mudanças1Depende da relativização que fazemos.

Este ano, a minha filha mudou-se para Inglaterra. A adaptação à língua não foi fácil, mais pela frustração que sentia em não conseguir comunicar à mesma velocidade que já fazia na língua materna, do que pelo medo do desconhecido. Sobre esse conversámos e aprendemos a dar-lhe “pontapés no rabo”. Foi um click.

Quase seis meses depois regressámos a Portugal. Chegámos a uma terça-feira e na quinta ela já foi à escola.

O meu coração estava mais do que apertado. É fácil gerir as mudanças na nossa vida, sozinhos. Quando temos um filho, tudo muda. Assaltam-nos os medos, que mesmo pontapeando, tal como lhe ensinei, sucedessem-se.

Quando decidi regressar só fiz um plano: relativizar a mudança, tal como, a vida já nos obrigou a fazer antes.

Na véspera de ir para a escola perguntou-me se podia estar nervosa, embora gostasse de voltar a ser, outra vez, a “menina nova”. Respondi-lhe que podia, que tal como lhe disse, antes, os adultos também ficam nervosos e têm medo.

O segredo está na maneira como resolvemos as coisas.

Se em Inglaterra ela tinha conseguido vencer e aprender uma língua que não era a dela, agora, que entende tudo e se pode explicar, era muito mais fácil. Só tinha de fazer todas as perguntas, que sentisse que tinha de fazer, sem medo e/ou vergonha.

Não podia ter corrido melhor. Parece que está na escola desde sempre.

Depois de, no espaço de pouco mais de um ano, ter-me visto obrigada a explicar-lhe a morte de vários familiares e, acima de tudo, a da irmã bebé, mais a adaptação a Inglaterra, e agora o regresso a Portugal, sinto que apesar do carrossel que tem sido a nossa vida, ela está a aprender a superar obstáculos e a encontrar dentro de si a segurança para tal.

E isto vai ser-lhe tão importante pela vida fora!

Tal como o tempo muda a cada milésimo de segundo, criar e educar um filho também não é constante. As necessidades de ontem não são as de hoje, nem serão as de amanhã.

Vivemos numa era em que se fala e escreve sobre fórmulas para quase tudo. A era das verdades absolutas. Mas a fórmula é apenas uma: ouvir e seguir o nosso coração de mãe.

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

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São infinitos os momentos que podemos ter e construir com as nossas crianças.

Sou professora mas o que mais me orgulho é de ser mãe de duas meninas de nove e dez anos. Todos os dias a magia entra em nossa casa, através do nosso momento, o último momento que partilhamos antes de nos deitarmos – é apenas uma pergunta, uma pergunta especial diária:

“Qual foi o teu momento mágico de hoje?”

O mais bonito é que, algo tão simples, faz com que diariamente sejamos obrigados a rever o nosso dia e a sentirmo-nos agradecidos por tudo o que vivemos. Obriga-nos a ser capaz de selecionar, escolher e descrever aquilo que nos faz sorrir.
Desta forma, com este exercício, tenho a esperança que sejamos mais conscientes do presente, do agora e da nossa capacidade de sermos felizes.

Não existem momentos mágicos errados. Os momentos mágicos podem ser os que nós quisermos. Um segundo na natureza onde tudo nos pareceu perfeito, um sorriso, uma palavra no momento certo, um olhar, algo que fizemos, uma música especial, qualquer momento que por alguma razão foi diferente e ganhou peso dentro de nós.

Como mãe e professora é muito curioso constatar que a grande maioria destes momentos relatados pela minha família são momentos de pura empatia.

  • “ Quando tu (mãe) dançaste comigo e pareceu que não existia mais ninguém”,
  • “ Quando a professora disse que tinha gostado muito do meu texto, e o Sebastião (o rapaz que costuma gozar com tudo o que digo) disse que estava mesmo giro”,
  • “ Quando estava no trânsito e de repente passou uma borboleta, que pousou na flor mesmo ao lado do carro e a minha música preferida estava a tocar”, 
  • “Quando a Maria sorriu para mim”….

Podia aqui descrever vários significados que foram dados à empatia, mas preferi escolher a do dicionário de forma a simplificar o tema.
Empatia: a faculdade de compreender emocionalmente (pessoa, objecto), capacidade de se identificar com outra pessoa; entendimento.

 

A importância de criar partilha através da empatia

 

A empatia é sem dúvida a grande palavra mágica. Aquela que nos faz ligar ao mundo, ao outro, a tudo e que intensifica e fortalece o nosso sentimento de pertença.

São afortunados aqueles que nascem com muitos quilos de empatia, os que conseguem agradar a gregos e troianos, contudo a empatia pode ser desenvolvida. Como adultos podemos ensinar às nossas crianças a desenvolver esta característica ou em muitos casos aprender com elas como fortalece-la.

Quanto mais autoconscientes formos, quanto melhor conseguirmos identificar e conhecer as nossas próprias emoções mais facilmente iremos conseguir identificar, ver e sentir o outro.

Com base nesta ideia, comecei a trabalhar com crianças do 1º e 2º ciclo com o objetivo de desenvolver determinadas competências e a gerir conflitos, e para que tal acontecesse a empatia era fundamental. Em cada aula, o momento de partilha ajudava a aumentar a empatia entre todos.

As crianças são excelentes alunos e professores, e capazes de ouvir com os seus três ouvidos. Os três ouvidos são uma brincadeira que é real. São os nossos dois ouvidos e o terceiro é o do coração. Ninguém ouve tão bem como as crianças, mas muitas vezes é preciso provocar esses momentos de escuta real. Momentos onde a nossa atenção está realmente focada no outro, não só no que nos diz com as palavras mas também com o corpo.

Experimentem fazer em casa o exercício das caretas que correspondem a determinadas emoções e peçam aos vossos filhos, família, amigos para identificarem as mesmas e preparem-se para momentos no mínimo engraçados. A empatia pode começar por aí, em sermos capazes de identificarmos as expressões do outro. Se conseguirmos identificar corretamente a emoção, o que o outro sente, mais facilmente vamos agir de acordo com o que o universo nos pede.

Como um dos meus autores preferidos, Daniel Coleman escreveu: ”Na educação dos sentimentos, as emoções são simultaneamente o meio e a mensagem”

Nas aulas do IUPI Be nestes últimos anos, é maravilhoso constatar que foram os momentos de empatia que transformaram verdadeiramente as relações entre as crianças, e nunca os famosos sermões ou castigos.

Foram muitos os casos, contudo um deles está bem presente na minha memória: passou-se há dois anos, onde a melhor aluna da turma e também uma criança com muita empatia, fantástica com todos com muitas habilidades a todos os níveis e de quem todos gostavam, foi durante três meses alvo de brincadeiras. Tudo começou com piadas que rapidamente se tornaram diárias e contínuas, onde tudo o que fazia era questionado: a hora que chegava, o que vestia, o que trazia para o almoço… são só alguns exemplos do que levou esta criança, que adorava aprender, a pedir à mãe para ficar em casa. Numa das nossas aulas, do IUPI Be, trabalhamos esta questão. Criámos uma actividade com o nome “Máquina de lavar”, onde em círculo cada criança dizia o que gostaria de resolver com os colegas. Essa criança ficou sentada ao meu lado e foi a última a falar. Durante as “lavagens” todas as crianças desabafaram e resolveram as suas questões. Quando falamos de coração aberto tudo se resolve. Quando chegou à última aluna eu pedi para ela falar sem medo e dizer o que andava a sentir. Ela desabafou e quando acabou, mais de dez colegas levantaram-se para lhe pedir desculpas. Muitos disseram que não imaginavam que a estavam a magoar. Perguntei se sabiam o porque de terem tido aquelas atitudes com aquela aluna e as respostas foram “ela é perfeita demais, é boa em tudo…” o que gerava neles sentimentos “maus” contra aquela criança.

Depois do “programa da máquina ter acabado” fizemos uma festa, onde todos riram e se divertiram. Acabamos a aula como todas as outras, com cada um a dar um auto-abraço.

Felizmente nesta situação bastaram duas horas letivas para tudo se resolver, as coisas boas passaram a ser vistas e valorizadas como coisas boas que eram e muitas destas crianças, até ao fim do ano, tiveram atitudes de grande amizade para com esta criança. As famosas “ brincadeiras” desapareceram por completo e sobretudo, em toda a turma, as relações estreitaram-se e fortaleceram-se.

São muitos os jogos que fazemos nas aulas, muitos deles repetidos em casa, jogos e brincadeiras que fazem a diferença, contudo nada mais valorizo do que os momentos de partilha. É nestes momentos onde criamos magia, onde a empatia cresce e nos torna pessoas melhores, com mais um sentido, o do coração. Este que sabe ouvir, falar, sentir e tocar como ninguém independente da nossa idade e tamanho.

Brinquem muito, joguem muito, falem muito, mas principalmente vejam e oiçam o outro com o vosso coração, pois a empatia nasce aí!

Muitos momentos mágicos para todos!

Por Filipa Cunha, StartIupi
para Up To Lisbon Kids®

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Pais à beira de um ataque de nervos

Quem nunca assistiu à birra de uma criança em pleno supermercado?

A criança que entre choros e gritos estridentes se atira ao chão; os pais (descontrolados, desgastados, desesperados e por vezes até desgrenhados) que tentam a todo o custo dar termo à infindável birra e que, por vergonha, anseiam o fim dos olhares acusatórios que teimam em surgir (por entre fraldas e pacotes de bolachas).

Manter a calma.

Algo que é tão desejado entre os pais (e tantas vezes prometido) mas que é tão difícil de alcançar em certas ocasiões.

Como manter a calma quando, num abrir e fechar de olhos, tudo se transformou num verdadeiro campo de batalha?

Como garantir a serenidade quando as regras e os limites são constantemente desafiados até à exaustão e as birras teimam em chegar dia após dia?

Como voltar a recuperar o controlo quando a panela de pressão está prestes a rebentar?

Certos comportamentos funcionam em nós como “gatilhos” que, ao serem acionados, podem levar-nos a agir da forma menos ponderada. Na parentalidade, experiência pessoal particularmente complexa e emotiva, as emoções podem ganhar especial relevo e levar a respostas menos desejadas. O desafio prende-se com o reconhecimento das emoções e dos sentimentos que surgem nos momentos de tensão, tal como a procura de estratégias eficazes que possibilitem um maior controlo das emoções, sempre que o “gatilho” é ativado.1

Dar livre curso à raiva (com gritos e pragas de todo o tipo), pode dar-nos a sensação momentânea de que estamos a libertar a tensão e a reduzir a irritabilidade que estamos a sentir no momento.

Mas será que libertar a tensão do momento, como se de uma panela de pressão nos tratássemos, é a melhor solução? Será que a sensação de efeito catártico que sentimos naquele instante, é eficaz a longo prazo?

Na verdade, muitas vezes o que adquirimos é apenas uma falsa sensação de poder momentâneo. Violência gera violência e dar livre curso à raiva pode estimular a agressividade e prolongar a sensação de irritabilidade.

A longo prazo, e através da observação, as crianças podem aprender o comportamento dos pais e reagir de forma mais agressiva sempre que se sentirem frustrados.¹ Da mesma forma, observar uma postura calma em momentos de stress, poderá levar a criança a reagir de forma mais assertiva perante situações de frustração.

Aprender a relaxar e a gerir o nível de stress e irritabilidade pode ajudá-lo(a) a manter o controlo e a alcançar os seus objetivos sem o/a levar a si e aos outros à exaustão. Dê atenção ao seu corpo, aos sinais de tensão, e procure respirar e relaxar!2

Fazer tempos de pausa pode ser uma estratégia eficaz no alívio da tensão. Esta permitir-lhe-á afastar-se da situação, rever as estratégias usadas e “recuperar o folego”. Se está sozinho(a) com uma criança e não pode ausentar-se, tente alterar o tempo de pausa e adaptá-lo às circunstâncias.2

Sugerimos que experimente quais as estratégias que melhor funcionam ou não funcionam consigo.

Damos-lhe alguns exemplos:

Pare e pense antes de responder, sempre. Lembre-se da importância que é manter-se calmo e não perder o controlo.

Conheça os seus gatilhos e tome atenção ao seu corpo. Perceba quando o seu corpo lhe está a dizer para se acalmar (ex. coração acelerado, músculos tensos, nó na garganta).

Está no meio do conflito? Respire fundo e afaste-se por uns minutos. Durante o tempo de pausa, procure relaxar e distinguir as suas emoções dos seus pensamentos.

– Aprenda a relaxar. Aprender a relaxar fisicamente pode ser fundamental. Respirar profunda e lentamente sentindo o ar a entrar e a sair do nosso corpo, por exemplo, ajuda a libertar a tensão, diminui o ritmo cardíaco, relaxa os músculos e reduz a pressão sanguínea. Mesmo quando está em atividade, pode utilizar técnicas de relaxamento.

Liberte o stress através da prática de exercício.

 

1Pincus, D.  (2014). How to stop yelling at your kids: Use These 10 tips @ empoweringparents
2Webster-Stratton, C. (2010). Os anos incríveis: Guia de resolução de problemas para pais de crianças dos 2 aos 8 anos de idade. Braga: Psiquilibrios Edições

imagem capa@FreeDigitalPhotos.net

“No infantário do meu filho existe uma regra relativamente às partilhas. É uma escola co-gerida por pais, por isso temos de ter regras e politicas para que os mesmos assuntos sejam tratados da mesma maneira por todos os pais. A regra da partilha é que uma criança pode brincar com um brinquedo o tempo que quiser. Se outra criança quiser o mesmo brinquedo terá de esperar que a primeira se farte dele e o entregue. Nós até guardamos brinquedos se uma criança quiser ir à casa de banho para garantir que nenhuma outra lho tira antes da primeira o qerer de facto largar. Esta regra também se aplica a tudo o que está no jardim, incluindo baloiços e triciclos/carrinhos.

Inicialmente nem me ocorreu questionar esta regra. Porque era assim que funcionava e, apenas respeitei a regra. Na verdade nem me pareceu nada do outro mundo. Todos os miúdos conhecem a regra, talvez, ao fim de duas semanas de aulas, por isso ninguém faz birra quando lhes dizemos “Podes brincar quando a Sally Jo se fartar”. Mas ultimamente apercebi-me que nas outras escolas e locais onde vamos as coisas funcionam de maneiras completamente diferente. E comecei a perceber exactamente porque é que esta regra foi criada.

Duas práticas de partilha questionáveis

Recentemente assisti a dois exemplos de práticas de partilha questionáveis:

O primeiro passou-se com uma amiga. Ela e o seu filho, de quase dois anos, foram ao parque. Ele tinha levado um carrinho pequeno para brincar, e outro miúdo um bocadinho mais velho queria brincar com o carro dele, e estava exigir-lhe que lhe emprestasse o brinquedo. A minha amiga não interferiu, e desencadeou-se uma birra típica de crianças dessa idade. A mãe da outra criança às tantas diz ”deixa lá, a mãe desse menino não o deve ter ensinado a partilhar…” A outra mãe ignorou o facto do brinquedo ser do filho da minha amiga e o facto de que quando alguém lhe pede para partilhar, “Não” é uma resposta perfeitamente legítima.

O segundo foi no centro recreativo da nossa zona. À sexta-feira de manhã o ginásio é todo equipado com mini-paredes de escalada, carros de plástico para conduzir, triciclos, bolas gigantes e até um castelo insuflável. Basicamente um espaço de brincadeira de sonho de qualquer criança. Há um carro encarnado, que o meu filho adora brincar e da última vez que fomos ele conduziu-o durante toda a hora e meia que lá estivemos. Enquanto a maior parte das mães que lá estão andam atrás dos filhos enquanto brincam, o meu tem idade suficiente para eu ficar a vê-lo a brincar ao longe. À distância eu vi uma mãe a ir ter com o meu filho, vezes sem conta, e a dizer-lhe “Pronto, é a vez de dares o carrinho a este menino” Obviamente, ele ignorou-a, e eventualmente ela acabou por desistir. Havia imensos outros carros para o filho dela andar, inclusivamente um quase igual àquele… se não, talvez eu tivesse intervindo.

Lições da vida real

Eu não concordo com a abordagem destas mães em nenhuma das situações. Eu acho contraproducente ensinar a uma criança que pode ter algo que outra criança tem, só porque ela quer. Eu percebo o desejo dos pais que os filhos consigam ter o que querem nem que seja por uns minutos para os verem felizes. Mas é uma boa lição a reter para o futuro: nem sempre temos ou alcançamos aquilo que queremos, e não é correto passar por cima de tudo e de todos para consegui-lo.

Além disso, não é assim que as coisas funcionam no mundo real. Receio que estas crianças cresçam a achar que vão ter tudo o que querem sem esforço. Isto já começa a acontecer nas gerações mais novas. Li um artigo fascinante sobre como os jovens esperam ser promovidos nas empresas onde trabalham por motivos como “eu vou trabalhar todos os dias e nunca falto”.

Se o meu raciocino parece errado, pense no seu dia-a-dia, e para a realidade que deveríamos estar a preparar os nossos filhos: nós não passamos à frente numa fila do super-mercado só porque não nos apetece esperar, e não ficamos com o iphone de um colega só porque queríamos muito ter um… quer dizer, há algumas pessoas que ficam, mas se você for uma delas, então este post não é para si.

Com tanta literatura disponível sobre a importância de ensinar a partilhar e o problema de criarmos crianças egoístas, torna-se difícil aplicar esta regra. Mas temos de ensinar os nossos filhos a lidar com a decepção, porque acontece e vão lidar com isso muitas vezes. E nós não vamos estar sempre lá para resolver os problemas por eles. É importante ensinar-lhes a conseguir o que querem através de diligência, paciência e esforço.

O que é que vocês pensam sobre a partilha entre as crianças? Eu sei que não devem ter uma regra criada, tal como eu não tinha antes do meu filho entrar na infantil e, eu ter adotado esta política.

Mas depois de estar atenta às diferentes formas de ensinar a partilhar, questiono-me se não será necessário debater este assunto um pouco mais…”

Por Beth para Pop Sugar
Traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados na Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

 

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Os dias de verão finalmente chegaram e com eles, o sol brilha, ouvem-se os passarinhos e a praia é um destino desejado por muitas famílias.

Aproveitem o bom tempo e os dias que parecem estar maiores para se divertirem ao ar livre!

Partilhamos sugestões de brincadeiras para todos os pequenotes e suas famílias!

 

Areia, que bom!

O convívio e a vossa imaginação ajudam a fazer surgir novidades bem divertidas de se ver e fazer!

Para todas as idades:

Tanta areia! Descubram o potencial das construções com areia! Podem criar, criar e criar coisas lindas! Tocar na areia, passar de mão em mão, fazer buracos, esconder brinquedos, descobrir um tesouro…

22 meses+:

Vamos cozinhar! Juntando um monte de areia e alisado o topo, fica pronta a mesa! Com bolas de areia de diferentes tamanhos podem criar alimentos e ementas deliciosas para uma refeição imaginária. Tantos frutos, tantos sumos!

Espremer uma bola de areia é como espremer uma laranja!

 

Água, que bom!

Têm sede? O melhor é mesmo beberem água e água a sério! E com o tempo quente vão hidratando a família.

6 meses+:

Água para brincar! Brincar com a água em dias quentes, ajuda o bebé a refrescar-se enquanto explora a textura da água. Gosta de brincar com as mãos? E com os pés? Se estiver ao seu colo, dentro de água, podem brincar a dançar enquanto cantam as vossas canções preferidas!

10 meses+:

Vamos beber! Ensinar desde cedo o gesto para “beber”, com a mão fechada e o polegar esticado trazendo até à boca, facilitará a comunicação com a criança que se sentirá feliz e com as suas necessidades correspondidas a tempo. Faça o gesto sempre que lhe der água. Muito em breve, quando estiver com sede, todos saberão!

22 meses+:

Vamos ser peixes! Falem de diferentes tipos de peixes. Divirtam-se a imitá-los e desloquem-se como eles, saltem como eles, e muito em breve, com maior confiança e gosto em mexer-se dentro de água, a sua criança conseguirá nadar cada vez melhor!

 

Noites de Verão, que bom!

O céu estrelado e a temperatura ambiente acolhedora tornam-se uma agradável companhia nas noites em que os pequenotes ainda estão acordados!

Aproveitem o bom tempo e a calma da noite para os convívios em família.

Para todas as idades!

Cantar para as estrelas! E para a lua! Saiam para a rua e um pouco depois, quando os vossos olhos se habituarem ao escuro, comecem a descobrir as estrelas no céu. E onde está a lua? Cantem-lhes uma ou várias canções das vossas preferidas. Pode haver quem queira ensinar uma nova canção num ambiente iluminado de forma tão especial!

Para todas as idades!

Ler uma história! Escolham um livro, peguem numa lanterna e saiam para a rua! A história pode ser contada à luz da lanterna e isso pode acontecer uma vez, e outra vez, e alguém pede que seja ainda mais uma, e a última! Ler outra vez dá segurança e as crianças gostam. A familiaridade traz satisfação aos mais pequenos. A repetição ajuda a associar palavras às imagens, muito importante no desenvolvimento das habilidades de leitura e da linguagem. Aprendem melhor a história, já conseguem prever o que vai acontecer e qualquer dia contam-na folheando o livro, ou mesmo sem ele!

Para todas as idades!

Olhar para o céu e receber miminhos. Quando o seu pequenote estiver calmo, mime-o com uma massagem suave na cabeça. Comece com movimentos calmos na testa, começando com os dedos no centro dirigindo para os lados, depois do nariz passando pelas bochechas. Termine a massajar os lados do rosto, incluindo as orelhas, e finalmente a parte de trás da cabeça. Experimente repetir os movimentos se o seu pequenote estiver a gostar do seu toque meigo.

Passe um verão muito rico em família, o Gymboree ajuda-o a divertir-se com o seu pequenino, sempre com ideias muito estimulantes e divertidas.

BOAS FÉRIAS!

Por Mónica Romão, Psicomotricista Professora Gymboree
Para Up To  Kids®

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Hoje vou falar de um tema um pouco difícil para todos nós, pequenos e graúdos.

Todos nós já nos zangámos com alguém. Podem ter sido zangas de maior ou menor importância, mas a verdade é que se há uma coisa muito difícil de fazer em certas situações, é ter a capacidade de perdoar.

Falo por mim, falo por todas as pessoas que conheço. Falo pelas crianças também, que por vezes se envolvem em conflitos de difícil resolução. Para elas talvez seja mais fácil perdoar, pois uma brincadeira que desvie o assunto, um presente, um abraço, um “esquece lá, não ligues”, é mais fácil de encarar, do que para nós, adultos.

Mas a verdade é que perdoar é extremamente importante.

Tenho lido um livro que se chama “O Livro do Perdão”, de Desmond Tutu e Mpho Tutu, da Editorial Presença. Este livro é escrito pelo Arcebispo Emérito Desmond M. Tutu, que foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 1984, e pela sua filha Mpho, sacerdote episcopal. Nele expõem as verdades simples sobre o significado do perdão.

Esta é apenas uma dica de leitura, que acho que vale verdadeiramente a pena.

Quanto aos nossos filhos, ainda ontem me deparei com uma situação entre dois dos meus sobrinhos, em que houve uma ofensa aparentemente inconsciente por parte dum deles, com uma interpretação gravíssima do outro que a ouviu. A situação avizinhava-se complicada, com interpretações que poderiam despoletar reacções mais sérias nos pais.

Existiu uma intervenção dos adultos que os rodeavam, no sentido de os ajudar a resolver a situação. Para começar, ambos teriam de perceber porque era importante perdoarem-se mutuamente. Porque é que era importante que a situação não crescesse de forma a que mais pessoas da família estivessem envolvidas.

Sim, porque muitas vezes podemos não nos aperceber, mas quando nos chateamos com alguém, além de as duas pessoas ficarem incomodadas com a situação, e porque estamos todos interligados por laços (familiares, de amizade, de núcleos sociais, profissionais, etc), mais pessoas saem magoadas do contexto do desentendimento.

Isto é importante percebermos, para que saibamos até que ponto a situação é realmente irreversível.

Então, numa segunda fase, foi explicado às crianças, que as interpretações de cada um são muito únicas, e que devemos sempre conversar para ter noção da intenção e do que se passa na cabeça do outro.

Assim, por exemplo, se eu vejo chuva lá fora, para mim o dia pode estar estragado, mas para o meu filho pode ser uma boa razão para ficar mais tempo em casa comigo, e para o meu marido pode apenas ser uma situação passageira, pois já se vê um pouco do sol a espreitar.

Se eu digo que vou sair para apanhar um pouco de ar, para mim pode ser mesmo para desanuviar a cabeça das preocupações do dia-a-dia, mas para o meu marido pode ser mais uma “birra”, e para o meu filho um sinal de que a mãe está chateada.

Às vezes parece tão simples para nós: “Porque é que não me entendem?” – porque ninguém está dentro da cabeça do outro, não tem as mesmas experiências das diversas situações diárias, nem a mesma perspectiva sobre alguns aspectos da vida.

E sobretudo, porque não tem os mesmos pensamentos que nós.

E daí a importância de falarmos uns com os outros e explicarmos quando podemos ser mal interpretados. A importância de perdoar, para continuarmos todos unidos. A importância de não nos esquecermos de quem nos rodeia e que pode sair magoado por danos colaterais, que em nada lhe dizem directamente respeito.

Tal como li no livro, o caminho da raiva e da vingança não nos permite ter conhecimento dos nossos verdadeiros problemas e sentimentos. Ripostamos no outro aquilo que nos aconteceu e a raiva não desaparece, apenas se esfuma momentaneamente.

O caminho do perdão não é fácil, mas também não é uma fraqueza. Pelo contrário, termos a capacidade de nos conhecermos, de assumirmos os nossos sentimentos e pensamentos, é de uma coragem muito maior. E termos a capacidade de perdoar alguém que nos fez sofrer muito, é meio caminho para alcançar maior paz de espírito e harmonia na nossa vida.

Uma boa semana!

 

Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.

E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.

Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.

Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …

Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.

Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

Teu Velho

Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui 

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A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

Esta semana estive na escola dos meus filhos, na festa que normalmente é preparada entre alunos e professora para celebrar o dia da mãe. Nestas reuniões temos sempre a oportunidade de nos cruzarmos com umas espécies, também elas mães, que encaram a maternidade como uma corrida. Uma verdadeira corrida contra o tempo e contra a criança. Trata-se de uma competição renhida que disputa o troféu “Estatuto de melhor mãe“. O problema é que é considerada “a melhor mãe” aquela que apresentar o número mais rico neste concurso de talentos e destrezas do filho, como se se tratasse de um concurso de saltos de pulgas amestradas.

“A minha filha de 4 anos sabe o alfabeto completo, soletra 10 palavras, e sabe fazer contagem decrescente desde o 100. Anda de bicicleta, monociclo e faz surf. Mas claro, o surf é só nos dias que não vai para o Ballet, porque a dança é mesmo a sua paixão desde os 2 anos… E a sua filha, o que é que faz?”

A minha filha brinca!”

E vejo aquela cara de suspense à espera que eu acabe a frase, como se fosse obrigatório acrescentar mais qualquer coisa.

Esta moda de que crianças têm de saber fazer várias coisas para se tornarem adultos de sucesso e, devem frequentar várias atividades para desenvolver mais competências (e o tempo para brincar, onde fica?) não podia ser mais absurda.

Resolvi fazer uma pesquisa para perceber se havia ou não “metas” que as crianças deveriam alcançar com esta idade.

Encontrei um artigo de uma mãe de 5 filhos que escreve o blog A Magical Childhood, que vai exatamente ao encontro deste meu pensamento. Alicia Bayer criou uma lista simplesmente deliciosa que define o que uma criança de 4 anos deve saber e outra, que considera mais importante, que define o que os pais devem saber.
Foram traduzidas e adapatdas pela Up To  Kids®:

Uma criança de 4 anos deve saber que:

    • É amada total e incondicionalmente , todo o tempo.
    • Está segura. Deve saber regras de segurança para se manter segura em público, com outras pessoas, e em situações diferentes. Deve saber que não tem de fazer coisas que não quer ou que com as quais não se sente bem, independentemente de quem lhe peça para o fazer.
    • Deve saber rir com vontade, ser pateta quando lhe apetece, e ser criativa. Deve saber que o céu pode ser pintado de cor de laranja se quiser, e que pode desenhar gatos de 6 pernas. Deve saber usar a imaginação.
    • Deve saber de que é que gosta, quais são os seus interesses e deve poder descobri-los e desenvolvê-los. Se não se interessa por números, os pais devem perceber que vai aprende-los sem querer, vai acabar por tropeçar neles e mergulhar nesse novo mundo deixando para trás os dinossauros, as bonecas ou as sopas de lama.
    • Deve saber que o mundo é mágico e ela também. Deve saber que é maravilhosa , brilhante , criativo, compassivo e única. Deve saber que é tão importante fazer colares de flores, castelos na areia, e casas de fadas como praticar a fonética.

Ler também…

 

Os pais precisam de saber que:

  • Cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer contas no seu próprio ritmo e isso não terá qualquer influência sobre a forma como ele vai andar, falar, ler ou fazer contas.
  • Que o único grande preditor de alto desempenho académico é a leitura para as crianças. Não são livros de atividades, não são infantários da moda, não são brinquedos com luzes ou computadores, mas sim a mãe ou o pai (ou os dois) a passarem tempo com os filhos todos os serões e ler-lhes uma história.
  • Que o melhor aluno da turma nem sempre é o mais feliz. Não há nada que relacione o bom desempenho escolar nestas idades com a felicidade de cada criança. Às vezes estamos tão envolvidos a tentar criar vantagens na educação dos nossos filhos que acabamos por sobrecarrega-los com atividades, tornando o seu dia a dia tão stressante e preenchido como o nosso. Uma das maiores vantagens que podemos dar aos nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que os nossos filhos merecem crescer rodeados de livros, natureza, fontes da arte e ter a liberdade para  explorá-las. A maioria de nós poderia livrar-se de 90% dos brinquedos dos nossos filhos que não faria qualquer diferença, mas há algumas coisas que são importantes: brinquedos construtivos, como legos e blocos, brinquedos criativos, como todos os tipos de materiais de arte, instrumentos musicais ( reais e uns multiculturais ), vestir roupas e disfarces e livros , livros , livros. 
  • Que os nossos filhos precisam mais de nós. Mais do nosso tempo. As revistas para pais recomendam que consigamos dedicar 10 minutos diários a cada filho e que as famílias devem organizar pelo menos um sábado de atividade conjuntas. Isso não é o suficiente! Os nossos filhos não precisam das consolas, dos computadores, das atividades extra-escolares, das aulas de ballet ou do futebol como precisam de nós.
  • Precisam de pais que se sentem e conversem com eles sobre como foi o dia, de mães façam trabalhos manuais com eles. Precisam de pais que leiam histórias com eles e façam figuras de parvos a criar diferentes vozes para os personagens, só porque é mais divertido.
  • Precisam de pais que passeiem com eles e não se importem de fazer o trajeto a velocidade caracol, e se necessário uma parte ao colo. 
  • Precisam de pais que tenham tempo para os deixar ajudar a fazer o jantar, ainda que muitas vezes só atrapalhem.
  • Precisam de saber que são uma prioridade para nós. Que estão à frente de tudo, e que nós, pais, gostamos realmente de passar tempo com eles.

Afinal, que precisa uma criança de 4 anos?

Muito menos do que no apercebemos, e muito mais…

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