Bem estar animal

As terapias alternativas e o contacto telepático com os animais estão a dar os primeiros passos com sucesso a nível nacional e internacional.
A impotência de alguns donos e veterinários para apoiar algumas debilidades de animais domésticos e não só, está agora em foco por parte de técnicos veterinários, as famílias e todos os amantes de animais.
O bem estar animal oferece paz e alegria à família para todos quantos consideram os animais como mais um elemento familiar de verdade.
A base do apoio científico e a bateria de exames técnicos são o ponto de partida. Mas hoje em dia, o bem estar animal conta também com acumpuntura, homeopática, terapia laser, massagem holística e contacto telepático. Estas práticas permitem a observação das emoções e informações que o animal quer expor. Todo este conjunto oferece um novo nível de qualidade e até longevidade para os problemas de saúde e bem estar dos nossos familiares de quatro patas.

Os animais de estimação e as famílias

É reconhecido que um animal de estimação contribui para o bom desenvolvimento das crianças e suas famílias. Estimula o convívio, a empatia e a partilha. Convida ao exercício e contacto com a natureza. Desenvolve a confiança, autoestima e responsabilidade, entre outros fatores. Junto das crianças e por razões de curiosidade e expansão de conhecimento, ocorre um interesse pela leitura e pelos hábitos de apoio e treino aos animais de estimação.
É comum dizer-se que os animais adquirem os jeitos dos donos. Que desenvolvem ao final de algum tempo sinais de comunicação que os guia de parte a parte para diversas situações de convívio e resolução de problemas. Esta proximidade pode ser aprofundada pelo próprio dono. Se necessário, pode recorrer a ajuda externa. Assim, poderá alinhar em maior profundidade a informação simpática emitida pelo animal.

Ask your pets what’s wrong

Tem sido incentivado em diversos países por muitos veterinários. Assim, o dono chega à consulta com mais informação acerca do apoio a desenvolver. Esta vertente não desqualifica o trabalho científico. Oferece uma complementaridade interessante e levada a sério em alguns países como Inglaterra e EUA.
Se gosta do seu animal de estimação e deseja todo o seu Bem estar, experimente dar lhe ouvidos com atenção. Se não conseguir peça ajuda qualificada para o fazer e ofereça-lhe 100% de apoio e presença com amor.

Cão-terapeuta o mediador na interacção social de crianças com PEA (Perturbação no Espetro do Autismo)

A relação entre o ser humano e os cães remonta aos tempos da Pré-história, tendo sido o primeiro animal a ser domesticado pelo Homem. Contudo, foi apenas a partir da década de 60 que o uso de animais passou a ser reconhecido e utilizado pelos terapeutas profissionais como forma de intervenção terapêutica.

Os primeiros registos de uso de animais em terapia ocorreram em York, na Inglaterra. Em 1792, foi fundado o Retiro York que utilizou a Terapia com animais como uma resposta face às condições sub-humanas vividas pelos pacientes. Esta incluía ensinar os pacientes a desenvolver o autocontrolo por meio de animais que eram dependentes destes. Os efeitos mais significativos foram verificados através da diminuição das doses de medicação. Só a partir do século XX, a introdução de animais em instituições foi generalizada.

Em Portugal, embora não haja nenhuma entidade reguladora estabelecida, já se realizam intervenções com cães desde os anos 90.

O uso das Terapias Assistidas pelo cão em crianças com PEA tem-se demonstrado benéfica, pois contribui para um aumento significativo dos comportamentos positivos (ex: contacto físico e visual) e uma diminuição de comportamentos negativos (ex: agressividade e isolamento) (Martin & Farnum, 2002). São igualmente comprovadas reduções na tensão arterial, nos níveis de cortisol, stresse, bem como o aumento dos níveis de endorfina (Barker & col., 2005; Viau & col., 2010). Do mesmo modo, têm efeitos muito positivos na redução da dependência à medicação e proporcionam um espaço seguro para a livre auto-expressão.

O Autismo é considerado uma Perturbação Global do Desenvolvimento.

Neste sentido, todas as áreas na criança se encontram afectadas, apresentando dificuldades: na comunicação e linguagem, nas interacções sociais e no pensamento simbólico. Do mesmo modo, apresentam actividades/interesses restritivos e bizarros, comportamentos repetitivos e estereotipados, reacções de agressividade e angústia face a situações de mudança, hipo ou híper reacção a estímulos e alterações nas funções intelectuais.

Quanto aos défices na interacção social, as crianças com Perturbação no Espetro do Autismo demonstram muitas dificuldades em manter o contacto ocular durante as interacções, o que dificulta a compreensão e expressão contextualizada das emoções. As pessoas com PEA descrevem o rosto humano como demasiado estimulante, gerador de uma sobrecarga sensorial e de sentimentos de grande ansiedade e desorganização, daí tenderem a evitar o contacto ocular. Do mesmo modo, foi verificado por investigadores Italianos nos anos 90, que as pessoas com PEA apresentam um funcionamento dos “neurónios em espelho” menos activo e como tal apresentam fortes dificuldades em discriminar e perceber diferentes expressões emocionais no outro.

Um dos factores que pode contribuir para que a criança com PEA se sinta menos ansiosa ao interagir com cães, é que eles comunicam sobretudo através da linguagem corporal.

Existem estudos que referem que as crianças com PEA apresentam défices relacionados com a intermodalidade e as interacções com humanos exigem o desenvolvimento desta competência. Contudo, com os cães embora por vezes seja necessário interpretar alguns sinais visuais e sonoros associados, estes são menos complexos e como tal torna-se mais fácil a sua compreensão para estas crianças.

Algumas pessoas com PEA que apresentam dificuldades ao nível das competências sociais sentem-se mais confortáveis perto de animais, na medida em que ambos pensam de forma concreta e registam informações do mundo em termos sensoriais, o que poderá favorecer as aproximações espontâneas, a comunicação e o desenvolvimento de relações afectivas. O relacionamento face-a-face é assim evitado e mais distanciado, tornando a interacção menos ameaçadora (Grandin, 2010).

Por outro lado, a presença do cão parece funcionar como um objecto transicional na relação com as pessoas, que se revela muito difícil de gerir para estas crianças. O cão funciona então como um facilitador com características próprias e que reage e responde às acções da criança, permitindo-lhe atravessar as fases de desenvolvimento de uma forma menos stressante e adquirindo novas competências cognitivas.

Os cães apesar de olharem directamente nos olhos das pessoas e de utilizarem esta informação para obterem pistas do ambiente, o olfacto e a audição são sentidos como mais relevantes para eles.

Tendo em conta as dificuldades das crianças com PEA em compreender e integrar estímulos sensoriais complexos, é possível que estas características no cão facilitem a aproximação, de modo a que se sintam mais confortáveis e menos ansiosos no contexto de interacção, estimulando o envolvimento em actividades propostas e a expressão das emoções.

Assim, a relação com o cão permite estabelecer uma interacção simples, livre de ansiedade e medos, com a presença de uma rotina, companheirismo, exigindo responsabilidade no cuidar e consequentemente fortalecendo a auto-estima e o auto-controlo.

As Terapias Assistidas pelo cão mostram-se uma abordagem complementar e multifacetada para as crianças com PEA, permitindo não só ajudar quem se tende a isolar no seu próprio mundo, mas que também quem se encontra em desenvolvimento, e passo a passo mostra-se mais disponível para a relação com os outros.

Por último, diria que as Terapias Assistidas por animais constituem-se como uma nova porta de entrada das pessoas com PEA na sociedade, rumo à inclusão e com uma maior qualidade de vida.

 

Por Drª Telma Santos- Psicóloga Clínica, para Up To Kids®

 

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Ontem a União Zoofila publicou um comunicado na sua página de facebook que me deixou de coração apertado. A União Zoofila foi vitima de um roubo. E roubaram todo o (pouco) dinheiro que tinham no cofre que serviria para fazer face às despesas com os animais.

Vamos divulgar o máximo e ajudar nem que seja com 1€ por pessoa! Os animais precisam de nós mais do que nunca. Chegou a hora de ajudar!

Deixamos abaixo o comunicado da UZ e o nib.

“Roubaram quem não tem nada, roubaram quem mal sobrevive, roubaram quem luta todos os dias para alimentar 800 animais praticamente sem nada, roubaram o muito pouco que permite manter vivos e em condições de dignidade 600 cães e quase 200 gatos a quem todos viraram as costas, roubaram o cofre da União Zoófila, amigos.

Roubaram os cães e gatos que acolhemos e aos quais queremos fazer acreditar que os seres humanos não são necessariamente vis nem abusadores dos mais fracos. Roubaram-nos.

Nem sabemos bem como relatar um acto tão desprezível. O que podemos dizer é que presumimos que alguém, conhecedor das rotinas do abrigo de Sete Rios, se introduziu nas instalações e levou o cofre onde ontem foram deixados recibos e dinheiro para pagar facturas urgentes a fornecedores.

O cofre foi vandalizado e abandonado perto do abrigo da União Zoófila (na foto). Lá dentro não estava o dinheiro que nos permitia manter a UZ a funcionar nos próximos dias.

Mal conseguimos acreditar ainda no que aconteceu. Pode alguém descer mais baixo depois de roubar o pão da boca a quem foi deitado à rua?

Tanta luta, amigos, tanta luta, tanto trabalho, tanto trabalho para que não falte o mínimo àqueles que protegemos, tantas horas tiradas ao sono, para que alguém lhes o tire assim 🙁.

Apresentámos queixa à PSP e esperamos que o criminoso seja apanhado. Mas não temos esperança de recuperar o dinheiro que tanta falta faz aos cães e gatos que protegemos.

Se puder ajudar-nos a repor o dinheiro de que tanto precisamos, o Iban da UZ é este:

PT50 003300000058020422356

Muito obrigada.”

 

A União Zoófila foi fundada a 17 de Novembro de 1951. É uma associação de utilidade pública administrativa sem fins lucrativos e rege-se pelos seus estatutos.

Tem como objectivo principal a defesa, protecção e tratamento de animais domésticos em risco.

A União Zoófila não recebe qualquer ajuda do estado ou de outro organismo público. Vive do pagamento das quotas dos seus sócios e dos donativos feitos pelas pessoas que mais sensiveis estão à causa dos animais.

A situação calamitosa que a União Zoófila atravessou, adicionada aos inúmeros problemas ‘herdados’, obriga-nos a um esforço suplementar para a resolução dos mesmos.

Actualmente a mudança é visível mas a luta pela qualidade de vida dos nossos animais continua.

Albergamos centenas de animais (canídeos e felídeos) arcando com todas as despesas relativa a alimentação, tratamento diário e cuidados veterinários.

As instalações do nosso albergue melhoraram consideravelmente, no que diz respeito à alimentação, higiene, prestação de cuidados de saúde, controlo da natalidade e condições de habitabilidade.

Para todos eles trabalhamos diariamente, mas o seu contributo é essencial.

O Raposo, braco alemão de quatro anos, foi recebendo os sinais da chegada de um bebé com grande entusiasmo: mobília nova, objetos estranhos pela casa, cheiros diferentes, muitas visitas, a tutora em casa mais tempo, mais mimo…

A curiosidade levou-o inevitavelmente a explorar todas estas novidades, e um dia roeu a escova nova do bébé. Ficou de castigo fechado na varanda, nunca tinha ficado de castigo. Absorto no pânico, saltou. Saltou de um segundo andar, de uma altura de dez metros. Podia ter morrido; caído de uma altura como aquela deveria ter morrido, mas não. Sofreu um traumatismo craniano e uma hemorragia interna, ficou hospitalizado, passou vários dias a receber tratamentos em casa, e finalmente recuperou.

Com algumas mudanças simples na atitude e na rotina da família (Ver Dogs-and-Babies), o Raposo rapidamente percebeu que tinha sido sempre muito querido pelos seus tutores e que nunca tinha perdido o seu lugar. Poderia ter percebido mais cedo se tivesse sentido que também ele fazia parte da grande mudança.

Já fui acusada, e justamente, de educar os meus filhos como cães, e os meus cães como filhos. Em alguns aspetos, não são tão diferentes assim. Tanto as crianças como os animais de estimação encontram segurança e tranquilidade na definição da sua posição hierárquica, no conhecimento do papel inerente à sua posição na família, e na previsibilidade do quotidiano. Adoram previsibilidade. Sabem onde pertencem, o que se espera deles, e o que podem esperar dos outros. Com esta segurança, encaram confiantes e acima de tudo, calmos, as mudanças que possam surgir.

Hoje, o Raposo é um cão alegre que recuperou a sua paz. Não abandona a guarda do berço por um minuto, e assim continuará: incondicionalmente fiel à sua família que sempre o adorou, e ao seu novo irmão.

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Porque gerem os miúdos tão bem as emoções? Ou de como o coração de mãe dramatiza!

Hoje deixo uma recente história familiar.

A nossa família não é a mais dada a animais. Admito. Mas tínhamos um canário magnífico que, sobretudo eu e o meu filho adorávamos. Cantava lindamente e fazia parte das nossas preocupações diárias, especialmente do M., que tanto zelava pelo bicho.
Bom, a gaiola caiu, o pássaro voou… enfim, ficámos sem canário. Pânico.
Sabendo a elevada estima que M. tinha pelo pássaro, procurei por todo o lado e encontrei o que não queria ver. O que fazer agora?
Finalmente reunida a família, decidimos que teríamos que comunicar o seu desaparecimento à criança. E assim, à saída da escola lá estava eu, preparada para o meu melhor discurso sobre a perda e certa de que a sua reação seria radical pois nunca passara nada de semelhante.

Assim fiz.

Preparei o M., provavelmente da pior forma, engendrei um conjunto de frases às quais ele me respondeu: “É assim tão grave”? Percebi que estava a assustá-lo ainda mais e contei de uma vez … Silêncio. Ainda acrescentei: “podes ficar triste” ao que me responde “mas eu estou triste”. Ponto.

Queres ir escolher outro canário?”  – “Claro que sim! Vamos!”

Rei morto rei posto ou gestão das emoções, sem dramas.
Hoje temos outro canário maravilhoso a cantar de satisfação.
O mundo voltou ao normal e o coração de mãe sobreviveu.

Por Patrícia Ervilha,
para Up To Lisbon Kids®

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