Há irmãos que fazem os pais pensar: onde é que estávamos com a cabeça? Os que deixam os pais sempre a pensar: temos mais um?

Irmãos.

Há os “olha que eu vou dizer à mãe!” e os “é um segredo só nosso!”.

Há os que são tão próximos que parecem siameses e os independentes que preferem outros companheiros de brincadeira.

Há os protectores e os que acham que os irmãos se devem fazer à vida.

Há os que levam os irmãos nas saídas à noite por imposição dos pais e os que fazem parte do grupo desde sempre.

Há os irmãos fascinados com os mais novos e os admiradores máximos dos mais velhos.

Há irmãos que são tão parecidos que parecem feitos por encomenda.

Há os que só sabemos que são irmãos porque chamam pai e mãe às mesmas pessoas.

Há os que só têm um pai ou uma mãe em comum.

Há os que ligam dia sim dia não e os que ligam só no aniversário.

Há os irmãos que compram presentes em conjunto e os que dividem a conta sem saber muito bem o que vão oferecer.

Há os irmãos que morrem de saudades uns dos outros e os que preferiam ter mais oportunidades para sentir saudades.

Há os que se davam bem em pequenos e em grandes mal sabem da vida uns dos outros. Os que cresceram e mal se lembram de se ter dado mal.

Há irmãos que foram pedidos como presentes de Natal e outros que entraram na vida sem aviso.

Há irmãos que falam uma língua própria, para quem a mãe é a mulher mais bonita do mundo e o pai o companheiro mais fixe de sempre.

Há irmãos que dão “calduços” aos amigos quando estes começam a reparar na irmã mais nova.

Há irmãos que não têm oportunidade de crescer juntos.

Há os que vivem juntos e nem se apercebem da bênção que isso significa.

Há irmãos que ajudam e irmãos que culpam os outros por terem partido a jarra favorita da avó.

Há irmãos que fazem os pais pensar: onde é que estávamos com a cabeça? Os que deixam os pais sempre a pensar: temos mais um?

Há os que sentem que os outros é que são os preferidos. Há os que se aproveitam, por achar que são eles os preferidos.

Há irmãos que são tratados como se fossem de cristal enquanto aos mais velhos é dito que têm de ser mais pacientes, mais compreensivos, mais calmos.

Há irmãos que se tratam por manos.

irmãos que vivem em total harmonia.

Há irmãos que são mais que irmãos: são amigos.

Há irmãos que fazem inveja aos filhos únicos. Há os que fazem os filhos únicos sentir que ainda bem que estão sozinhos.

Há irmãos de todos os géneros, como todas as famílias, todas as dinâmicas, todas as vivências.

Eu tenho dois irmãos. Fui irmã mais nova durante treze anos e já me sentia crescida quando passei a ser irmã do meio. Acredito que sem eles seria uma pessoa completamente diferente.

Não sei se a minha filha vai ter irmãos, mas se isso acontecer tudo farei para que se sintam igualmente amados, desejados e capazes. Muitas vezes os pais falham (por não conseguirem fazer melhor, por falta de tempo, de sensibilidade, etc), cedem perante as responsabilidades, tomam más decisões, influenciam o futuro dos filhos.

Ser pai é o “trabalho” mais duro do mundo.

Mas não nos esqueçamos que é também o mais compensador.

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Foi amor à primeira vista. Se for rigorosa apaixonei-me por ti quando ainda tinhas apenas alguns milímetros mas já a força de mudar tudo à tua volta. Não me fiz de difícil, deixei-me arrebatar a cada mudança – e ainda o faço hoje, sou fácil e sei-o.

Não temos, ainda, o que se costuma chamar de um namoro longo.

Começou há treze meses (mais as trinta e nove semanas em que te carreguei dentro de mim) e, tal como nos namoros onde há amor, a cada dia que passa apaixono-me mais um bocadinho. Vamo-nos conhecendo cada vez melhor e temos sido exímias em comunicar sem palavras. Estas começam agora a chegar aos poucos e vejo-te ganhar asas para começares a voar.

Há alguns dias ficaste em casa por causa da febre desses quatro dentes que escolheram nascer todos ao mesmo tempo para te provocar. Houve rabugice, sono, brincadeira e muito mimo. Quando adormeceste na sesta fiquei a olhar-te na penumbra e deitei-me ao teu lado no sofá. Vi com o deleite que só uma mãe sente o teu peito subir e descer compassadamente, inspirei o cheirinho do teu cabelo encaracolado que me faz cócegas no nariz. Acho que nunca tinha visto algo tão bonito, tão pacífico, tão repleto de ternura. Fiquei assim, a ver-te, a sentir-te perto, a fazer-te festinhas, como quando eras recém-nascida e as horas eram todas nossas.

Estás a crescer e queres mimo, mas também queres outras coisas. Desafias, aprendes, erras, cais, levantas-te, acompanhas a música com a tua cabeça, experimentas brinquedos e brincadeiras novas. Eu entendo essa curiosidade, essa vontade de sugar o mundo e tento que esta fase de encantamento contigo não atrapalhe a tua crescente independência.

O nosso namoro sabe-me bem. Há alturas em que puxo por ti, outras em que és tu que o fazes por mim. Desejo que possas olhar para trás e lembrar a tua infância como a soma de momentos mágicos, repletos de afectos. És mimada, não com o mimo que deixa “danos” mas com o mimo que devia ser obrigatório todas as crianças receberem.

Vamos ultrapassando obstáculos um abraço de cada vez, até que os abraços não sejam suficientes e tenhamos de encontrar novas soluções.

Vou estar aqui para descobrir tudo isso contigo. Afinal é um namoro, não é? Com os seus altos e baixos, as surpresas, o tirar o fôlego, a saudade e a partilha.

Ainda vais ver tanto mundo, amar de tantas maneiras, sentir coisas fantásticas. Subir às árvores, fazer perguntas difíceis, correr de braços abertos, fazer “bombas” na piscina. Dançar com os teus amigos, ouvir uma música que te lembra algo bom.

Tudo começou quando tinhas apenas alguns milímetros e ainda tens tanto para crescer. Vai ser bom. Vai ser tão bom!

Promessa de mãe.

 

Por Marta Coelho, para Up To Kids®
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O amor entre irmãos é imperfeito, e ainda bem que assim é! Um amor imperfeito é aquele que mais investimento requer, mais esforço, mais capacidade de resiliência, para o manter e principalmente para o fortalecer!

É com os irmãos que melhor controlamos a nossa necessidade de egocentrismo e narcisismo. Desde o início aprendemos o sinónimo das palavras partilha, tolerância, perdão, companheirismo, cumplicidade…e amor imperfeito!

Partilhamos os brinquedos, o quarto, a roupa, o lugar da mesa, o tempo, o colo e os mimos dos pais.

Toleramos as birras, os brinquedos estragados, o colo perdido, a escolha do destino de férias, o gelado só com uma bola.

Perdoamos os joelhos esmorrados, as frases de ânimos exaltados, a culpa do que não fizemos, as mentiras.

Estamos juntos, caminhamos lado a lado, mesmo quando discordamos, não abandonamos. Somos cúmplices e honramos a defesa um do outro, como os 3 mosqueteiros nas suas temíveis aventuras. Temos um pacto de vida e de imperfeição…Somos irmãos!

A relação de irmãos é incompleta, continuamente inacabada. Não se alimenta de um amor incondicional como a relação pais e filhos. Não, o seu ímpeto reside na competitividade. Sim, na competitividade, não no embate de um contra outro, mas sim em combater as dificuldades para alcançar a felicidade de ambos. O sucesso de cada um individualmente é um mergulho no êxito a dois, uma conquista conjunta, uma alegria a par!

Olhamos para um irmão como um reflexo do que não somos, é nas diferenças que mais nos revemos. Pois, são essas desigualdades que nos permitem adquirir resistência para lidar com as dificuldades do mundo, são essas dissemelhanças que nos conferem a capacidade de aceitar e compreender o novo, o distinto, o estranho. Somos, sem dúvida melhores com irmãos, eles são o antídoto para o nosso egocentrismo!

O amor de irmãos é imperfeito, repleto de lacunas, como uma corda com imensos nós…Esses nós são a história de duas vidas que caminham lado a lado, apoiando-se num discernimento de ternura e cumplicidade para além do imago individual…somos irmãos!

 

Para o Daniel…companheiro de vida…Irmão!

Por Bárbara Rebelo, para Up To Kids®
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A Felicidade que sentimos não é diretamente proporcional a conseguirmos ou não ter um relacionamento amoroso seja ele qual for: flirt, amizade colorida, namoro ou até casamento. No entanto, inconscientemente ou até por pressão social, acreditamos que para sermos felizes é condição  “ter alguém”.

Em nome do “Amor” saímos numa busca louca e desesperada envolvendo-nos em toda sorte de situações e com pessoas que na maioria das vezes não temos nenhuma afinidade, levando-nos ao sofrimento, tristeza e carência. Quando entramos neste ciclo perigoso “de falta de nós mesmos” viramos presas fáceis para o engano, para a fuga e a ilusão.

Existem pessoas que não conseguem ficar um dia sozinhas, vivem de namoro em namoro, de casamento em casamento, de flirt em flirt. Emendam um relacionamento com outro na tentativa de curar o vazio, a solidão. Estão sempre à procura de alguém para suprir todas as suas necessidades, resolver os seus problemas e proporcionar a tão sonhada felicidade. Estão sempre a querer apoiar-se nos outros. Não se amam, não se valorizam, não se conhecem. Não conseguem enfrentar os seus desafios, amadurecer e crescer.

Outras, sustentam anos de casamento ou namoro em nome de um amor que já não existe. Entregam-se à rotina, à violência física, à tortura emocional, à bestialidade, à depreciação, às ofensas, às vinganças e às traições. Vivem de aparências e num verdadeiro inferno dentro de suas próprias famílias. Vão seguindo a vida entulhando-se de problemas e doenças, mergulhando no desrespeito mútuo, e destruindo-se a cada dia. Desistem de viver. São pessoas acomodadas e escravas do destino que escolheram.

Seguindo a viagem à procura das maravilhas do Amor, também encontramos os céticos que já não acreditam em nada e fazem tudo para não se envolver por medo de sofrer novamente. Gostam até um certo limite. Trocam de amor como quem troca de cuecas. Cultivam o amor e a desilusão. Sustentam a sua deceção por anos.

Já os românticos apaixonados amam demais e entregam-se tanto, que se anulam. Criam nas suas mentes deuses e deusas. Esperam e idealizam demais: a mágoa e a decepção são sentimentos constantes.

Tudo isto em nome do “AMOR”? Ou será para manter o STATUS? Ou será para fugir à realidade? Você é feliz? Você conhece-se? Há quanto tempo não se dedica a si próprio? Há quanto tempo não faz nada que realmente gosta? Estar sozinho não é o problema: não ser feliz com a sua vida, é que é! Nós somos capazes de superar os desafios, aprender e caminhar com as nossas próprias pernas. Todos os dias a nossa missão é procurar mais felicidade e prazer. Nascemos sozinhos, estamos sozinhos o tempo todo. Quando sofremos ou sentimos alegria estamos a sós com o nosso pensamento, coração e alma. Os amigos, a família e os amores são o conforto e o carinho que precisamos para nos dar coragem e alimentar a nossa fé. Mas o trabalho, a tempo inteiro, é somente nosso. É cada um por si! Por isso, ficar do nosso lado com carinho e paciência é um compromisso.

Ser feliz só depende única e exclusivamente de cada um, não depende de ninguém e de nada externo à própria pessoa, muito menos de um estado civil.

Todos nós queremos companhia e desejamos o amor.
Mas amar é partilhar e não se apoiar.
É conviver e não depender.
É gostar e não tornar-se escravo.
É caminhar lado a lado com companheirismo, alegria e prazer, é partilhar seu verdadeiro ser.
Ame-se, respeite-se e seja feliz!

Um amor… É consequência!

Por Mônica Dias, em Coração em Retratos
Adaptado por Up To Kids®

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Recentemente, um pai dizia-se assustado, porque o colégio do filho (neste caso seguidor da pedagogia Waldorf) deixava as crianças subirem às árvores. Contudo, dizia conseguir compreender que era uma forma das crianças aprenderem com a queda. Reflectindo um pouco sobre esta questão, é fácil entender o registo em que nós, pais, ainda vivemos. Seja porque a deixamos subir para cair, seja porque não a deixamos de todo subir, assumimos à partida que a criança não consegue. Aparentemente, o sentimento que está na base da nossa escolha, enquanto educadores, é o de que a criança não é capaz. E assim lidamos com os nossos filhos, como se tivéssemos a certeza do seu fracasso ou incapacidade de viver determinadas situações.

E se pudéssemos olhar para as coisas num outro ponto de vista? Algo me diz que, se naquela escola se levasse uma criança ao hospital semanalmente, as coisas seriam diferentes. E se aceitarmos que, na realidade, as crianças podem subir às árvores, porque os educadores acreditam, pura e simplesmente, que elas são capazes de o fazer sem se magoarem? E, de repente, já não se trata de ensinar ou proteger, mas sim, libertar as crianças para que elas possam fazer o que verdadeiramente já são capazes de fazer. Nós ainda acreditamos que o nosso papel é, essencialmente, o de limitar e impedir. Nós ainda acreditamos que ensinar é pela negativa. A lógica ainda é a de que, se subir à árvore, a criança vai cair, e por isso vai aprender. No entanto, cada uma daquelas crianças está, sozinha, a aprender a subir, a agarrar-se bem,  a colocar os pés nos sítios certos (ou seja a proteger-se), a superar-se, a conhecer as suas potencialidades e capacidades, a acreditar em si mesma e, com isto tudo, ainda se diverte!

Nós, pais, dificilmente conseguimos deixar tudo isto acontecer, porque limitamos o mundo das nossas crianças, à partida e de acordo com os nossos próprios medos. Uma árvore é hoje assustadora, e falo por mim, que ficaria com o coração nas mãos se visse a minha filha a subir a uma árvore (ainda que o tivesse feito eu mesma, na infância). Mas na verdade, esta dificuldade dos pais em confiarem nas capacidades dos seus filhos, vai muito além – “Não corras que cais”, “não subas no banco”, “ainda não consegues comer sozinho”, “não sabes… não podes…”, são frases frequentes.

Há relativamente pouco tempo, a minha filha de 3 anos, disse-me “eu entro sozinha na banheira, mãe“, eu respondi-lhe, claro, para ela esperar um bocadinho que eu já a ajudava (assumindo à partida que ela ainda não conseguia). Quando me virei, já ela estava dentro da banheira e, com um sorriso enorme disse-me “vês mãe, eu consigo, eu disse-te”. Se dependesse de mim, estaríamos as duas mais uns valentes meses sem saber que ela já era capaz. Noutra situação, seguíamos na rua, com chuva, e ela decidiu passar entre dois postes mais apertados. Apressei-me logo a dizer-lhe, “filha, não consegues passar aí com o chapéu de chuva, anda por aqui…”, ela olhou em frente, parou, girou o chapéu e passou. Olhou para mim, feliz com o seu sucesso e lá me disse “eu consigui, mãe”. E eu pensei para mim mesma, “perdeste uma oportunidade de ficar calada…“. Deve ser muito estranho para uma criança ouvir um adulto dizer-lhe que ela não consegue fazer uma coisa, quando ela acredita, e sente, que consegue.

Em contrapartida, a minha filha começou a andar aos 9 meses porque acreditámos e deixámo-la experimentar. Logo depois, decidiu que andar não tinha piada e começou a correr para todo lado. Coração de mãe sofre, mas não lhe podia dizer que ela não era capaz! Começou a comer de talheres muito cedo, porque eles sempre estiveram lá, para quando ela quisesse experimentar. Deixo-a experimentar bastante, mas tenho plena consciência de que ainda a limito muito, baseada na minha crença (muitas vezes errada) de que ela ainda não é capaz sozinha.

As crianças não precisam de aprender a ser crianças, nós é que estamos a aprender a ser pais. Por isso é que vivemos tantas vezes inseguros e assustados. Por isso, os limites devemos impô-los a nos mesmos e estes devem ser definidos por uma auto-análise cuidada dos nossos receios (por vezes infundados), e da nossa necessidade de controlar a realidade dos nossos filhos. Porque a crença de que os estamos a proteger e a ensinar, esconde muitas vezes o medo que temos de falhar na sua protecção, e o medo de não sermos pais suficientemente bons. E com isto, pecamos muitas vezes pela sobre-protecção, e por nos substituirmos a eles na sua experiência da vida e do mundo.

Deixar o nosso filho correr para a estrada? Claro que não, somos adultos e perfeitamente capazes de usar o bom senso. Precisamos, acima de tudo, de perceber quais são os limites que fecham os nossos filhos numa sensação de incapacidade contínua, e distingui-los daqueles que efectivamente lhes permitem perceber que nós estamos cá para os proteger. O nossa responsabilidade não é só de impedir. É, muito mais ainda, de permitir e promover as conquistas. Precisamos, acima de tudo, de confiar nas nossas crianças, para que elas não acabem por perder a confiança que lhes é inata.

Por Ana Guilhas para Up To Kids®
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A amizade é benéfica para a saúde e bem-estar, especialmente se for presencial, segundo um estudo hoje divulgado.

Através das relações de amizade as pessoas riem-se mais, exprimem mais emoções positivas, sentem-se mais apoiadas e otimistas e sentem que têm alguém em quem confiar em momentos difíceis.

Nas relações indiretas (através das redes sociais) há também uma sensação de pertença que promove o bem-estar, diz o estudo do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.

O estudo inquiriu 803 pessoas e concluiu também que quem mais usa as redes sociais (Facebook por exemplo) sente-se mais só, sente que tem menos apoio em caso de necessidade e que está menos ligado aos que o rodeiam.

Realizado por uma equipa do ISCTE, o estudo “Amizade e Saúde” procurou perceber se os amigos “virtuais” têm o mesmo impacto positivo do que a amizade ao vivo. E a conclusão é que o impacto é maior nas amizades presenciais.

De acordo com as respostas, na “vida real” 55 por cento dos inquiridos tinha mais de dez amigos, 59 por cento tinha três ou mais amigos íntimos e 48 por cento convivia pessoalmente com eles pelo menos uma vez por semana.

Segundo a amostra 58 por cento disse que raramente se sentia só, 70 por cento disse achar que teria pessoas a quem pedir ajuda se necessário, 45 por cento disse que se sentia socialmente bem integrado e 56 por cento que sentia uma forte conexão social.

Quanto à “vida virtual”, 90 por cento dos inquiridos disse ter Facebook e destes 45 por cento disse ter mais de 300 amigos, ainda que a maioria (80 por cento) tenha reconhecido que apenas 50 ou menos eram amigos verdadeiros.

Diz o estudo que, apesar de a dimensão de amigos nas redes sociais se associar a uma maior integração social, a frequência de contactos no Facebook pode ser um fator de risco para as amizades ao vivo.

fonte 15 mai (Lusa)

Costuma dizer-se que os homens são todos iguais.

E os pais? Será que se pode afirmar que, também, são todos iguais? É sabido que, se uns são severos, outros são mais descontraídos. Uns são sérios e mantêm sempre a compostura, outros são brincalhões, pregam partidas e estão sempre prontos para jogar ou brincar com os miúdos. Uns dedicam mais tempo à família, outro dão (ou têm de dar) preferência ao trabalho. Mas a pergunta que se impõe é, será que os homens enquanto pais partilham as mesmas preocupações? O mesmo discurso para os filhos?

Deixamos aqui 15 frases que acreditamos que todos pais dizem aos filhos:

  1. Quando eu tinha a tua idade… ou,  No meu tempo…

    Sempre, no início de qualquer sermão. Está para os sermões como o Era uma vez para a histórias de fadas.

  2. Isto não é o portão da quinta!

    Quando alguém bate a porta do carro ou de casa com um bocadinho mais de força do que aquele mísero encostar que o pai faz.

  3. Sabes lá o que é cansaço! ou, Sabes lá o que é trabalhar!

    Sempre que um filho se queixa de estar cansado ou ter muitos trabalhos de casa! Sim porque o único que sabe o que é trabalhar lá em casa… é o Pai!

  4. Só te faz é bem!

    Sempre que os miúdos se queixam de qualquer coisa: de algum trabalho que tenham tido, algum esforço que fizeram, ou até da molha que apanharam quando começou a chover no caminho para casa. É a regra do “O que não te mata, faz-te mais forte

  5. Não me faças parar o carro.

    Quando vão a implicar uns com os outros no banco de trás, a empurrar-se, a beliscar-se ou simplesmente com uma birra qualquer sem sentido. É desta que o Pai encosta o carro e deixa um ou dois no Km 8 da autoestrada.

  6. Enquanto viveres debaixo do meu tecto…

    Quando os miúdos querem fazer alguma coisa à sua maneira, ou chegar a casa nos horários que lhes apetece. Este chavão os pais usam mesmo que os filhos já tenham 30 anos. Desde que ainda vivam debaixo do tecto dos pais, é sempre válida

  7. Estás de castigo… 6 meses! Ou 6 anos! Ou para sempre!

    Normalmente os pais não são muito realistas a aplicar castigos. “Estás de castigo. Nunca mais sais à noite!” – Hummm?? Como assim? N-u-n-c-a não será tempo a mais?

  8. O dinheiro não cresce nas árvores!

    Sempre que os miúdos pedem para comprar mais um pacote de cromos, sempre que perdem mais um par de sapatilhas na ginástica, sempre que deixam brinquedos espalhados a estragarem-se, enfim… Sempre que o pai sente o império ameaçado

  9. Não se come no carro!

    O automóvel é que não! Até já podem ter rebentado com a casa toda, mas o carro tem de andar impecável!

  10. Juízo!

    Juízo e cabeça fresca, são as palavras de ordem de qualquer pai preocupado com uma saída dos filhos!

  11. Sozinha? Nem pensar!

    E não mesmo. Nem que o pai vá também para que os outros miúdos saibam que não és orfã!

  12. Os outros não são meus filhos…

    Esta sai sempre que os miúdos se tentam defender com  o argumento de comparação “Mas os meus amigos também fazem assim!

  13. Agora, está a dar o jogo…

    Quando os filhos pedem qualquer coisa ao Pai. Obvio que está a ver o jogo…. E parece que há jogo todos os dias! Irra!!

  14. Vai perguntar à mãe!

    A resposta mais usada dos pais, a seguir à:

  15. Onde é está a mãe?

    No sitio do costume, mas é sempre mais fácil perguntar que procurar!

 

 (…ou um arrojado Guia em 12 Passos Para uma Relação Feliz e Sem Medo dos Lugares Comuns)

Minha namorada, minha mulher, minha querida,

As mulheres são assim. Conseguem ser espaço e floco de neve. És mãe, e ao mesmo tempo, és linda na forma como cortas o tomate para a salada.

1) Diga ao seu parceiro quais os pormenores que o fascinam. Faça-o já. Pode ser por SMS. Seja descritivo. E verdadeiro. Não invente um pormenor à pressa. E se for preciso, pense um pouco no assunto para ir ao fundo  do coração. Não tem parceiro? Exercite o seu músculo emocional e faça o mesmo, mas para um amigo.

No outro dia gabaram o meu cozinhado. Sabes porque saiu bem? Porque fiz a pensar em ti. Na verdade penso muitas vezes em ti. E tento mostrar-te, com uma sobremesa, ou uma história.

2) Pense no outro, mas mostre que pensa. Como o tem feito? Como materializou esse pensamento?

Vou tentar dizer mais vezes “vou lá fora por o lixo e no sítio certo para não haver multa”. Vou tentar ser menos impulsivo na resposta “está bem” e usar mais o “mas diz lá de novo para ver se entendi”.

3) Cumprir as promessas (fundamental) começa no cuidado usado na hora de prometer. Cuidado com o que sai da boca para fora. É o velho “pense antes de falar”.

Sei que há vários modelos de relação. Claro que há solteiros felizes e casados tristes. E o contrário. Mas também sei que sou apaixonado pela nossa paixão. Se não te conhecesse ia já á tua procura!

4) Menos sofá, mais relação. Mais amor e mais desamor. Menos “casas dos segredos”. Menos redes sociais. Coragem. Vida real. Negas. Entrega. Tentar. Não ter medo de ficar só. Não há pior solidão do que estar mal acompanhado. Há poucas coisas capazes de amargar mais as pessoas, do que partilhar a vida com alguém que apenas toleram.

Sabes que nem sempre os meus horários são fáceis. Mas amar-te dá-me energia!

5) Amar dá energia! Ame. Não se deixe vencer pelo cansaço.

Não tenho medo dos lugares comuns. São rosas, perfumes, postais…são pormenores. Faz parte. Não sou perfeito. Mas tento melhorar. E o nosso ritual meio secreto… Sabes? Esse é fundamental!

6) Pelo menos uma vez por ano, uma tarde num cobertor jogado na relva. Ou uma foto debaixo da lua cheia. Ou o nascer do sol. Piroso? Quem diz é quem é…

Os nossos filhos são lindos! Como esta carta é só para ti, posso dizê-lo sem falsas modéstias. Desde cedo foram imbuídos na dinâmica da nossa relação. Como sabemos que mais tarde ou mais cedo vamos concretizar a saída só a dois, não desesperamos quando ela não se concretiza, porque calhou não termos ninguém para ficar com eles. Amanhã os avós vão poder, ou os tios, ou os padrinhos…não desesperamos.

7) As crianças nunca podem ser culpadas do fim de uma relação. É o casal que tem que fazer por estar bem. Ser Egoísta e colocar os miúdos no meio de relações falsas, é dos piores atos de quem se diz evoluído. Essa cobardia de agir sem pensar a sério nos miúdos, é própria de personalidades pouco desenvolvidas. Não culpe as crianças dos vossos problemas.

Adoro que saibas falar também dos “grandes temas”. A velhice, a solidariedade, política…educação… Viver contigo não é só partilhar uma série em silêncio (o que também é bom) nem rir de parvoíces (igualmente bom) .

8) Saiba quais são os grandes temas que motivam o seu parceiro. Agite-o. Provoque-o .
Dentro de nós “há uma energia que nos motiva a procurar contato, ternura, intimidade…”. Viver essa energia é ser saudável.

9) Lembre-se do muito que ainda têm para fazer juntos. Se estiver sem parceiro ou parceira vá sozinho.
Ainda temos que aprender uma dança juntos. Zumba? Ou inventarmos uma. Por exemplo kizumba…mistura de…dá para entender. Ou frequentarmos um Workshop a dois.

10) Fuja das sombras. Ainda mais se foram cinquenta. Procure a luz dessa energia. Reencontre-se. Reinvente-se. Beije. Com todo o corpo, com toda a alma. Com todos os segundos. Isso é ser saudável! E ser cidadão ativo. Porque estando mais saudável, produz mais, adoece menos, melhora o país.

Agora que escrevo tenho vontade de te tocar. Uma festinha na cara. Um entrelaçar de mãos…

11) Leia sobre endorfinas. Sobre abraços. Torne-se especialista em abraços. E leia sobre ocitocina.
Partilhar contigo novas experiência é um dos meus objetivos. Obrigado por me teres entusiasmado. Obrigado pela pele de galinha. Obrigado pelo coração a bater. E pelo coração desenhado no vidro da casa de banho

12) Desenhe um coração na casa de banho. Também pode ser metafórico.


Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante, 
para Up To Kids®

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Afinal as mães não envelhecem

Escrevemos muito sobre os filhos, sobre os sentimentos que temos por eles e o que significa para nós ter aqueles dois olhinhos pequeninos ali, primeiro ao nível das nossas pernas, depois da cintura, depois do peito, e sempre a subir… olhos tão curiosos e brilhantes, bonitos, risonhos, e desdobramos-nos em mil temas sobre a responsabilidade de os ensinar a viver, de os fazer crescer até que se tornem adultos, completos, felizes, enfim, futuros cidadãos que criamos com enlevo e com a esperança de que queiram bem aos outros, e que nos queiram sempre bem, a nós.
E escrevemos muito sobre nós, e o que é ser mãe, a gravidez e o parto, a complexa metamorfose do corpo, o peito que descaiu, o casamento que esfriou, o trabalho que se empina na secretária, a vida de todos os dias envolta em mil tarefas domésticas chatas e rotineiras, e o que isto nos custa a cumprir.
E como custa!

Mas hoje faço diferente.
Hoje decido afastar-me de mim, da minha filha, da minha maternidade e dos meus pequenos tormentos diários, e encosto o meu corpo ao corpo da minha mãe, para lhe sentir o calor, a vida pulsada que me envolveu e me criou, e que me ajuda todos os dias, na difícil tarefa de me manter à tona como mulher e como mãe, mas sobretudo que nunca me abandona como filha.

A minha mãe fez 61 anos.
É praticamente impossível acreditar que a nossa mãe faça anos, quanto mais 61.

Quando eu era só filha, ouvia muito dizer que para as mães os filhos nunca crescem.
É uma tremenda injustiça pensar nisto unilateralmente, já que eu, como filha, também creio que a minha mãe nunca envelhece.
Parece-me que para ambos, mães e filhos, houve um momento lá atrás que ficou cristalizado no tempo. Houve ali um segundo em que o tempo das mães e dos filhos parou, exatamente no mesmo momento.
E para ali ficaram os dois, para sempre.
Para mim, a minha mãe está lá atrás, naquele tempo, e quando a procuro, vou ainda ao encontro duma mãe muito alegre, que me abria tomates com sal, e segurava sedutora o seu cigarro pequenino com mãos sapudas, mesmo que por estes dias a encontre pachorrenta, com uma mão segurando uma cara redonda e com a outra fazendo festas num gato, tão lânguido como ela.
Continuo no entanto sorvendo dela os ensinamentos de outros tempos, agora com mais atenção, com mais cuidado, mas gosto de pensar que tenho a mãe que sempre tive, e que tenho a mesma mãe de sempre.
A minha mãe não envelhece e não está velha. Coleciona os anos, as vivências, as durezas da vida, mas é ela, aquela mãe.
Outros há, que ilusionados pela torpeza da maternidade vêm dizer que só quando uma mulher se torna mãe é que descobre e entende, finalmente, a importância da sua própria mãe.
Discordo.
Esta descoberta, que muitos atribuem erradamente à maternidade, é feita ao longo de toda a vida com o apurar e o afinar dos ensinamentos filiais, que desde criança fomos sorvendo.
Creio que a maior descoberta de uma mulher não é a maternidade, mas sim a descoberta do amor filial que consegue sentir pelos outros, que consegue dar aos outros, filhos ou não, e que sem se aperceber aprendeu com a sua mãe.
É no fundo a mãe que nos ensina como amar.
E ninguém ensina como ela.

Percebo porque escrevemos tanto sobre os filhos, e sobre nós.
Uma vida inteira não chegaria para (des)escrever as palavras minha-mãe, o que me fez a mim, o que fez por mim.
De todas as vezes que me senti na escuridão (da imaturidade), na loucura (da idade), no desespero (do amor), no desconhecido (da maternidade), e na incerteza (da vida), foi ela que me deu as ferramentas para que eu conseguisse abrir as minhas janelas, e muitas das vezes abriu-as ela por mim.
Crescemos juntas, as duas, a minha mãe e eu.
Somos as duas da mesma idade, porque somos só uma.
Lá atrás naquele tempo.

Quem é ela?

Sou eu.

 

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Faria hoje 7 anos.
Parece que foi há 10!…
Era uma menina! 25 anos… Carregada de sonhos e sem saber nada da vida. Jurei perante Deus constituir família e amar aquela pessoa até ao fim da minha vida.
Dois anos depois do fim, adoro a vida que tenho hoje. Esta adolescência adulta de poder voltar a viver coisas com outra cabeça e com outra disposição. Confesso que me sabem a mel os fim‑de‑semana sem filhos onde posso descansar e divertir-me à vontade. É a vantagem que tenho em relação às mães casadas. Sem horas, sem ter de dar satisfações a ninguém, com amigos ou sozinha. Conversar, beber, comer, flirtar ou mesmo namorar. Aos 30 sabe bem melhor do que aos 20.
Mas hei de carregar para sempre a sensação de falhanço e a frustração por não ter conseguido levar a promessa até ao fim. Era o meu projecto de vida. Bem mais importante do que o trabalho. Casar, ter filhos, formar uma família feliz! Nunca pensei vir a ser uma mulher divorciada e há algum tempo atrás, essa expressão tinha uma carga bem maior e mais negativa do que hoje em dia. Talvez por isso diga que sou solteira. Mas com filhos!
O melhor de tudo, e não foi nada fácil lá chegar, foi que percebi que afinal, o meu projecto de vida passa por me fazer feliz a mim mesma antes de fazer feliz outra pessoa. E só assim, depois de aprendermos a olhar para nós próprios, de gostarmos de nós próprios e de sabermos ser felizes sozinhos, poderemos fazer outra pessoa feliz. Como é que eu conseguia viver sem saber isto?

(Pelo menos não passámos pela crise dos 7 anos!!)

 

  KIKI | FAMÍLIA DE 3 E 1/2
 Delírios de uma mãe! Louca pelos filhos! Que adora viver! E tem sempre uma opinião a dar! Mesmo que a  mesma não seja consensual… E que às vezes solta umas bojardas pela boca fora!