O melhor amigo das cáries

Amigo, Amigo é o açúcar.

As formas como estão apresentados chegam a ser maquiavélicos tudo pela lei do marketing e das vendas.

Vejamos: gomas, todas as pessoas sabem mas, e as pastilhas? Tantas crianças consomem e poucos são os que lêem a informação sobre a quantidade/tipo de açúcar existente.
Hoje em dia há pastilhas com Xilitol e existem estudos que demonstram a redução das bactérias cariogénicas (que provocam cáries) após o consumo de Xilitol.

Já pensaram nos cereais de pequeno-almoço infantis?
Hora da experiência! Coloque um na boca, seco e mastigue bem (sim porque é doce as crianças mastigam-no bem). Agora escove os dentes. Esfregue. Passe o fio dentário. E por fim observe. Tem a certeza q tirou tudo? Há fissuras, ranhuras, áreas que não terá acesso e o açúcar por lá ficará.
O açúcar no dente torna-se ácido, corrói a estrutura dentária, ao existirem bactérias cariogénicas inicia-se uma cavidade/cárie.

Cárie dentária nas fissuras do dente molar
Cárie dentária inicial nas faces dos dentes posteriores (lesão branca)

 

A dentição de leite é suposto ter espaços, chamados espaços primatas. Esses espaços serão ocupados pelos dentes definitivos (que serão sempre maiores que os de leite). Se não existem esses espaços o mais provável será a falta de espaço para a erupção dos dentes definitivos que consequentemente nascerão “tortos”.

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Dentes lindos e certinhos


Com tratamentos adequados pode estimular o crescimento da boca do seu filho. Pode também evitar hábitos que prejudiquem esta atrofia dos maxilares, como a utilização de biberãos, devido à facilidade com que debitam o leite.

A Amamentação provoca o crescimento ideal dos maxilares devido aos movimentos de sucção.
Manter o nariz limpo e bem assoado e estimular a mastigação de todo o tipo de alimentos assim como estimular a mastigação bilateral (direita e esquerda alternada) e de boca fechada promove um crescimento harmonioso e correcto da face e das arcadas dentárias.

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Dispositivos de fita dentária

Escondidos entre dentes também poderão ficar alimentos… pelo que é fundamental na higiene diária o uso de fita dentária (há com aplicador para facilitar a utilização).


Anti-inflamatórios, febres altas e abcessos em dentes de leite

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Gráfico com cronologia do crescimento dentário ao longo da vida da criança. Apresentando lesão de dentes definitivos por queda (1 ano de idade). Neste tipo de lesão reconhece-se que as raízes do dente de leite provocaram uma lesão permanente nas coroas dos dentes definitivos.

A utilização frequente de anti-inflamatórios (como Ibuprofeno), desnecessária ou abusiva, altera o ciclo de formação do dente definitivo causando lesões irreversíveis que só serão visíveis 3/4 anos mais tarde aquando do nascimento dos dentes definitivos. Essas alterações poderão ser desde pequenas manchas a alterações de forma no dente definitivo.
Há também alterações dentárias associadas a febres altas ou infecções crónicas no organismo (desde infecções urinárias a abcessos dentários).

Os dentes definitivos iniciam a sua formação, “dentro dos maxilares” no 1º ano de vida do bebé, e ao longo dos anos, lentamente vão-se formando. Quando a coroa está formada inicia-se a reabsorção fisiológica da raiz do dente de leite que assim cairá e dará lugar ao dente definitivo que ainda não terminou o seu desenvolvimento.

Quando o bebé/criança sofre um traumatismo/abcesso ou pico de febre até aos 3 anos de idade (assinalado a roxo, no gráfico) os Pais devem estar alertados para as possíveis consequências nos dentes definitivos anteriores. Assim como abcessos recorrentes nos molares de leite podem deteriorar os pré-molares que só nascerão após os 10 anos de idade.

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A cronologia de erupção dos dentes não deve ser ignorada. Os dentes de leite são 20 e os dentes definitivos são 32. Por volta dos 6 anos de idade, quando se inicia a transição dos dentes nascem 4 dentes (molares) onde não existia nenhum dente. Nesta altura pode existir desconforto e deve ser um adulto a escovar os últimos dentes, devido a dificuldade de acesso e à sensibilidade na gengiva. Entra-se depois numa fase de “paragem” e por volta dos 9 anos a nova fase contempla 12 dentes, caninos e molares de leite que serão substituídos por pré-molares.


O flúor engolido em excesso provoca lesões dos dentes definitivos que vão de pequenas manchas a alterações graves do dente. Por isso a pasta de dentes não deve nunca estar ao alcance das crianças.

imagemcapa@GettyImages

 

A Primavera que ansiávamos chegou! Assim parece, pelo menos! Precisamos todos de arejar: as casas, os miúdos, nós próprios!

Na Primavera os dias são muito próximos dos dias ideais: calor suficiente mas não em demasia, já anoitece mais tarde, roupas leves, o sol abraça-nos o rosto e, como as flores, apetece-nos desabrochar.

E agora, o que fazer? Está na moda, é económico, muito enriquecedor e relaxante e até pode facilitar o orçamento familiar: vamos jardinar!

Não vale a pena pensar que não tem jardim porque a nossa capacidade de adaptação é cada vez maior! Se tiver jardim, melhor ainda!

Como a Primavera desperta a natureza em todo o seu esplendor, é uma excelente altura para ensinarmos aos mais novos algumas coisas sobre a natureza: flores, árvores, frutos, aromáticas, é só escolher!

As opções são várias:

  • um viveiro de plantas nesta altura é excelente e pode passar lá uma tarde à vontade;
  • uma visita a um jardim botânico é maravilhoso;
  • o Jardim Tropical na Ajuda é fantástico;
  • um qualquer jardim municipal que esteja bem recheado de flores;
  • uma horta comunitária (são cada vez mais);
  • o horto municipal.

Vá e explore! Aprenda e ensine!

Se a opção for colocar algumas coisas lá em casa, mesmo não havendo espaço, hoje é possível produzir jardins em quaisquer 20 centímetros. Basta procurar na internet e encontra imensas sugestões e dicas do estilo: “cultive os seus legumes”, “plante um jardim na vertical”, “crie as suas ervas aromáticas”…

De facto, não é preciso muito espaço nem grande investimento. Basta pensar nas garrafas e garrafões de água transformados em vaso. Qual é a grande vantagem? Para além de conseguir realmente produzir algumas das coisas que consome em casa, os mais novos tiram daqui várias lições, sem necessitarem de muitas explicações.

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Jardim Verical com Garrafas | @giulianaflores

 

Percebem que a natureza exige tempo e calma: nada nasce e cresce de um dia para o outro.
Aprendem o processo do semear ao colher.
Percebem que as plantas precisam de atenção e cuidado.
Percebem o ciclo da vida.
Valorizam o que semearam.
Grande vantagem final: jardinar é para toda a família, dos avós, aos tios, aos pais, aos netos!

Vamos a isso? Eu já comecei! Um vaso cheio de alfazemas que já espreitam para fora da terra porque o sol a esta a chamar!

 

imagem@romanaodontomedica

Com a chegada do fim do ano lectivo, aparecem os nervos de última hora. Principalmente para aqueles alunos que têm tido notas mais baixas ao longo do ano, ou para aqueles que se preparam para os exames e provas finais.

Não é uma altura fácil, nem para pais, nem para filhos. E para ajudar, temos um último período muito curto, com testes semana sim, semana sim, com matéria para pôr em dia, sem tempo para estudar, e sobretudo para descansar.
Pais e filhos andam nervosos e cansados, sem saber para onde se virarem.

Com os alunos no final de Ciclo, ou mesmo com os mais velhos, o tempo aperta, sempre. A correr tentando chegar a tudo o que é necessário fazer.

Certo é que o programa curricular está cada vez mais elaborado, sendo que alguns conteúdos são mesmo complicados para mentes tão jovens e cansadas nesta fase do ano.

Assim, proponho algumas dicas, que tenho utilizado com alunos em fase de dificuldades na organização do estudo, e que tendo em conta o tempo limitado e as outras actividades fora da escola, demonstram falta de organização. O objectivo é antecipar os tempos de estudo, para melhor o rentabilizar:

1. Colocar num calendário todos os testes do 3º período, com uma cor destacável. O mesmo calendário deve ser afixado num local bem à vista do seu filho.

2. Colocar ainda as actividades extra-curriculares, os dias de explicação, os trabalhos para apresentar, as festas de anos, os programas familiares, e tudo o que possa existir de inadiável, nesse mesmo calendário (noutra cor).

3. Organizar, no mesmo calendário, cerca de uma a duas horas de estudo por dia, para as disciplinas em que vai haver teste. O estudo deve iniciar antes da altura crítica (cerca de uma semana antes), para que não existam imprevistos de última hora que possam impedir o estudo na véspera e, mais nervos associados.
Uma vez que o calendário está organizado, em vez de sugerirmos que estudem todo o dia para o teste de segunda feira, podemos sugerir que estudem em períodos  de 45 minutos a uma hora, seguidos de um intervalo de cerca de 10 minutos.

Isto pode ser repetido ao longo do dia. No entanto, o importante é que exista estudo com qualidade, e não somente com quantidade. O que pode acontecer ao seu filho, que nesta fase do ano, está um dia inteiro a olhar para os livros, sem tempo livre, é que o conteúdo que consegue memorizar ou compreender, poderá ser muito inferior ao que poderia assimilar se tivesse a cabeça refrescada em períodos mais curtos de tempo.

Sugiro também, se for o caso de não existirem testes marcados numa das semanas (o que é raro), que o seu filho possa usufruir de um dos dias de fim de semana para descansar. Esta proposta vem com base, mais uma vez, na necessidade de descansar, para produzir estudo com maior qualidade.

Por último, e porque não podemos alterar todo o processo de estudo num mês, proponho que os intervalos entre os períodos de estudo sejam preenchidos com alguma tarefa leve (ex: lanchar, brincar com o cão, arrumar a roupa que ficou no chão do quarto, pôr a mesa), mas que não seja: jogar computador ou falar nas redes sociais, consolas, telemóveis ou televisão.

Sabemos que qualquer uma destas actividades prenderá, com muito mais interesse, a criança, sendo muito mais difícil voltar ao estudo de seguida.

Há pais que não concordam, ou que ficam mesmo chocados com a proposta de estudar períodos mais pequenos, ou fazer intervalos, ou ter um dia de descanso.

Mas se pensarmos bem, o mesmo não acontece connosco, adultos? Se tivermos um tempo de descanso psicológico e físico, não produzimos com muito maior qualidade e precisão?

Boa sorte e só mais um esforço, está quase!

Por Rita Bettencourt,
Para Up To Lisbon Kids

imagem capa@espaçocriançaBrasil

São inúmeros os estudos que têm sido realizados ao longo dos anos no sentido de melhor compreender a importância do brincar para o desenvolvimento global do ser humano. Será, de facto, tão fundamental a brincadeira para o crescimento adequado das nossas crianças?

Considera-se brincar toda a atividade que pressupõe divertimento e espontaneidade, realizada sem um fim intrínseco. É uma das formas mais comuns do comportamento humano, essencial para o desenvolvimento do individuo, sobretudo durante a infância.

As atividades lúdicas pressupõem a vivência do prazer de agir e de representar. Estas atividades podem ser brincadeiras livres, jogos, trabalhos manuais, atividades rítmicas, entre outras. Correspondem a momentos de encontro entre fantasia e realidade, diversão e aprendizagem. Na atividade lúdica, o que importa não é somente o produto da atividade, mas o processo experienciado, que possibilita a quem o vivencia momentos de encontro consigo e com o outro. O ato de brincar é fundamental para a formação do indivíduo.

Ao brincar, a criança, de forma lúdica, vai-se apropriando da realidade, estabelecendo as suas relações sociais e utilizando toda a sua corporeidade, nas suas dimensões motora, cognitiva e afetiva.

Experimenta, assim, novas situações, desafios e aventuras. No espaço lúdico formam-se conhecimentos, adquirem-se valores, aprendem-se limites, testam-se capacidades físicas, superam-se medos, adquire-se confiança, ganha-se resistência à frustração, desenvolve-se a autoestima, aperfeiçoa-se a linguagem não-verbal e verbal.

Brincando, aprende-se a conviver, a partilhar, a cooperar, a competir, a liderar, a ganhar ou a perder.

Brincar não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. É através do brincar que a criança consegue adquirir conhecimentos, superar limitações e desenvolver-se como indivíduo. As atividades como os jogos são cada vez mais consideradas estratégias didáticas, facilitadoras da aprendizagem, sendo frequentemente planeadas e orientadas por profissionais ou adultos. As atividades lúdicas que visam a aprendizagem proporcionam à criança a construção de algum tipo de conhecimento ou o desenvolvimento de alguma habilidade. O lúdico enquanto recurso na aprendizagem deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. É importante que o adulto brinque com a criança, a fim de a conduzir a um maior número de aprendizagens, quer cognitivas, quer psicomotoras. Estes momentos são também ocasiões privilegiadas de interação entre pais e filhos, em que de forma descontraída e prazerosa são estreitados laços.

Considerando-se a sua importância na aprendizagem, brincar favorece o pleno desenvolvimento das potencialidades criativas das crianças, a partir das suas formas próprias de sentir, pensar e agir. Consequentemente, revela-se primordial estabelecer uma aliança entre o brincar e o processo interativo de aprendizagem, tornando a criança mais ativa e participativa neste processo. Os tipos e formas de brincadeira deverão estar direcionados para a idade, etapa de desenvolvimento e necessidades de cada criança. Brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança.

No Gymboree utiliza-se a brincadeira como forma de aprendizagem lúdica e criativa, adaptada à idade e interesses da criança, proporcionando-lhe a possibilidade de desenvolver amplamente as suas potencialidades motoras, sócio-emocionais e cognitivas.

Por Francisca Diogo, Gymboree Play & Music Carnaxide
para Up To Lisbon Kids

Viajar com filhos – pequenos e grandes – e gastar pouco dinheiro é possível ainda que seja um verdadeiro desafio.

A primeira questão é: quando viajar?

Para conjugar férias escolares com as melhores promoções viajamos sempre nas férias do Carnaval. Este ano, por exemplo, os voos de ida e volta para Copenhaga custaram cerca de 70 euros por pessoa.

Março não é o mês ideal para visitar cidades mais frias – na Dinamarca muitas das diversões fecham até Abril, o que tem um lado positivo porque vemos por fora e não gastamos dinheiro -, mas o frio resolve-se.

Se é o único adulto para várias crianças aposte nas mochilas – uma mochila para cada filho com um livro ou um brinquedo e um lanche para a viagem, e uma mochila tipo campismo para si com a roupa.

Três mudas de roupa, escovas e pasta de dentes, um gel de banho multiusos e um bom creme hidratante (a melhor proteção para o frio).

Aposte num bom casaco,luvas e gorro (ou chapéu se o destino tiver sol). Se tiver filhos com menos de três anos leve um sling ou um carrinho tipo bengala para os momentos de cansaço e para algumas sestas.

Onde ficar?

Há imensos sites onde pode alugar apartamentos particulares
airbnb, homelidays, homeaway -, ou opte por apartamentos nos sites de reservas – como o booking.

As vantagens são todas: têm cozinha, têm máquina de lavar roupa, têm espaço, são mais baratos e têm quase sempre internet.

A desvantagem é não terem direito a pequeno almoço buffet, mas os miúdos dão sempre lucro ao hotel.

Escolha um alojamento no centro da cidade, aquilo que poderá ter de mais caro é o que vai poupar em transportes.

No primeiro dia, em jeito de reconhecimento do território, dê um pequeno passeio à volta de casa e vá ao supermercado. Faça compras como se estivesse em casa, a ideia é tomar um bom pequeno almoço e um jantar quente em casa, sair cedo e regressar cedo, aproveitando a luz do dia.

Nas mochilas tem que haver sempre comida: fruta descascada, cenouras cruas, bolachas sem ingredientes que sujem, ovos cozidos, sandes e água.

O que visitar?

As crianças não pagam nos museus e todas as cidades têm museus fabulosos. Andem a pé pela cidade e observem a arquitetura e os pormenores.

Arranje vários mapas grátis e deixe que os miúdos risquem os percursos e escolham lugares onde querem ir.

Antes da viagem faça uma lista dos sítios onde quer ir, mas tenha em conta que é apenas uma referência porque viajar com miúdos – e o segredo serve para tudo na vida – implica baixar as expectativas.

Não vamos conseguir ver a cidade como faríamos se estivéssemos sozinhos, com amigos ou em casal, mas vamos ter experiências inesquecíveis.

Cá em casa já sabem que nem sequer entramos em lojas. Mas o mais velho pôde escolher uma recordação para comprar.

Da Dinamarca veio a garrafa de uma bebida tradicional e uma pedra. Não veio mais porque , apesar de as pedras serem grátis , ele sabe que tem de transportar o que compra na sua mochila.

É outra regra a contribuir para a poupança.

 LUA_9987CATARINA BEATO | Dias de uma princesa

Nascida em Lisboa. Criada em Almada, no “lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida”. Aluna de cadernos irrepreensíveis e um medo irracional que me passassem a bola. Cheia de certezas absolutas, perdidas na idade adulta. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi-me , reencontrei-me, voltei a perder-me. Fiquei desempregada. Decidi (re)aprender a viver.Produzo conjugações de caracteres com muitas formas. Alimento um diário que se tornou público e que me aquece aquilo a que chama alma [Dias de uma princesa]. O que mais gosto: escrever histórias. Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar.Sou mãe, apaixonada, orgulhosa, galinha e chata, de dois rapazes. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto desarrumado com vista para o Tejo. Sou suburbana, mimada e menina-do-meu-pai. Sou mãe. É essa a minha essência.

 

É considerado vegetariano todo indivíduo que exclui de sua alimentação todos os tipos de carnes, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar lacticínios ou ovos. As três principais dietas vegetarianas mais conhecidas são:

  1. Dieta ovolactovegetariana, baseada em grãos, vegetais, frutas, legumes, sementes, oleaginosas, lacticínios e ovos;
  1. Dieta lactovegetariana, que exclui o ovo bem como carne, peixe e frango;
  1. Dieta vegetariana restrita ou vegan, que exclui ovos, leites e outros produtos de origem animal.

Os Pais que optam por uma alimentação vegetariana, frequentemente, incutem à criança esse mesmo estilo de alimentação, uma vez que são eles os responsáveis pela alimentação dos mais pequenos.

Os estudos demonstram que quanto mais atípica for a dieta (e mais restrita) e quanto mais nova for a criança, maior o risco de deficiências nutricionais. Globalizando, a má nutrição é quase sempre detetada primeiro em crianças, uma vez que apresentam maiores necessidades energéticas por quilograma de peso ponderal.

Ler também Programa detox para os mais pequenos: Equilíbrio para o novo ano

Para a American Dietetic Association e para a Amercian Academy of Pediatrics, é perfeitamente possível que uma dieta vegetariana seja adequada e que suprima todas as necessidades nutricionais de uma criança em idade de crescimento, desde que muito bem planeada. É, portanto, conveniente e importantíssimo que os pais e educadores, estejam bem informados e orientados quanto ao equilíbrio da alimentação e da necessidade de suplementação.

Alguns cuidados devem ser tomados especialmente na dieta vegan para garantir o fornecimento adequado de nutrientes. As Proteínas carregam o maior peso no que toca a receios e com razão: a quantidade de aminoácidos presentes nos vegetais não será suficiente para suprir as necessidades proteicas e a digestibilidade da proteína vegetal é bastante deficiente quando comparada com a digestibilidade da proteína animal. O equilíbrio é possível por meio de uma maior variação e maior ingestão de fontes proteicas vegetais, como leguminosas e cereais diversos. Os vegetais não são bons fornecedores de vitamina B12. A deficiência desta vitamina pode desencadear anemias megaloblásticas e distúrbios neurológicos, portanto para crianças em idade de crescimento, mais vale nem arriscar. A suplementação é neste caso a melhor opção.

O Ferro é outra grande preocupação. A sua deficiência desencadeia anemias ferropénicas ou ferroprivas que afetam o desenvolvimento psicomotor da criança. O ferro presente nas plantas é significativamente menos biodisponível para o organismo Humano por ser bioquímicamente diferente do Ferro presente em fontes animais.

Outros nutrientes como o Cálcio, a Vitamina D são também casos de preocupação.

As crianças adeptas do vegetarianismo e respetivos pais, devem ter acompanhamento da evolução do crescimento, do ganho ponderal e do desenvolvimento psicomotor como parte da avaliação nutricional. Além disso, é importante ter um histórico detalhado da dieta dos pais e da criança para poder fazer um aconselhamento adequado e suplementação correta.

 

Uma boa mãe ama os seus filhos

Uma boa mãe amamenta – por seis dias, seis semanas, seis meses, ou seis anos, porque sabe que é o melhor, porque é natural, porque tem apoio, porque pode e consegue, porque é mais fácil, porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe dá suplemento raramente, ou dá de vez em quando ou dá sempre, porque tem que ser, porque não têm apoio à amamentação, porque tem apoio mas não consegue amamentar,  porque é mais fácil, porque a bomba não vai fazer o que é suposto , porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe consome produtos biológicos porque pode, porque quer, porque tem canas de pesca, porque os filhos gostam e vão mesmo comê-los, porque não têm outra opção, ou talvez tenha.

Uma boa mãe trabalha fora de casa porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a mulher tem um papel activo no mundo do trabalho, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe fica em casa com os filhos porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a maternidade pode ser um trabalho a tempo inteiro sem culpas nem desculpas, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe faz bolinhos. Uma boa mãe não faz bolinhos. Uma boa mãe tenta fazer bolinhos e faz discos de hockey no gelo.

Uma boa mãe planta um jardim orgânico, e tem uma casa imaculada. Uma boa mãe planta-se na sala a dobrar meias, e tem pelo menos um desenho rabiscado na parede.

Uma boa mãe nunca grita com os filhos. Uma boa mãe grita com os filhos e de seguida pede desculpas por ter perdido a paciência. Uma boa mãe grita com os filhos e não pede desculpas, porque de vez em quando as crianças precisam de saber que passaram dos limites.

Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar, e descansa.  Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar mas nem sempre o pode fazer. Uma boa mãe nem sempre se apercebe que precisa de descansar, e depois dá consigo a fazer ou dizer coisas que todas as boas mães fazem e dizem quando estão cansadas demais para pensar e agir em condições.

Uma boa mãe vai a todas as festas da escola. Uma boa mãe às vezes não pode ir às festas da escola. Uma boa mãe tenta compensar quando não vai às festas da escola.

Uma boa mãe toma conta dos seus filhos. Uma boa mãe por vezes não pode tomar conta dos seus filhos. Uma boa mãe pede ajuda. Uma boa mãe, às vezes não tem quem a ajude.

Uma boa mãe, por vezes, escolhe dar um filho, por mais que o seu coração morra para sempre, porque é a única solução que existe.

Uma boa mãe erra. Uma boa mãe ajuda outra mãe quando erra. Uma boa mãe, por vezes, não se lembra de ajudar outra mãe quando a vê errar.

Uma boa mãe perdoa.

Uma boa mãe preocupa-se.

Uma boa mãe tenta ser uma boa mãe.

Uma boa mãe ama os seus filhos.

 

Por Annie Reneau para Scary Mommy, autorizado, traduzido e adaptado por e para Up To Kids®

A industria da confeção infantil é uma área que está cada vez mais em desenvolvimento. As mães procuram vestir os seus filhos com peças que se distingam não só a nível de design, conforto e qualidade, mas que apresentem preços acessíveis e compatíveis com as características do produto.

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Tu Chique | Coleção Primavera Verão 2014 | Criado e apresentado em Abril 2014

No universo feminino, uma das peças mais procuradas continua a ser o clássico vestido, mas agora com um toque de je ne sais quoi, que transforma o simples numa peça única e original.

A Tu Chique tem demonstrado ser um dos criadores nesta área apresentando modelos originais que representam esta recente tendência da moda infantil.

Vestido 2 branco
Tu Chique | Vestido Branco 1 | Coleção Primavera Verão 2014 | Criado e apresentado em Abril 2014

A Tu Chique é uma marca de roupa de criança dos 0 aos 10 anos que, aplicando tecidos e mão de obra de qualidade, se preocupa em criar peças únicas com toda a beleza e requinte, sem nunca esquecer o que a criança gosta!

A Missão da Tu Chique é vestir crianças com gosto e requinte, contribuindo para que as famílias se sintam mais felizes.

Queremos ser uma marca Premium de referencia nacional e internacional em roupa de criança, diferenciando-se no design e oferecendo uma relação qualidade e preço competitivos no mercado.

VestidoFlower
Tu Chique | Vestido Flower | Coleção Primavera Verão 2014 | Criado e apresentado em Abril 2014

Com um design romântico, privilegiamos a qualidade dos materiais e de concepção de cada peça.

Valores: qualidade, sustentabilidade, responsabilidade social, inovação, design, imagem de marca, comunicação e serviço pós-venda.

Vestido 1 branco
Tu Chique | Vestido Branco 2 | Coleção Primavera Verão 2013 | Criado e apresentado em Março 2013
VestidoCharme
Vestido Charme | Coleção Primavera Verão 2013 | Criado e apresentado em Março 2013
VestidoWater
Tu Chique | Vestido Water | Coleção Primavera Verão 2013 | Criado e apresentado em Março 2013
VestidoRoma
Tu Chique | Vestido Roma | Coleção Primavera Verão 2014 | Criado e apresentado em Abril 2014

Os vestidos da Tu Chique têm uma excelente relação qualidade preço.

Conheça a nova coleção aqui <3

 

15 coisas que irritam (mesmo) o seu filho de 2 anos e meio

A fase mais querida mas também mais desesperante nas crianças é, para mim, a dos dois/três anos. São um amor a explorar a fala, mas ainda muito trapalhões para se exprimirem. Começam a experimentar a autonomia, mas querem sempre a mãe. Não querem fazer nada que não lhes apeteça, e  já têm técnica e manha suficiente para nos convencer pelo choro ou birra (vencer pelo cansaço). Fazem aquela carinha de gato da botas quando os repreendemos e, apanhando-se sozinhos destroem um quarto em minutos.

Sem que façamos de propósito, vamos descobrindo aos poucos coisas que os incomoda e irrita. Como fazê-lo?

1. Toque primeiro que ele no botão do elevador, ou do interruptor. Aliás toque em qualquer botão primeiro que ele.

2. Abrace o seu filho de 2 anos com muita força por mais de 30 segundos.

3. Sirva-lhe um prato de salada.

4. Não o deixe escolher qualquer coisa que quer escolher. Diga-lhe que é ao calhas.

5. Não lhes dê um olhos nos olhos quando está a usar a sanita pelas primeiras vezes

6. Não o deixar falar quando estiver ao telefone com alguém que ele conhece (Nem ficar com o telefone na orelha a rir  a ouvir o que dizem do outro lado)

7. Depois de lhe tirar uma fotografia com o telemóvel, não o deixe ver.

8. Não o deixe pôr um penso no dedo sempre que achar que se magoou.

9. Não o deixe beber de todos os chafarizes de todos os parques ou praças do mundo.

10. Pegue num bebé ao colo.

11. Não o deixe fazer batota nos jogos de tabuleiro, ou jogar duas vezes de seguida se lhe apetecer.

12. Mude de umas divisões para a outra da casa sem que ele tenha tempo de a seguir por todas elas.

13. Não deixe o seu filho de 2 anos tirar as meias.

14. Contrarie-o.

15. Não o ajude (mesmo) quando ele pediu especificamente para não o ajudar, e deixe-o preso nas suas próprias calças ou cuecas.

Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

 

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree

 

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]