Sabemos que muitas das mães já conhecem a Pisamonas e que a identificam como uma referência no calçado infantil, mas sabem que a Pisamonas é a loja online onde podem encontrar sapatos para bebé, menino, menina, e alguns modelos para mulher, com a melhor qualidade, ao melhor preço? 

Agora que o tempo começa a pedir calçado mais quente venha conhecer a nova coleção Outono-inverno da Pisamonas!

E a cereja em cima do bolo é que aqui os envios e as trocas são sempre grátis, sem valor mínimo de encomenda e sem perguntas. Se os sapatos não ficarem bem, receberá outros sem custos como se estivesse na loja física. Além do mais é fácil de encomendar, e rápido a chegar!

A NOVA COLEÇÃO OUTONO-INVERNO 2016 DA PISAMONAS JÁ CHEGOU!!

Quem já era fã e tem seguido as colecções já deve ter visto os novos modelos, cores e tamanhos que acabaram de chegar (#novacoleção).

Seguindo as últimas tendências da moda, na Pisamonas encontrará vários novos modelos feitos em veludo, um must have desta temporada. Este material está presente em sapatos para meninas, como as sabrinas com laço no elástico, mas também em sapatos para meninos, como os bluchers com atacadores de nastro, perfeitos para ocasiões especiais. Para outfits mais casual, com os ténis de veludo os miúdos ficam cheios de estilo sem prescindirem do seu tipo de calçado preferido.

As meninas vão brilhar ainda mais nesta época de Outono-Inverno, pois os acabamentos brilhantes, como o glitter, continuam a ser do mais trendy que há! (#Pirosas). Na Pisamonas, misturando vários estilos, pode encontrar botas tipo country com uma estrela lateral em glitter, um modelo versátil para usar tanto com looks informais, como com vestidos um pouco mais elegantes dando um toque street style muito especial. Outro modelo brilhante, são as sabrinas de camurça com enfeites em forma de cristais colados à mão na parte frontal. Puro artesanato nos pés das meninas.

pisamonas meninas

Para os meninos, na Pisamonas também pode encontrar muitas novidades: ténis em tecido espiga com dois atacadores para alternar, sapatos de vela tipo camurça, clássicos mocassins com berloques ou os sapatos blucher com sola mais sport ou mais elegante. Com todos eles, disponíveis nas cores que estão mais na moda, conseguirá looks de capa de revista! (#miudoscompinta)

pisamonas menino

Para os dias mais frescos, o forro felpudo continua a ser tendência para proteger do frio os mais pequenos. Na Pisamonas pode encontrá-lo em modelos de botinhas para bebé, mas também no novo modelo de botas de camurça com atacadores terminados em missangas ou nas novas botas de neve. E por falar em botas… não pode perder o novo modelo de botas étnicas: botas de meio cano de camurça combinadas com um material têxtil de vários tons que fará furor entre meninas e mamãs!

pisamonas mamãs

E se é fã das botas clássicas tipo pascualas, esta estação a Pisamonas lança um novo modelo destas botas com atacadores de cetim e fecho-éclair que as mais pequenas não vão querer tirar. (#Conforto)

Para os dias de chuva ou só para dar estilo, as meninas vão querer levar para a escola as suas novas galochas com efeito glitter. (#Miúdasgiras) Para que os rapazes as possam acompanhar a saltar em todas as poças, a Pisamonas disponibiliza uma grande variedade de galochas com cores que iluminam os dias mais cinzentos.

Pisamonas novidades

Todas as novidades vêm juntar-se ao já habitual catálogo Pisamonas, com os sapatos de criança intemporais que todos procuramos para os nossos filhos. Mocassins, merceditas, botas safari, ténis, carneiras… e muito mais!

Sem pagar portes. Sem pagar trocas. E tudo isto sem sair de casa e sem complicações.
O que é que precisa mais?

 

 

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Contactos: www.Pisamonas.pt
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Telefone: 308 805 709

O primeiro dia de pré-escola

Setembro é o mês de regresso à escola, para muitas crianças.

Para as mais pequenas, a pré primária é um mundo ainda desconhecido – e algumas acabaram de completar 3 anos.

Não há como negar: 1 ano faz diferença, neste aspeto. E por mais que, a longo prazo, a criança possa adorar os novos amigos, descobrir brincadeiras e habilidades, numa fase inicial, o processo poderá não ser fácil. Nem para a criança, nem para os pais.

Alguns desafios que as crianças mais novas poderão enfrentar comparativamente aos colegas no primeiro dia de pré-escola:

  • mais cansaço físico, psicológico e emocional
  • dificuldade em manter a concentração durante tanto tempo
  • menos agilidade física
  • fala/discurso menos desenvolvido
  • menos destreza nas interações com o grupo (socialmente)
  • mais dificuldade nas situações diárias como vestir-se, despir-se, calçar-se, comer.

Por outro lado, para os pais esta fase também representa um desafio: o de encarar que o seu bebé já não é um bebé e o ato de entregar a criança como um aluno – provavelmente o elemento mais novo da sala.

Comprar material escolar, uma lancheira, roupa específica…! Uma série de ações que tornam a ideia mais concreta, mais real.

Mas há mais coisas que podemos fazer para ajudar neste momento de transição, adquirindo ritmos e hábitos transversais:

  • escrever uma lista de coisas que a criança neste momento gosta, não gosta, coisas que a caracterizam e no fim do ano letivo, revisitar essa lista – a evolução é, muitas vezes, impressionante!
  • contar histórias e lengalengas
  • criar ritmo diário
  • incentivar a criança a ajudar nas tarefas domésticas simples e úteis (pôr a mesa, lavar a louça, colocar roupa na máquina de lavar, etc)
  • dar um bom pequeno-almoço
  • ter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, hortícolas e oleaginosas, irá ajudar ao normal desenvolvimento da criança, sobretudo nesta nova fase, geralmente tão exigente.
  • proporcionar um ambiente tranquilo à hora da refeição;
  • ir sempre ao wc antes de sair de casa
  • fazer teatro e jogos em casa, no jardim, na praia
  • ouvir música de qualidade
  • garantir tempo para dormir;
  • brincar, brincar, brincar!

Como pais, vamos desejar com todas as nossas forças que o nosso «bebé» fique bem  entregue, que conheça um amigo especial, que seja bem recebido pela professora e pelos colegas.

É aquele momento em que nos damos conta que afinal a mudança do ano não acontece em Dezembro.

A verdadeira mudança de ano acontece em Setembro.  Que comecemos com o pé direito, então, sempre com muita brincadeira e pausas para respirar.  E em família, sempre!

Os medos que transmitimos ao nossos filhos

Mãe, o mundo é mesmo assim tão assustador?

Perguntando desta forma vais dizer-me que não; que não tem nada de assustador; de que é que eu tenho medo (?); que não devo preocupar-me, etc, etc… De seguida, vais a correr para a avó / meu pai / tua melhor amiga, fazer da minha simples pergunta, a tua maior preocupação e angústia.

Não te preocupes, mãe, que eu nunca ouvi essas conversas que tens com eles… pelo menos, não sempre… nem inteiras! Mas percebo quando não estás bem e sinto quando estás preocupada.

Sabes? Na verdade, a minha pergunta é só um reflexo das tuas atitudes. Imagina que tens a minha idade, e que delegas na tua mãe (naturalmente) a tua vida e, portanto, a tua segurança.

Agora, imagina, também, que a tua mãe passa grande parte do tempo a avisar-te de coisas como:

Não saltes daí, senão cais;

– Cuidado com os degraus, caso contrário tropeças;

– Veste o casaco ou vais constipar-te;

– Bebe mais água porque o corpo precisa;

– Sai do Sol, que faz mal à cabeça;

– Baixa o som. Cuidado com os ouvidos;

– Não corras, porque escorregas…

– …

E a lista podia continuar. Ah! E aquele “eu não te avisei?! Pronto! Não chores!!!” Não te parece difícil?

Querida mãe,  para mim, cair, tropeçar, escorregar, sentir o Sol, os ouvidos invadidos pelo som e, até mesmo, constipar-me, são experiências de vida. E chorar é o culminar dessa experiência – assim à laia daquele “visto” que se coloca no fim de uma tarefa concluída, sabes? Gostava de não te sentir tão aflita com tudo!

Eu percebo que queiras proteger-me mas, se a protecção fica tão revestida de preocupação, ao ponto de quereres antecipar (para evitar) tudo o que pode acontecer, passas-me a mensagem subliminar de que o mundo – que eu quero e devo explorar e descobrir –  pode ser menos interessante, e mais perturbador.

Os teus cuidados são úteis e necessários e eu preciso deles para crescer forte e saudável. Mas, preciso também, da tua tranquilidade e descontração – para que o meu crescimento forte e saudável seja, não só em termos físicos, mas também emocionalmente. Para eu sentir a força interior (auto-confiança) de explorar o mundo sem retracções, e poder enfrentar cada mudança / cada nova etapa sem ficar assustado.

Os alertas frequentes revelam a tua insegurança no mundo exterior – ou, pelo menos, assim eu interpreto – e causam-me desconforto e desconfiança face à novidade.

Combinamos uma coisa: fazemos isto juntos! Vamos acreditar que:

– quedas, tropeções e escorregadelas são marcas de felicidade na pele;

– o choro de dor, é só para ter o teu colo e sentir o teu apoio e amparo que alivia tudo (mas não vale dizeres “não chores!” Senão, volto a sentir a tua angústia! Se me dói, por que é que não posso chorar?)

– o Sol no parque, quando estou a divertir-me tanto, significa só um acréscimo de vitamina D, boa?

– e as constipações, além de não serem um mal maior, pode ser que melhorem o meu sistema imunitário (acreditemos!)

Assim, se não estiveres sempre a tentar evitar tudo, mostras-me a tua serenidade em cada novo passo meu, e eu sinto o desejo de explorar, com a auto-confiança que tu me transmites!

Do teu filho agradecido

P.S.: Tu consegues!!!

 

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TPC – Vantagens e desvantagens

Os famosos Trabalhos Para Casa são muitas das vezes sentidos pelos pais como deveres da escola, no período pós-aulas. Quando assim é, os filhos acabam por passar mais horas na escola (privadas) para cumprir esse dever. Aqui pode logo encontrar-se uma desvantagem para a criança. Ao fim de um dia de “trabalho”, a criança precisa tanto de regressar ao seu porto de abrigo, quanto os adultos.

“Os trabalhos de casa servem para consolidar conhecimento, treinando dessa forma o que se aprende nas aulas”, é o argumento dos professores. Pergunta: “o que treinam nas aulas, aquando da aquisição desse conhecimento, não será suficiente”? Naturalmente que será para uns, mas não para todos. Nesse caso, os trabalhos serão necessários e úteis quando individualizados, na sua grande maioria das vezes, isto é, quando aplicados a cada criança de forma personalizada, para treinar, e com isso consolidar, uma matéria mais difícil de apreender (não descurando a necessidade de uma explicação diferenciada, naturalmente).

Um dos grandes problemas dos TPC é serem muito regulares, normalmente diários, pelo que o foco não parece ser propriamente a sistematização do conhecimento dos seus alunos, mas antes uma (talvez) preocupação excessiva com o desenvolvimento cognitivo, a rápida aquisição de conhecimento, alienando o desenvolvimento emocional.

  1. Ao fim de um dia de trabalho a criança está cansada – logo a consolidação de conhecimento não é necessariamente um objectivo atingido.
  2. O excesso de horas na escola (das 9h às 17h – horário de trabalho de um adulto), com trabalhos extra horário escolar, promove não raras vezes um sentimento próximo à aversão a estas mesmas matérias
  3. A criança tem necessidade de brincar – os TPC retiram-lhe (ou condicionam-lhe) essa possibilidade

É a brincar que a criança aprende a lidar com a realidade, descobrindo assim o mundo que a rodeia, pelo que é igualmente a brincar que a criança desperta a curiosidade pelo saber, pelo conhecimento, motivando-se para investir emocionalmente – e saudavelmente – nas matérias escolares. Precisa, assim, de tempo disponível para brincar.

Em suma, os TPC são úteis e necessários quando servem o propósito de cimentar um conhecimento que gera maior dificuldade, pelo que se espera que seja, tanto quanto possível, individualizado /personalizado e de evitar o registo diário.

Adaptação na escola

Querida mãe (e ou pai) cujo filho está a fazer a adaptação na escola:

Prepara (e prepara-te) esta nova etapa sem medos (o que não é o mesmo que dizer que não tenhas receios).

Tenta perceber todas as mudanças para que quando o teu filho for confrontado com elas possas saber do que se trata e explicar-lhe o porquê de as coisas serem como são.

É natural que percas algumas horas de sono por causa das novas actividades, dos novos cuidadores, da nova carga de trabalhos que o teu filho vai ter, da alimentação e por aí fora. Permite-te ter as tuas dúvidas mas tenta resolvê-las a todas com tranquilidade.

A adaptação dos nossos filhos a uma nova realidade é também uma adaptação dos pais a essa mesma situação. Se fizeres a tua parte, isso irá facilitar a parte que cabe aos teus filhos.

Dito isto, há uma lista de coisas que deves tentar não esquecer:

– O teu filho é fantástico (e tem nele a capacidade de “enfrentar” o mundo, ou não foste tu quem lhe deu todas essas ferramentas?).

– O teu filho vai ter de se habituar às novas rotinas.

– Vai ter de conhecer as pessoas para ter a possibilidade de criar empatia com elas. Não esperes que goste de toda a gente (quando nem tu, que és adulto, o fazes).

– Dá-lhe tempo.

– Ouve-o.

– Tranquiliza-o.

– Aprende o que ele está a aprender para se sentir acompanhado.

– Desdramatiza. Não adianta chorarem juntos, isso vai acrescentar uma carga dramática emotiva negativa a uma mudança: que ao longo da vida acontecerá múltiplas vezes e que deve desde já ser vista como a oportunidade de algo novo e melhor.

– Participa.

– Não desvalorizes os sentimentos do teu filho: se está a partilhar o que sente aprecia esse momento.

– Está atenta aos sinais, sejam eles positivos ou negativos.

Acima de tudo, respira fundo. Daqui a uns meses vai parecer que as peças estiveram sempre tão bem encaixadas que vais sentir que este início aconteceu numa outra vida: ou pelo menos é este o meu desejo e o meu voto de que tudo corra bem.

Afinal, mudar é evoluir e ser mãe (pai) é crescermos com os nossos filhos.

Este é só mais um degrau e cabe-nos a nós subi-lo da forma mais natural possível.

 

 

imagem@Tu Chique, Coleção Outono/Inverno 2016®

Os benefícios das artes plásticas para as crianças

A arte desempenha um papel importante no universo infantil. Grande parte das crianças gostam naturalmente de pintar, desenhar e brincar com cortes e recortes, mesmo sem serem estimuladas para tal.

À semelhança de todas as experiências culturais, as artes plásticas são uma ótima forma de desenvolver apetências, conhecimentos e valores que os vão acompanhar durante toda a vida. Não é por acaso que as artes plásticas são usadas por terapeutas ocupacionais e integram grande parte do programa de aprendizagem das creches e jardins de infância.

Ensina a importância de fazer

Desenhando, pintando e esculpindo é natural que as crianças guardem uma imagem projetada do possível resultado final, mas é necessário trabalhar essas expetativas. O incentivo das artes plásticas em casa ou na sala de aula é, portanto, uma ótima forma de ensiná-las a desfrutar de cada passo do processo e a saber lidar com a frustração e com a gestão de expetativas. “O importante é participar” dirão alguns, mas mais importante ainda é divertirem-se pelo caminho! Não interessa o resultado final, o que interessa é o processo – esta é uma lição para a vida.

artes plásticas crianças

Aproxima pais e filhos

As artes plásticas são um caminho para a interação e para preencher tempo de qualidade entre pais e filhos. Sentar-se com os seus filhos a pintar, desenhar e a criar coisas novas estreita laços familiares e promove a comunicação, a cooperação, o espírito crítico e a partilha de experiências e opiniões.

 

artes plásticas

 

Abre as portas à criatividade individual 

Desenvolver a imaginação é tão importante como aprender a falar, saber as cores e contar até 100. Além disso, as artes visuais são uma excelente forma das crianças se expressarem, quebrando as barreiras linguísticas, principalmente em idades em que o discurso verbal ainda não está completamente assimilado.

artes plásticas

Resiliência e autoestima

Saber falhar é a regra número 1 de um artista e essa regra é válida também para artistas de palmo e meio. É importante escolher atividades que se adaptem à idade da criança, para que haja sempre superação. Além de desenvolver ferramentas emocionais tão importantes como a resiliência, a paciência e o autocontrolo, todas as artes plásticas incluem uma boa dose de encorajamento para fazer melhor – tendo um papel importantíssimo na construção da autoestima e confiança dos mais pequenos.

Descobrir o mundo e descobrir-se
Os adultos não devem influenciar o processo criativo das crianças, mas podem dar-lhes oportunidades para elas poderem conhecer o mundo e experienciá-lo. Papel, tinta, gesso, argila e elementos naturais como folhas, terra e água são uma ótima maneira de elas terem contacto com novos materiais, objetos, texturas e possibilidades, ao passo que descobrem o mundo através deles. Sujar, claro, faz parte do processo. Aprenda como tirar tinta da roupa facilmente e não deixe de incentivar o sentido de exploração e descoberta dos seus filhos!

 

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Consciência corporal e coordenação motora

Através do tato e da manipulação de objetos os mais pequenos descobrem o mundo, interpretam o que os rodeia e aguçam a curiosidade. O desenho, a pintura e os trabalhos manuais são um excelente “empurrão” no desenvolvimento motor da criança. No topo da lista estão a destreza dos dedos e a coordenação entre o olhar e o movimento das mãos. Logo de seguida, a consciência de si próprios e a aprendizagem de que é preciso cuidar do próprio corpo em todas as ações e atividades.

Precisa de mais argumentos?

 

Por Joana Teixeira para Up To Kids®

Porque prefiro que os meus filhos aprendam empatia em vez de mandarim

“Desde que sou mãe que tenho ouvido diferentes opiniões sobre o que é mais importante que os nossos filhos aprendam para ter sucesso na vida. Programação. Inglês. Xadrez. Ballet. Mandarim. Comunicação. Matemáticas. Desportos de equipa. Música. Artes marciais. “

Estou grávida de sete meses da minha terceira filha e com uma barriga gigante. No fim de um dia de trabalho, sempre que entro no metro a abarrotar é inacreditável a forma como as pessoas viram a cabeça para o outro lado e fingem que não me viram. São muito poucas as pessoas que me olham nos olhos e me cedem o lugar. Não sei se sabem mandarim, programação ou se são uns génios em matemática. Mas todas elas têm algo em comum: empatia. Empatia tal que as move e as leva a fazer algo pelos outros. É chamada Empatia em ação.

Esta é a empatia que move as pessoas a fazer coisas pelo próximo.

A ajudar a construir uma maternidade, a doar o seu tempo e esforço por uma causa em comum. A que leva um jovem a montar uma iniciativa social na sua escola.

A Empatia em Ação é de extrema importancia na formação de uma criança não só por ajudar o próximo, mas também por se tornar uma competência essencial para se ser bem sucedido e feliz. A empatia é o que faz que uma pessoa trabalhe bem em equipa, que seja um bom líder, que uma empresa concentre o seu serviço às verdadeiras necessidades do cliente, ou que um jovem saiba como atuar numa entrevista de trabalho.

A empatia não surge quando olhamos à nossa volta. A empatia faz-nos olhar de outra maneira à nossa volta, focando-nos nas necessidades e preparando a ação.

A Empatia em Ação leva-nos a inovar e torna-nos mais pragmáticos, mais bem sucedidos e mais felizes. E claro, ajuda a tornar o mundo melhor.

A boa notícia é que a empatia se pode aprender e praticar.

Existem empreendedores sociais, como a canadense Mary Gordon, que impulsiona a empatia em escolas há quase 20 anos, e tem promovido os benefícios objetivos da empatia.

Também em Espanha, há colégios que estão a trabalhar a Empatia em Ação com os seus alunos e têm conseguindo resultados excelentes. As crianças do Ensino Fundamental de Canárias, pela primeira vez, terão a sorte de ter a disciplina – obrigatória e avaliativa – “Educação Emocional e para a Criatividade”, onde duas vezes por semana trabalharão a empatia e outras emoções.

Hoje em dia este tipo de indicadores não faz parte dos rankings dos top 100 colégios da Espanha, que continuam, infelizmente, centrados nos resultados quantitativos de avaliação. Mas se todos valorizarmos, praticarmos e ensinarmos a Empatia aos nossos filhos, tal como aconteceu com as regras e outros valores sociais e morais noutros tempos, as coisas irão mudar.

Eu quero que os meus filhos desenvolvam a empatia.

Para que não virem a cabeça para o outro lado. Para que sejam pessoas ativas e que se importam com o que se passa à sua volta. Para que façam algo pelos outros. Para que tenham êxito pessoal e profissional. E para que quando forem à China, sejam capazes de entender os moradores locais com apenas um olhar.

Das crianças que trabalharam a empatia em salas de aula:

  • 78%  incrementaram a sua atitude e conduta perante os colegas;
  • 74% aceitaram melhor os colegas;
  • 71% aprenderam a avaliar as situações em perspectiva;
  • 39% diminuíram a agressividade relativamente aos colegas.

empatia

 

Traduzido e adaptado por Up To Kids®,

Artigo original “Por qué quiero que mis hijas aprendan empatía en vez de chino”, em Forbes

Nunca deixes de brincar!

Brinca sempre como se o tempo não contasse.

Brinca aos bombeiros, aos médicos, aos astronautas.

Brinca a coisas para as quais ainda não inventaram nomes.

Agradece quando tens amigos para partilhar as brincadeiras, mas aprende que brincar sozinho também tem as suas riquezas.

Aceita que nem sempre as tuas brincadeiras vão ter graça.

Brinca para divertires a tua irmã mais nova.

Brinca quando a tua mãe teve um dia menos bom.

Brinca para esquecer que o teste te correu mal.

Brinca para fingires que o facto do “tal” ainda não ter dito nada não tem assim tanta importância.

Brinca aos cozinheiros, às cantoras, aos cientistas.

Brinca para perceberes quem és, a liberdade que tens.

Brinca para não te sentires tão ansiosa num momento mais chato.

Brinca com o cabelo enquanto os teus pensamentos te levam para longe.

Brinca imaginando que tens um palco sob os pés quando a tua música favorita passa na rádio.

Não brinques com os sentimentos dos outros.

Brinca com as ironias da vida.

Brinca com a sorte que tens, ou com o azar que às vezes te bate à porta.

Brinca na areia até a vergonha te impedir de o fazer. (até passarem alguns anos e não te importares mais com isso).

Brinca só quando isso não incomoda os outros porque as brincadeiras só valem a pena se todos estiverem divertidos.

Brinca com as características que te afastam da tua avó, com aquelas que vos fazem parecer da mesma geração.

Brinca por nunca te esqueceres de nada ou por nunca te lembrares de coisa alguma.

Brinca aos super heróis.

Brinca a alta velocidade e aproveita e dá mais uma volta na montanha russa.

Brinca com calma e vê as nuvens no céu a arrastarem-se para longe.

Brinca quando chegar a altura de sentires saudades por não brincares há demasiado tempo.

Acima de tudo, querida filha: Nunca, mas nunca, deixes de brincar. A vida é demasiado séria para te levares sempre a sério.

 

imagem@weheartit

Não há crianças desafiadoras

Tem filhos que o contrapõem?

Que estão sempre a discordar consigo? Crianças que contrapõem o que lhe diz? Crianças persistentes, determinadas, que gostam de levar a sua sempre avante? Crianças que parecem ficar coladas ao chão quando lhe mandam fazer uma coisa? Que não fazem o que lhes diz nos momentos em que lhes diz?

Então parabéns. Tem consigo pessoas saudáveis, extremamente inteligentes, com grandes capacidades de liderança, com opiniões fortes, determinadas, fortes de caracter, persistentes, que – se bem direccionados – terão muito para dar ao mundo.

No entanto, estas ainda são características que fazem pais, educadores e outros especialistas catalogarem as crianças de desafiadoras. Elas respondem, manifestam-se através de expressões faciais, corporais e vocais o seu descontentamento sobre opiniões nossas ou sobre a forma como nos exprimimos. Elas revoltam-se, dizem não, perguntam porquê a toda a hora  e debatem tudo aquilo que lhes dizemos.

Estas são crianças que precisam de perceber a logica de TODAS as coisas, que – se os encorajarmos e lhes dermos asas – compreenderemos que pensam pela sua própria cabeça desde muito cedo, e, se lhes dermos abertura, demonstrarão os seus talentos a conhecer e explorá-los-ão.  Podem ser pessoas pequenas, no entanto, se as observarmos atentamente, elas ensinam-nos TUDO sobre como se devemos agir e interagir com os outros, especialmente com aqueles que pensam e agem de forma diferente da nossa.

São crianças que precisam de muita conexão, compreensão, respeito e aceitação.

Nem sempre conseguem manifestar da forma mais harmoniosa a sua opinião e precisam que lhes ensinemos calmamente e com muita calma. Não são crianças que precisam de ser quebradas. São crianças que, tal como todos nós, precisam de ter – e de sentir –  liberdade para se manifestar. São crianças com convicções, ideias e visões fortes que precisam de ser amparadas de forma gentil, tendo o respeito e a compreensão como linhas mestras ao longo de todo o seu percurso.

Muitas destas crianças, são crianças altamente criativas, enérgicas, com ideais, convicções e gostos muito definidos. Se parar para observar, com certeza vai questionar-se se serão desafiadores ou se estarão a tentar ser ouvidos, escutados, valorizados.

Podemos escolher acolher os nossos filhos tal como são, e deixá-los guiar o caminho, ajustando à sua forma de ser  ou podemos escolher quebrar o seu espírito, travá-los, reduzindo-os a etiquetas ou a categorias redutoras.

Não há crianças desafiadoras.

Tal como tantos outros, esse é um mito criado por uma sociedade de adultos que não compreende o universo infantil na sua essência, uma sociedade feita de adultos para adultos, em que a sede do poder e de ter razão se sobrepõe à partilha do amor, da paz.

Uma sociedade que educa para o TER e não para o SER, que precisa de catalogar para hierarquizar, que avalia a qualidade de um ser humano pelos seus erros em vez de glorificar os seus talentos e o seu valor inato, reduzindo as mais belas características do ser, em vez de elevá-las glorificar e valorizar aquilo que cada um tem de melhor.

Podemos tentar que os nossos filhos sejam aquilo que não são. Ou que sejam aquilo que queremos que sejam. Mas isso é uma ilusão. Os nossos filhos serão aquilo que tiverem de ser. Deixarão a marca no mundo que nasceram para deixar. E é desde a infância que muito deste propósito de cada um de nós se manifesta.

Podemos fazer diferente ou podemos escolher fazer o que os outros fazem, mesmo quando o nosso coração não concorda.

Podemos conduzir os nossos filhos numa direcção oposta àquela que trazem para dar a si próprios e de si próprios, a nós, ao mundo. A escolha é nossa. Podemos catalogá-los ou tentar entendê-los. Escutá-los. Ensiná-los formas gentis de discordar connosco. Porque têm esse direito. Como pais não somos seres omnipotentes. Por mais que muitas vezes achemos que somos. Porque fomos educados assim. Porque os outros nos dizem que é assim.

Não há crianças desafiadoras. Este é um dos grandes mitos acerca das crianças que tem vindo a prejudicar seriamente a forma como ainda educamos os nossos filhos.

Não há crianças desafiadoras.

Se discordarmos vivamente com a opinião de alguém, seremos desafiadores nós próprios? Ou estaremos apenas a querer manifestar a nossa opinião discordante? Imaginemos que alguém nos diz alguma coisa com a qual não concordamos de maneira nenhuma. Uma coisa que nos choca, magoa ou mexe com as nossas convicções. Seremos desafiadores se respondermos? Sabemos sempre responder da forma mais correcta?

Como pais, na maioria das vezes em auto piloto, não conseguimos olhar para o Grande Cenário das coisas. Da vida. Se olharmos para os nossos filhos com outros olhos, é muito interessante –é uma bênção! – viver com crianças com convicções fortes. Por vezes é um desafio. Mas isso não faz delas crianças desafiadoras. Talvez nos revejamos também um pouco nelas quando assim se manifestam e seja para nós difícil gerir as nossas próprias emoções. Será mais isso? Ou será porque aprendemos que os adultos têm voz superior à das crianças?

Por que razão achamos que uma criança com estas características é desafiadora?

Será porque realmente o sentimos ou porque há estímulos exteriores a dizer que é assim? Seremos desafiadores por gostarmos das coisas de uma certa maneira e não de outra? O que nos leva a achar que alguém é desafiador porque questiona ou discorda?

Porque será que de cada vez que uma criança responde ao adulto, expressando uma opinião forte discordante da nossa, aprontamo-nos a afirmar e a cataloga-la como desafiante? Crianças impacientes, que debatem ou se recusam a obedecer são pessoas que precisam de autonomia e espaço de manobra para se manifestarem.

Precisam de amor, compreensão e que os guiemos de forma gentil. Se assim o fizermos, tornar-se-ão adolescentes e adultos saudáveis, responsáveis e com um sentido de justiça fortíssimo.

Crianças com estas características estão nas nossas vidas para nos ensinar a agir de outra forma, a pensar de outra forma. São crianças que vêm instaurar um novo paradigma de educação, se estivermos dispostos a dar-lhes oportunidade de se exteriorizarem.

Estas crianças vêm ensinar-nos que as crianças sabem mais do que aquilo pelo qual lhes damos crédito. Vêm romper padrões, mitos, conceitos pré-estabelecidos.

Na sociedade moderna, a crianças ainda são vistas como seres menores. Elas têm de ser perfeitas. Fazerem o que lhes dizem, não têm quereres, têm de gostar daquilo que lhes dizemos que têm de gostar. Têm de ter boas notas, fazerem tudo o que esperamos delas. Têm de estar prontas no segundo em que as mandamos estar. Não podem falar alto com os pais, ou então são mal-educadas, nem podem responder, senão são desafiadoras. As crianças têm de gostar do que lhes damos para comer, tem de estar caladas porque nós queremos falar.

Mas serão máquinas operadas por comando? Carregamos no botão e elas fazem? Ou são pessoas? Terem os seus próprios gostos? Poderem exprimir-se quando querem e precisam?

Esquecemos que as crianças precisam de falar alto, precisam de revelar os seus gostos, as suas vontades e expor a sua opinião. São pessoas, por que razões não hão-de poder faze-lo? Admitamos que talvez seja porque não nos convém. De que forma vão aprender a pensar por si próprias, saber fazer escolhas, caso não possam exprimir aquilo que é tão natural ao ser humano? As crianças têm direito a cometer erros. Todos os dias. Tal como cada um de nós.

Todos erramos todos os dias, várias vezes por dia. Por que razão exigimos dos nossos filhos que eles sejam perfeitos?

Porque é que exigimos dos nossos filhos aquilo que nos próprios não conseguimos dar, fazer?

Todos somos seres vulneráveis, sensíveis. Todos com direito a ser quem somos. E as crianças também. Cada um a sua maneira, da melhor forma que sabe e pode.

Não há crianças desafiadoras. Há seres, com ideias inovadoras, sonhos próprios e agendas exclusivas que apenas querem expressar a sua voz no mundo.

 

imagem@Thinkstock

Tolerância: De pequenino é que se torce o pepino

É meu e não te empresto. Não quero dar um beijinho à avó. O teu casaco é horrível. Ele cheira mal. Já não sou teu amigo.

As crianças pequenas não costumam ser os melhores modelos de tolerância. Apesar disso, elas estão ansiosas por aprender boas maneiras. Por esse motivo, não adie interminavelmente o momento de introduzir no vocabulário e no comportamento do seu filho a noção de tolerância. Esqueça o “ele é tão pequeno, não vai entender”. Lembre-se que a criança aprende e apreende observando e experimentando… Por isso, nunca é cedo para começar! O seu filho é como uma pequena esponja, nomeadamente de valores. E os valores ensinam-se melhor, através da observação de modelos. E onde e quando? Nas rotinas do dia a dia, nos acontecimentos quotidianos, nas experiências vividas pelos vários elementos da família. Virtualmente, “tudo” é uma oportunidade de aprendizagem, mesmo no que aos valores diz respeito.

Demonstre tolerância. Respeite a criança na mesma medida que exige respeito dela. Escute, olhe o seu filho nos olhos, baixando-se “à sua altura” e demonstre interesse genuíno por aquilo que ele tem para lhe contar. Em relação a outros adultos, e principalmente quando o seu filho é um observador da situação, antes de criticar, mostre-se interessado por compreender o ponto de vista dos outros e realce a possibilidade de diferentes opiniões poderem ser igualmente válidas.

Ensine boas maneiras. A tolerância pode ser demonstrada através das boas maneiras. Quando a criança começa a comunicar verbalmente ela estará pronta para aprender a dizer contextualmente “por favor” e “obrigado”. Mais uma vez, mostrar boas maneiras funciona melhor do que dar uma palestra sobre o tema ao seu filho. Use “por favor”, “obrigado” e “desculpe” regularmente, tanto no contacto com o seu filho, como nas interacções com outras pessoas. A criança compreenderá que estas expressões fazem parte da comunicação habitual, no seio da família, assim como noutros contextos, passando a usá-las com naturalidade, sem ser necessário recorrer ao “faltou a palavra mágica”.

Evite reacções exageradas. Em resposta um comportamento pouco tolerante do seu filho, olhe-o nos olhos e diga de forma calma, mas firme, como é reprovável aquilo que disse ou fez e, em seguida, sugira-lhe uma alternativa mais ajustada e que expresse tolerância.

Seja tolerante!

As crianças pequenas têm dificuldade em partilhar. Dificuldade em partilhar o seu espaço, os seus cuidadores, os seus brinquedos. Aprender a partilhar é um processo. Algo que se vai construindo ao longo do desenvolvimento, a par e passo, com o desenvolvimento de competências cognitivas, emocionais e sociais. As crianças, por se encontrarem num processo de descoberta e de diferenciação entre o “eu” e os “outros” ou o “eu” e o “mundo”, tendem a comportar-se de modo mais egocêntrico, ao olhar dos adultos. Ora, sendo esta dificuldade algo normativo em termos de desenvolvimento, em idades precoces, percebê-lo e aceitá-lo é um primeiro passo, para que pais e cuidadores possam incentivar a partilha e a tolerância de acordo com os ritmos de desenvolvimento da criança.

Explique à criança que o desacordo é algo esperado nas relações humanas e que quando alguém tem uma visão diferente da nossa, tal não é sinónimo de desrespeito. A tolerância emerge precisamente da diferença.

A tolerância “torce-se” de pequenino… Observando modelos de tolerância. Percebendo que quando se é tolerante, se é valorizado, admirado e respeitado.