A ANGEL lançou um projecto de crowdfunding para angariar fundos para criar Bolsas Sociais que serão atribuídas às crianças e jovens portadores de Síndrome de Angelman provenientes de famílias de baixos rendimentos, para que estas tenham acesso a um maior leque de terapias e serviços especializados que contribuirão de forma bastante significativa para a melhoria da sua autonomia e qualidade de vida.
A maratona de Nova Iorque é umas das mais famosas maratonas do mundo. São 42 Kms que o Francisco decidiu ajudar a transformar em sorrisos. Acompanhe-o fazendo um donativo por cada Km que acha que o Francisco vai conseguir completar (1€ = 1 Km).

Os fundos angariados por esta iniciativa irão permitir à ANGEL a criação de Bolsas Sociais, para serem atribuídas às crianças e jovens portadores de Síndrome de Angelman provenientes de famílias de baixos rendimentos, para que estas tenham acesso a um maior leque de terapias e serviços especializados que contribuirão de forma bastante significativa para a melhoria da sua autonomia e qualidade de vida. 

Acompanhe-o e faça um donativo por cada Km que acha que o Francisco vai conseguir completar (1€ = 1Km). Apesar da maratona só ter 42 Kms, pode doar o que quiser.

No final, iremos ainda sortear 10 caixas de vinho “Fonte dos Sorrisos” pelos participantes que conseguiram acompanhar o Francisco no seu percurso.

SOBRE O PROMOTOR

A ANGEL foi criada em 2012 por um grupo de pais de crianças e jovens com Síndrome de Angelman e tem como principais objectivos não só o de ser ponto de convergência e de informação, em Portugal, para portadores de Síndrome de Angelman, seus pais e familiares mas também divulgar a Síndrome de Angelman, com vista a permitir o seu diagnóstico precoce e atempada intervenção, facilitar o acesso dos portadores do Síndrome de Angelman e das suas famílias a todo o tipo de informação, acompanhamento e terapêutica, promover e enquadrar junto de profissionais e técnicos de saúde programas específicos que potenciem o desenvolvimento dos indivíduos portadores de Síndrome de Angelman, apoiar iniciativas que criem condições para a educação vocacional e a integração profissional dos jovens e adultos portadores do Síndrome de Angelman, entre outros.

Nós somos as mães dos homens de amanhã: educar para a igualdade de género

Criamos hoje os homens de amanhã. É uma realidade. Será que estamos a criar os homens de amanhã na igualdade de género? Fica a reflexão e algumas notas de ação.

Em primeiro lugar, é necessário compreender que o maior princípio de igualdade é que se trata de forma igual o que é igual e diferente o que é diferente. Pode parecer óbvio mas nem sempre é claro na educação das nossas crianças.

As diferenças de género são inquestionavelmente saudáveis e naturais. Não podem é ser motivo de discriminação. Ora o combate à discriminação de género começa em nossa casa:

Exemplo

Se o pai nunca lava a louça e mãe nunca leva o carro à oficina, é difícil induzir atitudes de igualdade. O exemplo familiar é que mais influência tem na aprendizagem das crianças. Por isso, não adianta falar se não se praticar.

 

Tarefas iguais para meninos e meninas

  • É simples: meninos e meninas ajudam na cozinha; meninos e meninas jogam futebol.

Libertar as brincadeiras

  • Não é por uma menina brincar com carros que vai diminuir a sua feminilidade! Não é porque o menino gosta de brincar na casinha que vai diminuir a sua masculinidade!

Combater o preconceito

  • O combate ao preconceito e ao estereótipo tem que ser feito no momento: é o azul para o menino e o rosa para a menina. É a boneca e a bola. É o carro e a cozinha. Porque não verde, amarelo e laranja para todos? E bonecas, bolas, cozinhas, carros, camiões, legos, bicicletas!

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Hoje em dia há, cada vez mais, pais, educadores e profissionais a defender a importância do Brincar para a criança. A criança precisa de tempo para brincar. Brincar ajudará a criança a desenvolver várias aptidões e competências que se tornarão de extrema importância para um futuro equilibrado, tranquilo e feliz.

Este é um tema que queremos privilegiar neste inicio do ano letivo, para que os pais se lembrem que uma criança que brinca no seu tempo livre, poderá obter os mesmos resultados e apresentar o mesmo desempenho a nível escolar que uma criança que passa o tempo a realizar fichas de atividades.

Hoje destacamos os 7 direitos da criança a brincar, por Eduardo Sá:

« 1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.

3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fabula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!brincar

4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.

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6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

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7. As crianças têm direito a brincar para sempre
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar. » 
Eduardo Sá, para revista Pais & Filhos, publicado a 01.06.2012

Por Up To Kids®, todos os direitos reservados.

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Eu sou, tu és, ele é (agressivo)!

Quando tomamos a decisão de ser pais não nos passa pela cabeça que o nosso filho possa ser uma criança daquelas que chega ao jardim-de-infância e bate em todos os colegas.

Educar crianças não é uma tarefa fácil. Com a agravante que não existem receitas únicas e totalmente eficazes, mas a atitude parental é importantíssima no desenvolvimento da personalidade e dos comportamentos, nomeadamente, na agressividade.

As crianças em idade pré-escolar têm ainda alguma dificuldade em dominar as suas emoções e quando são contrariadas não têm maturidade emocional para se controlarem, acabando por ser agressivas, por exemplo, quando querem o mesmo brinquedo que o seu amigo. Aos poucos a sua capacidade de suportar frustrações vai aumentando e, consecutivamente, diminuem as respostas agressivas.

As crianças e os comportamentos agressivos

Quando esses comportamentos agressivos vão acompanhando o crescimento da criança, a situação deve ser analisada para tentar perceber a sua causa. A agressividade é, sobretudo, uma forma de comunicação. Ainda que não seja a mais correta, por vezes é a única que as crianças conseguem utilizar para mostrar a sua angústia, tristeza ou ansiedade.

Para que o seu filho cresça emocionalmente saudável, tem de sentir-se amado e valorizado pelos pais, que devem combinar a afetividade com o rigor. Não basta “dar mimo”, é de extrema importância que sejam interiorizadas as regras transmitidas pelos pais, que devem estar em sintonia, tanto na forma como as comunicam, como no seu conteúdo. Não é positivo quando o pai diz uma coisa que a mãe não concorda, que esta aja de forma contrária, em particular na ausência deste, ou vice-versa. Ou seja, os pais devem ensinar pelo exemplo e devem, também eles, cumprir os limites estabelecidos.

Se pretende que o seu filho não seja agressivo, então não o ignore. Ele precisa da sua atenção e do seu carinho e isso passa por:

  • não o humilhe; repreender é diferente de humilhar. As crianças ficam mais recetivas e entendem mais facilmente se explicar o que esteve certo e errado;
  • não grite, fale com calma; eles aprendem pelo exemplo e se os pais gritam porque não poderão eles gritar?

Por ultimo, as chamadas de atenção e os castigos são importantes quando eles agem de forma incorreta, mas as atitudes positivas devem ser as mais valorizadas, para que eles percebam que ação gera reação e que os seus comportamentos têm consequências, mais ou menos boas.

 

 

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Os quadros de cortiça são ótimos para os miúdos pendurarem os seus desenhos ou fotografias e são leves e fáceis de aplicar na parede. Basta pendurar em dois pregos pequenos ou, caso não queira furar a parede, poderá colar com fita autocolante Tesa duas faces.

Estes são dois quadros simples. Vamos decorar quadros de cortiça para o quarto dos miúdos?
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MATERIAL:

  • Quadro de cortiça  com moldura em madeira ou metálica;
  • Tinta da cor que quiser decorar o quadro. (Neste caso, sobre a madeira foi aplicada tinta acrílica azul claro)
  • Fita de renda (Vai precisar de, pelo menos, a medida igual ao perímetro do quadro; Em alternativa poderá usar gregas, fitas de padrão, pompons, etc
  • Pistola de cola e tubos de cola para pistola;

 

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Em primeiro lugar, pinta-se a esquadria com a tinta escolhida. Pode proteger a cortiça com uma fita adesiva grossa e depois retirar para obter um resultado mais perfeito.

Depois deixa-se secar. Convém deixar repousar num locar arejado durante 24h para garantir que fica bem seco.

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Carregue a pistola de cola com um dos tubos apropriados, cole a renda ao longo da moldura.
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Nas zonas de cantos, faça o remate em viés.

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E já está. Depois de secar aplique na parede!
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Por Teresa Oliveira Martins, Restauro em Casa

O Tiago estava curioso com a filosofia. Tem 9 anos e consta, lá em casa, que só as pessoas mais crescidas é que têm aulas de filosofia. Em conversa com a sua colega de turma, a Mariana descobriu que há quem goste de filosofia: “A minha irmã diz que é uma coisa que a inspira muito”, dizia a Mariana , em voz alta, para todos ouvirem.

Uma das coisas que acontecem nas minhas aulas de filosofia – e que se recomenda na prática da filosofia para crianças – passa pelo registo, no quadro ou em folhas de papel de cenário – dos diálogos que acontecem em sala. As crianças acabam por ver o processo de pensamento a acontecer – coisa que é muito abstracta e por isso deve ser assinalada de forma palpável/visível. Além disso, acontece uma magia ao escrever os pensamentos das crianças no quadro: é que a rotina escolar já lhes ensinou que aquilo que se escreve no quadro deve ser mesmo muito importante. Sejam os textos a trabalhar, as contas que estamos a aprender ou a indicação dos TPC a fazer. É algo que é importante e por isso fica num sítio que todos podem ver: o quadro.

Por isso, a dada altura, o Tiago levantou o braço.

“Tenho uma pequena pergunta para ti”, disse-me.

Muito bem. E a tua pergunta tem a ver com aquilo que estamos a falar na aula ou é outra coisa?

Tem mais a ver com a aula. Posso?

Claro que sim, disse eu. Há coisas que só se percebem pela expressão dos meninos, a postura. E era nítido que havia uma perguntar a “incomodar” o Tiago.

Tu vais escrever tudo o que dizemos, no quadro?”, perguntou.

Obrigada pela pergunta, Tiago. Posso propor-te uma coisa? Vais observar, tal como fizeste até agora, aquilo que eu escrevo no quadro. Daqui a umas semanas voltamos a falar neste assunto e eu vou dar-te uma resposta. Pode ser?

E o Tiago disse “Combinado”.

O que estou a mostrar ao Tiago, com este exercício de espera é, por um lado, estimular a sua vontade natural de observar o que acontece na sala, por outro, mostrar-lhe, pela experiência, que há respostas que poderão ser óbvias, mas cuja resposta podemos ter que esperar um pouco. Até para permitir que nos demoremos na pergunta, que consigamos perceber se ela é importante ou não, para nós.

Confesso que é um exercício que pratico diariamente, como se fosse um movimento do yoga ou um mantra, uma oração. Nos tempos que correm, a agitação e a pressa são uma característica obrigatória e exigida pelos nossos pares. Se estivemos descontraídos, a observar o que se passa, a parar para pensar – até parece que não estamos a fazer nada, verdade? Ou melhor, que mentira!

Há irmãos que fazem os pais pensar: onde é que estávamos com a cabeça? Os que deixam os pais sempre a pensar: temos mais um?

Irmãos.

Há os “olha que eu vou dizer à mãe!” e os “é um segredo só nosso!”.

Há os que são tão próximos que parecem siameses e os independentes que preferem outros companheiros de brincadeira.

Há os protectores e os que acham que os irmãos se devem fazer à vida.

Há os que levam os irmãos nas saídas à noite por imposição dos pais e os que fazem parte do grupo desde sempre.

Há os irmãos fascinados com os mais novos e os admiradores máximos dos mais velhos.

Há irmãos que são tão parecidos que parecem feitos por encomenda.

Há os que só sabemos que são irmãos porque chamam pai e mãe às mesmas pessoas.

Há os que só têm um pai ou uma mãe em comum.

Há os que ligam dia sim dia não e os que ligam só no aniversário.

Há os irmãos que compram presentes em conjunto e os que dividem a conta sem saber muito bem o que vão oferecer.

Há os irmãos que morrem de saudades uns dos outros e os que preferiam ter mais oportunidades para sentir saudades.

Há os que se davam bem em pequenos e em grandes mal sabem da vida uns dos outros. Os que cresceram e mal se lembram de se ter dado mal.

Há irmãos que foram pedidos como presentes de Natal e outros que entraram na vida sem aviso.

Há irmãos que falam uma língua própria, para quem a mãe é a mulher mais bonita do mundo e o pai o companheiro mais fixe de sempre.

Há irmãos que dão “calduços” aos amigos quando estes começam a reparar na irmã mais nova.

Há irmãos que não têm oportunidade de crescer juntos.

Há os que vivem juntos e nem se apercebem da bênção que isso significa.

Há irmãos que ajudam e irmãos que culpam os outros por terem partido a jarra favorita da avó.

Há irmãos que fazem os pais pensar: onde é que estávamos com a cabeça? Os que deixam os pais sempre a pensar: temos mais um?

Há os que sentem que os outros é que são os preferidos. Há os que se aproveitam, por achar que são eles os preferidos.

Há irmãos que são tratados como se fossem de cristal enquanto aos mais velhos é dito que têm de ser mais pacientes, mais compreensivos, mais calmos.

Há irmãos que se tratam por manos.

irmãos que vivem em total harmonia.

Há irmãos que são mais que irmãos: são amigos.

Há irmãos que fazem inveja aos filhos únicos. Há os que fazem os filhos únicos sentir que ainda bem que estão sozinhos.

Há irmãos de todos os géneros, como todas as famílias, todas as dinâmicas, todas as vivências.

Eu tenho dois irmãos. Fui irmã mais nova durante treze anos e já me sentia crescida quando passei a ser irmã do meio. Acredito que sem eles seria uma pessoa completamente diferente.

Não sei se a minha filha vai ter irmãos, mas se isso acontecer tudo farei para que se sintam igualmente amados, desejados e capazes. Muitas vezes os pais falham (por não conseguirem fazer melhor, por falta de tempo, de sensibilidade, etc), cedem perante as responsabilidades, tomam más decisões, influenciam o futuro dos filhos.

Ser pai é o “trabalho” mais duro do mundo.

Mas não nos esqueçamos que é também o mais compensador.

imagemcapa@weheartit

Nuvens na cabeça | Editora Cercica | Coleção Todos a ler | Recomendado por Oficina de Psicologia

Nuvens na cabeça, é um livro cuja história e ilustrações são tão simples, como a própria maneira de ensinar as crianças a ver o lado positivo da vida. Saber apreciar e dar valor às pequenas coisas tal como as amizades, os abraços e o arco-íris.

Um livro que ajuda as crianças a lidar com as suas emoções, e que permite aos pais que, através da história e das atividades propostas, consigam entender e conversar com os filhos sobre aquilo que os assusta ou preocupa.

 

nuvensnacabeça
SINOPSE
Esta é a história de uma menina, a Eva, que descobriu como afastar as nuvens cinzentas e pesadas que teimavam em acompanhá-la para todo o lado. Com pistas e atividades no final, este livro pode ser uma ferramenta útil para, em conjunto com as crianças, trabalhar sentimentos do dia-a-dia.

FICHA TÉCNICA
Nuvens na Cabeça de Susana Amorim
Edição/reimpressão:2014
Páginas: 50
Editor: Editora Cercica
ISBN: 9789898681034

Susana Amorim nasceu em 1976 no distrito de Aveiro.
É formada em Psicologia desde 2001 e atualmente além do seu trabalho como psicoterapeuta, desenvolve atividades de educação emocional, privilegiando sempre a prevenção.Trabalha com crianças e jovens há 14 anos e acredita que a simplicidade, os afetos e o espanto na descoberta do mundo, daqueles a quem se dedica, a inspiram profissional e pessoalmente.

A chegada de um filho desperta dúvidas, medos e inquietações, mas também, inevitavelmente, muita felicidade e inúmeras expectativas. Todos os novos pais imaginam um futuro brilhante para a nova estrela que aí vem iluminar-lhes os dias (e agitar-lhes as noites!). Ao longo de toda a vida, os pais vão rabiscando, inventando e reinventando os sonhos que imaginaram para os seus filhos, mediante as respostas que os mais pequenos vão dando ao mundo que os rodeia…

Mas, e quando a criança não é capaz de responder com palavras? Quando essas palavras (que são a chave para as tão esperadas respostas que os pais tanto anseiam por ouvir) estão trancadas e codificadas na cabeça da criança, e por força das leis da Natureza não se escapam cá para fora? Esta é, talvez, uma das mais proeminentes frustrações do ser humano: tentar comunicar e não conseguir, ao passo que tentamos perceber e não conseguimos automaticamente compreender… Ficam por expressar dezenas de sentimentos, vontades e emoções, devido ao obstáculo natural da inexistência (temporária, ou não) da fala.

Para promover esta tão esperada comunicação, inevitável para o sucesso do relacionamento interpessoal, pois é como as pessoas se relacionam entre si (as trocas de ideias, de experiências, de sentimentos e de informações), têm sido desenvolvidos métodos de comunicação alternativa e aumentativa. Este processo realça formas opcionais e alternativas de comunicação que têm dois objetivos: desenvolver e promover a fala, e garantir uma forma de comunicação eficiente.

Pode considerar-se comunicação alternativa toda e qualquer forma de comunicação que seja diferente da fala e usada por um indivíduo em contexto de comunicação com outro, frente-a- frente. Como exemplo de meios alternativos temos os signos gestuais e gráficos, a escrita, o código morse, entre outros. Estes meios permitem (principalmente às crianças, mas também aos jovens e aos adultos) comunicar com o mundo que os rodeia quando a linguagem oral é ineficiente ou até mesmo inexistente. É um meio que é usado para comunicar com o outro que não a fala (comunicação oral).

No caso da linguagem aumentativa, visa promover e apoiar a fala, de forma a facilitar o desenvolvimento da mesma.

Estes meios alternativos e aumentativos permitem às crianças tornarem-se independentes, pois conseguem assim expressar de forma autónoma os seus interesses e as suas vontades, bem como os seus medos e receios; permite-lhes “dizer” as pequenas palavrinhas que estariam de outra forma trancadas nas suas pequenas cabecinhas.

Quando esta realidade bate à porta dos pais, a palavra de ordem passa a ser “Acreditar”, pois o caminho é longo e trabalhoso, mas sempre com uma luz de possibilidade e esperança, vinda da estrelinha que veio alegrar tanto os seus dias e agitar tanto as suas noites.

É fundamental redirecionar os sonhos e as expectativas para promover o desenvolvimento e a comunicação das crianças, tanto entre elas, como com os pais e restantes adultos presentes nas suas vidas, bem como redefinir pequenas ideias, dando-lhes assim confiança e segurança para comunicar com os seus pares e promover o bem-estar destes pequenos humanos.

Porque na diferença também há lugar para a felicidade!

Por Lídia Fernandes, para Up To Kids®
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Há crianças tranquilas mas que têm dificuldade em lidar com situações em que se sentem frustradas, quando que ouve um “não”.

De facto, um “não” é sempre difícil de gerir, até para nós adultos. Contudo, a maioria de nós desenvolveu estratégias que lhe permitem lidar com a frustração de uma forma mais adaptativa e até construtiva. É o que se chama de resiliência.

Ou seja, quando somos frustrados sentimos e reconhecemos essa vivência como negativa, mas temos a capacidade de procurar e invocar os recursos internos necessários a lidar com as emoções que essa experiência desencadeia (a zanga, a tristeza…). Conseguimos até traçar planos para lutar por aquilo que nos recusaram ou procurar alternativas. Esta capacidade é adaptativa e adquirida através das nossas experiências de vida.

Aos sete anos de idade, por exemplo, muitas crianças ainda não adquiriram a mestria necessária para lidar com estas emoções e, para elas, o “não” é um absoluto. Por exemplo, quando dizemos a uma criança que não podemos ir a casa do amigo naquela tarde, ela pode senti-lo como um “nunca”.

Aprender a gerir estas emoções e aceitar a frustração de uma forma mais tranquila é muito importante e tem impacto nas mais diversas dimensões da vida.

Enquanto mãe terá um papel preponderante no apoio ao desenvolvimento desta capacidade. Algumas estratégias podem ajudar.

1 – Dizer “não”, sem dizer “não”.
Ou seja, em vez de dizer que não pode ver o filme aquela hora, explicar que naquele momento vai jantar, por exemplo, e que após o jantar poderá fazê-lo. Não sendo palavras milagrosas, dão alguma tranquilidade e previsibilidade, a par de uma solução de curto prazo. Outra alternativa, será usar o humor sem gozar, brincar, criar um cenário ainda mais divertido para a satisfação daquele desejo que terá de ser adiado e apresentar uma alternativa prazerosa.

2 – Explicar o “não”.
Ainda que seja verdade que as regras não têm e muitas nem devem ser negociadas, com o não é diferente e nunca é demais explicar (não se trata de justificar) porque motivo aquele pedido não pode ser satisfeito em dado momento. Uma explicação racional para um “não” alivia a carga ansiosa que lhe está associada e ajuda a criança a perceber que para tudo há um motivo e gradualmente isso será interiorizado como uma norma.

3 – Lidar com a zanga.
É frequente que a reação à frustração seja “regada” com lágrimas, gritos… A birra… Isto acontece pela imaturidade emocional, ou seja, a criança não consegue interpretar e lidar com o turbilhão de emoções “negativas”, não consegue geri-las. Ora, cabe ao adulto ajudá-lo a verbalizar o que está a sentir sob a forma verbal. Dar um nome às emoções é meio caminho andado. Reconhecer e validar é importante: “compreendo que te sintas muito triste por não podermos ir a casa do primo hoje. Eu sei que tu querias muito”.

4 – Dar espaço
Por muito que vê-lo chorar seja doloroso e que a nossa tendência seja procurar tranquilizar a criança da forma mais eficaz possível, é importante dar tempo e espaço para que ele próprio consiga “reorganizar” as emoções. Permitir um tempo para chorar e ficar triste para que, por ele próprio, consiga progressivamente retornar à calma. Não se trata de ignorar, mas de estarmos por perto para apoiar e ajudar, dando espaço para que a criança viva a zanga ou a tristeza que possa estar a sentir.

5 – Conversar depois da Birra!
Durante as expressão da zanga a criança não está disponível para ouvir, será sempre preferível esperar. Quando esta termina, conversar sobre o que aconteceu é importante, mas cuidado! Não se trata tanto de falar sobre os motivos do não, agora o importante é falar sobre o que sentiu, o que pensou, o que sentiu no corpo quando estava zangado e ajudá-lo a encontrar comportamentos alternativos àquele que usou.

Finalmente, é muito importante que a criança seja reconhecida pelo seu esforço em lidar com o não, mesmo quando não corre tão bem quanto desejava, o ser capaz de voltar à calma é em si mesmo um motivo para um elogio.

E, porque não, criar o “mealheiro dos já consigo” onde podem colecionar cada pequena conquista que a criança faz de forma cada vez mais crescida!