, é. Além da carga genética que não poderá recusar, existem os factores ambientais.

Desde os primeiros dias poderá “manipular” ou se quiser guiar o crescimento do seu bebé, pode e deverá fazê-lo. Todas as opções que tomar em relação aos hábitos serão notórios no crescimento do seu filho.

Quando o bebé nasce é aconselhada a amamentação, ninguém fala de outra coisa além dos nutrientes e imunidade mas como médica dentista foco o crescimento esquelético da face.

 Este processo físico é fundamental para o crescimento da boca da criança, sendo o 1º factor a considerar na Prevenção Nobre da Ortodontia. Ao mamar o bebé pressiona com a língua o céu da boca provocando o crescimento transversal adequado, com o biberão o leite pinga e a língua não tem de fazer força e o céu da boca (palato) ficará estreito, o nariz comprimido e a face mais comprida.

Uma criança amamentada em livre demanda não tem necessidade de utilizar chucha e assim a mandíbula (maxilar inferior) tem uma relação ideal com a maxila (maxilar superior). Na sociedade ocidental existe grande prevalência de mandíbulas recuadas e alguns autores associam ao uso de chuchas.

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Outros dos factores fundamentais é a manutenção da respiração nasal. Lavar e aspirar o nariz, são as palavras de ordem. Na saída da maternidade algumas enfermeiras referem a lavagem do nariz antes de mamar. Este é dos pontos mais cruciais. Antes das refeições e antes de dormir todos os narizes devem ser assoados. Na amamentação o bebé faz o selamento labial completo como tal não entra ar pela boca e força o nariz a respirar. Com o biberão o nariz não será o único a permitir a entrada de ar. Nunca esquecer que nariz limpo é o ideal até à idade adulta!

 

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Um bebé alimentado a biberão deve cumprir algumas premissas, tetina de baixo fluxo para o bebé exercitar os músculos da boca e da face, bom posicionamento do biberão e tetina bem dentro da boca e não na ponta, não permanecer por tempo indeterminado com o biberão na boca, chucha apenas para dormir e sem artefactos pendurados que devido ao peso provocam forças altíssimas na boca.

 É essencial motivar e guiar para o bebé/criança, ter a boca fechada (lábios selados) na posição de descanso, enquanto dorme e assiste televisão, por exemplo.

 

As alterações respiratórias desenvolvem problemas posturais do esqueleto e não apenas da boca e também provocam roncopatias. Desde sempre deve estar alertado para o ressonar nocturno, sendo um problema pode e deve ser tratado. Aumenta o risco de cáries dentárias, altera os padrões de crescimento da face, aumenta o desgaste e cansaço da criança (associado ao défice de atenção, obesidade, hiperactividade, etc.).

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A introdução de alimentos adequados à idade é difícil mas eficaz. A criança deve mastigar para o crescimento equilibrado da boca. Com um ano de idade a mastigação estará, com ou sem dentes, implementada mas de uma forma rudimentar. Como tal devemos oferecer alimentos duros, secos e fibrosos.

Crianças que têm a oportunidade de mastigar terão menor tendência a ranger os dentes durante a noite. O ranger dos dentes na infância deve-se à adaptação do sistema mastigatório e os motivos, segundo alguns autores, são necessidades de desgastes selectivos e fisiológicos de alguns dentes, cáries e desequilíbrios na oclusão (forma como os dentes inferiores contactam os superiores).

Os outros factores da Prevenção Nobre da Ortodontia são a higiene e tratamentos dentários necessários.

Quando a prevenção primária não foi possível faz-se a prevenção secundária. Poderá ter aparelhos que guiem e influenciem o crescimento dos ossos e como tal criem espaço ideal para o nascimento dos dentes definitivos. O ideal é em dentes de leite para que o crescimento esquelético da boca e nariz seja equilibrado e não haja alterações de posição prematuras dos dentes definitivos.

Nesta fase são utilizadas técnicas de mastigação e educação muscular (com o apoio de Terapeutas da Fala), pistas directas (tratamentos dentários que guiam para o equilíbrio) e correção de hábitos diários.

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Se os pais optarem por uma abordagem mais tardia podem sempre corrigir na dentição mista (fase de troca dos primeiros dentes) com educação muscular e alguns aparelhos ortopédicos.

Segundo a minha opinião os Aparelhos Ortopédicos Removíveis são muito mais eficazes pois não transmitem cargas aos dentes e como tal não haverá lesões (as raízes ainda não estão completamente formadas).

Estes tipo de reabilitação pouco utilizado em Portugal é de baixo custo, requer a colaboração dos pacientes e é de resposta rápida. 

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Mais tarde com a dentição definitiva completa ou quase, é oferecido um plano de tratamento ortodôntico, fundamental na maioria dos casos onde não houve prevenção é por vezes prolongado excessivamente com prejuízo económico para os pais e para a saúde oral do adolescente. Na realidade, todos os planos ortodônticos deveriam ser coordenados com reabilitação muscular e esquelética. Se somos feitos de dentes, ossos e músculos de que nos vale endireitar os dentes se não equilibramos os ossos nem educamos os músculos? Quantas pessoas conhecemos que usaram aparelho e agora se queixam de que os dentes estão novamente a entortar?

Se a abordagem for precoce os tratamentos serão sempre menos invasivos, mais fáceis e rápidos.

Alguns autores referem que a cirurgia mandibular é evitada em 90% dos casos de prognatismo quando corrigido precocemente.

Assim, o ideal passa pela prevenção:

  • Função respiratória
  • Alimentação adequada
  • Hábitos (chucha, dedo)
  • Mastigação
  • Cáries

Nos tratamentos deve eleger abordagens precoces e não invasivas antes que o problema se instale de forma irreversível e então exija procedimentos mais dolorosos e complicados.

A avaliação deve ser feita por uma equipa multidisciplinar composta por Médico Dentista Odontopediatra, Terapeuta da Fala e Otorrinolaringologista. Mais tarde com a erupção de todos os dentes definitivos deve ser feita a avaliação também pela Ortodontia e por vezes enviado à Cirurgia Maxilo-Facial.

Somos um todo e o nariz e a boca estão estritamente relacionados, as alterações de qualquer um implicam sempre uma avaliação cuidadosa do sistema como um todo.

“Estas imagens foram recolhidas na internet ou cedidas pela Dra. Carina Pereira Leite Esperancinha e Dra Cristina Pimenta Póvoas a quem muito agradeço por todo o apoio em Ortopedia Funcional dos Maxilares.”

Os maiores mitos no Dentista focam as mulheres, principalmente as grávidas e as que amamentam, mitos estes quase todos falsos.

Todas as grávidas sabem que a boca sofre grandes alterações neste período. Mas muitas Mulheres têm medos e receios infundados. Se o profissional estiver preparado para a atender devem ir com toda a segurança ao Dentista.
Sabendo que o corpo da mulher tem grandes alterações nunca devemos esquecer que a boca faz parte de nós.
Existem medicamentos e anestesias indicados para a grávida, há outros que não estão estudados, e há ainda outro grupo que está contra-indicado, mas cabe ao Médico conhecê-los.

Durante o primeiro trimestre de gravidez existem cuidados redobrados mas que não excluem a ida ao Dentista. Deve por isso a grávida saber que muitas vezes é evitada a consulta para que não aumente a ansiedade da Mãe e porque os mitos existentes relacionam qualquer contrariedade existente na gravidez à consulta dentária. No 2º trimestre toda a consulta é mais fácil e no 3º trimestre, devido ao tamanho do bebé existem posições na cadeira que estão contra-indicadas.

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BEBÉS NO DENTISTA

O melhor é prevenir antes e durante a gravidez.
Para que um dia não diga a frase mais comum: “tinha a boca boa, foi o bebé que a estragou”.

Que culpa tem um bebé dos cuidados que a mãe não teve?

Cremes na barriga. Cremes nas “maminhas”. Cintas e soutiens. Protector solar na cara. E a boca?

Há médicos que explicam a baixa imunidade da mulher durante a gravidez para que o bebé cresça saudável e “à vontade”, quando não, seria considerado um corpo estranho e seria expulso do corpo. Assim, se a imunidade da mulher baixa os cuidados terão de ser aumentados.

A consulta de higiene e revisão permite avaliar a saúde oral e planear os tratamentos.

Durante toda a gestação é aconselhado fazer consultas e limpezas. A Gengiva fica mais inflamada podendo sangrar ou inchar, devido a alterações hormonais – Gengivite Gravidica.

Durante a gravidez deve ser tratada, eliminada ou reduzida toda e qualquer inflamação ou infecção da boca da mulher. No decorrer destes problemas acumulam-se bactérias que ao entrar na corrente sanguínea prejudicam o bebé.

Existe correlação entre bactérias orais e partos prematuros e bebés de baixo peso em Mulheres com infecção gengival/oral.

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Muitas gravidas preocupam-se com a medicação e não se lembram que um abcesso faz milhões de bactérias entrarem na corrente sanguínea.

Na abordagem da cárie inicial o tratamento é muito menos invasivo que o tratamento de uma cárie mais antiga. Assim, se é diagnosticada precocemente poderá ser tratada sem sintomas e sem anestesia.

O maior “problema” na ida ao dentista: o raio X!

Os dispositivos actuais são bem mais eficientes e com menor radiação que os antigos. São altamente controlados pelos meios legais nos índices de radiação que por si já é baixa. Nem todos os tratamentos necessitam de radiografia pois apenas é um meio auxiliar de diagnóstico. Existem diversos tamanhos e tipos de radiografia e dispositivos de protecção (aventais de chumbo). Sempre que for fazer uma radiografia deve informar que está grávida.

Devemos evitar a radiação na grávida (mas também nas crianças e nos adultos) no entanto se for urgente e com as devidas medidas de segurança podemos radiografar.
Hoje estudos indicam que o bebé é contaminado com bactérias da Mãe através da placenta, depois pode também ser contaminado no canal do parto.

Existem também Médicos Dentistas que na ultima consulta pré-parto dão formação à Mãe relativamente aos cuidados do bebé, amamentação, higiene oral, alterações esperadas na boca do bebé e outras noções.

No final da gravidez, muitos médicos Obstetras e de Família exigem avaliação do meio microbiótico da vagina para proteger o bebé, na altura do parto, de infecções cruzadas, por exemplo o Herpes que pode levar à cegueira do bebé e de Candidíase que provoca os “sapinhos”. No Pós-parto, devem todas as mulheres cuidadoras de bebés saber lavar as mãos com água e sabão após cada ida à casa-de-banho pois a Candidíase pode não apresentar sintomas na mulher e é altamente condicionante para o bebé. Um bebé não tem imunidade suficiente para lutar contra a Cândida albicans (fungo) e fica com a boca toda contaminada com lesões conhecidas por “sapinhos”, terá dificuldade em alimentar-se e terá dores.

Resumindo, considero todos os tratamentos exequíveis na gravidez. Mas evito tratamentos que possam ser adiados como:

Ortodontia (aparelhos) se viveu assim até agora espere mais 9 meses, vai aumentar a inflamação na gengiva, aumenta a incidência de cáries e pode causar mau-estar
Extracção programada de sisos, se não tem dor ou é possível controlar a dor/infecção, os dias seguintes exigem medicação e dieta condicionada.
Prótese Fixa e Implantes – a medicação referente ao protocolo cirúrgico está comprometida
Endodontia – as desvitalizações exigem radiografias auxiliares de diagnóstico e medicação específica.

imagens@mamãe online, Dicasdonto

Nem sempre nem nunca.

A chucha, considerada por muitos nefasta, é apoiada por muitos mais.

Nas crianças a primeira consulta no Dentista tem 3 causas: queda/ traumatismo, cáries/abcesso e dentes tortos “por causa da chucha”.
Na realidade existem outros factores a “entortar os dentes”…

No primeiro ano de vida a chucha é muito importante como calmante, apazigua as dores e ajuda na digestão.

É, no entanto, fundamental não oferecer sempre a chucha e oferecer apenas nos momentos necessários: dormir, reduzir a dor ou acalmar o stress de final de dia nos primeiros meses de vida (muitas vezes confundidos com cólicas).

A chucha deve ser usada solta, sem correias ou fraldas, pois o peso na chucha deformará mais a boca da criança.

A chucha deve ser escolhida de forma consciente, anatómica e pequena. As chuchas demasiado grandes não caiem durante a noite mas deformam mais a boca das crianças. Se o bebé aprendeu a apenas adormecer com a chucha não acordará se não a tiver na boca. Se os Pais não querem levantar-se durante a noite para colocar a chucha no bebé coloquem várias chuchas na cama para a criança a poder facilmente encontrar e desenvolver autonomia.

Após o 1ºano o livre acesso à chucha cria um vício difícil de controlar e com repercussões graves no controlo de ansiedade, na formação dos ossos da boca e na posição dentária.

Porque ficam então as bocas “tortas”?

A utilização de chucha durante o dia impede o desenvolvimento normal dos ossos da boca, os dentes então ficarão tortos porque são suportados por um osso deformado. 

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Existem também outros factores sendo os principais o tipo de alimentação nas diversas fases de crescimento da criança e os problemas respiratórios.

Para um desenvolvimento equilibrado, da boca e da face, o bebé deve ser amamentado, se não for feito deve a tetina do biberão permitir a sucção. Durante a sucção do leite a língua tem movimentos que estimulam o crescimento ideal dos maxilares.

Ao serem introduzidos os alimentos para mastigação, inicia-se uma nova fase em que devem ser oferecidos alimentos cortados e não picados para um desenvolvimento continuado. Assim que possível devem ser introduzidos alimentos duros, secos e fibrosos.

Uma mastigação ideal é feita dos dois lados alternadamente (bilateral) e de boca fechada.

Alternadamente para crescer em simetria e de boca fechada para que todos os músculos da boca exerçam as suas funções e guiem os dentes e ossos adequadamente. Parece complicado mas é bem mais fácil de ensinar e com resultados tão bons que valerá o esforço.

Para a mastigação ideal deve ser avaliada a condição respiratória e esta parte é das mais “cansativas” pois requer persistência. Todos os dias assoar bem o nariz e sempre que necessário lavá-lo com soro fisiológico (desde o nascimento, antes de dormir e antes das refeições).

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 Céu da boca (palato) profundo devido a problemas respiratórios. Possíveis consequências de nariz “entupido”, maus hábitos na alimentação ou chucha. Devem ser evitados ou corrigidos antes da dentição definitiva estar completa.

Top 5 dos dentes direitos:

 – chucha só para dormir

 – amamentação

 – alimentação adequada à idade sem facilitismos

 – alimentos secos, duros e fibrosos

 – nariz desentupido

Por Rita Sousa Tavares, para Up To  Kids®

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O melhor amigo das cáries

Amigo, Amigo é o açúcar.

As formas como estão apresentados chegam a ser maquiavélicos tudo pela lei do marketing e das vendas.

Vejamos: gomas, todas as pessoas sabem mas, e as pastilhas? Tantas crianças consomem e poucos são os que lêem a informação sobre a quantidade/tipo de açúcar existente.
Hoje em dia há pastilhas com Xilitol e existem estudos que demonstram a redução das bactérias cariogénicas (que provocam cáries) após o consumo de Xilitol.

Já pensaram nos cereais de pequeno-almoço infantis?
Hora da experiência! Coloque um na boca, seco e mastigue bem (sim porque é doce as crianças mastigam-no bem). Agora escove os dentes. Esfregue. Passe o fio dentário. E por fim observe. Tem a certeza q tirou tudo? Há fissuras, ranhuras, áreas que não terá acesso e o açúcar por lá ficará.
O açúcar no dente torna-se ácido, corrói a estrutura dentária, ao existirem bactérias cariogénicas inicia-se uma cavidade/cárie.

Cárie dentária nas fissuras do dente molar
Cárie dentária inicial nas faces dos dentes posteriores (lesão branca)

 

A dentição de leite é suposto ter espaços, chamados espaços primatas. Esses espaços serão ocupados pelos dentes definitivos (que serão sempre maiores que os de leite). Se não existem esses espaços o mais provável será a falta de espaço para a erupção dos dentes definitivos que consequentemente nascerão “tortos”.

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Dentes lindos e certinhos


Com tratamentos adequados pode estimular o crescimento da boca do seu filho. Pode também evitar hábitos que prejudiquem esta atrofia dos maxilares, como a utilização de biberãos, devido à facilidade com que debitam o leite.

A Amamentação provoca o crescimento ideal dos maxilares devido aos movimentos de sucção.
Manter o nariz limpo e bem assoado e estimular a mastigação de todo o tipo de alimentos assim como estimular a mastigação bilateral (direita e esquerda alternada) e de boca fechada promove um crescimento harmonioso e correcto da face e das arcadas dentárias.

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Dispositivos de fita dentária

Escondidos entre dentes também poderão ficar alimentos… pelo que é fundamental na higiene diária o uso de fita dentária (há com aplicador para facilitar a utilização).


Anti-inflamatórios, febres altas e abcessos em dentes de leite

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Gráfico com cronologia do crescimento dentário ao longo da vida da criança. Apresentando lesão de dentes definitivos por queda (1 ano de idade). Neste tipo de lesão reconhece-se que as raízes do dente de leite provocaram uma lesão permanente nas coroas dos dentes definitivos.

A utilização frequente de anti-inflamatórios (como Ibuprofeno), desnecessária ou abusiva, altera o ciclo de formação do dente definitivo causando lesões irreversíveis que só serão visíveis 3/4 anos mais tarde aquando do nascimento dos dentes definitivos. Essas alterações poderão ser desde pequenas manchas a alterações de forma no dente definitivo.
Há também alterações dentárias associadas a febres altas ou infecções crónicas no organismo (desde infecções urinárias a abcessos dentários).

Os dentes definitivos iniciam a sua formação, “dentro dos maxilares” no 1º ano de vida do bebé, e ao longo dos anos, lentamente vão-se formando. Quando a coroa está formada inicia-se a reabsorção fisiológica da raiz do dente de leite que assim cairá e dará lugar ao dente definitivo que ainda não terminou o seu desenvolvimento.

Quando o bebé/criança sofre um traumatismo/abcesso ou pico de febre até aos 3 anos de idade (assinalado a roxo, no gráfico) os Pais devem estar alertados para as possíveis consequências nos dentes definitivos anteriores. Assim como abcessos recorrentes nos molares de leite podem deteriorar os pré-molares que só nascerão após os 10 anos de idade.

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A cronologia de erupção dos dentes não deve ser ignorada. Os dentes de leite são 20 e os dentes definitivos são 32. Por volta dos 6 anos de idade, quando se inicia a transição dos dentes nascem 4 dentes (molares) onde não existia nenhum dente. Nesta altura pode existir desconforto e deve ser um adulto a escovar os últimos dentes, devido a dificuldade de acesso e à sensibilidade na gengiva. Entra-se depois numa fase de “paragem” e por volta dos 9 anos a nova fase contempla 12 dentes, caninos e molares de leite que serão substituídos por pré-molares.


O flúor engolido em excesso provoca lesões dos dentes definitivos que vão de pequenas manchas a alterações graves do dente. Por isso a pasta de dentes não deve nunca estar ao alcance das crianças.

imagemcapa@GettyImages