Crianças precisam de micróbios para desenvolver a imunidade, não de antibióticos – dizem os cientistas.

“Especialistas acreditam que o exagero na limpeza está a contribuir para uma série de condições crónicas que vão de alergias a obesidade.”

Claro que é muito importante lavar as mãos. Mas o grande problema, no ocidente pelo menos, é o excesso de zelo na desinfeção da casa e esterilização de objetos.

A ciência mostra que livrar-se dos minúsculos organismos chamados de micróbios com desinfetantes de mãos, sabonetes antibacterianos e doses exageradas de antibióticos estão a causar um impacto terrivelmente negativo no sistema imunológico dos nossos filhos, diz a microbiologista Marie-Claire Arrieta, co-autora de um livro chamado Let them eat dirt”.

Especialistas acreditam que o exagero na limpeza está a contribuir para uma série de condições crónicas que vão de alergias a obesidade. Marie-Claire Arrieta explica que ao nascermos não temos micróbios. O nosso sistema imunológico está subdesenvolvido. No entanto, assim que os micróbios entram em acção,  activam o nosso sistema imunológico que começa a funcionar corretamente.

O excesso de higiene é uma hipótese que explica por que as alergias, a obesidade e as doenças inflamatórias, são doenças que têm vindo a aumentar a nível mundial. De acordo com Marie-Claire Arrieta, não é apenas uma questão genética. “Os nossos genes simplesmente não mudam tão rápido”.

As crianças precisam de micróbios

A pesquisa mostra consistentemente que essa falta de exposição aos micróbios contribui para o aparecimento destas doenças. Os especialistas consideram que esta exposição no início de vida é necessária para que o nosso sistema imunológico seja treinado adequadamente e, eventualmente, possam evitar o desenvolvimento dessas doenças.

Um desses dados mostram que crianças que crescem num ambiente rural têm menos chances de desenvolver asma, segundo evidências epidemiológicas. O que o estudo sugere é que viver em um ambiente sem o excesso de limpeza é realmente melhor.

A mesma lógica se aplica ao benefício de quem tem um animal de estimação, especificamente um cão. Estudos também mostraram que limpar tudo o que os bebés põem na boca aumenta as hipóteses de desenvolver asma. A incidência de asma diminui quando a chucha é limpa na boca dos pais.

Claro que a higiene é essencial para a nossa saúde. Não devemos parar de lavar as mãos. Mas o correto é fazê-lo de forma eficaz para a prevenção de doenças. Antes das refeições. Quando vamos ao hospital. Quando estamos com gripe, etc.

O que passar disso, não é necessário. Se o seu filho estiver a brincar com terra, não precisa de ir a correr lavar-lhe as mãos. Deve haver um equilíbrio entre prevenir a infecção, que ainda é uma ameaça real na sociedade, mas também promover esta exposição microbiana que, para os estudiosos, é saudável.

Texto original publicado no TheStar, adaptado por Up To Kids

O que é a intolerância à lactose?

A intolerância a lactose é a dificuldade em fazer a digestão do açúcar presente no leite, que se chama lactose. Para fazer essa digestão, utiliza-se uma enzima que é produzida no intestino e que se chama lactase, mas há algumas pessoas que não produzem essa enzima em quantidade suficiente.

Assim, vão ser incapazes de digerir a lactose e vão ter os sintomas derivados dessa dificuldade e que podem ser:

  • gases em excesso
  • barriga inchada
  • dor de barriga
  • diarreia frequente.
  • desconforto com o consumo de leite e derivados
Existe uma grande variabilidade nas manifestações, porque tudo depende do nível de enzima que a pessoa produz. Quem produz mais enzima vai tolerar a ingestão de uma quantidade maior de leite e derivados do que quem produz menos.

Na suspeita de haver uma intolerância à lactose a solução é só uma: reduzir a ingestão de lactose.

A maior fonte desse açúcar é o leite, pelo que se deve trocar para um leite sem lactose (seja leite adaptado ou de vaca).
Os outros produtos lácteos (iogurte e queijo, por exemplo) são fermentados e têm muito pouca lactose. Motivo pelo qual geralmente não é necessário retirá-los da dieta, exceto se causarem mal-estar quando consumidos. Se com estas medidas simples a criança melhorar, fazemos o diagnóstico. Neste caso deve manter-se a dieta sem lactose, pelo menos temporariamente (cerca de 8 semanas).
Depois desse período reintroduz-se o leite habitual da criança, sempre de forma progressiva e sob vigilância, observando se não surgem novamente sintomas de intolerância.

Como preparar o quarto do bebé para a sua chegada

A chegada do bebé é um momento de enorme felicidade e entusiasmo, mas também pode trazer alguma ansiedade. De forma a poder aproveitar e vivenciar o momento da melhor forma, é importante planear e organizar. Neste artigo, preparado em conjunto com o Habitissimo, vamos abordar quais os passos mais importantes na criação de um quarto de bebé, assim como algumas dicas ao nível de decoração e segurança!

Mobiliário

Todos nos sentimos atraídos pela decoração e mobiliário de bebé, mas tenha em conta um planeamento a longo prazo. Pense no quarto de bebé como uma divisão no qual o seu filho irá crescer e desenvolver-se, pelo que não deverá limitar demasiado o mobiliário. Isto fará com que tenha que mudar o quarto em pouco tempo, o que não é saudável para o seu orçamento.

Tente optar por gastos equilibrados, que satisfaçam as suas necessidades mais imediatas. Por exemplo, opte por móveis versáteis. A compra de uma cómoda que também é muda fraldas, traz diversas vantagens. Não só é um elemento que lhe permite guardar a roupa do seu bebé (que é geralmente pequena e não ocupa muito espaço), como permite que tenha à mão tudo o que necessita para a mudança da fralda, garantindo a segurança do seu bebé.

Organização do quarto de bebé

A organização de um quarto de bebé é fundamental. É importante que o bebé esteja num local organizado, que transmita serenidade. Opte por cores suaves e não deixe muitos elementos expostos, e otimize o espaço que tem disponível, colocando organizadores nas gavetas e caixas de arrumação.

 

organizar roupa do bebé Marie Kondo

Limpeza

Os bebés são particularmente susceptíveis a alergias, pelo que não deverá exagerar nas decorações. O quarto não deverá ter demasiada acumulação de artigos, de forma a ser facilmente limpo e prevenir acumulação de pó. Por outro lado, um quarto simples permitirá melhor fluidez no espaço e também permite um acesso mais fácil aos artigos que mais precisa!

É ainda importante que o quarto não tenha caixote de lixo. Após a mudança, as fraldas não deverão ser deixadas no quarto.

Iluminação

É importante que o quarto do bebé tenha uma boa exposição solar, de forma a evitar eventuais acumulações de humidade. No entanto, o berço e o trocador não deverão estar debaixo ou encostados a uma janela. Não só se trata de um elemento atrativo para os bebés (pela sua curiosidade de ver o que se passa na rua), como poderá deixar passar frio no Inverno (para garantir que isto não acontece, deverá isolar as janelas) e é importante que os bebés tenham uma temperatura amena e constante no seu quarto

6 Dicas de Segurança:

– Pinte o quarto do bebé com pelo menos 2 meses de antecedência, uma vez que as tintas possuem produtos químicos que se vão libertando durante algum tempo.

– Certifique-se que o berço é bem montado e é um elemento sólido, sem parafusos, pregos ou outras saliências perigosas.

– Evite o uso de tapetes e acumulação de peluches e outros elementos de tecido de forma a prevenir acumulação de pó.

– Evite mudanças bruscas de temperatura.

– Coloque proteções nas janelas, gavetas/portas e tomadas.

– Enquanto o seu bebé tem menos de 1 ano, não use almofadas.

Independentemente do tamanho do quarto do bebé, estes são os 4 elementos fundamentais que cada quarto de bebé precisa:

1. Zona de dormir (berço)

Opte por um berço certificado. Um berço certificado tem garantias de segurança, nomeadamente ao nível da separação das barras e da tinta usada (atóxica).

2. Zona de mudança de fralda (Trocador)

Na compra do seu trocador, opte pela funcionalidade. Deverá ter fácil acesso a todos os artigos de que necessita para a mudança da fralda. É igualmente importante que seja um espaço confortável para o bebé.

3. Zona de amamentação

De forma a que possa amamentar de uma forma tranquila, e sendo que passará muito tempo na poltrona/cadeira que escolher, é muito importante que seja um elemento muito confortável e de preferência de braços. Deverá ainda ser uma peça de fácil limpeza!

4. Zona de arrumação (cómoda)

Como referido anteriormente, existem artigos de mobiliário versátil, que combinam a função de trocador com a de arrumação. Caso opte por elementos separados, deverá optar por uma cómoda com arrumação suficiente. Opte ainda por separadores para poder maximizar o espaço útil de arrumação e ter o que necessita mais facilmente ao seu alcance.

 

Aproveite este momento especial da sua vida e lembre-se, um planeamento antecipado tornará tudo mais fácil!

Leite de vaca na infância: quando, como e porquê?

Lembro-me de ser criança e de detestar leite (tanto que, até hoje, não o consumo) e lembro-me também de não ter outra hipótese se não o beber a todo o custo, todos os dias, não fosse eu ficar pequenina para sempre.

Os meus pais acreditavam que o leite era obrigatório para um crescimento harmonioso. E provavelmente os teus também. Hoje em dia, os benefícios do leite são postos em causa por várias correntes. Como não sabia bem onde me situar – se contra ou a favor – decidi ouvir vários especialistas e responder as perguntas que ecoam na cabeça dos pais de hoje.

O leite de vaca é obrigatório?

Não. A resposta é unânime por parte de todos os especialistas que consultei. Mas, se para uns “apesar de não ser essencial ou obrigatório, não há motivo para a diabolização que [o leite] tem sofrido nos últimos tempos”, para outros “o que é obrigatório é o leite materno porque somos mamíferos”.
Mais longe nesta avaliação vai o movimento Slow Food que denuncia “as constantes tentativas da cadeia agroalimentar suportarem a sua comunicação assente em desinformação e no marketing enganoso” e que, nessa medida, é urgente alterar o panorama de packaging nos produtos alimentares.

Importa primeiro referir que, para além de quem não quer dar leite de vaca aos filhos por opção, existe também um número substancial de crianças e jovens intolerantes à lactose ou alérgicos à proteína do leite. No primeiro caso (dependendo do nível da intolerância), consumir leite sem lactose pode ser uma opção. No segundo caso, o consumo de leite e de derivados não é de todo recomendado pelo que aconselho a consultarem um especialista.

A partir de que idade devo introduzir o leite de vaca?

De acordo com os especialistas não existem alimentos obrigatórios, pelo que atualmente não existe uma idade até ao qual o consumo diário de leite seja fundamental. Defende-se, no entanto, que o leite de vaca nunca deve ser introduzido antes dos 12 meses.  Para a maioria dos especialistas, esta introdução deve ser feita mais tarde, preferencialmente após os 24 a 36 meses de vida.
Ate lá o bebé deve ser amamentado ou consumir leites de fórmula adaptados à idade.

O leite é um heroi?

Nim. É um alimento interessante porque para além do conteúdo em proteína, é também fonte de cálcio, não tem açúcares adicionados e também nos permite optar por versões com menos gordura”, mas as evidências mostram-nos também que os processos industrias de produção do leite não são os mais aconselháveis pelo que a qualidade do produto está hoje francamente comprometida.

…. ou é um vilão?

Apesar de alguns estudos sugerirem uma relação entre um consumo de leite e a prevalência do cancro da próstata e do ovário existem, por outro lado, estudos que apontam para um efeito protetor do leite, em doses recomendadas, no que respeita ao cancro do colón, da mama e da bexiga.

Algumas especialistas suportam-se de artigos de 2011 a 2018, para afirmarem que este é um alimento com capacidade “pró-inflamatório” que “está correlacionado com a prevalência de alguns tipos de cancro” devido a proliferação celular que pode levar à modificação de células com algum tipo de descontrole celular”.

Por outro lado, há uma corrente de especialistas que, com base nas tão mediáticas conclusões da Universidade de Harvard concluem que não se encontra “qualquer associação entre o consumo geral de leite ou os derivados”. Defendem que “para o cancro da próstata, o artigo em questão, refere o contributo do cálcio para o desenvolvimento da doença, não mencionando o leite“. Já quanto o cancro dos ovários é referido o papel da galactose (açúcar resultante do processo de digestão da lactose) em danos nos ovários conducentes ao cancro” mas, explica, “numa dose de três porções diárias de leite, o que é superior ao recomendado”.

Existem doses recomendadas?

Sim, mas só para quem consome diariamente leite.  O recomendado para os volumes de leite e derivados (incluindo fórmulas) a partir dos 12 meses é de aproximadamente 400 ml/dia. Nas crianças que já tenham introduzido o leite de vaca, este valor traduz-se em dois copos de leite ou 1 iogurte e um pacote de leite por dia, por exemplo. Esta dose máxima não deve ser excedida. 

Quais os substitutos do leite?

Não, substituir o leite de vaca por bebidas vegetais não é suficiente.  Algumas bebidas vegetais, apesar de serem enriquecidas, e por esse motivo, apresentarem a mesma quantidade de cálcio, têm menor teor proteico e maior conteúdo de açúcar em comparação ao leite.
A solução passará então por ter especial cuidado à leitura dos rótulos (há imensas bebidas vegetais sem adição de qualquer tipo de açúcar. As bebidas de millet ou quinoa são excelentes) e enriquecer a alimentação com vegetais de folha escura, peixes como a sardinha, o feijão, sementes de sésamo e a gema de ovo, também eles ricos em cálcio.

 

Fontes : Alecrim,  Slowfood, AnaMoreira , NCBI, HPSH

 

 

 

Já quase todas se cruzaram umas com as outras a determinada altura das suas vidas: na sala de espera de um médico, nas urgências, num internamento, num teste de provocação oral, na farmácia, numa loja de alimentação adaptada, num workshop de culinária, num hipermercado a estudar rótulos, num grupo de apoio presencial, num grupo de discussão na Internet.
Mas quem são estas mães? Como reconhecê-las? Até que ponto a condição clínica dos seus filhos as define? O que podemos esperar delas?

10 tipos de mães de crianças com alergia alimentar:

1 – A Mãe a “apanhar do ar”
Esta mãe ainda não percebeu bem onde está metida. Geralmente sai das consultas médicas mais confusa do que quando entrou. É frequente vê-la colocar à consideração dos seus pares cibernéticos, pareceres médicos e análises clínicas.

2 – A Maratonista
A mãe maratonista já andava farta de “correr”, mesmo antes do running se tornar numa moda. Antes de sair de casa para ir trabalhar, já cozinhou tudo o que o seu filho comerá naquele dia. Aproveita a hora do almoço para dar um salto ao supermercado, enquanto confere no telemóvel as últimas tendências em termos de substitutos do ovo. Para que o seu filho possa participar em segurança no próximo jantar de família, compromete-se a confeccionar o menu completo… para 27 pessoas.

3 – A Veterana
A mãe veterana já percorreu o verdadeiro “caminho das pedras”. Outrora mãe de criança com alergia alimentar é, agora, mãe de adolescente ou adulto com alergia alimentar.

É a mãe que qualquer iniciante nestas andanças deveria conhecer. Foi confrontada com um diagnóstico numa altura em que a oferta de alimentação adaptada era escassa ou inexistente, não se falava do assunto, não havia Internet, nada!
Ela pode afirmar, com toda a propriedade, “são muitos anos a virar frangos… sem alergénios!

4 – A Calimera
À mãe calimera acontece de tudo e esta, pura e simplesmente, não consegue ultrapassar o registo lamurioso. Queixa-se essencialmente por dois motivos: por tudo e por nada.

5 – A Empreendedora
A mãe empreendedora vê, definitivamente, o copo meio-cheio. Organiza sessões de esclarecimento informais no prédio onde vive, na escola dos filhos, distribui panfletos, cria negócios, dá workshops de alimentação adaptada. Em suma, transforma uma dificuldade numa oportunidade.
6 – A Resolvida
A mãe resolvida assume com desassombro que isto das alergias alimentares é um aborrecimento, mas há que lidar com isso da melhor maneira possível. É tão resolvida, que às vezes sente que deveria fazer terapia para apurar se tamanha aceitação é normal.

 7 – A “Mea Culpa”
A mãe “mea culpa” ainda se recrimina por aquela sandes de queijo que comeu, no dia da concepção. Basicamente, sente-se culpada por tudo: pelos genes que transmitiu ao filho, pelo pão sem glúten que fica sempre rijo que nem uma pedra, pela indiferença da sociedade, pelo buraco na camada de ozono.

8 – A Verborreica
A mãe verborreica está sempre a falar sobre alergias alimentares. Às vezes, até a ela lhe escapa o que terá dado azo à conversa. No outro dia, disse “boa tarde” à vizinha do rés-do-chão e, a seguir, sem saber bem como, já estava a falar sobre anafilaxia.

 9 – A “Douta”
A mãe douta gosta de discorrer sobre hipersensibilidades mediadas por IGE, linfócitos T e atopia. Às vezes a coisa corre bem, outras nem por isso.
Tem no grupo das “mães a apanhar do ar” o seu público favorito.

10 – A Pessoana
A mãe pessoana tem em si todas as outras mães acima descritas. Pode acordar meio calimera ao lembrar-se dos tempos em que andava a apanhar do ar, mas depressa passa ao registo maratonista, não sem antes ter tido um ataque de douta verborreia, o que lhe causa culpa. Aspira a ser empreendedora, a ser cada vez mais resolvida e torce os dedos para não chegar a veterana.

Por Marlene Pequenão, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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Açucar em pó 100g
Leite vegetal (usei de aveia) 120 ml
Ovos 3
Farinha tipo 65 500g
2 pacotes de 4,6g de fermento seco (ou uma de 11g)
2 colheres de chá de fécula de batata (ou uma batata pequena cozida e esmagada)
90g de margarina vegetal amolecida (usei cerca de 60g de soja)
1 colher de café de sal

Preparação:

  • Pulverizar o açucar até ficar em pó e juntar os ovos e o leite. Programar V2, 37º, 2 Min; Juntar a farinha e o fermento e amassar na Velocidade Espiga durante 4 minutos; Pelo bocal, juntar a margarina, o sal e a fécula de batata. Programar mais 5 minutos, Velocidade Espiga; Deixar levedar até ao topo. Amassar e dividir em bolas (esta receita rendeu-me 11) e deixar levedar novamente já no tabuleiro de ir ao forno; Cozinhar em forno pré-aquecido a 180º durante 20 a 25 minutos;Nota 1: Levedar é a palavra de ordem nesta receita. Sem pressas, ok?Nota 2: Pode polvillhar-se com açucar em pó ou até fazer um glacé, mas eu optei por eles simples.Nota 3: Esta receita foi inspirada nos brioches portugueses da Clara de Sousa.

Por Marlene Pequenão, Autora do blogue O Copinho de Leite
Up To Lisbon Kids®

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Às vezes sinto mesmo que ando a pregar aos peixes, quando falo sobre a alergia alimentar do meu filho.

armandinho

Se há dias em que lido bem com a situação, há outros em que me apetece morder! A pensar nestes últimos, resolvi criar uma lista do que nunca se deve dizer aos pais de uma criança com alergia alimentar.
Tomem nota!

  1. Mas afinal o que é que ele pode comer?
    (Porquê, vais convidá-lo para jantar?)
  2. Vá lá, dias não são dias. Deixa-o experimentar só um bocadinho!
    (Mas qual é a ideia? Queres ver se faz mesmo reação?)
  3. Mas isso ainda não lhe passou?
    (Já, nós é que lhe estamos a pregar uma partida: só pretendemos contar a verdade quando tiver 30 anos)
  4. E guloseimas? Como é possível viver sem guloseimas?
    (Podes crer! Viver sem um órgão, ou sem um sentido eu percebo, agora sem guloseimas é indecente!)
  5. Eu também tenho alergias! Farto-me de espirrar na Primavera!
    (Boa…tem tudo a ver)
  6. O teu filho é muito esquisito em relação à comida.
    (É deve ser da idade…)
  7. Isso é tudo mimo!
    (Mimo é o teu filho aos guinchos para lhe fazeres as vontades!)
  8. Tens de relaxar!
    (Tenho. Ajudava se parasses de dar palpites e fazer perguntas)
  9. Mas pode mesmo morrer por causa disso?
    (Não!! Que disparate. Nós é que gostamos de fingir que sim!)
  10. Coitadinho!
    (f$%%#$$#&rs!!)

Identificam-se? O que acrescentariam?

 

Por Marlene Pequenão, do Blog O Copinho de leite,
para Up To Lisbon Kids®

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Os nossos bebés são o nosso maior amor. Por eles damos o nosso melhor, investimos tudo o que temos e tudo o que somos, aprendemos que somos muito mais fortes do que imaginávamos, vamos bem mais longe, movemos montanhas se for preciso!

Hoje em dia, para além de querermos dar-lhes o melhor por tudo o que já se disse, surgem situações em que realmente impera uma mudança na hora de escolher este ou aquele produto, nomeadamente porque o nosso filho desenvolveu determinada patologia ou alergia. Infelizmente, parece que as crianças desenvolvem alergias cada vez mais cedo, sejam do foro respiratório, alimentar ou cutâneo. Ora, as alergias podem muitas vezes ser amenizadas através do consumo/utilização de produtos de elevada qualidade, livres de  substâncias nocivas como os pesticidas, os fungicidas e os fertilizantes artificiais. E é aqui que  reside a ideia do que é o biológico.

Ser biológico, mais do que ser “natural”, passa por garantir que os produtos foram cultivados em quintas de agricultura biológica certificadas ou apanhados de forma sustentável no ambiente natural e selvagem desses próprios elementos. Uma roupa de algodão biológico certificado, por exemplo, traduz-se por um têxtil cujo algodão deriva, inicialmente, de um local onde não foram utilizados produtos químicos na sua produção, e que, para além disso, todo o processo de fabrico garante que essa roupa não foi exposta a agentes nocivos .  Ao escolher um têxtil biológico certificado para os seus filhos, sabe que não foram utilizadas tintas sintéticas (carregadas de metais pesados, como o chumbo, o cobre e o zinco e outras substâncias igualmente cancerígenas e desreguladoras hormonais, como a dioxina ou o formaldeído), que para além de serem absolutamente inflamáveis e prejudiciais ao ambiente estão na lista dos ingredientes mais nocivos em têxteis. O contato e a fricção destes tecidos na pele contribuem para um aumento da sensibilidade e erupções cutâneas (dermatites, pele atópica, eczemas, etc), dores de cabeça, dificuldade de concentração, náuseas, diarreia, fadiga, dores musculares e articulares, tonturas, dificuldade respiratória, batimento cardíaco irregular e/ou convulsões. Os sintomas em crianças incluem a hiperatividade e problemas de comportamento ou de aprendizagem.

Em resumo, ao usar produtos biológicos está a ganhar uma maior consciência do impacto positivo que essa opção tem sobre o seu bebé e toda a família, desde a prevenção ou atenuação de problemas de pele, ao mesmo tempo que garante uma maior sustentabilidade económica do orçamento familiar (as fraldas reutilizáveis que se tornam bastante económicas, as roupas de algodão e lã com maior durabilidade). Mas os benefícios vão ainda mais longe: está a ajudar a prevenir a poluição da água, a perda da biodiversidade e a redução da fertilidade do solo.

Como disse uma grande Organii Lover, a atriz Joana Seixas (que não dispensa o pano porta-bebés, as fraldas ecológicas nem  as roupas 100% algodão biológico): “Acho importante usar algodão orgânico. Sei que ainda é um pouco mais caro, mas se passarmos a preocupar-nos com a origem e a forma como são fabricados os produtos que consumimos, vamos contribuindo para um mundo mais sustentável ”.

Vai sempre a tempo de dar ao seu bebé o melhor para a sua pele e, simultaneamente, contribuir para um mundo melhor!

 

WORKSHOP | 13 Dez’14 | 15h00-18h00 | @Centro ser + | Telheiras

É no primeiro ano que o crescimento e o desenvolvimento acontecem com maior rapidez, o que suscita muitas dúvidas e preocupações junto dos recém-papás.

Uma alimentação correta é fundamental para garantir a satisfação das necessidades biológicas e fisiológicas do bebé, assegurando um futuro saudável.

  • Introdução aos alimentos
  • Alergias e Intolerâncias
  • Amamentação
  • Receitas
  • Benefícios da educação alimentar
  • Outros

 

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Quando se pensa em aniversários de criança, nos dias de hoje, é quase inevitável não pensar nos bolos decorados com os heróis infantis do momento e guloseimas de ordem variada. Mas terá de ser mesmo assim? Será esta uma condição essencial para que as crianças se divirtam e, mais tarde, recordem com carinho estas datas?

Esta é a questão que fiz a mim mesma, por ocasião do terceiro aniversário do meu filho.

Comecei por pesquisar tudo o que havia no mercado que fosse isento de proteína do leite de vaca e que eu pudesse usar na confecção de um bolo (coberturas, recheios, decorações, etc). Depois, dediquei-me  a procurar guloseimas, para oferecer aos amiguinhos do colégio, mas sob a condição que ele também pudesse comer. Uma tarefa muito complicada, mas não impossível.

Todavia, foi um comentário do meu marido, com o pragmatismo tão característico do sexo masculino, que me fez “descer à terra”:

– Porque é que vais fazer um bolo e oferecer guloseimas que ele nem gosta sequer?

Ele tinha toda a razão. O nosso filho só gosta de bolos simples e não aprecia, particularmente, guloseimas de espécie alguma. Mas, afinal, a quem é que eu queria agradar? Não me chegava a sensação agridoce de trazer para casa os saquinhos de doces oferecidos pelas outras crianças e ter de escondê-los, sob pena de colocar em risco a vida dele?

Conclusão: seguiu para o colégio um bolo simples, sem cobertura nem recheio, decorado com items não comestíveis, alusivos a um personagem infantil  muito apreciado cá em casa. Os amiguinhos receberam máscaras e desenhos para colorirem.

Consta que correu tudo bem e que o aniversariante estava muito feliz.