Porque é que todas as Mães são loucas?

21 h – A Mãe, cansada, manda-os lavar os dentes.

Já sonha com aquele momento em que vai pôr a botija de água quente no pescoço. Não devia ter andado tantos kms a pé com aquele vento gelado e cortante mas, sem carro, sente-se perneta e acaba por fazer toda a sua rotina como se o carro não tivesse ido à revisão. Reparou que o miúdo coçava a cabeça que nem um perdido. Mas sabia que, provavelmente, era a crosta de ter partido a cabeça há pouco tempo (raio dos putos sempre cheios de “mazelas”!!!). Pelo sim, pelo não, resolveu dar uma olhadela para tentar perceber se a ferida estava sarada. Para constatar que sim, a ferida estava sarada, não havia qualquer sinal da crosta, ufa! … havia sim uma ENORME e NOJENTA comunidade de parasitas a habitar a cabeça do seu filho que nunca antes teve tal coisa. Chegou mesmo a pensar que o miúdo era imune!

Levantou-se num grito: “ TODOS PARA A MINHA CASA DE BANHO!!!”.

Está sempre preparada com toda a panóplia necessária para o massacre aos piolhos! O miúdo já chorava, os piolhos corriam em rio até ao ralo e o pente continuava a raspar o couro cabeludo até ao tutano. A mãe, desesperada, imaginava as cabeças dos outros residentes. Ia ter tanto trabalho…

O marido estava na mesma posição em que o “deixou” aquando da descoberta da infestação. Ela, desesperada, sabe que ele tem que ser “mandado” para que se mexa. Grita da casa de banho: “Tira os lençóis e fronhas de todas as camas, põe na lavandaria. Depois, tira todas as almofadas que estão em cima dos sofás e põe na varanda!” … Ele ouviu “Desmonta o sofá e põe na varanda“, tudo o resto passou ao lado. Todos de touca, depois da primeira esfrega, cheios de um óleo nojento que escorre pelo pescoço abaixo. A mãe olha para a varanda e fica com a ideia de que se abrir a janela da varanda é atacada pelos almofadões que compõe os sofás. Sorte que têm redes na varanda, senão os vizinhos tinham um sofá no terraço. A mais nova, já a acusar a hora tardia, a um canto sem se encostar a nada porque a Mãe a avisou, parece dormir de pé. A Mãe continua!

“- Vai buscar o aspirador e aspira todas as almofadas!
-A Mãe está a aspirar os piolhos das almofadas?
-Não sei querida, espero bem que sim!
-E eles não vão ficar todos ali no saco do aspirador?
-Vai tirar os lençóis da tua cama sff! ” -Não pode sequer pensar que está cercada de piolhos! – De luvas amarelas, limpa e esfrega tudo o que pode! Desta vez quer lá saber do gasto energético! Vai tudo para a máquina de secar! Faz uma data de máquinas de roupa entre penteadelas massacrantes e vinagres que ardem por todo o lado.

No fim, passadas umas 3 horas, a mais nova já dorme. O miúdo fez uma alergia qualquer ao vinagre… ele bem avisou que aquilo estava a arder. Leva um claritine no bucho, “by the yes, by the no”.

-Ela vai dormir assim? – Pergunta o marido com um ar incrédulo de quem está bem por dentro do assunto, parece que se fartou de ajudar! Cara de quem acha que a mulher está a ter um acto de loucura…

Assim como?
-Sem edredon!
-Como sem edredon?!
-Não vi ali nenhum edredon, por isso, só a tapei com uma capa de edredon, mas não tinha aquela parte do edredon, a quentinha… E já é inverno. – Ela tem uma vontade louca de o embrulhar num edredon e de o pôr a dormir na varanda com o sofá desmontado… em cima dele! Em vez disso, vai buscar o edredon e faz aquele trabalho que exige alguma inteligência e destreza. Quando se deita pensa como é que é possível uma criança ter um enxame tão grande de piolhos na cabeça e não pegar ao resto da familia.

Ainda pensou se não seria outro animal qualquer, mas não, eram mesmo piolhos. A vontade que teve de arrancar tudo à tesourada… Que sorte que calhou logo num dia em que tem as costas feitas num fanico.

Esta Mãe queria ser ainda mais louca, queria ser uma daquelas Mães que consegue dormir uma noite, sem ansiedades, sabendo que o filho está carregadinho destes bichos e espera calmamente para no dia seguinte tratar disso… com calma.

O AMOR É LOUCO, NÃO FAÇAM POUCO..

10 coisas que nunca se deve dizer a uma Mãe só de rapazes…

1. Quando é que vai tentar a rapariga?
2. Quando é que tenta a princesa?
3. Dois rapazes? Agora tem de tentar a boneca!
4. Então, quando é que vem uma Francisquinha a caminho?
5. Que giro, dois rapazes para depois vir uma princesa!
6. Dois meninos? Agora é que vai ser ela!
7. Ai…imagino que queira agora uma Francisca!
8. Dois rapazes? Boa sorte! Quando chega a rapariga?
9. Ui! A próxima virá rapariga com certeza!

10. Não se preocupe que à terceira é de vez.

Pois…sempre quis ter uma rapariga, é verdade. Mas confesso que, se algum dia for ao terceiro, o que interessa é que seja saudável e perfeitinho. E se não for, que seja feliz. Boy or girl, tanto faz, a verdade é que adoro ser a princesa da família. E se (algum dia) vier o terceiro, que venha outro rapaz!

 

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“A Dieta da Crise é uma dieta que o leva literalmente a apertar o cinto.”

O nome, obviamente apelativo por equilibrar duas necessidades de muitas mulheres e mães hoje em dia, diz tudo. Normalmente o termo dieta é associado à vontade/necessidade de perder peso e crise à vontade/necessidade de poupar dinheiro.
O slogan “Perder peso sem perder a cabeça” aguçou o meu interesse neste conceito. Já visitei várias páginas e grupos de dieta no Facebook e quis saber qual o segredo do sucesso da  Dieta da Crise:

  • 100% online, acessível a partir de qualquer lugar, a qualquer hora
  • Alimentação saudável a preços baixos
  • Estratégias eficazes de motivação pessoal
  • Grupos pequenos com grande taxa de sucesso
  • Acompanhamento diário por uma nutricionista

Fomos falar com a Nutricionista Rita RM, responsável por este projeto para saber como tudo começou e mais importante ainda, para saber quando posso começar?

Com 2 filhos e uma casa para gerir constatei que as dificuldades financeiras acabam por facilmente promover uma alimentação desequilibrada e foi o que me levou a procurar alternativas à crise inerente que também senti na pele. A minha irmã Inês, personal trainer, acabou por dar o impulso que faltava para a criação da página de facebook “Dieta da Crise”. Até à data, nunca tinha tido qualquer contacto com as redes sociais e foi desta forma que me estreei neste mundo.

Nesta página sugiro, gratuitamente, receitas light e saudáveis com produtos em promoção, os locais onde as podemos encontrar e por quanto tempo estarão disponíveis.

A Dieta da Crise é uma dieta que o leva literalmente a apertar o cinto.

Uma dieta, nos dias de hoje, exige – quase sistematicamente – um orçamento em geral inacessível a muitos. As pessoas chegam a perder a cabeça e a gastar rios de dinheiro, dinheiro que têm e não têm, pelo desespero de querer perder peso. Mas não tem que ser assim! Uma harmonia entre os dois é perfeitamente viável desde que haja um acompanhamento atento de um profissional da área de nutrição mas que também tenha alguma noção das despesas inerentes à alteração dos hábitos alimentares.

Posteriormente, comecei a criar grupos de dieta no facebook porque, uma das dificuldades que me fui apercebendo ao longo da minha prática clínica foi de que as pessoas precisam de um acompanhamento quase diário, assim estão constantemente a ser relembradas. O espaçamento entre consultas é, muitas vezes, desfavorável a quem faz dieta. Estes grupos têm a duração de 4 semanas, com a possibilidade de continuação e integração em novo grupo. No grupo são fornecidos os planos alimentares, há partilha diária de receitas, dicas ou sugestões, entre outras. Há partilha de perda de peso e medidas semanalmente. Muitos participantes chegam mesmo a assumir que o facto de terem que partilhar a perda de peso e medidas todas as semanas, os leva a querer atingir os melhores resultados, como numa competição saudável! 

Há, de facto, uma entreajuda entre os participantes que mantém a motivação em alta. Segundo vários estudos, as pessoas que fazem dieta por sua conta tendem a perder muito menos peso do que aquelas que aderem a um grupo de dieta onde chegam a perder o dobro. Isto acontece porque se sentem muito mais empenhadas e motivadas ao lutarem pelo mesmo objectivo.

Todos os meses abrem novas vagas na página. As pessoas que queiram participar terão que estar atentos à página perto do fim de cada mês.”

 

As vantagens desta dieta em grupo:

✓ Acompanhada por uma nutricionista;

✓ Vertente motivacional muito forte, pois como já foi dito anteriormente a dieta em grupo tem mais resultados do que se for feita por conta própria;

✓ A qualquer instante a sua dúvida é esclarecida;

✓ Qualquer pessoa pode entrar num grupo independentemente da sua localização;

✓ Acessível a qualquer pessoa que precise e queira alterar e melhorar os seus hábitos alimentares.

Como participar num grupo de Dieta da Crise:
1. Seguir a página Dieta da Crise, onde pode aceder às receitas e dicas GRATUITAMENTE;
2. Na última semana de cada mês são criados novos grupos e abrem novas vagas – Para se inscrever deverá enviar uma MP nessa altura;
3. Receberá um documento com as regras do grupo e outro documento, para preenchimento, com dados específicos, como por exemplo, o peso, a altura, idade, patologias (doenças), medicamentos, prática de exercício físico, entre outros.
4. Se pretender avançar, será inserida num grupo de dieta específico com a duração de 4 semanas;
5. Após as 4 semanas, poderá renovar a sua inscrição para um novo grupo específico ou, caso se sinta confiante, poderá simplesmente dar continuidade por conta própria à metodologia desenvolvida no grupo, seguindo as dicas e receitas da página da Dieta da Crise.

 

Fiquem atentos que em breve teremos um passatempo!

 

DIETA DA CRISE “Perder peso sem perder a cabeça”
Rita RM – Nutricionista desde 2004 | Cédula Profissional 1320N | “Where there’s a will, there’s a way”

Tudo uma questão de sorte

Francisca. 34 anos. 3 filhos. No último ano mudou de vida. Teve um bebé. Mudou de casa. Mudou de profissão. Mudou de hábitos. Mudou de vida, lá está. No último ano emagreceu com o cansaço, ganhou brancas, rugas e olheiras. Aprendeu a dar mais valor às coisas simples da vida. Coisas simples como dormir. Sim, dormir.
A verdade é que já não me lembro de dormir uma noite inteira. Há praticamente 7 anos que acordo várias vezes durante a noite. Vá, com um intervalo de 5 ou 6 meses, quando o Manel finalmente passou a dormir a noite toda e a barriga do Zé Maria ainda não pesava por aí além. Todas as outras noites foram uma tortura. Uma T-O-R-T-U-R-A. Não tenho vergonha em admitir.
Adoro um recém-nascido e todo aquele maravilhoso mundo à sua volta. Não há nada melhor do que a sensação de trazer um bebé com poucos dias para casa. Um bebé perfeitinho, saudável, cheio de vida. Uma verdadeira benção! Mas a previsão das noites mal dormidas sempre me trouxe uma ansiedade terrível. Logo eu, que antes de ser Mãe, se não dormisse as minhas sagradas 8 horas tinha o dia estragado…Logo eu, que tinha o sono mais pesado do que um menir. Logo eu, que acordo sempre com uma má-disposição terrível…
“A culpa é tua, que os mimas demais…”
“A culpa é da Mãe, que não os soube educar direito na hora de ir para a cama…”
“A culpa é da Francisca, que não os deixa chorar, não há milagres!”
Foram tantas, mas tantas a vezes que já ouvi isto.
“Já experimentaste um terapeuta de sono?!”
“Já ouviste falar do livro xpto? Põe-nos a dormir em 2 dias!”
“Já tentaste o método infalível do não-sei-quê?”
Já não aguento tanta pergunta…
Não, não deixo os meus bebés a chorar. Não, não os ponho a dormir no seu próprio quarto mal nascem. Sim, quando choram a meio da noite, e se não acalmam logo com a chupeta, vêem para a minha cama, tal é o cansaço (e a vontade de dormir agarradinha a uns seres pequeninos!). Sim, dei de mamar até muito tarde. Sim, dou-lhes mimo (do bom) a mais. Faço tudo mal. Ou bem! O que é que tem?
Um dia destes, uma amiga minha disse-me uma coisa muito acertada. Então: Há 3 tipos de Mães. Há aquelas cujos filhos dormem a noite toda desde sempre: uma minoria. Há também as Mães com filhos que não dormem, ponto: a grande maioria. E depois há aquelas cujos filhos também não dormem mas em vez de admitirem…mentem!
Ah e tal, o teu filho não dorme? Ui! Coitada! O meu dorme desde as 3 semanas de vida!! Uma M-A-R-A-V-I-L-H-A!
Antes ainda lhes perguntava qual era o truque de magia…agora já estou naquela fase em que finjo que não ouço para não desmaiar…
Pois muito bem, eu admito que os meus filhos não dormem. Admito, também, que me tem saído bem cara esta brincadeira. Agora, por favor, não me venham dizer que a culpa é minha! Não, quando tudo isto é uma questão de sorte, salvo melhor opinião em contrário. Conheço muitas Mães que adoptaram exactamente os mesmos rituais de sono para os filhos, e em que um dormia a noite toda, e o outro acordava de hora em hora. É isso mesmo: tudo uma questão de sorte. Há bebés que tem mais tendência para dormir bem do que outros. Tem a ver com o ritmo de cada um. Ponto.
Adoro a minha vida, não me arrependo nem um milésimo de segundo das opções que fiz, mas, por favor, querida sorte, devolve-me as minhas milagrosas noites de sono. Não sei quanto tempo mais vou aguentar! É que, sabes, já é uma questão de saúde! Sou feliz. Sou muito feliz, mas sou uma felizarda cheia de sono…

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O menino que nunca tinha sono nos olhos

Um dia, não há muito tempo, a minha mulher chegou a casa muito em baixo, porque nesse dia a chefe lhe tinha dito: “tens as sobrancelhas por arranjar, vê lá se o teu marido um dia não te deixa”...

Débora,

há algum tempo que noto que realmente tens as sobrancelhas por arranjar… O cabelo desalinhado, e sempre apanhado para dar menos trabalho.

Já não te preocupas com a aparência como antes te preocupavas. E até o teu peso, depois da gravidez, nunca voltou ao que estava! Tens-te tornado menos preocupada contigo própria… Não tens tempo para cuidar da tua aparência da mesma forma que antes fazias!

E a casa?! Disso então nem se fala! Já não consegues ter o mesmo tempo para manter tudo a cheirar a limpo e impecavelmente arrumado como antes conseguias e tinhas gosto. A cozinha raramente está completamente limpa. A sala está tantas vezes desarrumada e cheia de brinquedos que até já acho que é esse o estado normal dela. E o quarto, não me lembro da última vez que o vi com a cama feita e tudo arrumadinho e a cheirar a limpo.

Realmente, não foi esta a Mulher com quem me casei! Mas porra, como eu AMO e ADMIRO esta MULHER!

Porque com essas sobrancelhas por arranjar, o cabelo desalinhado, o teu ar despreocupado com a aparência e acima de tudo com as aparências, estás INFINITAMENTE MAIS LINDA! O teu sorriso, que apesar do cansaço gigante não desaparece nunca, a forma linda, doce, meiga como tratas a nossas filhas e me tratas a mim! A tua dedicação infindável a ser Mãe, Esposa, Dona de Casa, Irmã, Filha, Neta, Amiga, Companheira, Enfermeira, Chefe! E a forma como consegues desempenhar todas estas tarefas de uma forma tão linda, tão completa e tão especial!

A tua preocupação connosco! O colocares sempre as tuas filhas e o teu marido à tua frente! O cuidado que colocas em tudo! O Amor que tens para connosco! A segurança que me dás! A forma firme, alegre e confiante com que encaras a vida e todas as adversidades que te surjam pela frente! Sempre com uma resposta, sempre com uma solução, sempre com um sorriso! E sempre sabendo que “existe sempre um caminho”.

O teu esforço, as horas e horas em que cuidas sozinha das nossas filhas enquanto trabalho, o mimo e educação que lhes dás! O Amor e Paixão que nos demonstras! A amiga e companheira que és! A paciência que tens comigo e com as nossas filhas, todos os dias! Os sermões que me dás e que tão merecidos são. A pessoa em que me tens ajudado a tornar, tudo o que me tens ensinado. A pedra, o pilar que és na nossa vida, na nossa família! E na vida de tanta gente que te conhece!

A forma como enches os nossos corações de Amor! E a forma como, (des)arranjando a nossa vida, nos enches os corações de alegria!

E a forma como, apesar de desarrumada, consegues tornar a nossa casa, verdadeiramente, no nosso lar! Um lar cheio de amor, alegria, sorrisos e felicidade! Porque a nossa casa, o nosso lar, na realidade somos nós os 4 (agora 5)!

AMO-TE!

Quando os meus filhos eram mais novos, eu questionava-me o que tinha eu feito para merecer crianças com tanta personalidade. Eu olhava para as outras famílias e os filhos eram tão fáceis de agradar e de lidar. Os meus filhos sempre foram muito vivos. Muitas vezes eram mesmo desobedientes. Testavam constantemente a minha paciência. Ou as coisas corriam à maneira deles, ou não havia maneira possível – quando obrigados, faziam birras, gritavam e esperneavam até conseguirem o que queriam. Cheguei a questionar-me se esta vontade própria toda seria genética, e a quem é que eles teriam saído?

Num domingo, à saída da missa, o meu filho Andrew de 3 anos na altura, estava particularmente agitado. Enquanto ele gritava, uma senhora mais velha veio ter comigo e disse-me: “Os seus filhos são muito queridos

Olhei para o meu filho aos gritos, e perguntei se estava a falar com a pessoa certa.

“Eles são muito destemidos, o que significa que vão alcançar muito na vida”

Eu disse-lhe que esperava que ela tivesse razão, e confiante, a senhora assegurou-me que sim.

Confesso que, o que mais me surpreendeu foi o timming dela. Todos os domingos me via com os meus filhos na missa a debater-me com o comportamento deles, semana após semana. Ela sabia que passei mais tempo de pé a tentar controlá-los do que a ouvir os sermões. Não percebi porque é que escolheu aquele momento em particular para falar comigo. O meu filho estava aos gritos, a minha paciência praticamente a explodir e foi nesse momento que a senhora me veio dizer que eles tinham um potencial imenso.

Eu sabia que esta senhora não era uma mulher qualquer. Ela tinha criado 5 filhos fantásticos. Era daquelas pessoas que falava pouco, mas quando abria a boca os restantes paravam para ouvir, porque era a personificação da sabedoria. Quem me dera ser como ela!…

E lá ficou, ao meu lado, a dizer-me que estes momentos avassaladores com os meus filhos iriam passar. Ela sabia da luta interna que eu estava a viver: sabia que me questionava se valia a pena leva-los à igreja ou sobre o que poderia fazer para os educar melhor.

Eu quis desesperadamente acreditar nela. Mas como é que podemos ter certezas? Na verdade ela nem sequer conhecia os meus filhos!

Enquanto me ia embora, continuei a pensar nas suas palavras até que o meu coração se encheu de esperança e os olhos de lágrimas. Eu queria muito acreditar que esta senhora sabia de algo que eu não sabia. Aliás, eu acho que ela sabia MUITAS coisas que eu nem sequer sonhava. E quem sabe, talvez fosse a resposta às minhas preces. Uma garantia de que esta fase não duraria para sempre e que os meus filhos, aparentemente impossíveis, tinham tanta personalidade porque iriam precisar dela um dia mais tarde. Isto deu-me algum conforto na altura.

Tenho pensado muito nas suas palavras desde então. Eu lembro-me delas cada vez que estou a passar por momentos mais difíceis. Eu lembro-me delas sempre que uma fase destas a se transforma numa fase de crescimento e compreensão mutua. Eu lembro-me delas sempre que vejo crianças “impossíveis” a tornarem-se em adolescentes motivados e conscientes, cuja personalidade forte e a força de vontade se enraizou de forma a fortalece-los e fortalecer os que os rodeiam.

Hoje em dia, não tenho qualquer dúvida de que, há uns anos atrás, aquela senhora sabia exactamente o que estava a dizer. Ela sabia, e só agora é que eu estou a aprender que a personalidade forte numa criança não deve ser algo que nos assusta porque é uma excelente qualidade.

É claro que estas crianças precisam de orientação e exigem paciência extra. Estas crianças precisam de pais exigentes, lideres fortes que, gentilmente mas com firmeza, lhes lembrem que têm muito que aprender. E que o caminho que escolhem nem sempre é o melhor. Estas crianças exigem pais que lhes ensinem a canalizar a força de vontade em actividades construtivas, o que para elas, pode ser avassalador.

Houve momentos em que me senti a falar para uma parede. Houve momentos em que senti  a andar para trás e não para a frente. Houve momentos em que só me apeteceu baixar os braços e desistir e por vezes acabei mesmo por fazê-lo. Mas também houve momentos em que me senti o aluno e não o professor. Houve momentos que me sentei e fiquei a observar maravilhada a genica e a convicção dos meus filhos. Nestes momentos consegui visualizar a grandeza deles, ainda num processo de casulo.

Eu sei que tenho muito a aprender com os meus filhos. Até com o mais velho de 15 anos. E sei que faltam muitos anos para ver o resultado do meu trabalho com os meus filhos. Sei que por mais que me esforça, nada me garantirá que se tornarão em adultos respeitáveis e felizes. No entanto estou num ponto em que confio nas palavras daquela senhora, cuja sabedoria excedia largamente a minha, ainda hoje em dia. Estas palavras deram-me a força que precisei para superar as fases mais difíceis.

Talvez também consigas encontrar conforto e força nas palavras dela. Confia nelas, como eu confiei, quando não conseguires guiar-te na floresta. Confia nelas quando te questionares se a lagarta algum dia se vai transformar em borboleta. Apoia-te nelas quando a tua paciência for levada ao extremo e quando tiveres a certeza de que, um único dia a mais vai acabar contigo.

Confia nestas palavras. A minha amiga sabia o que dizia.

 

Artigo publicado originalmente em Simplyforreal

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Como arranjares tempo para ti

Quando nos tornamos mães temos tendência a colocar-nos sempre em segundo plano. A prioridade passam a ser os filhos.
Esta mudança de prioridades é comum e perfeitamente normal!

Noutros tempos tinhas tempo para estar no cabeleireiro uma tarde inteira para fazer madeixas e a manicure. Tinhas tempo de passar sempre creme no fim de cada banho, de fazer esfoliação. Agora, se calhar não. Aliás este “gasto” de tempo se talvez já nem faça muito sentido, porque como diz o poeta: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” 

O que resolvi trazer aqui hoje são um conjunto de dicas para que, com o tempo que tens agora, possas também ter tempo para ti.

  • Organizar as tarefas para a semana
    Se tiveres uma agenda em que tenhas tudo apontado para toda a semana assim como, refeições; horários das crianças; pagamento de contas; etc. Será tudo muito mais fácil. Centrando tudo num só local é só consultar e já ficas a saber como tens a tua semana organizada. Pode ser agenda do google ou uma agenda física, pode até ser uma aplicação. Aquilo que te der mais jeito na tua vida.
  • Delegar tarefas aos mais pequenos
    As crianças conseguem e gostam sempre de ajudar em alguma tarefa de casa. Partilha as tarefas domésticas com os miúdos. Dando-lhe esta liberdade os pais ficam com mais tempo e a criança fica contente porque sente que tem responsabilidades, que confiam nela.
  • Cremes multifacetados para o rosto
    Já não tens possibilidade de comprar aquele creme antirrugas XPTO da marca muito boa e extremamente cara? Lembra-te que o que faz mais rugas é a exposição solar (e o stress). Por isso para prevenir rugas e hidratar o rosto opta por um creme simples que até dê para utilizar no teu filho como hidratante. Por cima desse creme hidratante utiliza todos os dias do ano um protetor solar 50+. Podes também optar por um creme hidratante que já tenha fator de proteção mas estes nunca trazem um fator de proteção muito elevado e pode não ser adequada a sua utilização em crianças.
  • Cremes multifacetados para o corpo
    Existem neste momento hidratantes em spray que facilmente e em poucos segundos deixam o teu corpo hidratado mesmo que tenhas muito pouco tempo para tomar banho sossegada.
  • Momentos para ti
    Tenta estipular um dia, pelo menos,  uma vez por mês para tirares um momento para ti. Umas horas só tuas, para meditar, para fazer exercício, para dormir, o que te apetecer. Marca estas horas na tua agenda e cumpre-as como se fosse uma reunião do trabalho. Estes momentos que te parecerão uma perca de tempo inicialmente, vão traduzir-se em ganhos. Nestes momento reduzes drasticamente os níveis de stress, consegues pôr ideias em ordem e priorizar. Verás que os dias a seguir renderão muito mais! Se te organizares, verás que com o tempo conseguirás fazê-lo mais dos que uma vez/mês.
  • Reorganiza as tuas redes sociais
    “Limpa” as tuas redes sociais. Agora que és mãe não há tempo para ler tudo sobre tudo. Foca-te nos temas que te interessam mais. Sabias que podes organizar o facebook por interesses criando listas? Que podes definir o que queres ver em primeiro lugar no teu feed, etc. Excesso de informação não ajuda na nossa gestão de tempo. Por isso se selecionares melhor o que queres ver terás estarás a ganhar tempo, pois a informação chegará a ti de forma organizada.

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Mais Mulheres, Melhores Mães

Quando a mulher se torna mãe

Uma Mãe nunca falha quando dá tudo, quando reflete, quando se interroga.

Uma Mãe nunca falha quando sente o laço. Essa magia em farrapos que vive no peito.

Uma Mãe nunca falha quando partilha as suas dores, as suas amarguras os seus “porquês”.

Uma Mãe que pede ajuda é uma Mãe mais próxima do coração dos seus filhos. É uma super lua repousada na janela do carinho, do orgulho, da suprema sensação de dar tudo.

Aquela criança que a Mãe já foi, por vezes ainda chora à noite. Aquela criança está em cada suspiro escondido, em cada inquietação natural.  mae-nunca-falha

Uma Mãe que elogia a vida, procura sentir uma teoria como uma ferramenta. E se não a souber usar? Tenta outra vez. 

Uma Mãe que se arrepende, não falha.

Talvez o papel da Mãe seja apoquentar-se quase sempre. 

A vida passa. Os olhos dos filhos também já não têm o brilho de antes. 

Ninguém nos ensinou sobre a vida. Poucos nos falaram nos impostos. Ninguém explicou a morte. Não sabemos lidar com a saudade. Falamos pouco de sentimentos.

Mas não queremos falhar! Não podemos! 

Vamos dar tudo. Vamos partilhar. Vamos pedir ajuda e perdoar também a criança que já fomos, porque ela teima em não ir embora…

A vida passa. Nada tem o brilho de antes. Só o futuro.

Tentamos outra vez? O laço, ninguém nos tira. Talvez seja propositado ele ser em farrapos. 

 #Manifesto às Mães#

Um adeus ao meu filho

Passei pelo quarto do meu filho e vi-o a dormir. Entrei para desligar a luz, e quando alcancei o interruptor, olhei para a pessoa que estava deitada na cama e percebi: ele já é um jovem. Já não é um miúdo, é um jovem com tamanho de adulto.

Calma. Pára, respira. Precisei de um segundo para me recompor. Precisei de um momento para me despedir. Para dizer adeus.

Eu sei que não posso parar o tempo e, que aquele miúdo que ainda vivia preso entre o mundo infantil e a adolescência, ia crescer. Tem sido sempre assim. De um bebé pequenino que cabia de corpo inteiro na palma de uma mão, a uma criança sorridente que para onde ia queria levar o Comboio Thomas ou o Faísca McQueen, até ao estudante robusto que andava sempre em corridas, e que me provocou ataques cardíacos consecutivos – eu amei cada fase da maternidade, cada estágio da sua infância, e chorei muitas vezes a perda do que deixamos para trás.

Saber crescer, saber envelhecer

Há pouco tempo, eu pedi a Deus que me desse mais um verão com ele enquanto criança. Eu precisava só mais uns meses do meu filho pequenino. E aconteceu. Ainda tive um verão perfeito com o meu filho criança mas pouco depois, inevitavelmente, ele cresceu. E eu cresci com ele. Não temos escolha. Ou crescia, ou ficava para trás.

E mesmo agora, eu vejo como tudo tem sido maravilhoso. Eu vejo o adolescente incrível em que ele se está a tornar. Há tantas mudanças diárias na vida dele. Parece que cresceu 20 cm numa semana, e de repente tem uma voz profunda e um riso diferente. Até a maneira de pensar mudou. Discutimos politica, por-amor-de-Deus, e ele sabe o que diz.

Ele está a crescer, a seguir em frente, a deixar a infância para trás e a alcançar o todo o seu potencial. Tal como é suposto. E eu estou a fazer alguma coisa bem, porque o meu filho é uma pessoa incrível. Vai ser um homem magnífico.

Eles crescem e a saudade fica

Eu acho que vou sempre ter saudades daquele miúdo de 6 anos com um sorriso apaixonante, com ideias mágicas, e coração de ouro. Ao dizer adeus a cada fase sua, eu despeço-me do que vou deixar para trás mas preparo-me para o que vem a seguir. O meu filho está a crescer e é maravilhoso, é mágico. Ainda temos tantas aventuras pela frente.

Tenho sorte porque ele ainda me acha divertida na maior parte do tempo. Ou, pelo menos finge. E ainda quer sair comigo. Ainda é o meu companheiro de aventuras, mas agora, é ele que sugere os programas. Ele sai com os amigos, mas dar-me sempre um beijo de despedida antes de sair de casa e responde-me  “eu também” sempre que lhe digo que o adoro, independentemente de quem estiver por perto.
Ele ainda me pede opinião, e depois forma a sua própria.

Às vezes ainda me dá a mão ao atravessar a estrada. Só não sei se é para se sentir seguro, ou para me proteger. Seja qual for a razão, eu dou sempre de volta.

 

Wendy Del Monte, para ScaryMommy,
autorizado para, traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

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Respira fundo, tu consegues.

Eu sei que o teu filho está a gritar no meio do supermercado, mesmo depois de ter lanchado, dormido e brincado. Estás no lugar daquela mãe que sempre juraste que nunca virias a ser e, para piorar, sentes que fizeste tudo bem.

Ou que se mandou para o chão no jardim a meio de uma brincadeira.

Ou que entrou no quarto, viu alguma coisa de que não gostou e começou a chorar copiosamente.

Eu sei que estás a falar com calma, até estares a falar com menos calma do que gostarias.

Eu sei que o teu filho não está a ouvir-te, apesar do esforço monumental que estás a fazer.

Que estás a olhá-lo nos olhos e à espera que isso seja suficiente para o lembrar que estás ali, com toda a paciência do mundo, mesmo ele não estando a demonstrar uma grande solidariedade para contigo.

Eu sei que te apetece virar costas e fingir que não é nada contigo.

Que parece que mais vale dizer “desisto” e deixar que ele se canse.

Que já te baixaste para falar ao mesmo nível que ele, que não levantaste a voz nem a mão e, mesmo assim, não parece ter resultado.

Eu sei que perdeste a paciência e acabaste por o puxar por um braço para o canto para, pelo menos, as pessoas deixarem de olhar para ti como quem sabe tudo, como quem resolveria aquilo num ápice.

Eu sei que sentes culpa por não conseguir sempre dar a volta à situação.

Que gostavas que a tua voz tivesse um efeito calmante imediato.

Que o teu filho fosse tão teu amigo nessas situações como tentas ser amiga dele.

Sei que gostavas que o caminho não tivesse sobressaltos. Ou pelo menos que os sobressaltos não te deixassem com a cabeça à roda, a dizer o que não querias, a sentir-te menos do que deverias.

Sei disso tudo e sei que tentas.

Que dás o teu melhor.

Que às vezes achas que não és capaz.

Que choras sozinha no duche ou ao adormecer.

Que partilhas o que sentes, mas desvalorizas e brincas com a situação para não te doer mais no peito.

Que juras que para a próxima vez já tens a solução mágica, já sabes o que vais fazer e dizer.

O que tu não sabes é que não és a única.

Todas as mães sofrem destes sintomas, por este ou por aquele motivo.

Não há filhos perfeitos e mesmo os mais bem comportados, os melhores alunos, os mais espertos, levantam desafios inimagináveis.

Sei que às vezes queres fechar os olhos por mais de dez segundos e fazer o ruído desaparecer… Mas não te esqueças que à tua frente está uma criança a aprender como se deve agir enquanto adulto. E tu és o seu adulto de referência.

Por isso, respira fundo. Tu consegues.

Afasta o mau humor, o mau feitio (teu ou dele), as energias negativas e tenta.

Não deixes de tentar porque nisto da maternidade às vezes é o teu filho que aprende contigo, noutras és tu que aprendes com ele.

E serão mais os dias em que adormeces a lembrar-te de como cantou aquela música pela primeira vez sem ajuda. Em que no supermercado te ajudou a escolher os legumes. Em que no duche reparou que te tinhas esquecido dos chinelos e tos levou até à banheira.

Se precisares, tira nota: os dias maus existem para que possas dar (sempre) mais valor aos bons.