A falta de reflexão, filha da pressa, uma senhora chata, com o senhor preguiçoso é, por sua vez, mãe do intento perdido.

No outro dia – são tão longas as viagens – dei comigo a pensar que estava muito seguro de que a palestra ia correr bem. Fiquei assustado. De repente, já não estava tão seguro assim…

É que há tempos, tinha lido algures, que um palestrante deve sempre estar um pouco nervoso. Seria sinal de que estava empenhado.

Acabei por entender que era possível a coexistência de ambas as sensações. Estava seguro, mas não deixava de sentir a adrenalina a galopar nas minhas veias.

Esta reflexão levou-me a um local muito bonito. O local onde nasce a segurança. Eu estava seguro porque tinha muito claro o que pretendia alcançar com a palestra.

Na vida é igual!

O que pretendes alcançar? O que queres realizar? Tem isto claro e sentirás segurança.

Decifra isto é terás felicidade.

Irás sentir medo também. Por vezes. É natural. Mas a segurança, qual armadura, fará o teu intento ficar mais próximo. Isso é felicidade.

Qual é mesmo o teu intento? É isto que tens que saber.

A falta de reflexão, filha da pressa, uma senhora chata, com o senhor preguiçoso é, por sua vez, mãe do intento perdido.

Já reparaste, quase de certeza, que falo do Propósito. 

Acabo a palestra e tenho uma grande ovação. Estava seguro, sabia o que ia dizer. Sabia o que desejava provocar. Saio de lá com mais vontade de ter claros os meus propósitos para a vida.

Quais os meus próximos projetos? O que tenho em vista?

Também quero uma ovação da vida.

Cansado, de missão cumprida, surge-me um restaurante na beira da estrada.

Já te tinha dito que as viagens são longas, não já?

Apetece-me um bife. Com alho. Mal passado. Mas bebo água? Só uma cerveja não há-de fazer mal. Mas amanhã acordo cedo…comer muito à noite faz mal… isto pode prejudicar o propósito que defini para o meu trabalho.

Aqui, traiçoeiro, surgiu o outro pilar: o Prazer.

E agora? Qual é que vai ganhar?

Respirar Gratidão Pelas Crianças

Embora a gratidão tenha uma vibração própria, a gratidão pulsa na frequência do amor.

Quando respiramos gratidão, respiramos amor.

Um dos maiores motivadores de bem-estar, a gratidão é uma das fontes mais poderosas de conexão.

Como pais, podemos ser aprendizes incessantes, se estivermos dispostos a ouvir e a observar profundamente.

São-nos oferecidos dons preciosos e vulneráveis ​​que devemos respeitar com todo o coração, com todos os nossos actos.

A conexão profunda às vezes pode parecer um desafio. A maneira como somos programados para entender as crianças – influenciadas pela nossa própria cultura e criação – bloqueia a verdadeira percepção do reino das crianças.

Todos os dias, tentamos ao máximo orientar nosso barco na direcção amorosa e gentil, mas às vezes nosso piloto automático engana-nos e leva-nos de volta ao tipo de pais que não queremos ser.

Há momentos em que questionamos as nossas capacidades como pais, sentimos arrependimento, culpa, vergonha. Às vezes, simplesmente não entendemos porque é que não podemos ser sempre os pais que queremos ser. De tempos em tempos, experimentamos momentos de desespero. Mas, de alguma forma, temos que encontrar uma maneira de voltar e segurar o volante. Às vezes é apenas uma fracção de segundo que temos.

A gratidão ajuda-nos a colocar nosso barco de volta à nossa rota. A gratidão ajuda-nos a reconectar com nossos filhos. E com a situação com que estamos lidar.

E à medida que praticamos mais e mais gratidão, essas reconexões não são fragmentadas. Eles começam a acontecer instantaneamente.

A gratidão tem poderes profundamente misteriosos e infinitos.

Orientar os nossos filhos faz parte de nossa missão como pais. No entanto, orientar os nossos filhos também significa permitir que as crianças liderem o caminho. Permitindo-nos aprender com a sua sabedoria. As crianças sabem muito mais do que se manifestam para o  exterior.

Praticar a gratidão ancora soluções construtivas ao lidar com nossos desafios. Exercer gratidão diariamente ajuda-nos a reformular e crescer a partir de nossas experiências.

A gratidão encoraja aceitação e flexibilidade.

Uma vez que recebamos a gratidão junto com nossa respiração natural, a gratidão renova sua pulsação como um movimento abstrato puro e simples, e expande seu poder em uma parte intrínseca do nosso DNA.

Então a gratidão expande-se no ar que inspiramos e expiramos espontaneamente. E quando respiramos gratidão, amplificamo-la em todo o nosso ambiente.

Escreva ou apenas pense, neste momento, em cinco coisas sobre seus filhos pelos quais você é grato. E todos os dia pratique esse exercício.

Quando começamos este simples hábito, começamos a compreender a mudança imediata que acontece no nosso cérebro. Quando somos gratos, tornamo-nos mais conscientes das coisas verdadeiramente importantes. As nossas prioridades da vida prática são reformuladas.

Quando somos gratos, tocamos a energia do amor. E conectarmo-nos com o amor é conectarmo-nos com bondade e sabedoria. E é aí que começamos a libertar-nos da necessidade de controlo.

Quando sentimos um profundo apreço por termos os nossos filhos nas nossas vidas, os nossos olhos mudam. Os nossos olhos mudam de uma forma que acabamos por expandir a nossa percepção da verdade sobre as crianças. Sobre o que eles estão a tentar comunicar. Começamos a perceber que quando choram ou se revoltam, há sempre uma motivação para essa emoção. Mesmo que nós não a consigamos ver. E passamos a perceber que a criança precisa de ajuda. E não de uma repreensão ou de um castigo.

O nosso trabalho como pais é aceitar os nossos filhos como eles nos são apresentados.

O nosso trabalho como pais é nutrir quem os nossos filhos são.

É incentivá-los a serem sempre fiéis a si mesmos.

E essa é outra das lições que a gratidão nos ensina. A gratidão ensina-nos a aceitar o que é. Como é. Apesar do que é. O que nos faz sentir bem. O que nos deixa desconfortáveis. O que move nossas emoções mais profundas. O que move o núcleo de nossas crenças.

Tudo começa a fazer sentido no momento em começamos a respirar gratidão. O que lemos aparece-nos no momento exacto em que precisamos de lêr. Com quem nos cruzamos, aquilo por que passamos traz consigo uma lição secreta a ser aprendida.

Primeiro temos que SER. Então estaremos prontos para DAR. Só então podemos RECEBER.

Os nossos filhos são coração, corpo e alma. Assim como nós somos. E sermos gratos por eles ajuda-nos a enxergar os desafios com uma mentalidade diferente. Ajuda-nos a olhar para eles de uma perspectiva diferente.

Sermos gratos pelos nossos filhos ajuda-nos a perceber que há coisas sobre as quais temos pouco controlo.

Respirar gratidão pelos nossos filhos estimula-nos a ser mais amigos e parceiros, sermos mais pacientes, resilientes e mais gentis nos momentos mais desafiadores.

Quando inserimos o ato de sermos gratos por tudo o que acontece nas nossas vidas, começamos a abraçar cada experiência como uma oportunidade de crescer e evoluir. Isso traz à consciência coisas que precisamos de trabalhar dentro de nós mesmos.

Traz consciência de que cada circunstância é um presente.

Quando respiramos gratidão pelos nossos filhos, criamos uma nova consciência. Também aprendemos a ser mais cuidadosos com as nossas palavras, com o nosso tom. Com as nossas acções.

Mas além de tudo isso, ensinamos os nossos filhos através do nosso exemplo, a sermos gratos e a valorizar-se a si mesmos como indivíduos, apreciando as suas experiências como uma contribuição para quem eles são.

Respire gratidão pelos seus filhos todos os dias.

E isso trará benefícios para sua vida e para sua família durante toda a sua vida e além dela. Porque isso fará parte do legado que seus filhos transmitirão ao mundo e que, esperamos, se espalhe pelas próximas gerações.

A gratidão pulsa na frequência do amor.

E quando respiramos gratidão, respiramos amor.

Nunca te culpes por teres amado. Por teres confiado. Por teres ajudado. Nunca te culpes por acreditares na bondade humana, na amizade verdadeira, no amor eterno. Nunca te culpes por pagares as contas a tempo, seres dedicado ao teu trabalho, honrar os teus compromissos. Nunca te culpes por dizer a verdade construtiva e pregar pequenas mentiras a fim de não magoar as pessoas. Nunca te culpes por algo que não correu bem apesar de todo empenho empregado. Nunca te culpes por fazeres a escolha certa.

Amaste e não foste amado? Paciência. Acreditaste que tinhas um amigo verdadeiro e não tinhas? Azar do falso amigo que perdeu o teu carinho e atenção. Ajudaste alguém e recebeste ingratidão? O problema não está em ti com certeza.

Por alguma razão, que não sei explicar, há pessoas que ficam ressentidas quando são amparadas e transformam um gesto de carinho numa arma contra quem as ajudou. Uma espécie de sentimento de inferioridade. Uma raiva forte por ter dependido da bondade alheia. A tristeza por deparar-se com as próprias limitações. Limitações comuns à raça humana. Ninguém é auto-suficiente.

Se o outro mentiu, não és tu que te deves sentir magoado. Se o outro foi desleal, não és tu que te deves sentir traído. Se o outro foi ingrato, não és tu que te deves sentir tolo. Tolo é quem não consegue ver a beleza da solidariedade. Tolo é quem acha perda de tempo ajudar as pessoas. Tolo é quem se acha superior aos outros, auto-suficiente. Tolo é quem ignora o sofrimento alheio. Tolo é que nunca se permitiu acreditar em nada e deixa a vida passar sem cor, sem odor, sem gosto.

Pode soar como loucura ou poesia barata, mas tolice é deixar de viver, de amar, de acreditar, de se entregar aos sentimentos, sensações e desafios da vida. Tolice é deixar de amar por medo de ser desprezado. Tolice é deixar de fazer uma prova por medo de ser reprovado. Tolice é deixar de fazer um convite por medo de ouvir um não. Tolice é dizer que nada muda no mundo por preguiça de arregaçar as mangas.

Sim, estamos no mundo para sofrer por amor, para sermos enganados por nós mesmos e pelos outros, manipulados, ignorados, mas também amados, queridos, acolhidos. Estamos no mundo para rir de nós próprio, da nossa ingenuidade, dos absurdos que dizemos quando estamos tristes, confusos e sozinhos.

Estamos no mundo para ganhar e perder. Ganhar aprendizado perdendo o que julgamos mais querer. Estamos no mundo ao sabor das intempéries da natureza e precisamos aprender a nadar na marra quando formos arremessados no mar das incertezas. Viver é não saber. É não entender. É perdoar …é perdoar-se e seguir em frente. Nunca te culpes por fazer a escolha certa.

Por Silvia Marques, publicado originalmente no obvious

Querida filha:

Ao longo do teu caminho irás encontrar todo o tipo de pessoas. Se virmos bem as coisas, já o fazes mas sem que te apercebas disso. As pessoas da tua vida.

Pessoas que exteriorizam o que sentem.

Pessoas que amam pelo olhar.

Que falam pelos cotovelos.

Pessoas que são inundadas pelo silêncio.

Que gostam de organização.

Que não se importam com um pouco de caos.

Pessoas que quando lhes dizem “queria uma coisa” respondem “já não quer?”.

Pessoas que se ofendem com a verdade.

Pessoas que vivem com mentiras.

Que têm bondade no peito.

Que não olham em volta.

Pessoas que não comem carne.

Pessoas que comem de tudo.

Que gostam mais dos animais do que de pessoas.

Que não se importam assim tanto com os bichos.

Pessoas que têm vícios.

Pessoas que tentam ser o mais saudáveis possível.

Que são ávidas por conhecimento.

A quem chega a informação do dia a dia.

Pessoas que amam ler e devoram livros.

Pessoas que não ligam a livros e só os lêem por obrigação.

Pessoas que se esquecem de tudo em todo o lado.

Outras que são autênticas agendas ambulantes.

Pessoas que têm a matéria em dia com semanas de antecedência.

Outras que a cinco minutos do teste ainda estão a decorar o quadro com o resumo, que está na página 82.

Pessoas que acreditam no amor.

Pessoas a quem a vida tirou a esperança de amarem para sempre.

Pessoas que perderam tudo menos a sua essência.

Pessoas que têm tudo menos uma boa essência.

Que se dedicam aos outros.

Que se dedicam apenas a si.

Que querem muito ter filhos.

Que são felizes sem prole.

Que face ao desconhecido saltam.

Outras que ponderam, e ponderam e ponderam.

Pessoas que reclamam por não ganharem o Euromilhões, mesmo sem nunca jogarem.

Pessoas que acreditam que excesso de dinheiro não lhes traria felicidade.

Pessoas que tiveram a capacidade de mudar.

Pessoas que são iguais há vinte anos.

Pessoas que têm sempre sete pedras na mão.

Outras que na mão carregam paz.

Pessoas que, sabiamente, são um pouco de tudo acima descrito ou absolutamente nada do que aqui escrevi. Os sábios sabem viver no meio termo.

Poderia continuar eternamente.

Todas as pessoas têm as suas características e num mundo cada vez mais repleto de rótulos, cabe-te a ti perceber que ninguém é só uma coisa.

Podes aprender com toda a gente, nem que seja que não queres ser como alguém. Mas acredita quando te digo que ninguém tem a função de te ensinar seja o que for (com excepção dos professores com que te cruzarás). Esse caminho é teu e não podes esperar dos outros que te tragam respostas (e felicidade). Se procurares o suficiente irás encontrá-las. Se te rodeares das pessoas certas terás respostas antes de formulares as tuas perguntas.

As pessoas que tens à tua volta são a tua maior fonte de riqueza. Bebe dela e viverás (feliz para sempre).

LER PRIMEIRO |
O SAL DA VIDA

Depois da festa acorda-se tarde. Para quem tem filhos, isto quer dizer pouco depois das nove da manhã.

Depois da festa vejo-o pela primeira vez. Lá está ele. Um cabelo branco.
Acordo, vou ao espelho e lá está ele.

Será que surgiu do dia para a noite? Será que ouviu o “parabéns a você” e apareceu como quem grita “Estou aqui! Apanhei-te!”?

Lavo a cara e ouço que os miúdos já acordaram todos. Todos. Um, dois três…Depois não quero estar a ficar ve…Talvez não seja bom usar a palavra. Peço um abraço com força aos três. Afinal, o pai está um ano mais ve…

Lembro-me de um filme em que a personagem interpretada por Tom Cruise, retira um cabelo branco com uma pinça depois de se observar ao espelho. A sorte é que não achei a cena ridícula. Achei premonitório. Recordo-me de ter pensado: “Serei eu a fazê-lo em breve?”.

E também me trouxe questões. Será que a personagem estará a levar o envelhecimento a mal? Será positivo o comportamento de arrancar o cabelo, porque denota preocupação com a imagem? É um pormenor? É um sinal?

A palavra que há pouco evitei era velho. Pesa um pouco. Antes ela (a palavra) do que eu…

Depois da festa, temos de continuar! Arrumar a sala, limpar e começar a pensar na próxima. Claro que não há duas iguais . Como não há dois filhos iguais.

A pinça, entretanto, foi usada. Menos um.

Amanhã há mais. Mais festas, mais abraços aos filhos, mais pinças…amanhã há mais marcas do tempo a passar. Que essas marcas sejam o açúcar da vida.

imagem@klikkmultimedia

Festeje. Celebre. Sonhe. Seja feliz.
Acredito que vivemos numa sociedade deficitária em termos de festejos. Festejar não é gastar tudo, ou andar a rir no meio da desgraça. Festejar é uma forma de agradecer, mas sobretudo, de viver (n)o presente!

Um dos desafios para quem deseja colocar mais festejos na vida, é o de encontrar companheiros para a celebração. Não quer dizer que sozinho não seja possível, porém, sabe melhor a dois. Ou em grupo.
Se viver em casal, tente descobrir o tipo de celebração preferido de cada um. Depois, façam um plano equilibrado e sigam-no. O filho esforçou-se a estudar? O ano acabou em beleza? Para um de vós, isso pode pedir um jantar a dois onde o casal brinda. Para o outro, uma festa com a casa cheia, seria a celebração certa. A ideia é irem alternando (de acordo com o plano) o tipo de celebração, podendo agradar a ambos em momentos alternados.
A vida vai correndo como um rio. O que foi não volta a ser. A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte. Só me arrependo do que deixei por fazer. São muitas as frases que nos alertam para a brevidade da vida.
Vale a pena viver com medo? Vale a pena guardar pratos para “um dia especial que nunca chega”? Guardar  perfumes para festas futuras? Guardar sorrisos? Guardar uma festa? Onde fica o sal da vida?
Façamos a festa perfeita! A minha festa de aniversário perfeita em dez pontos, seria assim:
1 – Seria para comemorar a entrada nos “entas”.
2 – Não haveria bolo. Haveria uma bola de carne. Sou mais salgados…A dita não seria comprada numa pastelaria. Seria feita pela Mena, uma amiga de infância que faz a melhor bola do Mundo.
3 – Os meus amigos, estariam sempre a recordar episódios embaraçosos e a fazer brindes.
4 – A festa seria na terra que me viu crescer. Onde (como diz a música) “a primeira namorada eu beijei”…
5 – Seria em simultâneo com o batizado da minha filha mais nova. Um dois em um, portanto.
6 – Teria sempre aquela música do Carlão – Quarenta, como se fossem vinte… – em pano de fundo.
7 – Os avós da batizada, fariam o bolo para ela, trariam petiscos filosóficos como moelas, estariam muito felizes e divertidos.
8 – Os convidados apreciariam uma vista magnífica do último andar de um prédio com vista para a tal terra que me viu crescer.
9 – A música de Boss Ac “Mais que Amor”, seria a banda sonora da segunda parte da festa (o batizado), altura em que as crianças seriam o devido protagonista.
10 – Os problemas da vida ficavam de fora. Só por umas horas. Havia só uma maka*. Ou duas, vá…
No fim, adormeceria (literalmente) nos braços do meu amor e, em sentido figurado, no colo dos meus pais.
Mas se nada disto for possível, não faz mal! Comemoro na mesma. Nem que seja só com a mulher e os filhos numa casa de comida rápida.
Não faria mal porque, pelo menos, já planeei, já sonhei…e quem sonha, arrisca-se a ser feliz.
 *Maka é um substantivo em kimbundu cujo significado, em português, se refere a um problema delicado, complexo ou grave. Na prática, é utilizado para referir pequenos problemas, daqueles que são o sal da vida.
imagem@bryllupstanker

A minha mulher descreveu-me há dias uma reportagem que a deixou assustada. A organização erradamente conhecida por Estado Islâmico (não têm nada de Estado, nem representam o islamismo), tortura, filma, produz, cria terror, ensina terror, partilha nas redes…enfim, algo assustador para quem estiver atento e para quem é preocupado com o futuro.

Como abordar este tema com as crianças? Como evitar que os nossos jovens se sintam impelidos a aderir a estes movimentos pérfidos?

Bem, em primeiro lugar, é útil pensarmos sobre os perigos de imaginarmos logo que isto são apenas problemas dos outros.

Apresento então algumas pistas para abordarmos a questão com as nossas crianças e jovens. Não abordo (ou pelo menos tento não o fazer) as questões políticas. Naturalmente, este é um problema complexo. Várias causas, várias formas possíveis de o combater, desde um reforço da educação, até ao descobrir as fontes de financiamento e agir com coragem política para as secar. Estes temas não são do âmbito desta reflexão. Esta reflexão aborda a questão da prevenção do ponto de vista psicológico.

  • Tal como a minha mulher fez (ela contou-me a reportagem à frente dos nossos filhos) converse em família sobre estas temáticas. Eles ouviram-nos falar do tema. Sentiram as nossas preocupações. Sentiram os nossos receios. Fomos humanos e não hesitámos em deixá-los ver o mundo através das nossas ideias.
  • Precisamos de crianças e jovens com a consciência desenvolvida. Enquanto as máquinas, tais como os computadores, estiverem a ganhar espaço, enquanto as redes forem virtuais, enquanto o diálogo não for considerado dos mais nobres tesouros da nossa espécie, torna-se perigoso o rumo da evolução.
  • Estamos atentos? Hoje fomos surpreendidos com a notícia de que um turista passou por alguns controlos de aeroporto com o passaporte do irmão. Ninguém reparou. Estamos verdadeiramente atentos ao outro? Olhamos nos olhos? Tentamos ver a alma?
  • Entendemos verdadeiramente a força da natureza que existe na nossa espécie enquanto seres biológicos? Se a entendermos, mais facilmente podemos ajudar os jovens a lutar contra os aspectos negativos desta natureza. Enquanto pensarmos que só os outros podem ser “maus”, enquanto pensarmos que há “maus”, fica complicado podermos prevenir problemas deste tipo.
  • Ajudamos as nossas crianças e jovens a refletir? Vejamos o nosso exemplo. Conseguimos mostrar-lhes o nosso processo de reflexão? Olhamos para dentro? Conseguimos estar? Estar aqui. Estar agora. Estar. Se o fizermos, eles terão mais facilidade em estarem (bem) consigo próprios.
  • Damos valor à Psicologia? Estarei a puxar a brasa à minha sardinha? Não faz mal, sei que é dos peixes mais saudáveis… E a Antropologia? Valorizamos? Será difícil entender a ligação de jovens com capacidade intelectual (muitos com cursos superiores) a este tipo de movimento hediondo, e a falta de perspetivas de futuro e à falta de conhecimento de si e do outro?
  • Conversar com um jovem não significa dizer as coisas certas. Não significa ter todas as certezas. Significa mais. Significa dar e receber. Significa ajudar a desenvolver a consciência, a linguagem (e como elas estão relacionadas!), significa ajudar o outro a crescer no sentido mais profundo da palavra.

Todo os que auguram futuros felizes, todos os que dão o seu melhor, todos nós (espero!) façamos então um esforço! Um esforço pelas nossas crianças e jovens.

Pelo futuro.

Um esforço doce. O esforço doce da tomada de consciência.

Vamos então:

  • Falar mais;
  • Conversar melhor;
  • Ajudar a desenvolver a consciência das crianças e jovens;
  • Entender que uma coisa é “saber” outra é ter consciência;
  • Dar espaço e tempo às crianças para falarem;
  • Colocar os jovens a debater e a refletir;
  • Promover os clubes, as tertúlias,…
  • Investir mais na Psicologia, na Antropologia e na Sociologia;
  • Ser obreiros da consciência e honrar este “milagre” que é a evolução.

Um adulto com mais consciência educa melhor. Uma criança com mais consciência, cresce melhor. Um jovem com mais consciência será mais feliz e, esperamos todos, mais ativo na cidadania positiva. Para que o mundo não seja refém de movimentos sórdidos.

Tem feito a sua parte?

imagem@tumblr

Como criar os filhos para serem felizes?

Durante a minha experiência profissional vi muitos pais sentarem-se à minha frente e falarem sobre as preocupações que têm em relação ao futuro dos filhos. Posso generalizar e dizer que em todos eles a preocupação essencial era se os filhos viriam a ser adultos felizes. Ou, ainda, se as lembranças de infância seriam felizes. Assim como esses pais que pude ajudar de forma mais individual e objetiva, imagino que outros tenham as mesmas preocupações. Por isso, resolvi dividir alguns segredos da psicologia em relação a isso.

O que é a felicidade?

A felicidade não é uma constante na vida, visto ser cheia de situações inesperadas. Porém, a forma com que percebemos os desafios impostos , é o gerador de emoções “positivas” ou “negativas”. Isto é que determina as nossas ações. Podemos dizer que o segredo para se ser mais feliz está em ter a capacidade de se adaptar à adversidade. E a isso em psicologia chamamos de resiliência.

Para aumentar a capacidade de resiliência nas crianças há uma série de ações que os pais podem tomar desde cedo! Vamos ver algumas delas:

  1. Mostrar consistência

    As crianças tem necessidade de saber o que esperar dos pais e o que esperam dela. Ser consistente entre o que diz e o que faz traz confiança aos pequenos e reduz as chances de produzir stress e falsas expectativas.
    Isso é possível através da criação de rotinas. Com horários específicos para as refeições, para dormir, para realizar as tarefas de casa e para passar tempo em família. E através da criação de regras consistentes, para que os pequenos também percebam que devem seguir algumas normas e que o não cumprimento dessas implica consequências previamente combinada com os pais (aqui é importante sempre manter as combinações).

  1. Conversar sobre as emoções

    Falar sobre as emoções é essencial para fortificar a relação entre pais e filhos. Além de promover nas crianças as habilidades de reconhecer as suas próprias emoções e a dos outros. Aqui também é importante para os pais dividirem como se sentem e como fazem para resolver a situação que causa aquele sentimento. Dar espaço para a criança falar sobre como se sente também faz todo o sentido.Tão importante quanto falar sobre as emoções é falar sobre como geri-las! E isso pode ser feito através de histórias (inventadas ou sobre experiências de vida dos pais, por exemplo). Ou através de jogos, onde os pais criam uma situação hipotética – com personagens que a criança goste, por exemplo – e ela pode encontrar maneiras alternativas para lidar com aquele sentimento e situação que a personagem está a enfrentar.

  1. Incentive o desenvolvimento mental e social

    Envolva-se na vida escolar dos seus filhos. Incentive a leitura e a criatividade deles através de jogos diferentes e brincadeiras em família. Através da leitura de livros interessantes que envolvam o que eles tem estudado na escola e também outras coisas que sejam do interesse familiar.
    Brincar com o som das palavras, com as rimas, e com exercícios de lógica também impulsiona o desenvolvimento cognitivo e as habilidades de comunicação. Estes estão fortemente associados ao sucesso académico e interpessoal no futuro.

Lá está, três pequenas dicas que podem melhorar a qualidade de relacionamento entre pais e filhos e ainda melhorar a capacidade de resiliência dos pequenos. Criar filhos felizes a 100% do tempo é impossível. Mas prepara-los para a vida e ajuda-los a adaptarem-se às adversidades fará com que eles, com certeza, tenham uma melhor qualidade de vida agora e no futuro!

E talvez isso seja mesmo o mais próximo da felicidade plena.

imagem@fabricadementes

Todos precisamos de avançar. É a vida que é curta, o mundo em mudança abrupta, as exigências das relações interpessoais cada vez maiores, e, como um rio, nós devemos avançar.
A natureza do ser humano é forte. O poder dessa natureza é incrível. Avançar faz parte de nós.
Na empresa, os trabalhadores têm que avançar. Em casa, os Pais precisam continuar a ser pessoas e precisam avançar. Nos casais, a relação deve avançar. As crianças devem ver o raciocínio e competências avançar.
Faz sentido? Espero que sim.
Exercer a parentalidade exige avanço. Ser mulher, homem, amiga, colega, ser cidadão ativo, necessita de capacidade para avançar.
Parar não é nada. Parar é…isso mesmo que está a pensar…
Apresento Trinta e três obstáculos ao seu desenvolvimento pessoal. Pode ser que reconheça alguns, e que isso o ajude a avançar!
Preparado? Diga trinta e três…

1 – Tira um dia de folga só porque sim. Não preparou nada. Todos tiram. Fica em casa e…nada.

2 – Irrita-se com um colega de trabalho porque ele “deu graxa” ao chefe. Fala disto a um Amigo. O Amigo afinal é apenas um amigo e concorda com tudo o que você disse. Não levou a nada.
3 – Ralha com as crianças que o rodeiam. Ralha outra vez. E outra. E nada. Não serviu de nada…
4 – Entedia-se com aquele jogo que tem no telefone. Continua a jogar.
Já sabe: esse jogo não o leva a lado nenhum!
5 – Diz que “segunda é que é”. E segunda…fica parado…
6 – Encontra um amigo numa rede social. Diz que têm que ir jantar. Mas passado um tempo, desativa as notificações, porque a ideia não levou a nada.
7- “Zorro! Este ano, no carnaval, volto a mascarar-me. Recupero a criança que há em mim.” Chega o carnaval e fica parado no sofá. Sem máscara, sem nada.
8 – Mente quando questionado sobre os planos profissionais. Diz que vai mudar de emprego, mas não procura.
9 – Inicia uma dieta da moda. Mas não conclui.
10 – Nega estar parado no tempo. Nega sugestões de quem o interpela. Prefere os interlocutores com discursos redondos.
11 – Utiliza a televisão para tempo em família.
12 – Tira a loiça especial só no Natal.
13 – Olha para os irreverentes com pena. Pode ser inveja. Inveja não leva a nada.
14 – Suspira ao olhar para as capas das revistas.
15 – Pede desculpa por tudo e por nada.
16 – Orienta-se só pelos mapas. Não arrisca sair sem gps.
17 – Ri-se da desgraça alheia.
18 – Dúvida das suas capacidades.
19 – Inicia um Workshop de zamba (uma mistura de zumba com samba) mas era só em sonho.
20 – Atrapalha-se perante situações novas.
21 – Pensa no pior. Atrai o pior. Deseja o pior.
22 – Atira-se de cabeça. Mas com capacete, joelheiras, seguro, plano de proteção…e é para a cama.
23 – Realiza sonhos dos outros.
24 – Acaba os dias exausto.
25 – Prefere esperar por “melhores dias” para começar algo diferente.
26 – Engasga-se ao falar de amor. E de sexo.
27 – Não idealiza um futuro melhor.
28 – Sabe mas não faz. Só saber, não leva a (quase) nada.
29 – Atura as birras sem fazer nada.
30 – Ri dos sonhadores, dos otimistas e dos utópicos.
31 – Enfrenta cada dia como apenas mais um.
32 – Mostra-se interessado em assuntos aborrecidos, para ser politicamente correto.
33 – Manter tudo como está parece-lhe perfeito.
E agora, como prometido, apresento uma solução para ultrapassar estes obstáculos.
Tento ser o mais claro possível.
As iniciais maiúsculas deste texto (a começar no nº 1 e contando com as destas linhas finais) são a:
Solução…

 

Nos anos 80 do século passado, uma série de televisão marcou uma geração. O Sport Billy era um rapaz extraterrestre que tinha um saco desportivo muito especial. A sua nave gigante em forma de despertador, ainda faz parte das minhas memórias.

Hoje, se pudesse reescrever esta história de modo a passar uma mensagem pedagógica aos meus filhos, colocaria outro tipo de ferramentas nesse saco mágico. E em vez de salvar os desportos, gostaria que a sua missão fosse: Salvar a capacidade de Ser Feliz.

Assim, neste Sport Billy reinventado, a inimiga, em vez de ser a Rainha Vanda, seria a Rainha Zanga. Estar zangado com a vida é uma verdadeira perda de tempo.

O Sport Billy tinha dois ajudantes, uma rapariga chamada Lily e um cão de nome Wily. Este cão, até porque falava, seria substituído pela voz da consciência. A rapariga Lily (em homenagem a uma amiga chamada Liliana, que acaba de ficar noiva – parabéns! – ) representaria os amigos de qualidade.

Acredito que estes dois elementos serão fundamentais para o futuro dos meus filhos: Amigos de qualidade e a gestão da sua própria voz interior. Estes elementos, em articulação com algumas ferramentas, farão a diferença.

Então e que ferramentas colocaria eu nesta história reescrita à luz da psicologia?

Ferramenta 1 – Perante uma situação negativa, o herói iria ao saco e retirava uma ferramenta capaz de o fazer viver melhor essa experiência negativa. As experiências negativas são inevitáveis. E até serão úteis, porque a frustração faz parte da vida. Gerir essa frustração é fundamental. Neste episódio imaginado, a Rainha Zanga cria um momento negativo, um acontecimento desagradável, e o herói aplica essa ferramenta especial que o ajuda a entender:

  • O que posso aprender com esta situação ?
  • Quais as soluções ?
  • O que posso fazer para resolver o problema?

Ferramenta 2- Neste outro episódio, a Rainha Zanga, instalou o caos numa situação de rotina do nosso herói. Daquelas situações que todos vivemos nas nossas vidas agitadas. É hora de jantar e tudo parece desmoronar-se. Há um a chorar, o outro entorna o sumo, outro ainda não veio para a mesa, a comida parece estar a arrefecer…

O herói pega no seu saco e retira uma ferramenta que o ajuda a lembrar-se dos momentos calmos de outros dias. Essa calma está dentro de cada um. Basta lembrarmo-nos dela, tentarmos respirar fundo, e, aos poucos, o caos vai dando lugar à ordem.

Ferramenta 3- Desta vez a Rainha Zanga veio com uma arma de destruição poderosa. O sermão. O sermão tira energia, seca a alma, aborrece, o sermão corta a criatividade. Ligeiro, o herói pega na mala e retira o antídoto. Um ponto de interrogação bem colocado. Qual foi a parte do teu dia que gostaste mais? Como podes ajudar o teu colega de escola? Quais são as marcas positivas que temos cá em casa? Temos uma jarra de beijinhos? Onde está o nosso quadro de fotografias de momentos alegres?

Ferramenta 4- A Rainha Zanga parece ter desistido. A última ferramenta (a pergunta positiva colocada no momento certo) parece que a fez desistir. Está calma. A dormir. Parada. Que engano ! Afinal era manha dela! Neste episódio, assim que o herói é alertado pela amiga, ele vai ao saco mágico e retira a ferramenta que o faz avançar no desconhecido. A Rainha Zanga estava a deixá-lo adormecido, mole. É urgente sairmos dos nossos sofás. Arriscar é um imperativo. Devemos ler livros novos, conhecer pessoas novas, viver experiências novas.

Os bons amigos empurram-nos para isso.

Ferramenta 5- O nosso herói está demasiado crítico consigo mesmo. A Rainha Zanga aproveita para colocar na cabeça dele, algumas “minhocas”. Minhocas são pensamentos ruminantes, cíclicos, tristes, negativos…é hora de ir buscar ao saco uma ferramenta especial. Nós temos que ser os nossos melhores amigos. Se a nossa consciência não nos ajuda, se temos um mau diálogo interior, há que trabalhar para o alterar.

Ferramenta 6 – A rotina começa a fazer marcar negativamente o dia-a-dia do nosso herói. Ele começa a sentir-se aborrecido. As rotinas não podem acabar. Elas fazem parte. Por isso, o saco tem a ferramenta que ajuda a resolver as questões:

  • Quais são as rotinas mais aborrecidas que temos?
  • O que podemos fazer para as tornar mais divertidas?
  • Vamos fazer um acordo familiar para tornarmos as rotinas momentos divertidos!

Ferramenta 7 – A Rainha Zanga conhece as suas características. Ela é pouco corajosa, não gosta de agradecer. Não sabe elogiar. Ela é injusta e não tem sentido de humor. Mas o nosso herói tem mérito. Ele tira tempo para refletir sobre as suas próprias Forças.  Quem conhece as suas Forças, quem pensa sobre elas, tem mais facilidade em exercitá-las de forma consciente. Este é mais de meio caminho para a Felicidade. Esta é uma ferramenta determinante para ter no saco.

Ferramenta 8 – O herói descobre uma nova anti-arma. Todas as noites ele adormece com pensamentos bons. Todas as noites antes de adormecer, vai ao saco mágico e há uma ferramenta que o ajuda a rever os momentos mais bonitos e vibrantes do seu dia. Durante o sonho, o nosso herói vai alimentando um dia mais produtivo. A Rainha Zanga bem tenta trazer tristeza para os últimos momentos do dia. Mas as ferramentas ajudam o herói a entender:

  • Se adormecermos com ideias positivas, a noite corre melhor;
  • Pensar no que correu mal, pode ser positivo, desde que seja para ver uma solução;
  • Planear a aplicação da solução é uma excelente ideia positiva.

Ferramenta 9 – A Rainha Zanga consegue arranjar uns parceiros. São maus como ela. Ela está forte com esta ajuda. O saco mágico (que não tem nada de mágico, como já reparou!) resolve a situação. O nosso herói tem uma ferramenta que faz com que as pessoas à volta dele entendam:

  • As crianças são muito sensíveis aos exemplos dos adultos;
  • As crianças são muito atentas;
  • A capacidade de atenção das crianças surpreende os adultos.

Ferramenta 10 – Ela não conseguiu vencer, por isso está a juntar-se ao nosso herói. Já o elogia. Ele é bonito. Ele é forte. Ele é esperto. O herói quase vai na cantiga. Alcança o saco e retira uma ferramenta capaz de dividir os elogios em bons e maus. Elogiar é uma arte. Elogie o esforço, a determinação, em vez de elogiar a inteligência.

Eu elogio o seu esforço por ter lido com atenção até aqui. Parabéns.

Nota final (ou será um começo?): Este artigo é inspirado numa mítica sessão de (trans) Formação dinamizada pelo Educadoras Brilhantes em Santa Catarina da Serra (Fátima). Educadoras de Infância, Professoras, Pais e Psicólogos, encheram a Sala da Junta de Freguesia para uma manhã de reflexão sobre a Educação para a Felicidade. A impulsionadora desta iniciativa positiva foi a Drª Susana Laranjeiro. São pessoas assim, que arriscam, que avançam destemidas e capazes de mudar o mundo, são pessoas assim, a fonte da inspiração, o pináculo da integridade, o exemplo e a esperança. São pessoas assim que vão fazendo as Escolas locais positivos e a educação dos nossos filhos tão significativa quanto possível.  

Vamos fazer do mês de Maio,  o mais positivo de sempre. Visite Maio mais Positivo de Sempre.