Quero dar-te colo…

À menina que ontem chorava no parque infantil: quero dar-te colo.

Quero que as lágrimas que choras sejam substituídas por sorrisos, porque o teu sorriso é maior do que as palavras que a tua mãe te diz.

Sim, eu oiço-a. Oiço-a a apressar-te, a dizer para não estares outra vez a subir o escorrega porque nunca consegues subir sozinha. Para não seres parva. Para largares a bola do menino. Que lá estás tu a correr.

Quando cheguei ao pé do escorrega e te vi olhar as escadas como se do Everest se tratasse, estendi-te a mão. Os teus olhos piscaram como se não percebesses. Vem, tenta subir, disse-te. Ajudei-te a subir duas vezes e à terceira fizeste-o sozinha. Olhaste em volta à procura da tua mãe e ela estava de costas, mais preocupada com o pó que se tinha acumulado nos sapatos do que com as tuas conquistas. Fiz-te uma festinha e tive a sensação que não devias receber nenhuma há muito tempo.

Gostava que a tua mãe visse como o encorajamento te fez vencer uma etapa em apenas meia hora. Em como o peso das palavras positivas te fez chegar longe quando o das palavras negativas te fazia agarrar as escadas com força e perder a coragem.

Gostava que ela soubesse que devia ser a pessoa mais importante para ti. Eu sei que é, mas não está a cumprir com o seu papel.

Daqui a uns anos vais virar-lhe costas porque ela não te apoia, nunca te apoiou. Eu sei que é mais fácil ser mãe de meninos bem comportados, de meninos que sabem sempre as respostas certas, que conseguem sempre as coisas à primeira. Sei também que esses meninos quase não existem. E tu não devias querer ser como eles.

És única e tens os teus desafios. Mereces ter tempo para ultrapassá-los. Para falhar. Para chegar mais longe, seja qual for esse longe, porque cada um tem os seus limites. Mereces ter alguém que te estenda a mão.

Gostava que fosses abraçada todos os dias e te dissessem como gostam de ti.

Porque a tua mãe gosta de ti, só não foi ensinada a gostar. Talvez a mãe dela fosse assim, como ela é. Mas promete-me que vais pegar em tudo isto e ser diferente com os teus filhos. Que não vais poupar abraços, que vais esforçar-te por ter uma palavra boa a dizer. Promete-me!

Queria dar-te colo. Queria sussurrar todos os dias ao teu ouvido que vais chegar longe.

Talvez não chegues porque te está sempre a ser dito que não consegues. Ou talvez, precisamente por causa disso, te esforces para provar que a tua mãe está enganada.

Talvez sejas tu quem tem de a ensinar a gostar. A manifestar o amor.

Eu acredito em ti.

Acredito que por trás desses olhos tristes vai haver uma grande pessoa.

Queria dar-te colo, mas não vou estar por perto para to dar.

Por isso, minha querida, sempre que ouvires coisas que te fazem duvidar de ti mesma, canta. Canta baixinho a tua música preferida e deixa que ela te leve…

Tu és capaz.

Acredita.

imagem@jillgreenberg

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Eu fiquei contigo ao colo

Colo

Cá em casa# Damos Colo

 

Gosto de sessões intimistas.

Numa sessão com 100 alunos, ou com 200 professores, é difícil chegar a todos.

Tenho um truque para estas situações.

Um dia, vi um cantor, num bar, a dar o máximo. Contudo, as bebidas, os copos, os talheres, o burburinho, abafavam o talento.

No fim da atuação, vejo uma pessoa dirigir-se a ele.

O sorriso do cantor acendeu-se. Largo. Luminoso. Luz.

Curioso para saber o que aquela pessoa lhe tinha dito, fui perguntar. O cantor só me disse:

“Era uma professora. Veio dar-me os parabéns…”

Só um professor para descobrir talentos no meio do caos.

E, se algum dia, eu tiver uma plateia com algum elemento desmotivado, vou manter a esperança.

Basta pensar que, no meio do caos, está uma professora. Toco-a e ela tocará o mundo, através do seu trabalho com os alunos.

E tu? Tens tocado na parte do mundo que te calhou?

imagem@noticias.universia

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Qual?

Qual é o jornalista, doutor, engenheiro ou pai que pode dizer, com toda a certeza, que sabe o que é ser professor? 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Todos nós andámos na escola. Projetamos uma escola de acordo com a imagem do nosso passado. Gostava de repetir isto

até à exaustão. Espalhar aos quatro ventos até ser ouvido. A educação precisa de ventos positivos! 

Quando? 

Quando é que, nomeadamente no nosso país, as boas notícias nascidas nas escolas, merecerão o mesmo protagonismo dado aos defeitos, às limitações e às más notícias?

Olhamos para a escola e pensamos no aluno que fomos, no mundo que tivemos, no pai que somos. Entretanto, já tudo mudou.  É fácil lançar suspeitas quando a realidade está distante.  

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Porquê?

Porquê assistir ao enaltecer de outros sistemas educativos, sistemas diferentes do nosso, quando, demasiadas vezes, esse enaltecer serve para denegrir o esforço do professor?

Olhamos para países diferentes. Com hábitos, clima e rendimentos diferentes para denegrir os nossos professores. Os melhores sistemas APOIAM o professor! 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Cristalizámos as críticas. 

Elas estão presas a um tipo de realidade. A realidade, contudo, é um mosaico. A realidade é assim…mas entretanto, nesse mosaico, já tudo mudou. Claro que há fatores que me custam. Fatores negativos. Claro que há espaço para a crítica.

Há professores desmotivados, pouco pontuais, com pouca capacidade de escutar, e até, pasme-se, com pouca disposição para aprender! 

Mas, por cada professor que assiste às minhas (trans) Formações optando por se sentar na última fila, há uma maioria grande que fica na primeira fila participando de forma positiva. 

Por cada professor desmotivado, desatento, incapaz de ver algo positivo no que quer que seja, há uma maioria capaz de sonhar.
Quando um professor vai para a última fila, decide não falar, lembro-me dos milhares que trabalham com alunos de diferentes níveis de ensino na mesma sala, lembro-me das dificuldades que isto acarreta e opto por entender a resistência, o cansaço.
Por cada professor que não fica cativado com o meu sentido de humor, há uma maioria vibrante, brilhante, desafiante e cativante. 

Há uma maioria cativada e cativante. Obrigado a esta maioria. 

Por cada um que optou por me mandar um rosto frio, como que mostrando desagrado pela minha postura positiva, feliz, provocadora e assertiva, como se fosse minha a culpa dos males do mundo educativo, há centenas capazes de elogiar. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E, quantas vezes, o professor que fica na fila de trás, o que já se rendeu à desmotivação, o que até tem uma postura defensiva, não é vítima de outras Formações aborrecidas, tristes, mal humoradas, mal dinamizadas por quem não conhece a realidade? 

Quantas vezes esse professor não é vítima de outros formadores capazes de criticar em vão, só porque até é fácil criticar o professor.

Toda a gente parece ter uma palavra a dizer sobre escola, educação, editoras, manuais escolares, sistema educativo… E a realidade? E as salas sem condições? E os “psicólogos de televisão” com os minutinhos de antena para encher? 

E a crítica fácil do comentador, do “pai de torremolinos”?

Tudo desgasta. 

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

E as mudanças de rumo dos diferentes executivos? As alterações nos ministérios? As suspeitas de “corrupção”, baseadas em mentiras?

Qual é o “psicólogo de televisão” conhecedor da realidade? Qual é o palestrante que já deu aulas nas escolas portuguesas? Qual é o jornalista que enfrentou uma turma atrás de outra turma, nas condições atuais? 

Por cada professor desmotivado, por cada professor que decidiu assistir a uma intervenção minha na penumbra da sala, perdendo o meu rosto, inibindo-se de se envolver comigo para poder entender a minha mensagem, há uma maioria merecedora de vénias.

Perante os da penumbra, tento envolvê-los. Por vezes fico triste, se não sentem o meu rosto, podem não entender o humor, a ironia, a assertividade, as entrelinhas…e como a minha ação tem entrelinhas! 

Perante estes, a minha decisão de ser cada vez melhor no que faço, é renovada. 

Pelos alunos, a base de tudo, pelos melhores professores, levantarei sempre a voz. Estudarei sempre mais. Contrariarei salas sem condições, sistemas de som contraproducentes, últimas filas desatentas.
Perante a opinião ligeira do jornalista, ou perante a crítica teórica do “psicólogo de televisão”, levantarei sempre a voz.
Perante a má cara do meu colega formador, porque “foram maus formandos”, levantarei sempre a voz.
Perante a sugestão leviana do pai que deveria ir à escola pela positiva, levantarei sempre a voz.

O esforço colocado na crítica vã, deverá ser canalizado para ajudar. 

Perante cada professor cansado ou desenquadrado, lembrar-me-ei sempre da maioria que está para levar o mundo para a frente. 

Pelos alunos, a base de tudo, ajudam-me a levantar a voz? 

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Conhecimento de Estufa

 

Vou ser mãe de uma menina daqui a umas semanas. Tenho pensado muito sobre o futuro, como seria de prever. E mais ainda sobre o passado.

Nos últimos três anos na relação com o meu marido tenho dado comigo a repetir alguns dos aspectos negativos da relação que vi os meus pais terem ao longo dos anos. É certo que me conheço bem e que me é mais fácil olhar para o que é negativo do que o positivo. Sem dúvida, muito de bom aprendi porque senão não seria a pessoa equilibrada, corajosa e humana que creio ser hoje mas a realidade é que me tenho confrontado com partes de mim que sempre me recusei a vir a ser um dia.

Ok, ok, em termos intelectuais e muito racionais e até lógicos lembro-me de, desde muito nova, ter decidido “Nunca vou repetir isto ou aquilo”. Recusava-me veemente a ser submissa e ser aquilo que via como desrespeitada. E que choque tem sido, depois de tantas vezes ter debatido estas questões com amigas ao longo dos anos, ver-me igual. Ver-me ser filha da minha mãe. Ou filha de muitas mães e mulheres cujo comportamento fui assimilando.

Orgulhosamente filha da minha doce mãe, com um coração de ouro e que mostrou como se comporta uma pessoa compassiva. Filha da minha mãe que me mostrou integridade e verticalidade. E, depois outras coisas que por hábitos de gerações e gerações de mulheres têm vindo a repetir-se e tão mal me sabem na boca e no coração. Nas veias.

O que me levou a escrever este texto agora, foi o facto de acreditar que nos esquecemos facilmente da dificuldade que implica mudar hábitos antigos. Antigos meus, antigos da minha mãe. E antigos de tantas outras mulheres. Leio muitas vezes artigos sobre as coisas que NÃO devemos repetir. Que vamos ser diferentes. Mas pouco sobre a pujança feroz da repetição de comportamentos, irracionais, instintivos e enraizados. Quando me vi em situações, que não me orgulho, por revelar uma autoestima menor do que mereço. Porque sei que sou uma mulher “a sério” e merecedora do maior respeito e fiquei triste comigo. Porque temos ideias do que podemos e queremos ser.

O que me importa neste momento não é que a minha filha veja a minha força e perfeição, mas que veja a minha vontade de me desafiar a seguir em frente e alcançar os meus objetivos. Não quero que ninguém à minha volta se sinta mal por cair. Por serem dominadas por padrões de comportamento antigos.

O que tem sido realmente bom é que, em momentos de dúvida, sobre se estamos certas ou erradas, há algo dentro de nós que sabe “isto não é certo PARA MIM“. E que, por mais vezes que repitamos maus hábitos que nos magoam e se espalham com tanta facilidade, todos os dias esta voz fica mais forte e acabamos por mudar. Acabamos por ser quem de facto queremos ser. E se insistirmos, mais cedo ou mais tarde, chegamos onde queremos.

Talvez me seja difícil pôr em palavras o desafio interno que se manifesta e transformar em acções que transformem o passado num novo presente. Mas vou tentar. Ainda que estes hábitos estejam tão enraizados e talvez me pudessem levar a calar-me e a não refutá-los, a minha voz faz-se, sempre, ouvir. Verbalizo o que sinto. Mostro a minha indignação. Tenho coragem de ser transparente e de mostrar quem sou. Agora falta-me a consistência de ser mais firme. De levar até ao fim a pessoa que realmente sou e criar uma verdadeira transformação. Por mim, pela minha filha e para criar novos ciclos de relações saudáveis e de companheirismo.

Estamos a caminho de um futuro melhor. De um futuro em que não ensino através das palavras ou conselhos, mas através de novos comportamentos. Sou filha da minha mãe. Mãe da minha filha.

Obrigada mãe pelo caminho que fizeste até aqui. Agora agarro eu.

Por Ana Calha, Blog Prá Vida Real

imagem@topsyone

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A Corda Bamba da Vida

Consciência do potencial inato o mais cedo possível, vida bem sucedida

 

imagem@AmandaCass

Arriscar Viver

Num vídeo motivacional de título Life=Risk (Vida=Risco), encontrei a motivação para me arriscar a falar do risco que é a vida. Ainda pensei fazer um seguro de acidentes pessoais antes de me lançar à escrita, mas depressa desisti da ideia para saborear o risco que seria falar desta arriscada aventura que é viver, sendo mãe ou pai.

 

 

Era uma vez um homem que, por medo de arriscar, decidiu viver o resto da sua vida de forma segura. Mas, mal tomou esta decisão, perguntou-se a si mesmo se não estaria a correr o risco de desperdiçar o doce sabor do desconhecido. Ainda assim, seguiu decidido a viver de modo protegido e seguro, fazendo tudo para não correr riscos.

No primeiro dia, acordado mas ainda na cama, pensou que talvez fosse melhor manter-se deitado e não se levantar, pois se o fizesse arriscar-se-ia a tropeçar nos chinelos e, quem sabe, cair e bater com a cabeça na mesa-de-cabeceira, ficando inconsciente. Mas, com medo de arriscar ficar deitado, lá se levantou por achar que não deveria ficar assim todo o dia, sob pena de correr o risco de ficar com uma atrofia muscular por falta de movimento.

O momento seguinte foi dominado pela indecisão sobre tomar ou não tomar duche. Decidiu entretanto que não iria tomar duche, pois dessa maneira não estaria sujeito a escorregar na banheira e a fazer algum traumatismo. Mas enquanto pensou nesta possibilidade, uma outra o invadiu – lembrou-se que não tomando duche se arriscaria a contrair alguma infeção por falta de higiene. E após este momento, já quase encurralado pelas armadilhas contraditórias do seu pensamento, sentou-se num banco perto da janela do quarto que dava para a rua. Ao abrir a cortina, conseguia ver as crianças a brincar no pátio lá fora com os seus skates e patins-em-linha fazendo manobras arriscadas, e os carros a circular audazmente lado a lado, e as pessoas a andar a pé tão próximas umas das outras, os pássaros a voar em bandos a alta velocidade tão perigosamente, as flores a exibir as suas cores e os seus aromas sujeitas ao risco das invasões dos insetos e aos destruidores pingos grossos da chuva; e nesta envolvência, já consciente da situação, concluiu que não havendo na vida nada que não envolva risco, não poderia continuar a viver condicionado pelos medos do caminho, mas sim pelos destinos que o chamavam, pois se assim não fosse, arriscar-se-ia a nunca ser feliz.

Só poderemos chegar a beber a água fresca da fonte se arriscarmos fazer o caminho até ela da seguinte forma: mais focados nas virtudes da água fresca do que nos buracos que, porventura, aparecerão na estrada que a ela conduzem. O grão de trigo só germina porque o agricultor, sem medo do que possa destruir o grão antes da germinação, ainda assim arrisca deitá-lo à terra. Apesar da consciência que temos de haver possíveis contratempos, é o foco intenso que colocamos no objetivo, que nos conduz onde queremos e nos liberta da paralisia do medo. Se, com medo, nunca se lançar o grão à terra, nunca haverá colheita. Se, com medo, nunca se der o primeiro passo, nunca se chegará à fonte…

Deixemo-nos atrair por tudo o que faz sentido para nós e se alinha com a pessoa que somos. Façamos a nossa parte com perseverança e resiliência e dediquemos os nossos recursos aos projetos que nos alimentam. Façamos planos e tomemos as precauções necessárias. Tomemos a decisão consciente de fazer o caminho até à fonte de água fresca, mas sempre mantendo o foco na importância que tem para nós a água. Assim, mantendo viva em nós a relevância do destino, conseguiremos extinguir os medos do caminho, sendo então fácil arriscar e usufruir da liberdade de uma escolha consciente e pró-ativa.

Tu não controlas todas as variáveis, por isso não esperes que todos os semáforos desde a partida até ao destino estejam verdes para dares o primeiro passo. Confia hoje, confia novamente amanhã e torna a confiar. A confiança é o motor que nos faz arriscar. Faz a tua parte, arrisca. Desse modo estarás a informar tudo e todos à tua volta do quanto queres ser feliz e, então, estarás a atrair o que procuras. Por isso se se diz que “quem procura, acha” e ainda que “a sorte protege os audazes”. Se dentro de ti sentes hoje um chamamento, confia e arrisca. Só arriscando, conseguirás verdadeiramente chegar a ‘Viver’. Assim, os nossos filhos, que estão sempre de olho em nós, vão aprender a confiar, a caminhar e a abraçar a vida sempre com um sorriso!

 

Por Telmo Marques, para Up To Kids®

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Princípio da caneta verde

Adiar

Andamos a Sensibilizar bem as nossas crianças e jovens?

Noutro dia, com outras noites

Ainda não tinha reparado que está sol. Passei pelo vizinho, mal o cumprimentei. Tivemos um pedido de orçamento e bloqueei…compliquei…

Por vezes, precisamos ser nossos amigos! 

Parei, pensei e entendi. Há quantas noites não se dorme uma noite seguida lá em casa? 

Ou por isto, ou por aquilo, não têm sido noites tranquilas. Um chora, outro vomita…

Convém saber parar e analisar o porquê de estarmos ranzinzas. A capacidade de nos vermos “de fora”, ajuda-nos a descobrir causas para mudanças de humor.

Compreender estas emoções tóxicas é fundamental. Não é fugir. É compreender.

Sermos demasiado críticos com a nossa própria atitude, pode trazer incapacidade de enfrentar as situações.

Assim, resumindo: 

  • Qual o dado externo e fora do seu controlo, que tem corrido mal? O que o tem cansado?
  • Usa alguma estratégia para parar e pensar? 
  • Está a ser demasiado crítico?
  • Tem sido seu amigo?

Esta parte, embora seja de análise, pode dar pistas para um plano de ataque à situação. E, no limite, este plano pode ser apenas…esperar com esperança por dias melhores.

Redutor?

Tem-me sido útil. Por exemplo, vai dar-me força para trabalhar hoje, tentando colocar de lado o excesso de atenção aos pormenores. 

Noutro dia, com outras noites, tudo será melhor. 

Com sono, cansados, torna-se vital olharmos para os objetivos finais. E avançar. 

imagem@9dades

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O menino que nunca tinha sono nos olhos

Bebés devem dormir no quarto dos pais

Ser Pai

Pistas para motivar os alunos

“Mas os alunos já devem vir motivados de casa…”
“No meu tempo, não era precisa motivar.”

Quem deseja falar de forma a ser ouvido, tem que estar presente.
Toda a sua alma, todo o seu querer, todos os poros do corpo, devem estar presentes. Presentes naquele momento, naquele lugar. Naquela comunicação.
Os que desejam ter uma plateia atenta, têm que saber do que estão a falar.
Têm que saber tudo sobre tudo, não para se vangloriarem, mas para poderem arranjar pontes entre o que sabem, e o que a plateia precisa saber.

Quais são os gostos daqueles que o estão a ouvir? De que é que eles precisam? O que é que eles já sabem?

Aqueles que falam “mal” da motivação esquecem-se…
Esquecem-se de que nem todos os alunos têm as mesmas famílias empenhadas.
Esquecem-se de que a Escola também existe, para dar a todos a mesma oportunidade.
Esquecem-se de que às vezes, falam “mal” da motivação para mascarar o seu cansaço, a sua falta de paixão, a sua deficiente capacidade para serem empáticos, a sua fraca assertividade…o seu desconhecimento sobre o conceito “assertividade”…

Quem deseja falar para que o ouçam, deve entender algo sobre a diferença. Deve ser tolerante. Justo. Prático. Deve ter valores. Quais são os seus valores? Se não souber encher uma folha com os seus valores, como poderá passar valores para os seus alunos?
Assim que a cabeça voa lá para fora, para outros problemas, os alunos sentem. Assim que estamos presentes os alunos correspondem.
Quando ultrapassamos o cansaço, as injustiças de que a profissão é alvo, quando entendemos que a culpa não é deles, aí motivamos. Damos ferramentas.
E quem diz “no meu tempo não era preciso…” nem merece mais conversa.
É que o seu tempo é AGORA.
É que quem diz “no meu tempo” parece que já morreu.
Ou pior, parece que envelheceu.
Por dentro, claro está!

Estes “tempos de hoje” estão diferentes. Há outros desafios. Quem estiver a fazer frete não vai ser ouvido, quem estiver a falar por falar, está a fazer um mau trabalho.
Mas no fundo, é tudo uma questão de consciência. E de valores.
Quais são mesmo os seus valores?

No Mundo Brilhante conhecemos centenas de excelentes professores! Eles levam, na sombra, tudo para a frente. Eles são pessoas de (e com) valores. A eles, humildemente, dedicamos estas palavras e desejamos força!

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Educar, ensinar e liderar – 6 Reflexões

Educar, ensinar, liderar, dirigir, todas são tarefas onde é muito importante as capacidades e os conhecimentos dos executantes. Podemos estar a falar de psicólogos, pais, professores ou de líderes empresariais.

É fantástico quando a arte e o engenho se fundem e temos bons profissionais. Nessas circunstâncias, as crianças ganham, os alunos melhoram as notas, o ambiente é mais positivo.
Mas desejamos ter mais do que apenas bons profissionais! Desejamos ter profissionais excelentes.
É um mundo mais brilhante que começa a emergir, quando os profissionais são excelentes. É ter cérebro, sim, o cérebro é importante. Claro. Mas é ter mais ! Mais alma, mais coração.
É que há algo ainda mais relevante do que as características de cada elemento que intervêm no processo pedagógico , psicológico ou relacional.
Poucos (nenhuns?) conseguem fazer alguma coisa brilhante de forma isolada, sozinhos, sem apoio. A vida não é estanque. Os processos contaminam-se, sofrendo influências de diferentes fatores. Uma criança não é só educada pelo pai. Também há a mãe (na maioria dos casos, claro). Uma criança não é só educada pela mãe. Também há o pai. O professor não ensina sozinho. A Escola está numa comunidade.
Um aluno tem família, avós, tios. Estes são mais ou menos participativos. Uma equipa de trabalho tem diversos atores, cada um com o seu papel.
Por isso, é fundamental saber trabalhar em equipa! Nas minhas (trans) Formações para professores, tentamos sempre dar ferramentas para a melhoria dos processos de trabalho de grupo. Uma andorinha não faz a primavera.
Como estamos todos longe de ser prefeitos, mas como grande parte de nós deseja melhorar, ofereço seis sugestões para reflexão, no sentido de sermos melhores colegas, trabalhando melhor em equipa.

1 – Inspiremo-nos no trabalho da Psicóloga Barbara Fredrickson.

Entre outras coisas, ela demonstra a existência de uma ponte entre as Emoções Positivas e outros comportamentos positivos, tais como a Curiosidade e a Criatividade. Se cada um de nós levar Emoções Positivas para a equipa de trabalho, estamos a melhorar a produtividade, ao incrementar indiretamente esses comportamentos positivos. Também o fazemos em família. E podemos fazer mais e melhor, tendo esta noção, tendo esta clareza.

2 – Há psicólogos que defendem que “as zonas de prazer, não têm ligação com as zonas de aprendizagem”.

Então? Com tanto terreno para ser desbravado sobre o conhecimento do cérebro, vamos aceitar este dado como uma verdade absoluta? Para quê? Para educarmos “à força”? Para gerir uma equipa através do medo? Pessoas com medo trabalham melhor? Há evidência que aponta para o contrário. Podemos fazer a experiência. Coloca-se um grupo de médicos a trabalhar num diagnóstico. A este grupo, ameaça-se com uma punição caso o resultado não surja. A um outro grupo oferece-se um bom ambiente, uma recompensa…e vamos ver os resultados. E cada um de nós pode avaliar também em que momentos da vida foi mais produtivo.
Quando tinha medo ou quando estava tranquilo e feliz no desempenho das funções? Para esta reflexão, é enriquecidor que as pessoas tenham tido experiências em diferentes projetos ou empresas.

3 – As equipas melhoram quando o líder é positivo.

Em casal, a liderança vai alternando. Os professores vivem diferentes momentos. Ora lideram, os são liderado. Tenhamos em conta o nosso papel. Desejamos equipas melhores, por isso, oferecemos o melhor de nós a cada momento da relação. Tentemos ser líderes positivos, com o objetivo final em vista. O objetivo não é ganhar uma discussão, não é ganhar mais um projeto ou ganhar dinheiro a todo o custo. O objetivo é ajudar a estruturar aquelas crianças, sejam filhas, sobrinhas ou alunas.

4 – Conheça as forças de cada elemento do casal.

Conheça as capacidades, de cada professor. Identifique as capacidades dos seus colegas de trabalho. Interesse-se por descobrir em que área cada um pode brilhar mais, trabalhar com mais empenho, explanar melhor as suas capacidades.

5 – Liberdade para agir sem uma visão, sem um foco, sem um plano previamente trabalhado, de nada serve.

O professor precisa conhecer o foco da Escola, o verdadeiro projeto capa de nortear tudo. Os pais precisam chegar a acordo sobre que tipo de família querem. A intervenção psicológica precisa de consenso entre os intervenientes. Os boicotes, as dificuldades de relação entre membros das equipas, surgem quando a liderança falha ao criar um foco. Um empresa sem visão, acaba por desaparecer. Um casal sem um plano para educação, corre o risco de educar ao sabor de uma maré ou corrente que não sabemos onde vai dar. No fundo, tem que estar escrito o que cada um deve fazer e o porquê. Depois é que surge a liberdade. Há casais que pensam nisto e chegam mesmo a colocar por escrito. Não é só nas (boas) empresas.

6 – Um desafio para terminar. Trabalha em equipa? É pai? É professor?

Então conheça a “Betari Box”! Se lhe interessa o tema, se deseja melhorar, faça a sua pesquisa sobre a “Betari Box“. É uma ferramenta muito útil. Pode ser adaptada para o trabalho com crianças e jovens. Pode ser útil se estiver numa empresa.
Para finalizar, uma DICA:
  • Diálogo, sincero e honesto com cada um dos membros da equipa. Fale à parte com cada um deles.
  • Ideias contam. Ouça-as. Se não ouvir as ideias dos seus  colegas, parceiros ou colaboradores, pode estar a perder o melhor…
  • Contribua com Emoções Positivas.
  • Aja com naturalidade, e, por vezes, com “saudável loucura” e irreverência, mas não esqueça de ter foco.

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Meditação para crianças

A meditação é uma das técnicas mais simples das terapias complementares. Durante os momentos meditativos o cérebro trabalha na sua forma mais subtil e correspondente ao estado de descanso. É neste estado mental que nos encontramos mais calmos, serenos, controlamos melhor as nossas emoções e sentimentos.

Muito breve seremos um planeta onde a regeneração será automática, o Ser humano com consciência que é ou seja, luz e energia, todos os seus habitantes deixarão de evoluir pelo sofrimento. Para que tal aconteça uma reforma implacável que pode até ser dolorosa para alguns, está já em movimento.

Respeitar a vida e ter bom controlo da sua própria vida é fundamental. Crianças que fazem Meditação trabalham o magnetismo, como resultado ficam mais fortes. É resultado do bom trabalho energético que começa a crescer e estar presente na aura. Desta forma, a criança atrai para si melhores situações e melhores pessoas.

A meditação aplicada as crianças é cada vez mais recomendada por todo o mundo. A meditação ajuda a minimizar ou mesmo transformar questões hoje tão faladas como falta de aproveitamento escolar, hiperactividade, défice de atenção, mau comportamento, distúrbios depressivos, dificuldades ou perturbações do sono e fortalecimento da auto-estima e auto-afirmação.

Sempre que o estado meditativo é exercitado, o estado criativo abre e é desenvolvido. Por este motivo além do exercício de meditação pode acontecer um conjunto de algumas actividades como construção de mandalas, pintura, moldagem, ou canto. Esta é uma área onde o Ser pode desenvolver a sua criatividade e tirar partido dela.

A respiração é vida, saúde, bem-estar, alegria e boa disposição. Aprende por isso respirar bem pois pode ser útil em situações de emergência, acidentes, medo, stress, choro, ou qualquer desorientação.

Gostar e estimar o corpo físico, comendo bem, dormindo bem e tendo cuidado com uma disciplina regular de exercício é fundamental para que se sinta bem consigo mesmo. Na meditação são explicadas algumas técnicas de postura que facilitam a concentração e reduzem o stress. Para respirar bem e manter o corpo saudável este deve ter uma postura correcta e direita para que a coluna vertebral seja respeitada.

As crianças precisam de exemplos activos e de boa consciência. Nascem mais inteligentes que nunca. Com maior visão e sabem enquanto almas mais do que os pais e professores. A Meditação pode colocar todos no mesmo patamar de conhecimento e consciência facilitando assim o processo de relacionamento.

É difícil para uma criança conseguir meditar por muito tempo seguido. Meditar por breves momentos mas regularmente é mais eficaz. O importante é a aprendizagem da disciplina e saber respeitar momentos de interiorização e de silêncio. O esforço do adulto em acompanhar a criança vale imensamente a pena. A criança torna-se mestre de si, da sua vida, fica mais independente e mais alegre.

O desenvolvimento gradual que ocorre com as aulas de Meditação tornam o carácter da criança mais sólido e ajuda por isso a que ela atinja mais facilmente os seus objectivos. Um Ser que consegue atingir os objectivos que o faz feliz e que são necessários, como boas notas na escola é mais confiante e tem mais tempo para criar e pesquisar outras actividades ou conhecimentos.

Crianças que Meditam encontram dentro de si a segurança e a firmeza de propósitos já não dependem tanto dos adultos. Torna-se mais independentes e mais sábia nas suas escolhas. Ouve a sua intuição com facilidade por esse motivo estão mais protegidas. O amor desenvolve-se à medida que temos mais confiança, mais estabilidade.

As crianças reagem por medo ou por reconhecimento. O reconhecimento marca, tal como o medo, mas pela positiva. Fazer Meditação pode ser em casa, no jardim, na escola. São viagens a tua procura e para a tua educação. Mergulhos no escuro que se faz claro.

As crianças precisam de disciplina e parâmetros para saber como viver neste planeta, esta é a função do adulto. A Meditação pode trazer esta educação e funcionar ainda como uma excelente forma de auto conhecimento.

Saber quais as suas reais capacidades e fazer uso delas, aperfeiçoar o que é mais difícil, não só o torna um Ser mais completo, como constrói a auto estima e magnetismo.

Na escola

A escola é um local de crescimento e criatividade deve por isso ser um aparelho flexível e enquadrar novas formas de pensar e de trabalhar. Quem orienta as linhas de organização da educação deve meditar e recordar como foi quando era criança. Professores devem meditar e assim alcançar paz para conseguir novos dias, novos métodos uma renovação que aguarda dias de criatividade e boa vontade para nascimento de uma nova escola.

Em conclusão…

Todos são unânimes em dizer que vivemos momentos de crise mundial. Momentos de crise tornam o homem mais sábio, mais responsável, mais criativo. O interior de uma criança é suave e original, momentos de sabedoria para quem está atento. Aprenda com eles. Faça Meditação em família, aprenda a ouvir os mais novos, cresçam em conjunto e deixe-se contagiar.

 

Adoramos fotografia!

E por gostarmos tanto, sempre que vamos de férias, levamos as máquinas todas atrás. Acabamos por tirar milhares e milhares de fotografias, tentando registar todos os momentos vividos.

Mas hoje, aconteceu algo de diferente. Um momento único. Ao final do dia, no quintal, durante o por do sol, com uma aragem morna e muito agradável, depois de uma tarde de banhos de mangueira, todos relaxados, a ouvir música, elas começaram a dançar. Algo muito normal, elas adoram dançar e aproveitam todos os momentos de música para o fazer. No entanto, de repente, a Matilde vem ter connosco, abraça-nos, e puxa a irmã para junto de nós. Um abraço entre todos, bem apertado. Um momento único que não consigo simplesmente descrever por palavras.

Em seguida, elas voltaram a dançar, mas na minha cabeça, parecia que o faziam em câmara lenta, e em silêncio.

De repente apercebi-me de que tinha vivido toda a minha vida para este momento. Um momento único, simples, genuíno, carregado de tudo aquilo que tem verdadeiramente importância. Caramba, como gostava de poder carregar no botão de pausa no filme da nossa vida, e ficar a comtempla-lo, tempos e tempos!

Dei por mim, mais tarde, a pensar em como não senti necessidade de fotografar este momento. Percebi que, por vezes, acontecem momento tão intensos, únicos e especiais, que a única forma de usufruirmos verdadeiramente deles, é, tão simplesmente, vivê-los!

Sem distrações!

E sem outros registos, senão aqueles que ficam gravados na nossa memória.