Setembro é o mês em que se inicia um novo ano letivo e com ele voltam a azáfama, as correrias, as responsabilidades…preparar os materiais, organizar o dia, estudar. Não é fácil, nem para os filhos, nem para os pais…

Por isso este ano trazemos algumas dicas para ajudar a pais e filhos a entrar com o “pé direito” neste ano letivo que agora se inicia.

  1. Escolha a mochila e materiais adequados

    A escolha da mochila e os materiais deve ser feita de forma ponderada.

    a) Mochila

    Uma mochila desadequada ou muito pesada pode causar sérios problemas. É importante que a mochila tenha as seguintes características:
    • Deve ter o tamanho das costas da criança
    • As alças devem ser largas, em formato “S” e ajustáveis
    • Forro assente às costas acolchoado
    • Deve ter cintos à altura do peito e da cintura

    A mochila deverá estar sempre ajustada para que fique junto às costas e distribuindo o peso por ambos os ombros. Para isso, é essencial que sejam utilizados os cintos de apoio e que as ambas as alças estejam postas. Quanto ao peso da mochila, este não deve ultrapassar os 10% do peso corporal da criança. Sabemos que as crianças precisam de muitos livros e que estes são pesados mas se queremos salvaguardar as nossas crianças precisamos de arranjar soluções para que não transporte peso em excesso diariamente.

    b) Materiais

    Escolha lápis que possuam formato triangular e canetas que possuem borracha na zona da pega de forma a facilitar a preensão e controlo do lápis. Já a tesoura escolhida deve ser adaptada ao tamanho da mão da criança, com um design que permita que os dedos assentem confortavelmente na tesoura e não deverá ter ponta. É importante que as crianças que utilizam a mão esquerda tenham acessos a tesouras específicas para esquerdinos.

  2. Estabeleça rotinas estáveis

    As rotinas são importantes tanto para pais como para filhos. As rotinas têm um papel organizador nas crianças e são imprescindíveis para o seu desenvolvimento.

  3. Defina tarefas de forma interativa: Quadro de tarefas

    Definir tarefas e responsabilizar os seus filhos a colaborar em casa e em fazer as suas tarefas escolares pode ser feito de forma interativa através, por exemplo, de um quadro de tarefas. Apesar de existirem já alguns quadros para venda, poderão fazer o vosso próprio quadro de tarefas (com ímanes, escrito, etc.)

  4. Crie um espaço de estudo funcional

    As características do local onde o seu filho estuda podem contribuir, de forma positiva ou negativa, para a qualidade do estudo:
    • O local de estudo deve ter boa iluminação e ter uma temperatura agradável para permitir uma melhor concentração
    • Deixe todos os materiais organizados de forma a que a criança tenha acesso aos mesmos facilmente
    • Use uma cadeira e mesa adequados ao tamanho da criança, permitindo:
    a) apoio dos pés no chão;
    b) cotovelos apoiados sobre a mesa;
    c) pernas a 90º ;
    • Incentive a manutenção da folha sempre na linha média com ligeira inclinação (para a esquerda caso a criança seja destra, para a direita caso a criança seja esquerdina).

  5. Promova pausas nos períodos de estudo

    É aconselhável que durante o período de estudo o seu filho faça pequenas pausas. Se o período de estudo for demasiado longo é provável que o rendimento diminua, sendo por isso aconselhável uma pausa ao completar sensivelmente 60 minutos de estudo. É de referir que este tempo é apenas um indicador, já que a capacidade de concentração de cada criança é variável. Os períodos de pausa devem ser curtos (cerca de 10/15 minutos) e não devem ser utilizados para fazer atividades que o seu filho goste muito, pois isso poderá fazer diminuir a sua motivação para regressar ao estudo. Estas pausas podem ser aproveitadas para fazer um bom lanche.

  6. Fomente hábitos de estudo

    As crianças devem interiorizar desde cedo que possuem controlo sobre as suas aprendizagens e que o seu sucesso escolar depende em grande parte do seu esforço. Os pais não devem “estudar” pelos filhos mas sim orientá-los no seu estudo, ajudando-os a descobrir as estratégias mais eficazes. Tirar apontamentos, sublinhar, fazer resumos e esquemas são apenas algumas das estratégias que o seu filho poderá utilizar ao estudar. Ajude também o seu filho a estabelecer um horário de estudo. Esta estratégia promove a realização de um estudo mais frequente e produtivo, distribuindo o seu tempo de forma equilibrada pelas diferentes disciplinas. (para saber mais, leia o artigo estratégias para ajudar o seu filho a estudar)

  7.  Dê tempo para o seu filho brincar

    As crianças passam muito tempo na escola, a carga horária é exigente. É imprescindível que todos os dias o seu filho usufrua de momentos em que possa (livremente) brincar. A brincar o seu filho aprende e cresce! (para saber mais, leia o artigo Crescer a Brincar)

  8. Tenha tempo de qualidade

    A maioria dos pais vive de forma intensa, e até com alguma ansiedade, o sucesso escolar dos filhos. É natural que se preocupe com o processo de aprendizagem do seu filho, contudo, faça um esforço para que as vossas interações não girem apenas em torno da Escola. Privilegie o tempo em família realizando atividades de lazer que fortaleçam a vossa relação e que lhe permitam conhecer melhor o seu filho e os seus interesses. Dê importância a outras áreas da vida do seu filho, para além da Escola. Valorize atividades extracurriculares que sejam do seu interesse, como por exemplo atividades artísticas ou desportivas.

  9. Tire tempo para si

    Ser mãe e pai não é fácil! O sucesso escolar do seu filho e a sua integração escolar é certamente algo que lhe causa muito interesse e preocupação. É natural que queira ajudar o seu filho na organização das tarefas escolares e até na planificação do seu tempo de estudo. Contudo, não deixe que a sua vida se centre demasiado nestes aspetos. Tire algum tempo para si, para fazer atividades que lhe dê prazer e que o/a façam ser bem. Só cuidando de si e sentindo-se bem consigo mesmo/a, poderá ajudar o seu filho da melhor maneira.

  10. Elogie o seu filho

    A aprendizagem escolar é um aspeto importante na vida das crianças. Como alguns pais afirmam, a Escola é o seu “trabalho”, sendo por isso natural que exijam dos filhos empenho, responsabilidade e bons resultados escolares. Tenha algum cuidado para não revelar uma exigência excessiva, estando atento às dificuldades que o seu filho possa apresentar e aos motivos que possam estar na origem do insucesso. Não aponte apenas o que vê de negativo no seu comportamento enquanto aluno e valorize o seu esforço mesmo que os resultados não sejam os desejados. Promova a sua motivação elogiando os seus progressos, ainda que pequenos, e os bons resultados obtidos pelo seu filho! Afinal de contas…quem não gosta de ser elogiado pelo seu trabalho?

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Por Psicóloga Carla Pereira e Terapeuta Ocupacional Margarida Sabino

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Como as crianças vêem a escola;

 

Neste regresso às aulas, que coincide com a Semana Internacional do Desperdício Zero (4-8 de Setembro), aplique o cada vez mais célebre movimento de Bea Johnson. Relembrando os 5 princípios do Zero Waste:

1º Recuse o que não precisa;

2º Reduza o que precisa;

3º Reutilize o que consome/usa;

4º Recicle o que não pode recusar/reduzir/reutilizar;

5º Faça compostagem com o que sobra.

Aplicando estes princípios ao regresso às aulas, eis algumas ideias que, muito além de ecologia, são pedagógicas e de cariz comunitário:

  • Partindo do óbvio: reutilize material escolar do ano anterior. Reúna todas as canetas, lápis, marcadores, cadernos, dossiers, capas, clips, colas, mochilas, estojos, réguas  e sacos, e analise a quantidade que têm em casa. Assim, pode logo filtrar o que efetivamente precisa de substituir. Seja firme nas decisões e nos motivos que as movem (sabemos que não é fácil dizer «não» à nova mochila das princesas ou àquele novo dossier do super herói. Por isso, evite ir com as crianças às compras ou será a morte do artista);
  • Não tem de arranjar o material todo de uma vez. Da lista que lhe for entregue, verifique o que efetivamente tem de adquirir, e quando;
  • O que fazer com o material que já não precisa, mas que ainda pode servir para outras crianças? Doe à própria escola ou venda (já lá voltamos);
  • Opte por cadernos que tenham agrafos em vez de argolas, e cujo papel seja reciclado;
  • Se possível, escolha canetas de tinta permanente (recarregáveis);
  • Em vez de marcadores, arranje lápis de cor fluorescentes para sublinhar;
  • Antes de comprar determinado livro, verifiquem se está disponível na biblioteca da escola ou na biblioteca municipal;
  • Sempre que possível, use clips em vez de agrafos. Os clips podem ser reutilizados;
  • Recicle ou composte o papel que já não precisa;
  • Eduque a sua família para estimar o material. Mais do que necessidade, é uma questão de princípio.
  • Inicie um movimento de Zero Waste na escola dos seus filhos: por que não reunir-se com meia dúzia de pais e organizar uma «venda de garagem» ou bazar  com as roupas de ginástica que já não servem aos vossos filhos, capas de chuva, brinquedos, além de livros, manuais, e outro material escolar que pode ser reutilizado por outras crinças? Ou quem sabe, simplesmente trocar.

E nem só de material escolar se trata quando se fala de Desperdício  Zero – Desperdício Zero é um modo de vida. Por isso, aproveite o ar fresco para tomar decisões mais conscientes quando for escolher roupas, gorros, calçado, e até os lanches diários.

Quanto aos lanches:

  • sempre que puder ser sempre, faça os lanches em casa. É um investimento na saúde dos seus filhos e é mais fácil evitar plásticos. Pode fazer, por exemplo, bolinhas/barrinhas energéticas super simples à base de frutos secos, palitos de cenoura e pepino, crackers de sésamo, wraps com vegetais, sumos naturais, pudim de sêmola com canela, sandes com pasta de grão, etc.
  • opte por frascos de vidro bem vedados (por exemplo, boiões de fruta/papa, frascos de molho pesto, etc) para transportar a bebida e/ou a comida.
  • use guardanapos de pano.

Roupa e calçado:

Tente ao máximo usar roupa em 2ª mão (dos irmãos , dos primos, dos amigos, ou em lojas especializadas para o efeito) ou, se vai comprar roupa nova, que seja de matérias-primas naturais em vez de poliésteres.

E que não lhes passem piolhos pela cabeça! Previna, aplicando-lhe 1 gota de óleo essencial de tea tree (árvore de chá/melaleuca) e 1 gota de alfazema, na zona do pescoço e orelhas – deve diluir num pouco de óleo de amêndoas doces.

Tens filhos em idade de creche?

Se ainda usa fraldas, pense nas fraldas reutilizáveis como alternativa às descartáveis. Simplifique a vida às educadoras, que possivelmente vão torcer o nariz (por ainda não ser uma realidade muito comum em Portugal, infelizmente): envie sacos próprios para depositarem as fraldas sujas. Se, no entanto, usar as descartáveis, as de bambu são as mais ecológicas. Também as toalhitas podem ser reutilizáveis (pode fazer ou comprar, inclusive à base de bambu).

Há gestos relativamente simples que podem, de facto, tornar-se parte do seu dia a dia, experimente. E, no fim do ano lectivo, faça as contas. Observe como evoluiu o rendimento do seu orçamento familiar!

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A brincar na creche a criança cresce

“O brincar escapa aos adultos que frequentemente o vêem como algo separado do aprender,  o que  é não só absurdo como abusivo e cruel.” – João dos Santos in “A Caminho de uma Utopia…Um Instituto da Criança”

Se, por um lado, o brincar é uma actividade humana e social que parece fazer parte da nossa existência, por outro, nem sempre as brincadeiras têm sido as mesmas, nem a infância vista da mesma forma.

Hoje o brincar é visto como uma actividade essencial ao desenvolvimento global infantil, estando associada a várias competências físicas e psicológicas, para além da promoção relacional com o outro, seja ele par ou adulto.

Vários autores afirmam que a brincadeira inicia-se pelo simples facto de proporcionar prazer à criança, mas esta é também uma actividade que permite a criança interagir com os outros e explorar o ambiente ao seu redor.

Muitas vezes as crianças têm dificuldade em expressar os seus sentimentos e não conseguem verbaliza-los. Através do faz de conta, ela organiza o seu pensamento, elaborando o seu mundo real através das vivências simbólicas e elaborando os conflitos internos e emoções, por vezes angustiantes. Os brinquedos e os materiais expressivos como a plasticina, barro, etc. servem assim, de mediadores emocionais. É através da projecção nas brincadeiras que as crianças conseguem estruturar o seu pensamento, expressar as suas emoções e, progressivamente, modificar os seus comportamentos.

O brinquedo é efectivamente um instrumento de extrema importância. Muitas vezes, coisas simples e a que não damos grande valor, podem ser úteis para a crianças utilizarem no seu faz de conta. Através da brincadeira ou do jogo, a criança assimila o mundo à sua maneira e aprende a socializar.

A brincar na creche a criança cresce

Na creche a criança expande a sua imaginação e as suas competências a brincar. É através do brinquedo e das brincadeiras que vai desenvolvendo a sua capacidade de comunicar e interagir no mundo e com os outros. Brincar, é por isso, fundamental para que a criança tenha um desenvolvimento cognitivo, social, afetivo e motor, mais saudável.

A creche assume assim um papel fundamental em todo o processo de crescimento e aprendizagem, em particular nas primeiras etapas do desenvolvimento infantil, pois a brincar na creche, a criança cresce!

Em 2011, conheci o livro 13 reasons why, de Jay Asher, através de uma grande rede escolar – onde trabalhava na altura como professora. O professor com quem eu dividia a disciplina tinha escolhido esta obra e, imediatamente, me explicou as razões para desenvolvermos um trabalho com os alunos. Visto que o livro continha temas tabu, sensíveis e, claro, iria causar impacto nos alunos, esta decisão foi extremamente ponderada. O livro foi mantido e muitas propostas valiosas nasceram da experiência – e este é um dos motivos pelos quais escrevo esse texto.

Seis anos depois, e dez anos após o primeiro lançamento da obra escrita, a série 13 REASONS WHY, baseada no livro, foi lançada pela rede Netflix, uma das mais visitadas por adolescentes, o que significa que – longe dos muros das escolas – eles terão (ou já tiveram) acesso ao conteúdo, muitas vezes, de forma independente e, infelizmente, solitária.

Perante isto, pais, amigos e professores têm-me perguntado o que eu – como educadora e profissional da linguagem – considero sobre o acesso de jovens ao livro (cuja indicação etária é M/13 anos) e à série (estrategicamente, creio eu, sem indicação etária pelo distribuidor). Muitos perguntaram diretamente:

–  Permitias que os teus filhos adolescentes assistissem à série?

De forma franca, eu respondo: não só permitia, como também faria um acompanhamento de como foram interpretadas as questões assistidas. Na verdade, considero que os jovens precisam de entrar em contacto com temas importantes para eles e para a sociedade, dialogando com os seus pais, amigos, professores, terapeutas e com quem se sintam à vontade para tal.

Em pleno século XXI, proibir é tão ultrapassado como não assumir que precisamos de conversar sobre violência sexual, alcoolismo, exclusão, depressão e bullying. É preciso acompanhar, conversar, ensinar e, sobretudo, dar espaço para que falem sobre o que vêem nos seus meios sociais. Acreditem: se não encararmos tudo como um tabu, os nossos filhos contam-nos os seus medos porque têm certeza de que podem contar connosco.

Muitos vão afirmar, categoricamente, que já viram aquelas cenas nos corredores das próprias escolas – que negligenciam, por diversas razões o estado emocional de seus constituintes – uma das principais justificativas pelas quais os educadores também se deveriam interessar pelo conteúdo.

Deter essas informações e fazer com que adquiram uma visão transversal deste tipo de problemas é importante para todos nós, certo? Novamente, reitero que os pais também têm acompanhar o ritmo dos filhos. Isto não significa que tenham que estar colados aos filhos adolescentes tipo fiscal no sofá da sala. Cada um pode ver por si, no seu espaço, a seu tempo – com as suas emoções preservadas. Podem, depois, conversar sobre a série durante uma atividade em família (almoço, jantar, caminhada). Diálogos comuns estreitam laços. Os adolescentes precisam de ouvir e de se expressar: esta é a máxima de uma boa relação. Mais do que nunca, é disto que precisamos num mundo com excesso de estímulos e onde os problemas emocionais andam à flor da pele.

Eu ainda não tenho filhos, mas trabalho com 450 adolescentes por ano. Jovens com histórias diferentes – que erram-e-acertam, que se descobrem, que desvendam o outro e a sociedade de maneiras, às vezes, incríveis, outras vezes, tristes de mais. Quase todos se identificaram com algum personagem da série. Isto é suficiente para que façamos um acompanhamento lúcido sobre perdas e ganhos durante esta fase tão conturbada e lotada de conflitos que é a adolescência. Se é uma série para eles, certamente, é uma série para nós também.

“ (Você) devia aprimorar a forma como os adolescentes cuidam uns dos outros” – diz um dos personagens a um adulto num dos capítulos mais emblemáticos da temporada.

Esta é a grande lição/missão que fica para nós: os adultos da relação.

Assistam e tirem as vossas conclusões.

Por Talita Rosetti, ContiOutra

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A época de exames já começou para muitos alunos. Dos mais novos aos mais velhos todos estudam, todos se preparam para prestar provas sobre o que aprenderam

Muitos pais já se esqueceram do que sentiram quando eles próprios passaram por isso, outros não sabem como ajudar nesta fase.

Para mim, como irmã de uma finalista do 12º ano, acho que há coisas básicas que todos podemos fazer e que por vezes são suficientes para que os nossos “alunos” se sintam mais calmos.

– Desdramatizar. Por mais importantes que os exames sejam, por mais ponderação que tenham na nota ou até na média, é preciso não fazer um bicho de sete cabeças – um exame é, no fundo, uma recapitulação do que foi dado. E eles estiveram nas aulas. Estudaram.

– Aceitar as suas dúvidas. É natural que elas existam e podemos orientá-los sobre como conseguir ultrapassá-las. Muitas vezes eles precisam de se sentir acompanhados, apenas isso.

– Ser companheiros no que respeita a espantar os nervos. Trocar experiências, dar dicas, fazer com eles exercícios de relaxamento ou simplesmente ajudá-los a encontrar uma forma de fazer uma pausa no meio de tanto estudo.

– Valorizar o que nos dizem. Por mais que achemos descabido, devemos ouvir. Desabafar é essencial para nos ouvirmos a nós próprios, porque expressamos os nossos pensamentos em voz alta. Sistematizar o que sentem pode ser a chave para que entendam onde precisam de trabalhar mais ou por qaue motivo estão a ter mais dificuldades numa matéria que noutra.

– Ter muita paciência.

– Não deixar os nossos próprios nervos transparecerem. Eles já têm os deles e basta.

– Ir acompanhando, mas dar-lhes espaço. Não fazer perguntas a toda a hora (já estudaste? Não devias estar a estudar? Como assim vais ter com os teus amigos com o exame daqui a 144 horas???), não exigir que eles tenham as respostas todas na ponta da língua.

É uma fase que é ansiada o ano todo e que passa num instante. Pode ser determinante para a definição do futuro deles, como pode também significar ficar mais um ano à espera.

Vejam as férias à espera no fundo do túnel.

Os miúdos vão ser capazes e vocês também!

Família e a escola – Espaço de relação e de afetos

Não basta a uma criança ter uma inteligência suficiente e uma saúde satisfatória para que se possa desenvolver e adaptar.

Necessita também de uma sensibilidade desenvolvida e de capacidades relacionais que lhe permitam servir-se das suas capacidades físicas e intelectuais.

Um grande número de desadaptações sociais e escolares e de perturbações no comportamento têm origem em dificuldades afetivas. Começamos a compreender que, ao lado da idade cronológica e da idade mental, há uma idade afetiva que é a função do grau de maturação da sensibilidade e que essa maturação é intimamente solidária da maturação da líbido, ou seja, da vida relacional sexualizada, feminina ou masculina.

Se existe um meio onde a sensibilidade relacional desempenha um papel essencial, é a família e a escola. Os laços afetivos que se estabelecem entre pais e filhos são simultaneamente os mais profundos e os mais duradouros. O amor e o ódio, a ternura e a agressividade podem desenvolver-se nesse meio, excluírem-se ou coexistirem, com uma força muitas vezes insuspeitada.

Relações Humanas

Nenhuma relação humana compromete o indivíduo de uma maneira tão total e tão profunda. A relação conjugal dos pais confronta o homem e a mulher na sua mais íntima sensibilidade, ao mesmo tempo, corporal e psíquica. Põe à prova o seu grau de maturidade viril ou feminina. A paternidade e a maternidade põem em jogo os mais poderosos sentimentos. São eles que mais comprometem o indivíduo na afirmação de si mesmo.

A criança imatura, mergulhada no meio familiar e formada por ele, constrói-se interiormente em função das reações afetivas dos pais. Fraca e maleável, a criança é frequentemente tratada como uma “coisa” pelo adulto. Com o pretexto de que não passa ainda de uma criança é sobrecarregada com juízos e apreciações, fala-se dela sem reserva na sua presença como se ainda não existisse como ser humano, quando devíamos tratá-la com o mesmo respeito que se pode ter pela personalidade de um adulto.

A escola, constitui o lugar da primeira aprendizagem relacional no plano social. Conhece-se bem a importância educativa das relações afetivas alunos-professores e dos alunos entre si.

Mas o que não se sabe tão bem é que essas influências afetivas recíprocas não se desenrolam unicamente num plano consciente; elas atuam em profundidade, de um modo inconsciente e sem que os indivíduos o saibam. Essa influência, manifesta-se por vezes num sentido inverso ao do comportamento consciente.

Certa mãe escrupulosa e aparentemente bem intencionada dissimula uma agressividade não menos real que o seu aparente desejo de ajudar a criança.

Determinado pai aparentemente autoritário disfarça a ansiedade e a dúvida de si mesmo.

Determinada criança agressiva e com espírito de oposição busca  inconscientemente auxílio e carinho.

Determinado professor obedece a receios ou a agressividades que alimentam tensões e conflitos, angústia ou indisciplina entre os alunos.

Sensibilidade consciente e inconsciente

Entre o que a criança representa no inconsciente do adulto e o que este pode experimentar conscientemente, há muitas vezes uma considerável diferença. A criança no inconsciente é muitas vezes um símbolo revestido de agressividade, de angústia, de líbido ou de culpabilidade, sem que o educador tenha consciência disso. Destes dois modos de expressão –consciente e inconsciente – da sensibilidade, o mais atuante nem sempre é a sensibilidade consciente. A sensibilidade consciente de si mesma, dominada e elaborada pelo psiquismo do indivíduo, é menos exigente do que a sensibilidade inconsciente.

Esta última, devido à sua natureza profunda e inacessível ao domínio do indivíduo, continua compulsional e tirânica.  Pode ser recalcada, mas não dominada. Mantêm a sua intensidade e o seu poder animal. O inconsciente só conhece a lei da satisfação imediata. E essa violência instintual do inconsciente mantém-se enquanto não tiver sofrido, por intermédio da relação com o outro e pela mediação da palavra, o freio da realidade exterior. O poder absoluto enlouquece, dizia Platão.

O mesmo é dizer que o poder absoluto dos educadores não deve estar subordinado às exigências dos seus desejos inconscientes.

Por Paula Norte, psicóloga, para Up To Kids®

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A minha é letra é feia …

Letras tremidas…

Mal desenhadas…

De tamanhos diferentes…

Com dimensões gigantes ou minúsculas (ou ambas)…

Letras que voam ou que se enterram nas linhas base…

Uma escrita manual que ninguém consegue perceber…

“A letra feia” aparece e mantém-se…

Essa letra que todos caraterizam como feia (e na maior parte das vezes também a própria criança) começa a tornar-se um motivo de preocupação para pais e professores.

Será preguiça? Será pouco esforço? Ele (ela) nunca gostou de desenhar nem escrever.

A verdade é que ter a letra feia nem sempre é sinónimo de desleixo, pode ser uma dificuldade bem real e que deve ser analisada. Escrever manualmente é uma atividade complexa e depende intimamente do desenvolvimento e maturação de competências base, tais como:

  • Motricidade fina (precisão manual, destreza, competências manipulativas)
  • Perceção visual (figura fundo, relações espaciais, posição no espaço,..)
  • Motricidade global (postura, coordenação olho-mão, cruzamento da linha média, lateralidade…)

Estimular o desenvolvimento destas competências é importante para que a criança tenha bases suficientes para uma escrita eficaz. Atividades tais como o desenho, colagens, recortes, grafismos, gincanas, encestar, … fazem parte do processo de desenvolvimento e preparam a criança para a fase seguinte…a escrita.

Como perceber se existem dificuldades na escrita manual?

Sinais de Alerta

  • O seu filho apresenta uma escrita ilegível?
  • Mostra lentidão na execução das tarefas de escrita?
  • Sente-se muito cansado quando escreve? Sente dor (ex. nos dedos)?
  • Coloca pouco ou demasiado espaçamento entre as letras e palavras?
  • A escrita é feita de forma irregular?
  • As letras são mal formadas ou incorretas?
  • Faz pressão inadequada ou inconsistente (marcas muito claras/escuras/variáveis)?
  • Apresenta linhas com pouca precisão (tremidas)?
  • Demonstra pobre orientação em relação à linha de base?
  • Não respeita as margens?
  • Apresenta uma grande desorganização na página?

Se respondeu sim a qualquer das questões anteriores podemos estar perante uma situação de dificuldade na escrita manual e é importante que recorra a ajuda profissional.

Trabalhar a dificuldades na escrita manual de forma eficaz é trabalhar tudo o que causa essa dificuldade. Insistir em determinadas tarefas (ex. treinar o desenho de letra) sem desenvolver as competências base acaba por ser infrutífero podendo mesmo causar uma grande frustração na criança que por muito que se esforce não consegue corresponder às expetativas colocadas pelos pais e professores.

Analisar todas as áreas envolvidas na atividade bem como o desempenho na escrita manual é a forma de avaliação do terapeuta ocupacional que de acordo com uma avaliação global poderá aconselhar melhor tipo de apoio e estratégias que facilitem o desempenho do seu filho.

Se tiver alguma questão relacionada com esta temática poderá preencher o formulário de esclarecimento dúvidas.

Terei todo o gosto em poder ajudar!

 

Por Terapeuta Ocupacional Margarida Sabino

Imagem@f24

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“O erro é fonte de aprendizagem”

Em 2011 tive o privilégio de conhecer a Dra. Renata Jardini, no curso “Alfabetização e Reabilitação das Perturbações da Leitura e Escrita”, em Lisboa. Uma profissional dinâmica, sábia e com um brilho nos olhos quando fala do Método por si criado – o famoso Método das Boquinhas! Um método que nasceu e foi crescendo graças às dificuldades das crianças, aos seus erros, às suas respostas. Facto que foi dando corpo a um dos chavões do Método: “O erro é fonte de aprendizagem”.

Quando vi o programa do curso, pensei: “Tem tudo a ver comigo!”

A energia da Dra. Renata e o seu entusiamo são realmente contagiantes e as bases teóricas do método e tudo o que ele envolve fazem todo o sentido. O trabalho dos pré-requisitos essenciais à leitura e escrita é muitíssimo completo e inicia-se logo no Jardim de Infância de forma lúdica, natural e estruturada.

Será o Método das Boquinhas apenas uma abordagem à aprendizagem recorrendo a bocas (articulemas)? Muitos poderão pensar que sim, mas é MUITO MAIS DO QUE ISTO!

O Método das Boquinhas existe desde 1997 e é um método multissensorial, fónico-visual-articulatório, sendo creditado pelo Ministério da Educação brasileiro como tecnologia educacional.

Atualmente a obra de Boquinhas conta com inúmeros artigos científicos, variadíssimos livros publicados, com diversos materiais de apoio, 13 Jogos (Jardini), e dois conjuntos de Banners para utilização em salas de aula, consultórios e/ou domicílio. Um desses jogos, o Lince de Boquinhas está já validado como Protocolo Lince de Investigação Neuroliguística – PLIN (2012), para utilização clínica e pedagógica, para deteção precoce de perturbações de aprendizagem. Mais recentemente, em setembro de 2016 foi editado o primeiro livro adaptado para o português europeu – “Aprender a ler e a escrever com o método das boquinhas” (Caeiro, Mafalda e Jardini, Renata).

Por ser um método multissensorial, estimula a região pré-frontal do cérebro, onde a imagem articulatória do som (articulema) se forma. O facto de incentivar a criança / adulto a consciencializar-se e a sentir todo o processo que envolve a produção de um som (desde a imagem da boca, ao som – fonema –; à forma como é articulado), estimula a memória imediata (loop fonológico) e de longa duração (loop articulatório), bem como a atenção e a cognição de um modo geral, melhorando as capacidades fonológicas de quem o utiliza.

Poderá funcionar apenas como ferramenta de conversão grafo-fonémica, complementando outros métodos ou como método de alfabetização, usado na íntegra. Começa logo no Jardim de Infância e estende-se até à idade adulta, podendo ser aplicado a crianças com e sem dificuldades ou perturbações. Aliás, por apelar a múltiplas entradas é um método que chega às mais variadas crianças, respondendo de forma mais eficaz às suas necessidades. Porquê usar métodos que não resultam com esta ou aquela criança? Não valerá a pena, nem que seja por uma criança, optarmos por uma metodologia que chegue a todas?

Ao longo da metodologia, vamo-nos apercebendo da grandeza humana que está por detrás… Nos manuais, encontramos atividades cruciais ao desenvolvimento e preparação das crianças / alunos, estimulando as mais diversas áreas: atenção, consciência corporal, processamentos auditivo, visuo-espacial, consciência fonológica e fonoarticulatória, desenvolvimento cognitivo… Um processo de aprendizagem, no qual as crianças são também levadas a respeitar o outro, a aceitar as diferenças, a aprender com os erros, não tendo medo de os fazer.

Um mundo onde a aprendizagem é realmente aprendizagem, porque é sentida, vivida, experienciada, por isso, armazenada!

Com o intuito de aprofundar os meus conhecimentos no Método, tenho procurado estudar mais o mundo da leitura e escrita, fiz formação na área (inclusive no Brasil), acompanho grupos em escolas (com os quais procuro pesquisar os benefícios do Método no seu desenvolvimento) e oriento Educadores e Professores neste âmbito. Para uma melhor monitorização do meu trabalho, recebo supervisão constante da Dra Renata Jardini.

Sou multiplicadora (representante) do Método das Boquinhas desde novembro de 2012. Uma conquista que me deixa muito feliz e que exige continuidade.

Um multiplicador / representante é alguém que está apto a formar e orientar outras pessoas no método, ajudando à sua divulgação e contribuindo para o seu crescimento.

Em Portugal já ocorreram diversas formações, em Lisboa, Faro e Porto. O feedback dos formandos tem sido muito bom! Sinto que as pessoas gostaram e que, acima de tudo, perceberam que há aqui algo novo, profundo e que… RESULTA!

Acredito, pelos resultados observados e obtidos ao longo deste tempo, que esta nova abordagem é uma mais valia para a Educação Portuguesa!

Em Portugal, precisamos de mudanças, de algo novo e seguro, fácil de aplicar, que melhore a auto-estima de alunos e professores / Educadores.

 

Por Mafalda Caeiro Terapeuta da Fala – Representante do Método das Boquinhas, em Portugal.

Renata Jardini – autora do Método das Boquinhas.

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Ao abrir da porta correm ao ouvir o Bom Dia e dizem: “Olá, Carla!”
“-Estão bons ? Dormiram bem ?” – pergunto eu , ao que me respondem sempre : “Sim !!!!!!!!!!” Deduzo que sim pela alegria comunicada pela entoação do sim.
Sou Educadora de Infância por opção e vocação. Tenho nas mãos a responsabilidade de promover o desenvolvimento de crianças e zelar pela sua segurança como quem cuida de uma pedra preciosa .
Entre os 4 meses e os 2/3 anos de idade, há uma imensidão de habilidades para aprender e a estimulação é a base para alcançar o progresso do desenvolvimento. Criar um clima de afectividade com o grupo permite criar alicerces na relação que permitirão à criança sentir se segura e com vontade de aprender de forma lúdica.
O nosso dia a dia numa Creche/ Jardim de Infância é um dia de trabalho intenso a nível de promoção da evolução de cada etapa do desenvolvimento da criança. Não existem tarefas mais importantes do que outras : mudar a fralda , dar de comer ,observar a criança a brincar, ensinar a ouvir uma história , a cantar partes de uma canção são tanto importantes como segurar num lápis, rasgar, colar e pintar.
O tempo da manta, em que nos reunimos a cantar o Bom Dia e a ouvir uma história ou a explorar imagens são momentos cruciais para o desenvolvimento da linguagem, concentração, sentido de pertença a um grupo. Parece que puxamos as palavras sucessivamente até que começam a construir discursos com fluidez adequada a idade …
Brincar , Brincar , Brincar … observar a forma como desempenham os papéis sociais na área da casinha sem estereótipos interiorizados é conhecer o pensamento da criança sobre o mundo que lhe rodeia.
O menino que cuida da boneca/boneco, que lava a loiça, a menina que brinca com os carros e os legos… faz-nos acreditar num mundo em que reina a igualdade de género.
Desenhar com os lápis/marcadores e Pintar com os pincéis, na minha óptica, é uma forma de processar para o papel a evolução do pensamento. Daí que estas experiências não devem ser encaradas como um ato corriqueiro mas sim como um ato exige elevada concentração e conhecimento sobre si mesmo e sobre o que os rodeia.
Valorizar as conquistas individuais e coletivas, é aumentar a auto-estima e o desejo de aprender. Devemos focar-nos nos processos de elaboração dos trabalhos e colocar em segundo plano as produções elaboradas. A criança aprende fazendo e experimentando…
Defendo uma prática pedagógica assente na acção, onde a observação e experimentação são fundamentais. Ver, tocar e falar sobre o que experimentámos. Falar sobre o que sentimos.
Pincelamos de várias cores a vida destes pequenos seres, para que os meninos e as meninas cresçam num quadro multicolor.

Por Carla Félix, para Up To Kids®

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imagem fornecida pela autora

O sistema de Ensino da Finlândia é considerado um dos melhores do mundo. Está sempre no top 10 no ranking internacional. No entanto, não pretendem descansar sobre os louros, e agora decidiram revolucionar por completo o sistema escolar, abolindo as disciplinas do currículo escolar. Deixará de existir matemática, história, geografia ou literatura.

O chefe do Departamento de Educação em Helsínquia, Marjo Kyllonen, explicou as alterações: “Há escolas que aplicam métodos de ensino que já foram eficazes no inicio dos anos 1900, mas neste momento, as necessidades são outras, e precisamos de um método que se adapte ao século XXI”

Em vez de disciplinas escolares individuais, os alunos irão estudar eventos e acontecimentos de uma forma interdisciplinar. Por exemplo, a 2ª Guerra mundial será abordada na perspectiva da História, da Geografia e da Matemática. Na área “Trabalhar num café” os alunos irão desenvolver conhecimentos na área da Língua Inglesa, economia e comunicação.

Este método será introduzido nos alunos mais velhos, a partir dos 16 anos. O conceito baseia-se na premissa dos alunos escolherem qual o assunto ou acontecimento que pretendem estudar, tendo em conta as suas capacidades e ambições para o futuro. Desta forma, nenhum aluno terá de frequentar um ou dois anos de Físico-química, contrariado e a questionar-se “Porque é que tenho de estudar isto?”

O formato tradicional da comunicação  professor-aluno também vai ser reformulada. Os alunos deixarão de se sentar em secretárias dispostas na sala de aula, à espera ansiosamente para responder às questões colocadas. Professores e alunos trabalharão em conjunto em pequenos grupos de discussão.

O sistema de educação da Finlândia incentiva o trabalho colectivo, e por esse motivo as alterações nunca poderiam ser apenas relativamente aos conteúdos e aos alunos. A reforma escolar irá exigir uma cooperação entre os vários professores das diferentes disciplinas. Cerca de 70% dos professores em Helsínquia, já realizaram trabalhos preparatórios direccionados com o novo sistema de apresentação dos conteúdos e, em compensação irão receber um aumento salarial.

Esta reforma deverá estar concluída em 2020.

O que acham sobre este novo método de ensino? Comente connosco!

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imagem@depositphotos