A Dislexia – Manual de Instruções | Editora Psiclínica | Autor Rui Manuel Carreteiro

A Dislexia – Manual de Instruções | Editora Psiclínica | Autor Rui Manuel Carreteiro

Escrevo …!
Escrevo, muitas vezes sem saber o quê!!!
Escrevo para dar voz aos rios que correm, ao amanhecer, ao sol, ao desabrochar das plantas, a Amizade, à partilha …
Mas hoje …hoje, eu quero escrever sobre algo que me atormenta e me mutila …!!!
Nos dias que correm tenho os olhos estão lassos de ver/ler a tragédia que se abate sobre todas as pessoas, que são obrigadas a abandonar a sua casa, o seu país, numa fuga desordenada, sem destino, correndo …correndo, tentando passar entre os “pingos” das balas, carregando com elas apenas uma parafernália de sentimentos onde o mais poderoso é …o medo!
Pergunto (me) …até quando? Até quando os seres humanos se vão dividir por raças, religiões, ideologia, crença, etc … sendo que o resultado dessas divisões recai sempre naqueles seres pequeninos que nada sabem, mas tudo entendem. São elas, as crianças, as principais vítimas de uma desordem gigantesca, que embrulha o ser humano. São elas, que em simultâneo com as lágrimas que derramam gritam “Quando morrer vou contar tudo a Deus”. E dizem-no em consciência de que o Todo-poderoso castigará os “maus”, os que mataram toda a família deixando-a no mais profundo desamparo, num incompreensível vazio …esse vazio, que jamais será ocupado, pois de lá foi roubado o seu direito a SER CRIANÇA.
Sozinhas no Mundo, deambulam …à mercê de todos os perigos, de um futuro incerto, de um projeto de vida, de … um colo!
Então e como deveremos nós, pais agir com os nossos filhos, frente a esta problemática? Penso que os deveremos informar, com um vocabulário adaptado à sua faixa etária. Não temos o direito de os colocar numa redoma de vidro, para que tudo que é triste, mau, negro, não os atinja. Bem pelo contrário. É nossa obrigação mostrar-lhes, que o mundo também é composto por pessoas menos boas, por cores onde o cinzento e o preto existem. Que os dias não são só de sol e que todos nós, incluindo elas próprias têm o direito de se sentirem tristes, mesmo que não saibam o porquê. Sensibilizar os nossos filhos para as problemáticas mundiais, para a fome, para a guerra, para os desalojados, para o desemprego, para a criminalidade, enfim … para tudo que se insere na parte negra do mundo, pois também ela faz parte desse mundo onde vivemos e não a podemos esquecer.
Sensibilizemos os nossos filhos, para os valores, ajudemo-los a educar o coração, a amar o Outro.
Eu sei, que muitos de nós, pais, tudo faremos para “isolarmos” os nossos filhos do mal mundial, porque são os nossos filhos e queremos que vivam felizes na sua redoma onde nada nem ninguém os possa entristecer. Mas ….CRESCER faz doer!
A nossa obrigação é … prepará-los para a vida e a dor faz parte desse processo!
“A DOR É O SAL DA SABEDORIA” – (Eduardo Sá)
Por Inês Clímaco, para Up To Kids®
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As dificuldades de comunicação aparecem muitas vezes na base de conflitos que acontecem na adolescência. Muitas vezes não criamos espaços de comunicação e disponibilidade para ouvir o outro. As emoções e os afectos precisam de tempo e de espaço para se poderem expressar. Ouvir as diferentes opiniões e negociar regras é essencial em todas as faixas etárias, mas com especial enfoque na adolescência. Converse, converse sobre tudo, sobre as coisas que rodeiam o seu filho. Podem ser coisas aparentemente simples, sem grande carga de seriedade. Verdadeiramente importante é estar presente e disponível.
A falta de tempo que parecemos ter, nos dias que correm, para estar em família deixa os jovens muitas vezes em auto-gestão e entregues a pequenas e grandes decisões para as quais não possuem a maturidade suficiente. As consequências desses desafios para os quais não possuem recursos são imprevisíveis.
Alguns jovens vão conseguindo, como forma compensatória, os ténis da moda que desejavam, o último modelo de telemóvel, o jogo para o computador que todos os amigos jogam… Na realidade fazia mais falta aquele abraço forte e protector, aqueles 15 minutos de conversa, aquele apoio que diz “apesar de não concordar contigo, gosto muito de ti filho(a)!”.
São essencialmente as pequenas coisas do dia-a-dia que desgastam as relações e afastam pessoas. Mesmo entre pais e filhos. Quando os pais têm um envolvimento emocional que lhes permite a construção de uma ligação afectiva com os seus filhos e, simultaneamente, sabem definir limites de um modo consistente, os seus filhos têm uma adolescência mais fácil, porque está muito mais orientada – na sua ausência, o adolescente sente-se perdido e desinvestido pelos próprios pais.
É conhecido de todos que os adolescentes têm uma necessidade muito grande de testar limites, bem como desafiar tudo e todos, o que faz desesperar muitos pais! No entanto, crescer e aprender não é fácil.
Enquanto pais, a missão passa por ajudar o adolescente a autonomizar-se com estabilidade e segurança, o que implica ajustamentos da sua relação com ele e do tempo que lhe dedica.
Como está a sua relação com o seu filho adolescente?
Vera Lisa Barroso, Psicóloga Clínica, Equipa Mindkiddo – área infanto-juvenil, Oficina de Psicologia
para Up To Kids®
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Sente que a sua agressividade está mais descontrolada. É como uma chama que vive dentro do seu peito ligada a um rastilho que quando acende, dispara para todos os lados sem avaliar as consequências.
Assim é a agressividade. Não olha a meios e simplesmente bombardeia.
Sei agora que a minha agressividade é uma forma de mostrar o meu poder aos outros, esconder a minha insegurança interna e proteger o meu lado mais frágil, mas encontrei esta forma de me defender. Quando sinto oposição, expludo ainda mais! Parece que o mundo não compreende isso e constantemente abrem campo para que o meu rastilho se acenda.
As crianças têm consciência, mas ainda assim não conseguem controlar os seus sentimentos para agir e reagir dentro de limites saudáveis.
Quando os filhos evidenciam comportamentos agressivos, a difícil tarefa de ser pai, para a qual nenhum de nós foi ensinado e que resulta de forma diferente para cada criança, torna-se ainda mais complexa e muitas vezes angustiante. Ouvimos tantas vezes os pais dizerem que parece que vivem num campo de batalha, que estão exaustos, tristes e que já não têm forças para mais.
Embora a agressividade seja algo que faz parte do ser-humano, directamente relacionada com a afirmação do EU ela também é um sinal de alerta para qualquer ameaça real ou imaginária, interna ou externa. A expressão da raiva surge sobretudo quando a criança sente que o seu bem-estar ou a sua sobrevivência podem estar ameaçados, despoletando emoções que as impedem de empreenderem os seus mecanismos de auto-regulação e adequação comportamental. A raiva alerta para o perigo e dá à criança a energia necessária para actuar e nesse sentido é positiva. No entanto ela também é uma forma de cada criança se expressar como pessoa. Qual de nós não se lembra de fases da sua vida em que a agressividade esteve mais à tona e quase sem percebermos ela se foi tornando uma forma mais habitual de agir e reagir, um círculo vicioso no qual nos sentimos incapazes de controlar os nossos impulsos agressivos, de escutar e de equilibrar as nossas necessidades com as necessidades dos outros…. É nesse momento que ela deixa de ser positiva e de cumprir a sua função.
Os pais, como educadores, precisam estabelecer limites firmes para que a criança possa continuar a desenvolver-se forte, independente mas também segura.
Ensinar uma criança a lidar com os seus sentimentos de agressividade e saber canalizar os seus impulsos para acções construtivas em vez de destrutivas é um trabalho moroso, no qual o amor, a disciplina e os limites têm que estar sempre presentes.
É fundamental que os pais compreendam e aceitem as diferenças de temperamento em cada um dos seus filhos, que os fará ter níveis de reacção diferentes, por vezes mesmo opostos, aos estímulos que o mundo lhes envia constantemente. Mas, seja qual for o temperamento deles, todos terão que aprender, com a ajuda dos pais, a identificar e nomear as suas emoções, tudo aquilo que o corpo sente, mas que ainda não tem nome. Saber que aquilo que estão a sentir é medo, raiva, alegria ou tristeza, é o primeiro passo para que se possa aprender a lidar e eventualmente controlar/adequar o comportamento, sem que sejam necessárias explosões desmedidas e por vezes descontextualizadas.
Depois da criança aprender a nomear e falar sobre o que sente, fica então preparada para começar a aprender a acalmar a intensidade e o desconforto desses sentimentos para eventualmente poder vir a compreender a sua origem.
Por Ana Galhardo Simões, Psicoterapeuta Corporal
para Up To Lisbon Kids®
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Organização e Planeamento é mais uma das competências que consideramos importantes desenvolver desde cedo.
E porquê que é importante organizar e planear? Horários, prazos e obrigações. Se administrar as atividades diárias já não é fácil para os adultos, imagine para as crianças! É a escola, os trabalhos de casa, estudar para os testes, as atividades extra-curriculares, o tempo para brincar…tudo isto vai surgindo na vida das crianças, o que faz com que seja importante organizar e planear!
E mais importante ainda é a colaboração dos pais! A ideia não é que os pais organizem e planeiem pelas crianças. A ideia é ajudar as crianças! É essencial para o seu desenvolvimento, que estas aprendam a lidar com as suas próprias questões pessoais e, assim, construam os seus próprios horários.
Como estimular a organização nas crianças na escola?
O objetivo é, por um lado, consciencializar as crianças para a importância da organização do trabalho e dar-lhes ferramentas simples que possam utilizar, não só na escola mas também, no seu dia-a-dia e assim desenvolver esse hábito.
Estimular a organização e planeamento desde cedo pode ajudar no futuro das crianças. Vai fazer com que eles prossigam os seus sonhos e que os projectos tanto pessoais como profissionais não falhem por falta de organização.
Existem centenas ou milhares de modelos de organização do trabalho ou de planeamento. Não pretendemos que as crianças aprendam a desenvolver planos de negócios. Não queremos isso para as crianças de 30 anos, menos ainda para as de 10.
A melhor forma de desenvolver esta competência nas crianças é desafiá-las a pensar em projetos que gostariam de realizar. Esse projeto pode ser tão simples como criar um sistema de reciclagem em casa, ou mais complexo, como organizar um espectáculo de dança na escola, e que, seja qual for a dimensão desse projecto, a sua concretização será muito mais fácil se o conseguirmos organizar. Organizar um projecto é sobretudo dividi-lo. A divisão é o pó mágico da arte da organização. Sugerimos dividir o projecto, em áreas, dividi-lo por responsáveis, separar os materiais e recursos que vamos precisar e dividi-los em parceiros que poderão ser úteis para a realização do projecto. Depois é só definir uma linha de tempo e prazos para que todas as tarefas estejam concluídas a tempo da realização do projecto. Depois de bem organizado e planeado, é só colocar o projecto em ação.
É, portanto, importante criar hábitos de planeamento para que organizar projectos seja cada vez menos um bicho-de-sete-cabeças. É muito importante ensinar à criança esta competência de organizar as ideias e planear de que forma pode colocá-las em prática. Ser organizado e saber planear não basta para resolver os problemas, mas já ajuda a chegarmos a uma solução mais rapidamente.
Agora deve estar a pensar que isto é difícil, e que organizar e planear é muito complicado e dá muito trabalho!
Não é muito difícil desenvolver e trabalhar esta competência. Basta dar uma tarefa à criança, como arrumar o quarto ou fazer os trabalhos de casa e incentive-a a fazer um plano e a organizar-se antes de partir para a acção. Arranje formas divertidas de o fazer, assim será mais fácil a criança aprender esta competência.
Para empreender eu organizo o meu trabalho!
Por Miriam Silva, para Up To Kids®
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A How To… tem como preocupação fundamental o bem estar da criança/jovem, pois é-nos impossível apresentar resultados escolares satisfatórios quando não existe estabilidade. Neste sentido dispomos de parceiros qualificados para intervir nas mais diversas áreas nomeadamente a Terapia Familiar.
A Terapia Familiar e o sucesso escolar
O (in)sucesso escolar pode ser multifatorial. Em algumas situações está associado a dificuldades de aprendizagem, as quais podem ser do âmbito cognitivo ou apenas emocional. Neste último caso, podem estar relacionadas com instabilidade e problemáticas vividas na família, aos quais as crianças e jovens não são alheios.
Ausências prolongadas dos pais, discussões frequentes e por vezes fervorosas entre os vários elementos da família, sentimentos de incompreensão ou rejeição por parte dos filhos e/ou mau estar generalizado no seio familiar, proporcionam sentimentos de insegurança e outras fragilidades, que se podem manifestar através de desmotivação e consequentemente em maus resultados escolares.
A Terapia Familiar surge como um espaço de partilha destinado à comunicação entre os diversos elementos da família, onde se pretende fortalecer o sentimento de união, para que a criança ou o jovem mantenha o seu investimento orientado para o sucesso escolar sustentado pelo equilíbrio familiar.

Conceito de Família
Um dicionário de Língua Portuguesa define o conceito de família como um conjunto de pessoas com relações de parentesco. No entanto, existem muitas outras definições em redor do conceito de família e não há dúvida que se trata de uma rede complexa de relações e emoções, onde passam sentimentos, sendo também um bem precioso que merece suprema atenção e reflexão e que é muito maior do que se possa imaginar, pois representa o passado, o presente e também o futuro.
O que é a Terapia Familiar e qual o “papel” do Terapeuta Familiar?
A Terapia familiar é um diálogo que se constrói e se desenvolve no tempo, envolvendo um terapeuta disponível e uma família, normalmente em “sofrimento”.
O papel do Terapeuta Familiar consiste entre outras coisas, em avaliar e intervir nos conflitos familiares, conjugais e em situações relacionais que apresentem dificuldades. Pode ainda facilitar a comunicação, evidenciando as competências da própria família e ativando a sua participação na resolução dos seus próprios problemas.
O processo de mudança proposto em Terapia Familiar passa por progressivamente devolver às famílias a sua competência e capacidade em ultrapassar as suas crises e por vezes apoiá-las na resolução dos seus problemas, tanto no âmbito da saúde mental, como nos contextos psicossociais, educativos e judiciais;
Metodologia das consultas de Terapia Familiar
Nas consultas de terapia familiar, reúne-se toda a família nuclear, ou apenas alguns dos elementos que vivem em conjunto, com o objectivo de retratar e situar toda a dinâmica daquela família. Outros familiares poderão ser chamados a participar nas consultas.
Em que momentos a família procura ajuda?
Nuno Eduardo Pereira – Psicólogo (I.S.P.A.) / Terapeuta Familiar (Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar)
Colaborador – How To…
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LUÍS PACHECO, Setúbal, especializado em Administração Escolar pela Universidade Católica Portuguesa.
«Tento ser um cidadão ativo na comunidade. Neste sentido realizei várias iniciativas no concelho de Setúbal e Palmela no âmbito da temática Suporte Básico de Vida (SBV), incentivando a formação dos cidadãos leigos nesta matéria, promovendo uma participação cívica pró-ativa e reforçando a responsabilização social.»
Como docente acredito que a formação em Suporte Básico de Vida deve ser disponibilizada aos mais jovens desde cedo, pois só desta forma se conseguirá ter uma população mais informada e capaz de dar a resposta adequada nas situações de emergência médica em que é necessário fazer SBV, sendo que este implica obrigatoriamente, e em primeiro lugar, a realização de uma correta ativação do serviço de emergência médica – 112.
Assim, nasceu a obra GESTO CERTO, o primeiro livro infantil que aborda a importância dos elos da cadeia de sobrevivência e o algoritmo de Suporte Básico de Vida. O lançamento ocorreu no dia 1 de junho, na Feira do Livro de Lisboa e também marcou presença na Feira do Livro do Porto.
Para mim, o Gesto Certo é mais do que um projeto, é uma missão, porque aprender a Salvar Uma Vida é uma obrigação de qualquer cidadão.
GESTO CERTO | O LIVRO
O prefácio do livro é da Dr.ª Manuela Ramalho Eanes, presidente do Instituto de Apoio à Criança, que aceitou o pedido de participação neste projeto, dirigido pelo seu autor. Conta ainda com o apoio do INEM, que reconheceu publicamente o seu mérito e recomenda a sua aquisição.
Está associado à obra uma música, “O Poder e o Saber dos Teus Gestos”, letra e interpretação de Luís Pacheco e música de Pedro Gomes, que complementa o livro em termos de informação sobre a temática. Esta música é um Hino ao Suporte Básico de Vida e à sua importância.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=A1nKDVFqxYs]
Atualmente o GESTO CERTO já conta com quase meia centena de escolas inscritas para a sua apresentação, entre públicas, constituindo em si o primeiro passo para que a aprendizagem do Suporte Básico de Vida nas Escolas, seja uma realidade.
E estarei aqui, na Up To Lisbon Kids, todos os meses, a partilhar conselhos e a tornar-vos mais confiantes.
O AUTOR
Luis Jorge Nunes Pereira Pacheco, residente no concelho de Setúbal, especializado em Administração Escolar pela Universidade Católica Portuguesa, licenciou-se em ensino (variante matemática e ciências da natureza), em 1999. Professor cooperante e orientador de estágios, entre 1999 e 2001, dos Cursos de Licenciatura em Educação de Infância e Ensino Básico e de Professores do Ensino Básico de 1.º e 2.º Ciclos.
Docente desde 1998. Iniciou a sua atividade docente, e durante dois anos, em escolas particulares. Em 2001 entrou para o Quadro Distrital de Vinculação de Setúbal (atualmente com a designação de Quadro de Zona Pedagógica). Em 2009 entrou para o Quadro de Agrupamento.
Exerceu vários cargos de gestão intermédia de natureza pedagógica.
Em regime de acumulação de funções letivas, exerceu ainda atividade docente no ensino básico recorrente 1.º Ciclo na sua maioria a adultos da faixa etária sénior, no concelho de Palmela.
Até ao ano letivo 2013-2014 exerceu a função de Subdiretor de um Agrupamento de Escolas no concelho de Sesimbra.
Atualmente leciona a disciplina de matemática no 2.° Ciclo e acumula a função de diretor de turma.
É representante do ensino básico no Conselho Municipal de Educação de Sesimbra.
Cidadão ativo na comunidade, realizou várias iniciativas no concelho de Setúbal e Palmela no âmbito da temática Suporte Básico de Vida em parceria com entidades acreditadas pelo INEM, incentivando a formação dos cidadãos (leigos) nesta matéria, promovendo uma participação cívica pró-ativa e reforçando a responsabilização social.
AÇÕES | SUPORTE BÁSICO DE VIDA NAS ESCOLAS JÁ É UMA REALIDADE COM O GESTO CERTO
No dia 6 de outubro de 2014 o GESTO CERTO começou a sua digressão pelas escolas do país, levando a história do Gesto Certo e o Suporte Básico de Vida a todas as crianças. O GESTO CERTO disponibiliza também documentação neste âmbito cedida pelo INEM, no âmbito desta parceria.
Aqui ficam as primeiras 17 escolas, cujas datas e horas de apresentação já estão confirmadas. Estão ainda a ser marcados os dias e horas para mais 20 escolas, entre públicas e privadas. Faça já a sua marcação para gestocerto@gestocerto.pt
Externato António Sérgio
JI Palhacinho Vaidoso
EB1/JI Cremilde e Norvinda
EB1/JI Paio Pires
EBI Vale Rosal
EB1 Vale Figueira
EBI Nun’Álvares
EB1 Arrentela
EB1/JI S.João
EB1/JI Marco Cabaço
EB Charneca da Caparica
EBI Quinta do Conde
EB1/JI Fontainhas
EB1/JI Qta. Courel
EB1/JI Casal do Marco
EBI Charneca da Caparica
EB1/JI Louro Artur
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Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.
E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.
Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.
Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.
Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …
Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.
Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.
Teu Velho
Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=h1kua35skm8]
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