As bebidas vegetais são boa opção para crianças pequenas?

“Até aos 2 anos de idade, não se deve utilizar as bebidas vegetais como substituto de um leite animal.”

O termo leite implica sempre que a fonte de proteína seja animal. Assim, a designação de “leite” vegetal não é adequada. Deve sempre falar-se de bebidas de soja, arroz, aveia ou outras semelhantes.

Até aos 2 anos de idade, não se deve utilizar as bebidas vegetais como substituto de um leite animal.  É esta a recomendação da Sociedade Europeia de Nutrição Pediátrica. Isto não quer dizer que as crianças mais pequenas não possam contactar com estes produtos ocasionalmente. Mas sim que não devem ser usados para substituir de forma regular o leite ou seus derivados.

Porque não se deve usar bebidas vegetais como substituto do leite antes dos 2 anos?

Em primeiro lugar porque as proteínas não são exactamente iguais às fornecidas pelos produtos lácteos.  As bebidas vegetais contêm substâncias que se desconhece o verdadeiro impacto no crescimento e desenvolvimento infantil. Por exemplo,  fitosteróis nas bebidas de soja.
Para além disso, também a suplementação vitamínica é muito mais deficitária do que nos chamados leites “adaptados” (leites “de bebé”), pelo que não devem ser usados como substitutos do leite em crianças pequenas.

Os bebés não comem só papas

Nos dias de hoje a correria é muita e a alimentação saudável e adequada dos nossos bebés nem sempre é facilitada. Aprender a mastigar bem os alimentos é crucial e só aprendemos com experiências e prática, mas já pensaram que é pela experiência que aprendemos?

Dentro da barriga da mãe

Vamos ao início de tudo quando os bebés ainda estão dentro da barriga da mãe. Aí experimentam diferentes estímulos, imprescindíveis para o seu desenvolvimento sensório-motor oral.  Por exemplo, sentem diferentes sabores e o cheiro de tudo o que a mãe come. A exposição a esses estímulos sensitivos e gustativos é fundamental para a programação sensório-motora envolvida nas funções orais, inicialmente na sucção, deglutição, respiração, mais tarde na mastigação e, por fim, na fala da criança.

Quando nasce

Durante o desenvolvimento intrauterino o reflexo natural para a sucção começa-se a desenvolver às 29 semanas e fica completamente maturado entre as 34 e 35 semanas. É o reflexo natural para a sucção que permite a sua primeira alimentação e é a sucção que estimula o crescimento adequado das estruturas oro-faciais (lábios, dentes, língua e músculos). Por vezes há bebés que apresentam alterações nas funções orais e necessitam de ajuda especializada. Por exemplo, de terapeuta da fala mesmo que ainda em internamento de neonatologia.

Só assim o bebé estará preparado para receber alimentos de novas texturas, período em que se inicia a fase da mastigação. Diversos estudos indicam que o bebé entre o 6º e o 12º mês apresenta movimentos rotatórios da mastigação, já sendo então capaz de comer a bolacha e o pão. Com os devidos estímulos, a mastigação é uma função aprendida e muito importante para o desenvolvimento facial da criança.

Afinal como podemos estimular a mastigação e promover uma boa diversificação alimentar?

E se dermos também fruta ou outros alimentos em tiras? Assim estarão a apresentar os alimentos em duas texturas distintas, contribuindo para uma maior aceitação dos mesmos, sendo que a aceitação é um fator indispensável para um bom desenvolvimento da ação mastigatória.

E se os incentivarmos a comer sozinhos, quer com a mão ou com a colher (sujar faz parte!). Estamos a proporcionar-lhe importantes experiências sensoriais que vão potenciar o seu desenvolvimento sensório-motor.

Importante saber que a partir de 1 ano de idade os bebés já são capazes de mastigar bem os alimentos de textura mole e que a partir dos 15 meses deverão aceitar já diferentes sabores, texturas e consistências. Continua a ser fundamental deixá-los tocar, brincar e explorar os alimentos antes de os levar à boca.  Aos 2 anos já conseguem aceitar duas texturas na boca, mastigar e beber autonomamente de forma adequada.

A reter

  • Fomentar o prazer em comer apresentando alimentos adequados nutricionalmente irá permitir uma dieta variada e equilibrada no futuro.
  • Oferecer às nossas crianças uma alimentação variada em sabor, textura, consistência, temperatura, aspeto visual e cheiro e permitir-lhes experiências sensoriais e orais diversificadas irá contribuir para um desenvolvimento adequado da musculatura oro-facial e dento-esquelética e prevenir assim futuras alterações nas funções da sucção, mastigação, deglutição e fala.

Por Terapeuta da Fala Joana Teodoro

Alimentação Sustentável como equilíbrio entre a produção alimentar, saúde e protecção ambiental

Nunca como hoje foi tão importante e prioritário preocuparmo-nos e cuidarmos das pessoas e do nosso planeta.
Estima-se que em 2050, a população mundial será superior a 9 mil milhões. Isto significa que será necessário produzir mais 60% de alimentos.
Preocupante é saber que a gestão dos alimentos produzidos para abastecer todas as pessoas a nível mundial, não é devidamente planeado e acontece sem planeamento assertivo. 1/3 dos alimentos produzidos  não é consumido – ou seja, vai para o lixo. Os desequilíbrios são difíceis de ultrapassar. É difícil uma receita certa, mas compete-nos ter um empenho cada vez maior e mais real. Em todo o mundo, 900 milhões de pessoas  passam fome,  e 1,9 mil milhões sofrem de obesidade.
Para fazer face a estas questões, às necessidades que derivam do crescimento intensivo da população mundial, ao desenvolvimento e suporte necessários para melhor alimentar todos os indivíduos, e as exigências de qualidade emergentes em todos os estratos sociais, a indústria alimentar intensificou a agricultura e a produção animal local.
Com a crescente preocupação sobre os impactos ambientais versus uma maior exigência quanto à qualidade dos produtos de consumo alimentar e preocupação com a saúde, surge o conceito de alimentação sustentável. Esta aparece como uma possível solução para alcançar um maior equilíbrio entre a produção alimentar, saúde e protecção ambiental.

3 impactos favoráveis imediatos

 

1 – Os alimentos da época têm, geralmente, características nutricionais e organoléticas  (sabor, odor, cor) superiores.
2 – Não necessitam de tanto transporte ou métodos de conservação artificial, duram mais tempo após a compra no frio e mantêm a qualidade intrínseca a cada alimento.
3 – Contribuem para a promoção da economia local e estão, habitualmente, disponíveis a um preço mais acessível.

As boas dicas para seguir esta tendência mais sustentável

 

1. lista organizada das reais necessidades
2. mais vegetais e frutas e menos consumo animal
3. escolha mais equilibrada para mais saúde e qualidade de vida
4. alimentos de produção local e frescos da época
5. preparo dos alimentos com reais medidas de poupança aos consumos energéticos
6. dieta mais equilibrada
7. fluir com as estações e o que elas tem para oferecer, conhecendo assim mais sobre o planeta

 

São novos gestos que mudam o estilo de vida, prevêem a saúde e cuidam do planeta terra.

Este conceito chega também às escolas para consciencializar e educar os mais pequenos e futuros cidadãos e  cuidar do seu mais imediato bem-estar através de Programa de Sustentabilidade na Alimentação Escolar.

Este programa divide se em quatro grandes pilares.

 

1. Produção alimentar

Há um contacto direto dos alunos com todo o processo de cultivo dos alimentos vegetais e frutas, como a preparação do solo, a escolha das sementes conforme a estação, organização das hortas e a colheita com a subsequente  acondicionamento para preservar os alimentos sem conservantes.

2. Regras de economia

São explicados todos os passos para uma aquisição consciente e junto dos produtores locais, assim como todas as  vantagens que este sistema oferece.

3. Educação cívica e planetária

São oferecidas explicações sobre ecologia, pegada ecológica, sustentabilidade, cuidados com o  meio ambiente.

4. Confecção dos alimentos e bons hábitos alimentares

Nesta inclui-se programas mais sérios como a Escola Activa para combate à obesidade infantil e promoção de melhores hábitos alimentares. O programa os Heróis da Fruta, com lanche escolar saudável. O Regime de Fruta Escolar com oferta de fruta para incentivo ao gosto pela fruta desde criança, entre outros programas mais gerais como a alimentação  mediterrânica e a roda dos alimentos, todos com base em ensinamentos para uma alimentação saudável.
Este programa foi sugerido, estudado e implementado no nordeste brasileiro com muito sucesso e é um excelente incentivo  para expandir no nosso pais em todas as escolas, creches e jardins de infância. Desde sempre a envolvencia com a realidade do que chega à nossa mesa se perdeu com os movimentos citadinos e a migração para estes centros.

Alimentação escolar adequada, saudável e com produtos da agricultura familiar

 

A alimentação escolar adequada afeta a educação, a saúde, a agricultura local, o desenvolvimento social,  a consciencialização, a tomada de decisões adequadas com vista a protecção do meio ambiente, entre outras com vista ao crescimento de crianças e jovens mais saudáveis e conscientes do mundo em que vivem para que possam assim formar-se e decidir com olhos bem aberto face as realidades que os circunda.
O aparecimento do programa das Escolas Sustentáveis foi desenhado com o objectivo de implementar a alimentação escolar sustentáveis e tudo o que isto envolve e desenvolve:
  • actividades diversas com a participação e envolvimento da comunidade escolar;
  • a adopção de menus escolares saudáveis e equilibrados;
  • a construção e participação dos alunos nas hortas escolares pedagógicas. (Algumas delas com lugar para aulas de matemática e organização de acções de educação alimentar e nutricional  que são executadas no próprio estabelecimento, envolvendo pais e mães e filhos, professores e directores de escolas);
  • alteração no preparo dos alimentos;
  • redução das despensas na compra dieta de produtos;
  • suporte e expansão de e junto da agricultura familiar local para a alimentação escolar.
A horta escolar tem a finalidade de facilitar a aprendizagem dos estudantes de maneira lúdica, saudável e social, articulada com as diversas áreas do conhecimento. Quer com estas motivações orientar os estudantes para que melhoria dos hábitos alimentares e a criação de uma nova cultura alimentar mais adequada e saudável.

Benefícios

 

As estratégias para melhorar as condições actuais e superar a pobreza devem ser efectuadas com o envolvimento da comunidade local.
A alimentação escolar como ponto catalisador para acções de cooperação locais.
Métodos para melhoria alimentar e nutricional.
Responsabilização local dos diversos organismos cívicos.
Despertar sobre a realidade local e incentivo a aplicação de meios úteis e de espectro futuro.
A oferta de alimentos aos mais desfavorecidos.
Modernização das escolas
Tudo boas razões para apoiar e receber de braços abertos este programa.
Os bebés devem beber água nos primeiros meses de vida?

A água é actualmente considerada um alimento (basta ver a posição central que ocupa na Roda dos Alimentos). Logo é essencial ao bom funcionamento de todas as células do organismo.

É muito frequente os pais questionarem nas consultas se os seu filhos devem beber água nos primeiros meses de de vida. Por esse motivo, importa esclarecer alguns conceitos que me parecem importantes.

Tipo de leite

O leite materno contém muita água na sua composição, pelo que na maior parte das vezes não se justifica dar mais nenhum tipo de líquido aos bebés amamentados exclusivamente. O leite materno tem a dupla função de alimentar e hidratar os bebés.

No entanto, se o bebé estiver a ser alimentado com um leite adaptado (seja em exclusivo ou como suplemento), faz sentido oferecer-lhe um pouco de água entre mamadas. A palavra certa é mesmo “oferecer”, pois não se deve nunca forçar um bebé a beber água. Se quiser bebe, se não quiser não bebe.

Temperatura exterior

Sempre que a temperatura exterior for elevada (vaga de calor, por exemplo), deve-se ter em atenção que os bebés podem ter necessidade de beber mais líquidos. Nestes casos deve oferecer-se água, mesmo nas situações de aleitamento materno exclusivo.

Vómitos

Sempre que um bebé vomita regularmente aumenta o risco de poder desidratar. As suas reservas corporais são reduzidas nos primeiros meses de vida. Nesta situação deve oferecer-se água, independentemente do tipo de leite que esteja a fazer.

Não é um “erro” dar água

Importa salientar também que não é propriamente errado dar água a um bebe, mesmo que esteja apenas sob aleitamento materno. O maior inconveniente é que ele beba menos leite, pelo volume de água que ingere. No entanto, geralmente também não bebem muita água, pelo que a probabilidade de causar algum problema é bastante diminuta. Assim, não é verdadeiramente “errado” dar água sem ser nas situações que expliquei acima, mas é sem duvida “desnecessário” e não se deve fazer.

6 Alimentos para hidratar o corpo e combater os dias de calor

Hidratar de forma adequada é imprescindível para mantermos o corpo e a mente sãos!

Os picos de calor conduzem frequentemente a situações de desidratação, que por vezes se confundem com cansaço ou irritabilidade.

Eis alguns alguns alimentos top que devem ser consumidos regularmente de forma a evitar o desconforto na época mais quente do ano:

1. Água

Nada mais simples para hidratar de forma equilibrada. Ter atenção à natureza, qualidade da água, características próprias no funcionamento do sistema renal, historial clínico.
O mais sensato será variar no tipo de água, escolher águas de boa mineralização, alterando com águas de nascente de menor mineralização, dessa forma não sobrecarregamos os rins nem criamos descompensações.

2. Sumos naturais (água de coco, gengibre, lima)

De sabor agradável e de elevado conteúdo em eletrólitos, são óptimos re-hidratantes. Importante não adicionar açúcar.

3. Infusões

(hibisco, rooibos, cavalinha, urtigas, hortelã,…)

Podem ser ingeridas como refresco ou como alternativa é possível fazer agradáveis e refrescantes gelados.

4. Melancia, meloa, melão, uvas, maçãs, pêras, pêssegos (aproveite a maior variedade de fruta desta época).

Óptima opção para um lanche prático fora de casa ou para uma agradável passeio, basta preparar a fruta numa caixa e  podemos assim desfrutar de um snack saboroso e nutritivo e hidratar o nosso corpo em simultâneo.

5. Alface, germinados, courgette, pepino, saladas.

Para uma refeição ligeira, são óptimos ingredientes, para além de hidratarem de forma eficaz.

6. Sopa de gaspacho

Pode compor uma refeição leve e surpreendentemente refrescante e que desperta os sentidos pela riqueza dos ingredientes (tomate, pimentos, ervas, especiarias).​

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A Pitada do Pai, é o mais recente livro do nosso parceiro Rui Marques, autor do Blog, A pitada do Pai!. Lançado no 7 de março, o autor apresenta-nos receitas fáceis e rápidas para o dia a dia com crianças!

Entre os horários da escola e do trabalho, as atividades extracurriculares e a correria do dia a dia, nem sempre os pais têm tempo para pensar na qualidade da alimentação familiar.

A Pitada do Pai resolve o problema desses pais, com dezenas de receitas exclusivas e práticas de Rui Marques, autor do blogue com o mesmo nome,com os ingredientes da época, estação a estação. Um livro que nasceu da mudança de hábitos alimentares de um pai preocupado com a saúde da sua família e que agora é o chef lá de casa.

Neste livro pode encontrar:

  • Os alimentos a consumir em cada estação do ano
  • Lista de alimentos e utensílios essenciais
  • Conselhos sobre a introdução de novos alimentos em ambiente familiar
  • Receitas simples e fáceis de confecionar para miúdos e graúdos

Cozinhe saúde e sabor para quem ama.

 

FICHA TÉCNICA
Título: A Pitada do Pai
Autor: Rui Marques
Editor: Matéria Prima
Idioma: Português
Dimensões: 169 x 238 x 13 mm
Encadernação: Capa molePáginas: 168

Salada quente de grão, abóbora e góji

No dia anterior ao nosso workshop no Armazém Integral (que foi um sucesso, adorámos e para o ano vamos voltar), fomos à loja da Erika e do Sr. Adérito a inspiração deste prato vem da salada de grão e abóbora assada que lá comemos. O pai que ainda era meio “traumatizado” com abóbora, comprovou que já é fã de abóbora!

Pensei de imediato em fazer esta receita mas com um toque agridoce com alguns toques pessoais e foi assim que surgiu esta receita!
É um prato quentecor de laranja e de conforto tal como o outono pede. Fizemos como acompanhamento a um peixe no forno, mas estava tão bom que o peixe ficou em “segundo plano”.

Para o Lourenço esta é uma salada de “tatas”… Agora o “gaiato” anda com a mania de que só quer batatas, mas aqui como é cor de laranja lá passou e papou tudo ?

INGREDIENTES

  • Grão cozido (demolhamos, cozemos e congelamos)
  • 1 abóbora manteiga pequena (partida em tiras)
  • 5 ameixas secas (hidratadas)
  • 1/2 chávena de bagas de goji (hidratadas)
  • 1 cebola roxa
  • 1 fio de molho de soja (opcional)
  • 1 fio de xarope de tâmaras (opcional)
  • oregãos
  • tomilho
  • fio de azeite

PASSOS

  1. Pré-aqueça o forno a 200ºC.
  2. Numa taça coloque as bagas de goji e as ameixas secas e cubra com água.
  3. Numa tabuleiro coloque a cebola roxa partida em meias luas e um fio de azeite. Leve ao forno cerca de 5mins.
  4. Junte a abóbora partida em cubos, o grão, as ameixas (picadas), o goji e tempere com oregãos e tomilho. Envolva bem e leve ao forno até a abóbora ficar assada.
  5. Quando estiver quase pronta, pode colocar um fio de molho de soja e um fio de xarope de tâmaras (para dar um toque agridoce).
  6. Deixe cozinhar até atingir a consistência pretendida. Sirva como prato principal ou como acompanhamento.

Frango à “brás” com esparguete de curgete

Desde pequeno sempre me “chateou” a forma como a maioria dos restaurantes serviam o Bacalhau à Brás… Mole e tudo com a mesma textura. Uns anos mais tarde e após ver alguns programas de culinária percebi o truque de juntar as batatas em palitos no final para dar crocância.

Uns anos mais tarde (que coincidiram) com o nascimento do blog, andava “chateado” porque gostava deste prato, mas não queria fazê-lo com batatas fritas! Nestes últimos meses, como temos andado em experiências e a tentar  “inventar” para formas divertidas de comer vegetais e ao mesmo tempo fazer os legumes a brilhar… Desta vez foi com a curgete e o resultado é delicioso!

Mas a curgete não fica mole? Se a deixarmos cozinhar muito fica, mas cá em casa preferimos adicionar a curgete já no final e deixar cozinhar os ovos… A curgete fica quase al denteExperimente e delicie-se saudavelmente com toda a família! 

Esqueci-me apenas de dizer que este prato faz-se em cerca de 10 minutos!!! É bastante simples e prático e todos adoram cá em casa!

INGREDIENTES

  • 500 gr de peito de frango picado (ou perú)
  • 2 curgetes (em esparguete)
  • 5 ovos
  • 1 cebola
  • 1 fio de azeite
  • Salsa picada
  • Flor de sal (a gosto)

Dica: em vez de frango pode usar peru, bacalhau, outro peixe, ou tofu por exemplo.

PASSOS

  1. Numa frigideira coloque um fio de azeite juntamente com a cebola picada.
  2. Adicione o peru, previamente temperado com sal e pimenta.
  3. Quando o peru estiver quase cozinhado, junte a esparguete de curgete.
  4. Adicione os ovos e vá mexendo até os ovos ficarem cozinhados.
  5. Sirva com salsa picada.

O regresso à rotina das famílias com elementos alérgicos implica sempre umas “maratonas de cozinha”, para se reporem os stocks que foram sendo subtraídos nas férias.  A entrada do Pedro no 1º ano implicou algum tempo acrescido de permanência na escola, pelo que, é necessário levar ainda mais comida do que o habitual. Este Pão de Banana faz parte do meu plano de repovoação da arca congeladora cá de casa:

Ingredientes:

250g de farinha panificável sem glúten;

120g de açúcar;

Meia colher de chá de canela;

1 colher de chá de fermento;

1 colher de chá de bicarbonato de sódio;

1 pitada de sal;

80 ml de óleo de coco;

2 “ovos de linhaça” (misturar duas colheres de sopa de farinha de linhaça com quatro colheres de água e deixar repousar 5 a 10 minutos);

3  bananas médias;

Preparação:

Misture os ingredientes secos num recipiente;

Misture todos os ingredientes húmidos num liquidificador (ou com a varinha mágica) e verta sobre o primeiro preparado;

Envolva suavemente a mistura;

Leve ao forno numa forma de bolo inglês, a 180.º, por cerca de 50 minutos;

imagem fornecida pelo autor

A obesidade infantil é cada dia mais preocupante. As mudanças nos hábitos de consumo e alimentação têm feito desse mal um problema a nível mundial.

As crianças têm sido vítimas da falta de conhecimento dos pais e da sociedade. Alguns alimentos vendidos como “saudáveis”, na verdade são fontes de carboidratos simples, conservantes, e outros produtos químicos que além de fazerem mal à saúde ainda enchem o organismo de toxinas que podem impedir o funcionamento natural do metabolismo e causar descontrole hormonal.

Por isso, pais, fiquem atentos aos alimentos perigosos para a saúde e peso do seu filho. Aqui estão 5 deles que parecem inocentes, mas não são.

       1. Sumos empacotados

Muitos pais bem-intencionados incentivam os filhos a parar de beber refrigerante substituindo-os por sumos. O problema é que na maioria das vezes o açúcar contido num pacote de sumo é superior ao do refrigerante. Não defendemos o consumo de refrigerantes, aliás, acreditamos que estes deveriam ser banidos da alimentação de qualquer ser humano.

       2. Sumos de fruta

Parecem tão saudáveis, não é? Mas não é bem assim. Vários médicos têm condenado os sumos de frutas. A frutose, que é o açúcar das frutas, é tão prejudicial quanto as bebidas à base de cola, afirma o Dr. Richard Johnson, da Universidade do Colorado, causam obesidade e hipertensão. Para o Dr. Lair Ribeiro, cardiologista e nutricionista, a frutose é um veneno que é combatido pelas fibras das frutas. Por isso, em vez dar sumo aos seus filhos, dê a fruta – moderadamente nos casos de necessidade de perder peso – e água.

        3. Salsichas e enchidos

Relativamente à salsicha os problemas são grandes. Segundo a nutricionista Natália Coelho, “A salsicha tem oito vezes mais gordura e 38 vezes mais sódio que o frango cozido“. Além disso, a salsicha tem nitrato que é cancerígeno, e (…) “gordura saturada, que é também responsável pela obesidade infantil crescendo na nossa população” (…) “problemas de hipertensão arterial e desenvolvimento de doenças crónicas“. O peito de peru industrializado, considerado saudável não fica atrás tanto na questão do nitrato quanto na quantidade de sódio que causa hipertensão e retenção de líquidos.

        4. Pipocas de micro-ondas

Embora seja prático e muito saborosas, as pipocas de micro-ondas têm em média 150 calorias por chávena. Ao contrário das pipocas simples que tem 31 calorias por chávena. Mas, ainda é possível fazer pipocas saudáveis no micro-ondas: Coloque meia chávena de grãos de milho nem um pacote de papel (papel de pão), feche e leve ao micro-ondas por 2 minutos na potência média. Se quiser acrescente uma pitada de sal. Pronto! De um pacote (industrializado) com 490 calorias você reduziu para apenas 100 calorias.

        5. Pão

O nosso inocente pãozinho de cada dia é responsável por um índice glicémico equivalente a 2 colheres e meia de açúcar! O Índice glicémico mede o quanto um determinado carboidrato pode elevar o nível de glicose no sangue e em quanto tempo. Quando um alimento tem o índice glicémico até 75, é considerado de baixo IG. Já aqueles com mais de 95 de índice glicémico são considerados de alto IG. O pãozinho francês tem um índice aproximado de 95 a 100. Isso significa mais glicose no sangue, mais liberação de insulina pelo pâncreas e o resultado é ganho de peso.

Antigamente, ou seja, antes da junk food, quando as pessoas faziam refeições completas, a obesidade era algo raríssimo. O que se comia nos anos anteriores à segunda metade do século XX? Geralmente arroz, carnes, ovos, frutas, legumes e verduras, queijo, etc – tudo orgânico ou feito com alimentos orgânicos. Tratava-se de uma alimentação muito mais paleo do que a de hoje em dia, com pouco uso dos alimentos processados. Os doces eram compotas de frutas adoçadas com rapadura ou melado, eram servidas como sobremesa e consumidas em pouca quantidade. O segredo para deter a obesidade infantil é voltar-se a uma alimentação sem açúcar refinado, sem gordura trans, sem conservantes e outros aditivos químicos, enlatados, salgadinhos, enchidos (antigamente o único enchido eram as linguiças caseiras sem conservantes). Quanto mais primitiva a alimentação, mais saudável ela será.

Além disso, as crianças brincavam ao ar livre todo o dia. Mexiam-se, corriam, saltavam, e brincavam ao sol e à chuva, ao contrário do que vemos hoje.

Por Stael Ferreira Pedrosa, publicado em Familia.com.br, adaptação de Up To Kids®

 

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