Os bebés não comem só papas

Nos dias de hoje a correria é muita e a alimentação saudável e adequada dos nossos bebés nem sempre é facilitada. Aprender a mastigar bem os alimentos é crucial e só aprendemos com experiências e prática, mas já pensaram que é pela experiência que aprendemos?

Dentro da barriga da mãe

Vamos ao início de tudo quando os bebés ainda estão dentro da barriga da mãe. Aí experimentam diferentes estímulos, imprescindíveis para o seu desenvolvimento sensório-motor oral.  Por exemplo, sentem diferentes sabores e o cheiro de tudo o que a mãe come. A exposição a esses estímulos sensitivos e gustativos é fundamental para a programação sensório-motora envolvida nas funções orais, inicialmente na sucção, deglutição, respiração, mais tarde na mastigação e, por fim, na fala da criança.

Quando nasce

Durante o desenvolvimento intrauterino o reflexo natural para a sucção começa-se a desenvolver às 29 semanas e fica completamente maturado entre as 34 e 35 semanas. É o reflexo natural para a sucção que permite a sua primeira alimentação e é a sucção que estimula o crescimento adequado das estruturas oro-faciais (lábios, dentes, língua e músculos). Por vezes há bebés que apresentam alterações nas funções orais e necessitam de ajuda especializada. Por exemplo, de terapeuta da fala mesmo que ainda em internamento de neonatologia.

Só assim o bebé estará preparado para receber alimentos de novas texturas, período em que se inicia a fase da mastigação. Diversos estudos indicam que o bebé entre o 6º e o 12º mês apresenta movimentos rotatórios da mastigação, já sendo então capaz de comer a bolacha e o pão. Com os devidos estímulos, a mastigação é uma função aprendida e muito importante para o desenvolvimento facial da criança.

Afinal como podemos estimular a mastigação e promover uma boa diversificação alimentar?

E se dermos também fruta ou outros alimentos em tiras? Assim estarão a apresentar os alimentos em duas texturas distintas, contribuindo para uma maior aceitação dos mesmos, sendo que a aceitação é um fator indispensável para um bom desenvolvimento da ação mastigatória.

E se os incentivarmos a comer sozinhos, quer com a mão ou com a colher (sujar faz parte!). Estamos a proporcionar-lhe importantes experiências sensoriais que vão potenciar o seu desenvolvimento sensório-motor.

Importante saber que a partir de 1 ano de idade os bebés já são capazes de mastigar bem os alimentos de textura mole e que a partir dos 15 meses deverão aceitar já diferentes sabores, texturas e consistências. Continua a ser fundamental deixá-los tocar, brincar e explorar os alimentos antes de os levar à boca.  Aos 2 anos já conseguem aceitar duas texturas na boca, mastigar e beber autonomamente de forma adequada.

A reter

  • Fomentar o prazer em comer apresentando alimentos adequados nutricionalmente irá permitir uma dieta variada e equilibrada no futuro.
  • Oferecer às nossas crianças uma alimentação variada em sabor, textura, consistência, temperatura, aspeto visual e cheiro e permitir-lhes experiências sensoriais e orais diversificadas irá contribuir para um desenvolvimento adequado da musculatura oro-facial e dento-esquelética e prevenir assim futuras alterações nas funções da sucção, mastigação, deglutição e fala.

Por Terapeuta da Fala Joana Teodoro

Os bebés devem beber água nos primeiros meses de vida?

A água é actualmente considerada um alimento (basta ver a posição central que ocupa na Roda dos Alimentos). Logo é essencial ao bom funcionamento de todas as células do organismo.

É muito frequente os pais questionarem nas consultas se os seu filhos devem beber água nos primeiros meses de de vida. Por esse motivo, importa esclarecer alguns conceitos que me parecem importantes.

Tipo de leite

O leite materno contém muita água na sua composição, pelo que na maior parte das vezes não se justifica dar mais nenhum tipo de líquido aos bebés amamentados exclusivamente. O leite materno tem a dupla função de alimentar e hidratar os bebés.

No entanto, se o bebé estiver a ser alimentado com um leite adaptado (seja em exclusivo ou como suplemento), faz sentido oferecer-lhe um pouco de água entre mamadas. A palavra certa é mesmo “oferecer”, pois não se deve nunca forçar um bebé a beber água. Se quiser bebe, se não quiser não bebe.

Temperatura exterior

Sempre que a temperatura exterior for elevada (vaga de calor, por exemplo), deve-se ter em atenção que os bebés podem ter necessidade de beber mais líquidos. Nestes casos deve oferecer-se água, mesmo nas situações de aleitamento materno exclusivo.

Vómitos

Sempre que um bebé vomita regularmente aumenta o risco de poder desidratar. As suas reservas corporais são reduzidas nos primeiros meses de vida. Nesta situação deve oferecer-se água, independentemente do tipo de leite que esteja a fazer.

Não é um “erro” dar água

Importa salientar também que não é propriamente errado dar água a um bebe, mesmo que esteja apenas sob aleitamento materno. O maior inconveniente é que ele beba menos leite, pelo volume de água que ingere. No entanto, geralmente também não bebem muita água, pelo que a probabilidade de causar algum problema é bastante diminuta. Assim, não é verdadeiramente “errado” dar água sem ser nas situações que expliquei acima, mas é sem duvida “desnecessário” e não se deve fazer.

Sabem aquela vontade súbita que nos dá de comer pão? Foi assim que surgiu esta receita!

Ontem enquanto jantávamos, falávamos da ementa do resto da semana e do pequeno almoço do dia seguinte. Estas conversas têm de ser tidas quase em segredo porque se o Lourenço percebe que referimos pão, ovo, queijo ou outra coisa que goste muito, não se cala enquanto não comer esse alimento. Ainda há dias, a mãe disse que o pequeno almoço do dia seguinte eram ovos mexidos e ele começou logo “owo” “owo“, enquanto me arrastava para o frigorífico e já tinha tirado a frigideira do armárioTemos “chef” e de personalidade vincada!

Ah e a receita do pão… Bom, foi literalmente inventada e com o que havia na dispensa. Queríamos que tivesse polvilho, farinha teff (nunca tinha usado) e alfarroba, o resto fomos juntado até obtermos uma consistência que achávamos que funcionasse.
No final e antes de colocarmos no forno, juntámos 2 maçãs raladas para equilibrar o sabor!

O resultado foi surpreendente e delicioso! Um Pão fofo de alfarroba, sem glúten, paleo e caseiroA melhor forma de começar o dia.

Sugestão: Comemos ao pequeno almoço com manteiga clarificada e com manteiga de amendoim e banana… Já o pequeno chef preferiu com “queije”, adora “queije” o rapaz ?

Ingredientes

  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 1 ½ chávena de bebida vegetal
  • 1 ½ chávena de água morna
  • 1 colher de sopa de vinagre de cidra
  • 1 ½ chávena de polvilho doce
  • 1 ½ chávena de farinha teff
  • ½ chávena de farinha de coco
  • 4 colheres de sopa de farinha de alfarroba (pode usar cacau cru)
  • 2 maçãs raladas
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 ½ colher de chá de fermento

Passos

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC
  2. Numa taça comece por juntar os ovos e o óleo de coco com uma vara de arames.
  3. Junte a bebida vegetal, a água morna e o vinagre. Mexa bem.
  4. Adicione as farinhas, a maçã ralada e mexa até obter uma massa homogénea.
  5. Junte o bicarbonato e o fermento, volte a mexer e leve ao forno cerca de 35/40 minutos.
  6. Deixe arrefecer muito bem antes de partir o pão.

 

No Domingo acabamos por ficar em casa, e enquanto o pai estava na cozinha, o Lourenço passou a tarde a  pedir “teitinho”… E depois de beber, só pedia “máiiis” e novamente “máiiis teitinho” – Adora bebida de arroz e aveia!  Até que mãe sugeriu, que se fizesse “Faz lá um água aromatizada* com pêssego, para ver se ele não beber tanto leite”.

*mesmo antes do Lourenço nascer já costumávamos aromatizar água com morango, gengibre, limão ou hortelã por exemplo. É ótimo para estes dias de calor intenso!

Ora e o pai pensou “Boa ideia, mas acho que precisa de mais qualquer coisa…”. Assim parti 1 pêssego e 1 maçã, juntei um 1 litro de água e coloquei no frigorífico.

Passado uma hora fomos beber e ambos pensámos “Isto é “ice tea” de pêssego!!”  Só que naturalmente doce, caseiro, refrescante e natural!

O L adorou e pedia mais “sumo”! Não é sumo, não é puré de fruta, nem chá… É um Ice tea natural e caseiro, mas é muito bom e refrescante para se ir bebendo ao longo do dia!

ics tea caseiro e natural

Ingredientes

  • 1l de água
  • 1 maçã
  • 1 pêssego

Dica: Ainda enchemos o jarro mais duas vezes… Hoje vamos fazer mais!

Passos

  1. Coloque num jarro um pêssego e uma maçã, descascados e partidos em “gomos” ou em cubos.
  2. Junte a água e leve ao frigorífico.

O meu filho recusa-se a comer

São muitos os pais que se deparam com situações problemáticas na alimentação… quando os seus filhos não querem comer ou deixam de comer determinados alimentos… A recusa continua, a situação agrava-se e a determinada altura parece não haver solução. Em muitas ocasiões pode mesmo levar ao isolamento, ao evitar de situações sociais como um jantar com família ou amigos…

Na verdade, são muitos os motivos que podem despoletar um evitamento ou recusa alimentar e por isso, esta não é uma situação em que as estratégias sejam “chapa 5” e funcionem com todas as crianças.

Primeiramente é preciso perceber o porquê (e o mais precocemente possível)! Qual a razão desta recusa alimentar?

As situações de recusa alimentar podem ter diversas origens, entre elas…

  • Situações traumáticas (ex. situações de engasgamento);
  • Alterações de processamento sensorial (ex. defensividade oral);
  • Alterações na motricidade orofacial (que podem, por exemplo, ser a causa de uma mastigação ineficaz);
  • Relações pais e filhos …

Só analisando a resposta ao “Porquê?” poderemos perceber quem serão os profissionais que o poderão ajudar e de que forma, delineando então estratégias eficazes e duradouras.

Caso se encontre numa situação em que o seu filho evita ou recusa alimentos, preencha o questionário que aqui disponibilizamos para que o possamos aconselhar da melhor forma.

 

imagemcapa@sol.no

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Sabia que…

  • a boca é o órgão com maior número de recetores sensitivos, com várias funções, como a receção dos alimentos e a proteção e controle do sistema respiratório e digestivo?
  • o comportamento de levar a mão à boca, que está presente a partir da 9ª semana gestacional, constitui uma das primeiras demonstrações da existência de integração sensório-motora precoce, através da qual o bebé irá obter não só uma forma de alimentação e de fala adequadas, como também reconhecer o seu próprio corpo e discriminar as características dos objetos?
  • as experiências sensoriais obtidas, quer durante a alimentação através da ingestão de alimentos com diferentes consistências, texturas, sabores e temperaturas, quer na exploração oral de objetos e da mão contribuem para um adequado desenvolvimento da musculatura orofacial e dento-esquelética e previnem a ocorrência de alterações no sistema estomatognático?
  • entre 25% a 35% de crianças com desenvolvimento normal apresentam dificuldades alimentares? Esta percentagem aumenta exponencialmente (65% a 75%) quando falamos de crianças com patologias do neurodesenvolvimento. – (Rudolph & Link, 2002)

As etiologias destas dificuldades são variadas, mas entre as mais comuns temos a predisposição genética, as complicações durante a gravidez, a prematuridade, a insuficiente estimulação ou experienciais táteis e orais desagradáveis. (- Dias, 2015)

O desenvolvimento sensório-motor oral (SMO) inicia-se no período intra-uterino, no qual o feto experimenta diferentes estímulos. A exposição a diferentes estímulos neste período é fundamental para a programação sensório-motora envolvida nas funções orais como a sucção, deglutição e respiração do neonato e posteriormente, na mastigação e na fala da criança. O desenvolvimento SMO irá depender das experiências sensoriais intra-uterinas, da maturação do sistema nervoso central (SNC), da herança genética e dos estímulos ambientais ao longo da vida, sendo os primeiros anos essenciais. (Medeiros, 2007)

O desenvolvimento SMO tem vários marcos importantes:

  • Entre 3º e o 6º mês de vida
    Há uma maior dissociação entre sucção e deglutição e
as competências motoras orais e globais facilitam a introdução da colher;
  • Do 6º ao 9º mês de vida
    Surgem os primeiros dentes; o bebé baba-se muito;
há uma participação do lábio superior na retirada do alimento na colher e surge a integração do reflexo de morder na mastigação;
  • Do 9º ao 12º mês de vida
    Começa a beber pelo copo com ajuda, come a bolacha e o pão sozinho, fazendo um prévio reconhecimento táctil dos alimentos;
  • Do 12º ao 15º mês de vida
    Tenta comer sozinho com a mão e com a colher; mastiga bem alimentos que não sejam muito duros; nesta fase ainda pode apresentar dificuldades na mistura de texturas dos alimentos;
  • Do 15º mês ao 18º mês de vida
    Baba-se frequentemente por não conseguir controlar várias tarefas simultaneamente; alimenta-se pela colher e pelo copo, com pequenas ajudas;
aceita alimentos com diferentes sabores, texturas e consistências com possibilidade de os manipular (importante para a integração sensorial);
  • Do 18º ao 24º mês de vida
    Há um aperfeiçoamento das capacidades miofuncionais orais; mastiga e bebe autonomamente de forma adequada; aceita duas texturas na boca. (Dias, 2015)

Alimentação Restritiva? Alimentação Seletiva? Alimentação exigente? Recusa Alimentar Crónica? Neofobia de alimentos? Qual o perfil alimentar? Dificuldades alimentares de base sensorial? Defensividade Oral? E agora?!

O Terapeuta da Fala pode ajudá-lo com as dificuldades alimentares do seu filho.

A Estimulação Sensório Motora Oral (ESMO) realizada pelo Terapeuta da Fala, quando introduzida precocemente e de forma a garantir o sucesso no aleitamento materno, favorece a introdução dos semi-sólidos e sólidos na idade adequada e de forma prazerosa e proporciona a realização de determinados tipos de movimentos dos órgãos fonoarticulatórios, essenciais para a maturação e desenvolvimento do sistema sensório-motor oral da criança.

O desmame precoce da amamentação pode levar à rutura do desenvolvimento motor-oral adequado, provocando alterações na postura e na força dos órgãos fonoarticulatórios e das funções da mastigação, deglutição e respiração, que estão diretamente relacionadas com a introdução complementar após os 6 meses. (Ferreira et al, 2014). Assim, deve ser dada a devida importância à amamentação no desenvolvimento das competências orais do bebé e esta forma de alimentação deve sem dúvida ser privilegiada.

A ESMO no neonato e/ou a integração sensorial na criança:

  • previne a falta a privação sensorial;
  • contribui para o adequado desenvolvimento do sistema sensório-motor oral do bebé;
  • possibilita que o bebé beneficie de todas as vantagens do aleitamento materno;
  • proporciona o planeamento e coordenação oro-motoras para o desenvolvimento das funções orais ( mastigação, deglutição e fala);
  • permite ao bebé responder a cada estímulo de modo cada vez mais adequado e eficiente, organizando, assim, as suas experiências sensoriais e desenvolvendo, de forma sucessivamente mais complexa, as suas capacidades motoras, sociais e cognitivas. (kutscher & Glick, 2011).

Deste modo, na presença de qualquer dificuldade na amamentação e/ou na resistência da criança na introdução da alimentação sólida, deve sempre procurar o parecer de um Terapeuta da Fala – técnico especialista habilitado para trabalhar as funções em causa -, que poderá ajudá-lo respondendo a questões, sugerindo estratégias facilitadoras ou, se for o caso, realizar intervenção direta com os pais e com o neonato/criança.

 

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A obesidade infantil é cada dia mais preocupante. As mudanças nos hábitos de consumo e alimentação têm feito desse mal um problema a nível mundial.

As crianças têm sido vítimas da falta de conhecimento dos pais e da sociedade. Alguns alimentos vendidos como “saudáveis”, na verdade são fontes de carboidratos simples, conservantes, e outros produtos químicos que além de fazerem mal à saúde ainda enchem o organismo de toxinas que podem impedir o funcionamento natural do metabolismo e causar descontrole hormonal.

Por isso, pais, fiquem atentos aos alimentos perigosos para a saúde e peso do seu filho. Aqui estão 5 deles que parecem inocentes, mas não são.

       1. Sumos empacotados

Muitos pais bem-intencionados incentivam os filhos a parar de beber refrigerante substituindo-os por sumos. O problema é que na maioria das vezes o açúcar contido num pacote de sumo é superior ao do refrigerante. Não defendemos o consumo de refrigerantes, aliás, acreditamos que estes deveriam ser banidos da alimentação de qualquer ser humano.

       2. Sumos de fruta

Parecem tão saudáveis, não é? Mas não é bem assim. Vários médicos têm condenado os sumos de frutas. A frutose, que é o açúcar das frutas, é tão prejudicial quanto as bebidas à base de cola, afirma o Dr. Richard Johnson, da Universidade do Colorado, causam obesidade e hipertensão. Para o Dr. Lair Ribeiro, cardiologista e nutricionista, a frutose é um veneno que é combatido pelas fibras das frutas. Por isso, em vez dar sumo aos seus filhos, dê a fruta – moderadamente nos casos de necessidade de perder peso – e água.

        3. Salsichas e enchidos

Relativamente à salsicha os problemas são grandes. Segundo a nutricionista Natália Coelho, “A salsicha tem oito vezes mais gordura e 38 vezes mais sódio que o frango cozido“. Além disso, a salsicha tem nitrato que é cancerígeno, e (…) “gordura saturada, que é também responsável pela obesidade infantil crescendo na nossa população” (…) “problemas de hipertensão arterial e desenvolvimento de doenças crónicas“. O peito de peru industrializado, considerado saudável não fica atrás tanto na questão do nitrato quanto na quantidade de sódio que causa hipertensão e retenção de líquidos.

        4. Pipocas de micro-ondas

Embora seja prático e muito saborosas, as pipocas de micro-ondas têm em média 150 calorias por chávena. Ao contrário das pipocas simples que tem 31 calorias por chávena. Mas, ainda é possível fazer pipocas saudáveis no micro-ondas: Coloque meia chávena de grãos de milho nem um pacote de papel (papel de pão), feche e leve ao micro-ondas por 2 minutos na potência média. Se quiser acrescente uma pitada de sal. Pronto! De um pacote (industrializado) com 490 calorias você reduziu para apenas 100 calorias.

        5. Pão

O nosso inocente pãozinho de cada dia é responsável por um índice glicémico equivalente a 2 colheres e meia de açúcar! O Índice glicémico mede o quanto um determinado carboidrato pode elevar o nível de glicose no sangue e em quanto tempo. Quando um alimento tem o índice glicémico até 75, é considerado de baixo IG. Já aqueles com mais de 95 de índice glicémico são considerados de alto IG. O pãozinho francês tem um índice aproximado de 95 a 100. Isso significa mais glicose no sangue, mais liberação de insulina pelo pâncreas e o resultado é ganho de peso.

Antigamente, ou seja, antes da junk food, quando as pessoas faziam refeições completas, a obesidade era algo raríssimo. O que se comia nos anos anteriores à segunda metade do século XX? Geralmente arroz, carnes, ovos, frutas, legumes e verduras, queijo, etc – tudo orgânico ou feito com alimentos orgânicos. Tratava-se de uma alimentação muito mais paleo do que a de hoje em dia, com pouco uso dos alimentos processados. Os doces eram compotas de frutas adoçadas com rapadura ou melado, eram servidas como sobremesa e consumidas em pouca quantidade. O segredo para deter a obesidade infantil é voltar-se a uma alimentação sem açúcar refinado, sem gordura trans, sem conservantes e outros aditivos químicos, enlatados, salgadinhos, enchidos (antigamente o único enchido eram as linguiças caseiras sem conservantes). Quanto mais primitiva a alimentação, mais saudável ela será.

Além disso, as crianças brincavam ao ar livre todo o dia. Mexiam-se, corriam, saltavam, e brincavam ao sol e à chuva, ao contrário do que vemos hoje.

Por Stael Ferreira Pedrosa, publicado em Familia.com.br, adaptação de Up To Kids®

 

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imagem@camagroup

O seitan é um ótimo substituto da carne uma vez que é considerada uma excelente fonte proteica. Apresenta ainda um valor muito baixo de gordura e colesterol.

Ingrediente para 4 doses:

Seitan 280 g
Cogumelos 80 g
Molho de Soja 20 g
Azeite 12 g
Salsa 9 g
Alho 8g

 

Modo de proceder: Saltear o seitan num fio azeite até ganhar ficar brilhante. Adicionar os cogumelos cortados em quartos e deixe cozer com o tacho tapado para formar vapor. Adicionar o molho de soja e o alho e deixar durante mais 3 minutos. Retirar do lume e juntar os coentros.

Valores energéticos por 100g: 131,7Kcal; Proteína 9,4g; Gordura 1,9g; Hidratos Carbono 19,3g.

imagem@deerhurstnursery

Alimentar é o amor em ação

Começa na própria gestação, em que o corpo da mãe alimenta de forma mágica o pequeno feto que se desenvolve dentro de si. Desde que está na barriga da mãe, o bebé começa a experimentar alguns sabores, como tal, é de grande importância que a grávida tenha uma alimentação variada, ainda que com os devidos cuidados. Tudo o que acha importante que o seu bebé vá gostar na vida adulta coma durante a sua gravidez.

É sabido, também, que o leite materno é o alimento perfeito para o bebé nos primeiros meses de vida, sob o ponto de vista biológico, económico e emocional. O leite materno tem também a vantagem de modificar o seu sabor consoante a alimentação da mãe, por isso pode moldar os gostos do seu bebé comendo o que deseja que ele se vá habituando a comer.

Fatores como uma boa nutrição, a ingestão de 2 a 3 litros diários de líquidos e repouso (físico e mental) são fundamentais para uma maior quantidade e qualidade de leite. No entanto, se não for possível à mãe dar de mamar ao seu bebé, há que dar-lhe apoio e não o contrário.

alimentar é o amor

Após alguns meses, com a introdução dos primeiros alimentos sólidos, abre-se um mundo de novos sabores e texturas.  E também um desafio enorme na cozinha e nas roupas… É importante que, desde cedo, a criança participe das refeições da família. Ao ver o adulto e os irmãos mais velhos a comer, aprende por imitação a comer  sozinha, além de que se torna comum para ela comer o mesmo que os adultos. Ou seja, o clássico «filme» de comer vegetais será algo perfeitamente natural para a criança. A alimentação, tal como todos os outros aspetos da educação, passa pelo exemplo. Se a família comer saudável o novo bebé também comerá. Por outro lado, o lado social da refeição em família é particularmente precioso. Passar tempo com a família à mesa, poder brincar com os pais enquanto descobre a comida (não necessariamente por esta ordem!), poder falar, rir, simplesmente estar junto… dará à criança uma coesão emocional, uma sensação de pertença. E, como tudo na infância, vai repercutir-se mais tarde nas suas vidas.

Ao mesmo tempo que é uma fonte de crescimento e de prazer, a alimentação pode e deve igualmente ser vista como uma forma de profilaxia no desenvolvimento da criança, evitando a necessidade de medicamentos propriamente ditos.

Como se percebe, a alimentação é algo que vai muito além do aspeto nutricional. Como se costuma dizer, «somos o que comemos». A nossa alimentação reflete a nossa saúde, o nosso estado psicológico, a nossa postura a nível social (adquirida, em parte, pelo estar à mesa em família), e reflete também a nossa própria cultura.  Se pudermos transmitir-lhes o melhor da energia que o planeta oferece, através de uma maior percentagem de produtos biológicos, com vitalidade, e menos quantidade de proteína animal, talvez possamos neutralizar parte da negatividade presente no nosso tempo e no meio ambiente. Os hábitos de amanhã serão, sem dúvida, reflexo da educação de hoje.

A manga é um fruto tropical, rica em vitamina A essencial para a saúde dos olhos. É também considerada uma fonte de vitamina C, pectina e fibras, nutrientes estes que ajudam na diminuição dos níveis de colesterol.

Ingrediente para 4 doses:

Manga 350g
Iogurte 140g
Bolacha Maria 50g

Modo de Preparação:

Coza a manga. Retire a água, triture e reserve no frio. Coloque numa tigela o puré de manga previamente refrigerado, depois o iogurte (metade da camada anterior) e por fim a Bolacha Maria triturada, mas só na hora de servir.

Valor energético por 100g: 81 Kcal; Proteínas 2 g; Gorduras 1,5g; Hidratos Carbono 15g.

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